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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Pretend

Escrita porRay Dias
Editada por Lelen

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Capítulo 7

Tempo estimado de leitura: 32 minutos

Tried to avoid this but I'm weak to the bone
(Tentei evitar isso, mas eu sou fraco até o osso)

  %Pedro% terminara de redigir o contrato que havia sido solicitado a ele, e o pegou, saindo de sua sala a fim de entregar o documento para Gisele. Quando chegou na recepção, surpreendeu-se com Matheus folheando um bloco de papéis que a sua secretária havia lhe entregado.
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  — O que você quer aqui, Matheus? — perguntou impaciente.
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  — Vim buscar um processo com a gracinha da Gisele.
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  A mulher encarou descontente ao %Pedro% e com um aceno de cabeça pediu a ele que não se importasse com o que Matheus dizia.
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  — Que processo poderia te interessar, já que não trabalhamos na mesma área?
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  — Pois é, mas o Dr. Abílio pediu que eu me responsabilizasse por este. — Ele estendeu a pasta com o documento, de suas mãos para %Pedro%.
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  %Pedro% leu o resumo inicial do processo e acenou com a cabeça, silencioso. Ele já estava a par daquela situação.
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  — Ah, sim, estou ciente disso. — afirmou para Matheus: — Você já pode ir, então.
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  — Você não precisa me odiar para sempre, %Pedro%. Afinal, trabalhamos juntos.
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  — Ódio é um termo muito forte. Eu só não finjo ser o que eu não sou.
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  — Senhores… — Gisele intrometeu-se — Há muito trabalho para todos nós, então é melhor nos encaminharmos a eles, não é?
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  Matheus encarou Gisele e se despediu dela mandando um beijo no ar e uma piscadela, o outro advogado bufou com o gesto. Depois que Matheus entrou no elevador, %Pedro% apenas entregou o documento que havia redigido nas mãos da secretária, e saiu de volta à sua sala. Gisele procedeu com o documento, depois de despachá-lo ela foi até a sala do affair. Bateu à porta, e entrou assim que ele autorizou.
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  — %Pedro%? Vai ficar virando a cara para mim toda vez que o Matheus lhe provocar? Eu não tenho nada a ver com a confusão de vocês dois.
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  %Pedro% fechou o notebook em sua mesa, e observou, calado, Gisele se aproximar. Ela parou ao lado da cadeira dele, recostando-se à mesa.
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  — Eu sei que você não tem culpa de nada, mas eu não posso evitar sentir ciúmes toda vez que ele se insinua para você. Ainda mais por saber que tudo se trata de uma encenação ridícula.
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  — Ciúmes de mim ou dele, %Pedro%?
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  — Está ficando louca por acaso?
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  — Então, que tal se transformarmos este relacionamento em algo sólido?
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  — O que você quer Gisele?
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  — Me apresente de uma vez à sua família. Ou eu não passo de mais uma?
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  — Eu não sou este tipo de homem, e você sabe. Só acho que está cedo para formalidades.
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  — E eu acho que eu não passo de uma desculpa para você.
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  — Gisele… — Ele chamou-a enquanto a mulher saía firme de sua sala.
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  %Pedro% achava muito cedo transformar a relação com Gisele em algo público. Mas, decidiu que apresentaria ela à sua irmã, não como namorada, mas como uma companheira.
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  Ele não poderia perder Gisele. Apesar do pouco tempo, %Pedro% gostava do que estava surgindo entre eles.
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  Mesmo que Matheus fizesse questão de perturbá-los.
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• P R E T E N D •

  O último dia, em tempo integral na faculdade, não fora como %Lana% havia esperado. Ela achava que terminar aquele semestre da pós seria como um fim de ano escolar. Porém, estava exausta. O longo seminário teria sido mais proveitoso se sua cabeça, não estivesse tão distante aquele dia. E as aulas que seguiram abordaram cansativos assuntos. %Lana% e Catarine, encaminhavam-se para fora da sala de aula, ambas cansadas.
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  — Não acredito que acabou.
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  — Não acabou amiga, agora virá o trabalho.
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  — %Lana%, não corta o meu barato. Caramba, que dia pesado!
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  — Sim, foi um dia muito teórico e pouco prático.
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  — É, mas a prática virá logo e não tenho certeza que será menos cansativa.
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  As amigas caminhavam para fora do campus, com o típico andar arrastado de quem só espera um lugar para se jogar e dormir.
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  — Você já conseguiu algum trabalho, Cata?
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  — Não, na verdade, nem procurei. E você?
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  — Estou aguardando algumas respostas.
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  — Boa sorte, amiga.
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  — Para você também. E o que fará neste recesso?
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  — Buscar trabalho? — As duas riram com a maneira como Catarine respondeu desmotivada — É sério, eu deveria ter corrido atrás antes, e agora vai ser difícil.
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  — Não vai ser difícil, mas você não terá como escolher muito. As melhores vagas foram preenchidas com certeza.
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  — Droga… E você %Lana%, quais os planos para o recesso?
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  — Não sei. Nem pensei nisso, na verdade, Eun não vai ter descanso, eu acho. E nem o %Pedro%.
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  — Falando em namorado… O seu ex, está vindo.
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  %Lana% olhou para o seu lado esquerdo, apreensiva, e observou Rafael vir em sua direção.
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  — Aproveite para nos apresentar. — sussurrou Catarine.
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  Catarine parecia realmente interessada em conhecer Rafael, e %Lana% não fazia a menor questão de ser a ponte para aquilo. Contudo, não queria que a situação caísse como um ciúme ou posse dela para com o ex, na visão da colega.
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  — Boa tarde, %Lana%. — Rafael disse em frente a ela.
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  — Boa tarde, Rafael. — disse sem muita emoção, e notando a loirinha ao seu lado toda insinuante, %Lana% suspirou discreta apresentando: — Esta é a Catarine.
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  — Prazer. — cumprimentou Rafael notando o jeito que a amiga de sua ex parecia sorrir mais do que o normal para ele.
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  — O prazer é meu, Rafael.
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  Catarine, respondeu educada, observando a situação. Esperaria uma brecha para ser mais direta com o rapaz.
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  — Eu poderia falar com você um instante, %Lana%? — Rafael foi logo traçando a direção de sua aproximação e Catarine percebeu.
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  — Bem, gente, eu tenho que ir. A gente se fala, amiga.
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  — Até mais, Cata.
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  Eles esperaram a garota distanciar-se um pouco, e então %Lana% continuou caminhando até a saída da faculdade com Rafael a seguindo. Os dois pararam um pouco antes do portão.
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  — O que você quer?
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  — Será que podemos agir como colegas, pelo menos?
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  — Rafael, olha… Realmente preciso falar com você. Estou namorando agora.
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  — Eu sei. — Ele respondeu sorrindo de um modo cínico.
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  — Pois é, Eun Woo e eu estamos apaixonados e decidimos dar um passo sério na nossa relação. E eu preciso ser franca com você. Eu menti. Ele não se chama Victor, se chama Cha Eun Woo. Na verdade, aquela noite na boate eu quis me vingar de você por todo o mal que você me causou, e fiz aquele jogo estúpido de sedução. Nunca tive a intenção de me reaproximar de você. Era pra ser uma noite e nada mais, e quando contei ao Woo, apesar de termos um lance moderno, ele não gostou. E foi aí que descobrimos o que realmente sentíamos um pelo outro. Sem relacionamento aberto, agora é real, é pra valer. Eu não te amo mais, graças a Deus, então, não se ilude por aquela noite, tá?
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  — Por que mentiu o nome dele?
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  A pergunta de Rafael ignorava o restante narrado.
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  — Não queria que você tivesse alguma aproximação com ele, mas Eun acabou surgindo aquele dia de manhã, e eu levei a farsa até você ir embora, depois nós conversamos e contei a verdade.
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  — Ele gosta mesmo de você? Já que te viu com outro homem na sua porta pela manhã, a reação dele foi muito calma, não acha?
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  — Eun Woo não é um troglodita. — respondeu ela, encarando Rafael com um olhar certeiro.
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  — Você fala de mim, como se eu fosse um monstro.
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  — Você pode até não ser um monstro, mas foi como você se portou enquanto estávamos juntos. E não é exagero. Talvez você não saiba o mal que me causou Rafael e o quanto eu sofri.
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  — É, eu não sei mesmo, porque por mais que eu tenha errado, não consigo enxergar este “tal” absurdo que causei. Sempre fui apaixonado por você!
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  — E é esse o seu problema, não enxergar os defeitos. Você é machista, abusador, e ainda por cima me agrediu de todas as formas!
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  — %Lana%, por favor… Acredite que eu te amo. De verdade, eu sei o quanto eu perdi.
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  — Acredito Rafael, mas eu não me importo com o que você sinta. Da sua forma doentia você deve ter algum sentimento. Mas, é doentio. Você precisa de tratamento.
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  — Entendi. — O ex suspirou mais como se estivesse buscando encerrar o assunto do que a compreender — Então, agora você e aquele cara…
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  — Sim, nós estamos namorando. E eu não acho legal e nem saudável que nós, tratemo-nos como se fôssemos amigos. De verdade, eu não quero.
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  — Você é minha, %Lana%. Não se engane.
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  Aquela mísera frase acendeu um alerta traumático na mente de %Lana%, que nervosa, com as pupilas dilatadas àquela altura, gritou:
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  — Não se engane você, Rafael!
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  Rafael continuava calmo. Eles se encaravam em silêncio, até Rafael olhar para alguém que se aproximava atrás de %Lana%. Ela sentiu uma mão em sua cintura e virou, se deparando com Eun. Abraçou-o forte, e o rapaz lhe apertou em seus braços.
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  — Algum problema, amor? — perguntou a ela encarando Rafael.
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  — Não, o Rafael e eu só estávamos esclarecendo algumas coisas.
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  Cha Eun sabia, aquele tom de voz e aquele abraço não eram de uma %Lana% que estivesse tranquila.
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  — Eu sei quem você é! — Eun apontou para Rafael e afastou %Lana% para atrás de si, ele se aproximou ainda mais ameaçador do rival: — E eu não quero você perto dela! Não vou deixar você se aproximar da minha namorada e nem a fazer mal algum, entendeu?
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  — Não é mal que tenho para oferecer a ela. — Rafael encarou de volta.
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  — Você não tem nada a oferecer para %Lana%!
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  — Veremos.
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  Eun Woo avançou para cima de Rafael, mas %Lana% o segurou. Ela pediu para ele se acalmar e foi o empurrando para longe do ex. Cha Eun virou-se dando a mão para %Lana% e saindo com ela pelo portão da faculdade.
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  Quando ambos passaram do portão, o carro de Woo estava estacionado em frente, do outro lado da rua. Eles atravessaram, Eun olhou para trás e viu Rafael caminhar para fora da faculdade, calmamente, logo atrás com um sorrisinho afrontoso e um olhar que parecia investigar o casal.
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  Sem pensar muito, soltou a mão de %Lana% e a escorou na porta do carro onde ela deveria entrar. Eun estava furioso. Prendeu-a entre ele e a lataria do veículo, segurou o rosto dela a encarando nos olhos e avançou-lhe à boca. Beijou %Lana% de maneira desesperada. Apertava o rosto dela contra o seu, de uma maneira cuidadosa, mas necessitada. E depois de um beijo cinematográfico, separou-se da boca dela, ofegante.
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  — Entra. — foi a única coisa que a voz firme e o olhar desejoso de Eun dissera à mulher, que o encarava surpresa, com os lábios avermelhados.
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  Abriu a porta para ela entrar e assim que a atriz o fez, Cha Eun olhou na direção de Rafael, desafiadoramente. Depois deu a volta, sem desviar o olhar do rival, sentou-se no banco do motorista e deu partida cantando pneu.
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  %Lana% estava assustada, nunca havia visto Eun Woo daquele jeito. Depois de alguns minutos, ambos sérios, sem trocar palavras, Woo respirou fundo, caindo em si e olhou para a amiga. %Lana% ainda estava calada e com olhar assustado.
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  — Desculpe, %Lana%… — suspirou — Eu te assustei e fui agressivo, não é? É que fiquei nervoso quando vi aquele o jeito que você parecia acuada por causa daquele babaca.
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  — Ahn… Tudo bem, foi bom você ter chegado.
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  — Ele fez algo com você?
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  — Não, foram só as coisas que ele disse.
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  — O que ele disse?
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  — Nada de importante, só provocações. Vamos esquecer o assunto, tudo bem? — %Lana% pediu achando melhor esconder o tom possessivo que Rafael utilizou.
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  — Como você quiser.
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  O silêncio se fez novamente entre eles, e Eun Woo sentiu necessidade de pedir desculpas pelo beijo.
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  — Me desculpe também pelo beijo.
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  — Não precisa se desculpar por isso, Woo. — %Lana% sentiu um rubor nas bochechas e o formigar nos lábios — Você… Foi um beijo e tanto. %Pedro% ficaria orgulhoso da sua atuação.
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  — Eu… — Cha Eun raspou a garganta tentando se justificar: — Só quis deixar claro que ele não tem mais chance. Ou tem?
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  — O quê? — Ela o olhou indignada — É óbvio que não!
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  — Então, agi certo? — perguntou com receio para ela, que pensou para responder tempo suficiente para que o amigo se arrependesse de ter questionado — Esquece! Não precisa responder, é claro que agi certo. Estamos fingindo isso para te livrar daquele cara!
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  %Lana% sorriu falsamente, não gostou de ouvir que tudo não passara de fingimento. Mas, decidiu pôr uma pedra naquele assunto.
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  — Onde você foi esta manhã?
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  — Tive uma reunião importante, mas acho que não consegui o que queria.
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  — Fiquei preocupada. A propósito, eu não tive como retornar suas ligações! Foi um dia tenso. Uma quantidade desumana de palestras longas.
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  — Tudo bem, eu só fiquei preocupado se você teria conseguido acordar.
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  — Ei! Sou responsável com meus horários. — Ela sorriu já dissipando aquela aura de constrangimento adolescente entre os dois.
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  — Claro que é, mas só uma avalanche para te acordar.
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  — Que exagero!
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  Eles riam, e conversaram descontraidamente sobre seus dias até chegarem no apartamento. Quando chegaram, %Pedro% ainda não havia voltado. Eun foi em direção ao quarto tomar banho, e então %Lana% lembrou-se:
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  — Eun! Olha pra mim! — Ela gritou e ele virou-se sem entender. Então ela sorriu ao encará-lo: — Pode ir.
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  — O que foi?
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  — Nada.
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  Ele sacudiu a cabeça e saiu enquanto %Lana% sorria observando-o. Ele estava do jeito que ela imaginara naquela manhã: despenteado sexy, o terninho desarrumado e a gravata azul-marinho cintilante afrouxada.
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  Abriu a geladeira para ver o que preparariam, mas não havia muita coisa. Precisavam fazer compras. Pegou os inúmeros panfletos de delivery, nada a satisfez. Abriu o aplicativo pelo celular e ao escolher foi até o quarto ver se Eun concordaria.
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  — Eun! — A atriz abriu a porta de repente.
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  Cha Eun estava de cueca, e virou-se para ela calmo dobrando sua calça. Ela olhou o corpo do amigo, de um modo acanhado e surpresa baixou os olhos até a peça da Calvin Klein, que o deixara absolutamente sedutor. Envergonhada virou o rosto, e os dois começaram a rir pela situação nova entre eles. %Lana% desculpou-se:
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  — Foi mal, não teve como não olhar. — Ela disse baixinho encarando os próprios pés. — É uma bela Calvin Klein.
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  A última frase dita de um jeito embaraçoso arrancou uma gargalhada satisfeita de Eun Woo, que até lançaria uma piada infame, mas %Lana% deu-se conta da vergonha que passou e encerrou antes de bater a porta saindo dali:
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  —É… Termine de se vestir, depois nos falamos.
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  Risonha e com rosto quente, fechou a porta e escorou-se na madeira pelo lado de fora, com as mãos à boca, surpresa por ter se deparado com Cha Eun daquele jeito. E assustada com o efeito de algo que para ela era tão comum, como a nudez de um corpo. Ela não entendia porque estava envergonhada, ou porque de repente, a imagem de Eun parecia um fantasma de pensamentos impróprios na sua mente.
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  Do outro lado da porta, Woo estava ainda de pé olhando para o local onde a amiga saiu, com um meio sorriso. Ele havia visto %Lana% envergonhada? Envergonhada por algo que ela nunca tivera vergonha alguma? Estava surpreso com a reação dela. E mais uma vez, soube que a convivência íntima mudava uma amizade. Não era do feitio da %Lana% demonstrar-se incomodada com Eun em poucas roupas. Ele jogara a toalha sobre seu ombro e sorrindo foi para o banheiro, com a sensação deliciosa de notar que aos olhos da amiga, ela também se balançava com seu corpo tanto quanto ele ao dela.
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  Passados dez minutos, %Lana% bateu à porta e não obteve resposta, então, cautelosa, entrou pouco no quarto e escutou o barulho do chuveiro. Pegou suas roupas e foi para o banheiro do quarto do irmão, onde tomou seu banho e vestiu-se. Quando saiu, encontrou Cha Eun voltando da lavanderia. Ele estava sem camisa e de calça moletom. Ela passou por ele, fingindo não ter percebido o abdômen definido exposto. Nunca houvera reparado daquela forma, e se espantou, por nunca olhar para Eun com outros olhos. Ele era realmente quente! Ela realmente não havia notado nada daquilo antes? O que, afinal, ela estava fazendo?
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  Pendurou sua toalha na lavanderia e voltou para a sala, e sem o deixar perceber encarou o abdômen do rapaz sentado de qualquer jeito no sofá, que mexia no celular. Passou por ele procurando o seu celular nas poltronas da frente do sofá, e foi a vez de Eun Woo reparar no short curto, do babydoll que %Lana% usava. Ele engoliu seco, e disfarçou encarando seu celular de novo.
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  — Aconteceu alguma coisa? — %Lana% perguntou sentando-se ao lado dele, com seu aparelho em mãos.
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  — Nada, por quê? — Ele perguntou confuso para ela.
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  A mulher tocou a testa dele com dois dedos, desfazendo a ruga que encontrou ali.
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  — Então não fique franzindo a testa desse jeito.
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  Ele sorriu e abaixou a cabeça, como se tivesse feito algo errado.
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  — O que queria me falar quando foi espionar minha Calvin Klein? — perguntou.
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  — Idiota, não fui espionar nada. — Ela riu e sibilou: — Mas que bom que vi algo bom…
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  — O quê disse?
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  — Pensei em pedir este prato, por isso fui lá. O que você acha? — desconversando, ela abriu o aplicativo do iFood e mostrou-o.
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  Ele concordou e enquanto decidiam pelos acompanhamentos extras, os dois ouviram a porta se abrir. Olharam para a entrada da casa, e se assustaram ao ver %Pedro% chegando acompanhado. Ficaram calados, de olhos esbugalhados o encarando.
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  — Não vão dar boa noite, mal-educados? Temos visita! — %Pedro% disse risonho.
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  — Boa noite. — %Lana% e Eun Woo disseram juntos.
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  — Esta é a Gisele.
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  %Pedro% puxou-a pela mão até próximo aos dois. %Lana% e Eun se levantaram e cumprimentaram a garota. %Lana% a cumprimentou sorridente. E Eun Woo apenas a cumprimentou educadamente. Estava sem graça por estar sem camisa.
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  — Gi, está é a %Lana%, a minha irmã. E Eun Woo, o namorado dela.
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  A mulher sorriu para os dois, mas os amigos se olharam sem jeito e encararam %Pedro%, que ria da cara dos dois. %Lana% abraçou Gisele e Woo foi ao quarto vestir uma camisa. Quando voltou para a sala, %Lana% não gostou de vê-lo vestido e fechou a cara. %Pedro% percebeu aquilo e sorriu discreto. Algo, finalmente, parecia acontecer entre os dois.
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  — Fique à vontade Gisele. É um prazer conhecê-la. — Eun Woo falou gentil, e a garota respondeu com um agradecimento, sentando-se em uma das poltronas.
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  Cha Eun Woo sentou-se de frente a ela após cumprimentar ao %Pedro%. E %Lana%, mais animada que o normal, sentou-se no sofá ao lado de Eun, com as pernas cruzadas e bateu palmas, tal como o irmão achou que ela faria quando ele levasse Gi em sua casa:
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  — Ai! Estou empolgada! Vocês estão namorando? — perguntou para Gisele, e seu irmão.
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  — Não, %Lana%. Não assusta a Gisele, se não ela vai desistir só por te conhecer.
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  — Calado %Pedro%!
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  Gisele riu e encarou %Pedro%, aguardando a resposta dele para “o quê” eles eram.
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  — Estamos juntos, nos conhecendo. — respondeu à irmã encarando a reação de Gisele.
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  Ela sorriu, pareceu gostar.
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  — Acabamos de pedir massa italiana para o jantar, vocês vão jantar conosco?
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  — Não, Eun. Gisele e eu temos um jantar entre amigos. Só passei em casa para me arrumar.
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  — Que pena! Gisele está convidada a voltar qualquer hora, e jantar conosco!
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  %Lana% falou simpática, e a mulher agradeceu. Os três: Eun Woo, Gisele e %Lana% conversavam enquanto %Pedro% se arrumava. Logo que ele ficou pronto, se despediram e saíram. %Lana% ficou chateada por não poder conversar mais com a garota que o irmão trouxera. Não era típico do %Pedro% apresentar garotas à família. Eun, retirou sua camisa novamente, e dobrou-a deixando no braço do sofá. %Lana% observou aquilo, enquanto estava deitada no sofá, cutucou Eun Woo com a ponta do pé apenas para ele olhar para ela.
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  — Por que você é sempre tão organizado?
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  — Desde quando isto é um defeito?
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  — Não disse que era um defeito, eu perguntei por quê.
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  — Vocês brasileiros são muito bagunceiros, sabia? Na minha cultura somos educados a ter etiqueta e disciplina, tudo tem o seu horário e o seu lugar. Infelizmente já perdi muito dos meus bons hábitos.
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  — Hmm… é só uma questão de rotina. Quando você voltar… — Ela não terminou a frase.
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  O silêncio perdurou por alguns segundos e Eun continuava a encarar em expectativa, mas sentiu como se a amiga entrasse em um estado hipnótico.
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  — %Lana%? — chamou.
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  A mulher se ergueu, sentando-se no sofá, devagar, e séria. Encarou Cha Eun e perguntou-o após enlaçar seus dedos:
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  — Você veio para estudar, no entanto, já se formou. Já está trabalhando…
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  — Sim. Qual o problema?
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  — Quando nos conhecemos, você dizia que depois que acabassem seus estudos voltaria para sua terra. E hoje você disse ter uma reunião importante… Você está planejando voltar para a Coreia, Cha Eun Woo?
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  Ele sorriu plácido, com a calma que só ele tinha. E observou o olhar curioso — e talvez aflito, se assim pudesse dizer — de %Lana%. Respirou fundo e se aproximou dela, sentando mais perto.
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  — Eu não estou planejando voltar agora, ainda tenho algumas coisas a cumprir, mas quero voltar um dia. O Brasil é um país incrível, mas não é o meu lar. Eu poderia viver muito bem aqui, mas tudo o que tenho de essencial está na Coreia. No Brasil… Pode ser que um dia algo mais importante me faça ficar, mas as minhas ambições e necessidades ainda perpassam em um retorno ao meu país. A reunião de hoje era um passo a mais para a minha carreira, entretanto, não deu certo. Por isso, não se preocupe, ainda passarei um tempo aqui.
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  %Lana% abaixou o olhar, descontente. Não fez questão nenhuma de esconder. E Eun Woo notou, ele levantou o queixo da amiga a fim de se olharem nos olhos e então ela lhe sorriu.
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  — Mesmo que fosse embora, não se livraria de mim, tão fácil. Posso ir para Coreia do Sul te encher o saco também! — Ela disse.
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  — E nem você de mim. Acha mesmo que ir para o outro lado do mundo é o suficiente para me tirar da sua vida?
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  — Droga, eu tinha esperanças que sim.
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  Eles riram, e então Eun avançou sobre ela para lhe fazer cócegas. Enquanto ele torturava a amiga, ela tentava o empurrar de cima de si, mas era inútil. Ele era mais forte. Então, Cha Eun parou de brincar, e sentou-se ao chão. Ficou ao lado dela, com a cabeça apoiada em sua barriga. E %Lana%, deitada como antes, mexia no cabelo dele.
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  — Sobre o que era a reunião? — perguntou.
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  — Escrevi um roteiro há algum tempo, para uma série ou drama. Infelizmente a produtora não se interessou, mas consegui o contato de um investidor coreano de outra conhecida produtora, porém, não sei se a reunião de hoje foi satisfatória para valer uma indicação.
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  — Tudo acontece ao seu tempo, não fique preocupado com isso. Tenho certeza que na hora certa você vai chegar lá.
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  — Seria fantástico se você atuasse em um dos meus roteiros. — Eun Woo revelou encarando-a cheio de esperança.
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  — Nada é impossível. Se você me convidar, pode apostar que eu irei!
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  Os dois bateram palma em um “high five”, e então Eun virou-se para ela, apoiando o cotovelo no sofá e sua cabeça na própria mão, perguntando-a:
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  — E você, como foi seu último dia de aula na pós?
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  — Último não, último dia integral. Agora virá o trabalho de conclusão e estou aguardando respostas das entrevistas que fiz. Mas, tem gente pior. Catarine, por exemplo, nem começou a procurar.
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  — Catarine? A sua amiga gata? Como é hein!? Quando vai nos apresentar?
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  — Não vou. Você tem um relacionamento comigo cara pálida. E ela já sabe.
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  — Olha você me atrapalhando mais uma vez.
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  — E depois, Catarine não está interessada em você. Ela quer que eu a apresente ao Rafael.
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  — Ao Rafael? Como ela o conhece?
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  — Estávamos os três na mesma palestra hoje de manhã. E ela percebeu que ele estava nos encarando, então contei que ele era o meu ex-namorado.
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  — E mesmo assim ela te pediu isso?
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  — Uhum! Viu só? Falei que não dá pra confiar nela, desde que ela ficou se insinuando pra você! — %Lana% dizia sentindo o gosto involuntário do ciúme de outro dia.
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  — E você vai apresentá-los?
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  — É claro que não! Na verdade, os apresentei hoje por acaso, mas eu não pretendo ajudá-la a investir nele.
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  Cha Eun virou-se para %Lana%, com o cenho franzido e humor quase irritado:
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  — Aigo! Por que não?
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  — Porque eu não quero que ninguém passe pelo que passei.
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  — Tem certeza que é por isso?
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  %Lana% riu ao perceber o incômodo de Woo. Ela tocou a testa dele, afastando as rugas e bronqueando para que ele não fizesse mais aquilo:
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  — Para de franzir a testa. E é só por isso, sim. Já falei que não sinto mais nada por aquele embuste.
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  — Sei… — Ele respondeu voltando a deitar-se com a cabeça sobre a barriga dela e fechou os olhos, enquanto a amiga mexia em seu cabelo.
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  — Alguém está com ciúme? — %Lana% provocou.
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  — Com certeza. Não quero esse cara perto de você.
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  — Eun?
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  — Hum?
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  — Está falando sério?
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  — Você é minha namorada, e não dele.
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  %Lana% calou-se confusa e observou a expressão no rosto do amigo. Ele ainda mantinha os olhos fechados, mas se mostrava sereno. Aquela história a confundia cada vez mais. Antes que ela pensasse em perguntar qualquer coisa que poderia tornar a situação estranha, ouviu-se o som da campainha.
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  — Finalmente!
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  Eun Woo levantou-se rápido indo na direção da porta para receber o delivery. Ele pagou o entregador e correu para a cozinha e pôs a mesa. %Lana% continuava deitada no sofá pensativa. Então ele se aproximou devagar, abaixou-se e acariciou a cabeça dela:
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  — Não vai comer?
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  — Vou, sim, só estava martelando meus pensamentos.
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  — Posso saber o que deixou você assim, de repente?
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  — Não, porque agora vamos comer.
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  %Lana% levantou-se puxando Eun pela mão. Sentaram ao balcão da cozinha e jantaram juntos.
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