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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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I want you love me


Escrita porVictoria Fideles
Revisada por Lelen

Prólogo

  Uma vida completa nem sempre é aquela que almejamos aos quinze, quando a meta era terminar o ensino médio, se formar na faculdade dos sonhos, conhecer alguém e se apaixonar, casar, ter a casa própria e o carro, planejar os filhos, envelhecer ao lado da pessoa amada.
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  Tudo isso estava na minha lista de objetivos e eu tentei cumpri-los na ordem, mas mesmo que você planeje, a vida já tem seus próprios planos.
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  Ainda no ensino médio, eu conheci o Ralph. Ele era o capitão do time de futebol da escola — aquele clichê de toda história —, mas eu era uma garota comum. Não posso me considerar uma nerd, mas eu mantinha as minhas notas altas o suficiente para passar de série sem recuperações.
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  Nos demos bem logo de cara e não foi preciso mais do que alguns dias para ele me chamar para sair. Quatro encontros depois, éramos o casal 20 da escola.
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  Ainda mais clichê que isso, foi ele ter sido o primeiro da minha vida. Ficamos juntos até a faculdade, ele em Contabilidade, eu em Publicidade.
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  Quer mais?
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  No quarto período da faculdade, eu fiquei grávida.
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  Não posso dizer que Ralph foi um cretino porque, mesmo aos vinte anos, ele assumiu a paternidade do nosso filho e me ajudou com tudo o que pôde, mas a nossa relação tinha mudado com o fim do colegial e mesmo nos gostando e nos respeitando, aquilo precisava de um fim. Além de pais, nos tornamos amigos e a relação dele com nosso menino era a melhor das melhores e a vida era boa. Até ele receber uma proposta de emprego no exterior que cobria quatro vezes seu salário atual e ainda cobria o plano de saúde para ele e nosso menino.
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  E lá se foi Ralph para outro país. As ligações aconteciam duas vezes na semana, sempre para saber como %Ryan% estava e se precisava de mais dinheiro e, quando ele completou cinco anos, paramos de receber notícias dele.
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  Nas duas primeiras semanas achamos que o trabalho tinha tomado seu tempo, na terceira seus pais iniciaram uma busca por ele. Na quarta, a notícia de que ele havia sido confundido com um policial e assassinado no meio da rua em plena luz do dia.
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  Desde aquele dia tem sido apenas %Ryan% e eu. A rotina cansativa do meu dia era derrubada toda vez que eu via meu menino sorrir. Hoje, três anos depois da morte de Ralph, nós dois vivíamos muito bem sozinhos. 
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...

  O dia da faxina em casa era sempre o melhor. Eu levava %Ryan% para casa da minha mãe ou da mãe de Ralph e usava as vinte e quatro horas livres para tirar tudo do lugar e colocar de novo, com a música no último volume, os cabelos bagunçados e a roupa mais velha que eu tinha no guarda-roupa.
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  Geralmente, eu a fazia sozinha ou com minha irmã Amber, mas desde o anúncio do noivado, ela mal tinha tempo de respirar, por isso precisei recrutar novas pessoas. A cada semana, um dos meus amigos da faculdade acabava vindo me ajudar depois de horas fazendo drama pelo telefone. Hoje era o dia de Tom.
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  — %Layla%, você tem certeza que vai tirar a TV do painel? — resmungou.
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  — É claro, né. Tá cheio de poeira ai atrás — eu disse pegando a chave de fenda para ajudá-lo a soltar os parafusos. — É só segurar a TV bem firme que eu solto.
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  — Ah, você ficou com a parte fácil. Essa TV monstruosa é pesada, sabia? — ele disse fazendo careta. Minha TV de oitenta e seis polegadas realmente era enorme e pesada. Gastei grande parte do meu aumento para comprá-la e foi um dos meus melhores investimentos.  
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  — Para de reclamar, até a Sylvie consegue segurar. — Joguei o pano nele rindo e seu rosto mudou de impaciente para incrédulo.
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  — Não acredito nisso. Chama a Syl na próxima, então. — Emburrou a cara de novo me fazendo rir mais.  
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  — Não fica assim, você me ajuda mais do que ela — disse de braços cruzados. — Mas se ela consegue segurar a TV, você também consegue.
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  Tom me olhou e disse um tanto faz enquanto eu ria dele. Larguei um beijo em sua bochecha e avisei que ia começar a soltar os parafusos. 
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  — Se essa TV cair, eu não me responsabilizo — disse rindo e segurou firme a parte debaixo do aparelho. — Sua maníaca por limpeza.
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  Gargalhei das reclamações do meu amigo.
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  — Se você se comportar, eu vou esquentar aquela lasanha que você está há semanas dizendo que quer comer.
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  Ouvi um suspiro de Tom e soube que ele tinha se convencido. Meu amigo era louco por lasanha e, quem fizesse uma travessa enorme conquistava seu coração e seu estômago.
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  — Você dá sorte que eu te adoro — Tom reclamou segurando firme o lado solto da TV. 
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  — Para de ser falso, você adora é a lasanha que eu faço. — Ri, batendo na barriga dele. 
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  — Eu nunca mais venho te ajudar, sério — resmungou finalmente pegando a TV\ para colocar em cima da mesa. — Eu mais apanho do que recebo carinho e você ainda se diz minha amiga.  
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  Tom caminhou para perto do sofá e pegou o espanador.
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  — Tira logo o pó dessa droga pra gente colocar a TV no lugar.
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  Limpei o painel e a TV voltou para o suporte.
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  — Viu, nem demorou. — Sorri apertando as bochechas de Tom e segui para a cozinha. — Vou esquentar a lasanha e enquanto isso, você podia arrumar aquelas coisas de jardinagem lá fora, né? — Fiz a melhor cara de cachorro pidão e ele riu.
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  — Como eu disse, tua sorte é eu gostar de tu. — Tom passou por mim com um sorriso no rosto. — Tudo isso aí é meu. — Apontou para a travessa e saiu da cozinha.
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  Tom é, de todos, o meu amigo mais próximo e desde a morte do Ralph, a presença dele em minha casa tem sido cada vez mais frequente. Ele foi o último a entrar no nosso grupo na faculdade, mas foi a cola que faltava para nos manter unidos até hoje.
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  Coloquei a travessa no forno e abri a geladeira pegando a sacola com a alface e os complementos da salada. Lavei algumas folhas, separando as mais bonitas e cortei, fazendo o mesmo com os tomates e a cebola. Arrumei tudo na mesa e apenas esperei que o timer do forno apitasse.
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  Tom já estava terminando de organizar algumas pás de jardinagem no armário quando eu o chamei.
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  — Tem salada, arroz, batata-palha e farofa. — Apontei os itens dispostos à mesa. — Se quiser, também tem feijão e queijo ralado. — Peguei o prato e comecei a me servir. Tom continuou parado apenas me olhando.
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  — Quem em sã consciência coloca batata-palha, farofa e feijão junto com a lasanha? — perguntou indignado.
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  — O Ralph colocava. — Dei de ombros. Ele comia de tudo e dizia que tudo combinava bem. — Acho que depois de cinco anos acabou se tornando normal pra mim. — Me sentei com a comida já no prato.
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  — Você herdou muitas manias dele, né? — ele disse cortando um pedaço enorme de lasanha. — E antes que você reclame, esse é o tamanho de lasanha que vale aquela sua tv ridiculamente enorme.
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  — Eu nem ia falar nada — menti porque eu ia sim implicar com o tamanho de lasanha que ele pegou. — E sim, tenho muitas manias dele, %Ryan% também. Acredita que ele dobra os lençóis do mesmo jeito que o pai? — Ri lembrando do dia em que o peguei arrumando a cama pela primeira vez. — Parecia o Ralph mirim. — Suspirei dando a primeira garfada na comida.
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  Tom sentou ao meu lado e então comemos em silêncio. Sempre falávamos do Ralph como se ele ainda estivesse entre nós, mas as vezes o clima ficava estranho. Ainda era difícil para todos nós acreditar que ele tinha morrido e ainda daquela forma tão cruel.
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  — %Layla%, por que você não ficou com mais ninguém? — Tom disparou me fazendo engasgar com o arroz. — Calma, foi só uma pergunta. — Riu constrangido.
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  — Bem... É que eu... — Tentei responder, mas a verdade é que eu não sabia o porquê. — Sei lá, Tom. Acho que me acostumei a ter apenas %Ryan% e ele a mim. — Dei de ombros porque a resposta me parecia boa e, em parte, era verdade.
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  — Tudo bem, mas você não acha justo dar um pai ao seu filho? — ele disse e eu o olhei incrédula.
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  Larguei o garfo e o barulho que ele fez ao encontrar o prato ecoou por toda a cozinha.
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  — Como é que é? — perguntei ainda sem acreditar naquilo.
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  — Não me leve à mal...
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  — Mas já levando — eu o cortei e suas bochechas assumiram um Tom rosado.
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  — Mas eu não tive pai, %Layla%, você sabe disso. E acredite em mim quando eu digo que ele vai sentir falta.
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  — Você acha que eu não dou conta? — Entrelacei meus dedos e apoiei meu queixo nelas esperando sua resposta. — Porque eu posso ser tão pai quanto eu sou mãe.
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  — Sei que pode, %Layla%. — Virou-se para olhar em meus olhos. — Mas não é justo que você prive %Ryan% de uma presença paterna, que por sinal vai ser ótimo para ele, só porque você tem medo de se envolver com alguém de novo.
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  Olhei para Tom indignada. Eu não tinha medo de me envolver com ninguém, só não queria.
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  — Privar %Ryan%? Ele tem a mim e meus pais, os pais de Ralph. Ele não está abandonado — disse exasperada. Qual era o problema dele?
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  — Não foi o que eu disse, %Layla%. — Bufou, largando minhas mãos. — Ele tem avós incríveis e uma mãe espetacular. Ninguém pode dizer o contrário. Mas ele vai sentir falta, %Layla%.
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  — Se ele tem tanta gente incrível, por que eu deveria colocar mais gente na vida dele? — Cruzei os braços e me senti com a idade de %Ryan%.
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  — %Layla%, você já parou para pensar, por um segundo que seja, que nenhuma dessas pessoas pode verdadeiramente representar a figura paterna que ele pode precisar no futuro? — Tom disse e eu permaneci em silêncio.
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  Por alguma razão, eu quase queria dizer que Tom estava certo, mas meu feminismo enraizado gritava que não precisávamos de nenhum homem entre nós.
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  Olhei para Tom que me observava pensar no assunto.
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  — Se você não quer deixar alguém entrar na sua vida e na de %Ryan% por medo de se apaixonar e perdê-lo, como aconteceu com Ralph... — ele disse quando percebeu que eu não queria mais falar. — Preciso te dizer que está sendo egoísta. E não é só com seu filho.
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  — Eu não tenho medo de me apaixonar, Tom.
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  — Uh, sei — ele disse rindo e me deixando furiosa.
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  — É verdade, Thomas, eu não tenho medo mesmo. — Bati a mão na mesa e ele riu ainda mais. — Quer saber? Eu te desafio.
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  — Me desafia? — Olhou-me prendendo o riso.
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  — Faça eu me apaixonar por você — disse simplesmente e vi o sorriso de Tom morrer.
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  — É o quê?
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  — Foi o que você ouviu. — Levantei-me recolhendo nossos pratos vazios. — Vou te provar que não tenho medo de me apaixonar e %Ryan% finalmente vai ter um pai.
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  — Bae... Você endoidou? — Tom se levantou, vindo até a pia. — Isso é uma péssima ideia.
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  — Não. — Comecei a lavar os pratos e sorri para ele. — Que foi? Está com medo?
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  Era o que eu precisava. Tom dificilmente fugia de desafios e quando tentava fazê-lo, era só alguém insinuar que ele não tinha coragem ou era medroso e pronto... Tom topava qualquer coisa.
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  — Tudo bem, senhorita não tenho medo de me apaixonar. Eu topo.
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  Empurrou-me com o ombro e sorriu. Ele realmente levaria aquilo à sério e eu provaria que não tinha medo de nada.
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Prólogo
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