Um Bebê Para Lian & Key

Escrita porLelen
Editada por Lelen

Procedimentos, questões jurídicas e alguns acontecimentos podem não ter total relação com a realidade.


Capítulo 5

Por Keira

Aquele era o segundo mês, lá estava eu esperando para que meu exame de sangue fosse liberado e torcendo para que um positivo surgisse. Há pouco mais de um mês eu havia passado por aquela mesma coisa e o resultado da inseminação havia sido negativo. A doutora Pearson me tranquilizou e disse que era normal a primeira vez não dar certo na maioria das vezes e que poderíamos tentar mais uma. E lá fui eu passar por todos os procedimentos de hormônios e inseminação.
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  Estava nervosa enquanto esperava. Eu havia prometido a mim mesma de que se daquela vez não desse certo, então eu não devia mais tentar. Simplesmente não era para ser, não é? Por mais que eu desejasse com todas as minhas forças que fosse para ser, eu tinha em minha mente que se as coisas não davam certo de primeira — ou de segunda — era um sinal para que eu parasse. Mas eu queria tanto aquele bebê!
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  Os minutos se passaram arrastados e eu estava acabando com minhas unhas com a ansiedade. A enfermeira enfim chamou meu nome e me entregou o envelope lacrado do exame de sangue que diria se eu realizaria meu sonho ou não. Peguei o resultado das mãos da mulher agradecendo e então segui para fora do laboratório direto para meu carro. Respirei fundo e depois de me acomodar no banco do motorista, rasguei o lacre do envelope branco e comecei a analisá-lo com atenção. Meus olhos marejaram quando finalmente entendi o que estava descrito ali... Eu não estava grávida. Mais uma vez a inseminação havia dado errado.
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  Encostei minha cabeça no volante por alguns instantes deixando a papelada do exame de lado. Eu queria chorar para o resto da minha vida ali, parecia que tudo o que eu teria em minha família não-convencional seria um cachorro gigante para me fazer companhia. Algumas lágrimas escorreram pelo meu rosto e eu as sequei tentando não chorar de vez. Calma, Key, calma. Eu dizia para mim mesma inspirando e expirando. Ergui a cabeça do volante e foi aí que percebi que um dos guardas do estacionamento do laboratório me encarava com certa preocupação. Acenei para ele e lhe dei um sorriso meio sem vontade e então me preparei para partir.
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  No meio do percurso eu não consegui conter as lágrimas que foram escorrendo enquanto eu dirigia e tentava não bater nem atropelar ninguém.
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  Chegar em casa e perceber que eu não teria futuramente um filho me esperando com um abraço de boas-vindas simplesmente fez meu mundo desabar. Eu nunca seria mãe. Tranquei a porta e me arrastei até o sofá, me jogando de bruços sobre ele, finalmente me permitindo chorar o quanto queria.
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  Talvez eu tenha chorado por horas antes de pegar no sono, eu não sabia direito. Só sabia que a tarde já havia passado e a noite estava caindo quando acordei. E levei um susto quando vi Julian sentado em minha poltrona me observando de sobrancelha erguida.
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  — Como você entrou aqui? — perguntei ainda tonta de sono e com cara amassada e inchada pelo choro.
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  — Foi a primeira vez que tive que usar a minha cópia da chave nesse apartamento — ele respondeu simplesmente. — Mas o que diabos aconteceu com você? — perguntou se levantando e vindo em minha direção, me analisando. — Eu te liguei de tarde pelo menos umas cinco vezes e você não atendeu. E quando toquei a campainha você também não me atendeu. O que houve?
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  Me sentei no sofá e suspirei.
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  — Deu negativo — murmurei simplesmente, sentindo que a tristeza estava novamente prestes a me sufocar.
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  Lian me encarou por alguns segundos sem entender e então abriu a boca sem saber o que dizer.
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  — Ah, minha Keikey... — Ele sentou ao meu lado e me abraçou com força. — Mas você ainda pode continuar tentando, não é? — perguntou se afastando um pouco para poder me encarar.
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  — Eu não vou continuar, Lian — respondi com a voz embargada. — Acho que não é a vontade de Deus que eu tenha a minha família “não-convencional”. — Sorri triste.
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  — Mas você só tentou duas vezes, o começo pode mesmo ser difícil...
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  — Não, Lian. Acabou. Eu nunca vou ser mãe. Preciso começar a aceitar isso.
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  — Keira, você estava tão feliz com essa ideia... — ele murmurou segurando minhas mãos.
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  — Mas quando não é para ser...
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  — Ah, Keikey... — Julian voltou a me abraçar enquanto eu começava a fungar. — Eu sinto que não terminou ainda. Nem para você e nem para mim — ele murmurou afagando meus cabelos. Lian era o único homem que eu permitia uma aproximação como aquela.
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  Foi então que eu parei para analisar o que meu melhor amigo havia dito. Não terminou nem para você e nem para mim.
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  Me afastei de súbito do abraço e o encarei séria.
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  — O que houve? — perguntei um pouco esquecida da minha dor e mais preocupada com a resposta que eu temia já saber.
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  — O Conselho não aprovou o nosso pedido de adoção. — Ele sorriu tristemente. — Mathias está arrasado.
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  Julian falara aquilo com tanta naturalidade que parecia que ele já sabia que a resposta daquele processo de adoção seria tal.
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  — Ah, Lian, eu sinto muito! — exclamei, daquela vez eu o abracei com força.
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  Nós dois ficamos abraçados por longos minutos, cada um sentindo a própria dor. Eu não sabia o que dizer para ele numa situação como aquela. Julian, assim como eu, desejava desde jovem ser pai, ter uma criança para chamar de sua. E agora ele tinha a chance tirada de seu alcance por — provavelmente — preconceito de pessoas que não encaravam as diferenças como uma coisa boa. Por que o mundo tinha de ser tão injusto?
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  Funguei e me afastei limpando algumas lágrimas que haviam se acumulado em meus olhos.
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  — Hei, eu realmente sinto que não é o fim para nós, Keira — meu melhor amigo disse soando esperançoso e sonhador como costumava fazer quando era mais jovem.
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  — E o que você acha que ainda tem para nós, Lian? — perguntei com certa amargura.
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  — Eu não sei, mas não acabou. — Ele sorriu com uma confiança que era de assustar.
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  Nós tentamos ficar jogando conversa fora até que Julian dissera que precisava voltar para Mathias que estava desolado no apartamento. Pois é, eu sabia muito bem como ele estava se sentindo…
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  Nota: IHÁ! Pronto, chegou o drama pra todo mundo HAHAHAH
  Mas quero dizer que o drama - pelo menos um pouco/pra um dos lados - vai durar pouco. No próximo capítulo já começamos com a ideia maluca e depois... Tem uns para trás ainda, mas vai dar bom, prometo! HAHAHAH

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Liv
  Estava nervosa enquanto esperava. Eu havia prometido a mim mesma de que se daquela vez não desse certo, então eu…" Leia mais »

e você terá, meu amor!!!

Liv
  Os minutos se passaram arrastados e eu estava acabando com minhas unhas com a ansiedade. A enfermeira enfim chamou meu…" Leia mais »

tadinha modeos

Liv
  — O Conselho não aprovou o nosso pedido de adoção. — Ele sorriu tristemente. — Mathias está arrasado." Leia mais »

DEIXEM OS MEUS PROTEGIDOS SEREM FELIZES!!!!

Liv
  — Eu não sei, mas não acabou. — Ele sorriu com uma confiança que era de assustar." Leia mais »

acabou mesmo não!!!!

Liv

mulheeeer, manda mais att! to adorando mt acompanhar esses dois, e quero mt saber como que essa ideia veio hihihi

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