Li Santos
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Loco Contigo

Capítulo 1 – Dame

“Por favor, me dê um motivo pra não te colocar nos meus planos
Mas, por favor, não me peça pra não te amar
Nem pra não te ligar
Porque eu não consigo fazer outra coisa.”
DAME, Quevedo

  Eu nunca corri tão rápido na vida.
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  Cheguei ao aeroporto em menos de vinte minutos e logo estava correndo por entre as pessoas apressadas da entrada principal. Meu objetivo é o saguão de desembarque. O coração disparado e trêmulo diante da voz que me gritou.
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  — Chiquita!
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  Me virei para vê-lo parado sorrindo ao me ver, uma mochila nas costas, e os mesmos fones azuis pendurados em seu pescoço. Não pude deixar de correr até ele, agarrá-lo e beijar os mesmos lábios dos quais me despedi dias atrás. E ainda tinham o mesmo gosto de bala de menta que aposto que ele estava chupando antes de me ver. Mi Nahuel continua carinhoso e quente em simultâneo. Quando soltou-se de mim, me encarou com um sorrisinho encantador.
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  — Mi chiquita não tem mais o cabelo grande — comentou, passando a mão pelo meu pescoço. Senti os olhares de algumas pessoas nos encarando.
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  — Tirei as tranças — afirmei, sorrindo sem jeito.
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  — Será que ainda consigo fazer aquilo que eu adorei fazer? — de surpresa, Nahuel entrelaçou os dedos nos meus cachos, fixando a mão ali e puxou minha cabeça para trás. Soltei um gemidinho involuntário. — Consigo sim — ele sorriu, mordendo os lábios.
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  — Nahuel, estamos no aeroporto! — lembrei, sem graça. Nossa, não precisava fazer isso aqui. Jesus…
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  — Vamos pro hotel, estou com saudades de agarrar-te.
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  Nahuel e eu embarcamos em um Uber com destino ao hotel que ele fez reserva ontem sem nem me dizer nada. O safadinho havia planejado tudo, realmente não esperava vê-lo tão cedo, mas como o São Paulo foi eliminado de uma das competições internacionais, então vagou esse tempo na agenda dele. Ao chegarmos no hotel, ele fez o chek-in informando que teria uma companhia: eu. Dei minha identidade para a recepcionista que fez meu cadastro no hotel e liberou nosso acesso ao quarto. A vista daqui era tão linda quanto a do hotel que o time ficou hospedado semana passada, só que em outro bairro de Salvador. O Rio Vermelho tem a vantagem de ser litorâneo e o hotel tinha vista para o mar soteropolitano.
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  Subimos até o oitavo andar, entramos no quarto e Nahuel nem deu tempo para um respiro. Veio logo me tomando nos braços, jogando a mochila no chão, e me beijando. Me empurrou com cuidado na parede, deslizando as mãos pelo meu corpo. Ele disse semana passada que eu tinha um corpo lindo, principalmente sem roupas. Em partes eu poderia até discordar dele, mas Nahuel conseguia ser bastante persuasivo quando queria me convencer de algo. E ele me convenceu, através de seus gestos, de que eu de fato tenho um corpo lindo e desejável.
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  Desejável por ele.
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  Assim como naquele dia, meu zagueiro bonitão me carregou no colo, sem interromper nosso beijo, e caminhou até a cama de casal. Até nisso ele havia pensado. Mas é claro, né? Nahuel não fazia nada sem pensar antes e disfarçou bem durante a semana que não teria tempo, aparentemente, de vir aqui me ver mesmo com essa folga nos treinamentos e jogos. Se eu estava feliz em tê-lo novamente em Salvador? Bom, o fato de eu ter literalmente corrido até aqui provava minha satisfação.
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  Ele me ajudou a me despir ao mesmo tempo que tirava as próprias roupas. Ainda me surpreendia o fato dele ser muito mais alto do que eu pessoalmente. Pelas fotos não parecia tanto. E, posso afirmar, como alguém que já viu e provou, o tamanho era proporcional. Se é que me entendem…
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  Como um gatinho que se lambe para tomar banho, Nahuel fez algo parecido comigo, deixando chupões na extensão de minhas pernas até chegar em meu pescoço, me chupando forte no local e despertando ainda mais o meu tesão. Enquanto me beijava o pescoço, ele desceu sua mão esquerda pelos meus seios, passando pela barriga e chegou até minha intimidade, introduzindo apenas um dedo por entre os lábios dali, me fazendo suspirar.
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  — Nahuel…
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  Sussurrei com manha e agarrei o pescoço dele. O segundo dedo foi introduzido com força junto com o primeiro. Eu poderia dizer que a transa da semana passada foi apenas uma coincidência, um encontro de duas pessoas com tesão e oportunidade de saná-lo. Mas eu estaria mentindo e me enganando. Nahuel e eu poderíamos nunca termos nos conhecido na vida. Eu acredito muito que algo está destinado a acontecer em sua vida, não adianta fugir disso. Eu já admirava o Nahuel antes e o achava um belo gostoso, sonhei com ele algumas vezes, normal. Ainda assim, ainda acreditando nisso tudo, era um pouco difícil eu não duvidar que poderia desenvolver algum sentimento além do tesão evidente. Em paralelo a isso tinha o fato de que Nahuel sabia me agradar na cama, sabendo ser carinhoso e safado num equilíbrio perfeito.
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  Cerca de vinte minutos se passaram, não sabia direito, e Nahuel seguia irrompendo minha intimidade com seus dedos grandes. Me perguntava se não estava cansado ou com dor no braço. Porém, eu sentia que o tesão dele superava qualquer dor. Os gemidos de incentivo atribuídos aos apertos que dava em minha nuca com a mão livre me diziam isso.
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  Nahuel chegaria ao seu orgasmo mais tardar depois de mim.
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  — Ah, , mi pequeña… por Dios, me estoy volviendo loco, mi amor, ¿te vas a correr por mí? ¿hã? Por favor, ven por mí, querida. Ay que rico, mi chiquita…
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  (Ah, , minha pequena… por Deus, estou enlouquecendo, meu amor, vai gozar para mim? Hein? Por favor, goza para mim, minha querida. Ah, que delícia, mi chiquita…)
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  Ele disparou a gemer em espanhol. Não precisava ser expert no idioma para entender o que ele dizia e eu entendia muito bem. Nossos olhos se cruzaram quando ele puxou meu pescoço na direção dele, intensificando o introduzir de seus dedos. Os lábios descolados, a respiração alterada, o suor que escorria ainda tímido em seu rosto, tudo isso adicionado à expressão do puro suco do prazer estampada na face de Nahuel.
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  — Voy… yo voy… ah…
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  Seus olhos se fecharam com força, espremendo as pálpebras, e senti a carne de seu corpo estremecer. Logo depois algo quente caiu em minhas coxas. Nahuel havia gozado e isso o incentivou a prosseguir até que eu, três minutos depois, também gozasse, quase desfalecendo derretida nos braços dele.
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[⚽]

  Acabei de ter o sexo mais ardente da minha vida, até então.
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  Quando eu digo que Nahuel sabia ser efervescente e fofo ao mesmo tempo, eu não estava brincando. Neste instante, Nahuel estava acoplado às minhas costas, as pernas jogadas sobre as minhas, os braços envolvendo meu corpo. Estávamos de mãos dadas, o rosto dele encaixado na dobra do meu pescoço. Podia sentir sua respiração se acalmando aos poucos após quase uma hora de sexo intenso.
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  — Está tão cheirosa, chiquita — comentou com a voz rouca, deixando um beijo em meu ombro.
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  — Você também está, grandão — devolvi me encolhendo no quentinho do corpo dele. Nem tive tempo de aproveitar muito essa posição, já que Nahuel me virou num movimento que não vi direito como foi feito. — Nahuel! — espantei-me, rindo.
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  — Quero ver seu lindo rosto — esse homem conseguia me deixar sem jeito. — Posso?
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  — Claro que pode… viajou tão cedo pra vir pra cá, merece um refresco — brinquei ainda rindo. Ele me beijou o nariz e depois desceu até meus lábios.
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  — Faria de novo só pra ter a oportunidade de te ter comigo — sorri, involuntariamente.
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  — Vai ficar até quando? — soltei a pergunta que queria fazer desde que o encontrei há algumas horas. — Se quiser podemos visitar a cidade, posso te guiar por aqui — mexi no peito dele com os dedos de uma das mãos, enquanto a outra estava apenas apoiada nele.
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  — Prefiro ficar aqui até terça — falou afagando minha nuca.
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  — Não quer conhecer a cidade?
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  — Tudo que eu quero ver está aqui bem na minha frente e tem uma bunda gostosa — rápido, Nahuel desceu a mão até minha bunda e apertou, me fazendo rir. — Muito gostosa!
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  — Nahuel, você é muito safado, sabia? — zombei, beijando os lábios dele, o beijo foi evoluindo até ser interrompido por ele.
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  — E você é muito mais, baianinha safada que eu adoro tanto — ele voltou a me beijar, mordiscando meu lábio inferior ao fim.
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  — Infelizmente não posso ficar com você aqui até terça. Eu tenho que trabalhar segunda.
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  — Ah, chiquita… — Nahuel abaixou o rosto, esfregando-se em mim feito um gato. — No quiero que te vayas…
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  — Também não queria ir, grandão — aninhei a cabeça dele em minhas mãos. Como é manhoso… — Podemos aproveitar o tempo juntos o máximo possível, o que acha?
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  — Uhum — resmungou em resposta, erguendo o rosto para me encarar. — Quero aproveitar o tempo com você o máximo possível, chiquita.
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  — Nahuel…
  — Hm? — ele voltou a enfiar o rosto em meus seios.
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  — Você pretende voltar outras vezes pra Salvador? — seu rosto voltou a se erguer.
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  — Claro que sim, sempre que eu puder — afirmou, completando com um sorriso meigo. — A não ser que não queira mais me ver-
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  — Claro que quero, Nahuel — dei um selinho demorado nele. — Na verdade, era sobre isso que eu queria falar. Como devo nomear nossa relação?
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  — Quer saber se somos namorados? — o riso nervoso saiu frouxo dos meus lábios, morrendo em seguida.
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  — O mais importante, acho, é se vamos apenas transar ou se podemos-
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  — Pode me considerar um candidato a namorado, chiquita — Nahuel me interrompeu, sorrindo de canto. — Como eu disse: eu me apaixono fácil e você realmente me encantou, . Não consegui te esquecer nessa semana e, muito provavelmente, não conseguirei te esquecer tão cedo.
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  — Ai, Nahuel… — hesitei em dizer a continuação da frase, pressionando os lábios para não falar.
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  — Você tem outra pessoa com quem sai aqui? — indagou, ficando sério.
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  — Não tenho — ele sorriu, parecendo aliviado.
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  — Se concordar, eu venho para Salvador sempre que eu puder e ficamos juntos, enquanto isso mantemos contato por mensagem, como já fazemos — propôs. Dei um sorrisinho, abaixando o olhar e acariciei o peito dele.
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  — Eu acho perfeito, Nahuel — meus olhos encontraram os dele, brilhantes e felizes. Acho que ambos precisávamos externar o que realmente queremos pra essa relação.
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  — Então posso continuar te chamando de mi chiquita e você pode me chamar de grandão, meu amor, meu zagueiro lindo da minha vida, você escolhe — brincou ao final da frase, me fazendo rir.
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  — Seu bobão — selei nossos lábios.
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  Hoje fazia um lindo dia de sábado e certamente seria melhor estarmos na praia ou ao ar livre para aproveitar o clima levemente fresco. Porém, Nahuel e eu passamos as próximas quatro horas no quarto do hotel. Fazendo o que? Bom, o mesmo que fizemos quando nos conhecemos e depois um belo cochilo pra recarregar as energias.
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[⚽]

  Ainda estava de dia quando Nahuel e eu saímos para dar uma volta pela cidade. Consegui convencê-lo a sair da cama, estou servindo de guia turístico para meu Nahuel. Fomos até a orla da Ribeira. Ele disse que só sairia se fosse pra ver o mar, mas queria que fosse uma praia tranquila que eu gostasse. A orla da Ribeira era assim do jeito que ele queria e do jeito que eu adorava. Caminhamos devagar pelo calçadão, nossos dedos entrelaçados. Era chocante sentir a mão dele quase engolir a minha.
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  — Nahuel, posso te fazer uma pergunta? — falei em meio ao breve silêncio.
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  — Todas — ele observava com atenção a tranquilidade das águas do Bonfim.
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  — O que deu em você quando me chamou pra ir com você pro hotel naquele dia? — Nahuel parou de andar, me puxando pra perto dele e me beijou.
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  — Eu pensei exatamente isso: “Nossa, que chica linda e gostosa!” — soltei uma risada com a resposta dele.
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  — É sério, Nahuel — bati no peito dele que me encarou ficando sério de repente.
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  — Gostei de você — reformulou sua resposta exibindo um leve sorriso.
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  — E eu de você. Quer dizer, eu já gostava, né? — brinquei com o fato de eu ser fã dele. Nahuel seguiu sério.
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  — Chiquita, posso te perguntar algo importante?
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  — Por que está com essa cara? — devolvi com outra pergunta. Ele engoliu em seco. — Pergunte.
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  — Se incomodou quando eu disse que me apaixono fácil? Se sentiu… pressionada?
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  — Confesso que fiquei surpresa — disse com sinceridade. — Mas porque eu achei que você não fosse assim tão passional.
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  — Achou que eu ficasse com todas? — franziu o cenho.
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  — Jogador de futebol. Alto. Bonito. Solteiro. Estereótipo perfeito pra um cara galinha. Claro que eu achei, desculpa — Nahuel abriu a boca, ofendido, e eu voltei a rir.
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  — Não sou tão galinha assim — enfatizou também rindo.
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  — Então eu não estava tão errada.
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  — Não tanto — concordou risonho. — Não quero que se apegue ao fato de eu ter dito aquilo sobre me apaixonar fácil.
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  — Meio difícil, grandão.
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  — Desculpe por ter dito-
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  — Não, Nahuel — fiquei na ponta dos pés para ficar mais perto do rosto dele. Pra me ajudar, Nahuel abaixou um pouco o tronco. — Você disse o que estava sentindo. Não se prenda a isso. Se sentir algo, diga. Faz bem e eu quero saber, caso queira me contar.
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  — Por isso me apeguei a você, chiquita — roçou o rosto no meu.
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  — Nada me impede de sentir o mesmo por você, grandão — deixei um selinho nos lábios dele. — Não se esqueça que eu já era sua fã e já sentia algo por você, meu zagueiro.
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  — Seu zagueiro é? — repetiu, vaidoso.
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  — Meu — nos beijamos e senti ele me apertar contra seu corpo. — Me dê um motivo pra não te ter em meus planos? Um motivo pra não te amar…
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  — Amar? — disse com um sorriso travesso. — Gostei do que ouvi. Mucho.
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  Segurando meu rosto, Nahuel me beijou com carinho.
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  Continuamos o passeio, a praia estava cheia e meu zagueirão demonstrou sua vontade de entrar na água. Ele tirou a camisa e os sapatos, deixando-os comigo, e foi pra água. Bom que, antes de sairmos do hotel, o aconselhei a usar um short mais maleável, de tactel. Agora estava sendo útil. Nahuel parecia uma criança indo à praia pela primeira vez, se jogando nas raras ondas que se formavam na praia da Ribeira, que normalmente tinha a maré bem calma.
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  Molhado, ele deixou a água e veio, se sacudindo feito um golden bobo, e me agarrou na frente de todos, me beijando com ânsia. O impacto de seu corpo derrubou as roupas dele que eu segurava na areia e me fez cambalear, mas fui segura pelo braço comprido dele. Depois do beijo, Nahuel passou as mãos pelos cabelos, retirando o excesso de água e vestiu a camisa novamente, segurando o tênis em uma das mãos e me dando a outra. Voltamos pra calçada e, ao longe, eu avistei um vendedor de fitinhas. Não era comum eles ficarem nessa parte da praia, o normal seria na frente da basílica do Bonfim que fica há alguns quilômetros daqui.
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  Comentei com Nahuel sobre a tradição das fitinhas do Bonfim, sobre os desejos que se fazem ao amarrá-la no punho e que, quando a fitinha se partia, era porque o desejo havia se realizado. Alcançamos o vendedor, pedindo duas fitinhas vermelhas. Nahuel amarrou a dele em seu pulso direito e deu três nós fazendo seus desejos mentalmente. Fiz o mesmo. Meus desejos atualmente eram os mesmos de sempre: tranquilidade no emprego, na vida e no amor.
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  Só me faltava o último.
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Capítulo 2 – Fanático

“Mamãe se você quiser eu serei romântico
Vem rápido, vem rápido
Que estive mil noites como um lunático
Será que eu sou de sua pele
Fanático-co-co”
Fanático, Maikel Delacalle☆

  Domingo de Sol. Mais um para conta de Salvador.
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  E, mais uma vez, cá estava eu na praia, porém dessa vez muito bem acompanhada.
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  Nahuel e eu voltamos na Ribeira, agora apenas para ficarmos na areia, na água geladinha e curtindo o dia. Ontem eu dormi no hotel com ele, tivemos uma noite bastante animada onde transamos na banheira que tem no quarto onde ele está hospedado. Toda vez que terminamos uma transa, Nahuel esperava eu me deitar de bruços para repousar a cabeça em minha bunda. Tal gesto me fazia rir, já que ele literalmente esfregava o rosto nela.
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  — Tan suave, chiquita — “tão macia, chiquita”
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  Era o que ele dizia me arrancando boas risadas.
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  O tempo passou voando. Aliás, esse final de semana estava passando rápido demais. Já eram quase 18h e o Sol se punha no horizonte, um belo espetáculo que admirei ao lado de Nahuel. Ele estava mais calado nos últimos minutos. Parecia que sabia que a hora de se despedir de mim se aproximava, assim como há uma semana. Não poderia dizer que eu não sentia o mesmo, estaria mentindo, mas não queria demonstrar tanto minha tristeza antecipada.
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  Deixamos a praia e retornamos ao hotel.
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  Impulsivo, como ele costumava ser quando transavamos, meu grandão me agarrou, puxando minhas pernas para cima, prontamente as prendi na cintura dele sem interromper nosso beijo. O fato de estarmos com roupas de praia facilitou na hora de nos despirmos. Nahuel e eu estávamos nos especializando em tirarmos as roupas um do outro de maneira rápida. Eu adorava vê-lo sem sua cueca mostrando toda sua gostosura e corpo musculoso de jogador de futebol. Mas, sem a mínima dúvida, era Nahuel que admirava mais a mim. Como eu disse: ele adorava deitar em minha bunda. Mas não só isso. Meu zagueirão iniciou hoje uma nova maneira de demonstrar que gostava do meu corpo.
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  — Nahuel! — reclamei, contraindo a coxa, local onde ele havia mordido. — Nahuel, isso dói.
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  — Só uma mordidinha de leve, chiquita — disse, sem olhar pra mim, roçando os lábios no mesmo local que tinha mordido. — É tão macia… deixa eu morder só um pouquinho.
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  — Seus dentes grandes fincados na minha coxa doem, sabia? — continuei no meu argumento. A mordida na surpresa fez com que doesse mais.
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  — Eu mordo com carinho — seu olhar indecente se voltou na direção dos meus olhos ainda meio assustados com a mordida. Desse jeito eu não resistia.
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  — Devagar…
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  Sorrindo de canto, Nahuel preparou-se para me morder de novo. Segurou minha coxa, abrindo a boca e raspando os dentes de cima em minha pele, finalizando a mordida fechando a mandíbula abrangendo boa parte da carne da minha coxa. Dessa vez eu não me assustei tanto, foi gostoso. Talvez por eu esperar a mordida, talvez pela delicadeza com que ele fez. Não sabia afirmar. Só sabia que era bom, prazeroso. Uma trilha de mordidas foi feita pela boca apetitosa de meu grandão. Como ele era fascinado em minhas curvas, parando segundos a mais em cada uma delas para saborear com mordidas molhadas e chupões.
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  Quando alcançou meu rosto, Nahuel virou o jogo.
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  Não só o jogo, mas como o meu corpo também. Certeiro como um de seus carrinhos em campo para desarmar o adversário, Nahuel me virou de bruços, jogando o peso de seu corpo sobre mim. Senti sua respiração em meu pescoço, estava pesada e cheia de desejo. Ele mordiscou minha orelha, esfregando sua virilha em mim. Aquilo realmente me excitou, tanto que empinei a bunda para trás também esfregando-a nele. Nahuel soltou um belo palavrão de excitação assim que fiz isso e riu fazendo movimentos com seu quadril. Desceu uma das mãos até seu pau, posicionando-o entre minhas nádegas. Ok, achei que ele fosse querer um anal assim logo de cara, mas superando espectativas, ele enfiou seu pau em minha intimidade conseguindo introduzir apenas a cabeça. Instintivamente, eu abri as pernas dando passagem pra ele, que continuou o movimento até introduzir por completo.
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  A partir daí, eu quase perdi o sentidos de tanto prazer.
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  Ao fim de tudo, mais uma vez, Nahuel me esperou deitar de bruços e deitou-se em minha bunda adormecendo minutos depois.
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  Hoje é segunda-feira.
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  Se dependesse apenas de mim, o final de semana jamais acabaria. Me despedir do Nahuel hoje cedo, quando me arrumei para ir ao trabalho, foi doloroso. A carinha dele dizia claramente que não queria essa despedida. Mas o pior será amanhã. É o último dia dele em Salvador, ele precisará voltar, pois à tarde já terá treino físico na academia do São Paulo. O dia passou arrastado mais do que nunca. Nahuel e eu trocamos mensagens, assim como já fazíamos o dia inteiro. Agora eram por volta das 17h30 e faltava pouco pra eu concluir meu horário de trabalho. Nahuel me ligou por vídeo chamada às 15h e não desligou até agora. Disse que queria apenas me ver, mesmo que eu não pudesse falar por motivos óbvios, ele só queria me ver trabalhar.
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  Pontualmente às 18h eu desliguei o computador, me despedi de todos e desci até a recepção do prédio, o Uber já estava esperando, foi mandado por Nahuel que pediu para o motorista me aguardar. Em menos de meia hora eu estava no hotel. Subi até o andar onde meu grandão estava e toquei a campainha do quarto dele.
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  Um furacão atendeu a porta.
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  Nahuel me puxou para dentro, fechando a porta em seguida, e logo me beijando. Jogou minha mochila no chão, puxando minha perna pra cima e me empurrou na parede com força. Gemi com o impacto, o que fez ele interromper o beijo pra ver se eu estava bem. Ele voltou a me beijar, só que agora em meu pescoço, devagar. Ah, como eu adorava aquilo. Comecei a ofegar, passeando as mãos pelos braços dele que me seguravam firme na parede. Nahuel curvou o corpo para encaixar sua virilha na minha, roçando seu pau em mim. Dava pra senti-lo endurecido mesmo com a cueca o cobrindo.
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  Enquanto puxava minha blusa pra cima, Nahuel gemia e gemia gostoso. Já mencionei que eu fico louca quando homens gemem quando estão comigo em momentos assim? Pois é, me excitava tanto, mas tanto que eu deixava meu lado tarado comandar meus atos. E esse meu lado me fez passar a mão nas bolas de Nahuel, suspendendo devagar o pau dele. Meu grandão me encarou com um sorriso de prazer e mordiscou o lábio, passando a língua sobre ele. Me puxou para si novamente e caminhamos até a cama, onde ele me jogou, subindo em cima de mim. Eu estava somente de lingerie, Nahuel mordeu minha coxa de novo e, na mesma bocada puxou a lateral de minha calcinha para baixo e com a outra mão puxou o outro lado, retirando-a totalmente. Desprendeu o feixe de meu sutiã, jogando a peça para trás e mordendo em volta de meus seios. Intercalando entre um chupada e uma ofegada, ele tirou sua cueca ficando totalmente nu para mim. Seu pau já duro, balançando com o mínimo movimento de seu corpo. Eu tive uma ideia de tentar dominar essa transa, ou pelo menos o início dela, mas meu zagueiro fogoso não deixou, não agora. Enfiando ritmicamente seu pau em mim, meu Adolfinho apoiou-se com os braços ao lado do meu rosto ao mesmo tempo que seu quadril se movimentava rápido dentro de mim.
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  Ah, que delícia…
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  Farei outra confissão pra vocês: não era fã de brutalidade durante o sexo. É, eu preferia o sexo mais “normal” sem muitas estripulias ou coisas que poderiam ser consideradas “safadas demais”, quase um BDSM da vida. Porém, depois que tive a primeira experiência sexual com o Nahuel, eu mudei esse conceito. Claro que já tive experiências parecidas, mas não eram com o Nahuel, entendem? E não, não era por ele ser meu ídolo e sim pela conexão que tivemos. Dois safados cheios de tesão, era isso que éramos afinal.
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  Nahuel me apertava, mordia partes de meu corpo que me arrepiava toda, mas tudo despertava um desejo por mais e mais e mais…
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  Durante uma de suas investidas, eu com as pernas cruzadas na cintura dele, os braços para cima presos por uma das mãos grandes dele, Nahuel trabalhava com sua cintura em um ritmo quase desumano enquanto beijava meu rosto com suavidade. Agora era a minha vez de gemer gostoso para o meu grandão.
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  Fizemos mais três ou quatro posições, não parei pra contar com precisão, antes de atingirmos nosso prazer máximo. Me levantei a tempo de escapar das pernas de Nahuel que já se preparavam para se encaixar em mim e caminhei até o banheiro.
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  — Te espero no banho, grandão.
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  O palavrão que Nahuel soltou me fez rir e, antes de entrar no banheiro, senti o impacto do corpo dele me agarrar por trás, me alçando no ar.
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  No dia seguinte, pela noite após o trabalho, eu fui até o hotel levar Nahuel para o aeroporto. Poderia ter ido direto pra lá, mas eu quis ajudá-lo a arrumar a mochila e claro que transamos uma última vez. Apesar de cansada do trabalho — particularmente hoje aconteceram coisas que quase me fizeram surtar e mandar todos pra puta que pariu —, fiz questão de dar um último beijo em meu grandão para agradecer por esses dias maravilhosos. A dúvida se ainda nos veremos novamente, algum dia, era grande dentro de mim. Inevitável não pensar nisso. Por mais que Nahuel afirmasse e eu sentisse que ele voltaria, a sensação de que não daria certo era grande. Talvez seja por decepções passadas? Bem provável que sim, mas difícil de não associar o passado com o futuro com o Nahuel.
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  O aviso sonoro dizia que o embarque para o voo dele havia começado há quase vinte minutos. Nahuel seguia imóvel dentro do meu abraço, o rosto encaixado em meu pescoço, senti algo molhado escorrer no local e confirmei minha dúvida mental de que ele estava chorando. Ah, isso me fez deixar caírem as lágrimas que eu segurei durante todo o dia.
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  — Não chore, bebesita — falou, afastando o rosto de meu pescoço para me encarar e segurou meu rosto. — Me matas assim…
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  — Queria ir com você — confessei e soltei um longo suspiro, controlando meu choro.
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  — Não é uma despedida, ok? — ele disse ainda me encarando. — Voltaremos a nos ver, mi chiquita. Eu vou voltar pra te ver.
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  — Espero que não demore…
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  Nahuel não respondeu. Fechou os olhos e me beijou, calando qualquer fala que pudéssemos emitir. O aviso sonoro voltou a tocar, alertando sobre a chamada do voo dele. Estava na hora de ir, dessa vez pra valer.
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  Se eu não estava preparada para me despedir dele há uma semana, agora poderia ser mais fácil, certo? Não, eu não estava.
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  Acho que nunca estarei.
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Capítulo 3 – Ganas

“Ela tem olhos castanhos
Depende do dia e do ano
É simples e se você se maquiar
Você não passa duas horas no banheiro
Ele tem talento e não só físico, ele tem química
Ela passa pelo bairro e todos olham para ela
Mas ele não gosta do típico
É por isso que é diferente para mim.”
Ganas, Maikel Delacalle

  Quarta-feira de tédio no trabalho.
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  Eu costumo não ser aquele tipo de pessoa chata que reclama de tudo, odeia tudo, que é ranzinza 24h por dia e destila esse ranço, principalmente nas segundas, — alô, coleguinha de trabalho!! —, mas hoje realmente estava superando até a mim. Ontem, assim que chegou em São Paulo e foi para seu apartamento, Nahuel fez videochamada comigo, ficamos menos de 2h conversando até o momento que ele adormeceu deitado no sofá. Fiquei com pena de acordá-lo, então apenas desliguei a chamada após admirá-lo uma última vez antes de deslizar o dedo pelo botão. Ainda ontem no aeroporto, meu grandão me deu um dos anéis que ele usava nos dedos largos que ele tem. Disse que serviria de desculpa para ele ter que voltar ou para que eu fosse até ele. Como se precisasse disso para termos motivos para esse novo encontro. Espero que seja logo.
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  Estava girando o anel, que coloquei em meu polegar, já que era o único que coube, enquanto pensava no Nahuel. Ao mesmo tempo que estou na vibe de “vou me poupar e aguardar pra ver se esse lance irá durar”, também tem o “eu iria agora mesmo pra São Paulo ficar apenas com ele, pedir em namoro e que se foda minha insegurança”.
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  Torturante.
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  — Oh, , estou falando com você! — disse um dos meus colegas, rindo da minha possível cara de tonta. Me ajeitei na cadeira, ainda girando o anel em meu dedão.
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  — Desculpa — falei, limpando a garganta em seguida. — O que dizia?
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  Fingi estar prestando atenção na fala que ele repetiu e concordei ao final torcendo pra ter sido algo que eu devesse de fato concordar.
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  O que Nahuel havia feito comigo?
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  A hora do lanchinho da tarde chegou e eu finalmente pude sair um pouco da frente do computador pra distrair minha mente. Sentia falta de ligar para Nahuel via videochamada mesmo que ficássemos em silêncio, apenas sorrindo um para o outro. Uma espécie de terapia ver o sorriso do meu grandão. Me fazia trabalhar melhor, mais concentrada. Falar em concentração… a minha foi com Deus hoje. Em diversos momentos me peguei distraída pensando no Nahuel em cima de mim, me beijando, tocando em mim com suas mãos grandes… Jesus, eu não posso pensar nisso agora. Saia dos meus pensamentos, grandão! Por Deus…
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  Assim como a hora do lanche demorou pra chegar, a hora de ir embora demorou mais ainda. Porém, chegou. Fiz o caminho de volta para casa meio que no automático. Peguei o primeiro trem do metrô até a estação de ligação entre as duas linhas do enorme metrô de Salvador. Óbvio que estou sendo irônica. 42km e 20 estações ajudam na mobilidade da cidade, mas não se comparam a grandes capitais. Ainda assim, eu amava o metrô de Salvador, ajudava bastante.
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  Peguei o segundo trem, descendo em uma das estações e aguardando o meu ônibus chegar. Quase quarenta minutos depois, passou um que eu consegui subir, em vinte minutos eu estava em casa. Deixei minha mochila em cima do sofá e os tênis por ali mesmo. As lembranças das minhas noites com Nahuel me surgiram novamente como um filme que foi dado play. Até mesmo as sensações que tive em cada instante voltaram como se eu as tivesse sentindo agora mesmo. Um aperto no peito comprimiu meu coração. Fui tomar banho. Enquanto a água escorria pelo meu corpo, molhando meus cabelos caídos em meu rosto, eu pensava em Nahuel.
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  Sabem a sensação de cansaço quando você tenta, tenta e tenta achar alguém para dividir a vida e não encontra? Estava sentindo isso há alguns meses. Parte por culpa de frustrações passadas a muito tempo, parte pelo passado recente. Não queria que o mesmo ocorresse com o Nahuel. Por mais que eu visse e sentisse a sinceridade dele quando dizia que me queria, não conseguia não pensar no “e se…”. Difícil esconder para mim tal insegurança, não deixar que ele percebesse, talvez fazendo isso Nahuel não se espantasse e fugisse. Mas, se fugir era porque não me merecia, certo? Eu precisava me acalmar.
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  Complicado quando se gosta demais de alguém, mostrando tal sentimento, e é tachado como “emocionado”. Pior também quando resolve não revelar o que sente e ser tachado de “frio”.
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  Como entender as pessoas?
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  Deixei o banheiro, enxugando os cabelos com a toalha, outra enrolada no corpo. Já no quarto, troquei de roupa, antes de vestir a blusa, meu celular tocou.
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  Na tela: Nahuel.
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  — Grandão! — atendi imediatamente com um largo sorriso no rosto e vi Nahuel sorrir ainda mais com a cena que viu.
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  — Que excelente forma de me atender, chiquita. Gostei… — disse, mordiscando o lábio inferior. Só então caí em mim de que estava sem blusa, cobrindo os seios com a mão livre. — Não precisa cobrir eles, mi amor.
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  — Atendi tão rápido que esqueci de vestir a blusa — respondi sem jeito.
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  — Saiu agora do banho? Nem me levou com você — ele fez um beicinho fofo com os lábios, jogando-se na cama e pondo o braço livre atrás da cabeça.
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  — Sim, acabei de chegar do trabalho e fui direto pro banho — confirmei. — O senhor disse que não me ligaria hoje…
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  — Mudei de ideia, bebesita — sorriu travesso. — Consegui me livrar dos putos e voltar mais cedo para casa — completou, referindo-se ao jantar com alguns jogadores.
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  — Fico feliz — coloquei a blusa, ouvindo a reclamação de Nahuel, e sentei-me na cama, encostando na parede. — Estava precisando te ver.
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  — Há algo errado? Está com uma carinha triste, bebesita — logo ele notou minha feição.
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  — Estou com saudades — confessei com manha excessiva. Detesto estar nesse estado de paixão. Inegável que eu estava apaixonada pelo Nahuel.
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  — Oh, mi bebé, também estou com saudades — Nahuel sorriu, também manhoso, e completou: — Se eu pudesse estaria deitado aí do seu lado ou em cima de você.
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  — Provavelmente em cima — rimos juntos. — Estou com saudades até de suas mordidas — ok, eu gostei das mordidas do meu tubarãozinho.
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  — Bom saber, irei dar ainda mais mordidas quando nos vermos de novo — falou com outro sorriso travesso nos lábios que eu tanto queria beijar agora.
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  — E quando será isso? — ansiei em saber.
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  — Tentarei ir depois do próximo jogo, mas acho que não consigo — a incerteza fez morrer meu sorriso antes mesmo dele nascer em meu rosto. — Mas não fique assim, prometo que tentarei ir nem que seja pra voltar no mesmo dia.
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  — Tudo bem, grandão — engoli em seco, forçando um sorriso. — Como foi seu dia?
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  — O mesmo de sempre: treino, malhação e pressão pro próximo jogo, o campeonato está acabando… E o seu?
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  — Você viu que me estressei hoje no trabalho, né? — lembrei do momento em que tive um lapso de concentração na discussão com um cliente folgado.
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  — Aquele cabrón te destratou, não foi? — xingou Nahuel. — Como pode gritar com mi bebé!
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  — Sou sempre tão simpática, talvez seja esse o problema.
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  — Você não está errada, chiquita. Na verdade, os errados são eles que se aproveitam da sua bondade. Você é incrível, bebesita — suas palavras me fizeram sorrir.
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  — Obrigada, meu grandão — Nahuel fechou os olhos rapidamente antes de voltar a encarar a tela do celular.
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  — Estava pensando, chiquita… — iniciou e eu esperei a conclusão, que não veio.
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  — Pensando em quê? Tenho até medo — eu ri com minha afirmação e Nahuel soltou o ar pelo nariz.
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  — O que acha de passarmos o Ano Novo juntos? Está perto — comentou encarando a câmera.
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  — Seria muito bom, grandão, mas onde passaríamos a virada do ano? — indaguei.
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  — Pensei em irmos para New York.
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  — New York??? — repeti, espantada.
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  — Si, já conhece? — claro que não. Soltei uma risada nervosa antes de responder.
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  — Não ganho o suficiente pra isso, grandão.
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  — Pois então iremos pra lá, você precisa conhecer. É lindo, mas não tanto quanto você — sorri sem jeito.
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  — Acho perfeito, meu zagueiro — Nahuel sorriu vaidoso. Ele adorava quando o chamava assim.
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  — Estamos combinados então. Vamos passar o Ano Novo em NY!
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  — Será excelente, grandão.
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  — Sabe o que estava lembrando a caminho de casa, bebesita? — questionou de repente.
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  — O que? — ele fechou os olhos antes de responder.
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  — “Nahuel, grandão, estou quase… ahh, mi bebé, você me deixa doida, seu safado… ahh, Nahuel…” — imitou fazendo caras e bocas enquanto interpretava um momento em que suspeito que tenha sido meu.
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  — Sou eu gemendo? — a resposta dele foi uma risada. — Nahuel Adolfo Ferraresi Hernandez! — gritei, brava enquanto ele seguia gargalhando.
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  — Não resisti, mi bebé, não fique brava — pediu interrompendo seu riso. — Adoro o jeito que você geme chamando por mim. Excitante!
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  — Não precisa me imitar, seu besta.
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  — Perdón, bebesita. Deixo a parte de gemer me chamando pra você quando estivermos na cama — ergueu as sobrancelhas.
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  — Safado… adoro!
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  Era incrível como Nahuel e eu adquirimos uma intimidade quase instantânea e que vinha se aprofundando com o passar dos dias, ainda que não convivamos na mesma cidade. A distância era um mero detalhe. Eu só sei que minha paixão por Nahuel Ferraresi crescia em proporção.
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[⚽]

  Eu estava apreensiva e furiosa.
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  Hoje era o último jogo do Brasileirão.
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  Furiosa porque dos quinze lances ofensivos feitos pelo São Paulo nenhum, isso mesmo nenhum, entrou. Ou foi pra fora ou uma bela defesa do goleiro adversário.
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  E apreensiva pelo fato do jogo estar no famoso “lá e cá”. Qualquer vacilo que o time der pode tomar um gol e ferrar tudo.
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  A minha felicidade era o Nahuel de titular. Ah, ele estava jogando tão bem. Quase marcou um gol de cabeça em uma das jogadas de ataque. Já estávamos nos falando há mais de um mês, a partir de amanhã Nahuel estaria livre para nos vermos com mais frequência, pelo menos era o plano dele. Espero que dê certo.
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  Finalmente o intervalo do jogo chegou e eu pude ter um respiro do estresse que estava sendo acompanhar esta partida. Eu já ia me afastando do meu grupo de amigos, queria respirar um pouco. Meu coração acelerava apenas com a possibilidade do São Paulo não conseguir a vaga na pré-Libertadores, era o que nos restava nessa reta final de campeonato. Poucos minutos depois meu celular toca.
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  Na tela: Nahuel.
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  — Por Deus, Nahuel, o que está fazendo? — perguntei assim que atendi a ligação.
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  — Ligando para mi bebé. Não pode mais? — ele fez um bico com os lábios e enxugou o rosto com uma toalha, os cabelos molhados colados em sua testa. Ele estava todo suado. Bom, pelo menos eu acho que estava. — Como estás, chiquita?
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  — Nervosa com o jogo e o senhor deveria estar concentrado na partida, Adolfo! — reclamei, arrancando um franzir de cenho e uma careta.
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  — Precisava falar com você antes do segundo tempo.
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  — O que há de tão importante? — Nahuel ficou sério, percorrendo o olhar por cima do celular como quem quisesse saber se havia alguém por perto. O barulho indicava que estava no vestiário.
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  — Quero te perguntar algo, não poderia esperar — prosseguiu voltando a encarar a câmera do celular.
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  — Está me deixando preocupada — engoli em seco aguardando por qualquer frase que me fizesse chorar. Segurei minha emoção antecipada.
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  — Quer ser mi mujer?
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  — Quê??? — falei um pouco alto demais e atraí olhares curiosos. Me encolhi no próprio corpo, me afastando ainda mais das pessoas. — Nahuel, como assim?
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  — O que há pra explicar, bebé? — me olhou óbvio. — É um pedido de namoro.
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  — Mas, grandão, nós não íamos “com calma”? — lembrei a ele nosso trato inicial. Meu coração estava cada vez mais acelerado.
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  — Quero que seja minha mulher, apesar de tu já ser mi bebesita — explicou, risonho.
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  — Grandão, não acha que-
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  — É apenas uma confirmação do que já temos juntos e uma prova de que eu quero sim estar com você por mais tempo além do sexo — sorriu de canto e prosseguiu. — Pode soar um pouco antiquado, mas eu quero que seja assim oficial, entende?
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  — Por Deus, Nahuel… eu… — se antes meu coração palpitava, agora veio a falta de ar para completar o combo do nervosismo. Eu não sabia o que dizer. — É um pouco antiquado realmente, mas… eu gosto desse tipo de coisa — o lindo sorriso de Nahuel se enlargueceu, tomando conta da imagem em meu celular.
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  — Que maravilha, mi amor, me deixa muito feliz saber disso. Ah, agora quero te abraçar… — Nahuel desviou o olhar da câmera, passando o dorso da mão livre sobre os olhos.
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  — Não quero estragar o momento, mas está na hora de começar o segundo tempo, grandão — ainda tinha esse detalhe.
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  — Verdad… — alguém o chamou, pude ouvir o berro vazando na ligação. Isso me fez rir, quebrando um pouco o clima do momento. — Te ligo depois do jogo para conversarmos melhor, tudo bem?
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  — Claro que sim, grandão. Agora volta pro campo e faz o que de melhor você sabe fazer — ele voltou a sorrir largamente.
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  — Você é mesmo incrível, bebesita.
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  Soltando um beijo estalado, Nahuel encerrou a chamada.
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  Eu voltei para onde estavam meus amigos, tentando disfarçar minha felicidade e satisfação pela ligação de agora a pouco. Mas ficou muito claro que havia algo diferente de minutos atrás onde eu estava a ponto de assassinar alguém para agora que estou com um sorriso idiota na cara. Após algumas indagações acabei contando para minha amiga sobre o pedido de namoro de Nahuel, ela sabia de tudo desde o início, me dava maior apoio. Pena que não podia dizer o mesmo dos demais. Meus dois amigos homens, que não vou me dar ao trabalho de mencionar nomes uma vez que não merecem tal menção, fizeram questão de esculachar a notícia dizendo coisas como:
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  — Ele quer apenas “te comer”, sua tonta! Você acha mesmo que um jogador famoso vai querer namorar você? Acorda, !
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  Palavras duras, mas que poderiam ser verdade. Não vou mentir dizendo que nunca pensei nelas. Pensei sim. Mas Nahuel me fazia esquecê-las. Toda vez que conversávamos ou nas vezes que nos encontramos pessoalmente dentro desse curto espaço de tempo, ele me fez sentir que tais palavras não cabiam à situação. Queria deixar o ceticismo de lado e tentar, pelo menos tentar, fluir a situação de um jeito não paranóico e cheio de questionamentos desnecessários.
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  A partida já estava nos seus 20 minutos quando consegui retomar minha concentração total nela. Meus “amigos” conseguiram, ainda que momentaneamente, acabar com minha alegria no pedido de Nahuel. Por falar nele, meu grandão continuava jogando bem, cortando ataques adversários e dando alguns passes ofensivos. Me orgulhava e elogiava ele toda vez que tinha oportunidade, nem que fosse por mensagem de texto. O tempo foi passando e o empate em 0 a 0 parecia ser uma realidade, sendo aceita por todos, até o momento em que Galoppo carregou uma bola até a linha de fundo adversária e cruzou, Calleri chutou, mas a bola foi cortada em cima da linha pelo zagueiro. Houve rebote para trás e o jogador que aproveitou foi o mais improvável. Nahuel cortou para esquerda, tirando a bola do outro zagueiro, e chutou a bola cruzada acertando diretamente no ângulo.
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  Um golaço!
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  Sai correndo pelo bar, gritando enlouquecida. Nahuel fez um gol, ele fez mesmo um gol. E que gol! Nossa, eu não poderia estar mais feliz, tanto que transbordou-se em lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Fui abraçada por minha amiga e ouvi, ainda que de longe, gritou dos outros sobre o meu namorado ter feito um gol e o quão milagroso aquilo era. Óbvio que notei a ironia em suas falas, ignorando prontamente todas elas. Porém nem todas escaparam dos meus ouvidos.
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  Ao fim do jogo, Nahuel foi entrevistado por ter feito um golaço, garantindo assim a vaga que o São Paulo precisava.
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  — Estou muito feliz, é meu primeiro gol com essa camisa, e o mais importante foram os 3 pontos, a vaga na pré-Libertadores, acho que isso que importa. Foi um bom final para nós e espero que possa ajudar ainda mais São Paulo nessa caminhada no ano que vem também — dizia ele com um largo sorriso e os cabelos colados na testa, molhados de suor. Ao fim, ele disse olhando pra câmera: — Hey, esse gol foi pra você! Te quiero, bebesita!
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  A última frase foi para mim, eu sei que foi. Não escondi a satisfação e isso atraiu aquilo que eu não merecia e nem queria ter ouvido.
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  — Já tá toda iludida, olha só — riu um deles, me zombando.
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  — Ele só quer te comer, , cai na real — completou o outro. Ambos bêbados e extremamente inconvenientes.
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  — Que maldade! — defendeu minha amiga. — Não falem assim com ela!
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  — Ela sabe que é verdade, porra! — gritou o segundo. — Porra, o cara é jogador famosão, gringo, rico. Acha que vai querer namorar uma torcedora zé ninguém? — gargalhou ao fim da frase intensificando o nó em minha garganta.
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  — Você bebeu demais, tá falando merda!
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  Mais uma vez minha amiga falou, defendendo-me. Eu, dessa vez, não conseguia pronunciar o que minha mente me mandava dizer. Simplesmente eu travei. Paralisei meus pensamentos, movi minhas pernas e deixei o bar sem me despedir de ninguém.
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  Já em casa, fui direto tomar banho, precisava tirar esse peso de cima de mim. Talvez um banho quente ajudasse. Ao fim, me deitei na cama e chorei. Não quis dar o gostinho de derramar lágrimas na frente dos meus dito amigos filhos da puta. Solucei até parar de chorar, finalmente tirando de mim a carga da dor pelas palavras que ouvi. Passaram-se duas horas e recebi a ligação mais esperada do dia. Sempre a melhor.
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  — Hola, mi bebé! — falou Nahuel muito eufórico ao atender.
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  — Oi, grandão — respondi tentando me animar com a animação dele.
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  — Que pása? — desconfiou, sentando-se no sofá.
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  — Um pouco cansada, o dia hoje foi agitado — menti parcialmente, afinal ele não precisava saber sobre o que ouvi. — Como está se sentindo após o golaço de hoje? — mudei de assunto.
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  — Ah, foi bonito, não foi? — sorriu, vaidoso. — Queria poder te beijar após o gol, era tudo que queria naquela hora — confessou e passou a mão livre pelos cabelos, bagunçando-os um pouco.
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  — Eu também queria, grandão — fechei os olhos rapidamente e os abri em seguida para continuar falando. — Foi um jogo difícil para todos nós, merecíamos estar perto um do outro agora — a maldita manha estava de volta em mim. Acho que deve ser resquício do aborrecimento anterior.
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  — Ah, bebé, queria beijar teu corpo inteiro agora…
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  — E se… — interrompi minha fala, pensando melhor se deveria compartilhar os pensamentos que tive ao longo da semana. Ideias, apenas ideias.
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  — Diga, e se o que? — quis saber, curioso.
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  Propôr o que iria propor era algo antes jamais imaginado por mim. Mas, como disse, essa última semana estive pensando muito nisso e quem sabe fosse uma oportunidade de estreitar mais minha relação com Nahuel. Até mesmo mantê-la viva mesmo com a distância entre nossas casas. Vergonha me definia neste momento. Porém, a coragem se sobressaiu, deixando a vergonha de escanteio.
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  — Que tal… — limpei a garganta. — Que tal tentarmos algo a mais por telefone?
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  — Tentarmos o que? Sexo virtual? — quis confirmar a ideia que certamente passou pela mente dele.
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  — Sim — afirmei ainda tímida.
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  — Seria incrível, mi chiquita.
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Continua

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Lelen
Admin
3 meses atrás

Eu lendo na tabela “Drama” a única coisa que preciso saber é: posso esperar um final feliz pelo menos? kkk
Já vi que o caminho vai ser árduo e o moço é “galinha”, então imagino pra onde esse drama vai… mas talvez eu só esteja julgando ele errado IOASNDOPASDNP

Li Santos
Li Santos
3 meses atrás
Reply to  Lelen

Hahahah drama sempre tem e final feliz também, garanto. E não, o fato dele ser “galinha” não tem a ver com o fator “drama”
🤭

Lelen
Admin
2 meses atrás

O bonito tá indo embora e essa semana passou voando. Pode ir voltando (ou a pp vá atrás dele kkkk) que me recuso a já ter drama na história. Não pode. Tô com medo dos próximos capítulos kkkkkkkkkkkk

Li Santos
Li Santos
2 meses atrás
Reply to  Lelen

O drama ta chegando, inevitável, MAAAAAS vão vir ceninhas boas antes. 🤭😏

Lelen
Admin
1 mês atrás

Own, Nahuel todo romantiquinho oficializando tudo 🥺🥺
E a pp precisa trocar de amigos, bandipaunocu 😠😠😠
Eu só vou perdoar se eles falaram as merdas todas “pensando no bem” da pp E se eles se mostrarem bons amigos no decorrer da fic, porque se não 😇🔪
Caraio, o capítulo terminou num momento… 👀👀

Li Santos
Li Santos
30 dias atrás
Reply to  Lelen

Nahuel sabe ser romantiquinho 🦈
E os “amigos” nem vão aaprecer mais. Bandipaunucu rs

O final hein 🫣


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