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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Pretend

Escrita porRay Dias
Editada por Lelen

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Capítulo 1

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

“Sometimes I wish that we could all forget”
(Às vezes eu desejo que pudéssemos esquecer tudo)

  %Lana% estava sentada ao balcão da balada, enquanto bebia seu drinque e conversava animada com alguns desconhecidos que, assim como ela, acompanhavam animados, ao barman executando várias acrobacias no preparo de outros drinques. Uma das garotas ao seu lado concentrou o olhar em um ponto atrás dela, indicando para %Lana% com o olhar, que alguém viria lhe falar. E pela expressão da mulher, era um alguém muito interessante.
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  Concentrou-se em fazer sua melhor expressão sedutora enquanto ambas as desconhecidas ao seu lado, piscaram para ela saindo do balcão a caminho da pista de dança. %Lana% sentiu uma mão tocar em seu ombro direito, e sorriu travessa antes de se virar, mas logo sua expressão de sedutora mudou para descontente:
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  — Você? — falou surpresa.
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  Quais as chances de, seu ex-namorado estúpido, esbarrar contigo em outro estado onde você mora?
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  %Lana% não estava só desapontada, ela estava enfurecida!
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  — Eu não acredito que você está na merda da mesma balada que eu, Rafael! Você não deveria estar sei lá… Em Floripa?
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  — É um prazer rever você também, %Lana%.
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  Rindo da mulher, Rafael sentou-se em uma das banquetas ao seu lado. %Lana% virou-se para o barman e somente com a mão, fez um número dois indicando o pedido para sua segunda bebida. E assim que o barman lhe sorriu em resposta, ela virou os dedos com o número dois horizontalmente indicando que seria um drinque duplo.
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  Rafael observava as reações da ex, que voltou sua atenção a ele, com o olhar que ele conhecia muito bem: “Estou esperando a explicação”, era o que significava aquele olhar.
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  — Quer dançar?
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  — Rafael, estou esperando a explicação.
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  Ele sorriu ao ouvi-la. Afinal, ainda a conhecia bem.
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  — Me mudei para cá.
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  — Quem foi o maldito que te deu a oportunidade de sair de Florianópolis?
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  — Qual é, %Lana%… Vamos esquecer tudo?
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  — Esquecer tudo? Eu já esqueci tudo! E isso não significa que eu vá te receber com fogos de artifício ao te rever.
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  — Deixa de ser rancorosa! Lembra-se de como éramos bons amigos?
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  — Poderíamos ter nos tornado, bons amigos, antes de estragar tudo naquela maldita noite…
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  — Engraçado… Eu me recordo bem de nós dois, amicíssimos, antes de imaginar nossas bocas grudadas.
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  — Em que vida? Você nunca foi meu amigo! Nem antes e nem depois, Rafael. Já eu, sim, fiz o que pude para ser sua amiga. Até após descobrir o canalha que você é.
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  — Ei! Vim para cá por sua causa. Não seja assim tão dura, %Lana%. — O ex-namorado sorria, mexia nos cabelos e a encarava com a mesma expressão de cachorro que caiu da mudança.
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  Ela não se deixaria enganar duas vezes.
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  — Nem vem, nem vem! Pode parar com esta justificativa para trazer o inferno até mim. Eu não tenho nada a ver com isso.
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  — Tem, sim, %Lana%, porque eu não consigo esquecer de você.
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  Rafael apertou os lábios e pronunciou aquilo ao pé do ouvido de %Lana%. Ela o encarou, ameaçadora e divertida:
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  — Ninguém consegue. — respondeu.
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  — %Lana%, vamos agir como adultos! Voltei para me desculpar com você, e tentar recomeçar do zero. Me dê esta chance!
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  — Está propondo que apaguemos o passado e finjamos que acabamos de nos conhecer?
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  — Praticamente isso.
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  E foi ali que a ideia surgiu na cabeça dela. Aceitaria fingir que nada acontecera e veria até onde as intenções de Rafael iriam.
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  — Está certo, Rafael… — %Lana% suspirou virando-se sentada em sua bancada, agora de frente para ele, encorajando assunto: — Me conte como foi sair de Floripa, finalmente…
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  O rapaz sorriu satisfeito por conseguir a trégua, e,  não demorou muito após vários drinques para que Rafael demonstrasse a sua recaída por ela. %Lana% gargalhava por notar quão fácil aquilo seria, enquanto escutava Rafael lhe cochichar: “só um beijo, que mal nos fará?”, insistentemente.
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  — Não vou te beijar, cara. Você é tão… Descarado!
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  — Certo, eu falhei, mas fazer o quê se viajei de Floripa até aqui pensando no seu beijo?
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  — Se eu te beijar agora, você se arrependerá muito amanhã.
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  — Não mais do que se eu não te beijar.
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  %Lana% negou com a cabeça, em risos que denunciavam a ele que, ela não facilitaria as coisas. Rafael, estava realmente ansioso por aquilo e não aceitaria a ex-namorada fazendo charme. Ela sempre foi tão apaixonada por ele! Não era possível que não sentisse um pingo de vontade, de nostalgia! Os olhos dela não lhe negavam os desejos, e ele observou a mulher evitando olhá-lo diretamente. Encarou aquele gesto dela, como um sinal de fraqueza.
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  No entanto, %Lana% havia ficado esperta no que dizia respeito ao ex, e sabia que demonstrar insegurança em não o olhar o faria cair em seu teatro. E ele caiu. Rafael investiu um beijo que a garota não negou, mas sim, sorriu vingativa. Quão doce era o gosto daquele beijo! E pelo sentimento mais contrastante possível: sadismo. Ela fingiu-se vencida por ele, e mais uma vez, fingiu-se ingênua quando aceitou ir embora acompanhada do rapaz. Rafael se ofereceu para acompanhá-la até em casa, insistindo até ela aceitar.
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  — Vamos, eu faço questão de te acompanhar até em casa.
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  — Para gastar duas corridas de táxi? Segue o seu caminho, e eu sigo o meu. — %Lana% negava.
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  — Não me importo em gastar quantas corridas precisar, minha linda. — Rafael dizia sorridente e bêbado, satisfeito em estar com ela — E depois é uma maneira de passar mais tempo com você. Amanhã você pode acordar me evitando.
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  — Não tenha dúvidas disso!
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  Ele chamou um táxi e abriu a porta para %Lana%, que entrou e logo em seguida, Rafael acomodou-se ao seu lado. Por mais que ela estivesse fingindo “não ser preciso”, deu o endereço dela para o motorista e ao perguntar onde ele estava morando, Rafael disse morar em um bairro que era caminho para a casa dela. Então, %Lana% propôs que eles rachassem a corrida e o ex-namorado aceitou.
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  Ao chegar em sua casa, a moça desceu do automóvel e ao pagar, Rafael foi mais rápido pagando a corrida inteira e dispensando o motorista sem que ela notasse.
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  — Você é um filho da mãe. Vai embora a pé por acaso?
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  — Peço por outro táxi.
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  — A esta hora? Não tem vergonha de um golpe tão baixo para ficar aqui?
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  — Está me convidando? Porque eu aceito.
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  — Não, não estou! Você pode ficar no saguão enquanto chamo um táxi, ou pode esperar no meu apartamento. Apenas isso, já que não quero ser chamada a depor por largar um bêbado na rua a esta hora. Sabe que, só por ser sua ex eu seria a principal suspeita, não é?
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  Eles entraram e a mulher cumprimentou o porteiro.
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  — Boa noite, Tadeu, se eu não interfonar de volta em dez minutos pode chamar a polícia — sussurrou apontando para Rafael atrás de si: — É meu ex-namorado obsessivo.
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  — Tão engraçadinha… — Rafael falou sorrindo para o porteiro e disse que a obsessiva era ela.
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  Eles subiram silenciosos pelo elevador, e quando Rafael investiu em beijá-la de novo, a garota o empurrou saindo pela porta. Aquele jogo de “pega-pega” seria divertido aos olhos dele.
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  Elogiou o apartamento dela e agarrou-a sem muito esforço. %Lana% dissera que seria a última noite na vida que ficaria com ele. Rafael sorriu entre beijos distribuídos por seu pescoço e antes que a jogasse no sofá da sala, ela o guiou para seu quarto. Interpretou mais algum charme de “moça arrependida pelo que faria” e o jogou em sua cama. O rapaz se surpreendeu e não demorou a retirar as roupas.
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  O momento entre eles foi ficando cada vez mais quente e no ápice de sua troca sexual, enquanto o Rafael penetrava-a voluptuoso, os olhos de %Lana% reviravam-se de tédio, e ela estava extremamente feliz por perceber que não sentia mais nada por ele, nem mesmo tesão. Após suarem bastante, depois da mulher morder todos os lugares que teve vontade no corpo do ex, e após deixá-lo surpreso por coisas que nunca havia feito com ele, ela virou-se para o lado para dormir. Rafael tentou abraçá-la, mas ela afastou os braços dele de sua cintura.
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  — Me solta, está calor.
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  — Você já foi mais carinhosa. — Ele sussurrou ao ouvido dela.
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  — Não tem romance aqui. Acorda! E por falar em acordar, dorme logo que você vai embora bem cedo.
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  — Que grosseria, %Lana%! Nem vai me convidar para o café? — sentou-se na cama, surpreso e fazendo a garota o olhar.
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  — Eu não moro sozinha, não quero que meu companheiro esbarre com você saindo do meu quarto.
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  — Você ainda mora com o %Pedro%? — Rafael indagou suspeitando.
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  — Meu irmão? — %Lana% sorriu maldosa — Não. Divido o apartamento com meu ficante.
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  — Seu… Ficante?
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  — Sim, e ele deve estar no quarto ao lado descansando para a prova de amanhã. Então fique quieto e durma.
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  Rafael estava muito contrariado. Desde quando %Lana% se tornara aquela fingida que ficava com vários caras? Onde estava a garota ingênua, embora fogosa, que ele havia conhecido? E ainda mais curioso: que tipo de cara aceitaria aquilo?
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