Li Santos
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Sem curiosidades para essa história no momento!

MICROCOSM

Capítulo 11 – O desabrochar da Primavera

  Se a tensão que está no ar agora fosse um objeto, seria uma enorme pedra sobre as cabeças de todos os presentes; o silêncio também é algo enlouquecedor, porém, segundos após o pedido, algumas vezes vindas do público que assiste a tudo começam a se manifestar.
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  “Casar? Com ela? Mas, quem é ela?!”
  “Não acredito que o -san irá se casar, sugoi!”
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  “Ele não pode casar com ela! Eu quem deveria ser esposa dele! Não é justo…!”
  “Nossa, que demora para responder. Aceita logo!”
  -san é bonito demais para ela…”
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  As manifestações, em sua minoria negativas, não incomodam que ainda encara a figura ajoelhada de em cima do palco. Por falar nele, o homem está com todo o corpo tremendo e sente o rosto esquentar de muita vergonha. Em sua mente pairam angústias diversas.
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  “Será que deveria mesmo ter pedido na frente do todo mundo?”
  “Estou tão envergonhado, acho que vou levantar…”
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  “Ela deve estar me odiando agora. Até eu estou me odiando.”
  “E se ela terminar comigo?! Oh, meu Deus…
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  As aflições de fazem o homem erguer o corpo, a vergonha e vermelhidão em seu rosto tão visíveis, estampadas em seu semblante, a tremedeira dele balança a caixinha com o anel de noivado em sua mão, a covardia que nem lhe permite mais encarar ou o público que, de repente, começa a vibrar. ergue o olhar, curioso, e vê saltar a grade de proteção e correr na frente do palco até a escada lateral por onde ela sobe e vai na direção de que está imóvel sem acreditar no que vê. O abraço forte que recebe de o traz de volta e ele a envolve em seus braços ainda trêmulos. Afastando-se um pouco dele, sorri e responde aquilo que sempre quis dizer desde que conheceu :
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  — Aceito!!!
  E veio a explosão.
  Uma explosão de gritos do público e membros da banda e staff que aplaudem a cena do beijo caloroso protagonizado por e . Eles separam os corpos para que possa colocar o anel no dedo de que começa a chorar, bastante emocionada, voltando a beijar o agora noivo. Não fazia parte do plano, mas e os outros cercam o casal num grande abraço em grupo, começam a girar aos gritos de vai casar! vai casar!”. Da banda, ele será o terceiro a estar casado, Gots e Iwasaki foram os primeiros, está namorando e é o único solteiro agora.
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  Muito felizes e aliviados, eles retomam o show após se encaminhar para a lateral do palco de onde vê o restante da apresentação. Agora que está noiva do guitarrista mais lindo que toca seu instrumento com tanta emoção, ver a apresentação de sua banda favorita ganha outro significado para : o significado macrocósmico.
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  No camarim, os membros da banda juntamente com e seus amigos comemoram o noivado dela com . , que é nomeado o padrinho do noivo, pede a um dos staffs para trazer bebidas para todos brindarem. Coincidentemente, ou não, a pessoa que escolhe para ser sua madrinha é a que ainda ignora o cunhado da amiga.
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  Enquanto todos brindam e riem alegres com a celebração, observa a moça do outro lado do camarim, próximo à mesa de petiscos montada pela organização do evento. Os traços delicados do rosto de estão sendo gravados na memória do mais velho nesse instante; o sorriso fácil da moça que ilumina seu roso e o ambiente à sua volta; os cabelos longos dela que alcançam abaixo de seus ombros, tão escuros contrapondo-se à brancura de sua pele; muito distraído pela beleza de , não percebe que o rosto dela está cada vez mais perto até ela mexer em um dos sanduíches que têm numa travessa da mesa.
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  — … — diz , de repente, fazendo a moça encarar ele.
  — O que foi? — o tom de voz seco dela faz o rapaz engolir em seco.
  — A… a gente pode conversar?
  — Sobre? — ela arqueia a sobrancelha esperando uma conclusão dele, que não veio, ela suspira — Já que não sabe, vou voltar para lá — aponta para onde estão os outros e faz menção de sair.
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  — Espera… — diz — Eu quero falar sobre nós dois — completa ele, finalmente.
  — Nós dois? — indaga ela em deboche — E isso existe, ?
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  — Podemos conversar sobre isso.
  — Não, acho melhor não. Eu já me enganei muito e me decepcionei muito com você, . Com licença.
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   se retira e deixa a ponto de chorar de desespero. As palavras duras e verdadeiras dela trazem para a realidade que ele já imaginava: o cenário onde foi magoada por ele e agora não quer mais saber de enganação, sem contar o fato da paixão e desejo que ele sente toda vez que a encontra estar cada vez mais evidente; como lidar com os fatos? A mente, sempre tão indecisa, de fervilha em cima dessa única questão.
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[💫]

  Dias depois…

  A linda manhã de primavera começa bem agitada para que já teve que resolver um enorme mal entendido entre um cliente importante da agência e a funcionário que lhe passou informações equivocadas. Quando acha que terá um pouco de paz, a moça recebe uma ligação da Adidas solicitando outra campanha, mas dessa vez eles querem que ela participe como modelo, por ser noiva do modelo deles; mesmo ela tendo enfatizado, mais de uma vez, que não é da área, acaba aceitando. Certamente, já sabe desse convite, mas quis fazer surpresa.
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  Nesse momento, puxa o ar com força para seus pulmões, tentando relaxar; o dia mal chega na metade e a mulher já quer ir para casa, o que é um sentimento raro de lhe acometer. Mesmo não se sentindo bem, não quer abandonar o trabalho. Vendo que a amiga não está de fato bem, insiste que ela vá para casa.
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  — Eu estou bem, , só estou cansada — diz ela pela terceira vez nesse dia.
  — E essa cara de zumbi é o que? — rebate , rola os olhos suspirando — Hiroki-kun, me ajuda a convencer a Ito a ir para casa — o rapaz se aproxima da mesa de e analisa seu rosto.
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  — Parece um zumbi — diz ele, divertido — -chan, você está mais “cheinha” ou é impressão? Aqui dos lados… — ele faz um gesto com as mãos ao lado da cintura.
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  — Hiroki-kun! — espanta-se .
  — Venha aqui, Hiroki — chama , ainda respirando com certa dificuldade.
  Inocente, Hiroki chega perto da amiga e ela começa a estapear o rapaz.
  — Isso… ai, -chan isso dói, ai… — reclama ele e se afasta, vai atrás do amigo, mas não consegue sustentar o corpo e quase cai — ! — Hiroki consegue segurá-la a tempo.
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  — … meu Deus, amiga, você precisa ir para casa — insiste , enquanto Hiroki coloca sentada de volta da cadeira.
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  — Minha cabeça está girando… — põe as mãos na testa e afasta os cabelos do rosto. — Ai…
  — Hiroki-kun, por favor, a leve para casa — pede .
  — Eu peço um táxi, gente…
  — Eu vou com você, — determina Hiroki e concorda vendo que não adiantaria discutir.
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  Hiroki avisa ao chefe de marketing sobre a situação de e diz que irá leva-la em casa e voltaria para o trabalho. Ele ajuda a amiga a descer e eles aguardam a chegada do táxi. imagina o motivo de seu mal-estar: má alimentação e estresse. De fato, os últimos dias vêm sendo cansativos para ela. Além do trabalho, ela já começou a organizar seu casamento com o apoio de , por enquanto, são apenas longas conversas pelo celular, mas ainda assim ocupam muito a mente da mulher. Até agora eles só concordaram em uma coisa: será uma festa simples, só para amigos e família, nada extravagante e, obviamente, sem a imprensa que anda especulando muitas teorias a respeito do novo casal do momento. Até uma amante para ambos já inventaram.
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  O táxi estaciona na porta da casa dos Ito e Hiroki ajuda a amiga a descer, pede para o motorista aguardar um pouco e conduz até dentro de casa. Nesse momento, apenas a mãe dela está em casa e fica preocupada com o mal-estar da filha. Hiroki vai embora, aproveita para tomar um banho e deitar-se um pouco, Akito prepara uma sopa reforçada para a filha tomar após o banho.
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  Em seu interior, a senhora Ito tem uma suspeita.
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[💫]

  Já é hora do jantar, está à mesa juntos com a família comendo. Antes de deitar-se pela tarde, ela mandou uma mensagem para o noivo avisando do ocorrido. Quando acordou, há alguns minutos, seu celular tinha muitas ligações perdidas e mensagens de , preocupado com a saúde da noiva.
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  Kawaii ne.
  Após o jantar, levanta-se e vai até a sala, é seguida pelo irmão.
  — Onee, você está mais barrigudinha ou é impressão? — diz Ichiro e recebe o olhar indignado da irmã.
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  — Ichiro-kun! — grita Akira da cozinha — Isso é jeito de falar com sua irmã!? Tenha respeito!
  — Me desculpe, papai!
  — Mas, reparando bem… — Akira para à porta da cozinha e começa e sua esposa já o olha de canto — você está mesmo, filha — conclui ele.
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  — Akira-kun! — grita Akito em tom indignado.
  — Desculpe! — diz ele.
  — Eu não estou “barrigudinha” — faz sinal de aspas com as mãos — Vou para o meu quarto — ela revira o olhar, irritada.
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   vai até a escada à passos firmes. Claramente ela fica chateada com os comentários do irmão e do pai, mesmo querendo ela não teve forças para responder à altura. Ela já se sente melhor, não está mais tonta e nem sente sua cabeça doer, porém, sente-se cansada mentalmente, sem vontade ou forças para rebater críticas desse sentido. Ela reparou ao longo dos dias que está de fato com a barriga maior que o normal, mas condiz com o fato dela estar comendo muito mais que o normal.
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  A mulher entra em seu quarto acompanhada de Neko, que já tem um ano de vida, e se deita na cama mexendo no celular.
  — Onee… — a manha notável na voz de Ichiro faz sorrir levemente e levantar o rosto para encará-lo.
  — Pode entrar — diz ela e o jovem entra, sentando-se ao lado dela na cama.
  — Me perdoe, onee, eu fui indelicado e um tremendo babaca com você — ele diz sinceramente e olha a irmã que está deitada.
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  — Nunca mais fale isso novamente para ninguém, está bem?
  — Tudo bem, onee. Vi que ficou magoada, fui insensível.
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  — Daijoubu desu — ela senta-se e dá um beijo no rosto dele.
  — Onee… você sentiu enjoo quando passou mal? — questiona ele, sério.
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  — Um pouco, um mal-estar geral, muita tontura também. Por que?
  — Há alguma possibilidade de você estar…
  — Oh! — o interrompe, espantada com a possibilidade que também lhe surge à mente — Será? Ai, eu estou tão ocupada com o trabalho e o casamento que nem…
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  — Então existe a possibilidade de eu ser titio? — pergunta ele com um sorriso sapeca.
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  — Ai, maninho, acho que sim. Teve uma vez que o e eu…
  — Onee! Sem detalhes! — dispara fazendo rir.
  — Bobo!
  — Faz o teste, onee, o vai adorar saber!
  — Sim, farei amanhã, mas não conte ao até eu ter certeza — diz ela. — E nem aos nossos pais — lembra.
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  — Pode deixar, maninha. Mal vejo a hora de segurar o meu sobrinho ou sobrinha — ele diz um pouco babão e abraça a irmã com carinho, colocando o ouvido na barriga dela — Será que dá para ouvir?
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  — Se tiver um bebê aí dentro, ainda está cedo para ouvi-lo.
  — Verdade, né? Não importa, eu espero para te ouvir! — ele diz apontando para a barriga de .
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  Grávida.

   tem certeza de que está grávida, só não quis contar nada. Ela não precisa fazer um teste, pois ela sente seu bebê dentro dela; sem contar o atraso em sua menstruação e o fato daquela transa no chuveiro sem proteção, mesmo tendo certeza disso, não contou ao ainda porque quer fazer isso pessoalmente. Faz mais de um mês que a Flow está em turnê pelo país e ainda não voltou. prefere olhar nos lindos olhos castanhos do noive e contar do que através da tela do celular.
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  O toque de seu celular a acorda, ainda sonolenta, tateia a escrivaninha e pega o aparelho. Ao olhar a tela vê que já são quase 3AM. Ali também o rosto do noivo que liga em chamada de vídeo.
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  — Oi, amor! — ela diz tentando transmitir alegria em falar com ele, mas com a voz de sono. Ela liga a luz do abajur e se aproxima um pouco dele, sentando-se na cama.
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  — Baby! Como você está? Sua voz está fraquinha, está se sentindo bem? — ele questiona, um pouco aflito.
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  — Acabei de acordar, , são 3AM — diz ela e ele olha o relógio do próprio celular confirmando a hora.
  — Oh, amor, me perdoe! Acabei de voltar para Tóquio e… me perdoe, por favor, volte a dormir.
  — Tudo bem, amor. Vamos conversar um pouco, quase não nos falamos hoje — ela diz e ele sorri — Eu estou bem, foi apenas um mal-estar.
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  — Que bom, fico aliviado.
  — Como foi o show?
  — Divertido! — ele ri.
  — Então, foi perfeito! E você, como está?
  — Agora eu estou bem porque estou falando com você. Fiquei preocupado. Eu queria voltar, mas o me proibiu — ele faz um bico fofo com os lábios.
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  — PROIBI MESMO!!! grita ao fundo e erguer o olhar raivoso para o irmão.
  — Não era necessário você abandonar o show por causa disso, baby. Realmente foi só um mal-estar passageiro.
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  — Tudo bem, hm… — ele fica alguns segundo encarando-a — Ah, esse final de semana você está livre? Eu não terei compromissos! — ele diz bem feliz.
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  — Estarei sim. Tem alguma programação em mente?
  — Acampar nas montanhas! abre um largo sorriso e teve que rir com a animação fofa dele à essa hora da madrugada.
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  — Hm… parece ótimo! Confesso que eu nunca fui.
  — Maji ka? — ela confirma com a cabeça. — Ah, pois vamos no sábado, então! Aproveitamos o tempo bom para escalar a montanha e…
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  — Escalar a montanha? — indaga ela com as sobrancelhas suspensas.
  — É seguro, , estarei lá com você, baby.
  — Essa parte a gente vê depois, mas a ideia do acampamento é ótima, — ela sorri.
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  — Sugoi! Então, vamos acampar — eles riem — Bom, irei te deixar dormir, tá?
  — Tá bom, amor, vai descansar também.
  — Amo você e, por favor, se cuida! —o olhar manhoso de faz amolecer. Kawaii.
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  — Eu te amo, my baby.
  — Awn, fofa! Diz de novo…
  — Eu te amo, my baby bobão!
  — Linda! Dorme bem!
  Eles se despedem, volta a desligar o abajur e a deitar-se. Os pensamentos voltados ao noivo e a como irá contar da gravidez não a deixam dormir, então ela resolve continuar acordada. Pega um caderno de folhas sem pauta, lápis e borracha e começa a rabiscar nomes. Para quê? Bom, tem um ser bem pequeno crescendo em sua barriga agora mesmo e quer dar o melhor nome para ele ou ela.
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   mal vê a hora de carregar seu bebê no colo, o primeiro fruto de seu amor com seu amado guitarrista.
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Capítulo 12 – Uma noite, muitas emoções

  Sábado, dia do acampamento
  Yokohama, 6:45AM

  As últimas coisas que precisavam ser guardadas na mochila são guardadas por que se despede dos pais e do irmão. A ensolarada manhã reserva grandes emoções ao longo do dia; o primeiro desafio é chegar a Tóquio e controlar a ansiedade de um certo guitarrista que não para de perguntar onde a noiva está.
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  A mulher entra no táxi que a levará à capital e, de lá, ela e irão de carro até o local do acampamento. Ela está ansiosa por três motivos: saudades de , primeira vez que irão acampar juntos e, o mais importante, contar ao noivo sobre a gravidez que ela já confirmou através de um teste de farmácia que fez ontem. A cidade onde vão acampar é Nikko, capital da província de Tochigi que fica à 90KM de Tóquio, ao norte. Ela é a maior cidade da província onde, ao sul, está localizada na parte metropolitana e, ao norte, somente natureza: montanhas, cachoeiras e florestas.
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   mal deixa sair direito do táxi e já corre para abraçá-la, erguendo-a um pouco no ar, dando-lhe muitos beijos apaixonados. Após pedir desculpas para o motorista pela demora em tirar a mochila de de dentro do carro, guarda as coisas dela no carro dele e eles partem para Nikko. O homem não foi buscar em Yokohama, pois teve que levar o carro para a oficina, já que deu problema de última hora. não quis atrasar mais a programação de viagem e resolveu ir à Tóquio encontrar o noivo.
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  A viagem será longa, mas prazerosa pela agradável companhia.
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[💫]

   estaciona o carro no campo aberto junto aos outros carros, o local não está tão cheio, perfeito para relaxarem e curtirem melhor o passeio. ajuda o noivo a descarregar as coisas do carro para armarem acampamento ali perto; já com tudo em mãos, eles caminham até a parte lateral da floresta que certa a montanha, alguns quilômetros adentro, e começam a montar a barraca que comprou especialmente para essa viagem. Normalmente, ele leva uma barraca individual, mas, com a companhia da noiva, achou melhor levar uma barraca maior para que ambos possam se acomodar confortavelmente.
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  Com a chegada do almoço, veio o modo cozinheiro de que prepara um almoço especial para . Ele aprendeu a fazer yakisoba com um toque especial do cheff, vulgo ele mesmo, só para agradar a noiva que comentou que fazia tempo que ela não comia esse prato. Enquanto comem, pensa na melhor oportunidade para contar sobre a gravidez, se contar agora certamente pode se engasgar com o impacto da notícia. É melhor esperar mais um pouco…
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  — Tem certeza de que não vamos precisar de cordas? — pergunta , mais uma vez, antes de partir ao lado de para à subida a montanha.
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  — Não precisa, baby. Vamos apenas caminhar nos arredores da montanha, a parte que vamos subir não precisamos de cordas — responde , risonho e paciente. — Pronta? — ele ajeita a mochila nas costas e estende a mão para .
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  — Pronta — segura a mão dele e eles partem em caminhada.
  A ideia de é caminharem floresta adentro até o pé da montanha, o que dá um média 1h e depois subirem pelo caminho que foi feito pela montanha que circundam a mesma, de onde podem ter uma ampla visão da cidade. É a segunda vez que vai à Nikko, então ele já conhece essa parte da montanha. Ele não tem o costume de ir acompanhado aos passeios que faz às cidades do Japão, em busca de aventuras, mas a companhia de é sempre agradável e, como ele previa, está sendo divertida. Nesse momento, conta a ele sua maior peripécia ou aventura na vida: o dia em que, em um passeio da escola, ela quase se afogou quando entrou no mar, na época ela tinha 10 anos.
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  Eles já estão subindo os arredores da montanha e, só então, o cansaço começa a pegar que diminui o ritmo de seus passos.
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  — Está tudo bem? — indaga ao voltar um pouco para alcançar que fica um pouco para trás.
  — Só um pouco cansada. Não estou acostumada — ela ri, um pouco sem jeito.
  — Beba um pouco d’água, vamos dar uma pausa — diz ele e pega o cantil de água na lateral da mochila dela, abre e entrega para ela.
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  — Podemos continuar depois — diz ela e dá um gole rápido na água.
  — Depois de descansarmos — enfatiza ele que não está nem um pouco cansado, mas prefere preservar a saúde da noiva.
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   se dá por vencida e dá outro gole na água do cantil, guardando-o em seguida. aponta para um local mais à direita onde podem sentar sem atrapalhar a passagem das pessoas, eles se acomodam e observam a linda vista. A brisa refrescante da altitude da montanha alivia o calor e mal-estar que a mulher sente agora, não quis contar ao para não o preocupar e estragar o passeio. Ela pensa se agora seria o momento certo para contar sobre a vinda de seu filho, mas acaba desistindo. Distraída, não percebe que está tirando uma foto dela agora, ao olhar para ele o homem tem um sorriso travesso nos lábios enquanto mexe no celular.
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  — Amor! Espero que tenha tirado foto da paisagem — diz ela e levanta-se pondo as mãos na cintura.
  — Não… tirei foto de algo ainda mais bonito — responde ele e completa: — E postei para todos verem o quão linda a minha noiva é.
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  — ! — ri e tenta tomar o celular dele, que logo segura seus braços e a faz abraçá-lo.
  — Te amo — ele diz com um lindo sorriso que faz amolecer.
  — Te amo, baby — declarando-se, ela o beija com carinho.
  Nesse beijo, ela sente o amor dele por ela ainda mais forte e sólido. Decidida, conclui para si mesma que contará a ele assim que chegarem ao acampamento.
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  Após o beijo, e fazem o caminho de volta para descerem a montanha. O mal-estar que sentia ainda a incomoda e a faz ofegar, enjoar com o cheiro da floresta e, ainda por cima, sentir dores na nuca. a conduz por um caminho diferente daquele que os levaria de volta para o acampamento, eles vão parar em um rio com uma linda cachoeira que, apesar de pequena, tem a vazão de água forte, gerando uma correnteza mediana. agradece ao noivo pela ideia de passarem pelo rio, está precisando se refrescar.
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  Eles deixam as mochilas nas pedras próximas à margem e tiram parte das roupas ficando com poucas peças. Ao entrarem na água gelada o choque faz suas peles arrepiarem, eles mergulham um pouco e se abraçam. Curtindo o contato com a pele molhada da noiva, começa a depositar alguns beijos no pescoço dela, as mãos travessas suspendendo a blusa molhada, por debaixo d’água e subindo arteiras até o sutiã de que, ao notar a saliência de , logo puxa as mãos dele para baixo.
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  — Vamos experimentar… — sussurra ele e a encara — Não tem ninguém aqui.
  — É melhor voltarmos, amor — diz e solta um suspiro involuntário.
  — Está tudo bem? Você está com uma expressão diferente. Parece preocupada — o homem começa a ficar preocupado com ela.
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  — Eu só… preciso te contar algo.
  — Contar o que? — indaga, ansioso.
  — Vamos sair da água. Está começando a esfriar.
  Ele concorda e eles saem da água, pegam toalhas na mochila para se enxugarem. Enquanto se veste, pensa no que quer te contar, a cabeça dele começa a doer só em imaginar que pode ser algo ruim, um término, uma doença, algum problema qualquer… a angústia dele só aumenta.
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  — , por favor, me conta logo o que está havendo! — sem poder mais esperar, ele diz e a encara com aflição.
  — Amor, calma, não é nada grave — ela percebe a agonia dele e se apressa em dizer, segurando suas mãos em seguida.
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  — O que houve, baby? — sem conseguir controlar as reações, sente os olhos marejarem e a voz embargar.
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  — Eu vou contar rápido, tá? — está tão angustiada quanto ele, mas um pouco mais controlada.
  — Tá… — ele engole em seco, encarando os olhos dela com ansiedade.
  — , eu estou grávida — a notícia é dada, finalmente.
  — Hã?
  É tudo que consegue emitir agora, o corpo dele não reage a nenhum de seus comandos, ele queria gritar, chorar, abraçar sua amada e girá-la no ar dando-lhe muitos beijos, mas ele não consegue. estranha a reação silenciosa de take e, por instantes, acha que ele não havia gostado de saber. Porém, logo ele tem uma reação.
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  — !!!
  O espanto de se dá pelo fato de que o noivo acaba de desmaiar, ela não esperava por essa reação e acaba não sustentando o corpo dele que cai na parte lateral às pedras, onde estão agora. Assustada, se abaixa para ver se ele não se machucou com a queda e tenta reanima-lo, sem sucesso. Ela coloca a cabeça dele em seu colo e senta-se para ficar mais confortável, começa a acariciar o rosto dele.
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  — Ai, eu não devia ter contado tão rápido — ela diz para si mesma e nota reações no rosto dele. está acordando. — Amor…
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  — Hm… … — resmunga ele enquanto abre os olhos, sentindo o chão gelado e úmido. — ! — ele diz mais energicamente e se levanta de uma vez.
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  — , calma — pede ela e segura as mãos dele que estão trêmulas.
  — Amor, você disse que… você… você disse…
  — Eu estou grávida, — repete ela e é agarrada por um extremamente manhoso e emocionado. — Amor… — o abraça forte e percebe que ele está chorando.
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   nunca viu o homem daquela forma antes.
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[💫]

  O homem observa a própria imagem refletida no espelho enquanto abotoa a camisa ao corpo; nessa rara noite de folga, só deseja uma coisa: não pensar na . A frustração óbvia, e totalmente esperada, por ser ignorado pela moça, faz o rapaz se martirizar a cada momento em que está sozinho, seja em sua casa, seja nos camarins dos shows onde ele se isola para desenhar e só consegue expressar coisas que remetem à Inoue. sente que está ficando louco e a cada dia mais apaixonado.
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  Após colocar seu colete prateado por cima da camisa social preta, passa uma última borrifada de perfume pelo corpo, apanha os óculos escuros e sai do quarto indo até à sala; ajeita sua roupa, pega as chaves do carro e vai até à garagem, entra no veículo, dá a partida e vai até o seu destino: balada em Tóquio.
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  Chegando à sua balada favorita, caminha até o balcão do bar, se acomoda sentando-se no banco alto e chama o bartender; após pedir sua dose inicial de tequila, para começar, ele vira o corpo e encosta as costas no balcão observando as pessoas passarem à sua frente animadas com o clima festeiro, com a música alta e dançante. O bartender avisa a chegada de sua dose de tequila que termina segundos depois.
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   não queria estar assim, mas a melancolia toma conta dele, a ideia de vir para balada se distrair para esquecer-se um pouco da não está dando certo. Seria mais fácil para ele se seu irmão estivesse na cidade, certamente ele lhe faria companhia agora na balada ou até mesmo em casa, talvez compusessem algo, talvez o mais velho não se sentisse tão frustrado como se sente agora; beber mais doses de tequila e drinks variados não está resolvendo e ele já tinha ciência da ineficiência de seu plano.
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  No momento em que se prepara para ir embora, algo o faz parar. Ao longe, do outro lado da pista de dança, ele vê dançando, os cabelos dela balançando juntamente com o ritmo da música, ela está tão linda que ele mal consegue não olhar para ela.
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  Talvez seja uma miragem…
  …, mas, não é.
  Que ironia do destino colocar em seu caminho justamente àquela que ele mais queria ver, mas, a ironia é tanta, que não está sozinha; logo consegue ver um homem dançar muito próximo a ela, eles parecem tão íntimos que sente seu interior chorar de raiva por ter sido tão idiota em perder a oportunidade de ter o amor da moça, ele poderia estar no lugar daquele cara agora. A auto-martirização dele volta com tudo e o faz derrubar algumas lágrimas de frustração, raiva e ciúmes.
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  Minutos se passam e ele perde a noção de quantos drinks bebeu nesse meio tempo, de costas para a pista de dança para não ver mais a moça com outro cara, as mãos tremendo e a visão turva. Já está na hora de ir embora. Levantando-se, anda meio torto a caminho da saída da balada, tentando não se esbarrar em ninguém, mas o inevitável acontece.
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  — Desculpe — ele diz para a pessoa que quase derruba.
  — Daijoubu… — a pessoa diz e reconheceria essa voz em qualquer lugar ou circunstância.
  — — a moça ergue o olhar para encarar que a olha com surpresa.
  Sem dizer nada, abraça o rapaz que fica sem muita outra opção a não ser retribuir o abraço. O olhar de procura pelo cara que acompanhava ela, mas não o acha, logo ele deduz o que possa ter acontecido. O fato de ser mais alto que ela só contribui para que o rosto dela esteja enterrado em seu ombro, aconchegado em seu abraço apertado. Ele se sente até um pouco mais sóbrio.
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   e saem da boate, minutos depois, e vão até o carro dele. Após acomodar-se no banco do carona e ver dando partida no veículo em seguida, ela consegue relaxar no banco e começa a chorar. Ao ver chorar por causa de outro cara, tem a total dimensão do mal que fez a ela há um ano e se arrepende ainda mais de sua atitude egoísta e infantil; promete a si mesmo que jamais faria nada para fazer chorar daquela forma entristecida novamente.
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  Já em Yokohama, em frente à casa dela, para o carro e observa a expressão fixa de , o olhar perdido e a postura ereta e rígida.
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  — ? — chama ele e a moça se assusta, voltando seu olhar para — Chegamos.
  — Ah, obrigada pela carona, — diz ela, ainda com a voz embargada.
  — Não por isso, disponha sempre.
   está tão magoada por ter ido à boate com o cara com quem estava saindo e ele ter ficado com outra, que mal está pensando. Tomada por seu instinto, tira o cinco de segurança e avança para cima de puxando-o pelo colete. Também sem raciocinar muito, ele tira o próprio cinto, com pressa, e agarra o rosto dela a beijando em seguida.
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  Um beijo que ele não provava há um ano, parece que foi teletransportado para abril de 2010, em sua casa, quando a beijou pela primeira vez, sentiu coisas que nunca mais havia sentido e agora, enquanto suas mãos passeiam pela cintura e costas de , ele sente tudo de novo, latente; forte; multiplicado pela saudade que ele sentiu de tê-la em seus braços.
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[💫]

   e voltaram para o acampamento e neste momento estão terminando de jantar. A todo momento volta a perguntar se não está pregando uma peça nele ou algo parecido. A felicidade dele é tão grande que ele mal consegue ficar longe dela, após jantarem, ambos entrar na barraca e o homem gruda no corpo da noiva, suspende sua blusa e começa a conversar com a barriga dela; na verdade, ele conversa com o bebê que ela carrega no ventre.
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  — … e vou te ensinar a tocar violão e guitarra, vai ser divertido! — ele termina de dizer e dá um beijo na barriga de que ri com o gesto.
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  — Nossa, quantas atividades — brinca sentindo o calor dos lábios de em sua barriga.
  — Nosso bebê vai fazer tudo que ele quiser. Eu já o amo tanto, como é possível? — ele indaga com a voz emocionada.
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  — Você já está emocionado agora, imagina quando puder sentir o bebê se mexendo aqui — ela põe a mão na própria barriga. — Imagina quando ele nascer?!
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  — Acho que vou desmaiar de novo… — ele comenta e eles riem — Por favor, baby, não comenta com ninguém que eu desmaiei quando você me contou, tá? — ele faz um beicinho fofo e encara a noiva.
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  — Tudo bem, amor, eu não conto — ela ri.
  — Te amo tanto…
  O homem está tão realizado em seu relacionamento que mal consegue se conter de tanta felicidade pelo casamento que se aproxima, pelo amor que sente pela , pelo filho que vão ter, pelo futuro que o destino reserve para eles juntos; a certeza de que nada vai separar eles, é crescente no que só deseja amar a sua querida , mais e mais
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  E para sempre.
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  Nota: Ler o spin-off Freedom – (+18) que conta um pouco mais desse acampamento.

Capítulo 13 – Um novo horizonte

  Se soltando do beijo em , se afasta do homem que parece que tem um imã gigantesco que a suga para perto sempre que ela se aproxima dele; ela recosta a cabeça no banco e fecha os olhos, pondo as mãos no rosto. está feliz por ter beijado ela e aflito pelos sentimentos que lhe foram despertados após um ano. Ambos não dizem nada, mal se olham por poucos minutos, até que pega sua bolsa e abre a porta do carro, de repente.
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  — Espera! — alerta a pegando pelo braço.
  — Eu preciso ir, — sem olhar para ele, ela diz e sente a garganta apertar.
  — A gente pode… podemos sair outro dia? — se vira para o homem.
  — Não, é melhor não, eu… — indecisa, não sabe o que dizer para se convencer que seu amor por ele não pode comandar seus atos dessa vez.
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  — , por favor, me deixa…
  — Não, ! — ela diz mais energicamente. Ele larga o braço dela e recua no banco onde está.
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  — Desculpe. Sei que estou errado, eu te fiz sofrer, mas eu só quero seu perdão e…
  — E?
  — E te provar que eu gosto de você de verdade.
   não planejava se confessar dessa maneira para , mas agora não havia volta e ele não se arrepende de ter contado. Pela primeira vez em sua vida, não se sente indeciso sobre algo, ele tem certeza do que sente por mesmo que isso o assuste e o faça pensar em seu passado, quando sofreu muito por amar outra pessoa. Porém, o que sente agora ele sabe que é correspondido, ele sentiu há um ano e agora quando a beijou, que realmente o ama e é um sentimento forte.
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  — Eu tenho que ir… — repete ela e abra a porta novamente, saindo em seguida.
   não diz mais nada, apenas observa entrar em sua casa. O homem fica mais alguns minutos ali parado, pensando em sua fala, no beijo, na reação dela ao ouvir sua confissão. Seus pensamentos passam brevemente pelo irmão e em como ele conseguiu demonstrar os próprios sentimentos para ; tenta, mas não sente que demonstra da maneira certa, parece não acreditar nele, ele quer reconquistar o amor dela, o amor que ele sempre teve só pelo fato de existir e que agora terá que reassumir o posto de merecedor desse amor tão puro.
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[💫]

  A claridade ilumina o interior da barraca fazendo despertar e, para sua surpresa, não encontrar ao seu lado. Logo ela descobre o motivo do sumiço dele ao sentir o cheiro de comida vindo de fora da barraca.
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  — Bom dia, baby! — diz , animado ao ver a noiva saindo da barraca ajeitando os cabelos.
  — Bom dia, amor — responde ela com o olhar curioso na panela que há no pequeno fogão portátil. — É yakisoba?
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  — Não — responde ele com o olhar voltado para a panela.
  — O que é então? Está com um cheiro bom — senta-se no banquinho próximo ao noivo.
  — Macarrão e ensopado de polvo com batatas — anuncia ele mexendo o ensopado na panela. — Mamãe disse que fará bem ao nosso filho… — completa ele, distraído.
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  — Você contou para sua mãe?! — arregala o olhar e percebe que falou demais.
  — Ela me ligou mais cedo e perguntou como estávamos de viagem, acabei contando. Fiz mal? — o maldito olhar de cãozinho arrependido encara .
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  — Daijoubu ne, alguma hora ela iria saber — ela dá de ombros, pensando que nem os pais dela sabem ainda, somente Ichiro, pois ele já desconfiava.
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  — também já sabe — diz ele atraindo o olhar suspenso da noiva para si. — Chamei ele para ser o padrinho — sorri.
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  — Quem mais sabe, ?
  — Bom… toda a banda e mais alguns amigos — revela ele e completa: — Eu acordei ansioso e muito feliz, precisava compartilhar.
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  Vendo a atual reação de , não tem certeza se fez bem em já ter contado para todos sobre a gravidez dela, porém, ao ver se levantar e abraçar ele com um sorriso terno no rosto, isso o deixa mais aliviado.
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  — Também estou muito feliz, baby beija o ombro dele, abraçada às costas de .
  — Não está brava? — ele segura a mão dela, depositando um beijo ali.
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  — Não, baby, mas da próxima vez contaremos juntos, ok?
  — Hm… — ele vira o corpo e a abraça de frente — Então, a senhorita quer ter outro filho comigo? — ela ri.
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  — Muitos — respondi , convicta.
  — Gostei da resposta — diz e completa: — Vamos ali na barraca fazer outro?
  — ! — eles riem.
  — No rio? Na árvore!? Ainda não tentamos. Que tal no carro?!
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  — Ah, para ! Seu bobo tarado — ela o beija, calando-o. — Termina logo esse ensopado porque nós estamos com fome — ela olha para a própria barriga.
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  — Opa, é para já, amor!
   ri e volta a se sentar no banquinho próximo ao fogão. O fica empolgado com a afirmação da noiva de que ter outro filho com ele. Se depender de , eles terão quinze filhos, todos parecidos com a , é claro, porque ele a considera mais bonita que ele.
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  Já de volta à Tóquio, o casal é recepcionado por e os outros membros da banda que foram comemorar a vinda de um bebê, mais uma mascote para a banda (que já conta com o filho do Iwasaki). reforça o convite do noivo para que seja o padrinho de seu filho, ele fica emocionado, pois não imaginou que fosse ser convidado pelo irmão.
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  — Que tipo de desnaturado você pensa que eu sou, ?
   fica indignado com a dúvida do irmão sobre ele.
  A madrinha do filho do casal , obviamente, será , disso todos já sabiam. O mais velho terá que lidar com isso e saber conviver com a moça por perto por conta do casamento de e e também por conta do afilhado que eles vão apadrinhar juntos mesmo que separados. Ele só não sabe ainda como fará isso.
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  Alguns dias se passam…

  Agora que todos já sabem da gravidez de , incluindo os fãs que, em sua imensa maioria, comemorou a vinda do novo baby Flow, como a imprensa e eles mesmos o chamam, pode se exibir por aí que será pai. Ele até fez uma tatuagem igual a da para simbolizar o amor deles e a vinda de seu bebê com a : uma tulipa na panturrilha e outra no braço, respectivamente. Ele já comprou até um pequeno violão para poder ensinar o filho ou filha a tocar, já comprou roupinhas diversas e mandou fazer mini camisetas com todas as estampas que vendem na loja da Flow. A mãe de liga todos os dias para a nora perguntando se está se alimentando direito, apesar de seu filho já ter implorado para que ela não fizesse.
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  Hoje terá show em Yokohama e será a primeira vez que e irão se encontrar após o beijo daquele dia. Só e sabem desse beijo e tentam aconselhar os dois, por enquanto, sem resultado. Por terem passe livre em qualquer show da banda, e caminham pelo backstage até o camarim onde aguardam pelo fim do meet com os fãs pós show. Ichiro não pôde ir, pois teve que ir à Tóquio ajudar sua equipe em um grande e urgente projeto.
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  Agora, e conversam à sós no camarim.
  — , eu te conheço há anos, amiga, sei que sente um amor enorme pelo — comenta enquanto come macarrão com pedacinhos de frango.
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  — De que adianta eu amá-lo se ele não liga? — rebate ela, magoada. — Ele me ignorou por um ano, ! Um ano!
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  — Você me disse que ele está arrependido…
  — Eu não acredito nele.
  — Não quero parecer chata, mas você me conhece e sabe que eu não insistiria se eu não soubesse a verdade — diz e suga mais macarrão empurrando com o hashi para dentro da boca. — é um homem sério, conversei com ele há alguns dias, ele realmente está arrependido, amiga.
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  — Ele não me convenceu, apesar de… — para e relembra o beijo que deu nele, todo o amor que ela tinha congelado que derreteu assim que seus lábios tocaram os dele.
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  — Lembra de quando éramos adolescentes… — começa , atraindo o olhar da amiga para ela —, nós voltávamos juntas para casa enquanto ouvíamos Flow, você tinha acabado de me apresentar, mal tinha feito uma semana e eu já sabia a maioria das músicas. E me mostrou fotos deles também! Lembra? — ela diz, empolgada.
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  — Lembro — relaxa um pouco o corpo no sofá e sorri ao lado da amiga. — Você achou o lindo com aquele cabelo avermelhado e arrepiado dele — elas riem.
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  — E o de boné! — lembra .
  — Oh, verdade! — diz e completa: — Tão fofo!
  — Né?! Até hoje ele usa chapéu ou boné. Ele me contou que não gosta muito de pentear os cabelos, por isso está sempre com algo na cabeça.
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  — Percebemos — elas riem novamente. — Oh, lembrei de uma coisa: lembra quando estávamos ou no seu ou no meu quarto, vendo fotos deles e dizendo que éramos esposas deles?!
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  — Ohhh, !! Eu me lembro! — engole a comida que tem na boca e completa: — Você era esposa do e eu do !
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  — Hontou desu ne! — “é verdade” ou “verdade” — Pobre , nem dávamos atenção para ele. Gots e Iwasaki sempre fofos, mas o … tadinho do e seus dreads ri lembrando-se dos dreads que usava naquela época.
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  — Ai, tadinho do — comenta . — Aqueles dreads que ele usava o deixavam lindo, eu sempre gostei — defende ela.
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  — Mas queria beijar o ! — a amiga solta uma risada alta e joga o corpo para trás, batendo palmas de tanto rir.
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  — Queria mesmo, o sempre foi o meu crush, nunca neguei — dá de ombros e também ri.
  — Mas aí, um certo guitarrista apareceu e te seduziu com suas dancinhas no palco — olha para a amiga, controlando o riso, e vê um brilho surgir no olhar dela.
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  — Sim… — suspira relembrando o primeiro show há mais de um ano, onde sorria e interagia diretamente com ela durante toda a apresentação — Aquele bobo!
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  — Ele é louco por você — afirma .
  — E eu por ele — diz , convicta e levemente emocionada.
  Nessa hora, a porta do camarim é aberta e os rapazes entram, cansados do show e do meet com os fãs. As vozes deles fazem e encerrarem a conversa nostálgica que estavam tendo. pega uma garrafa de suco no frigobar e senta-se ao lado da noiva, pedindo licença à que se afasta um pouco para que ele se sente. Ele dá um beijo rápido com gosto de macarrão em e dá o suco para ela beber. Enquanto observa discretamente os amigos trocando gestos de carinho e cuidado, inevitavelmente pensa se algum dia terá o mesmo seja com quem for. Discretamente, ela olha para , desviando o olhar em seguida.
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  Porque ela só quer uma coisa: ser feliz.
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[💫]

  Um mês depois…

   está no terceiro mês de sua gravidez e não há sinal de crescimento visível de sua barriga. Após voltarem a se falar, Hayato pediu perdão a ela pelas coisas que fez quando namoravam e foi perdoado. Como prometido, não comentou nada quando, em um dia de folga, apareceu no trabalho de e encontrou Hayato lá, ele mal o cumprimentou. prefere não falar nada para não acabar perdendo a cabeça como já aconteceu no hospital, no dia em que sofreu o acidente de moto. Não é do feitio dele bater em ninguém, mas tem algo em Hayato que não lhe transmite confiança, não importa o que ele fale. espera que algum dia ele descubra o que é.
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  Como combinado, a Adidas havia reforçado o pedido de campanha para que o casal seja a imagem dessa publicidade. nunca pousou profissionalmente para fotos, o nervosismo dela é visível, apesar de a estar tranquilizando. Agora, ambos estão com os novos casacos e calças de moletom da marca. usa um conjunto na cor roxa com detalhes pretos e usa um azul também com detalhes pretos. O fotógrafo está sendo gentil, pois sabe que é a primeira vez de em frente à uma câmera, ele dá dicas de poses para ela fazer junto com , que já tem experiência.
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  Mesmo assim, tem um momento em que trava, pede um tempo.
  — Ok, pessoal, cinco minutos… — alerta o fotógrafo e todos se desarmam de suas posições.
   e conversam entre eles.
  — Você está bem, baby? — ele diz abraçado a ela.
  — Estou nervosa, só estou atrapalhando a sessão — ela responde e põe as mãos no peito dele, enquanto encosta a testa em seu ombro.
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  — Hey — ele a chama e ergue um pouco o olhar deixando o queixo encostado no peito de —, eu estou aqui com você, vai dar tudo certo. Oh, finge que só tem a gente aqui, hm… — ele dá um selinho no bico que faz com os lábios. — Eu te amo.
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  — Obrigada, baby, te amo— ela diz, carinhosa.
  — Agora me dá um sorriso — pede o homem, ela resmunga manhosa e ele começa a fazer cócegas nela. — Um sorriso, baby.
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  — Para, amor!
  Vendo a cena fofa entre e brincando um com o outro tão naturalmente, o fotógrafo, que ainda está com a câmera em mãos, começa a tirar fotos do casal. O gesto só é percebido por que finge que nada está acontecendo e continua provocando cócegas na noiva, arrancando lindos sorrisos dela. nem percebe nada, só quando o fotógrafo diz que está satisfeito com as fotos que ela nota o truque usado por . Ela fica brava com ele, mas acaba agradecendo ao noivo pela delicadeza em ajuda-la dessa forma. O resultado das fotos fica realmente bom.
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  Após alguns dias passados, a campanha com a Adidas vai ao ar no Instagram, todos adoram a naturalidade dos cliques e eles são bastante elogiados. A Adidas, assim como faz com , envia alguns produtos oficiais para que fica muito feliz com os elogios que recebeu. Além de elogios, recebe um convite para fazer um teste para modelo fotográfica, pela mesma agência de modelos que agencia as campanhas da Adida. Ela ainda não deu uma resposta. Na verdade, ela nem sabe o que responder. E se for mal no teste? E tem o fator gravidez também. Será que a contratariam ela estando grávida?
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   está confusa e com medo, porém, ela nunca foi de não enfrentar desafios. Um novo horizonte se abra para ela, basta caminhar.
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[💫]

  Já é noite em Yokohama e a jovem Tanaka se encontra em seu quarto estudando. A matéria aprendida hoje na faculdade não foi muito bem absorvida por ela, que agora está pesquisando mais na internet, em busca de conceitos que ela consiga compreender. No andar debaixo, o homem adentra à casa, cumprimenta os pais e sobe até seu quarto, está tão cansado que nem irá jantar, mas, antes disso, ele passa no quarto da irmã para lhe dar um beijo de boa noite.
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  — Haru-chan? — Hiroki diz ao bater à porta. Harumi vira o olhar e sorri para o irmão.
  — Onii-san! — “irmão mais velho” — okaeri.
  — Tadaima! Você está bem? Me parece cansada — comenta ele e entra no quarto, se aproximando dela e lhe dando um beijo na testa.
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  — Estou realmente cansada — ela diz, suspirando. — A faculdade está difícil — conclui Harumi e Hiroki ri.
  — Achou que seria mais fácil? Eu te disse que esse semestre seria intenso — comenta ele.
  — Percebi, onii — ela diz e completa: — Você também me parece cansado, está se alimentando direito? Precisa descansar mais, onii — seu tom é de preocupação.
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  — Estou com trabalho acumulado, é cansativo.
  — Ah, onii, tenho que te contar algo! — Harumi diz, de repente.
  — O que houve?
  — O Ichi me disse que abriu uma vaga para Chefe de Marketing na Seven. Pede experiência como publicitário, somente.
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  — Hm, sugoi, mas, acha que devo me candidatar? Ser chefe me daria mais trabalho… — diz ele, pensativo.
  — Deve tentar, onii, você será um bom chefe. E, sobre ter mais trabalho, seria o de menos, onii. O ganho anual é muito bom — Harumi o incentiva.
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  — Bom, não custa tentar, né?
  — Hai!
  — Vou falar com o Ichiro amanhã — diz Hiroki — Falar nele, como andam com o namoro? — Harumi fica rubra, de repente, fazendo o irmão rir.
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  — Estamos bem… — responde ela, baixinho.
  — Que bom, fico feliz — ele sorri e volta a dar um beijo na testa da irmã — Bom, vou te deixar estudar.
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  — Tudo bem, onii. Descansa, tá? — diz ela, carinhosa.
  — Você também, meu amor.
  Hiroki deixa o quarto da irmã e vai até o seu quarto, jogando-se na cama, solta um longo suspiro e fica pensativo. Talvez seja uma boa ideia se candidatar à vaga de Chefe de Marketing na Seven; mesmo sendo em Tóquio e não sendo o ramo que normalmente Hiroki já atuou, essa ideia lhe parece ser boa. Afinal, não há muita coisa que o prenda à Yokohama, agora que ele já desistiu de vez de conquistar ; há somente sua família, mas ele pode vir visita-los aos fins de semanas.
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  Está decidido: rumo à Tóquio, rumo à Seven!
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Capítulo 14 – Tudo novo

  No dia seguinte, a primeira coisa que Hiroki faz é ligar para Ichiro para perguntar sobre a vaga. Após receber orientações do jovem cunhado, o homem foi à Tóquio, passou pela entrevista e foi contratado imediatamente. O diretor recebeu excelentes recomendações da chefe de Hiroki na agência de Yokohama e isso foi essencial para ele conseguir a vaga. Um dos bônus do novo emprego é a ajuda de custo para a mudança à Tóquio. A Seven dá à Hiroki um apartamento, que fica próximo ao centro, onde fica a empresa, e o aluguel de seis meses dele pagos até que Hiroki consiga mantê-lo sozinho.
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  Hoje é o primeiro dia de trabalho do rapaz, ele está eufórico e cheio de ideias, parece até que está indo para seu primeiro dia na faculdade. Assim que põe os pés no prédio onde fica a Seven, em Tóquio, Hiroki é recepcionado por um dos funcionários que, aparentemente, fará parte de sua equipe. Ele se apresenta como Yoshiro e acompanha o Tanaka até o andar onde fica a Seven.
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  O andar inteiro é composto pela empresa, todos os setores essenciais estão ali: o de Produção, Marketing, Finalização (onde são concluídas as tiragens dos mangás e masterizados os animes), entre outro. A Diretoria, é a única que fica no andar acima, que é onde ficam os estúdios de gravação, dublagem e a secretária do Diretor.
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  — Meu Deus, finalmente você chegou!
  Uma voz feminina chama a atenção de Hiroki e o faz se virar, a melhor visão que ele teve na vida até hoje. Ela é linda, deve ter um pouco a mais de idade que ele, mas isso não tem importância alguma, muito bem vestida com um lindo salto alto que a deixa ainda mais vistosa, calça jeans e uma blusa rendada de mangas curtas, os cabelos soltos balançando enquanto anda.
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  — Primeiro dia e já está atrasado, meu jovem? — questiona ela, um pouco mal-humorada, ao se aproximar do rapaz.
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  — Eu não… — ele ia explicar que não está atrasado, mas é bruscamente interrompido por ela.
  — Não importa, me siga, por favor, já tenho alguns trabalhos para você, rapaz.
  Ela dá a ordem e sai andando na mesma direção de onde veio. Hiroki olha para Yoshiro que ri e pede para que ele releve, aconselha também que o rapaz acompanhe a moça rapidamente, pois ela é bem exigente. Apressando-se, Hiroki alcança a mulher que anda à passos firmes à frente dele; de costas ele, inevitavelmente, nota a silhueta vistosa dela entrando em uma das salas e deixando a porta aberta.
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  Hiroki para em frente à porta.
  — Não vai entrar? — pergunta ela em tom irritado.
  — Ah, desculpe — o rapaz entra e fecha a porta, parando em frente à mesa onde vê a mulher sentado na cadeira atrás dela.
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  — Sente-se — diz ela.
  — Ok — após se sentar, Hiroki aguarda ela falar mais alguma coisa, até que finalmente ela diz:
  — Aqui — ela estende a mão cheia de documentos na direção dele —, esses documentos precisam ser entregues ainda hoje na sala do Diretor, mas antes preciso que você me acompanhe numa reunião com um cliente, anotando tudo, claro. Você não tem uma agenda: — indaga ela, de repente, notando que o rapaz está de mãos vazias.
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  — É, eu ainda não… — ele pega os documentos.
  — Precisa arrumar uma urgente! — mais uma vez ela o interrompe e isso está começando a irritar o rapaz. — Como vai me assessorar se não tem uma agenda? Que negligente… — desdenha ela e o rapaz entende o engano.
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  — Assessorar? Não, eu não fui contratado para isso. Você deve ter se enganado — ele diz em tom gentil.
  — Eu nunca me engano, garoto — o tom esnobe dela faz Hiroki explodir.
  — Garoto?! Eu já tenho 30 anos e eu…
  — Oh, parabéns, mocinho! Já é maior de idade! — debocha ela, batendo palmas.
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  — Escuta aqui…
  Hiroki se irrita, larga os papéis na mesa e se levanta.
  — Você é muito ignorante, grossa, não deixa ninguém falar, nem se apresentou ou perguntou o meu nome. Você é um caos! Eu não quero ficar aqui!!!
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  Furioso, o rapaz vira-se e vai até a porta, abrindo-a abruptamente. A mulher bate na mesa e grita:
  — Não ouse me deixar falando sozinha!
  Hiroki a ignora e sai da sala. Ela vai atrás dele e segue gritando o rapaz que continua a ignorando. Ao passar novamente pelos corredores da Seven, em direção à saída, Hiroki pensa nas duras palavras dessa arrogante mulher e sente-se péssimo com isso. Magoado e furioso, o rapaz pega sua mochila, que havia deixado numa cadeira na entrada do setor de Marketing, e caminha até a saída parando na porta do elevador.
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  — Hiroki? Está tudo bem? Por que está indo embora? — o diretor da Seven, que contratou o rapaz, diz e o Tanaka se vira para o chefe.
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  — Eu não posso continuar aqui, senhor Miura, eu… — ele diz em tom magoado.
  — Não seja um fracote, rapaz! — a voz dessa mulher de novo…
  — Yumi? Há algo errado aqui?
  Yumi, então esse é o nome da mulher desagradável?
  Yumi muda o tom de voz ao falar com o diretor Miura.
  — Senhor Miura! É que esse rapaz se recusa a me obedecer… — começa ela e é interrompida.
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  — Te obedecer? Mas, por que o novo chefe de Marketing acataria ordens suas, Yumi? — ele diz, divertido. — A não ser que seja algo a ver com o setor dele, claro — completa o homem.
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  — Chefe de Marketing? — repete Yumi, incrédula. — Eu achei que…
  — Bom, claramente houve um engano aqui — deduz o diretor e completa: — Venham os dois na minha sala. E vocês — ele diz para os outros que observam a discussão — ao trabalho! — ordena e todos voltam aos seus afazeres.
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  Após conversarem na sala do diretor Miura, Yumi e Hiroki esclarecem o mal entendido. Yumi achou que Hiroki fosse o novo assistente que contrataram para ajudá-la, julgou assim pelo rapaz parecer mais jovem do que realmente é. Eles dois não fizerem as pazes, porém tiveram que fingir na frente do diretor. Por dentro, Hiroki só quer distância dela; já Yumi, acha o rapaz muito bobo e submisso, ela detesta essas características em um homem.
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  Em seu primeiro dia no novo emprego, Hiroki já quis sair gritando pelas ruas rumo de volta à Yokohama. Será que ele consegue aguentar a convivência com Yumi? O setor de Marketing e o de Produção são vizinhos…
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  Hiroki só quer voltar aos eu apartamento e dormir.
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[💫]

   chega à casa de e é recepcionada pelo cunhado que fica feliz ao vê-la. O mais novo havia ido ao mercado comprar ingredientes para um jantar secreto para a noiva. Passadas algumas horas, havia saído para outra noite de baladas, e está sozinha ainda aguardando a chegada de .
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  — Será que ele foi fabricar os ingredientes? — questiona a si mesma e ri de sua piada.
  A moça está deitada no sofá, vendo TV, a luz da sala apagada. O filme que passa é de terror, gênero que ela adora, dificilmente toma susto. Durante um momento tenso do filme, toma um baita susto, mas não por causa da cena.
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  — Ai, !!! — reclama ela e ouve a risada gostosa do noivo. — baka! — “idiota”.
  — Tomou susto? — questiona ele e senta-se ao lado dela que ainda está deitada. — Boa noite, baby — ele sorri e abraça o tronco dela, beijando seus lábios com carinho. — Desculpa o susto, não resisti.
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  — Você quer nos matar do coração, né? Baka! — diz ela, referindo-se ao bebê que gera no ventre.
  — Jamais! Eu quero encher vocês de beijos e amor — começa a beijar o rosto dela que ri com o gesto.
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  — Te amo, seu bobo — diz , carinhosa.
  — Também te amo, my baby — eles se beijam calorosamente.
   ergue o corpo e a puxa consigo.
  — Está com fome?
  — Muito!
  — Ótimo! Vou preparar minha especialidade — diz ele, convencido.
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  — Qual?
  — Omu-soba — revela ele.
  — Sério? Hm…
  — Está duvidando que ficará bom?
  — Não disse isso, baka, mas, por favor, não faça wasabi também — pede ela e ri.
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  — Vou fazer só para mim.
   concorda com a cabeça e sorri. Ela acompanha até a cozinha e senta-se no banco alto do balcão e, enquanto observa o noivo cortar os ingredientes e ligar o fogão, pensa na proposta para o teste de modelo. Apesar do convite ser para modelo fotográfica, a mulher sente-se insegura pelo simples fato de nunca ter tido qualquer experiência com o mundo da moda, mas sempre ouviu relatos de que, às vezes, esse pode ser um mundo cruel. Ela não sabe se está prepara para isso.
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  — … deu a ideia de darmos o nome de Black & White, o que acha? Será que essa estética para o CD novo ficará boa? — diz e ergue o olhar pela primeira vez desde que começou a falar minutos atrás. — Amor?
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  — Hã? — desperta de suas preocupações e nota que ignorou o noivo. — Ai, amor, desculpe, eu estava perdida em pensamentos — ela diz, sem jeito.
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  — O que te aflige? — joga os últimos ingredientes do recheio do omu-soba na panela e mexe um pouco para que não grude no fundo, voltando seu olhar em seguida para .
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  — Você acha que eu devo mesmo ser modelo? Quer dizer, que eu deva fazer esse teste? Você me disse isso naquela vez e…
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   enxuga as mãos no avental e encosta no balcão ao lado do fogão, o cheiro do recheio cada vez mais gostoso e presente na cozinha.
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  — Nossa, eu não vou aguentar, — ele sacode a cabeça em negativa e a encara de maneira séria.
  — O que? — a expressão apreensiva de quase faz o homem rir.
  — Vou ter que ver minha linda esposa se exibindo em outdoors, jornais, revistas, sites, propagandas nas ruas… Isso é demais para mim! — conclui ele ainda sério.
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  — Você acha?
  — Claro! — afirma ele e desencosta do balcão, caminhando até ela em seguida. — Imagina o trabalho que vai dar juntar tudo isso para abrir um museu para admirar essa beleza todos os dias?! — ao chegar perto dela, ele a vira para si e a abraça. — O que acha, amor?
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  — Hã? — ri. — , não entendi…
  — Eu acho a ideia incrível — ele dá um beijo rápido na noiva.
  — Qual? De eu ser modelo ou de você abrir um museu? — ela ri novamente ao fim da frase.
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  — As duas — ela suspira, entendendo a brincadeira do noivo.
  — Obrigada por me apoiar, amor. Eu estava insegura…
  — Eu sempre irei te apoiar, baby — confessa , carinhoso. — A não ser que seja algo que te faça sofrer — completa ele e eles se beijam novamente.
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   volta a dar atenção ao jantar, que estava quase grudando na panela. Finalizado o prato do chefe , especialidade da casa, e jantam sentados no carpete da sala, encostados no sofá, vendo o mesmo filme que via antes do noivo chegar. O omu-soba feito por ele está delicioso, arrisca até a comer junto com a pequena porção de wasabi que tem ao lado de seu prato, numa pequena vasilha de porcelana.
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  — Amor, meu wasabi! — diz , espantado.
  Ele vê o semblante assustado de com o hashi parado na entrada de sua boca, nele há uma boa quantidade de wasabi que logo é ingerida pela mulher. Ele ri com a expressão fofinha que ela faz e balança a cabeça em negação.
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  — Boba, se queria um pouco, me falava que eu fazia mais para nós dois — diz ele ainda rindo.
  — Não quis dar o braço a torcer — ela o encara e sorri marotamente.
  — Baka aperta o nariz dela e eles voltam a comer.
  Finalizado o jantar, se aninha nos braços de para continuarem a ver o filme. Em sua mente, o homem vê nesse momento a hora certa para contar o real motivo para tê-la chamado para jantar hoje.
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  — Baby, está dormindo? — indaga ele, sussurrando.
  — Não — ela responde com a voz manhosa.
  — Eu tenho algo para te contar…
   não sabia dizer o porquê, mas, sempre que ouvia falar nesse tom sério, ela temia pelo que viria a seguir.
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  — Aconteceu algo, amor? — questiona, preocupada e se afasta um pouco do abraço para poder encarar ele.
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  — Está prestes a acontecer… — continua sério.
  — Ai, , fala logo! — diz, ansiosa e arranca uma risada rápida dele.
  — Amor, nós vamos nos casar em breve, teremos nosso bebê — ele acaricia a barriga dela e sorri —, vamos construir nossa família, nosso pequeno universo já sabe o que ele vai dizer e, ainda assim, está emocionada e surpresa com o pedido —, precisamos de um lugar só nosso…
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  — Ai,
  — É por isso que eu comprei um apartamento. Quer morar comigo nele?
  Antes mesmo de ter sua resposta, o homem é engolido pelo beijo caloroso que sua noiva lhe dá agora, ele consegue sentia sua felicidade através desse beijo. Após sair dos lábios calorosos do noivo, o abraça forte e aceita verbalmente o pedido, é claro que ela aceitaria. A partir dali se iniciaria a jornada do casal na construção de seu microuniverso, eles já têm um lar e a vinda de mais um planeta para compor aquela galáxia, que podemos dizer que é a primeira fase de suas vidas juntos.
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  Nessa noite, que está longe de terminar, pediu ao irmão para dormir fora de casa para que ele e tivessem esse momento juntos e à sós. O mais novo mal via a hora de poder ter tais momentos assim sem precisar pedir a ninguém, deixar simplesmente acontecer.
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[💫]

  Poucos dias e chega até a agência que a convidou a fazer o teste para modelo, ela finalmente resolve aceitar o convido. Apesar de nervosa, a mulher tenta não demonstrar e adentra a enorme agência chamada Star procurando por alguém para ajudá-la.
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  — Oh, com licença… — ela aborda uma jovem que passa por ela.
  — Pois não?
  — É, estou procurando por Daiki Tachihara, pode me ajudar?
  — Ah, o Daiki-san! Claro, você deve ser a senhorita Ito, certo? — indaga a jovem com um sorriso no rosto.
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  — Sim, Ito, prazer em conhecê-la — faz um gesto com o tronco para cumprimentar a moça que retribui.
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  — Prazer em conhecê-la, me acompanhe, por favor.
  A moça caminha na direção oposta de onde vinha e a acompanha. Enquanto passa pelo longo corredor da agência, observa rapidamente as portas dos estúdios que a compõe, cada um com um cenário diferente: dos mais simples até os mais complexos e elaborados, como a reprodução de uma lanchonete para fotos promocionais. É justamente para um desses estúdios que ela é encaminhada, lá ela vê mais cinco mulheres sentadas e parecem aguardar pelo teste. Uma outra mulher posava para o fotógrafo que, de costas, pensa já tê-lo visto antes. A jovem que a ajudou diz para ela aguardar ali que logo Daiki a chamaria.
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  Após a moça que modelava sentar-se junto com as outras, o fotógrafo anuncia:
  — Ito — ele diz e se vira para as mulheres que estão ao lado e vê caminhar até ele.
  — Oh, finalmente você me escutou! — uma outra voz atrás do fotógrafo diz para .
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  — Olá — os cumprimenta e sorri.
  — Daiki, essa é a mulher que te falei… da campanha da Adidas, lembra? — diz o homem, animado.
  — Lembro! Nossa, senhorita Ito, você foi muito bem naquelas fotos — elogia Daiki.
  — Obrigada, pode me chamar apenas de , por favor — diz ela e completa: — Você deve ser o Daiki-san, certo?
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  — Só Daiki, por favor.
  — Está bem.
  — Ah, esse é meu assistente, o Taishi.
  — Nos vimos no ensaio da Adidas, né? — indaga para Taishi.
  — Sim! Você lembrou! — diz ele animado — Ah, soube pela mídia que está noiva do -san, parabéns! — ele diz e dá um abraço rápido em .
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  — Obrigada! Sim, vamos nos casar em breve.
  — Soube que está grávida, é verdade? — pergunta ele, curioso.
  — Sim, sim, de alguns meses — ela responde, sorridente.
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  — Ohh!! Parabéns, minha querida!
  — Obrigada, Taishi!
  — cof cof — Daiki interrompe propositalmente a conversa paralela dos dois. — Desculpem interromper, mas temos um teste para fazer, lembra Taishi-kun?
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  — Ok, Daiki… — Taishi revira o olhar e ri. — Venha querida, se posicione aqui. O Daiki vai te orientar na hora das fotos, ok?
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   faz o que Taishi pede e logo recebe orientações de Daiki. O rapaz é ainda mais compreensivo que o fotógrafo que a ajudou na campanha da Adidas, ele lhe dá dicas para que ela se solte mais e consiga fazer as fotos. No começo foi difícil para , pois na outra ocasião ela tinha o para lhe apoiar diretamente; agora, ela tenta pensar em momentos alegres ao lado do noivo para poder relaxar e conseguir tirar as fotos.
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  Após o teste, a moça é liberada e orientada a aguardar pelo resultado, logo ela saberia se passou ou não.
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  Alguns dias depois…

  Dia da mudança!
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  A correria dos shows e demais compromissos com a agência de publicidade quase não deixaram tempo para que e organizassem a mudança para o ovo apartamento. Mobília não era um problema, pois ele já veio com móveis básicos, o que mais está deixando os dois ansiosos é a decoração do quarto do bebê que eles logo saberão se é um menino ou menina. A ansiedade pela espera em saber se havia passado ou não no teste não existe mais, pois hoje mesmo, logo cedo, veio a notícia da aprovação dela e de mais duas moças que farão parte do novo castings da Star. está muito orgulhoso de sua noiva e diz que fará questão de ter cada foto, campanha ou o que for que ela fizer. De fato, ele vai colecionar tudo com muito orgulho e amor.
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  Nesse momento, já aguarda dentro do carro por que se despede da família.
  — Vou sentir sua falta, onee — Ichiro diz, muito manhoso.
  — Eu também vou, meu amor, mas você pode me visitar quando quiser, tá? — diz ela com carinho apertando a bochecha do irmão.
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  — Deixa o Neko aqui, eu cuido dele.
  — Já conversamos sobre isso, Ichiro — diz séria. — Ele é um presente do para mim…
  — yah, eu sei, mas… — antes de Ichiro continuar sua birra, Harumi o interrompe.
  — Ichi, deixe a nene levar o Neko. Vamos adotar um gatinho também, hm? — diz a jovem Tanaka. Eles até já viram um gatinho preto e branco na loja de adoção, querem chamá-lo de Yama.
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  — Obrigada, Haru-chan — sorri para a cunhada que logo retribui o sorriso.
  Despedindo-se, leva a caixa de viagem onde Neko está até o carro e acomoda o bichano no banco detrás. Ela acena para a família, sorrindo, e entra na parte do carona, põe o cinto de segurança e dá a partida no carro também acenando para os Ito.
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  Durante o trajeto até o novo apartamento, tenta arrancar alguma informação do noivo. está misterioso em relação ao ovo lar deles há dias. Tudo que ela sabe é que é próximo ao centro de Tóquio.
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  Finalmente estaciona o carro na garagem do prédio. O coração de acelera de repente.
  — Chegamos, baby — diz o homem após desligar o veículo.
  — É… acho que não tem mais volta — comenta ela, trêmula, nervosa.
  — Hey — ele segura uma de suas mãos e sorri —, vai dar tudo certo — deposita um beijo na mão dela.
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  — Vai sim — repete ela tentando diminuir seu próprio nervosismo.
  O homem nota que ela está nervosa e tenta lhe passar toda força possível, ele também está nervoso. Começar uma nova vida ao lado de alguém, construir uma família, um lar, nada disso é fácil, mas ambos se apoiam um no outro para que tudo dê certo. E vai dar.
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  Pegando a maior parte das coisas com a ajuda de um vizinho solidário, e sobem até o quinto andar do prédio e finalmente podem conhecer o novo lar. Ao se despedirem do vizinho, que saiu para o trabalho, e respiram fundo, ainda no corredor.
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  — Pronta, baby? — indaga ele, sorrindo.
  — Acho que sim.
  — Vamos entrar juntos, ok?
  — Ok, vamos lá!
   segura o cartão de acesso e o põe na fechadura eletrônica, também segura a mão do noivo, juntos eles acionam a fechadura e abrem a porta do apartamento; já no hall de entrada há um pequeno armário para guardarem sapatos e outras coisas; após entrarem e colocarem a caixa onde Neko está no chão, eles sorriem um para o outro bastante emocionados.
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  Isso porque ainda não viu o que fez na decoração do quarto do filho deles…
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[💫]

  Algumas horas se passam e o casal Ito- ainda arruma cada coisa em seu lugar. O apartamento não é grande, tem dois quartos, em um deles decorou para ser o quartinho do baby Flow. Aliás, em breve eles saberão o sexo do bebê. Eles mal veem a hora.
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  Agora, está arrumando suas roupas no armário no espaço reservado para ele. Distraído, o homem não percebe a aproximação da noiva que tira o capuz, que faz parte do casaco que ele veste, da cabeça dele, põe as mãos no rosto dele puxando sua cabeça para trás e o beija na boca.
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  — Adoro essas surpresas suas — diz e vira o corpo para ficar de frente para ela que está em pé à sua frente. — Vem aqui — ele a puxa para seu colo e a abraça com carinho. — Vamos inaugurar nossa cama agora?
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  — Amor, temos que terminar de arrumar a casa, baby.
  — Depois arrumamos… — dá um beijo no pescoço dela que se arrepia.
  — Amor…
  Carinhoso, o homem distribui beijos no pescoço da noiva e levanta carregando-a no colo, conduzindo até a cama.
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  — Vamos inaugurar a nossa cama agora, baby.
  Repete e dá um beijo caloroso nos lábios de , apertando levemente sua cintura, o corpo deitado sobre o dela. Certamente, eles irão estrear a cama nova do jeito que mais gostam: se amando.
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[💫]

  Já faz quase um mês que e se mudaram para o novo apartamento. Desde então, fez mais alguns trabalhos fotográficos tendo Daiki como fotógrafo. O rapaz vem ajudado muito a moça lhe dando dicas preciosas de como posar melhor para as fotos.
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  Hoje terá um jantar entre os noivos e seus padrinhos de casamento para acertarem alguns detalhes da cerimônia. e ainda não estão se falando direito e isso dificulta um pouco a vida de seus amigos. Desde que foi morar com que mora sozinho naquela enorme casa, o homem se sente a cada dia mais só e com saudades da . Ele não sabe mais o que fazer para que ela acredite nele.
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  À noite, chega em casa após mais uma sessão de fotos e vai logo se arrumar para sair. já está quase pronto e fica aguardando a noiva se arrumar.
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  — Minha nossa! — diz espantado — Se está linda assim hoje, imagina no dia do nosso casamento?!
   caminha até ele com um sorriso envergonhado no rosto. Ela usa um vestido longo na cor preta, cheio de brilho, seus cabelos estão presos em um coque para trás de sua cabeça, usa um colar discreto e um salto alto da mesma cor de seu vestido.
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  — Você diz isso, mas já se olhou no espelho? — comenta ao se encaixar no abraço dele.
  — Eu estou lindo, eu sei — responde ele, gabando-se do seu look para o jantar. ri.
  — Bobo! — ela o beija docemente e sorri. — Vamos, porque, caso os nossos padrinhos já tenham chegado, eles podem se matar.
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  — Vamos logo, então, é muito pontual.
  Rapidamente, o casal Ito- chega ao restaurante e, como previa, e já tinham chegado e já estão acomodados à mesa reservada por , ambos calados e olhando para os lados.
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  — Espero que não tenhamos atrasado — diz em tom brincalhão assim que ele e se aproximam da mesa, o que chama a atenção dos padrinhos.
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   e erguem os olhares para eles.
  — Que bom que chegaram — diz em tom que é logo identificado por como um pedido de socorro.
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  — Boa noite, , diz com a voz doce e sorri cumprimentando os amigos.
  — Já pediram? — indaga após ter a cadeira onde está sentada empurrada por , ela está ao lado de , e seu noivo vai se sentar ao lado do irmão, à frente dela.
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  — Estávamos esperando vocês — comenta com um sorriso.
  — Vamos pedir então, estou com fome — diz ainda brincalhão e eles analisam o menu.
  Enquanto esperam o jantar ficar pronto, os quatro começam a conversar sobre os detalhes que faltam para o casamento de tale e que é daqui há algumas semanas. segure em todos fazerem uma viagem antes da cerimônia, só eles quatro, porém embarga a ideia argumentando que não faz o menor sentido tal viagem. A óbvia intenção de aproximação de com é logo notada. Por mais que tenha um sentimento muito forte e genuíno por , tem medo de se machucar novamente criando expectativas com ele. Claramente o mais velho tem problemas com relacionamento e não sabe como lidar com seus sentimentos.
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  Durante a sobremesa, chama a amiga para irem ao banheiro com a intenção de confrontá-la e é justamente isso que ela faz ao chegarem ao banheiro feminino.
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  — Já sei o que irá dizer, … — antecipa-se encostando de costas para a pia. para ao seu lado.
  — O gosta de você, amiga. Isso é mais do que notável. O arrependimento dele também — diz em tom firme.
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  — É, eu sei — solta um suspiro e encara a amiga. — Mas…
  — E você o ama, ! Para de dar uma lição nele, pois ele já aprendeu.
  — Eu não estou dando uma lição nele — defende-se ela.
  — Ah, não? — diz, debochada. — Inoue, eu te conheço desde criança. Não minta para mim! — ela diz, brava.
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  — Ah,
  A moça para por um instante e fecha os olhos com força.
  — O que mais você quer do ? — indaga . a encara com os olhos marejados.
  — Correr para os seus braços e beijá-lo com todo o meu amor — confessa ela e se compadece.
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  — Ai, amiga — ela abraça e afaga as costas dela. — Dá uma chance para vocês dois.
  O mesmo pedido é feito.
   se deixa levar um pouco por sua emoção e chora. O medo de atender ao pedido, que é também uma vontade expressa de seu coração, é gritante nela. Porém, o impulso em estar novamente no interior do abraço quente de é maior.
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  A razão, dessa vez, não irá comandar a moça.
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Capítulo 15 – Véu e grinalda

  Hoje é dia dos namorados no Brasil.
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  Apesar da data não ser comemorada na mesma época no Japão, a campanha para divulgação de um show no Brasil, os rapazes da Flow resolveram atribuir à data ao evento fazendo uma sessão de fotos temática no camarim do show que irão fazer em Osaka em alguns minutos. Cada um recebe um buquê de rosas vermelhas muito bonitas e posam para as fotos agora, gravam stories para o Instagram, produzindo conteúdos para a divulgação do show. Após terem material suficiente, cada um dá o buquê para uma pessoa. Iwasaki e Gots guardam para entregarem para suas respectivas esposas; dá o buquê para ; , que havia terminado recentemente com a namorada, dá seu buquê para uma das staffs; já observa a imagem acanhada de que está afastada de todos e caminha na direção dela.
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   e assistem à cena ansiosos por uma reconciliação.
  — ? — chama ele e o olhar dela o encara.
  — O-Oi… — gagueja a moça, vacilante pela presença dele.
  — Posso me sentar?
  — Claro.
   senta-se próximo dela no sofá e repousa o buquê sobre o próprio colo, virando o rosto para a moça em seguida.
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  — Para você! — ele pega o buquê e o estende rapidamente para que arregala o olhar.
  — O-Obrigada, — sua voz sai novamente vacilante. A moça segura o lindo e vasto buquê com as mãos trêmulas. — São lindas, .
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  — Combinam com você — ele diz, um pouco envergonhado, porém corajoso em seu objetivo.
  — Obrigada — responde a moça, sem jeito.
  — Você está livre após o show?
  — Hã?
  — Podemos fazer alguma coisa quando o show acabar…
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  Para a total surpresa de , sorri e diz:
  — Podemos sim — ele também sorri, controlando sua felicidade à fala da moça.
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  — Fico feliz em sair com você novamente.
  — Eu também, mas vamos com calma, por favor, .
  — Como preferir.
   está aliviado pela resposta positiva de . Seu coração ainda bate frenético pela ansiedade que ele estava antes de se aproximar dela, porém o sorriso doce que ela tem no rosto agora é o motivo pelo qual o coração do homem bate acelerado e apaixonado. Não é mais ansiedade, é amor.
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  De longe, e comemoram discretamente a conversa bem-sucedida entre e .
  — Tão bom vê-los conversando sem a troca de olhares de raiva — comenta .
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  — Sim! Estou feliz por eles — concorda .
  De repente, ele ouve o suspiro exagerado de , voltando seu olhar para o amigo.
  — Está emocionado, ? — questiona ele, divertido.
  — Não… — suspira novamente de maneira exagerada. — Apenas pensativo.
  — O que houve, ? Você está claramente tristonho — diz e também encara o amigo.
  — Eu terminei com a Sakura — revela o rapaz com o ar triste.
  — Oh, sua namorada? — indaga que está sentado ao lado de no sofá; está na cadeira em frente.
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  — Ex… — enfatiza ele.
  — Aconteceu algo? — diz .
  — Bom, eu notei que ela só estava comigo para subir na escala social — responde ele encarando os amigos.
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  — Sinto muito, cara — comenta Gots, que está na outra cadeira, e Iwasaki também se solidariza com o amigo.
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   acena com a cabeça, agradecendo o apoio.
  — Não fique assim, meu amigo, ela não te merecia — tenta animá-lo. — Logo você encontrará alguém que realmente te ame.
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  — Obrigado, — ele faz um bico com os lábios.
  — Awn, kawaii — comenta e se levanta, caminhando até ele. — Você é tão fofo, — ela dá um beijo na bochecha dele enquanto o abraça pelas costas. O rapaz olha imediatamente para .
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  — Não me olhe assim — diz o homem, em resposta. — Ninguém mandou ser fofo — ri.
  — O não tem mais ciúme de você, seu bobo — revela e todos riem da tensão de .
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  Minutos depois, um dos staffs interrompe a conversa para avisar que logo o show começará. É hora de voltar ao modo concentração pré-show.
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[💫]

  A barriga, já à vista, revela que está no seu quinto mês de gestação. A moça chega em casa após mais uma longa sessão de fotos e é recebida por Neko, que já notou a gravidez da dona e está bastante carinhoso com ela. Dando um suspiro cansado, deixa sua bolsa e sapatos na sala e vai diretamente para o banheiro do quarto que divide com o noivo para tomar banho. chega hoje de viagem após quase duas semanas fora. Ela resolve fazer uma surpresa para ele e preparar o jantar de boas-vindas. Faz tempo que não cozinha, desde que começou a namorar com que o cozinheiro do casal é ele. Mas, dessa vez, ela está inspirada a cozinhar sushi e um ensopado de carne para o noivo.
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  Após o banho, que foi compartilhado com Neko, veste uma roupa confortável e começa sua saga na cozinha. Ela põe a playlist da Flow para tocar enquanto corta os ingredientes e espera a carne refogar.
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  Minutos se passam, está tocando uma música animada e está dançando enquanto monta os bolinhos de arroz, os famosos uramaki, para comerem junto com o ensopado. Distraída e cantarolando, a moça não nota o barulho vindo da sala, somente após o miado alto de Neko e uma roçada do felino em sua perna, que ela presta atenção no barulho vindo da sala.
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  — ? — chama ela e aguarda a resposta que não vem.
  Voltando sua atenção para a comida, desliga o fogo do ensopado e termina de enrolar os uramaki. De repente, outro barulho, dessa vez de algo se quebrando.
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  — Está destruindo o que aí, amor? — brinca .
  Julgando ser o noivo o causador desse barulho, já que Neko está com ela na cozinha, a moça vai até à sala enxugando as mãos no avental. Ao chegar lá, ela logo nota que não se trava de e grita assustada.
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  — Calada! — diz o assaltante apontando uma faca para que ergue as mãos ao ar e se cala.
  — Vem cá, vem, vem! — ordena o ladrão e ela caminha até ele que, assim que ela chega mais perto, a agarra pelo braço com força. — Aonde está o dinheiro? — exige ele.
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  — Po-Pode levar tudo de valor, mas não me machuca. Eu estou grávida — diz , chorando com medo de acontecer algo com ela e seu bebê.
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  — Não importa! Eu quero o dinheiro! — berra ele, sacudindo a moça e a puxando pelos cabelos em seguida.
  — Ai, calma!!! — geme ela.
  O ladrão a arrasta até o quarto do casal onde diz que há um cofre. O rapaz está muito nervoso e a joga na cama, mandando-a ficar quieta enquanto ele rouba o cofre. e se mudaram faz pouco tempo e não têm o costume de guardar dinheiro em casa, por esse motivo que o cofre está com uma quantia baixa. Isso irrita o ladrão.
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  — Que miséria! — grita ele. — Cadê o resto? — indaga, possesso de raiva.
  — Não… não temos dinheiro em casa… — diz com a voz baixa, demonstrando o pavor que sente.
  — Mentirosa!
  Num movimento brusco, o bandido a puxa da cama e a leva de volta para a sala. Nesse meio tempo ocorre uma briga entre eles; Neko, para defender a dona, morde e arranha a perna do assaltante que o chuta de volta; , num ato impensado, dá um soco no braço dele, se afastando um pouco para trás. Ele então pega um vaso decorativo que está próximo e atinge na cabeça.
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  Antes de cair desmaiada, a moça grita de pavor ao ver o vaso vir em sua direção.
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  1 hora depois…

  Neko está rondando desde que o bandido foi embora levando consigo o notebook e o celular dela, além da pequena quantia que ele achou no cofre. O gatinho, apesar de não ser sempre assim, sente que a dona não está bem e roça o rostinho na mão de na tentativa de fazê-la acordar. Ao ouvir a porta ser destrancada, Neko corre até ela miando alto.
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  Pela porta passa a figura de seu outro dono.
  — Oi, rapazinho! Veio me dar às boas-vindas, né? — diz para o felino que se enrosca na perna dele. — O que foi que… — a fala dele é interrompida quando seus olhos encontram a noiva caída no chão. — !!!
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  Assustado, tira a mochila das costas e a joga no chão, correndo até em seguida para acudi-la. Ao chegar perto e se agachar ao lado dela, ele vê espalhados pelo chão cacos do vaso decorativo que havia na mesinha de centro da sala e o sangue sujando o rosto dela. Ele repousa as mãos sobre o rosto dela e tenta reanimá-la.
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  — Amor?! , por favor, acorda — pede ele tentando não se desesperar. Ele verifica que a pulsação dela está normal, fraca, mas normal e que também não há mais sangramentos em nenhuma parte de seu corpo. — Amor… — ao colocar uma das mãos sobre a barriga de , o bebê se mexe ao sentir o calor do pai. suspira aliviado.
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  — Ah… — a voz fraquinha de diz e ele a encara.
  — Amor! Você está bem?! — indaga ele com urgência.
  — ? Ai, minha cabeça está latejando — diz ela devagar e tenta sentar-se. Ele a ajuda.
  — Descansa um pouco, baby. Você levou um golpe na cabeça — ele diz e completa: — Fomos assaltados, né?
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  — Sim… ele levou muita coisa? — senta-se atrás dela e apoia o corpo da noiva com cuidado em seu peito.
  — Nada que não possamos recuperar depois. Não se preocupe com isso — esclarece ele. — O importante é que você e nosso bebê estão bem. Fiquei preocupado… — ele dá um beijo no topo da cabeça dela.
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  — Está tudo bem — ela diz e suspira cansada e com dor.
  — Vem, vamos para o hospital — ergue o corpo para se levantar.
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  — Não precisa, baby, eu…
  — Amor, eu não pedi, eu estou falando que nós vamos ao hospital. Pode ter acontecido algo grave, por favor, baby — exige ele.
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  — Está bem…
  — Sua teimosa, vamos — ele ri de leve e a ajuda a levantar-se.
  Assim que chegam ao hospital, com carregada por , ela é logo atendida pela médica de plantão. Na sala de espera, o homem aguarda por notícias de sua noiva e de seu bebê com muita angústia. Ele liga para e Ichiro para avisar o que aconteceu, mas os tranquiliza dizendo que está bem, que ela chegou ao hospital conversando e somente com dor de cabeça e um corte na testa.
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  Quase uma hora depois, a médica avisa que está medicada e fora de perigo. Ela diz também uma coisa que o casal só ficaria sabendo daqui há uma semana, notícia essa que anima e emociona .
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  O homem entra no quarto e vê dormir serenamente. Ele se aproxima, senta ao lado dela na cama e segura sua mão mais próxima, acariciando-a. Vê-la dormir tão tranquila faz o homem suspirar aliviado ao pensar nos momentos de torro que ela viveu durante o assalto. Ele não sabe como reagiria se presenciasse tal violência contra sua família. Certamente agiria por impulso e causaria uma tragédia.
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   ajeita o corpo e dobra o tronco deitando-se ao lado dela, ainda segurando sua mão, agora colocando-a sobre seu próprio rosto e dando beijinhos ali. o homem está tão cansado da viagem e do show que fez hoje antes de embarcar para Tóquio, que ele vive um dilema se dorme ou não. Porém, ele não quer dormir agora, quer ficar mais um tempo ali apenas existindo ao lado de sua noiva. Ele está feliz que está tudo bem. Mas, o cansaço é tanto e o calor do corpo dela o aquece de tal forma que o nina, impedindo que ele possa ver sua amada acordada. Sem perceber, adormece ao lado de na cama do hospital.
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  Minutos depois…

   abre os olhos e sente outro corpo ao lado dela, ao rolar o rosto para o lado ela vê o noivo dormindo todo torto ao seu lado. Sorrindo com a cena, a mulher puxa a mão que ele segura e a leva aos cabelos dele, fazendo cafuné no local. O gesto faz com que ele desperte gemendo manhosamente.
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  — Oi, baby — diz , sorridente.
  — Oi, meu amor — ele responde, muito manhoso e olha para ela. — Como se sente?
  — Melhor — diz e sorri. — Está cansado da viagem, né?
  — Muito, mas fiz questão de estar aqui quando acordasse — senta-se na cama e volta a segurar a mão da noiva.
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  — Aconteceu algo, amor? Sua expressão me diz que sim — ela ri de nervosa e ri com sua reação.
  — A médica disse qual o sexo do nosso bebê — revela ele e sente o coração palpitar mais forte.
  — Disse? E qual é? — ela ofega um pouco ao falar e aperta a mão dela com firmeza.
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  — Nosso bebê nascerá durante o inverno, sabia?
  — Sabia, mas…
  — Acho que será legal se o nome dele combinar com a estação — diz o homem e sente os olhos marejarem.
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  — Qual nome sugere?
  — Fuyuki.


  Fuyuki: árvore de inverno, inverno valioso, inverno nobre, esperança no inverno.


  — Nosso menino… — diz, bastante emocionada.
  — Nosso Fuyuki — responde tão emocionado quanto ela.

   sente os olhos inundarem de emoção. Fuyuki, o fruto do amor entre ela e , o menino que nascerá durante o inverno, mas que chegará para aquecer a vida do casal e enchê-la com mais amor.
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  Algumas horas depois…

   e retornam ao apartamento e são recepcionados por Neko. A mulher vai até o banheiro tomar banho enquanto esquenta a comida que ela havia preparado para eles mais cedo. Durante o banho, pensa nos momentos angustiantes que viveu durante o assalto, no perigo que correu, ela e seu filho. Fuyuki. Seu menino, dela e de , que em breve estará em seus braços. Ela quer tanto poder beijar e abraçar seu filho, o fruto da relação cheia de amor que tem com . A relação mais inesperada da vida dela.
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  Ao sair do banho, já mais relaxada, encontra deitado na cama de maneira atravessada, à frente dele tem duas bandejas com o jantar deles. Ela sorri ao ver a cena, caminhando até a parte da cama onde a cabeça dele está e dá um beijo demorado em seus lábios. Eles comem e conversam um pouco. conta sobre os shows que a banda fez e sobre os trabalhos fotográficos, mesmo que tais assuntos já tenham sido compartilhados via videochamada enquanto estavam longe um do outro. Ambos compartilham a saudade desse tempo que estiveram longe. A mulher conta também que agora é sua agente e cuida de seus contratos e compromissos com a Star.
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  Minutos depois…

  O telefone do guitarrista toca insistentemente e ele resolve finalmente atendê-lo. Na tela, ele vê a imagem do irmão em chamada de vídeo.
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  — Oi, … desculpa, esqueci de te ligar — diz coçando os olhos e já se desculpando, recebendo o olhar entediado do irmão.
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  — Cretino! Quer me matar de preocupação, né? — rebate o mais velho sentando-se onde aparenta ser sua cama. — Como está minha cunhada?
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  — Oi, — diz aparecendo na imagem, ambos ainda deitados.
  — Oi, . Como vai?
  — Estou bem, meu cunhado. Foi só um susto.
  — Está realmente bem, amiga? — anuncia a voz de e sua imagem se faz visível atrás de .
  — ? Hm… estou sim — não consegue disfarçar sua surpresa ao ver a amiga ao lado do cunhado.
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  — Vocês estão juntos é? — questiona sem o mínimo de cerimônia.
  — Não… — diz e logo completa: — Esse é o holograma da . Ela não está aqui de verdade — zomba .
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  — , seu bobo! ri e põe o rosto no ombro dele.
   e se olham marotos.
  — Parem com esse olhar! — alerta , firme, mas sem jeito. — gamos para saber de vocês.
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  — Estamos muito bem — responde . — Nós três — e sorriem, aliviados.
  — Já sabemos o sexo… — comenta .
  — Ah, qual é? — indaga , ansiosa.
  — É um menino — responde .
  — AAAA!!! Eu disse que seria um menino, !!! dá um tapinha no ombro dele e e voltam a se olhar marotos. — achou que seria uma menina. Ganhei, !
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  — Dá próxima eu acerto — diz o homem e vira o rosto de lado dando um beijo rápido nos lábios de . leva a mão à boca, surpresa. — Seu prêmio, Inoue.
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  — Eu mereci, AHÁ! — comemora ela e sacode os ombros de .
  — COF COF — pigarreia , propositalmente, chamando a atenção deles.
  — Desculpem…
  — Não se preocupe, -chan — apressa-se . — Estamos felizes que os dois estejam tão bem! — concorda com a cabeça, sorrindo.
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  — Obrigado diz, tímido. — Bom, o nosso afilhado já tem nome? — ele diz, mudando de assunto.
  — Já… se chamará Fuyuki — anuncia .
  — Oh, é um nome muito virtuoso — comenta .
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  — Ele nascerá no inverno, né? — pergunta .
  — Sim!
  — Oh, sugoi ne!
  Os quatro continuam conversando e, inevitavelmente, chegam ao assunto e , que confessam o óbvio: eles estão namorando. Tal fato gera muitos gritos de felicidade por parte de e que, após tentarem por meses fazer os dois voltarem a se falar direito, finalmente podem vê-los juntos.
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  Será que virá outro casamento por aí?
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[💫]

  Dias depois…

  A mais nova modelo da agência Star está radiante hoje e o motivo é óbvio: um novo trabalho fotográfico de grande visibilidade. As fotos que irá tirar hoje aparecerão, além do site e redes sociais do cliente, em outdoors espalhados pela cidade e por alguns segundos na TV aberta nacional. Esse último ponto é o que faz a moça estar nervosa agora enquanto se prepara para a sessão. A mulher saiu de casa tão afobada hoje pela manhã que nem se despediu de . Por isso, ela liga para ele agora.
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  — Oi, amor da minha vida! — diz ele ao atender.
  — Oi, baby — diz ela, carinhosa.
  — Já está na agência? Hoje é um dia importante, né?
  — Muito! Ah, eu estou nervosa — comenta ela com a voz um pouco aflita.
  — Queria poder te dar um abraço agora. Você saiu tão apressada hoje cedo — diz e completa: — Você comeu antes de ir?
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  — Não dava tempo, baby… — ouve um suspiro cansado do outro lado da linha.
  — Você comeu quando chegou, pelo menos?
  — Comi! Juro! me trouxe um lanche — revela ela.
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  — Lanche?
  — Estava gostoso.
  — Vou preparar um jantar reforçado para quando você chegar, tá?
  — Obrigada, baby!
  Nessa hora, é surpreendida com uma mão puxando o celular de sua posse. A mulher se vira para ver quem é.
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  — Chega de namorar! — diz com uma expressão angustiada no rosto. — Estão te esperando no estúdio, — avisa ela.
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  — Não seja tão severa, reclama e levanta-se da cadeira, ajeitando a peça que veste. — Tchau, amor! Te amo! — grita a moça para que escute e se retira da sala.
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   suspira, cansada.
  — Me desculpe, — diz a moça ao colocar o celular da amiga no ouvido. — Estamos com o tempo curto hoje.
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  — Daijoubu ne, chan — diz o homem, risonho. — Eu entendo a agitação — conclui ele, compreensivo.
  — Ah, está muito agitado mesmo… — lamenta-se .
  — Está gostando de ser agente da ? É um desafio, né?
  — Eu estou gostando sim, é desafiador e diferente de ser publicitária, mas eu gosto disso — ela sorri e relaxa o corpo por alguns segundos. — No final, a pressão é a mesma — ela ri.
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  — Bom, né? Mas você precisa descansar e se alimentar direito, -chan usa o mesmo tom preocupado que usou minutos atrás com a noiva.
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  — Estou tentando, . Obrigada por se preocupar — sente o rosto ruborizar levemente.
  — Bom, eu vou deixar você trabalhar. Irei ao mercado agora — avisa ele.
  — Oh, tudo bem, … — ela dá uma pausa para ouvir o questionamento de um dos membros da produção e responde em voz alta, ainda com o na linha. — Pode levar e verifica se a toalha que a está vestindo está bem ajustada para o ensaio, ok? — a frase proferida pela cunhada faz tossir involuntariamente.
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  — Toalha? — ele diz, espantado. — O ensaio é de toalha? — repete ele e nota que o cunhado ainda está na linha, sentindo que disse algo além do esperado.
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  — … você ainda está aí? — questiona a moça, desconversando.
  — Por acaso, o fotógrafo é o tal do Miura? — pergunta ele, notoriamente enciumado.
  — O Daiki-san? Ah, sim… — ouve um quase grito e depois o silêncio. — ? ? — chama ela, mas não obtém resposta.
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   desliga a ligação e pega as chaves de seu carro. Seu destino bem traçado na mente.
  Enquanto isso na Star, chega ao estúdio de fotos e observa de longe a amiga posar para os cliques de Daiki. Todo o material produzido hoje é para uma marca de hidratante corporal, eles que deram a ideia de a modelo estar de toalha simulando a saída do banho.
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   sabe que o cunhado tem ciúme do Daiki, que se tornou o fotógrafo mais requisitado da Star nos últimos meses, antes até da se tornar modelo, e sabe também que provavelmente take desligou a ligação para ir pessoalmente à agência. Ela teme pelo pior.
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  Minutos depois…

  A última parte da sessão fotográfica logo iniciará, está descansando um pouco sentada na confortável cadeira, tomando um pouco de suco de laranja. Daiki solicitou uma breve pausa para todos descansarem. A pausa parece durar segundos, pois logo chega ao fim e todos retornam às suas posições de origem.
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  — , sua toalha está torta — avisa Daiki e a moça ajeita a peça no corpo. — Não, ainda está torta aqui em cima — ele mostra o local usando o próprio corpo como referência.
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  — Assim? — indaga voltando a ajeitar a peça no corpo.
  — Não, -chan — ele solta uma risada e caminha até ela, pondo as mãos na toalha na parte lateral do corpo dela. — Aqui — diz Daiki com um sorriso no rosto.
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  Nesse exato momento, como uma pegadinha do destino, a figura enciumada de surge no interior do estúdio, marchando em direção à cena que lhe gera tal sentimento.
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  — HEY! — grita o homem, deixando escapar um pouco de sua raiva na voz. Os olhares de todos se voltam para ele.
  — Amor… — diz, surpresa em vê-lo ali.
  — Tira as mãos da minha noiva! — alerta , ainda bastante nervoso, à Daiki que ainda tem as mãos sobre o busto de , mas logo as retira dali.
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  — Me desculpa, cara, eu só… — Daiki inicia a explicação, mas é cortado por .
  — Não quero saber! — explode ele e volta seu olhar para a noiva. —
  — , o que você faz aqui? — a firmeza na voz dela, junto com uma leve irritação, faz o homem engolir em seco e perder sua capacidade de formular frases compreensíveis.
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  — Eu…
  — Vamos conversar — ela o corta novamente e, antes de sair de sua pose, se vira para Daiki. — Me dá cinco minutos?
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  — Claro — responde o fotógrafo e dá o aviso a todos para descansarem mais um pouco.
   vira o olhar irritado para o noivo que, ao recebê-lo, sente o corpo tremer levemente, a moça o empurra, literalmente, até o camarim onde estava antes. Ao chegar no local e trancar a porta, solta um longo suspiro irritado.
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  — Que cena foi aquela, ?
  — Amor…
  — Eu não entendi você ter chegado daquela maneira grosseira e muito menos falar daquela forma com o Daiki! — ela diz bastante brava.
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  — Eu tenho… ah, eu tenho ciúme dele — confessa o homem e revira o olhar. — E por que ele estava com as mãos em seus seios?
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  — Ele estava com as mãos na lateral do meu corpo, — enfatiza ela.
  — Muito perto dos seus seios!
  — Ok, chega! Você disse que confia em mim — relembra. — Por que esse ciúme idiota?
  — Eu confio em você, baby, eu não confio nele — diz referindo-se ao Daiki. — Não tem outro fotógrafo aqui?
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  — Ele é o mais requisitado para as campanhas com mais prestígio, o que é o caso dessa — explica ela e solta outro suspiro. — Não aja dessa forma mesquinha, !
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  — Eu fui… desculpa, amor, me perdoa, fui idiota. Eu sei disso… — pede ele e se aproxima dela.
  — Ainda bem que sabe, — diz ela e recebe o abraço envergonhado dele.
  — Não vai mais acontecer, eu prometo — está realmente arrependido de sua atitude mesquinha, ele nunca foi disso e está bem envergonhado por ter feito o que fez.
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  — Assim espero — diz ela ainda com frieza.
  — Acho que foi o impacto de te ver posando de toalha.
  — Talvez…
  — Não fique fria comigo, amor! — pede ele, aflito e faz um beicinho com os lábios, fazendo rir.
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  — baka, em casa a gente conversa.
  — Me dá um beijo? — pede ele com um sorriso fofinho.
  — Em casa, tenho que voltar para o ensaio — avisa e dá um beijo no nariz dele, soltando-se de seu abraço.
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  — Vou esperar, então. Sei que não mereço um beijo agora — dramatiza ele, fazendo outra expressão arrependida e cruza os braços em cima do peito.
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  — … — volta a se aproximar e segura os braços dele, descruzando-os. — Me abraça, vai.
  — Sempre que precisar, amor.
  Mesmo estando chateada com o noivo, se permite sentir o calor dele por um breve instante que logo acaba. Ao voltar para sua posição de modelo, ela observa o noivo passar pela porta do estúdio e sorrir para ela, desaparecendo em seguida. Quando chegar em casa, ela vai conversar novamente com ele sobre a cena de hoje e sobre um outro assunto que ela ainda não teve coragem de falar.
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[💫]

  Dias depois…

  — Só mais dois minutos, pessoal! — grita Taishi para todos no estúdio.
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  Mais um dia frenético na Star e mal vê a hora dele acabar. Nos últimos dias ela vem recebendo mensagens em seu Instagram que a vem intrigando; inicialmente eram apenas um hate simples – se é que isso existe –, porém, as últimas mensagens recebidas por ela tornaram-se motivo de preocupação para a moça. As duras palavras enviadas por um grupo de fãs da Flow ecoam a todo momento na mente de que vem disfarçando bem a sua preocupação, principalmente do noivo , com quem ainda não teve a coragem de se abrir.
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  — Amiga? — diz , chamando a atenção dela que volta sua atenção para a amiga.
  — Desculpa, estou um pouco distraída hoje — diz sorrindo sem jeito.
  — Já vamos voltar para o ensaio — avisa. — Você está bem? — solta um longo suspiro.
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  — Acho que não — ela relaxa um pouco o corpo na cadeira. se aproxima mais.
  — Quer conversar?
  — Talvez depois, eu realmente preciso contar para alguém ou acho que irei enlouquecer — ela fecha os olhos por um breve momento.
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  — Não deixarei você ficar louca, amiga — segura as mãos de que abre os olhos sorrindo docemente.
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  — Obrigada, !
  — Kobayashi-san!!! — o grito é ouvido e faz as amigas olharem para a direção de que ele veio.
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  — Será que aconteceu algo? — indaga , curiosa e dá de ombros.
  — Vamos lá ver.
  Ambas voltam para a área do estúdio onde agora há um burburinho de quase todos os ocupantes dali. Todos em volta de uma pessoa.
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  — Você voltou para ficar? — pergunta um dos assistentes de maquiagem para a jovem e bela moça ao centro da roda formada a sua volta.
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  — Dessa vez vão ter que me aturar por mais tempo — a moça brinca e ri, jura ter visto um brilho nos dentes exageradamente brancos dela.
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  — Que bom que está de volta! — comemora a assistente.
  — Agora sim a Star voltará a ter grandes modelos — diz uma outra pessoa da produção e o comentário faz sentir a garganta se fechar momentaneamente.
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  — Tenho certeza de que está exagerando — a bela moça diz, num falso tom de modéstia. — Ah, Daiki-kun! — grita ela de maneira esganiçada e sai na direção do fotógrafo que é uma das pessoas afastadas.
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  — Oi, Ayumi — a voz normal de Daiki revela o seu não-interesse na presença da mulher ali. Ela se aproxima e segura em um dos braços dele que se mantém ajustando sua câmera.
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  — Senti sua falta, Miura! — ela faz um biquinho ao ver Daiki ignorá-la. — Não está feliz em me ver? — o homem faz um grande esforço para demonstrar certo interesse que não existe dentro de si.
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  — Que bom que está de volta, Ayumi — responde ele, sem olhar para ela. Tal gesto a irrita levemente, mas ela não demonstra.
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  — Chato! — reclama ela, rindo. — Soube que anda me traindo, né? Fotografando outra modelo! Falar nisso — ela percorre seu olhar pelo estúdio —, ela está aqui hoje?
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  — É uma grande campanha, óbvio que a participaria — comenta Daiki num tom óbvio e, de certa forma, orgulhoso.
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  — Hm e onde ela está?
  — -chan?! — chama Daiki e é empurrada por na direção do fotógrafo.
  — Ah, então você é a tal ? — indaga Ayumi num tom de desdém.
  — Oi… — sente todos os olhares sobre ela, julgando-a e aguardando uma reação menos defensiva. — Sou eu, prazer — ela curva o corpo levemente.
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  — Hm, prazer. Agora entendo o motivo da traição do Daiki. Você é linda — comenta Ayumi, fazendo a encarar em confusão. — Ele deve ter se apaixonado — finaliza ela, arrancando suspiros surpresos de todos.
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  — Ayumi! — reclama Daiki, espantado e envergonhado.
  — Oh, não, eu sou noiva! — apressa-se de maneira inocente, fazendo Ayumi rir abertamente.
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  — Ah, querida, eu sei — diz a mulher. — Vi vocês lá em Paris. Impressionante como o continua bonito — o tom usado por Ayumi é bem parecido com o tom que usa para falar da beleza do noivo. Tal fato a deixa surpreendentemente enciumada.
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  — Você conhece meu noivo? — indaga num tom nitidamente enciumado, tanto que ela nem percebe que Ayumi disse que os viu em Paris, meses atrás.
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  — Conheço. Ele é bem famoso, né? — diz Ayumi, simplesmente.
  — Você disse como se o conhecesse além disso…
  — E conheço — Ayumi ri debochando da expressão raivosa de .
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  — Possa saber de onde?
  — Nem queira saber, querida — ela pisca para que sente a raiva tomar conta dela.
  — Pessoal! — grita Daiki. — Vou precisar de mais dez minutos para ajustar a câmera — ele diz e ouve alguns murmúrios entediados. — Desculpem por isso! — pede ele e vê as pessoas se afastarem da cena entre e Ayumi, se aproximando em seguida da amiga. — , pode vir comigo um minuto?
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  Ainda com raiva, apenas segue a figura de Daiki até o camarim onde ela estava minutos atrás.
  — Não cai na provocação dela, — avisa ele assim que eles chegam ao camarim.
  — Quem é ela? — pergunta ela, bastante nervosa, andando de um lado a outro.
  — Ayumi Kobayashi, ela é modelo da agência e estava fazendo trabalhos em Paris. Certamente foi aí que ela viu você e o há alguns meses — explica o rapaz.
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  — E de onde ela conhece o ? Ela falou de uma forma como se o conhecesse além da Flow. Eu não gostei disso… — ela para de andar e encara o amigo, os olhos fervendo de ciúme.
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  — Isso você vai ter que perguntar para ele, .
  — Não minta para mim, Daiki! — ela se aproxima rapidamente dele que se afasta, assustado.
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  — Juro que eu não sei! — defende-se o rapaz com as mãos erguidas na altura do rosto.
  — vai ter que me explicar isso direitinho…
  — Calma, . Nunca te vi assim… — comenta ele e completa: — Seja o que for que tenha acontecido entre eles, foi há anos e já passou — diz ele tentando trazer lucidez à conversa.
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  — Não o defenda! — diz com a voz alterada. — Homens, sempre se protegendo — comenta a mulher aleatoriamente e Daiki ri.
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  — Entendo o seu ciúme.
  — Não estou com ciúme! — apressa-se a explicar.
  — Ok! Você não está com ciúme do , ok… — zomba o rapaz, ainda rindo. — Bom, não foi para isso que te chamei aqui.
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  — Desculpe, Daiki — pede ela, balançando a cabeça. — O que queria conversar?
  — Tome cuidado com a Ayumi — diz ele de maneira direta.
  — Como assim?
  — Quando ela ainda era somente modelo aqui em Tóquio, ela sabotou desfiles e ensaios fotográficos de outras modelos novatas.
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  — Sério? — questiona , horrorizada.
  — Infelizmente sim — lamenta Daiki e completa: — Por favor, tenha cuidado, ok? — volta a pedir.
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   apenas concorda com a cabeça e segue pensativa. O ensaio é retomado e, ao fim dele, ela se despede de todos e chama um táxi para voltar para casa. Desde que engravidou que ela aposentou sua moto, dando-a para seu irmão mais novo, o Ichiro. A caminho do apartamento que divide com o noivo, a mulher pensa nas palavras de Daiki para que tenha cuidado com a Ayumi. Ela mesma notou o desdém e soberba na voz da outra, sem contar o tom saudosista que ela usou ao falar de . sente o ciúme arder em seu peito novamente.
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  Sentindo o sangue voltar a ferver de raiva, a mulher desbloqueia o celular e olha o feed de seu Instagram de maneira aleatória. De repente, chegam uma sequência de mensagens que fazem querer chorar ou, no mínimo, querer chamar a polícia e denunciar por assédio e ameaça – ou qualquer crime que o valha. Ela não pode mais adiar essa conversa, assim que chegar em casa, irá conversar com sobre as ameaças que vem recebendo. De hoje não pode passar.
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  Horas depois…

   chega em casa após o ensaio para o próximo show, em mãos ele traz a revista que contém a campanha que fez para a marca de hidratante corporal. Ele fica tão orgulhoso que compra uma edição para cada membro da produção da Flow e para cada um de seus amigos. As fotos ficam melhores do que a imaginação fértil de pôde produzir. Ele adentra o apartamento e põe as chaves do carro na mesinha em frente a porta, retira os sapatos caminhando o interior da sala, encontrando Neko deitado no tapete, dormindo. O homem se aproxima e afaga as costas do felino que se espreguiça manhoso.
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  — Amor? — ele chama voltando a ficar de pé.
  — Na cozinha! grita e o homem caminha até o cômodo, já podendo sentir o cheiro de comida sendo preparada.
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  — Hm, que cheiro bom — comenta ele pondo a revista em cima da bancada central.
  — Estou fazendo takoyaki* — diz ainda concentrada no que faz.

  *takoyaki – popular bolinho redondo que se parece com uma panqueca temperada, sua massa é mole, quase líquida e é frita em uma chapa especial. Normalmente recheado com pedaços cortados de polvo, raspas de tempura, gengibre picado e cebolinha.

  — Quer ajuda? — ele se aproxima e abraça a cintura dela por trás acariciando sua barriga, pondo o queixo em seu ombro.
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  — Já estou terminando, mas você pode pôr a mesa e tirar os pelos do Neko do sofá — diz a mulher ainda sem olhar para o noivo.
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  — É para já, mas antes… posso provar? — pede abrindo a boca, ainda com o queixo no ombro dela.
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  — Só um — avisa ela e espeta um dos bolinhos pondo na boca dele em seguida.
  — Hm… delicioso — diz ele de boca cheia.
  — Obrigada, amor — ainda está um pouco distraída em seus pensamentos que já habitavam a mente dela antes mesmo do noivo chegar.
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  — Está tudo bem, amor? — questiona , percebendo a distração dela.
  — Sim — disfarça, mas sabe que ela está mentindo.
  Sorrindo forçadamente, dá um selinho no noivo e volta a finalizar o preparo dos takoyaki. O homem resolve não insistir e vai até a área de serviço pegar o aspirador para retirar os pelos de Neko do sofá. Após a limpeza, ele executa a tarefa de montar a mesinha de centro da sala para que ele possa jantar com sua noiva. Aos poucos ele leva as travessas com as comidas preparadas por ela e os talheres e pratos para degustarem o menu de hoje. Durante o jantar, se mantém calada e ainda pensativa, comendo lentamente, ao contrário de que já está em seu segundo prato de ramen.
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  — Baby… — diz , após engolir o macarrão em sua boca. — Tem certeza de que está tudo bem? — o olhar preocupado de se vira para ele que começa a se preocupar também. — Meu Deus, o que houve, amor?
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  — , tem algo que eu quero te contar há algum tempo — introduz ela. — Mas, eu nunca sei como iniciar esse assunto.
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  — — ele larga o hashi ao lado do prato e senta mais próximo dela. — Está tudo bem, só fala, ok? Sabe que não precisa ter vergonha de mim.
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  — Eu sei… Ah… — ela suspira, reunindo forças e finalmente fala: — Amor, suas fãs femininas… como é sua relação com elas? — ele a encara, confuso.
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  — Relação de fã e ídolo — ele responde prontamente. — Por que, amor?
  — É eu… — ela hesita, apertando as mãos uma na outra.
  — Aconteceu algo?
  — É que eu… bom, eu recebi algumas mensagens de fãs da banda que…
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  — Mensagens?
  — Fãs suas, na verdade — enfatiza ela.
  — Eu posso ver? — pede .
   hesita novamente, mas logo se decide e pega o celular, desbloqueando o aparelho e abrindo o Instagram, após abrir o campo de mensagens ela o estende para o noivo. pega o celular dela e começa a rolar o dedo lentamente, lendo cada frase e tendo reações adversas a cada palavra lida. Ao fim, ele está boquiaberto e assustado.
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  — Que merda é essa?! — sua voz sai falha.
  — Também não sei — diz . — Tem uma, em específico, que parece realmente gostar de você.
  — Amor, eu nunca a vi na vida — enfatiza ele, apreensivo dela achar que ele realmente tivesse alguma relação com a tal fã ou com qualquer outra.
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  — Eu não duvido de você , mas… — antes dela concluir, o homem segura a mão dela.
  — Hey, eu te amo!
  — Eu também te amo… — ela fecha os olhos e é abraçada de imediato pelo noivo. — Eu também era sua fã antes de namorarmos. Eu ainda sou… — comenta ela.
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  — Não — ele se afasta um pouco e a encara sorrindo. — Você é a mulher por quem eu me apaixonei quando te vi daquele palco. O fato de você ser minha fã é um mero detalhe — apaixonado, dá um beijo prolongado nos lábios de que retribui o carinho. — Não pensa nas palavras dela, é apenas uma criança.
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  — Ela não é tão criança assim, amor.
  — Mas está agindo feito uma — pontua ele.
  — É difícil não pensar, elas mandam mensagens todo o dia e comentam nas fotos — diz . — Pedi para a me ajudar a moderar tudo, está me enlouquecendo! — conclui ela, aflita.
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  — Sinto muito por isso, amor. Você quer que eu fale com elas ou faça um post falando para pararem de te atacar?
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  — Não! Acho que isso atiçaria mais. É uma minoria, apesar de ser bastante chata — ela sorri sem humor.
  — Você não deve passar por esse tipo de estresse estando grávida — ele passa a mão pela barriga dela, carinhoso.
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  — Acha que devo bloqueá-las? — questiona com um ar cansado.
  — Já deveria ter feito isso, baby, e deveria ter me contado antes também — ele encosta o rosto no busto dela.
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  — Eu sei, achei que conseguiria lidar com elas, mas não consegui.
  — Não esconda mais essas coisas de mim, você poderia ter passado mal e… ah, eu não quero nem pensar nisso — conclui ele, espantando os pensamentos ruins de sua mente.
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  O casal de noivos fica mais alguns minutos abraçados. fica tão focada nas mensagens das fãs que nem se lembra de perguntar a sobre Ayumi e de onde ele a conhece. A preocupação com as ameaças que recebeu foi mais forte e predominante nos pensamentos dela. Mas, ela não se esquece de questionar o noivo sobre isso. Afinal, ela quer entender o porquê de Ayumi falar dele com tanta intimidade e saudade.
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  Só de se lembrar da maneira como Ayumi falou, volta a sentir a raiva que sentiu na hora.
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[💫]

  Semanas depois…

  A gravidez proporciona à experiências únicas, dentre elas os desejos por combinações estranhas de comida. A última da vez, que deixa tentado a experimentar, é omelete com shoyo e queijo por cima. Segundo a mulher é uma combinação divina.
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  Hoje é a véspera do casamento entre e , o nervosismo da data já começa a tomar conta da noiva que, neste momento, está provando seu vestido pela última vez antes de usá-lo na cerimônia amanhã. Junto com ela no Spa estão e a irmã mais velha dela, .
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  — Então? — questiona ao mostrar seu vestido para as duas que a observam encantadas.
  — Está lindíssima, amiga — diz , emocionada ao ver a amiga vestida assim.
  — Realmente, , você está muito linda — reforça .
  — Estou tão nervosa… — confessa . — Amanhã, nesse horário, eu estarei casada.
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  — Que sonho, ! — comenta unindo as mãos próximo ao rosto.
  — Sim…
  — é o homem que você ama, né? — diz . — Não dá para voltar atrás, amiga…
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  — Ele é sim — responde e olha para as irmãs Inoue.
  — Então fique tranquila, vai dar tudo certa — completa .
  — Ah, eu queria ter um amor assim — diz , suspirando.
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  — Você malmente sai — ri da irmã que a encara entediada.
  — Eu trabalho muito, irmãzinha — defende-se ela.
  — Trabalha com o que, ? — questiona e desce do pedestal para poder trocar de vestido.
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  — Sou jornalista — responde a mulher.
  — Oh, que legal!
  — A minha onee é muito focada em trabalhar e se esquece de viver — dá uma bronca.
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  — Não tenho culpa de não ter aparecido ninguém.
  — Como vai aparecer se você não procura? — rebate a mais nova.
  — Bom, apareceu para mim sem eu procurar — diz soltando uma risadinha.
  — Está vendo, irmã? — provoca . — O amor da minha vida pode aparecer sem eu precisar correr atrás dele.
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  — Sei… — diz , descrente.
  — Diz isso porque já tem o seu amor — volta a alfinetar e cora de repente lembrando-se de .
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  — Ah, … — chama .
  — Hm?
  — Tenho alguém para te apresentar.
  — Quem? — encara a amiga, confusa.
  — O ! — revela e abre a boca, surpresa.
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  — ?
  — Sim, ele é o vocalista da Flow, a banda que e também fazem parte — explica .
  — Achei que o meu cunhado fosse o vocalista — diz com um sorriso singelo.
  — São dois vocalistas — explica . — O é muito bonito e está solteiro — reforça ela.
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  — Hm… posso ver uma foto dele? — pede a Inoue mais velha.
  — Hm, espera — desbloqueia o celular e procura uma foto do no Instagram da Flow, onde possui mais fotos do rapaz. — Aqui — ela estende o celular para que a irmã possa ver a foto.
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  — Nossa… ele é tão fofo e… bonito — comenta , encantada.
  — E ele tem uma voz muito bonita — enfatiza , risonha.
  O olhar encantado de ao admirar a foto de faz as amigas sorrirem uma para a outra. Ambas já mentalizando um meio de apresentá-los, o mais próximo será durante o casamento amanhã.
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  No apartamento de e

  A tentativa de descontrair do nervosismo pré-casamento aparentemente está dano certo. Todos da banda estão lá no apartamento do mais novo em uma espécie de “Despedida de Solteiro”. Enquanto todos conversam coisas aleatórias e riem, bebendo e comendo, está pensativo, olhando pontos diversos do ambiente de sua sala de estar, sentado na poltrona com seu drink em mãos.
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  Em toda sua vida, o homem não imaginou em casar-se com alguém, nunca teve fé no amor verdadeiro e nas sensações que ele pode proporcionar. Para ser bastante sincero, o mais novo nem acreditava na existência de tal sentimento tão forte. Quando viu Ito do alto daquele palco ele viu nela algo diferente, um brilho pareceu surgir em volta dele destacando-a dos outros fãs. Aí ele conheceu o amor. E quando soube que ela esperava um filho fruto desse sentimento compartilhado por ambos, o homem sentiu dentro de si o surgimento de uma ramificação desse grande sentimento. O amor de pai para filho.
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  — … aposto que acontecerá amanhã também! — diz , gargalhando.
  — Se acontecer eu irei filmar — completa o pensamento do amigo.
  — Vamos ter esse prazer amanhã, ? — a menção de seu nome faz o homem olhar para Got’s com o ar confuso.
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  — O que? — indaga ele.
  — Estamos aqui apostando como você reagirá ao ver a vestida de noiva amanhã — inicia a explicação. — , Got’s e eu achamos que você desmaiará de novo, assim como fez quando soube que seria pai. Iwasaki é o único que crê que você não pagará esse vexame — finaliza, rindo.
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  — Chotto matte… — “espera um pouco” — Como vocês sabem que eu desmaiei quando soube da gravidez da ? Seus cretinos… — pergunta ele com o olhar arregalado.
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  — Não fique bravo… — diz controlando a própria risada. — acabou contando sem querer para a e eu estava junto — explica.
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  — E você contou para todos? Seu fofoqueiro! — acusa e põe a mão livre no rosto, sentindo a vergonha aumentar.
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  — Relaxa cara, só a gente sabe — tranquiliza Iwasaki.
  — Ou seja, todo mundo sabe — enfatiza . — Fofoqueiros!
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  — Tecnicamente a fofoqueira é a — diz .
  — Respeite a minha noiva, !
  — Defensor!
  Os rapazes riem da cara emburrada que faz e prosseguem a conversa sem uma resposta dele sobre o questionamento de Got’s: será que irá desmaiar ao ver de noiva amanhã?
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   só deseja chegar até o fim da cerimônia sem chorar de emoção. Será seu maior desafio.
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  No dia seguinte…
  Final da primavera…

   ajeita pela décima sexta vez a sua gravata em seu pescoço. Ele ainda não veste o paletó, está apenas com o colete preto por cima da camisa social branca. A imagem refletida no espelho mostra um homem imensamente nervoso, porém, extremamente feliz por esse dia e por sua vida até aqui e como ela será daqui para frente.
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  — Está pronto, irmão? — a voz de invade a sala onde ele está aguardando a hora do casamento.
  — Wow! — exclama ao olhar para o mais velho. — Você está muito elegante, irmão — completa ele, virando-se para ele.
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  — Obrigada, maninho — ajeita o paletó no próprio corpo.
  — Todos já chegaram?
  — Menos a e a — diz . solta um suspiro.
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  — Acho que eu já posso ir para o altar, né?
  — Pode sim — responde o mais velho. — Vim te buscar para isso.
  — Como estou?
  — Elegante e bonito, você se parece comigo, afinal — ele diz, sorrindo vaidoso e ambos riem. se aproxima do irmão para ajeitar a gravata que está levemente torta. — Está nervoso. Acalme-se, ou vai acabar derrubando as alianças.
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  — Vira essa boca para lá, ! — eles riem mais.
  — Tem certeza, maninho? Casamento é algo sério e importante — ele volta a ficar sério e pega o paletó do irmão.
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  — Claro que tenho — responde , convicto. — Acha que eu desistiria justo agora? — ele vira de costas e abre os braços para que coloque o paletó nele.
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  — Creio que não, mas como seu padrinho não me custa conferir — o mais velho sorri e ajeito o paletó nos ombros do irmão.
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  — Eu a amo e sei que será duradouro — ele se vira para frente e encara .
  — Que fofo — zomba ele.
  — Fala isso, mas é mil vezes mais meloso com a -chan — rebate , rindo.
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  — É diferente.
  — Desde quando é diferente, ?
  — Desde quando eu falei que é diferente — ele dá de ombros.
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  — Sei… — ri.
  Os irmãos deixam a sala do local do casamento e vão para a parte externa. O lugar escolhido para a cerimônia é uma casa tipicamente japonesa que é usada como lugar de eventos, normalmente casamentos. Há um jardim interno muito bonito que fica no centro da casa onde é montado o altar e os convidados já estão acomodados nas cadeiras.
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  Em uma outra sala dali, tenta convencer Neko a deixá-la levantar do chão. O felino será o responsável por levar as alianças e, nesse momento, ele está deitado em cima do vestido da cona sem deixá-la levantar. Ela faz carinho no bichano que mia alto como se tentasse avisar algo para ela. Ele se esfrega próximo à barriga de e continua miando muito alto.
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  — O que você tem, seu bobinho? — diz ainda acariciando o gatinho.
   encara a cena e tem uma ideia. Vai até a bolsa da amiga, pegando um petisco que leva para ele e estica a mão para Neko. Assim que sente o cheiro da comida o gatinho sai correndo até para comer o petisco. Aproveitando-se disso, se levanta com a ajuda do pai e ajeita o vestido no próprio corpo.
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  Logo o senhor Akira Ito, pai de , posiciona-se ao lado da filha e dá o braço para que ela o segure. A moça suspira nervosa e segura o braço do pai, eles já estão parados na porta que dá acesso ao corredor para a área onde está o altar. De onde está, já consegue ver o futuro marido em pé ao lado de que sussurra algo em seu ouvido. Em seguida, o olhar de recai sobre a noiva que sorri ao recebê-lo.
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  Segundos depois os primeiros acordes de “Calling” iniciam e os corações de e se aceleram ainda mais. Mesmo sentindo as pernas bambearem, a moça caminha devagar acompanhada de seu pai, ela segura com a outra mão o lindo buquê de tulipas azuis e algumas outras flores que o compõem. Quando chega mais próximo ao altar, ele percebe o conteúdo das flores do buquê e sorri emocionado.
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  Akira beija as mãos da filha assim que chegam ao altar e aperta a mão de , que o cumprimenta curvando levemente o corpo. dá o buquê para , ao lado dela está Harumi. deveria estar ali também, mas ela não conseguiu ser dispensada da cobertura de um evento importante. Os membros da Flow completam o altas, todos enfileirados e aguardando o momento em que desmaiará. Ichiro, irmão de , tenta controlar seu choro ao ver a irmão tão linda dessa forma.
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  — Acho que me apaixonei de novo — comenta segurando as mãos dela.
  — Bobo — ela diz, encabulada.
  — Você é a noiva mais linda do mundo — declara-se o homem e ri.
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  — Todos os noivos dizem isso.
  — Mas somente eu estou certo — ele sorri, vaidoso.
  — Eu te amo, baby — também sorri e dá um beijo nas mãos dela.
  Eles se viram para frente onde está o padre que logo inicia a cerimônia.
  É tudo rápido demais, mais rápido do que o casal imaginou que seria. Na hora dos votos para a troca de alianças, deixa a sua cair no chão, seu olhar vai rapidamente no irmão que vira o rosto para o lado, rindo, pois lembra-se do que disse a ele horas atrás. Rapidamente, cata a aliança de volta e inicia seus votos.
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  — Sempre foi muito difícil para mim demonstrar sentimentos, assim como identificá-los em mim ou nos outros. Apesar disso eu consegui saber, no instante em que bati os olhos em você, que eu ainda a veria muitas vezes e que aquilo que eu senti ao te ver era real e que possivelmente se tornaria algo que eu não poderia mais controlar. E que bom que eu estava certo, afinal. Estou feliz por compartilhar minha vida ao seu lado, amor.
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   finaliza seu discurso, controlando suas lágrimas, e põe a aliança na mão esquerda de .
  Chega a vez de ela dizer seus votos.
  — Amor, eu só quero te perguntar algo — ela diz e ela a encara, confuso.
  — Diz…
  — Você sabe que existem muitos outros universos inexplorados, né? — ele concorda com um gesto de cabeça e então ela prossegue: — E em todos eles você é o único homem que eu sou capaz de amar.
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  — Baby… — ele diz, surpreso e emocionado. Ouve-se os suspiros apaixonados das pessoas ao redor.
  — Não sou capaz de medir esse amor, só lhe digo que é forte e muito grande, meu guitarrista lindo. Eu te amo, baby!
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  Antes do fim dos votos de , ela pode ver as lágrimas escorrerem pelo olhar de que não consegue controlar e perde seu desafio pessoal. Nem ela mesma consegue contem suas próprias lágrimas.
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  Após o padre declará-los marido e mulher, e se beijam com carinho, a mão dele sobre a barriga da esposa. Findado o beijo, se joga para trás, simulando um desmaio, e é acudido por Got’s e que o empurram de volta para que ri da cena. É claro que eles combinaram antes. Não seria o casamento de se não tivesse alguma brincadeira.
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  Todos vibram com a união do agora casal . Os noivos e convidados vão para a parte de trás onde está montada a estrutura da festa. Após estarem todos acomodados, e circulam pelos grupos de pessoas e conversam um pouco com eles. Ao chegarem nos sogros e pais, ficam presos e são bombardeados de perguntas. Akira e Akito Ito, pais de , querem saber o porquê de eles não morarem em Yokohama já que não é tão longe de Tóquio e não atrapalharia o trabalho de ninguém. Tudo isso para ficar mais próximo de seu netinho que logo mais irá nascer. Já Aiko e Yamato , pais de , querem que o casal os visite mais. Na verdade, essa reclamação é da matriarca, que aproveita que e caminhavam próximos a eles para puxar os dois e perguntar quando que eles iriam se casar.
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  — Okaasan!!! — diz, aflito e encabulado. apenas ri sem jeito.
  — Eu quero ter netos, -kun! — diz Aiko.
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  — Fuyuki logo nascerá — rebate ele.
  — Quero netos dos meus dois filhos — enfatiza a mulher.
  — Aiko-chan, está deixando-os sem graça — alerta Yamato, risonho.
  — Mas você concorda comigo, meu bem — ela diz e Yamato fica levemente vermelho.
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  Todos riem e muda de assunto para salvar o irmão e a cunhada de responderem a pergunta da mãe.
  Chega a hora de ser jogado o buquê, as mulheres, incluindo Aiko e Akito, posicionam-se no centro da pista de dança e prepara-se para jogar.
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  — 1, 2, 3 e… lança o buquê que cai diretamente nas mãos de Harumi que está posicionada na lateral do grupo. Imediatamente seu rosto ruboriza.
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  — Aeeee, Ichiro!! — grita , brincalhão. — Vai ter que casar com a Haru-chan! — ele dá tapinhas nas costas do jovem Ito que tem uma expressão de susto no rosto.
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  — Casar? NÃO MESMO!!! — grita Hiroki, brotando em meio as pessoas e assustando ainda mais o Ichiro. — Minha irmã é muito nova para casar!
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  — Onii!!! — grita Harumi, envergonhada pela cena feita pelo irmão.
  Hiroki reforça sobre a juventude de ambos e que eles não devem cair na pressão de se casarem apenas porque Harumi pegou o buquê, isso não significa nada. O discurso do Tanaka mais velho dura horas, os jovens perdem parte da festa que dura bastante tempo. Mas, antes do fim da festa, o casal , anfitrião do evento, deixa o local e vão para sua lua de mel tão esperada.
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Capítulo 16 – Descobertas

  Dias depois…

  Hiroki acha que se continuar ouvindo a voz de Yumi ele irá enlouquecer. Agora, ele está em seu horário de almoço comendo seu lamen todo concentrado. O Tanaka troca algumas palavras descontraídas com seus colegas de trabalho e, inevitavelmente, o assunto Yumi Yamazaki surge.
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  — Eu acho que ela é bem rígida porque já desistiu de ser boazinha com as pessoas — comenta Yui, um colega de Hiroki, e seu subordinado.
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  — Acho que está exagerando, Yui-san — comenta Ichiro que também está na conversa.
  — Concordo com o Ichiro-kun — reforça Yoshiro. — A Yumi-san é bem gentil às vezes.
  — Raridade m— diz Hiroki, intrometendo-se na conversa e todos o encaram. — Ainda não a vi ser gentil com ninguém. Nem sabia que era possível — ele ri ao fim de sua frase.
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  — Precisa conviver mais com ela — diz Yoshiro em tom de sermão. — Vai por mim, Hiroki-san, a Yumi-san é uma mulher muito gentil.
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  Ichiro acha melhor trocar de assunto e comenta sobre algo aleatório. Ninguém mais nota, mas enquanto se abstém do assunto, Hiroki vê a figura esguia e bela de Yumi, hoje ela parece triste, calada e distraída. Por ser uma pessoa observadora, o rapaz logo percebe o estado disperso dela.
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  Após o almoço, Hiroki volta para seu posto de trabalho, concentrando-se na finalização de seu relatório que tem que ser entregue para Yumi ainda hoje. Apressando-se, o rapaz finaliza e imprime o documento, colocando-o em uma pasta em seguida. Tanaka caminha pelo longo corredor até a sala de Yumi. Ao chegar lá, ele bate à porta, porém não obtém resposta, então ele resolve entrar assim mesmo.
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  — Com licença, Yamazaki — chama ele adentrando ao escritório dela. A mulher está sentada em frente à sua mesa de vidro transparente, as pernas à mostra por debaixo da mesa, cruzadas e balançando. — Trouxe o relatório do setor de Marketing que você solicitou dias atrás — ela havia pedido tal relatório como sinal de provocação contra ele, mas Hiroki levou para o lado pessoal e o redigiu. — Aqui está — ele diz e coloca a pasta em cima da mesa. — Agora não pode dizer que o setor que eu comando é improdutivo — provoca o rapaz. Yumi se mantém sem reação, parece que nem o ouve, ainda olhando para um ponto fixo da parede à sua esquerda. — Yamazaki! — enfatiza ele com mais veemência. Yumi o encara.
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  — O que quer, Tanaka? — sua voz sai diferente do habitual tom esnobe que usa ao dirigir-se a ele.
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  — Você está bem? — estranha ele.
  — Não — responde Yumi, suspirando em seguida.
  — Oh… há algo em que possa te ajudar? — ele aproxima-se da mesa.
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  — Acho que sim — ela se levanta e caminha até ele, o rapaz se vira para ficar de frente para ela.
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  — Em que? — questiona de forma quase inocente. Yumi aproxima-se e o empurra levemente o segurando pela camisa. — Yamazaki…
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  — Meu nome é Yumi — diz ela e cola o corpo no dele.
  — O que está fazendo?! — indaga ele, assustado com o ato dela. A mulher morde o lábio inferior e sorri.
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  — Sofri uma decepção amorosa, Tanaka, preciso esquecer… — ela puxa a camisa de Hiroki com firmeza e o corpo dele é projetado para frente, antes de ser beijado, o rapaz põe as mãos nos ombros de Yumi, afastando-se levemente.
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  — E vai me usar para isso? — ele diz, indignado.
  — Não seja tão chato assim, somos adultos, podemos lidar com a atração física que nós dois sabemos que há entre nós — rebate ela voltando a se aproximar dele.
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  — Eu não estou a fim de ser usado por você! — volta a repetir e empurra a mulher novamente.
  — Não irei usar você da maneira que está pensando, Tanaka — diz Yumi e agarra a nuca dele com força.
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  — Eu não estou pensando em nada… — defende-se o rapaz, desesperado.
  — Hm, está cheiroso — a mulher roça o nariz pelo pescoço dele, subindo até as bochechas, agora vermelhas, de Hiroki.
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  — Yumi… — ofega ele, sentindo o corpo tremer.
  — Não negue que quer me beijar, Hiroki…
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  Pela primeira vez, em semanas, ela o chama pelo primeiro nome. Ele a encara, puxando sua cintura para mais perto e a beija. Tal beijo que é afobado no início, mas que com o tempo vai se acalmando, se encontrando numa sintonia agradável para ambos. Aos poucos, Hiroki é tomado pela intensidade e controle de Yumi.
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  Ela sempre se mostra uma mulher que sabe o que quer e o que sente, dessa vez não está sendo diferente. Esse beijo ardente demonstra todo o real e sincero desejo pelo homem que ela agarra agora. As mãos de Hiroki erguem a saia que Yumi usa e passam pelo seu interior chegando muito próximo à virilha dela. Ao sentir a aproximação, Yumi interrompe o beijo.
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  Hiroki a encara, envergonhado, achando que exagerou em sua empolgação. Ele vê Yumi caminhar até à porta e a trancar, voltando o corpo de frente para ele. O olhar intenso, sedutor, predador dela o deixa arrepiado.
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  — Vem cá, Hiroki-kun! — ela o chama com o indicador.
  Sentindo outro arrepio, Hiroki passa as mãos pela nuca, espantando um pouco da tensão e caminha até ela; com um abraço apertado, ele a segura no colo assim que ela pula nele, trançando suas pernas nas costas do rapaz. Eles voltam a se beijar e ele encosta Yumi na porta, pressionando-a com seu quadril, assim ele consegue ter as mãos livres para explorar por dentro da saia dela.
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  Nem Hiroki nem Yumi são vistos até o fim do expediente.
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  Nota: Em breve, um spin-off contanto mais sobre a primeira vez desse casal.


[💫]

  Agência Star
  Tóquio, Japão

  — Dez minutos e retornamos! — avisa Taishi, assistente de Daiki, enquanto ajeita o casaco no corpo.
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  O frio do fim de outono já indica que o inverno se aproxima. senta-se na poltrona e se aproxima com um copo de suco para a amiga.
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  — Deveria descansar também, — alerta num tom preocupado.
  — Estou bem, amiga. Não se preocupe — responde .
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  — Você comeu? — insiste .
  — Não estou com fome. Ainda estou enjoada — diz ela sentindo o gosto ruim voltar à boca.
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  — Deveria verificar algo, Ai… — encara a amiga com o olhar assustado.
  — Não estou grávida, !
  — Eu também achei que não estava, mas… — passa a mão pela barriga e olha sugestivamente para a amiga.
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   não diz nada e sente enjoo novamente, deixando o estúdio onde acontece o ensaio. A mente dela agora só pensa em uma coisa: será que ela está mesmo grávida de ? A moça se olha no espelho do banheiro e fecha os olhos com força. Ela precisa ter certeza antes de falar com . Ela não quer dar nenhuma esperança a ele e nem para si mesma. deixa a agência e vai até à farmácia próxima dali.
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  Aos o ensaio, volta ao seu camarim, respirando fundo e senta um pouco no sofá. O peso da barriga incomodando suas costas, ela relaxa o corpo e recosta no sofá.
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  — Olá, Ito! — diz Ayumi com a voz estridente e a encara.
  — Meu sobrenome é , Ayumi… — rebate ela em tom incisivo.
  — Oh, perdão! — a outra adentra mais o camarim. — Esqueci que se casou com o gostoso do… oops, com o — ela se corrige visivelmente sem intenção de pedir desculpas pelo elogio exagerado ao .
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  — O que quer, Ayumi? — indaga sem paciência e repousa as mãos na barriga.
  — Vim apenas te dizer algo que eu não havia dito até hoje. Só percebi hoje pela manhã.
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  — E o que seria?
  — Você sabia que o seu marido já foi meu? — enrijece o corpo e sente um incômodo na barriga.
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  — Você já namorou com ele? — ela tenta esclarecer e Ayumi ri da reação enciumada de .
  — Podemos dizer que sim — responde a modelo encarando de cima com o ar superior. — Tivemos um longo e prazeroso caso de amor.
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  — Que bom que foi no passado, né? — instiga com a expressão controlado, ela não quer demonstrar que está incomodada com a informação.
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  — Uma pena que não posso mais aproveitar os braços dele. São tão aconchegantes… — debocha Ayumi.
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  — O que quer me contanto isso?! — brada .
  — Apenas perpetuar a informação.
  — Me deixa em paz, Ayumi! V braveja e sente outra pontada na barriga.
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  — Você está bem, querida? — indaga a outra com um tom despreocupado.
  — Sai daqui! — dobra o corpo sentindo a dor aumentar. — Sai… Aiii…
  Ayumi mantém sua postura despreocupada, com os braços cruzados sobre o corpo e o olhar debochado encarando que se contorce de dor.
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  De repente, Daiki entra no camarim.
  — ?! — Daiki a vê gemer e contorcer-se de dor. — Por que não a ajudou, Ayumi?! — diz ele, mas resolve ignorar a mulher e caminha até . — O que está sentindo, ?
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  — Minha… aiii… minha barriga está doendo — responde ela com dificuldade.
  — Vem, vou te levar para o hospital — ele apoia os braços de em seu corpo e a ajuda a se levantar.
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  — Avisa ao — pede ela. — Ele vem me buscar hoje. Ele está em casa… avisa a ele.
  — Aviso sim. Vem, vamos para fora com cuidado.
  Daiki e caminham devagar até a saída da agência onde encontram voltando da farmácia já com o teste de gravidez dentro de sua bolsa. Ao ver a amiga passando mal, ela ignora suas preocupações e acompanha e Daiki até o carro do fotógrafo.
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  Com todos acomodados no carro, Daiki dá a partida e segue a caminho do hospital. Ele desbloqueia o celular e pressiona o contato de , enquanto chama ele confere com o olhar no retrovisor vem gemer de dor e ao seu lado.
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  — Fala, Daiki! — diz ao atender e Daiki volta sua atenção para a rua. O celular no viva-voz.
  — ! Eu estou aqui no carro com a , estamos indo para o hospital…
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  — Quê?! O que houve? — interrompe ele, agitado.
  — Ela está sentindo dores na barriga, então achei melhor levá-la ao hospital — explica Daiki dando mais uma olhada no retrovisor.
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  — Ela está bem? Me deixa falar com ela… — pede .
  — Amor… eu estou bem, só estou com dores, já vai passar… — diz, mas interrompe sua fala sentindo uma pontada forte na barriga.
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  — Baby… — do outro lado da linha, fecha os olhos com força sentindo lágrimas se formarem em seu olhar. — Amor, não esconda nada, por favor… — sussurra ele com a voz embargada.
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  — , eu preciso desligar, já estamos chegando…
  — Daiki, não esconda a verdade! — exige o guitarrista.
  — Calma, ! Não estou escondendo nada. Vem para cá, rápido! — alerta Daiki enquanto estaciona o carro. — Ela precisa de você.
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  — Eu… eu estou indo!
   encerra a ligação, pega as chaves do carro e sai de seu apartamento rumo ao hospital.
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  Daiki e ajudam a entrar no hospital e logo um enfermeiro traz uma cadeira de rodas para acomodá-la, levando-a para a parte interna do prédio. Daiki preenche os dados de e depois aguarda na recepção junto com a que também está aflita. Tanto que se esquece por alguns minutos de seu atraso menstrual.
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  Minutos depois…

   encontra Daiki e na sala de espera, na parte onde está, no segundo andar, ambos com uma expressão angustiada na face.
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  — Como ela está? — indaga ele e os dois erguem os olhares para encará-lo.
  — Ainda não sabemos — diz Daiki.
  — Faz meia hora que não nos dizem nada — completa em tom nervoso.
  — Deus… — solta a respiração, tão angustiado quando eles e passa as mãos pelos cabelos, bagunçando-os.
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  — Vocês são a família da senhora ? — indaga a voz marcante do médico, fazendo todos o encararem.
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  — Eu sou o marido dela — apressa-se , ansioso. — Como ela está, doutor? E nosso filho?
  — Ela e o bebê estão bem — informa ele e todos suspiram aliviados.
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  — Ah, que alívio! — diz Daiki, verbalizando sua alegria.
  — O que ela teve? — questiona .
  — Um pico de estresse, o que ocasionou as dores na barriga — responde o médico.
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  — Estresse… — sussurra o fotógrafo já imaginando a motivação da irritação da amiga.
  — Podemos vê-la? — diz .
  — Melhor somente o senhor vê-la, senhor — avisa o médico. — Ela está com um pouco de dor e não pode se agitar.
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  — Tudo bem — se vira para os outros. — Se importam se…
  — Nem um pouco, — apressa-se Daiki.
  O agradece com um gesto de cabeça e acompanha o médico até o quarto onde está. Chegando lá, ele a vê deitada na cama sendo assistida por uma enfermeira que ajusta a bolsa de remédio no suporte, assim que termina seu trabalho ela deixa o quarto, cumprimentando na saída.
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  O homem aproxima-se da cama onde esposa está.
  — Baby… — ele segura a mão dela, acariciando-a. — Vocês dois estão bem? — diz ele referindo-se também ao Fuyuki.
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  — Estamos — responde ela com a voz cansada.
  — O que houve, baby? — indaga , sentando-se na ponta da cama.
  — Tive uma discussão na Star — responde.
  — Baby, você não pode se estressar assim — alerta o homem. — Aquelas mensagens… continuam chegando?
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  — Sim, mas diminuíram. Se limitam a mandar mensagens privadas — explica e completa: — Nem sempre eu leio.
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  — Inacreditável! — brada , irritando-se. — Como existem pessoas tão desocupadas a esse ponto?
  — Mas não foi isso que me irritou… — ela olha para os lados, pensando em como irá dizer.
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  — O que foi, então? — questiona , confuso.
  — Amor, você conhece uma mulher chamada Ayumi Kobayashi? — a menção desse nome faz o engolir em seco.
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  — Conheço, por que?
  — Ela é modelo na Star… — o homem abre a boca em surpresa.
  — Ah… vocês são amigas? — o olhar que lança a é o suficiente para ele entender qual a resposta. — Ok… ela te disse algo?
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  — Sobre a relação que tiveram. Aliás, ela me pareceu com saudades de você.
   com ciúme, isso é notável.
  — Saímos algumas vezes, nada mais — inicia . — Não tivemos um namoro ou algo fixo, só ficamos quando coincidia de eu estar em Tóquio e ela também.
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  — Os detalhes sobre o quão aconchegantes são os seus braços já foram o suficiente para mim, . Não preciso de mais que isso, por favor — avisa em tom bravo.
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  — Desculpa, baby — ele sorri, vaidoso por sentir o ciúme da esposa, e completa: — Seja lá o que ela tenha dito, saiba que ficou no passado.
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  — Eu acredito em você — responde , para alívio do marido.
  — Eu te amo — ele dá um beijo na mão dela. — E, por favor, não caia na pilha da Ayumi. Ela é ardilosa…
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  — Daiki me disse o mesmo — apressa-se . — Eu nem falo com ela quando está na agência.
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  — Que bom — sorri.
  A conversa do casal é interrompida pela chegada do médico. Ele avisa que ficará mais duas horas em observação, porém alerta para a mulher cuidar-se mais e evitar muito esforço e, principalmente, estresse. não quer que aconteça novamente com a esposa o que aconteceu hoje e, por isso, ele promete estar ainda mais presenta para cuidar dela. Só em pensar que correu o risco de sofrer um aborto espontâneo faz quase infartar com a possibilidade.
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  Em outro canto do hospital, em uma das divisórias do banheiro feminino, aguarda o resultado do teste de gravidez que comprou e acaba de fazer. O nervosismo toma conta da moça, ela mal consegue respirar direito. Está aliviada por sua amiga estar bem e o sentimento angustiante da incerteza finalmente toma conta dela. sabe que é um homem sério e ela já teve provas de que ele a ama, que não a engaria ou abandonaria caso sua suspeita se confirme. Ao mesmo tempo, a insegurança da moça a faz imaginar o cenário em que a rejeita e some de sua vida.
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  Ela não sabe o que fazer.
  Finalmente o reste começa a dar indícios da vinda do resultado e então a suspeita é confirmada.
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   está grávida.
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  A Inoue se deixa cair de joelhos no chão, levando as mãos ao rosto e chora. O que ela fará agora?
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[💫]

  Alguns dias depois…

   ainda não havia contado ao sobre sua gravidez. Aliás, faz dias que ela evita o rapaz, principalmente na cama. está desconfiado que ela esconde algo, já questionou ao irmão se ele sabe do que se trata, mas sem sucesso. A conversa que teve com a cunhada também não lhe surte o efeito imaginado, apesar de saber exatamente o que é.
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  Uma brisa fresca e gelada entra pela porta da sacada do camarim. Todos estão espalhados na parte interna, uns comendo, outros se concentrado para o show de logo mais, mas, a pessoa mais nervosa ali, sem dúvidas é a que levanta de repente e vai até a sacada anexa ao camarim. A vista para o mar parece não a acalmar.
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  — … — diz , também saindo do cômodo e se aproximando da amiga.
  — Oi, … — responde a moça com o ar cansado.
  — Está se sentindo bem? — põe a mão sobre o ombro da amiga.
  — Estou apenas nervosa, mas já vai passar — o peito dela arfa demonstrando o que acaba de afirmar.
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  — Sei que não gosta que eu fale, mas quando é que vai contar ao ? — indaga ela referindo-se à gravidez. — Quando sua barriga estiver do tamanho da minha?
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  — Não… — os olhos aflitos dela encaram a modelo e segura as mãos de com força. — Ah amiga, estou até evitando dormir com ele.
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  — ?! — espanta-se . — Ele vai achar que não gosta mais dele.
  — Eu tenho medo… — ela aperta os olhos novamente.
  — Amiga, ele está todo amuado, olha só… — ambas encaram de longe e o veem bastante pensativo com um bico nos lábios. — Quer que eu te ajude a contar?
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  — Por favor! — a esperança é nítida no olhar de e faz sorri.
  — Calma, eu vou te ajudar!
   dá um breve abraço na amiga e pede para que espere ali fora mesmo, que ela logo voltaria. A mulher entra no camarim e vai diretamente ao seu marido que está sentado na poltrona; a modelo senta-se devagar no colo dele que envolve seus braços no corpo de , alisando sua barrigona de quase oito meses de gravidez. curte o carinho do marido e quase se esquece de seu objetivo. Ela envolve os braços no pescoço de e sussurra no ouvido dele. O pedido é simples: levar até a varanda.
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  Sem questionar o porquê, o mais novo se despede brevemente de sua esposa e vai até o irmão, abaixando o corpo para chamá-lo até a varanda com a desculpa de que necessita falar algo somente com ele. Mesmo desconfiado, o mais velho acompanha o irmão até a sacada. Antes que pudesse perguntar do que se trata, o trancar do lado de fora.
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  — ! — grita o mais velho sem entender o porquê de ele ter feito isso.
  De dentro do camarim, o mais novo ri do irmão e indaga à esposa se é realmente necessário tudo isso. explica que, caso a porta ficasse aberta, poderia fugir e não contar a verdade ao .
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  — … — a voz de sua namorada faz encará-la, esquecendo-se da breve raiva que sente do irmão.
  — Ai-chan — diz ele em tom apaixonado, aproximando-se.
  — Está tudo bem? — os olhos dela recaem sobre ele, o seguindo até que também esteja encostado no muro do local.
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  — Está sim — responde e envolve seu braço esquerdo sobre os ombros da namorada. — Essa vista é linda, né? — comenta ele.
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  — Sim… — solta um suspiro, encolhendo-se no próprio corpo.
  — Está com frio, coelhinha? — questiona , chamando-a pelo apelido íntimo.
  — Um pouco — ela sorri e envolve seu braço direito na cintura dele, mas logo a puxa e eles se abraçam um de frente para o outro.
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  — Melhor?
  — Sim — ela se encolhe dentro do abraço quente dele e fecha brevemente os olhos. — , eu preciso te contar algo — nunca havia encarado com esse olhar de aflição, os grandes olhos castanhos dela ainda mais brilhantes que o de costume.
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  — O que houve, coelhinha? — ele passa a mão pelo rosto dela com carinho.
  — , eu… eu estou grávida!
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   solta um suspiro de alívio e fecha os olhos, esperando pela reação do namorado, porém, curiosamente, o tem a mesma reação de seu irmão.
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  — ! — ela sente o corpo dele vacilar e pesar em seus braços, não conseguindo contê-lo a tempo. — Ah, meu Deus, ! ! — o sacode, mas o rapaz não esboça ter capacidade de acordar. Ela se levanta e pede ajuda. — Gente! Me ajudem, o desmaiou!
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  — Abre a porta! — ela ouve a voz de gritar e, segundos depois, a porta se abrir com correndo através dela.
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  — O que houve? — questiona ele assim que se agacha ao lado do irmão.
  — Eu contei para ele que estou grávida e ele desmaiou — explica , aflita.
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  — Você está grávida?! — dizem e quase ao mesmo tempo.
  — Sim — responde a moça e volta a se aproximar de .
  — desmaiou igual ao e por causa da mesma notícia — comenta , rindo da coincidência.
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  — Cala a boca, ! — irrita-se .
  — Deve ser de família — o olhar espantado do mais novo recai sobre a esposa que leva as mãos à boca, rindo bastante.
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  — Baby!
  — ! — diz com alívio e todos encaram os dois. ergue o tronco e abraça a namorada, beijando-a. — Amor…
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  — Eu te amo, coelhinha! Vamos ter um bebê juntos, eu te amo tanto! — conclui ele, sorrindo feliz.
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  — Coelhinha… — sussurra , brincalhão.
  Os novos pais Inoue- se abraçam novamente, agora de pé, emocionados. Os outros deixam eles à vontade, fechando a porta do camarim. A brisa fria castiga a pele deles, mas ambos não se importam com isso. e apenas querem curtir o momento de alegria. Toda a insegurança e medo parecem esvair do coração e mente de . O cheiro gostoso de a hipnotiza, a acalma e, se depender dela, ficaria ali pela eternidade.
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[💫]

  Agência Star
  Tóquio, Japão

  Hoje é o último ensaio de antes de iniciar sua licença médica. Teoricamente, já era para ela estar repousando, mas quis aproveitar bem antes de Fuyuki vir ao mundo, o que ocorrerá em algumas semanas, no fim de dezembro. As fotos de hoje são especiais, pois são sobre o casamento dela. A Star, juntamente com a marca de ternos que patrocina o ensaio, teve a ideia de fazer fotos da vestida com o terno usado por no dia do casamento deles.
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   observa o paletó usado por seu marido semanas atrás e recorda-se de cenas desse dia. Ela estava tão nervosa que só conseguiu se acalmar quando viu em pé no altar aguardando por ela. A onda de amor que lhe invadiu naquele dia, lhe invade agora fazendo-a sorrir em nostalgia.
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  Outra memória preenche seus pensamentos agora.
  — Está lembrando do casamento? — questiona , adentrando ao camarim e vendo a amiga rir. — Do vestido com esse paletó? — ela aponta para a peça nas mãos da amiga.
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  — Na verdade, me lembrei dele vestido com outra roupa — ela ri abertamente e a imagem de vestido com a fantasia de gato sexy, que era para ser de , no dia da lua de mel lhe vem à mente. — Mas é melhor deixar para lá — conclui a modelo, ainda rindo.
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  — Já imagino o que seja. Melhor eu não ter certeza — diz e ambas riem.
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  Controlando-se, as amigas vão para o estúdio e encontram Daiki já preparado para a sessão. Com as fotos feitas, avisa a que está liberada e, enquanto espera a vinda dele, a mulher despede-se de seus colegas. Para sua alegria completa, Ayumi não está na agência, pois viaja a trabalho. Desde que soube que Ayumi já foi namorada – ou apenas um affair de passou a ignorá-la ainda mais. Sem contar o fato dela descobrir sentir um forte ciúme do marido.
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  Definitivamente, as últimas semanas trouxeram descobertas importantes e marcantes na vida de todos. Mas, o que mais causa ânsia em é o nascimento de Fuyuki que não tardará a acontecer.
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  A buzina do carro de distrai que sorri, caminhando até o marido.
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Capítulo 17 – A esperança no Inverno

  1° semana de dezembro, 2011
  Tóquio, Japão

   está preocupado.
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  Sua esposa sente desconforto nas costas e pernas durante todo o dia, já está anoitecendo e nada mudou desde então. Nesse momento, o casal está em sua cama descansando. está com o rosto virado para o marido, suas mãos junto ao corpo aconchegadas. O gatinho da família deitado próximo à barriga de quase nove meses da dona, o rostinho roçando e aquecendo o local. ainda sente muito desconforto, ela se mexe, virando-se com a barriga para cima. O movimento da esposa faz olhar para ela.
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  — Eu te ajudo, baby — ele diz, colocando o notebook ao seu lado na cama. O homem pega um dos travesseiros e põe entre eles, ajudando a mulher a virar-se para o outro lado.
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  — Obrigada, amor — solta um suspiro aliviado, sentindo as costas se relaxarem um pouco mais confortavelmente com a nova posição.
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  — Está confortável? Se precisar de algo, me avisa — ele inclina o corpo, depositando um beijo no pescoço dela.
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  — Está sim, baby, obrigada — aninhando-se mais próxima do travesseiro atrás de si, a mulher geme baixinho enquanto recebe beijinhos de . — Amor, você montou o berço do Fuyu? — questiona referindo-se ao berço do filho do casal.
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  — Opa… — para de beijá-la e completa: — Vou montá-lo amanhã, sem falta!
  — Você prometeu isso há semanas e o berço continua dentro da caixa — reclama ela, olhando de canto de olho para o marido.
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  — Eu ia montar hoje, mas você está com dores — defende-se . — Não quero te deixar sozinha — ele dá outro beijo no ombro de que solta uma risada anasalada.
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  — Eu estou bem, baby — garante a mulher. — Pode ir montar o berço. Quero ele montado antes do Fuyuki nascer.
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  — Tem certeza de que está bem?
  — Tenho. Pode ir e não me enrole, — diz ela, rindo e ganhando mais um beijo.
   levanta e sai da cama, dando um selinho demorado em antes de deixar o quarto. Ele vai até o quarto do filho e encara a grande caixa com o berço de Fuyuki dentro, ele coça a nuca e caminha até a caixa, sentando-se no chão para abri-la com mais conforto. A agenda de shows da banda, a preguiça e esquecimento de são os responsáveis pelo adiamento da montagem do berço do filho. A atenção do guitarrista está totalmente voltada ao manual de instruções.
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  Na suíte do casal, tenta sentar-se um pouco. O incômodo na região pélvica a deixa inquieta. Ela não havia notado ainda, mas assim que se senta na cama, sente a dor intensificar e solta um grito que logo ela tenta abafar com uma das mãos à boca, mas já tinha escutado.
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  — Amor?! Amor?! — diz o homem, correndo de volta para o quarto e encontrando a esposa levemente dobrada para frente e com as pernas para fora da cama.
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  — Ah… … aii… — reclama ela, gemendo muito. É o tipo de gemido que o guitarrista não gosta de ouvir de sua esposa.
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  — Deita, baby! Deita um pouco — ele conduz o corpo dela a deitar-se na cama. — Vamos ao hospital.
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  — Não precisa, amor…
  — ! — repreende ele, vendo o desespero dela.
  — Já está passando — ela solta o ar de maneira mais pesada e em intervalos mais espaçados.
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  — E se o Fuyu estiver nascendo? — questiona ele, preocupado.
  — Não está — diz , convicta. — Eu sinto que não será hoje — involuntariamente, a mulher passa a mão pela barriga, alisando-a.
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  — Está bem, amor, mas por favor, fique quietinha na cama até a dor passar totalmente, ok? — ele faz beicinho e dá um beijo na barriga dela.
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  — Ok, baby — responde e ambos sentem Fuyuki se mexer dentro de .
  — Oh! — espanta-se o homem com alegria. — Fuyu também concorda, né filhão? — distribui mais beijinhos na barriga da esposa, fazendo-a rir.
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   afaga a cabeça do marido que fica mais um tempo com a esposa para certificar-se que está tudo bem de fato. Após alguns minutos consegue dormir e volta para o quarto do filho e termina – finalmente – de montar seu bercinho, aproveita para pendurar o brinquedo que tem pelúcias com formatos de estrelas e planetas.
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  Dois dias se passam.
  Hoje é quarta-feira e está apreensivo. Algo dentro dele diz que é melhor ele ficar em casa olhando por e Fuyuki, mas os deveres como guitarrista da Flow o chamam e ele precisa viajar. Sorte que seu destino não é longe de casa.
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  Nesse momento ele está deitado ao lado de , o rosto roçando nos seios da esposa enquanto afaga a barriga dela.
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  — Amor — o chama que responde com um resmungo. — Você não deveria estar arrumado e a caminho do aeroporto indo para Osaka? — ergue o olhar e a encara manhoso.
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  — Mais cinco minutos e eu levanto, juro — responde o homem fazendo outro de seus famosos beicinhos manhosos. ri.
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  — kawaii — ela faz um carinho na nuca do marido e sorri.
  — Eu estava aqui pensando… — inicia ele ajeitando-se na cama, ainda afagando a barriga dela. — E se eu não for para o show de hoje lá em Osaka? — indaga ele num tom sério.
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  — Certamente os fãs ficariam chateados — responde ainda rindo.
  — Verdade…
  — Sem contar que o ficaria muito chateado com você — lembra e faz uma careta.
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  — Ah, o meu irmão! — lamenta-se. — Ele comeria meu fígado.
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  — hontou ni ne — “certamente”.
  — Falando sério agora, amor — ele solta um suspiro. — Estou preocupado.
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  — Comigo e com nosso filho? — ele afirma com a cabeça, fechando os olhos com força. — Baby, pode ir, nós ficaremos bem — assegura a mulher pondo a mão no rosto de .
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  — Eu fico com medo e muito preocupado, baby.
  — Eu sei, mas não se preocupe — reforça e prossegue: — Você vai, faz o seu melhor no show e volta para nós dois, tá? — ela o puxa para si e distribui beijinhos pela lateral do rosto dele, fazendo-o gemer.
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  — Tá bom — responde voltando ao tom manhoso de antes.
  Tomando coragem, o homem levanta-se da cama e vai ao banheiro tomar banho e se arrumar. Coincidentemente, nessa hora grita para ele que havia mandado uma mensagem perguntando pelo paradeiro do mais novo.
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  Minutos depois e já está pronto, sua mala tinha sido arrumada na noite anterior.
  — Se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, me liga e eu volto correndo para Tóquio, tá? — enfatiza ele para , ambos já na sala.
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  — Está bem, baby — ela sorri e dá um beijo demorado nele. — Eu te amo.
  — Também te amo, amor — responde , apaixonado.
  Eles voltam a se beijar, despedindo-se. deixa o apartamento e segue até a frente do prédio onde o táxi já o aguarda. Mesmo sabendo que e seu filho estão bem, o homem não deixa de se preocupar. A imagem da esposa passando mal na segunda-feira não lhe sai da mente, sem contar que, quando ele estava fora, o apartamento havia sido invadido e machucada. Só em pensar nisso, a voz interior que o obriga a voltar lhe berra desesperada por atenção.
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  O show em Osaka será o último antes da folga de duas semanas na agenda da Flow que foi concedida justamente para a vinda de Fuyuki. A previsão de nascimento dele é para semana que vem.
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  Mas, parece que o pequeno não quer isso.
  Após 1h30 de viagem, chega à Osaka com uma sensação estranha. Ele manda uma mensagem para dizendo que já chegou e perguntando se está tudo bem. Ela não responde e segue com os outros para o hotel.
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  Em Tóquio, sente as primeiras contrações. Junto a elas, o sangue escorrendo em suas pernas. Sua bolsa estoura e as dores aumentam gradativamente. Ela tenta se concentrar e chamar ajuda, mas está difícil.
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  Em Osaka, sente novamente que há algo errado e manda outra mensagem para novamente sem resposta. Ele sabe que tem algo acontecendo, só não imagina que seja o nascimento de seu filho.
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  Minutos depois…

  Com muita dificuldade, consegue ir até à sala e pega seu celular. Há muitas mensagens de e uma ligação perdida dele. Ela cogita avisá-lo agora, mas sabe que ele voltaria imediatamente, largando os outros no meio do show – que, pela hora, já deve ter começado –, caso seja preciso. A mulher resolve ligar para Daiki, ele tem carro e pode ajudá-la mais rapidamente, porém ele não atende. Certamente está no meio de alguma sessão de fotos. volta a sentir fortes contrações e tenta respirar um pouco melhor. Sentindo o controle de volta, ela liga para e finalmente tem uma resposta positiva.
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  — Oi, amiga! Adivinha quem está comigo? A ! Nós vamos passar… ia falando, quando é interrompida por um grito de dor.
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  — … Ah… o… o Fuyuki… — diz entre espasmos.
  — Amiga, o que está havendo? — indaga a outra, aflita.
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  — O Fuyu… ele está… está nascendo… ah…. — finaliza a com um grito intenso de dor e chorando muito.
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  — Ai, meu Deus! Você… o já viajou, ai que merda! Eu vou chamar o Daiki…
  — Ele não atende… — responde , ofegante. — Pega um táxi e vem para cá, por favor…
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  — Ok, vou fazer isso!
  — Liga para meu irmão e o também… eu não consigo falar…
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  — Aii, amiga, ok… por favor, aguente firme!
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  — Tá… — chora mais, gemendo de dor.
   faz o que ela pede. Assim que desliga a chamada com a amiga, ela liga para Ichiro e avisa que Fuyuki está nascendo, o jovem avisa aos pais e todos partem rumo à Tóquio. Já dentro do táxi, as irmãs Inoue tentam falar com Daiki novamente e com os membros da banda. consegue contactar o fotógrafo e ele vai direto para o apartamento de , sorte que ele já ter terminado a sessão de fotos. As irmãs chegam ao apartamento da amiga e sobem até lá, entrando através da chave reserva. Assim que entram podem ver sentada no chão, escorada no sofá e chorando muito. se aproxima e sorri por vê-las ali com ela. A modelo lhe dá orientações de onde estão as malas dela e de Fuyuki. carrega as malas consigo e ajuda a irmã a erguer do chão, ela sente muitas dores e tem dificuldades para andar, então elas fazem isso devagar.
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  Assim que chegam ao térreo, Daiki liga avisando que está na esquina e, quase dois minutos depois, ele chega à frente do prédio que mora com . Ah, … os pensamentos de agora estão voltados para o marido e para seu filho que não soube esperar pelo menos um dia. Fuyuki quer nascer agora ele nem quis esperar o pai estar na cidade.
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  Já no hospital, a é levada até a parte interna para ser atendida.
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  Daqui para frente, muitas emoções virão.
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[💫]

   está inquieto, mais que o normal. O motivo certamente não são os acordes que ele toca em sua guitarra agora, é algo mais interno. Seu coração apertado dentro de seu peito quase não o deixa se concentrar em sua música. Vez ou outra ele erra algum acorde, nada que seja notado pelo público, mas que é notado por seu roadie – técnico responsável por cuidar de suas guitarras – e pelo resto da banda que se questiona individualmente o que há de errado com o amigo. Ao fim do show, o mais novo não está totalmente satisfeito com sua exibição de hoje, mas não deixa de sorrir para o público que aplaude a Flow com fervor.
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  O guitarrista deixa o palco primeiro e vai diretamente para o camarim, pega seu celular e tenta falar com ainda sem sucesso. Ele não sabe, mas o celular dela está em cima do sofá ao lado de Neko que dorme tranquilamente. A aflição de pela falta de notícias é tanta que nem lhe passa pela cabeça ligar para outra pessoa.
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  Dentro do camarim, retorna à ligação de sua namorada.
  — Oi, coelhinha — diz o rapaz, sentado no sofá.
  — Oi, amor… — responde a moça do outro lado.
  — Aconteceu alguma coisa, -chan? Sua voz está estranha — ele logo nota a aflição da namorada.
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  — Que bom que consegui falar com você primeiro, amor — diz num tom mais aliviado. — O está aí?
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  — Ele está lá fora, o show já acabou. Estou no camarim, mas… o que está havendo? — indaga .
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  — A entrou em trabalho de parto.
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  — Sério? — ergue seu corpo, ficando tenso com a notícia.
  — Sim! O celular dela ficou na casa deles, não lembrei de pegar. Aii, amor, estou preocupada — confessa .
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  — Por que?
  — Estou sentindo que há algo errado e os médicos não querem falar.
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  — Fica calma, coelhinha. Olha, eu aviso ao , ok?
  — OK.
  — Tenta saber mais sobre como a está e me manda uma mensagem — orienta ele.
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  — Está bem, amor. Vocês voltam agora ou amanhã?
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  — Pegamos o primeiro voo — determina .
  Eles se despedem e conta aos outros sobre o ocorrido, incluindo ao produtor deles que liga para a companhia aérea para mudarem o dia do voo. Eles só iriam embora amanhã cedo. pensa bem nas palavras que usará para dar a notícia a , sabe o quão preocupado com a saúde de ele está nos últimos dias e certamente entraria em colapso caso imagine ter algo errado com o parto do filho.
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   entra no camarim e o silêncio reina no ambiente.
  — O que aconteceu? — diz ele, desconfiado com os olhares de todos voltados para si.
  — … — diz ao ver o irmão e completa: — Senta aqui, cara — o rapaz aponta para a poltrona à sua frente.
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  — Aconteceu alguma coisa? — o guitarrista repete a pergunta, mais aflito.
  — Senta, cara — reforça .
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  — Estou bem em pé. Falem logo o que houve — rebate. — Vocês estão estranhos…
  — É que… — inicia , mas logo se interrompe realmente incomodado com o irmão em pé. — Ah, , senta um pouco, está me agoniando! — o vocalista vê o irmão sentar-se na poltrona e o encarar com certa raiva.
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  — Estou sentado, — diz . — Fala logo o que aconteceu sem me enrolar — enfatiza.
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  — Eu nem sei como te dizer…
  — Com a boca, ! — dispara , levemente irritado.
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  — Vou relevar porque sei que está nervoso — diz o mais velho vendo rolar os olhos. — , a me ligou para avisar que… bom, para avisar que a está em trabalho de parto — conclui , finalmente contando a verdade.
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  — O que?! — o homem se levanta, seu coração palpitando fortemente dentro de seu peito.
  — disse que ela passou mal e ligou para todos nós, mas estávamos no palco. Então ela ligou para o Daiki, para o Ichiro e, no fim, para a — explica transmitindo a informação que a namorada lhe passou por mensagem.
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  — Eu vou voltar para Tóquio — ele diz sentindo as pernas tremerem. Todo seu corpo estremece.
  — O Daisuke já cuidou disso — diz e recebe o olhar do amigo. — Ele já pediu para a companhia aérea mudar o horário do nosso voo.
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  — Mas ele só conseguiu para a madrugada. Viajaremos às 1AM — conclui a fala de .
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   não diz nada, apenas sente suas pernas pesarem demais e volta a se sentar. Ele leva as mãos ao rosto, tampando-o, e sente novamente o aperto no peito que sentiu durante toda a viagem à Osaka, durante o show e agora com maior intensidade. Respirando fundo, o peito inflado e dolorido, o peso da culpa por não estar com a esposa agora no nascimento de seu primeiro filho. Ele só deseja estar com a agora.
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  Horas depois…

  O homem dispara a correr pelo corredor do hospital à procura do paradeiro de sua esposa. Assim que todos da banda chegam ao local, é informado que a ainda não teve o Fuyuki. O motivo é a baixa dilatação cervical dela. Segundo o médico obstetra que acompanha a mulher desde que ela chegou, a dilatação cervical já é considerada prolongada, pois sua abertura não chega a 1,2cm por mais de uma hora. Esse valor é esperado por se tratar da primeira gravidez de . Quando passou pela sala de espera, viu seus sogros, seu cunhado e sua namorada Harumi, além do Daiki e Taishi. Todos muito apreensivos e gratos por ver o homem ali, sabendo que terá uma companhia durante o parto.
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  Finalmente ele chega ao quarto onde ela está.
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   está linda. Sua expressão é exausta, porém sempre linda. Os cabelos soltos no comprimento um pouco abaixo dos ombros, o rosto sem maquiagem e cansado – ela havia chorado muito. Sentada na ponta da cama com as pernas apoiadas no chão, um pouco afastadas. se aproxima sem dizer nada e toca nos ombros da esposa que ergue o olhar o vendo à sua frente.
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   não segura as lágrimas.
  — … — ela diz, ainda sentada, abraçada à cintura do marido.
  — Desculpa a demora, baby — ele une forças para falar, sabe que precisa ser forte para passar força para .
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  — Que bom que chegou a tempo — aperta o abraço um pouco mais e procura manter o próprio equilíbrio.
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   é um homem calmo, porém, sua inquietude se dá quando se trata de seu trabalho: música. Ele não sossega enquanto a melodia não esteja do jeito que ele imaginou e trabalha duro até alcançar seu objetivo. Porém, agora a situação não tem a ver com música. Ele está inquieto sim, angustiado, temeroso e com um grande sentimento de impotência. Em uma das raras vezes em sua vida, o guitarrista não sabe o que fazer. O que ele faz para aliviar a dor de sua esposa? O que ele faz para ajudar no nascimento de seu filho?
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  Nenhuma resposta de ninguém.
  Mas, instintivamente, se põe ainda de frente para , que mantém as pernas afastadas sentada à cama, e põe a cabeça dela apoiada em sua barriga para que descanse um pouco. Tendo o conforto do corpo do marido, o abraça novamente e chega o corpo mais para perto, fato que alivia a dor nas costas sentida por ela. O afago do marido parece aliviar um pouco a tensão em suas costas que gradativamente começa a relaxar todo o corpo, ganhando a concentração que precisa para se esforçar mais.
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  Fuyuki precisa nascer bem.
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  1h depois…

  A enfermeira e o médico deixam o quarto onde está para prepararem a sala de parto. A boa notícia de que finalmente há dilatação cervical suficiente para o início do parto anima o casal . Minutos depois, os enfermeiros da equipe retornam para levar até a sala que já está pronta. Eles dão a a vestimenta adequada: touca e avental descartáveis. Ele se veste e acompanha a esposa, sem soltar sua mão, até a sala. O homem nunca imaginou que o parto de seu filho seria tão intenso dessa forma. Toda a emoção, principalmente angústia, que ele sente agora são disfarçados pelo sorriso acolhedor que ele exibe no rosto na tentativa de passar confiança a .
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  Eles chegam à sala de parto e logo a equipe cerca a maca onde é colocada para prepará-la para o grande momento. A mulher está nervosa, suas contrações cada vez mais fortes e o medo de algo dar errado crescente.
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  Assim como , achava que seu parto seria mais tranquilo. Leigo engano. Mais de uma hora se passa desde o início do procedimento e apenas o vislumbre da cabeça de Fuyuki é visto pelo médico. Toda a equipe está apreensiva e agitada. Colocam uma proteção que separa o rosto de , bloqueando sua visão, fato que só a deixa mais nervosa.
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  — Amor… — ela diz com lágrimas escorrendo pelos olhos.
  — Oi — responde com a voz rouca e sem largar da mão dela, a outra mão repousada na testa suada da esposa.
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  — Estou com medo — externa com os lábios trêmulos. A expressão na face de muda.
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  — Vai dar tudo certo, baby — ele tenta encorajá-la, mas nem ele sabe ao certo o que está acontecendo e seu medo também é grande.
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  — Se… se não der… — antes dela concluir sua frase, o homem compreende o que ela está pensando e a interrompe.
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  — Não pense nisso, ! — o tom aflito dele é nítido. Ele não consegue mais disfarçá-lo.
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  — Se não der… — dessa vez, ela mesma se interrompe, puxando o ar com força enquanto encara o marido. — Se precisar escolher entre o Fuyuki e eu, por favor, escolhe ele — pede a mulher. Todo o rosto de treme nesse momento. — Salve o nosso filho, ! — ela conclui o pedido.
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  — Não me peça isso… — as pernas do bambeiam e o fazem perder um pouco a sustentação. — Isso não. Meu deus, não… — ele chora mais intensamente.
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   deixa sua cabeça pender para frente, suas lágrimas saindo de seus olhos com maior fluidez e suas forças se esvaindo junto com elas. puxa o ombro do marido para baixo e ele encosta sua testa na mão de que ele segura, recebendo o afago dela. É óbvio que tal decisão é difícil para eles, caso seja solicitada pelo médico que segue na tentativa de tirar Fuyuki com segurança para todos os envolvidos. O profissional acaba ouvindo a conversa do casal e solicita que faça mais força. Não é desejo dele salvar apenas uma vida. Por mais difícil que esteja sendo, o médico ainda prefere gastar todas suas fichas para o nascimento normal do bebê e a preservação da saúde da mãe.
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  A vasta experiência do doutor ajuda nesse momento em que finalmente ele consegue ver a pequena cabeça de Fuyuki com nitidez e abrangência, conseguindo tocá-la. Ele manuseia com cuidado para não machucar o pequeno e solicita mais força para a mamãe . ainda chora, com a cabeça erguida, sem tirar os olhos da esposa e sem soltar sua mão. Todo esforço feito por todos é recompensado pela melodia do chorinho do pequeno que enfim está nas mãos do médico.
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  Ao ver o rosto do filho pela primeira vez, o casal tem reações muito parecidas: alívio e muito amor.
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[💫]

  Já está quase amanhecendo, é levada para o quarto após certificar-se que o filho está bem. deixa a sala, despedindo-se momentaneamente da esposa para dar a notícias aos amigos e aos sogros que aguardam na sala de espera. Enquanto caminha até lá, arrastando o corpo, o guitarrista tem as imagens das últimas horas exibidas sequencialmente. Criar melodias diferentes em sua guitarra, com auxílio de seu computador, é extremamente mais fácil do que a experiência que ele teve com o nascimento de seu primogênito. realmente está grato por tudo ter dado certo, mas ainda muito cansado mesmo que não tenha sido ele a gerar Fuyuki em seu ventre.
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  Assim que é visto chegando à sala de espera, é encarado por todos que estão ansiosos por notícias. Ele dá um sorriso emocionado ao dizer:
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  — Ele nasceu! O meu filho nasceu!
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  Todos vibram e se abraçam em sinal de extrema felicidade. Curiosamente, ninguém abraça o homem que continua parado vendo a festa feita pelos sogros e amigos. Ele mantém o sorriso no rosto e vira seu corpo para caminhar até o corredor por onde veio. Antes mesmo de chegar ao meio do local, ele ouve a voz de seu irmão.
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  — ! — diz , fazendo o mais novo parar de andar e se virar para ele. — Está tudo bem? — o toque em seu ombro, dado pelo irmão, parece amolecer o corpo de , como se depositasse uma carga muito pesada ali.
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  — Está… — sua voz sai falha, ele não consegue manter a calma que teve segundos atrás quando deu a notícia.
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  — Tem certeza de que está tudo bem? — insiste .
  — Agora está tudo bem — confessa ele, cabisbaixo.
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  — O que houve?
  — Foi um parto difícil… — o homem fecha os olhos com força sentindo a emoção tomar conta novamente. encara o irmão com os olhos marejados. — A … a quase… — ele solta o ar, tomando coragem para falar. — Tinha pouca dilatação, pouco espaço para o Fuyuki passar.
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  — Meu Deus…
  — Cogitaram fazer uma cesariana, mas… — ele não consegue concluir.
  — Era arriscado, não era? — deduz .
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  — Muito — engole em seco e sente a mão de apertar mais seu ombro. — Poderia acontecer de… bom, um dos dois poderia não…
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  — Sobreviver? — o nó se intensifica na garganta do mais velho.
  — É… a até me pediu para que eu escolhesse salvar o Fuyuki ao invés dela, caso precisasse — ele ri sem humor e começa a chorar no segundo seguinte.
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  — Está tudo bem agora, irmão — puxa o irmão e o abraça, afagando sua cabeça que encosta no ombro dele. — Os dois estão bem, não estão?
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  — Estão. Graças a Deus, estão — responde com a voz abafada por ainda estar com o rosto no ombro de .
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  — Então curta o momento — se afasta um pouco e segura o rosto do irmão com as duas mãos. — Agradeça pela saúde de ambos e curta sua família, meu irmão — diz ele, emocionado. — Parabéns, cara! — ele deixa as próprias lágrimas escorrerem.
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  — Obrigado, . Obrigado, meu irmão!
  Os irmãos se abraçam novamente e agradecem pela saúde de e Fuyuki. respira fundo e se despede do irmão, voltando a ir até os quartos. Ele para na porta do quarto onde está e a vê segurando o pequeno Fuyuki que lhe é entregue pela enfermeira. A mulher sorri ao segurar o filho, sentindo lágrimas caírem pelo canto de seus olhos.
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  Após a saída da enfermeira, se aproxima da cama da esposa, se encostando ali.
  — Oi, baby — diz o homem, muito emocionado e senta-se ao lado dela, envolvendo o braço direito nas costas de em cima do travesseiro.
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  — Oi… — ela estica o rosto para beijá-lo com carinho e volta seu olhar para o filho. — Nosso bebê, meu amor — ela sorri, olhando rapidamente para , para em seguida voltar a encarar os olhinhos curiosos do pequeno .
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  — Ele é tão pequeno, baby — comenta e passa as costas dos dedos na cabeça de Fuyuki. — Tão fofo, se parece com você.
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  — Ele já se demonstrou manhoso, então é claramente seu filho também — afirma rindo.
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  — Baby… — solta uma risada abafada.
  — Antes de você chegar, ele estava chorando, mas quando a enfermeira me entregou, imediatamente ele parou de chorar.
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  — Não o julgo. Ter o conforto dos seus seios é realmente maravilhoso — diz ele. — Não tem como chorar — ele completa e o encara ainda rindo.
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  — Seu tarado!
  Eles se beijam brevemente e ouvem o Fuyuki reclamar, esticando os bracinhos para fora da manta e suas perninhas chutando a mãe. afasta a roupa que o hospital lhe forneceu e coloca o seio esquerdo para fora. Logo Fuyuki o encontra e começa a mamar. Tal cena emociona os pais que sentem a magia e o amor que é ter um filho.
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  O casal não poderia estar mais feliz.
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  Dias depois…

  Os primeiros dias no apartamento do casal junto com seu novo integrante estão sendo diferentes. Os dois sabiam que poderia ser difícil, que poderiam ter complicações já que são pais de primeira viagem, mas, apesar de tudo isso, também sabiam que seria gratificante acompanhar a evolução de seu filho a cada dia que passa.
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  Nesse momento, está deitado no carpete do quarto do filho ao lado dele, que puxa o cabelo do pai com certa força. Ele está cantando para Fuyuki a mesma música que a canta para fazê-lo dormir, mas não está dando certo já que o pequeno gosta de ouvir a voz do pai e prefere continuar acordado. O gesto do filho faz o guitarrista rir enquanto tenta abrir a mãozinha do filho e libertar os fios de cabelo que ele segura. Fuyuki é um bebê grande e saudável, suas bochechas rosadas e grandes compõem seu rosto de maneira muito adorável, ele nasceu com pouco cabelo, mas depois dessas duas semanas em que está em casa, ele já desenvolveu bastante fios a mais. Ele, visualmente, se parece muito com o pai, tem o mesmo aperto nos olhos quando sorri por pouco que seja. Já no temperamento, ele é igualzinho a mãe. ainda não decidiu se gosta ou não desse fato.
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  — Amor… — anuncia sua chegada ao quarto do filho. A mulher é seguida por Neko que também entra no quarto. — Você não deveria estar arrumando sua mala? — indaga ela e senta-se ao lado do filho que continua puxando o cabelo do pai.
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  — Ahh, amor, eu não quero deixar vocês — resmunga ele, manhoso. Amanhã já começam os shows da banda.
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  — Baby, já conversamos sobre isso — relembra a mulher e balança um bichinho de pelúcia na frente do filho para que ele solte o cabelo de .
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  — Na última vez que eu saí assim, o Fuyuki nasceu. E se acontecer outra coisa enquanto eu estiver fora?
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  —
  — , eu não quero ir. Liga pro meu irmão e diz que eu não vou mais — pede ele enquanto a mulher ri do drama feito pelo marido. — Aliás, liga pro , ele é mais compreensivo.
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  — … — a menção do seu nome faz o homem encarar e sentar-se sobre suas pernas. Nessa altura da conversa, o pequeno Fuyuki já havia voltado sua atenção e mãozinhas para a pelúcia oferecida pela mãe.
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  — BABY! — ele diz mais firmemente com os olhos abertos demais. — Está bem, eu vou. Mais que droga…
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  — Não xingue perto do nosso filho, ! — ela não consegue segurar o riso.
  — Oh, meu Deus, me perdoe, amor — ele olha para o filho que parece não estar prestando atenção em mais nada além da pelúcia. — Ele está distraído, que bom.
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  — Vai arrumar sua mala, eu fico aqui com ele — diz e se aproxima de dando um beijo apaixonado nele.
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  — Eu vou, mas quero carinho quando eu voltar — ele faz um biquinho com os lábios e sorri.
  — Terá mais que isso se você se comportar direitinho como um bom guitarrista.
  — Opa! — morde o lábio inferior e ergue as sobrancelhas sentindo um arrepio lhe percorrer. — Prometo continuar tocando minha guitarra com os pensamentos em você, baby — ele pisca para ela que entende o duplo sentido na frase dita pelo marido e ri.
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  — baka — eles se beijam e levanta para voltar ao seu quarto e arrumar sua mala.
  — Ah, depois que eu terminar de arrumar minha mala, eu vou fazer aquele ensopado de polvo que você queria, tá?
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  — Ah, amor, obrigada! — se levanta rapidamente para abraçar ele. — Te amo.
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  — Também te amo, minha gata selvagem.
  — Gata selvagem? — ela ri.
  — Quando estamos na cama, só nós dois, e você me deixa todo arranhado quando sente prazer — ele sussurra no ouvido dela e se afasta um pouco piscando e soltando um beijinho no ar. — Te vejo mais tarde, baby.
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  Ele deixa o quarto e fica pensando na noite que terão depois dessa declaração dele. A despedida será difícil para ela, amanhã ele volta com a turnê da Flow e ficará menos tempo em casa. Já ela ainda tem mais – quase – três meses de folga antes de retornar à Star. Até lá, tem muita coisa para acontecer em suas vidas e é totalmente agradecida por cada dia ao lado de seu marido e seu filho.
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[💫]

  Prédio da Seven,Tóquio

  Yumi está debatendo com um de seus subordinados enquanto é observada com temor pelos demais. Para ela é apenas mais uma bronca, mas para quem está recebendo está mais para um sermão daqueles. Nessa hora, Hiroki passa pelo setor dela a caminho da sala do diretor e ouve a discussão.
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  — … Acha que alguém que me traz resultados tão ridículos assim é capaz de se manter na minha equipe, Sato-san? — brada a mulher, extremamente irritada, referindo-se ao relatório do mês que mostra o baixo rendimento da funcionária com quem ela fala agora.
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  — Me desculpe, Yamazaki-san — Sato curva ainda mais o seu corpo para desculpar-se pelo mau trabalho.
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  — Agora é fácil pedir desculpas após quase afundar a minha reputação no fundo do poço! — Yumi continua gritando ao mesmo tempo que anda de um lado a outro. — Eu deveria… — ela para bruscamente e ergue o punho fazendo o movimento de um tapa, mas tem o pulso impedido por Hiroki.
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  — O que pensa que ia fazer? — diz ele com firmeza enquanto os outros funcionários expressam o susto pela audácia do rapaz que está entre Sato e Yumi. — Ia bater nela? Ficou louca?
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  — Solte-me agora, Tanaka! — sibila Yumi encarando-o com muita raiva. — Respeite a hierarquia da empresa!
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  — Somos do mesmo nível de hierarquia — devolve ele também a encarando sem se intimidar.
  — Está no meu setor, não se meta! — brada Yumi tentando se soltar dele, mas, como ela já havia comprovado há alguns dias em seu escritório, é difícil escapar dos braços de Hiroki.
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  — Não pode tratá-la dessa forma e você sabe disso.
  — Por favor, não discutam, Yamazaki-san, Tanaka-san — pede Sato tentando acalmar os ânimos, mas é ignorada.
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  — Solte-me — ordena Yumi novamente e puxa com mais força seu braço, finalmente se livrando de Hiroki. — O que estão olhando?! Voltem ao trabalho! — ela grita para os subordinados e todos se assustam, voltando para seus afazeres.
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  — Hey! — Hiroki vê Yumi caminhar com firmeza até seu escritório e segue a mulher.
  Desde que tiveram uma tarde/noite de prazer no escritório de Yumi, que os dois não se falam direito, malmente se olham pelos corredores da Seven. Hiroki ainda pensa em falar algo com ela, conversar sobre o ocorrido, mas logo desiste ao lembrar-se do temperamento explosivo de Yumi. Já a mulher não quer mais se envolver com Hiroki, apesar de ter adorado estar envolta nos braços fortes e quentes do rapaz, ela prefere não vê-lo mais. Vai ser melhor para ambos.
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  — Quem disse que poderia entrar, Tanaka?! — ela grita ao vê-lo entrar em seu escritório e trancar a porta em seguida.
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  — O que deu em você para tratar a Sato-san daquela forma? — indaga ele, aproximando-se da mesa dela, sentando-se na cadeira, e a vê sentar-se também, jogando os cabelos para atrás de sua cabeça.
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  — Agora não, Tanaka…
  — Hiroki, meu nome é Hiroki. Agora não me chama mais assim? — insiste o homem de maneira incisiva e se debruça na mesa, encarando a mulher. — Esqueceu-se da tarde que tivemos, Yumi-chan? — provoca ele e recebe o olhar semicerrado dela.
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  — Saia daqui, Hiroki — ordena ela tentando se controlar.
  — Quando vamos repetir? Você me parece estressa…
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  — Hiroki — ela o encara com raiva e se levanta, dando a volta na mesa.
  — Vai me beijar? — provoca ele, mas tem o corpo erguido pelo puxão dado por Yumi.
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  — Tire esse rostinho debochado do meu escritório agora — ela volta a ordenar.
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  — Ou?
  — Ou eu mesma irei tirar —  Yumi sustenta o olhar do homem, ainda tentando controlar suas emoções. É difícil olhar nos olhos de Hiroki sem sentir o impulso de beijá-lo.
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  — Nós dois sabemos que sentimos algo diferente naquela transa, Yumi. Por que está negando? Está fugindo de mim… — inicia ele, mas é interrompido.
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  — Nós dois sabemos que foi apenas um deslize, Hiroki. Não podemos repetir tal coisa.
  — Por que não? — tomado pela ousadia que lhe trouxe até ali, Hiroki segura com ambas as mãos na cintura de Yumi, puxando-a levemente para si.
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  — Porque eu… — ela fecha brevemente os olhos. — Porque nós não podemos dar nada de bom um para o outro. Principalmente eu — responde.
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  — Não diga bobagens, Yumi — ela abre os olhos e enxerga o olhar meigo dele, o olhar que a faz ceder e o beijar. — Está vendo… não resistimos um ao outro, por que fugir?
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  Yumi empurra Hiroki com força na direção da porta de seu escritório, a destranca e o joga – literalmente – para fora, voltando a trancar a porta. Ela fecha os olhos e põe a mão no rosto, sacudindo a cabeça em negativa.
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  — Porque eu não quero me apaixonar por você, Hiroki — ela diz para si mesma e desaba no chão de sua sala.
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Capítulo Capítulo 18 – Um novo planeta

  Junho de 2012…

   está quase enlouquecendo.
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  O motivo é a impotência em não conseguir aliviar a dor que o filho sente agora. Fuyuki está com quase sete meses e os primeiros dentinhos estão nascendo, com isso, as dores e, de vez em quando, febres têm tirado o sossego do pequeno e de seus pais. Neste momento Fuyuki está deitado no bercinho na companhia de Neko que sente um cheiro peculiar vindo da fralda do pequeno e faz movimentos para “enterrar” o cheiro que sente, como se tivesse em uma grande caixa de areia.
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   se aproxima do berço e carrega o filho no colo certificando-se de que realmente está na hora de trocar a fralda dele. O bebê ainda chora e é colocado em cima do trocador, já está super habilidoso na prática de troca de fraldas e, às vezes, dá algumas dicas para sua esposa que ainda tem dificuldades em controlar as perninhas inquietas do filho. O casal está planejando fazer uma tatuagem para representar o nascimento do filho, mas isso só poderá ser feito quando ele completar um aninho, já que é o tempo em que já pode se tatuar por conta do pós-parto.
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  Assim que finaliza a troca de fralda, volta a carregar o pequeno que agora está apenas choroso, agarrado ao pai, e o leva para sala onde o aguarda terminando de arrumar as coisas para eles saírem.
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  — Trouxe mais fraldas, amor — comenta estendendo a mão livre para entregar as fraldas para que as segura, colocando dentro da bolsa com as coisas do filho.
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  — Obrigada, baby — agradece ela. — Como ele está? — indaga a mulher, erguendo o corpo e ficando de pé após fechar a bolsa para poder olhar melhor o filho.
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  — Um pouco manhoso ainda — o pequeno une as sobrancelhas, emburrado, e coça o rosto no ombro do pai. — Ok, ele está bastante manhoso.
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  — Ou seja, ele está igual a você — diz , divertida.
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  — Amor! — eles riem e completa: — ligou?
  — Sim — responde ela. — Ele e também vão. Ah, ligaram de uma revista perguntando se poderiam falar com você, mas foi na hora que estava no banho — lembra-se .
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  — E falaram o que mais?
  — Disseram que irão retornar, mas adiantaram ser um convite para entrevistar a banda, sobre o CD novo — diz ela carregando a bolsa e pondo no ombro direito.
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  — Oh, que legal! — alegra-se ele, ajeitando o filho nos braços. — Vamos?
  — Vamos!
   caminha na frente e pega as chaves do carro e é seguida por que leva sua mochila no ombro vazio, fechando a porta do apartamento assim que passa por ela.
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  Assim que chegam ao parque, o casal desembarca do carro e procura por e que já estão ali. A namorada do mais velho está grávida, quase no fim da gestação e hoje é um dos poucos dias que ela está disposta. Tem sido um período difícil para o casal: para por sentir toda essa indisposição e para que não sabe muito o que fazer para ajudá-la.
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  — Nossa, amiga! — exclama assim que vê sentada por cima do cobertor que levaram. — Você está tão linda, que barrigão! — conclui ela, sorrindo.
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  — Em breve a Asuna nasce — ela diz e alisa a própria barriga. Eles já sabem que será uma menina e se chamará Asuna. — Como o Fuyu está? — indaga a mulher vendo se aproximar com o filho no colo.
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  — Manhoso, acho que ainda está com dores, mas vai e volta, sabe? Morro de pena, gente — comenta sentando-se no cobertor.
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  — Não tem nada que dê para fazer sobre, né? — diz , curioso. Ele está sentado atrás da namorada para servir de apoio para suas costas. Atrás deles há uma barraca de acampamento já armada, onde estava minutos atrás.
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  — Não muito, mas, tudo que dá para fazer, nós fazemos — responde .
  — Chegamos! — anuncia e se agacha perto do irmão. — Fale oi para seus padrinhos, filho — o pequeno está esperto e balbucia algumas sílabas aleatórias como “papa”, que normalmente é “papai” e “dada” que pode ser qualquer outra coisa que ele queira.
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  — E aí, meu amor? — diz brincando com os dedos do afilhado que ri para ela.
  — Dada, dada… — resmunga o garotinho com os bracinhos estendidos para a madrinha.
  — Não consigo carregar você, pequeno — diz com um sorriso e ainda sentindo incômodo nas costas.
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  — Não seria melhor você deitar um pouco, ? — sugere entregando Fuyuki para o irmão.
  — Talvez ajude, amiga — ratifica . — Pelo menos por alguns minutos.
  — Eu estava deitada antes de vocês chegarem. Não quero ficar deitada o tempo todo — diz ela, ficando emburrada por estar com dor.
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  — Mas é teimosa, meu Deus… — resmunga segurando o afilhado em pé no cobertor.
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  — Ouvi isso, ! — ela reclama e cutuca a barriga dele.
  — É para ouvir mesmo — ele solta um beijinho para a namorada e ri em seguida. — Ah, nem contei para vocês… — lembra , de repente. — Fomos à casa do papai e mamãe no fim de semana passado.
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  — Nossa! E o que a senhora aprontou dessa vez? — pergunta que já está sentado ao lado de ri, ele tem um ar divertido. Sabe perfeitamente que a mãe deve ter aloprado os dois.
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  — Está radiante porque a Asuna já vai nascer e ela finalmente terá outro neto — diz o vocalista, risonho. — Ah, e ela mandou um recado para os dois — lembra ele, apontando para o irmão e para a cunhada.
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  — Se for outro filho, diga a ela para esquecer — brinca , porém num tom sério.
  — Não planejamos outro filho agora, está fora de cogitação — reforça também rindo. também ri.
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  — Na verdade ela reclamou porque vocês não foram lá também — avisa ele tentando segurar firme o agitado afilhado que está tentando escalar o corpo do padrinho.
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  — Fomos lá logo que o Fuyu nasceu e ela foi lá em casa não faz nem duas semanas — revela dando de ombros.
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  — Está com saudades do netinho, né Fuyu? — brinca com o afilhado voltando a colocá-lo de pé sobre o cobertor, se afastando um pouco dele. — Ele já está andando?
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  — Ainda não, mas já engatinha — responde .
  — ONEE!!!! — o grito de Ichiro é ouvido e todos se viraram na direção dele que se aproxima de mãos dadas com a namorada.
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  — Ichiro!? — surpreende-se , levantando-se rapidamente.
  — Surpresa, amor! — diz e o olhar dela cai sobre o marido.
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  — Isso foi ideia sua, né?
  — Ele disse que estava com saudades, então eu combinei esse piquenique com todos e chamei ele — responde .
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  — Te amo, baby — a mulher se agacha rapidamente para beijar o marido e volta a ficar de pé para poder abraçar o irmão.
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  — Só assim para nos vermos, onee! — brinca o jovem se aproximando com um capacete em mãos. Ele abraça a irmã e a carrega levemente do chão.
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  — Você está mais alto?!? Pare de crescer, seu safado! — eles riem e se afastam um pouco. — E que cabelo grande é esse, Ito? Papai já viu isso? — ela brinca, referindo-se aos cabelos de Ichiro que estão na altura de seus ombros.
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  — Ele odiou, claro — responde de maneira retórica. — Mas a Haru gostou, é o que me importa — ele diz, sorrindo abobado.
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  — Ele está recebendo muitos elogios, nene — comenta Harumi também sorrindo.
  — Hmm, meu irmãozinho está famoso — ela ri e abraça a cunhada com força. — E o sem vergonha do seu irmão, Haru? Ele não me liga mais, aonde ele está?
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  — Ah, nene, meu onii está tendo problemas no trabalho — comenta ela, risonha e olha para Ichiro de maneira cúmplice.
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  — Como assim? — indaga , curiosa.
  — Depois contamos, onee — Ichiro ri e vai cumprimentar os demais. Harumi faz o mesmo.
   volta a se sentar enquanto Ichiro e Harumi sentam-se no espaço vazio do grande cobertor, próximos a Fuyuki que grita de alegria ao ver os tios. Ichiro conta para a irmã e para todos sobre os problemas de Hiroki com a Yumi lá na Seven. Na empresa está rolando um boato de que os dois tiveram um affair, o que obviamente é desmentido por ambos, mas Ichiro sabe que é mentira. Os olhares penetrantes que eles trocam indicam que ou eles realmente já ficaram juntos ou eles querem ficar.
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  Durante a conversa, os outros membros da banda chegaram e eles tiveram que estender outro cobertor para acomodar todos que agora conversam sobre aleatoriedades. Momentos assim são raros na vida dos músicos, então eles estão aproveitando ao máximo o dia de folga, pois amanhã já retornam aos ensaios para os próximos shows. Além, claro, dos lançamentos que fizeram de três músicas. Duas delas são especiais. A primeira é Tabidachi Graffiti, que é a música favorita de Ichiro e que o faz lembrar de sua falecida avó, o jovem descobriu, na época em que conheceu , que a música foi escrita para a avó do que também já é falecida. A segunda é Black And White que foi lançada como single e, em breve, ganhará um clipe. O roteiro já foi aprovado, faltam apenas iniciarem as gravações.
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  O fato que acontece agora une os olhares de todos para o pequeno Fuyuki. O garotinho está de pé, caminhando sobre o cobertor com a ajuda do padrinho que está agachado e caminhando com as pernas dobradas para ajudar o afilhado. Todos vibram com o feito já que é a primeira vez que o pequeno faz isso. não consegue segurar sua emoção e chora ao ver o filho em pé caminhando com a ajuda de que está quase chorando. também está bastante emocionada e consola o marido.
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  É o ápice do piquenique da banda.
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[🌟]

  Faz algum tempo que havia retornado ao trabalho na agência Star, onde trabalha como modelo, porém hoje será o primeiro trabalho de grande proporção. A mulher passa pelos corredores da agência, cumprimentando a todos e vai diretamente para o camarim se arrumar para o ensaio de logo mais.
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  A campanha publicitária da vez envolve a sua grande patrocinadora: a Adidas. Foi proposto uma campanha com o seu filho, o pequeno Fuyuki, mas e barraram já que o garotinho ainda é muito novo para aparecer na grande mídia, seria exposição demais para o pequeno. Então, fará a campanha sozinha, mostrando os novos produtos da marca. também iria participar, mas preferiu recusar desta vez, um dos dois teria que ficar com o Fuyuki em casa enquanto o outro trabalha. Como hoje ele não tem nenhum compromisso com a banda ou gravadora, ele ficou em casa para cuidar do filho do casal.
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  A Star está muito agitada. O vai e vem de pessoas pelos corredores, entrando e saindo das salas chama a atenção de que havia desacostumado com tudo isso, as coisas que mais ouve durante esses dias de licença maternidade são os choros diversos de seu filho. Ela até acha estranho passar algumas horas sem ouvi-lo. A modelo se maquia, olhando-se no espelho do camarim, passando a máscara de cílios concentrada no que faz. Então, a voz não tão agradável de Ayumi surge no ambiente que é ocupado apenas por elas agora.
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  — Vejo que retornou — comenta a mulher adentrando ao camarim, apenas levanta seu olhar, vendo Ayumi caminha em sua direção, e volta a concentrar-se no que fazia.
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  — Você estava viajando e não me viu retornar, mas isso faz uma semana, querida — diz olhando para seu reflexo no espelho.
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  — Hm… — Ayumi solta um suspiro debochado e completa: — Sei… Como vai o seu filho? — pergunta e ergue seu olhar para a outra.
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  — Muito bem — ela responde, seca.
  — E o seu marido, como vai? — Ayumi sorri de canto e estreita seu olhar, controlando-se para não rebater do jeito que gostaria.
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  — Ele está ótimo, está em casa com o nosso filho — a indiferença ainda é presente na fala de .
  — Hmm, diga que eu mandei um beijo para ele — insinua-se a modelo e senta-se na cadeira vazia ao lado de , cruzando as pernas em seguida. — Sinto saudades dele…
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  — Pois não deveria sentir saudades de algo que não lhe pertence mais — rebate a , irritando-se. — Você não deveria estar no outro camarim se arrumando para a sua sessão de fotos, Ayumi? — a encara pela primeira vez.
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  — Quis vir aqui te ver e te dizer uma coisa. Na verdade, é mais uma curiosidade minha — introduz a mulher, provocante.
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  — O que você quer, Ayumi? — ela suspira, perdendo a paciência, e volta a finalizar sua maquiagem, iniciando o contorno do batom em seus lábios.
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  — O seu filho tem quanto tempo de vida… seis, sete meses? — ela faz uma expressão de dúvida e não espera pela confirmação de . — Que seja, bom, a minha curiosidade é como você conseguiu um trabalho como o da Adidas, sendo que certamente está… — ela faz uma pausa, parecendo controlar a própria risada. — flácida por conta da gravidez? Deveriam ter chamado outra pessoa, eu, por exemplo — gaba-se ao fim da frase.
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  — Me deixe em paz, Ayumi, por favor — pede tentando não sujar todo o rosto da outra com o batom que segura nas mãos.
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  — Você é tão descontrolada, Ito.
  — ! — corrige ela, batendo o batom na bancada. — Já disse que meu sobrenome agora é .
  — Oh, querida, perdão — diz de maneira falsa. — Sempre me esqueço que o agora é casado — Ayumi ri, pondo a mão na boca graciosamente. — Uma lástima.
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  — Até quando você vai se referir sobre meu marido dessa forma?! — indaga , sendo direta. Ayumi descruza as pernas, levantando-se da cadeira, e sorri largamente. — O que quer com ele?!
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  — Nada — responde. — Só ele tem que saber disso e eu faço questão de dizer no ouvido dele muito em breve — provoca a Kobayashi vendo levantar-se de sua cadeira com os punhos fechados. — Vai me bater? — ela ri, divertindo-se.
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  Sem responder, apenas caminha para fora do camarim, deixando Ayumi sozinha lá. tenta não chorar para não borrar sua maquiagem, ela queria não se afetar com as palavras da Ayumi e de sua insistência em dar em cima de o tempo todo. A mulher caminha até o banheiro e se encosta na parede fria de azulejo, apertando os olhos com força para controlar a saída das lágrimas. Ela se sente fraca e a coisa que mais a irrita é sentir-se assim na frente da Ayumi.
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  — ? — indaga a voz conhecida de .
  — … — a voz da modelo sai fraca, arrastada e o olhar dela recai sobre a amiga.
  — A Ayumi falou algo para você, não falou? — deduz a mulher enquanto se aproxima da amiga.
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  — Ah, , eu queria tanto não sentir ciúmes dela, mas é impossível! — confessa a mulher soltando um longo suspiro irritado.
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  — Amiga, não cai na provocação dela, ela faz de propósito — diz ponto a mão sobre o ombro de .
  — Eu sei que faz, mas, me diz uma coisa: se fosse com o , você não sentiria ciúmes? Se aparecesse uma ex-namorada dela que te infernizasse do jeito que ela faz comigo? — rebate ela.
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  — Ai, amiga, eu já teria dado um jeito de esfregar a cara dela na grama — diz e não se aguenta, rindo com a fala da amiga. — É sério, eu não tenho paciência — completa a mulher.
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  — Ah, , o que eu faço?
  — Ignora ela, amiga, ignora — aconselha. — O alívio é que o ama você, ele é completamente apaixonado por você e jamais te trocaria por ela.
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  — Disso eu tenho plena certeza, é o que me conforta — afirma sentindo os olhos marejando. — Mas eu sinto tanta raiva da Ayumi quando…
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  — Amiga, fica calma — puxa para si, abraçando-a. — Se precisar eu mesma arrasto a cara da Ayumi na grama, não se preocupe — ri com a afirmação da amiga.
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  — Ah, amiga…
  — Não chore, vai borrar sua maquiagem — aconselha a mulher se afastando da amiga. — Quero você lindíssima nessas fotos. Ok, não será difícil — elogia ela, rindo em seguida.
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  — Você falou igual ao agora — pontua também rindo.
  — Estou convivendo demais com ele — elas riem, divertidas.
  As duas deixam o banheiro após se recuperar do seu pico de estresse com a discussão com a Ayumi e vão para o set de fotos, onde Daiki já espera pelas amigas. Ele as cumprimenta, dando um beijo demorado em e um abraço apertado, meio de ladinho, em , que exibe uma linda barriga de sua gravidez.
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  Muito em breve o grupo de amigos terá mais um bebê para alegrar suas vidas. Desta vez, uma menininha.
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[🌟]

  Dias depois…
  Yokohama, 14h45

  A Flow agita os ânimos da plateia de Yokohama após um longo tempo sem virem à cidade. É a primeira vez que o pequeno Fuyuki, que está com oito meses, participa de um show do pai e dos tios. Ele está junto com a mãe e sua tia no camarote que fica na lateral do palco, mesmo de longe ele consegue reconhecer o pai e gritar para chamar sua atenção. Vez ou outra olha para o filho, soltando beijos para ele, que fica feliz com a interação do pai.
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  Devido ao barulho, o pequeno usa fones de proteção que estão enormes comparados à sua cabeça. Todos que conhecem Fuyuki dizem o quão parecido ele é com , brincalhão e sorridente igual ao pai. Claro que ele tem traços da também, como o formato dos olhos, puxadinhos para os lados, e um olhar fixo em seu alvo. Um bebê muito feliz e fofinho.
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  Após esse show, vão todos para a casa dos pais de visitá-los, incluindo os rapazes da banda, eles jantam enquanto Fuyuki brinca sozinho sobre a vigília constante do avô, pai de , que não desgruda nem um segundo do netinho.
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  Só alegria na casa dos Ito.
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  Alguns dias depois…

  A ligação feita para o celular do dias atrás era para chamá-lo para uma entrevista em uma revista bem famosa no país inteiro. Após retornar o contato, ele conseguiu finalmente marcar a entrevista e hoje é o dia escolhido por ambas as partes.
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  — Em breve a repórter virá entrevistar vocês, fiquem à vontade, por favor — diz um rapaz muito jovem para e que apenas assentem e são deixados sozinhos novamente.
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  Eles estão em uma confortável sala nas dependências da revista que os chamou para entrevista. Ambos foram escolhidos pela gravadora para representarem a banda e contarem as novidades que serão lançadas em breve para o grande público. Todos estão ansiosos para contar logo.
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  — Perdoem o atraso — pede uma voz feminina assim que adentra à sala e, instintivamente, e levantam-se para cumprimentá-la.
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  — Está tudo bem — diz olhando para a mulher e sorrindo.
  — Oh… — geme , involuntariamente ao realmente olhar para a repórter.
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  — Me chamo e irei entrevistar vocês, bem-vindos! — apresenta-se ela, solícita.
  — Prazer em conhecê-la, — dizem os dois descoordenados. parece não reconhecer a irmã da cunhada, pelo menos não ainda.
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  — Por favor, sentem-se — convida , sentando-se na cadeira mais afastada dos dois e se acomodando. — Podemos começar, então.
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  — Quando quiser, senhorita — diz dando um ar abobado que é logo percebido por que sorri de canto.
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  — Bom, vamos a primeira pergunta, então — ela sorri sem jeito por estar, finalmente, diante de . Durante esses meses, nem nem conseguiram um tempo nem oportunidade para apresentá-los. — Ficamos sabendo que vocês estão gravando músicas novas, quais seriam e já tem previsão de lançamento? — ela inicia a entrevista.
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  — Estão sabendo certo — brinca e todos riem. — Gravamos três músicas novas e uma delas iremos gravar um clipe muito em breve.
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  — Hm, verdade? Qual seria?
  — Black and White — responde e tem a atenção de só para ele por alguns instantes, fato que o deixa levemente paralisado. — Vamos gravar muito em breve o clipe dessa música — ele tenta sorrir de maneira menos robotizada.
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  — Podem adiantar um trechinho da música? — instiga sabendo que o único capaz de cantá-la seria , vide relatos da irmã e amiga de que não tem o menor talento para cantar.
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  — Claro.
   limpa a garganta e começa a cantar um trecho da nova música.
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   já o tinha ouvido cantar antes através das músicas da banda que achou no Youtube, entrevistas e no próprio Instagram dele onde, de vez em quando, faz lives cantando para os seguidores. Porém, nada se compara à experiência que é ouvi-lo fazer isso pessoalmente. Que voz. A afinação dele não é a melhor, pois está cantando desprevenido e sem aquecer a voz, mas, mesmo assim, a melodia sai perfeitamente de suas cordas vocais passando por seus lábios e ganhando o ambiente. E que lábios, pensa sentindo seu rosto esquentar levemente ao pensar nos lábios de unidos aos dela num beijo. Espantando seus pensamentos, a mulher continua sorrindo e aplaude ao fim do trecho cantado por ele.
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  A entrevista prossegue.
   e aproveitam para contar todas as novidades permitidas pela gravadora, como as músicas novas, o CD novo, as gravações do clipe que serão daqui há alguns dias, turnês nova, incluindo uma turnê mundial com o novo setlist. Minutos se passam e já está mais à vontade conversando com os dois, no meio da conversa, um colega dela interrompe brevemente a entrevista.
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  — Inoue — chama ele ao entrar —, sua irmã ligou e perguntou se você ainda irá encontrá-la? Disse que está te ligando e você não atende. Eu informei sobre sua entrevista — conclui ele e parece finalmente ter notado de onde a conhece.
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  — Inoue? — sussurra ele para si mesmo.
  — Ah, eu já irei ligar para ela, obrigada — agradece a mulher e o outro deixa a sala, fechando a porta ao sair.
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  — Desculpe, senhorita — interrompe a próxima fala de e ela assente para ele. — Seu sobrenome é Inoue?
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  — Sim — ela responde com um meio sorriso nos lábios.
  — Você é Inoue, irmã da ? — questiona o um pouco sem jeito.
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  — Sou — ela ri, não se segurando, e vê o cunhado mudar sua expressão para a de quem tem a ficha caindo.
  — Oh, meu Deus! — espanta-se ele. — Me perdoe por não te reconhecer, cunhada — diz levantando-se de sua cadeira e indo cumprimentá-la mais de perto. também se levanta.
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  — Não tem problema, — ela ri contidamente. — Eu iria me apresentar oficialmente ao fim da entrevista.
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  — Irmã da … — desta vez, é a hora de sussurrar para si mesmo de maneira abobada.
  — Por que não disse antes? — indaga .
  — Acho que fiquei com vergonha de te chamar atenção quando percebi que não me reconheceu — confessa a mulher, sem jeito. — Mas não se preocupe, não fiquei chateada.
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  — Preciso me reparar — diz. — O que fará após essa entrevista? Aceita ir almoçar com a gente? — completa, referindo-se a , que ergue as sobrancelhas, surpreso.
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  — Não precisa se incomodar em reparar nada, — diz a jornalista. — Mas eu aceito almoçar com vocês como amigos — conclui.
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  — Seria ótimo — diz, pela primeira vez, ainda meio bobo.
  — Oh, verdade, deixa eu te apresentar melhor esse aqui — brinca ao se referir a . — , este é , vocalista da banda e um dos meus melhores amigos.
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  — Prazer em conhecê-lo oficialmente, estende sua mão para cumprimentá-lo e o rapaz olha para a mão pequenina dela por breves segundos, estendendo uma das mãos para segurar a dela.
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  — O prazer é meu, — ele responde, sorrindo.
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  Ambos ficam alguns segundos a mais segurando a mão um do outro, até que os interrompe, pigarreando forçadamente para chamá-los para almoçar. Os três seguem prédio afora, após pegar sua bolsa, indo até um restaurante próximo do local de trabalho dela.
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  O primeiro almoço de e que viraria uma rotina entre eles.
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[🌟]

  Alguns dias depois…

   caminha com certa dificuldade após sair da clínica onde fez o ultrassom, um dos últimos antes do nascimento de Asuna, que está próximo. Está tudo bem com a pequena e seus pais estão aliviados com isso, pelo menos com isso. está bastante preocupado já que , desde o quarto mês de gestação, vem sentindo intensas dores nas costas e alguns mal-estares. Eles aguardam o elevador chegar para irem até ao estacionamento e seguirem para o restaurante almoçar. não quer dizer, mas neste momento sente algumas pontadas em sua lombar, obrigando-a a pender-se para trás, pondo a mão nas costas para apoiar.
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  — Coelhinha… — chama , apoiando um dos joelhos no chão. — Senta aqui — ele aponta para sua coxa e o olha.
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  — Não precisa, amor, em breve o elevador chega — diz a mulher ainda apoiando a mão na lomba.
  — Não seja teimosa, amor — pede o homem com a mão oferecendo apoio a ela.
  — Você é bem mais que eu, se rende e segura a mão dele, sentando-se na coxa do namorado. — Ah… — ela solta um suspiro de alívio, sentindo sua lombar relaxar levemente e o peso de sua barriga não incomodar tanto.
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  — Melhorou? — indaga ele com um sorriso no rosto.
  — Sim, obrigada, amor — responde com um dos braços apoiado nos ombros de .
  — Acho que não deveria ir amanhã na gravação — sugere ele novamente, eles já tinham tido esta mesma conversa horas antes quando saíram para a consulta.
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  — Amanhã é um novo dia, — diz dando de ombros. — Posso acordar melhor que hoje, não tente determinar as coisas antes delas acontecerem — reclama e o elevador chega no andar onde estão.
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  — Isso se chama: prevenção — rebate ele, ajudando-a a se levantar e conduzindo ela até o elevador, ele aperta o botão que os levará ao estacionamento.
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  — Eu quero ver a gravação — insiste , a porta do elevador se fecha e ele começa a descer.
  — Talvez dure dois dias — argumenta ele.
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  — Mas pode acabar tudo amanhã mesmo — devolve ela.
  — Se isso acontecer, pode ter certeza de que levará o dia inteiro, coelhinha — diz e o elevador chega ao destino. Eles o deixam, caminhando até o carro do homem.
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  — Eu não me importo — dá de ombros.
  — Amor — ele para de andar, segurando a mão da namorada, forçando-a a também parar de andar. — Eu estou preocupado com você, anda tendo muitas dores e nossa filha está perto de nascer. E se as dores do parto chegarem amanhã?
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  — E se não chegarem? — devolve. balança a cabeça para os lados e solta o ar pela boca.
  — Se você sentir algo, promete me dizer?
  — Claro que direi, amor — responde ela de maneira óbvia. — Não esconderia isso — estreita o olhar.
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  — Tem certeza?
  — Águas passadas, — ela dá de ombros novamente. refere-se há dias atrás quando ela passou mal e não contou a ele, que só ficou sabendo quando retornou do estúdio e ela acabou contando.
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  — Sei — ele volta a balançar a cabeça. — Não posso te obrigar a não ir à gravação, mas posso te obrigar a ir ao hospital caso sinta qualquer desconforto.
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  — Amor! Eu não estou doente, ouviu o que a médica disse!
  — Mas ela também disse que era para você repousar e evitar esforços — ele rebate, firme. — Portanto, caso sinta algum desconforto amanhã, não hesite em me dizer, pode interromper a gravação gritando: “Coelhinho, estou com doooor!!” — ele imita a voz dela que logo franze o cenho, empurrando-se. ri. — Fofa!
  — Palhaço… — bate de leve no peito dele e o vocalista sela seus lábios rapidamente.
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  — Seu palhacinho — ele diz, manhoso.
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  Os dois seguem até o carro dele e deixam o estacionamento.
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  No dia seguinte…

  O pequeno está muito feliz.
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  Fuyuki corre alegremente pelo set de filmagem, ele testa todos os dias o coração dos pais e tios ao correr por aí desde que aprendeu a andar e descobriu a alegria de descobrir o mundo afora. Neste momento, e , que tenta disfarçar sua feição de dor por sentir as costas latejarem levemente, observam o garotinho correr por entre os adultos e ser carregado de repente pelo pai que o joga para cima enquanto o garotinho gargalha. A cena faz surgir sorrisos no rosto de ambas.
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  — Ah, mas que merda — resmunga baixinho, mas é ouvida pela amiga.
  — Que houve, amiga? — questiona virando o rosto para ela.
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  — Olha lá…
   aponta com um gesto com o rosto na direção que ela está olhando. também vira seu olhar para a mesma direção e vê a figura que fez retorcer o rosto em irritação. O clipe da Flow será gravado com uma atriz que irá interagir com os rapazes durante a filmagem. A mulher está vestida com um short curto de material tipo vinil, um top do mesmo material e um boné para concluir o look. Ela é bastante sexy e provocante nos gestos de interação com os membros da banda. Agora ela está conversando com , fato que deixa ainda mais irritada. As risadas dadas por ele, risadas bastante exageradas na visão dela, e as mãos da mulher estarem sobre a barriga e os ombros de , deixam em ponto de ebulição.
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  — Calma, — alerta , vendo a amiga ficar vermelha de raiva.
  — Aquela mão… para quê aquela mão, ?! — indaga a mulher, sibilando.
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  — Também não entendi… — diz , distraída. — Ela deve estar… MAS QUE PORRA É ESSA?! — a modelo muda de repente de tom de voz ao ver que a mulher agora está abraçando pela lateral do corpo dele.
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  — Amiga, eu posso jogar o tripé da câmera sobre ela? Por favor, deixa… — usa o mesmo tom baixo e irritado para se referir a atriz que continua abraçando que ainda carrega Fuyuki no colo.
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  — Eu farei primeiro — levanta-se bruscamente, mas sente o celular tocar, parando sua ida. — Quem será a essa hora?
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  A modelo tira o celular do bolso, desbloqueando o aparelho e verificando a mensagem que acaba de chegar. Dias atrás, ela tinha ido a uma clínica fazer alguns exames de rotina para cuidar da saúde, nada preocupante. abre os resultados dos exames e verifica por alto que está tudo bem, nenhuma alteração.
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  Ela fecha o arquivo com os exames, sem ler tudo, e corre o olhar pela longa mensagem da clínica. Normalmente não mandam tanta coisa escrita no e-mail que apresenta o resultado, mas, devido a única alteração nos exames dela, a clínica viu necessidade disso. Antes de terminar de ler, solta um grito bastante audível.
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   vira o rosto na direção dela e a vê olhando para o celular com cara de espanto, ele corre com o filho no colo até a esposa.
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  — Baby, o que houve? — indaga ele, afobado.
  — Eu estou grávida — diz ela, de supetão.
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  — Hã?
   paralisa, ele sente uma onda de medo e pânico passar por todo seu corpo, o obrigando a colocar Fuyuki no chão que logo corre para o padrinho que o carrega no colo. As pernas do guitarrista tremem e ele sente suas mãos suarem um pouco.
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  — Você está brincando, não está? — pergunta ele de maneira esganiçada.
  — Estou com cara de quem está brincando, amor?! — responde da mesma maneira.
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  — Outro bebê…
  Inevitavelmente, o homem começa a chorar. o abraça e também deixa as lágrimas rolarem. É óbvio que eles não planejaram ter outro filho ainda mais agora, mas o choro de ambos é de felicidade pela benção que está por vir.
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Capítulo 19 – Família

  Hiroki está bem atrasado agora.
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  Apesar de ter acordado mais cedo para trabalhar, o rapaz teve um pequeno contratempo quando saía de seu apartamento. Um vizinho tinha lhe pedido ajuda para consertar um vazamento inesperado e ele, gentil e solidário que é, resolveu ajudar. Com isso, Tanaka perdeu alguns preciosos minutos e teve que trocar de roupa, já que a outra havia molhado. Agora ele caminha com rapidez por uma rua que ele não costuma andar, uma viela estranha, mas que segundo o aplicativo de mapas de seu celular é o caminho mais rápido para chegar ao prédio da Seven.
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  A viela está vazia, não há ninguém além dele ali, apenas caixotes de madeira jogados num canto perto de caçambas de lixo, algumas cheias de material reciclável e outras cheias de material biodegradável. Choveu durante a madrugada, então o chão ainda está com algumas poças d’água pontuais, algumas se juntam a pequenas correntezas de água que escorrem até os bueiros que há ali.
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  Hiroki sente que não está mais sozinho no beco.
  Impressionante como quando se está com medo ou receio de algo, tudo parece maximizado. Ele tem a impressão de que o beco está mais comprido e mais escuro do que nunca. Hiroki aperta o passo ainda mais. Seu medo é tão grande que ainda lhe passa pela mente olhar para trás apenas para verificar se está sozinho ou não, porém prefere ficar na cegueira.
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  Ele sente uma mão pesar em seu ombro, fazendo-o ceder. Seus joelhos se dobram e ele cai no chão, sua mochila pendendo para o lado, caindo de seu ombro. Hiroki olha para seu agressor e dá de cara com cinco homens cercando-o.
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  — Você vem com a gente! — brada um deles e dá um chute na barriga de Hiroki que geme de dor.
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  — O que querem de mim?! — diz ele, hiperventilando, com medo de morrer.
  — Sabemos quem é, não adianta se fingir de idiota — grita um outro homem muito mais mal encarado que o primeiro. Da altura em que está, os homens parecem muito maiores para Hiroki.
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  — Vamos levá-lo de uma vez — sugere um outro. — Pode aparecer alguém.
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  — Levem-o para a van — diz o quarto homem que parecia ser o líder dos cinco.
  Hiroki é erguido por dois deles de maneira brusca e o tal líder olha direito para o rosto do rapaz.
  — Esperem! — ordena e os dois param seus movimentos. — Levantem o rosto dele — volta a ordenar, os outros obedecem e erguem o rosto de Hiroki com brutalidade. — Não é o cara que procuramos…
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  — Como não? — indaga um outro e segura no queixo de Hiroki, girando seu rosto de um lado a outro. — Idiotas, não é ele! — brada, irritado, dando um leve empurrão em Hiroki.
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  — E agora?
  — Agora que ele já nos viu, pode nos denunciar…
  — Não vou denunciar ninguém! — apressa-se Hiroki, nervoso, as pernas tremendo tanto quanto sua voz.
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  — Cala a boca, verme! — grita um deles dando um tapa em Hiroki.
  — Não vou…
  Hiroki toma outro tapa no rosto, calando-se. Somente na intenção de não dar a chance do homem contar para alguém – principalmente a polícia –, os bandidos começam a bater em Hiroki. Depois de cair no chão novamente, o Tanaka protege a cabeça com os braços e apenas aceita seu destino.
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  Uma hora depois…

  Ele caminha desengonçado pela recepção da Seven, rapidamente ouve gritos espantados vindos dos outros funcionários. Muitas perguntas feitas ao mesmo tempo. O que houve com você? Quem fez isso? Chamou a polícia? Foi um assalto? Um sequestro? Todas não respondidas por Hiroki que não conseguia formular nenhum pensamento decente, as dores que sente pelo corpo o impedem de falar.
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  — Mas que algazarra é essa aqui?! — brada Yumi. — Ninguém mais trabalha nessa empresa?! — ela bate o salto com força ao andar e vai empurrando as pessoas abrindo caminho.
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  — O Hiroki-san foi atacado, senhora — diz uma funcionária, aflita com a situação do rapaz. Yumi engole em seco.
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  — O que houve com você, Tanaka? — pergunta ela, parando na frente dele.
  — Eu… Ahh… — ele geme de dor, pondo a mão na cabeça.
  — Ele precisa ir ao hospital… — diz uma segunda funcionária, mas tem a fala interrompida pelo gesto de Yumi.
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  — Aff, venha aqui — ela puxa Hiroki pelo braço com bastante força, fazendo-o pender para frente e gemer de dor.
  — Devagar… — resmunga ele sentindo dores.
  Yumi dá de ombros e arrasta Hiroki consigo até seu escritório. Por sorte dele, ou não, ela tem um kit médico em seu escritório. O azar de Hiroki é que ela não tem uma mão delicada.
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  — Assim você acabará me matando, Yumi! — grita Hiroki, irritado com a brutalidade dela ao empurrar ele contra a cadeira, já em seu escritório. Yumi fecha a porta, trancando-a e procura pelo kit médico.
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  — Agradeça por eu cuidar de você, idiota — responde a mulher também irritada e achando o kit. — O que aconteceu com você para chegar aqui todo arrebentado? — repete a pergunta feita mais cedo e abre a maleta procurando por gazes.
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  — Alguns caras me confundiram com outro homem e me bateram — responde Hiroki tocando com cuidado o canto partido de sua boca.
  — Por que não socou os bandidos de volta? — rebate Yumi, colocando um pouco de remédio na gaze e empurrando no canto da boca de Hiroki.
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  — Caramba, Yumi! — reclama, se afastando.
  — Não mandei sair — ela o puxa de volta, retornando a gaze ao lábio dele.
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  — Faça devagar, do mesmo jeito que fez quando estávamos a sós nesse mesmo escritório — provoca ele, sorrindo. Yumi estreita o olhar.
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  — Já disse para não falar disso, não disse? — lembra.
  — Por que não podemos sair de novo? Se apaixonou por mim? — ele volta a provocar e recebe um beliscão no mamilo. — Yumi!!!
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  — Aguenta a dor, não seja molenga! — brada, irritada.
  Yumi não queria admitir que adorou a relação que teve com Hiroki em seu escritório semanas atrás. Não quer admitir que está sim encantada por ele e que tem sentimentos crescendo dentro dela. Ela sempre foi uma mulher independente, desprovida de sentimentalismos por homens. Será que ela consegue ser independente e, ainda assim, amar alguém? Amar o Hiroki…
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  — Está calada… — nota o rapaz vendo a mulher terminar de colocar o curativo em seu supercílio.
  — Estou pensando — responde Yumi sem desviar o olhar do curativo.
  — Quer conversar? — Yumi o encara diretamente em seu olhar. Hiroki se assusta um pouco, nunca recebeu esse olhar dela antes. — Está tudo bem, Yumi?
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  — Não… — responde, arriando os ombros. Definitivamente há algo de errado com ela, já que nem reclamou que Hiroki a chamou pelo nome duas vezes.
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  — Vem cá — ele a puxa para sentar-se na cadeira ao lado, mas Yumi senta-se no colo dele. — Oh…
  — Hiroki — diz ela com a voz baixa, envolvendo as mãos no pescoço dele. — Ah, Hiroki… — os olhos dela marejaram e Hiroki a puxa num abraço.
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  — Calma, o que aconteceu?
  — Eu não consigo mais lidar com isso, você é tão insuportável… — diz  ela, fazendo o rapaz ficar mais confuso e se afastar para olhá-la.
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  — Como assim?
  — Eu queria não ter gostado tanto assim, mas eu adorei a nossa transa e eu estou evitando você porque eu me conheço e sei que não resistiria a um beijo seu — confessa. Hiroki arregala o olhar, sem palavras. — Quando o vi todo machucado eu fiquei com medo de você ter ficado gravemente ferido ou algo pior. Ahhhh, odeio me sentir assim. A culpa é toda sua, Tanaka! — ela o empurra levemente e Hiroki segura suas mãos.
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  — Eu também adorei aquele dia — diz o rapaz com a voz calma.
  — Ah, foda-se, quer namorar comigo?
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  — Na-namorar… — gagueja ele, assustado com a pergunta da mulher.
  — Sim, Hiroki, namorar. Não sabe o que é isso? Ah, você é muito lerdo mesmo, meu Deus, por que fui me apaixonar por você…
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  — Você está apaixonada por mim???
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  — Não está óbvio?! — ela revira o olhar. — Não é possível que coisas óbvias como essa não passem por seu radar…
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  Hiroki a cala com um beijo, mesmo sentindo seu lábio ferido doer bastante com a violência do beijo, ele o mantém. Yumi se afasta um pouco, ofegante.
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  — Aceito! Ah, eu sou o homem mais feliz, juro que te farei feliz, Yumi, ahhh… — dispara Hiroki, emocionado.
  — Que namorado sentimental eu fui arrumar — ela diz recebendo o abraço apertado de Hiroki que encosta seu rosto no busto dela.
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  Yumi acaricia os cabelos do namorado e sorri. Quem diria, a mulher que nunca mais ia namorar de novo, está apaixonada por um homem que é quase um cachorrinho de tão fofo.
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  É, ela pode se acostumar com o jeito dele.
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[🌟]

   sente as primeiras contrações.
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  Teoricamente falta uma semana para Asuna nascer, mas a pequena resolve que agora é o momento. Seus pais se arrumam para irem a um jantar com e , mas parece que os planos irão mudar.
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  — ! ! — grita com o corpo curvado no banheiro, apoiando-se na pia. A dor é quase alucinante. — Coelhinho, me ajuda! — ela chora tentando respirar, puxando o ar pelos pulmões.
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  — … — chama o homem, preocupado e corre até o quarto. — Coelhinha?
  —
  Ouvindo a voz da namorada vindo do banheiro, se desloca até lá e a vê apoiar-se na pia. O vestido verde claro com uma notória mancha vermelha de sangue na altura de suas pernas. Assustado, a ajuda a ficar de pé, apoiando seu corpo no dele e a leva com cuidado até à sala. Catando as chaves do carro, bolsa com roupas e documentos, chama o elevador e manda uma mensagem ao irmão.
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  21:55: Mudança de planos, … A Asuna está nascendo, estou levando a para o hospital. A minha florzinha está nascendo, irmão!!! 🥰🌺
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  Algumas horas depois…

   , e os outros membros da banda aguardam na sala de espera do hospital. Todos bastante apreensivos. Dentro da sala de parto, apoia a namorada nesse momento especial em suas vidas. A pequena Asuna já é vista pelo médico que pede para fazer um pouco mais de força para que ela possa sair totalmente. Até então o parto está tranquilo, sem nenhuma surpresa, a não ser pelo fato de quase desmaiar ao ver a quantidade de sangue que saía de .
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   faz mais força.
   a incentiva dizendo que está perto de acabar. E realmente está, agora metade de Asuna está para fora e, com mais um empurrão, logo a pequena sai. Chorando, vê sua filha sendo segurada pelo enfermeiro e o médico corta o cordão umbilical, enquanto outra enfermeira envolve a pequena em um manto, aquecendo-a. Asuna também chora desesperadamente. Os olhos de procuram pela filha, ansiosa para carregá-la no colo.
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  — Você foi incrível, coelhinha, incrível — diz , abaixando o rosto perto dela.
  — Eu te amo, — declara-se a mulher bastante emocionada.
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  Não demora para que aquele abraço seja triplo, entre , e a pequena Asuna que para de chorar assim que é segurada pela mãe e sente o calor do pai tão perto.
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  A família está crescendo.
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[🌟]

  Faltam duas semanas para o aniversário do Fuyuki.
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  É inverno em Tóquio e a família aproveita um dia que a neve deu uma trégua para visitarem o parque. Fuyuki adora parques, pois pode correr e brincar à vontade. É o lugar favorito do pequeno. Há um parque próximo à casa onde os pais dele moram e, sempre que podem, e o levam lá para brincar.
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   lê a mensagem enviada pelo irmão dizendo que sua afilhada, Asuna, está bem e que também. A mensagem diz também que nessas semanas que se passaram, a pequena Asuna vem se desenvolvendo bem. Dias atrás ela estava doente, dores de barriga a incomodavam, mas logo foi medicada e já está bem melhor. Asuna é uma criança quieta, risonha e fofa igual a mãe. costuma dizer que agora ele tem duas coelhinhas dentro de casa.
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  Após enviar uma resposta em áudio para o irmão, observa o filho correr atrás da bexiga que é puxada pela mãe. O garotinho ri enquanto corre e essa imagem vai se gravando na mente do guitarrista que suspira, apertando o casaco no corpo, e bebe mais um gole de chá.
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  Um momento de paz para .
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  Já em casa, o casal estranha o comportamento do filho. Fuyuki só havia comido pela manhã antes deles saírem de casa e não comeu nada até agora. Vez ou outra o pequeno passa a mãozinha pela cabeça, bagunçando os cabelos, e balançando a cabeça. Agora, após o banho, o pequeno choraminga pedindo colo.
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  — O que houve, filho? — pergunta carregando o pequenino no colo que logo começa a se retorcer. — Hey, calma — pede a mulher, preocupada. Fuyuki chora abertamente.
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  — Será que ele não está com alguma dor, baby? — indaga também preocupado com o filho e se aproxima da esposa.
  — Não sei, pode ser fome, ele não comeu nada ainda — comenta vendo Fuyuki quase se jogar para o colo do pai. o segura.
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  — Ah, ah, ah, ah… — choraminga o pequeno pondo as mãos na cabeça e puxando os cabelos.
  — Vai machucar, filho — tenta desprender as mãozinhas do filho do cabelo dele. — Você está bem forte, hein? — o guitarrista solta uma risada nasal e consegue tirar uma das mãozinhas de Fuyuki de sua cabeça. O pequeno grita contrariado.
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  — Vou ligar para o médico — diz e concorda com um sinal de cabeça.
  O pediatra de Fuyuki atende a ligação e logo ouve o choro de seu pequeno paciente.
  — Olá, senhora — diz o médico do outro lado.
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  — Oi, doutor, eu liguei porque… — inicia , mas é interrompida pelo outro.
  — Fuyuki-kun está chorando? O que houve? — indaga ele. A mulher ligou em chamada de vídeo. vira a câmera e tenta mostrar o filho para o médico. — Está bem vermelhinho. Perceberam alguma coisa nele de diferente?
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  — Ele não come nada desde que saímos de manhã. Voltamos a pouco do parque — diz cumprimentando rapidamente o médico.
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  — Hmm, mas alguma coisa?
  — Está chorando bastante. Ele estava tão bem no parque… — lamenta-se a mulher, preocupada.
  — Reparem que ele está pegando na cabeça, vejam — alerta o pediatra vendo Fuyuki repetir o gesto que fez antes da mãe ligar para o médico. Fuyuki balança a cabeça, irritado e ainda chorando. — São sinais de dor de ouvido — ele dá o diagnóstico. — Verificaram a temperatura dele?
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  — Não — diz . — Vou pegar o termômetro.
  — E o que fazemos agora, doutor? — pergunta , virando a câmera do celular para si, enquanto vai buscar o termômetro no quarto.
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  — Caso ele tenha febre, podem dar aquele mesmo remédio que passei quando ele teve febre por causa dos dentinhos. Mesma dosagem — diz o médico enquanto aguarda o retorno de . — Vou passar um anti-inflamatório para tratar da inflamação no ouvido — informa, anotando algo no papel à sua frente. — Mas quero que o levem amanhã no consultório, ok?
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  — Ok, doutor.
  — A temperatura dele está normal — diz mostrando o visor do termômetro para a câmera.
  — Ótimo! — comemora o médico. — Qualquer sinal de febre, não hesitem em me ligar, está bem?
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  — Ok, doutor. Obrigada! — agradece .
  Eles se despedem do médico e vai até o quarto do filho pegar o remédio de febre para caso ele sinta algo. distrai o pequeno enquanto prepara algo para ele comer. Antes de desligar, o pediatra recomendou dar comidas pastosas e líquidas para Fuyuki. retorna da cozinha com a mamadeira do filho, dentro há suco de maçã que ele gosta bastante. Ela traz também dois potes de arroz e a panela com ensopado que havia preparado mais cedo quando retornaram do parque.
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  — Obrigado, baby — agradece ao ver a mesinha de centro da sala com os pratos de comida postos. Ele senta-se no chão e põe Fuyuki sentado em seu colo.
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  — Quer me dar ele para você poder comer? — diz com os braços esticados.
  — Não precisa, eu consigo — pega a mamadeira do filho e dá para ele tomar. Fuyuki a pega e põe na boca, puxando um pouco do suco e largado-a em seu colo em seguida. — Não gostou, Fuyu-kun? — indaga ele para o filho.
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  — Deve estar com fome, mas incomodado com a dor — deduz e, nesse instante, Fuyuki passa a mão pela orelha, esfregando agoniado. — Odeio ver ele assim — lamenta-se a mulher.
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  — Também odeio — concorda . — Hey! — espanta-se .
  — Fuyuki! — começa a rir.
  Ambos caem na gargalhada porque Fuyuki, nesse breve momento de distração dos pais, enfiou a mãozinha no prato de arroz de e a pôs na boca em seguida, mastigando os grãos que conseguiu pegar. Limpando a mãozinha do filho, ri balançando a cabeça para os lados e afaga a cabeça do filho, abraçando-o.
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  Quase um ano de vida e o pequeno já deu tantas alegrias e sustos nos pais. Tão pouco tempo que lhes pareceu uma eternidade.
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  Muito amor.
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[🌟]

  Ichiro aguarda ansioso no pátio principal da faculdade onde Harumi estuda.
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  Ele já sabia que ela estará liberada em breve de sua última aula e, por isso, a aguarda ali. O enorme buquê de margaridas acomodado com cuidado em seus braços juntamente com os balões decorados com corações e glitter, neles há o nome da jovem Tanaka e alguns dizeres.
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  Ichiro a pedirá em casamento.
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  No bolso do casaco há uma caixinha com um anel de noivado. Ele escolheu com a ajuda da irmã há alguns dias, as flores e os balões foram dicas de seu cunhado que também o ajudou a ensaiar o que ele ia dizer.
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  De longe, Harumi caminha ao lado de algumas amigas. O sorriso radiante da namorada o paralisa, o peito arfando mexendo com as batidas de seu coração, Ichiro sente suas pernas tremerem. Ele não pode desistir agora, não há volta. Há algumas pessoas passando por ele, vendo os balões e já entendendo o que ele fará. O jovem Ito observa que algumas delas o filmam, certamente para registrar o momento do pedido.
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  Harumi finalmente vê Ichiro parado ali.
  A jovem Tanaka para há alguns metros dele e põe a mão na boca ao ler o que há nos balões.
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  “Haru-chan, casa comigo?️”
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  Um pedido simples, mas que para Harumi tem um grande significado.
  Ela corre na direção de Ichiro e nem o deixa falar seu discurso que tanto planejou e ensaiou previamente. Harumi o beija e diz em alto bom som:
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  — Eu aceito me casar com você, Ichiro-kun!
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Capítulo 20 – Mudanças

  Dois dias após o pedido, Harumi e Ichiro estão se casando.
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  Ambos decidiram juntos que não queriam casar-se na igreja como manda o figurino católico. Nunca foi sonho da jovem Tanaka se casar de véu e grinalda e Ichiro nunca tinha pensado nisso, para ser bem sincero. Por isso, mesmo contra a vontade de seus pais, os dois estão se casando apenas no civil hoje. No cartório estão, além dos noivos, e como padrinhos de casamento do noivo, os pais dos noivos e Hiroki e Yumi como padrinhos da noiva. O namoro entre os dois caminha muito bem, apesar de Hiroki ser “sentimental demais” para Yumi, eles formam um casal equilibrado.
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  Hiroki está emocionado. Primeiro por estar na companhia de sua namorada. Segundo porque está casando sua irmã mais nova com alguém que ele sabe que irá cuidar bem dela, alguém que ela ama. Nem parece que o tempo havia passado e agora Harumi, sua irmãzinha, que até outro dia estava chamando por ele porque estava com medo de dormir sozinha aos cinco anos de idade, agora está se casando, indo muito bem na faculdade, sendo elogiada pelos professores e até conseguiu um estágio em uma agência de publicidade de Yokohama.
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  A cerimônia termina e todos se despedem do casal recém-casado. Eles partem direto para o aeroporto em uma viagem à Hokkaido, onde passarão a lua-de-mel.
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  Será a primeira vez deles juntos. O nervosismo toma cona do casal.
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[🌟]

  Hoje é aniversário do Fuyuki.
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  Nesse pouco tempo, houveram algumas mudanças que não foram mencionadas anteriormente e que valem a ressalva.
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   está morando na casa que antes era dividida pelos irmãos . O casal cuida de sua filha Asuna, que hoje está com cinco meses, a garotinha já engatinha e é bastante esperta. Grande orgulho dos pais e avós. Recentemente, e foram até Hokkaido, cidade onde os pais de vivem, para levar a filha para eles conhecerem. Ambos ficaram extremamente felizes em conhecer a netinha e mostraram a ela a plantação de vários legumes que cultivam em sua fazenda. Certamente será um local que a pequena Asuna irá adorar frequentar quando ficar mais velha. A vovó , mãe de , também está muito feliz agora que tem três netos. Fuyuki, filho mais velho de seu filho ; Asuna, filha única de seu filho ; e Sayuri, filha de que ainda está na barriga de , sua querida nora.
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  Por falar na gravidez da , ela descobriu semana passada que está grávida de uma menina e, junto com , escolheu o nome da pequena. Fuyuki já sabe que terá uma irmãzinha e está feliz com a novidade. Neko também, assim como na primeira vez, sabe que a dona está esperando outro bebê e “cuida” dela sempre que pode, sempre por perto. A gravidez de Sayuri está sendo um desafio para , já que a pequena lhe causa reviravoltas estomacais bem mais que na primeira gravidez.
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  Já está tudo pronto na casa de , local da festa de aniversário de um aninho do Fuyuki, que é afilhado dele. O vocalista fez questão de dar a festa de presente para o afilhado em troca do aceite do irmão para ser padrinho de sua filha Asuna. Obviamente aceitou ser padrinho da sobrinha e disse que nem precisava da chantagem emocional feita pelo irmão.
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  — Baby…
   entra no quarto de hóspedes, onde está terminando de arrumar Fuyuki, e os encontra deitados na cama.
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  — Baby… — ele chama novamente, aproximando-se da cama e vendo o filho acordado, brincando com a escova de cabelo, despenteando-se com ela. — Meu Deus, Fuyuki, olha seu cabelo, filho — comenta ele, rindo, e toma a escova do pequeno.
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  — Hmm… — resmunga, virando o corpo na cama, e ficando de costas para o filho.
  — Dormiu de novo? — comenta , ainda rindo, e cutuca a esposa, deitando-se ao lado dela, deixando beijinhos em seu rosto. — Baby… — ele sussurra.
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  — Hmm, oi… —  responde , manhosa.
  — Está se sentindo bem? — pergunta ele, carinhoso.
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  — Um pouco enjoada, mas já vai passar — diz .
  — A maioria dos convidados chegou — diz dando mais um beijo na esposa. — Vou terminar de arrumar o Fuyuki e levá-lo para o quintal, está bem?
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  — Ele já está arrumado, baby. Falta apenas o perfume — ela se vira um pouco para encarar o marido.
  — Bom, acho que ele fez um novo penteado enquanto descansava — comenta e ambos olham para o filho que ri quando vê os pais olharem para ele.
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  — Meu Deus, Fuyu! — espanta-se . — Ah, vou penteá-lo de novo…
  — Deixa que eu faço isso, baby — a impede de levantar e lhe dá um selinho. — Descanse o quanto precisar. Eu termino de arrumá-lo e o levo para fora. Enquanto isso — diz ele —, a senhorita, por favor, se mantenha deitada e descansando, hein?! — pede.
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  — Obrigada, baby, vou descansar sim.
   dá um sorriso e volta a beijar . O homem se afasta, pegando a escova novamente, e penteia os cabelos do filho, finalizando a arrumação com um pouco de perfume com cheirinho de bebê.
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  Eles deixam o quarto e adormece um pouco.
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  A festa começa e os convidados já estão espalhados pelo quintal da casa de , mesmo local onde ocorreu sua festa de 34 anos há dois anos, os enfeites na temática “planetas da galáxia” decoram todo o local e fazem parte até mesmo do bolo que ele mandou fazer especialmente para o afilhado. Assim que solta o filho no chão, ele sai correndo para brincar junto com as crianças que estão ali, filhos de alguns convidados.
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  — Senhorita Inoue — chama, tímido ao ver sozinha em uma das cadeiras espalhadas.
  Ele vem ensaiando sua aproximação desde que a viu chegar há alguns minutos. Seu coração está acelerado e suas mãos suam um pouco, mesmo assim o homem controla-se para não decair na frente dela. Por que ela tem que ser tão bonita?
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  — … — diz ela, distraída com seus pensamentos, e ajeita-se na cadeira.
  — Posso me sentar com você? — pede ele com um olhar pidão.
  — Claro, fique à vontade, por favor — puxa a cadeira do lado um pouco mais para perto de si e sorri para que senta-se ao seu lado.
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  — Como vai? Não nos vemos desde a entrevista — ele solta uma risada nervosa e a mulher o acompanha.
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  — Muito bem e você? Pois é, faz tempo que não nos vemos realmente — diz a mulher sem jeito pela presença dele e ajeita o casaco no corpo.
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  — Estou um pouco cansado. Estamos fazendo muitos shows ultimamente em cidades distantes — revela suspirando.
  — Imagino. Mas deve ser divertido viajar pelo país, pelo mundo, né? — deduz e concorda com um gesto de cabeça.
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  — Muito! Ver o público vibrar a cada show, ficarem felizes ao te ver, cantarem todas as músicas com fervor, realmente é uma vida que eu adoro ter apesar do cansaço — o vocalista ri ao fim da frase e o acompanha.
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  — Uma vida cansativa, mas recompensadora.
  — De fato — ele concorda. — Já foi em algum show nosso, senhorita Inoue?
  — Pode me chamar de — ela sorri e passa a mão pelo cabelo colocando uma mecha atrás da orelha. se distrai com o movimento. — Ainda não.
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  — Ah, mas então está mais do que convidada! — anima-se ele, sorrindo, e faz pensar o quão fofo fica quando sorri. — Depois vejo os detalhes com nosso acessor, ele quem cuida dos ingressos, aí peço uma credencial para que você possa ir.
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  — Oh, não precisa de muito!
  — Faço questão de tê-la no máximo de shows que puder ir — diz num tom mais sério, mas ainda com o rosto meigo. se derrete com aquele olhar. — Confesso que fiquei pensando em você durante esse tempo que não nos vimos.
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  — Em mim?? — repete a jornalista.
  — Sim. E na minha covardia em ter perdido a oportunidade de te chamar para sair — o encara recebendo o mesmo olhar de . Ele sorri e segura a mão dela que estava antes apoiada em sua perna. — Gostaria de sair comigo, ?
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  — É, é claro que quero!
  A resposta positiva de surpreende . Mesmo que ele tenha feito o pedido com uma confiança que eu nunca teve antes na vida, o vocalista estava receoso com um possível “não”. Sempre há essa possibilidade. Mas, ter aceitado o deixa contente e certo de que seu sentimento é correspondido.
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  Cerca de uma hora de passa e acorda de seu descanso. Seu enjoo havia passado e ela sai pela primeira vez no quintal da casa do cunhado e cumprimenta os convidados. De longe ela vê o filho brincar na pequena piscina de bolinhas que foi alugada por especialmente para a festa. Quando vê a mãe, Fuyuki sorri e estica os bracinhos para ser carregado para fora da piscina. se aproxima e o carrega no colo, lhe dando um beijo estalado em sua bochecha. O garotinho mostra todo orgulhoso à mãe o chapéu que ganhou de seu tio .
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  — É lindo, filho! — diz ela para Fuyuki dando mais um beijo no rosto do garotinho.
  Ela o põe no chão e o vê correr de volta para a piscina de bolinhas, brincando feliz. O olhar da mulher corre pelo quintal, está feliz por ver a festa de seu filho cheia e mais ainda porque Fuyuki está feliz. Porém, logo o sorriso de morre ao ver ela parada perto de seu marido. crê que é a primeira vez que os vê juntos depois que descobriu que ela foi namorada de .
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  Ayumi está muito bonita, nem parece que veio para uma festa infantil e sim para um buffet de luxo. Seu vestido todo brilhante e exageradamente colado ao seu corpo realça as curvas de Ayumi e ela sorri abertamente quando vê o ex namorado. tenta se conter, ela não esconde o ciúme que sente toda vez que Ayumi está envolvida. Realmente a briga delas duas vai além dos ensaios fotográficos.
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   cumprimenta rapidamente Ayumi, tentando evitar que ela roube um beijo dele, coisa que ela sempre faz, e agradece o presente que a mulher levou para Fuyuki, deixando-o junto com os outros. Logo Ayumi deixa a festa, tinha ido realmente apenas para dar o presente a e para vê-lo, óbvio. Provocar faz parte do pacote.
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  — Está melhor, baby? — indaga o guitarrista, chegando perto da esposa e abraçando-a de lado, alisando sua barriga.
  — Sim — responde ainda observando Ayumi sair pelo portão principal. — O que ela fazia aqui? — pergunta ao marido, referindo-se à modelo.
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  — Ayumi? — apenas o olha de canto. — Ah, achei que ela tinha sido convidada por você — diz e recebe outro olhar de canto da esposa. solta uma risada abafada. — Não me olhe assim, baby.
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  — Óbvio que eu não a convidei — rebate , séria.
  — Ela veio trazer um presente para o Fuyuki, ela já foi embora, não fique assim — esclarece o homem vendo um bico emburrado formar-se nos lábios da esposa. — E não, eu não a chamei também. Ela veio porque quis.
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  — Hm…
   recebe um beijo quente na bochecha e amolece com os carinhos que lhe faz agora, cedendo ao charme dele. Ela vira o rosto atendendo ao chamado de Hiroki que acena para a amiga. sela seus lábios mais uma vez com e caminha até o amigo, deixando o marido perto do filho.
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  — Oi, !! — cumprimenta Hiroki, animado, e dá um abraço nela.
  — Oi, Hiroki! Como vai? Está bonito! Andou mudando o guarda-roupa? — elogia ela, notando a mudança no figurino do rapaz. Ele cora, envergonhado e sorri.
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  — Obra da Yumi — comenta ela. — Falar nela… , essa aqui é minha namorada, Yumi Yamazaki.
  — Prazer em conhecê-la, Yumi — a cumprimenta com um beijo no rosto e é retribuída. Yumi sorri para a modelo.
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  — Então você é a famosa — comenta a mulher. — Prazer, querida, o Hiroki me falou muito sobre você.
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  — Ah, espero que bem! — elas riem.
  — Me disse que sem você ele não teria passado na faculdade — responde Yumi, rindo, e Hiroki fica ainda mais vermelho.
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  — Yumi!! — exclama ele, sem jeito.
  — Ah, isso é verdade! — concorda também rindo.
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  — !!
  As mulheres riem da cara envergonhada que Hiroki faz. Yumi elogia pela festa e pela barriga de gravidez de sua filha Sayuri. Agradecida, a modelo volta a circular pela festa cumprimentando os outros convidados que ainda não tinha visto.
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  Hiroki e Yumi conversam, ele ainda está bastante envergonhado.
  — Yumi… — diz ele, de repente. — Eu quero te fazer uma pergunta.
  — Faça, Hiroki, apenas faça. Não me enrole, sabe que eu não gosto disso — reclama ela, bebendo um gole de sua bebida.
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  — É que eu… — ele hesita sem saber direito como perguntar. Na verdade, ele está com medo da reação dela. — Yumi, você quer… você aceita… você se casaria comigo?
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  — Isso foi uma dúvida ou você está me pedindo em casamento, Tanaka? — indaga ela com uma sobrancelha erguida. — Porque, caso seja um pedido, eu aceito sim.
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  Hiroki arregala o olhar, engasgando-se com o ar e começa a tossir. Seu rosto fica vermelho e Yumi tem que lhe dar tapinhas nas costas para aliviar a tosse do homem. Após se acalmar, Hiroki deixa cair lágrimas de alegria.
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  — Yumi-chan, você aceita mesmo? Não está brincando, não é? — diz ele aos prantos. Yumi revira o olhar e ri.
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  — Claro que estou falando sério, Hiroki — responde ela de maneira óbvia. — Não seja sentimental, querido.
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  Yumi o abraça e diz que o ama. Hiroki a encara com os olhos marejados e a beija, declarando-se para a agora noiva.
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  Do outro lado da festa, observa uma cena nada agradável. Assim como teve seu momento de incômodo há quase uma hora, ele está tendo agora. Sua esposa conversa com Hayato, seu ex namorado. Hayato está vestido com um de seus ternos, praticamente ele não se veste de outra forma já que está sempre disposto a trabalhar, mesmo que hoje seja um sábado. O homem entrega para um lindo pacote, certamente é um presente para Fuyuki. percebe alguns olhares discretos do Hayato para ele, que não está tão longe. Sua raiva crescendo à medida que os minutos passam.
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  — A o convidou? — pergunta parando ao lado do irmão. Ele segura sua filha no colo.
  — Creio que sim, eles ainda são amigos, né? — responde com o olhar fixo em Hayato. O sorriso do Yoshida o deixa irritado. — Não posso evitar que se encontrem e, como eu disse à meses atrás, eu não vou me meter na amizade deles. Não sou esse tipo de pessoa.
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  — Eu sei disso, irmão e me orgulho de você ser assim — diz ajeitando Asuna em seu colo, a garotinha dorme tranquilamente.
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  — Eu só queria que ele não existisse. Facilitaria a minha vida — ri com o comentário do irmão.
  — Sendo assim, a Ayumi também não deveria existir — o encara. — Sim, porque a tem ciúmes dela.
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  — Eu sei disso — confessa o guitarrista. — Mas eu amo a e jamais a trairia com ninguém, ainda mais com a Ayumi.
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  — Também sei disso, — ambos os olham na direção onde Hayato e estão conversando. A mulher mantém uma distância segura do ex namorado. — Só disse isso porque seria justo: se o Hayato não existisse, a Ayumi também não deveria existir. Facilitaria para vocês dois, não acha?
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  — Tenho certeza que sim — ele ri pelo nariz.
  — Só fica frio, tá? Não fala nada disso com a , deixa quieto.
  — Não falarei. Não tenho o que falar, o que eu posso fazer? — ri sem humor. — Mas graças a Deus ele já está indo embora — comenta ao ver Hayato se despedir dando um beijo demorado no rosto de . — Poderia ser sem o beijo…
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  — Calma, — pede ao ver o punho de se fechar, sua expressão mudando para uma bem raivosa. — Você não é assim explosivo, fica calmo.
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  — Hayato consegue me tirar do sério, você sabe perfeitamente o motivo.
   não diz nada e balança a cabeça para os lados. Assim que vê Hayato indo embora, vai na direção da esposa e discretamente a chama em um canto afastado de onde as pessoas estão concentradas.
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  — Quer falar sobre o Hayato, não é? — deduz assim que eles se afastam e faz uma expressão de desentendido.
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  — Não, baby, imagina — disfarça ele, recebendo o olhar semicerrado da esposa. — Eu sei que ele é seu amigo, já conversamos sobre isso, não é?
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  — Sim, conversamos — concorda ainda desconfiada. — Me chamou aqui para quê, hm? — ela abraça , apoiando os braços nos ombros do homem.
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  — Só queria dizer que eu te amo — declara-se, selando seus lábios com os dela. — E que eu sou o homem mais feliz desse mundo e de outros também — eles riem.
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  — Eu também te amo, amor, e muito — o beija novamente, estalando os lábios.
  — Eu queria que nada de ruim nunca nos atingisse — comenta, ficando sério.
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  — Por que diz isso, baby? — franze o cenho sem entender.
  — Estou muito feliz, nossa vida está maravilhosa. Nosso filho está crescendo e em breve nossa filha nascerá e nos trará mais alegrias. Não tenho o que reclamar, mas no fundo do meu coração ainda tenho a sensação de que…
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  — Como se fosse acabar de repente? — ela completa o pensamento dele. — , nada vai separar a gente, me ouviu? — diz , beijando-o novamente e completando o pensamento: — Jamais deixarei você. Eu te amo e esse amor é para sempre.
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   tenta entender o que está sentindo. Não nomearia como um pressentimento ou intuição. Seria algo comum de acontecer. Na mente do guitarrista, nada acontece cem por cento bem, sempre há alguma dificuldade no caminho. Não que sua relação com tenha sido totalmente boa desde o início, tiveram problemas antes da relação começar, mas nada que diminuísse a atração física e de alma que eles têm. tenta acalmar seu coração e não pensar muito no que possa vir daqui para frente. Há muitos desafios para superarem, além claro de uma banda para tocar. não pode se deixar abater.
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  Ele a encara, apaixonado, e diz:
  — Amo você, baby, para sempre.
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“Não há razão para deixar seu sonho como está.
Vamos voltar ao lugar onde nascemos,
para que as pessoas não parem de se encontrar,
para que possamos chegar a esse sonho.
Ele será conectado à casa que foi elevada.
É bom estar com você amanhã.”
PLANETARIUM, FLOW

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Lelen
Admin
8 meses atrás

Perdão, irmãos Asakawa, mas eu tô gargalhando da reação de vocês com as notícias POANSDPONASDPOADSP
Mais um neném chegando pra alegrar a vida <3
E eu amo como o Keigo consegue ser o alívio cômico do enredo HHAHAHAH
Bora se encontrar mais com a Saori, moço! Todo mundo de casalzinho, obrigada :B

Li Santos
Li Santos
8 meses atrás
Reply to  Lelen

Esses irmãos são igualzinhos kkkkkkk o drama.
Keigo de fato é o alívio cômico da história kkkkk eu amo 🩷 o momento dele com Saori ta chegando heeh

Lelen
Admin
8 meses atrás