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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Tilatie

Escrita porJosie
Revisada por Lelen

Capítulo 3

  ANOS DEPOIS...
  1992

  — E não esqueça Cassio de trazer sua irmã, Chel de volta para casa — disse uma mulher morena e baixa, mas com um sorriso acolhedor. A casa em que moravam era bonita e unida, mas era um grande casarão.
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  Cassio sorriu para a mãe, assentindo. Chel era irmã mais nova de Cassio. A menina era morena e estava sempre acompanhada de um laço rosa na orelha. O outro irmão tinha saído para namorar com uma jovem chamada Bibi. O pai de Cassio estava jogando bocha com alguns amigos da cidade. A cidade de Americana resplandecia no interior de SP. Pequenas quadras ladeavam o local. Cassio com seus 26 anos, era alto e moreno. Sua beleza era inigualável. Começou a dirigir seu fusca novo e passava pelas ruas da cidade. Logo, achou um lugar parado, antes de ir para a firma. A firma era um lugar rustico, mas bonito. Estacionou seu carro e começou a andar devagar rumo a empresa.
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  — Bom dia, Isabela! — ele desejou a uma mulher de cabelos negros, que estava trabalhando em um dos locais da firma. Sim, a mesma Isabela que tivera seu vestido rasgado e agora estava diferente. Ela estava bonita. — Como está? — perguntou.
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  — Muito bem, Cassio. — Ela sorriu.
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  Cassio se permitiu sorrir de volta. O sol da bela manhã começava e com ele o primeiro raiar de um iluminado dia. O dia continuava a se mostrar. Cassio foi para a sala de maquinas, começando seu trabalho. Durante o dia, Cassio começou a fazer seu trabalho como todo mecânico. Viu as rodas e consertou algumas sujeiras dos carros. Seus colegas de trabalho o ajudavam. Cassio viu que entardeceu e eles pararam um pouco para o almoço. Parada rápida, pois naqueles dias, as pessoas trabalhavam muito.
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  — Quer tomar uma mais tarde? — perguntou um dos amigos de Cassio a ele. — Aposto que tem mais uma bebida no baile para a gente.
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  — É uma boa ideia, mas combinei de buscar a Chel depois do trabalho — disse Cassio.
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  — Sua irmã freira? — perguntou um dos caras com um sorriso malicioso nos lábios.
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  — Ela mesma. — Cassio sorriu calmo.
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  Eles voltaram a trabalhar.
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  O trabalho continuou calmo. Cassio continuou inspecionando as máquinas uma a uma. Enquanto isso, Isabela continuava seu trabalho. A tarde vinha e com ela também vinha o entardecer. Era quase noite, quando Cassio finalmente conseguiu sair do trabalho. Achou o carro que estava estacionado a frente, após se despedir de Isabela e os demais colegas de trabalho. Assim que achou o carro, começou a dar ré. Pôs sua mão no volante começando a dirigir para casa. No caminho encontrou Chel, que trazia consigo um livrinho de uma freira antiga chamada Elizabeth Bruyere. A freira a esta altura já estava morta, mas o livro permanecia. A irmã entrou no carro, começando a falar animadamente sobre como foi seu dia. Falou acerca do retiro que as irmãs da caridade estavam preparando. Sua empolgação era latente. Seu irmão sorriu ao ver a irmã tão animada. Passavam por ruas coloridas até chegar em casa, onde a mãe já esperava com um pão e queijo mineiro quente. E uma xícara de café preparada especialmente para os dois.
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  — Parece ótima, mãe — diz Chel indo se servir.
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  Ambos os irmãos sentiam-se livres em casa.
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  — Como foi o trabalho? — perguntou a mãe.
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***

  — Foi bom — respondeu Isabella à irmã, Malassa que já punha o café da tarde. — O Cássio estava como sempre, bonito. Também estava focado no trabalho. As meninas também estão bem.
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  — Vai no baile amanhã à noite? — perguntou Malassa a irmã.
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  — Ainda não sei, tenho trabalho amanhã — disse Isabela.
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  — Tem de se divertir mais minha irmã — disse Malassa a Isabela.
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  — Eu sei.
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Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava a figura de um menino
Que corria, abria a porteira, depois vinha me pedindo
Toque o berrante, seu moço, que é pra eu ficar ouvindo
Quando a boiada passava e a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda, e ele saía pulando
"Obrigado, boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando"
Pra aquele sertão afora, meu berrante ia tocando
No caminho desta vida, muito espinho eu encontrei
Mas nenhum calou mais fundo do que isto que eu passei
Na minha viagem de volta, qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada, o menino não avistei
Apeei do meu cavalo num ranchinho beira-chão
Vi uma mulher chorando, quis saber qual a razão
"Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração"

  Na tarde seguinte, um sábado, Cássio saiu de casa. Estava arrumado, com seu rosto moreno e sua roupa alinhada de baile. Sua roupa era bonita. Estava se preparando para o baile. Esperava ver Isabela lá.
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