Um Bebê Para Lian & Key

Escrita porLelen
Editada por Lelen

Procedimentos, questões jurídicas e alguns acontecimentos podem não ter total relação com a realidade.


Capítulo 7

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

Por Keira

Eu não acredito que estou fazendo isso de novo...
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  Já estava tudo nos conformes, eu estava quase aceitando o fato de que nunca seria mãe quando Tricia veio com a brilhante ideia. E Julian acatou! E me convenceu a aceitar a ideia também!
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  Que tipo de pessoa sou eu? Eu estava me preparando para engravidar artificialmente do meu melhor amigo gay! Eu não podia estar no meu melhor estado mental, simplesmente não podia.
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  Um mês depois daquela conversa maluca com Tricia, Julian foi ao meu apartamento e eu o atendi como sempre, dando atenção ao meu trabalho ao invés de prestar atenção nele. Até que ele disse:
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  — A ideia de Tris não é tão ruim.
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  Eu estava prestes a tomar um gole de café da minha caneca favorita, mas consegui parar antes de correr o risco de engasgar.
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  — O quê? — disse em um tom estridente que quase nunca uso.
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  — Você sabe, sobre nós termos um bebê.
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  Fiquei encarando Julian como se ele fosse a maior aberração do mundo. Mas o que diabos ele estava pensando?
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  — Lian, você tá bêbado? — perguntei chegando mais perto para ver se sentia o cheiro de álcool nele, mas nada. Completamente limpo e com cheirinho de hortelã.
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  — Eu tô falando sério, Key — respondeu fechando um pouco a cara. — Math e eu ficamos conversando sobre isso ontem. E essa é a nossa chance! De nós três.
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  Eu não conseguia fazer muita coisa a não ser ficar encarando feito boba o meu melhor amigo, aquele que me conhecia desde a infância, aquele que foi o primeiro cara que beijei — e foi horrível, devo acrescentar —, aquele que me contou em primeira mão que era gay... Aquele que naquele instante estava pedindo para termos um filho juntos...
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  — Julian, você só pode ter perdido a noção. Você e Mathias! — exclamei me levantando e finalmente dando um gole em meu café. — A história da adoção deve ter mexido muito com o psicológico de vocês dois.
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  Lian suspirou e coçou a base do nariz, lá vinha uma longa conversa pela frente.
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  — Escute, Keikey. — Ele se levantou também e se aproximou de mim segurando meu braço. — Eu sei que parece loucura...
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  — É loucura!
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  — Shiu, me deixa falar. Fique calada. — Ele pousou o indicador sobre meus lábios e depois de perceber que eu não calaria a boca de forma tão fácil, Lian tapou-a toda com a palma de uma das mãos. — Eu sei que parece loucura, mas é o nosso sonho desde muito tempo sermos pais. Eu não poderia ser pai da forma convencional e, Deus me livre, nunca arrumaria uma barriga de aluguel para isso; e você não poderia ser mãe de forma convencional sendo... Você. — Ele dera de ombros ao dizer “você”. — Então aqui estamos nós, querendo realizar nossos sonhos. Por que não?
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  Lian finalmente me soltou e liberou minha boca para que eu pudesse falar.
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  — Porque isso não faz o menor sentido! — exclamei. — E como seria com Mathias? Ele estaria fora dessa equação — apontei.
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  — Não se nós compartilhássemos a guarda da criança.
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  — Julian, um bebê não é brinquedo. Não é algo que se pode levar e trazer como bem entender e a hora que quiser! — rebati.
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  — Escute, nós faríamos a criança se acostumar a isso — ele argumentou. — Eu sei que posso confiar em você enquanto estiver com o bebê e você sabe que pode confiar em mim e em Mathias quando nós estivermos com ele.
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  Parei e me voltei para encarar Julian. Ele estava mesmo disposto a seguir com aquela ideia maluca, já tinha pensado em todos os argumentos e todos os tipos de coisas para resolver problemas que nem tinham acontecido ainda.
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  — Lian, eu realmente não acho que seja a melhor ideia…
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  — Então vamos fazer o seguinte. — Ele apontou para mim como fazia quando tinha alguma ideia brilhante, ou achava que tinha. — Nós tentaremos só essa vez. Se a inseminação não der certo, então eu aceito, é o fim para nós dois.
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  Eu o encarei novamente sentindo um nó na garganta. Não estava preparada para ouvir um “É o fim para nós”. Fiquei sem muito o que dizer.
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  — Mas e se der certo? — Foi a única coisa que consegui proferir.
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  — Se der certo então é porque era para ser assim. — Julian pegou minhas mãos e me encarou profundamente nos olhos. — E quem melhor do que eu e você e Mathias para amar essa criança? Nós nos amamos.
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  Eu ia argumentar que não amava Mathias — não desse jeito — e que aquilo poderia dar uma bela encrenca futuramente, mas Julian já estava me abraçando e rodopiando comigo no ar como se minha resposta já fosse um sim…
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  E realmente foi.
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  E agora aqui estou eu, deitada na mesa de exames da doutora Pearson que havia acabado de fazer um ultrassom para avaliar meu óvulo e folículos, eu estava prestes a ovular, segundo ela.
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  — É a vez de seu parceiro entrar em ação! — a doutora exclamou com diversão pegando um potinho de coleta e uma revista para entregar a Julian, que naquele momento estava me acompanhando na consulta.
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  — Sophia, ele não é...
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  — Aqui está, o banheiro fica no fim do corredor, sabe o que fazer, não é? — disse Sophia me ignorando completamente.
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  Lian pegou o potinho de coleta e rindo soltou um “Pode apostar” antes de sair da sala de exames.
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  Eu realmente não queria ser Julian naquele momento. ECA!
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  Depois de vários minutos, ele voltou com o potinho em mãos e entregou para a doutora Pearson que o pegou alegremente.
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  — Agora vou levar isso ao laboratório para fazermos a seleção dos campeões e volto logo!
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  Sophia parecia especialmente alegre naquele dia. Talvez porque pensasse que Lian era meu namorado-futuro-marido e que eu não morreria uma mulher solteira e solitária sem um companheiro para o resto da minha vida. Pobre doutora Pearson, mal sabia ela que o que estávamos realmente fazendo era uma coisa terrível.
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  — E então, como está se sentindo? — Lian perguntou chegando mais perto de mim e fazendo menção de segurar minha mão.
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  — Você lavou as mãos? — perguntei fazendo careta de nojo.
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  — Ora, que é isso, Key! — Julian gargalhou. — É óbvio que lavei. E ainda usei álcool gel depois disso — disse mostrando as palmas das mãos limpinhas.
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  — Como é que vocês conseguem fazer isso? — perguntei mais de forma retórica do que para realmente receber uma resposta.
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  — Oras, é bem simples, você só precisa pensar em coisas que...
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  — Lian, Lian... — chamei sua atenção. — Eu não quero saber.
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  Ele fez um positivo e se calou sentando-se ao meu lado.
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  Ficamos ali esperando a doutora Pearson voltar do laboratório, vez ou outra começávamos a falar de qualquer bobagem para passar o tempo, então, Sophia voltou com um largo sorriso nos lábios.
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  — Você tem espécimes fabulosos, senhor Deasey. Tem sorte, Keira — a doutora disse indo até seu balcão de apetrechos.
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  Lian lançou-me um olhar insinuador, o que me fez dar um belo tapa em seu braço.
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  — Bem, está na hora de começar — Sophia murmurou segurando o terrível cateter e vindo em minha direção. — Eu sei que das outras vezes foi desconfortável, mas dessa vez você tem companhia, não é mesmo? — Ela encarou Lian sugestivamente.
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  — Ah, claro! — ele exclamou. — Quer que eu segure a sua mão? — perguntou baixinho.
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  — Sai pra lá — retruquei, mas ele riu e mesmo assim segurou minha mão.
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  — Ok, vamos lá, vou introduzir o cateter agora... — a doutora disse e no mesmo instante eu senti o conhecido desconforto. Apertei a mão de Julian que afagou meus cabelos com carinho, tentando me fazer relaxar.
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  Caramba! Se um cateter fino daquele jeito incomodava tanto, eu mal podia imaginar o que diabos aconteceria se fosse outra coisa ali.
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  — Certo, certo, estou quase lá... — Sophia ia dizendo. — Querida, isso pode doer um pouco, mas terei de dar uma pequena pinçada para enxergar melhor seu útero — ela explicou e eu senti meu sangue todo gelar.
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  — Calma, Keikey, eu estou aqui. Respira — Julian disse apertando um pouco mais minha mão.
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  A pequena “pinçada” da doutora Pearson me fez retrair totalmente meu corpo.
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  — Pronto, pronto — ela disse tentando me deixar calma. — Agora é só inserir os safadinhos e... — Ela retirou o cateter de dentro da minha vagina e sorriu. — Prontinho! Agora é só deixar os danadinhos fazerem a festa! Ah, mas você precisa ficar nesta posição por meia hora, não se esqueça — advertiu.
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  Ótimo, eu estava com as pernas arreganhadas e em cima do suporte para exames com apenas um avental médico me cobrindo... Com meu melhor amigo ao meu lado. Era a cena mais esquisita que eu já havia protagonizado em toda a minha vida. Tirando, talvez, o dia em que meu primeiro e único namorado tentou transar comigo e eu o fiz parar muito antes de ele começar a diversão.
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  — Você está se sentindo bem, Key? — Lian perguntou todo atencioso.
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  — Estou ótima — respondi um pouco rabugenta. — Quem mais pode falar que perdeu a virgindade com uma médica e um cateter? — Ri irônica.
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  — Você é que teve a ideia de inseminação antes mesmo de ter a primeira vez, então não reclame — Julian retrucou e eu acabei rindo.
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  — Acha que vai dar certo? — perguntei um pouco apreensiva e dividida. Por um lado eu queria que desse certo. Por outro eu torcia para dar errado.
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  Claro que eu queria ser mãe, mas Julian e Mathias não estavam na equação inicial. Eu sei, estava sendo egoísta, mas aquilo ficava mais estranho do que eu ser mãe solteira por inseminação artificial. Agora se tudo desse certo, eu seria uma mãe solteira por inseminação artificial com os espermatozoides do meu melhor amigo gay.
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  Deus, no que eu estava pensando quando aceitei isso?
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Liv
  Já estava tudo nos conformes, eu estava quase aceitando o fato de que nunca seria mãe quando Tricia veio com…" Leia mais »

eu adoro os povs da keira JASNAJKSNAJS mt fofa

Liv
  — Se der certo então é porque era para ser assim. — Julian pegou minhas mãos e me encarou profundamente…" Leia mais »

eu to emocionadaaaaaaaaaa

Liv

eu super entendo a keira ao mesmo tempo que to que nem o Lian SKJSHJAKDBJSDHS
e além deles morarem no mesmo prédio, a guarda será compartilhada, então todos ali vão estar na equação, por mais que ela não ache isso no momento HSNAJSAJSBAJS

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