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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Pretend

Escrita porRay Dias
Editada por Lelen

🛈

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Capítulo 8

Tempo estimado de leitura: 32 minutos

My inner compass points me to the unknown
(A minha bússola interna me aponta para o desconhecido)

  Depois do jantar, %Lana% e Eun dividiam o sofá deitados. Ela mexia em seu celular, e ele assistia à Netflix, concentrado. %Lana% sorriu para algo em seu telefone, em seguida furtou o olhar na direção do amigo. Tirou uma fotografia dele, e postou em suas redes sociais o marcando, com a seguinte legenda:
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   “Quando a gente gosta de alguém, até os detalhes mais comuns nos saltam aos olhos, como algo indescritível…”
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  O celular de Eun apitou em seu bolso, e ele, ainda concentrado na TV, pegou-o. Direcionou atenção ao objeto em sua mão e depois sorriu tímido. Olhou para %Lana% que ainda sorria o encarando. Então foi a vez do celular da garota tocar, e como um ato automático ela atendeu a chamada.
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  — Alô?
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  — Eu estava pensando em você quando chegou uma notificação da sua postagem. Eu diria que foi uma conexão incrível, se não fosse pela fotografia.
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  %Lana% reconheceu a voz, mas não quis acreditar. Tirou o aparelho da orelha e encarou o visor. O número novo, um contanto não salvo, que era óbvio: seu ex estava na chamada. Ela irritou-se e se levantou de súbito.
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  — Crie vergonha na sua cara, e não me ligue mais!
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  — Será que é o que você realmente quer?
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  — O que eu realmente quero, é que você me esqueça! — %Lana% esbravejou.
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  Eun Woo que já havia entendido o que acontecia, levantou-se também e retirou o aparelho das mãos de %Lana%, tomando a conversa para si:
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  — Eu só vou dizer uma única vez, Rafael: deixe a %Lana% em paz, ou eu mesmo irei atrás de você acabar com essa palhaçada.
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  — Olá, Victor, ou melhor… Cha alguma coisa… Estarei esperando!
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  — Eu não aviso duas vezes. Não se aproxime dela, ela não quer, e nem eu.
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  — Você acha que vai ficar com ela? Ela é minha. Abra você os seus olhos!!
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  Rafael soltou um risinho sarcástico e então Eun Woo desligou a chamada, depois bloqueou o número dele no celular de %Lana%. A mulher estava nervosa observando o amigo de costas a ela. Então, o chamou pelo nome.
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  — Eun…
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  O namorado de mentira virou um pouco a face, deixando o próprio perfil bravio visível à amiga. %Lana% pareceu preocupada com ele, e se aproximou lenta. Ele entregou o celular para ela, e quando o pegou de suas mãos, o olhar dos dois fixaram-se um no outro profundamente. Cha Eun puxou %Lana% para si, abraçando-a fraternal. A atriz, menor do que ele, desaparecera em seu abraço. %Lana% fechou os olhos aproveitando aquele momento, sentindo a pele de Eun Woo, macia e quente, e arrepios desciam e subiam por todo o seu corpo. Em tom rouco, e baixo, sussurrado próximo ao ouvido de %Lana%, Eun Woo disse:
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  — Eu não vou deixar que ele toque em nenhum fio do seu cabelo. Vou te proteger, custe o que custar.
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  Os olhos dele que estavam muito abertos, desesperados, fitando todos os cantos do chão daquela sala se fecharam apertando %Lana% mais e mais contra si.
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  Depois de um minuto naquele abraço, eles separaram-se e sorriram. Eun acariciou o rosto dela, e abriu a boca para dizer algo, mas, não emitiu coisa alguma. Ela o encarava curiosa, mas soube que Eun havia engolido o que realmente queria dizer quando ele ajeitou os fios de cabelo dela, e suspirou apertando os lábios.
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  — Vou dormir. Estou cansado de hoje… Você vem?
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  — Ainda não. — disse simples.
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  Eles encararam o chão e Eun beijou a testa dela e foi direto para o quarto. %Lana% sentou-se no sofá, assim que viu a porta do quarto fechar. Mordeu os lábios e desligou a TV. Caminhou até a mini sacada e sentiu o vento forte da noite. O cheiro da poluição que saía dos automóveis na avenida abaixo de sua janela, que não descansava nem mesmo na madrugada. Permaneceu um tempo ali, pensando em Cha Eun Woo e em tudo o que vinha sentindo por ele, que lhe parecia tão novo e estranho.
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  No quarto, Woo demorou a pegar no sono. Ficou repassando as palavras que desistira de dizer em sua mente. Virava de um lado ao outro da cama. Pensou na conversa com %Lana% quando ela perguntou se ele iria embora. Relembrou o momento que encontrou ela e Rafael conversando na faculdade e da raiva que sentiu. Pensou no beijo que deu em %Lana%, mais cedo, e no abraço instantes atrás. Escutou em sua mente, de novo, as palavras doentias e preocupantes de Rafael ao telefone. Reviu a expressão de medo na face dela. E refletiu sobre até onde aquela farsa adiantaria alguma coisa.
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  Deveria falar com %Pedro%, sobre tudo aquilo. E como um estalo, pensou na reunião que tivera pela manhã e na possibilidade do investidor dar uma resposta positiva. Por mais desconfiante que estivesse, ainda havia aquela hipótese que ele escondeu de %Lana%. Suspirou fundo e ouviu a porta do quarto abrir. Fechou os lhos fingindo dormir. %Lana% se aproximou devagar, na expectativa de não fazer barulho, mas, a pisada da mulher — por mais que ela tentasse amenizar — era forte.
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  Ela acomodou-se na cama, o mais discreta que conseguia, e Eun sorriu secretamente encarando as costas da mulher deitada ao seu lado. Ele ficou ali observando ela afastar os cabelos para frente, suas costas nuas sob a roupa, e o ombro emoldurado pela fina alça do baby-doll rosa. Seu coração começava a bater mais forte, ele queria se aproximar. De repente recordou-se de seus costumes tradicionais, já era demasiado errado estar na mesma cama que ela. Então recordou-se feliz de que estava no Brasil, e para ela, bastaria perguntar e ter o consentimento para uma aproximação. Assim, aproximou-se lentamente do corpo dela, e passou seu braço sobre a barriga dela. Juntou seus corpos em uma conchinha e perguntou baixinho no ouvido dela:
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  — Posso fazer isso?
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  A mulher sorriu tímida — como nunca — e respondeu virando o rosto numa fração mínima:
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  — Pode. Mas deve saber que conchinha é coisa séria. Não deve mais me soltar.
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  Fecharam os olhos e adormeceram.
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• P R E T E N D •

  %Pedro% caminhava urgente pelo cômodo da casa de Gisele, com o corpo emaranhado ao dela. Línguas entrelaçadas, cabelos despenteados, as mãos que exploravam carinhos mutualmente, e as peças de roupa que ficavam no caminho da sala até o quarto deixavam rastros do quanto aquela parceria tornava-se cada vez mais íntima. Gisele jogou-se no próprio colchão, e provocante, sorria para %Pedro%. Ele não se demorou a avançar sobre ela, e cobri-la de carícias que intermediavam entre toques rudes e delicados. No meio de toda a agitação dos dois, Gisele puxou a cabeça de %Pedro% para trás, a fim de encará-lo. O rapaz a olhou curioso com o quê a amiga diria, e luxurioso com a expectativa.
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  — Eu ‘tô apaixonada por você. — A voz melodiosa da mulher soou séria como nunca.
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  %Pedro% apenas sorriu e atacou a boca dela, na tentativa de calar-lhe. E deu certo. Não iria dizer que não sentia o mesmo, mas também, não poderia afirmar que já era amor. Em todo modo, ouvir aquelas palavras de Gi, amaciara o ego dele, deixando-o ainda mais excitado.
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  De manhã, %Lana% ficaria em casa. Não tinha aula devido ao recesso, e Eun Woo decidira trabalhar em seu roteiro, mas também estava de folga. Os dois sorriam um para o outro, vez ou outra. Aquilo soava tão estranho quanto automático. Era como se os olhares se buscassem sem perceber.
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  A porta da sala abriu-se em um estrondo forte. Woo que estava na cozinha bebendo água, e %Lana% que escrevia uma lista de compras, olharam na direção do barulho de forma pausada e perplexa.
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  %Pedro% adentrava à casa, descabelado, amarrotado e com um semblante de ressaca. Caminhou devagar até o sofá da sala e se jogou ali. %Lana% e Cha Eun se olharam de novo, desta vez propositalmente e riram caminhando até ele. Ela sentou-se no braço do sofá próximo à cabeça do irmão, e ele na ponta oposta do sofá.
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  — Que noite hein, %Pedro%?
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  — Nem me fale maninha!
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  — Cadê a Gisele? — Eun perguntou mastigando gelo.
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  — Não faça isso Eun, é irritante. — %Pedro% mencionava o barulho de gelo sendo mastigado.
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  — Xiii… Alguém está de ressaca Woo. — %Lana% riu.
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  — Cadê a Gisele? — Cha Eun Woo ignorou a reclamação de %Pedro% e repetiu-lhe a pergunta.
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  Foi então, que %Pedro% ergueu o tronco, moribundo, e sentou-se no sofá com as mãos à cabeça. Olhou para cada um dos companheiros presentes, e iniciou um choramingar de descontentamento.
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  — Ela disse que está apaixonada! — Ele resmungou.
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  Eun ergueu as sobrancelhas surpreso e sorriu, %Lana% revirou os olhos por saber o que aquilo se tornara.
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  — Ai. Meu. Deus. O que você respondeu %Pedro%?
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  — Calei a boca dela com um beijo.
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  — Ok… E depois?
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  %Pedro% olhou óbvio para a irmã.
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  — Ah tá! Entendi! — Ela exclamou e Eun a olhou confuso, então a amiga explicou: — Eles estavam transando na hora.
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  Cha Eun arregalou os olhos surpreso e parou de mastigar seu gelo.
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  — Certo %Pedro%, mas, vocês falaram sobre isso em algum momento depois? — %Lana% perguntou-o.
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  — Não. Acordei antes dela e saí de fininho. Por que acha que eu estaria aqui a esta hora, com esta ressaca?
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  — O QUÊ? — tanto Eun quanto %Lana% exclamaram ao mesmo tempo.
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  — Não gritem. — %Pedro% reclamou sem alterar a voz.
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  — Aigo! Como você faz isso com a menina, cara? Que rude! — Eun perguntou descontente com %Pedro%.
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  — legal! Pode começar a falar sobre qual foi a enrascada que você se meteu, desta vez!
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  %Lana% disse categórica ao irmão. %Pedro% rolou os olhos impaciente, e a irmã insistiu. Ele olhou para %Lana%, e apontou Eun com o olhar de uma maneira discreta. %Lana% bufou e sorriu sacana:
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  — Eun! — O amigo a encarou confuso — O %Pedro% é bissexual.
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  — O quê?
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  — %Lana%! Qual é! — %Pedro% reclamou.
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  — Não se preocupe %Pedro%, eu não vou discriminá-lo. — Cha Eun disse sem graça.
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  — Foi mal, Eun. Sei como pode parecer estranho para você.
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  — Nem tanto. — O coreano sorriu solidário para %Pedro%.
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  — O Eun já está no Brasil tempo suficiente para saber lidar com a sua indecisão sexual, %Pedro%. Não é como se na Coreia não existisse isso também.
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  — Não tão abertamente. — Eun afirmou.
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  — Enfim! — %Pedro% encerrou o assunto, ou quase isso, quando declarou à irmã: — E não é indecisão, é a minha orientação, sua idiotinha.
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  — Sem discurso moralista, pequenas causas!
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  — Você é a pior irmã do mundo.
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  — Anda %Pedro%! Fala logo no que você se meteu, porque eu sei que esta história com a Gisele já deve ter começado errada!
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  %Pedro% encarou a irmã e respirou fundo. %Lana% e Eun, sabendo que ele começaria a contar algo, buscaram se sentar de frente para ele. Eun correu à poltrona da frente, e sentou-se atento. Assim como %Lana% também, sentou-se no braço da poltrona de Eun. O amigo passou o braço pela cintura da amiga e os dois atentavam-se a %Pedro% que lhes contava a situação.
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  — Lembra daquela festa que fui, no dia que você reencontrou o Rafael?
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  — Sim.
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  — Naquela festa, fiquei com uma pessoa e a gente começou a sair. E eu comecei a me envolver, e, ao mesmo tempo, Gisele vinha dando indiretas sobre seu interesse em mim. Mas, eu não sou canalha de sair com duas pessoas ao mesmo tempo.
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  — É você é bem conservador quanto a isso, nem parece que é total flex. — %Lana% zombou e Eun Woo deu uma beliscada na cintura dela. — Eun!
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  %Pedro% observou que eles estavam bem próximos, mas apenas registrou aquilo mentalmente antes de continuar:
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  — Daí teve um dia, que saí de novo com a tal pessoa e propus que fôssemos em um lugar mais próximo. Só que…
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  — Já sei! Ele não quis sair, porque é um homem não assumido. — %Lana% falou convencida e Eun arregalou os olhos surpreso, mas calado.
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  — É %Lana%, exatamente. — %Pedro% suspirou — Eu sabia que não daria certo, porque eu já estava me envolvendo naquele lance. Decidi terminar. E ele não gostou.
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  — Hum… Achei que você tivesse sido descartado.
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  — Não dessa vez. O fato é que comecei a sair com a Gi. E ele trabalha no mesmo escritório que eu, nos esbarramos diariamente, e ele começou a dar em cima da Gisele para me provocar.
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  — Ela sabe de tudo?
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  — Sabe.
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  — Ela corresponde ele?
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  — Não.
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  — Você gosta dele?
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  — Não mais, porque ele foi babaca o suficiente para espalhar entre o pessoal do escritório, que chamei ele para sair.
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  — E você está tendo problemas no trabalho agora?
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  — Não, ninguém acreditou, mas, as pessoas acreditaram quando eu disse que foi o contrário.
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  — Você jogou baixo também? %Pedro%, você não é esse tipo de pessoa. — %Lana% quase bronqueou o irmão, chocada.
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  — Eu sei! Mas, desde então, ele persegue a Gisele me provocando. Me irrita, mas, ele não é o problema. O problema é que comecei a sair com a Gi para me livrar das lembranças com ele, e agora a garota está apaixonada!
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  — Uh… É você está ferrado. — %Lana% declarou e Eun Woo apenas mantinha atenção silenciosa sobre os dois.
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  — Só isso? Minha irmã pede para eu me expor desta forma, para não dar solução nenhuma?
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  — Calma aí, nervosinho! Tenho que pensar em como te ajudar. Mal consigo sair dos meus problemas.
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  — E por falar nisso…
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  — Por falar nisso, preciso conversar com você depois, %Pedro%! — Eun que até então estava calado, recordou-se da ligação de Rafael e se pronunciou interrompendo %Pedro%.
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  — É, eu já ia perguntar. Não precisa de formalidades, por mim tudo bem.
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  — O quê? — %Lana% e Eun Woo perguntaram ao advogado à sua frente, confusos.
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  — Do que você ia falar? — %Pedro% perguntou de volta.
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  — É uma conversa particular que preciso ter com você, depois. — Eun Woo respondeu ainda confuso.
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  — O que você está escondendo de mim, Woo? — %Lana% perguntou surpresa ao amigo.
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  — Afinal de contas! O que vocês dois estão tendo?
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  %Pedro% exclamou para os dois que se encaravam perto de mais, e mal perceberam. Então Eun e %Lana% encararam-no, e se viram confusos.
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  %Pedro% arqueou a sobrancelha óbvio e apontou com as duas mãos para os dois. %Lana% e Eun se olharam de novo, e só aí se deram conta. %Lana% estava sentada no braço do sofá, mas quase, no colo de Eun com suas pernas sobre as dele. E %Pedro%, que durante o diálogo havia notado os gestos dos dois, não se pronunciou imediatamente, mas sabia que algo estava diferente. %Lana% e Eun estavam envergonhados entre si, e antes que a mulher levantasse %Pedro% perguntou:
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  — Vocês estão transando?
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  — Não! — Eun gritou eufórico enquanto %Lana% saía de seu colo.
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  — Nossa, Eun… — Ela reclamou e %Pedro% riu.
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  — %Pedro%, eu não estou… Com a sua irmã… Eu….
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  — Calma Woo, relaxa cara! Eu já disse que por mim tudo bem.
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  — Não estamos transando %Pedro%, deixa de ser idiota.
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  — Mas está rolando alguma coisa porque…
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  %Lana% revirou os olhos impaciente e interrompeu o irmão. Caminhou até a mesa da sala e pegou a lista de compras.
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  — Vou ao supermercado. — Ela disse.
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  — Eu te acompanho. — Cha Eun afirmou levantando-se rápido.
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  — E eu vou dormir, depois continuamos nossa conversa. Até mais, casal. — %Pedro% disse se encaminhando ao próprio quarto, e acenando aos dois.
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  %Lana% saiu na frente com sua bolsa atravessada ao corpo e correu para pegar o elevador aberto. Eun Woo correu logo atrás, alcançando-a. A vizinha, que estranhara a presença contínua daquele rapaz no apartamento da jovem mulher, sorriu para eles, observando-os de maneira incômoda. Quando a vizinha saiu, %Lana% olhou para ele emburrada e disse:
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  — Vizinha fofoqueira.
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  Ele sorriu divertido, mas, observou a amiga de soslaio e percebeu sua irritação.
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  — Está chateada com o que o %Pedro% disse?
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  — Estou irritada pela sua reação, isso sim!
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  — Pela minha reação?
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  — Seria tão ruim assim, que estivéssemos transando?!
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  — %Lana%, fala baixo!
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  — Aaahh, Eun!!! — Ela saiu pisando fundo em direção ao estacionamento.
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  — Vamos de carro? Vou buscar a chave! — Eun Woo disse para ela, se dando conta que não havia pegado as chaves.
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  — Eu já as trouxe.
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  — Iria dirigir meu carro, por acaso? — Ele brincou com a amiga ainda séria.
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  — Foi você quem disse que me acompanhava. — E ela respondeu sem trégua.
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  — %Lana%! Espera! — Eun pegou o braço dela, fazendo-a encará-lo.
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  — O que foi?
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  — Me diz você! Está irritada por quê?
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  — Porque você me faz sentir como se qualquer hipótese de nós ficarmos juntos, fosse um absurdo!
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  — Você sabe que não é verdade.
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  — O que eu sei, Cha Eun Woo, é que sozinhos somos diferentes de quando outras pessoas estão próximas. E quando alguém pergunta sobre a gente, você age como se fosse uma loucura!
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  — %Lana%, não é isso! Você sabe que… É complicado pensar nessas coisas entre a gente. Sempre fomos amigos, e só amigos.
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  — E o que somos agora Eun?
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  — Eu não sei…
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  — Somos uma farsa. Então, vamos continuar agindo como antes, tá? Antes dessa besteira que inventei.
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  — Não dá. Não depois de ter beijado você…
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  Ele afirmou se aproximando dela e a olhando profundamente.
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  %Lana% calou-se confusa e sua respiração falhava, ela sentia Cha Eun se aproximar cauteloso de seu rosto, e então o interrompeu. Baixou o rosto e esticou as chaves do carro até ele. Deu as costas e foi andando na direção do automóvel. Eun bagunçou os cabelos e fechou os olhos, contrariado. Em seguida a seguiu.
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  No caminho para o supermercado, eles trocaram poucas palavras, apenas escutando as músicas coreanas que Eun gostava. Mas, ao chegarem no lugar, já estavam bem um com o outro novamente. Faziam as compras distraídos, até que Catarine se aproximou os cumprimentando. Sorriram surpresos para ela e fingiram o que tinham de fingir. Depois que ela saiu, os dois se olharam envergonhados pela discussão do estacionamento.
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  — Desculpe Eun, eu surtei né?
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  — Não, não. Eu também me sentiria rejeitado por reagir daquela forma. Só que… %Lana%… Entenda, você não é uma qualquer para mim. É uma amiga importante, a mais importante que fiz no Brasil. E não posso ser hipócrita em dizer que tudo pode ser como antes. Porque não pode. Eu não sei exatamente o que está acontecendo, mas, não vai ser o mesmo.
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  %Lana% sorriu com a sinceridade do amigo, e beijou o rosto dele.
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  — É, eu sei. Te entendo, de verdade. — Ela afirmou e levou o carrinho de compras para o próximo corredor.
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  Eun ficou observando-a distanciar, e então veio uma memória à sua mente. Ele correu para alcançá-la e se pôs a caminhar ao lado dela, pegando as coisas que ela solicitava.
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  — Sabe o que eu estava pensando outro dia?
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  — Em mim.
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  — É, mas não em você propriamente. Estava pensando na gente.
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  — Sério? — Ela perguntou surpresa.
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  — Concluí que nós nunca saímos para uma balada. Para dançar.
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  Ela pensou um pouco e sorriu concordando:
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  — Verdade! Que tipo de amizade é essa?
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  — Não é muito convencional. — Eun riu com o sarcasmo de sua situação — Mas, o que você acha?
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  — Acho que devemos concluir isto quanto antes!
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  — É, mas, para onde?
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  — Deixa comigo!
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  — Não sei se é uma boa ideia… Da última vez que você foi para a balada encontrou seu ex.
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  — Lá mesmo! Apesar dos pesares, é uma boate ótima. Adoro aquele lugar.
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  — Não quero.
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  — Hum! Que chato! Escolhe você então!
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  Eun sorriu discreto, puxou o telefone do bolso e começou a mexer. %Lana% não se importou em descobrir o que ele estava fazendo, apenas continuou suas compras.
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• P R E T E N D •

  Dias depois, os dois amigos chegaram ao mesmo tempo, no prédio, ao final do dia. %Lana% havia saído de um teste para outra peça teatral de sua companhia, e estava eufórica e falante. Eun Woo estava animado por ela, a ouvindo com atenção. Os dois riam bastante, mas, quando entraram em casa, se depararam com %Pedro% e Gisele em uma discussão. Ao que puderam entender, %Pedro% não havia respondido à Gisele sobre os sentimentos dela, desde que ela se confessara.
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  A secretária saiu tempestiva, e passou por eles sem os cumprimentar. %Pedro% gritou para ela esperar, pegou seu casaco e correu atrás de Gisele. Ao passar por Eun Woo e sua irmã, ele apenas lhes acenou de maneira desajeitada. Os amigos olharam-se aflitos e logo terminaram de chegar em casa.
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  — Nossa, o que será que aconteceu? — Eun Woo murmurou.
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  — Provavelmente, o %Pedro% se fingiu de sonso e não conversou com ela sobre aquele assunto. — %Lana% deu de ombros deixando a bolsa no cabideiro — Eun, vou para o banho.
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  — Beleza, vou preparar alguma coisa para gente comer.
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  Minutos depois, %Lana% estava sentada no balcão da cozinha, comendo besteiras antes do jantar de Eun ficar pronto. E o amigo já tinha tirado os salgadinhos de perto dela várias vezes, mas, ela sempre os pegava de volta. Eun perdeu a paciência e já ia reclamar com ela de novo, quando a observou pálida lendo uma mensagem no celular.
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  — O que houve?
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  — É a Cata.
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  — Aconteceu algo com ela?
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  — Mais ou menos. Ela conseguiu sair com o Rafael. E está perguntando se nós não queremos ir com eles a um barzinho, tipo… Agora.
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  — Que garota sem noção. — Eun Woo falou com o semblante fechado de quem estava descrente na proposta.
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  — Viu! Eu falei! E você achando que era coisa da minha cabeça!
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  — Nós não vamos. — Eun declarou.
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  — Claro que não!
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  — Eles é que vêm. — Eun sorriu com a ideia que proferiu.
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  — É o quê Cha Doido Eun Woo?
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  — Pensa comigo: receber seu ex e a ficante dele, para um jantar na “nossa” casa pode ser uma boa. A chance de mostrarmos o quanto somos apaixonados.
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  — Será?
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  — Vamos dar um choque de realidade naquele babaca.
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  — Realidade? No nosso mundo de fantasia?
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  — Só confirma aí para sua amiga, que é para eles virem.
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  — E se eles não quiserem?
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  — Aí você diz que não vamos, porque o jantar está quase pronto. E quer saber? Duvido que o Rafael não tope.
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  Como se Eun Woo soubesse que aquela seria a chance perfeita de se livrar do ex-namorado de %Lana%, ele terminou o jantar e se aprontou. No horário marcado lá estavam o ex, e a amiga Cata.
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  %Lana% não podia acreditar no que estava acontecendo, mas, muniu-se de sua melhor personagem e seu talento cênico e os recebeu amigavelmente. Durante o jantar, ela e Eun agiam com a cumplicidade e naturalidade de todos os dias. E novamente perceberam que, não precisavam de muito esforço para mostrarem-se apaixonados. Contudo, aproveitaram-se da situação para se abraçarem bastante, se tocarem e também trocarem beijos.
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  Catarine que não notava o quanto Rafael estava descontente com o casal à sua frente, já que ela não parava de falar. E Rafael, surtia olhares desafiadores para Cha Eun Woo. Não encontrando chances de ficar a sós com %Lana% em momento algum, começara a se arrepender de sair com Catarine. A garota não apenas parecia instável mentalmente, como também parecia ser uma controladora. Não o largava momento nenhum, e Rafael começou a provar da incômoda situação de alguém limitar tudo o que você faz. Entretanto, ele não percebera aquilo naquele momento.
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  Antes de ir embora, Eun Woo o abordou na porta de saída a sós, enquanto Catarine e %Lana% conversavam próximas ao sofá. %Lana% despediu-se de Cata, mas não conseguiu tirar os olhos dos dois homens que sussurravam entre si. Catarine foi quem interrompeu o assunto dos dois, quando puxou %Lana% pela mão direcionando-se à saída.
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  — Bem! Agora vocês devem uma saída conosco, não é Rafael?
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  — Claro, claro. Podemos marcar no final de semana.
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  — Eun e eu estamos meio ocupados durante a semana, então um fim de semana será ótimo, não é amor?
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  — Claro! Vamos ao barzinho que a Cata nos chamou hoje, que tal?
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  — Ótimo! Ligo para você combinando, amiga.
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  Se despediram de vez, e Rafael parecia bastante contrariado. Ele tentou beijar o rosto de %Lana% em despedida, mas Catarine o puxou antes disso. Eun e %Lana% fecharam a porta, caminharam até a sala e começaram a gargalhar. Se jogaram no sofá, risonhos da loucura que fizeram em receber o ex-namorado inconformado e sua atual ficante controladora e ainda combinarem um repeteco.
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  — O que vocês conversaram ali na porta? — %Lana% perguntou.
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  — Eu disse estar satisfeito em saber que ele havia entendido o meu recado. Mas o maluco falou que Catarine era só uma distração até ter você de volta, então reafirmei que ele poderia desistir, porque, mesmo se você quisesse voltar para ele, eu sempre estaria ao seu lado para lhe mostrar o que é amor de verdade.
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  — E ele acreditou?
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  — Você não acreditaria?
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  — A questão não é essa… — %Lana% suspirou — Você acha que ele desistiu?
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  — Ainda não, mas, só porque ele ainda não entendeu os seus motivos. Você deveria ser mais franca.
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  — Não acho que essa é a questão. Conheço o Rafael, e ele sabe, sim, o quanto me fez mal. Só não quer aceitar que eu não sou mais a ingênua de antes. Na verdade, me parece que ele não levou fé na gente!
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  — Levou, sim, pode ter certeza. Os olhares dele para mim, eram claros sobre isso. E Catarine nos ajudou muito com todos os comentários sobre nós.
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  — Verdade… — %Lana% sorriu e exclamou como se suplicasse: — AH! Eu só queria me ver livre dele.
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  — %Lana%… Lembra da conversa que eu queria ter com o %Pedro%?
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  — Sim, aquela que fui excluída. Já tiveram esta conversa?
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  — Não. Mas, eu vou te contar… Rafael foi muito psicótico ao telefone aquele dia. Dissera que você pertencia a ele de uma maneira doentia. E eu fiquei realmente preocupado, então…
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  — Fala Eun Woo!
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  — Acho que você deveria prestar uma queixa. Ir à delegacia contar tudo o que ele fez antes, e a maneira como te persegue agora. Isso pode ser importante, além de ser útil para o afastar.
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  — Eun, não é para tanto, é?
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  — Quando encontrei vocês na faculdade, você me parecia muito abalada. Mas, não quis conversar sobre aquilo depois. O que ele te disse? O que você sentiu?
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  %Lana% encarou o amigo, pensativa, e depois de alguns segundos sacudiu afirmativamente a cabeça:
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  — Tem razão. Acho que vou prestar queixa, mas, só se ele continuar incomodando. Pode ser que depois de hoje, ele pare.
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  — Não tenho certeza. Mas, saiba que estarei aqui. Eu sempre vou estar do seu lado! Vou cuidar de você.
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  Os dois sorriram e se abraçaram. %Lana% sentia que nos braços de Cha Eun Woo nada poderia lhe acontecer.
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Lelen
  — Porque você me faz sentir como se qualquer hipótese de nós ficarmos juntos, fosse um absurdo!" Leia mais »

A moça se sentiu ofendida 😂

Ray Dias

Eu também me sentiria kkkk

Lelen
  — Que garota sem noção. — Eun Woo falou com o semblante fechado de quem estava descrente na proposta." Leia mais »

É mesmo

Lelen
  — Bem! Agora vocês devem uma saída conosco, não é Rafael?" Leia mais »

A ousadia 😂😂

Lelen

BORA PRESTAR QUEIXA CONTRA O BOY LIXO SIM.
Sai, encosto!

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