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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Pretend

Escrita porRay Dias
Editada por Lelen

🛈

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Capítulo 6

Tempo estimado de leitura: 35 minutos

And I feel you dreaming
(E eu sinto você sonhando)

  À tarde, Eun Woo estava em casa. Havia ido embora depois do almoço, naquele dia. Estava sozinho em casa quando seu celular tocou. Era uma mensagem de %Pedro% dizendo-o para não esquecer de buscar %Lana%. Estava quase na hora, e por isso ele fechou seu notebook sobre a mesa da sala e foi tomar banho.
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  Estava em dúvida de que roupa colocar. Agia como se fosse um encontro, e quando percebera mais aquela novidade em relação às suas reações sobre %Lana%, sacudiu a cabeça e pegou uma calça jeans qualquer e uma regata branca sem pensar muito. Calçou um tênis casual e assim, dirigiu até o prédio do curso dela.
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  Aguardou a amiga aparecer em seu campo de visão, e quando ela veio, toda sorridente e distraída ao lado de uma jovem, Eun Woo desceu do carro e caminhou até seu encontro. A outra estudante, ao lado dela, foi a primeira a notar a presença do rapaz caminhando em sua direção e cutucou %Lana% discretamente, com um olhar muito atrevido para cima de Eun. %Lana% percebeu o olhar maldoso da amiga e quis ver quem seria a nova presa de Catarine. Qual não foi o seu susto ao notar que era Woo, mas por sorte, talvez, não teve muito tempo para desejar matar a amiga. Aliás, por que ela desejaria aquilo?
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  Eun chegou até elas as cumprimentando, em especial, puxando %Lana% pelo rosto e beijando-lhe discretamente. Catarine tinha o olhar comprido e curioso para os dois. %Lana% se despediu rapidamente dela, pegando Eun pela mão e o puxando rápido para fora. Assim que entraram no carro, o amigo notou que algo estava errado: encarou a amiga e não se conteve em perguntá-la o que estava a incomodando.
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  — O que te fizeram?
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  — Viu aquilo? — Ela falou de boca aberta, chocada — Catarine é muito vadia! Como ela pode dar em cima de você na minha cara?
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  Eun Woo sorriu, e depois riu, verdadeiramente satisfeito pelo que acontecia: era a primeira vez que sentimento assim surgia entre os amigos, mas Eun estava feliz em ver que %Lana% estava muito brava com a amiga por dar em cima dele.
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  — Está com ciúme de mim, %Lana%?
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  — , o quê?
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  Ela encarou Eun Woo, furiosa e confusa, e quando observou o olhar orgulhoso e o sorriso confiante do homem, entendeu o que acontecia: sim, estava com ciúme, pois, em sua mente, só pensava em passar a cara de Catarine no chão.
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  — Deixa de ser convencido, Cha Eun!
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  Como ela admitiria aquilo, para ele? Sequer estava conseguindo entender o próprio sentimento!
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  — Então que ataque de fúria foi este?
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  — Não é fúria de verdade, é só que, você chegou lá me beijando, ou seja, subtende-se que estamos juntos e ela fica dando em cima de você na minha cara? Então ela não é confiável!
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  — Não parece que ela deu em cima de mim, mal deu tempo de trocar umas palavras com a mulher. Você me arrastou de lá!
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  — Claro! Para ela ver que eu não gostei de saber, que ela é do tipo que fica cantando o namorado das amigas!
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  — Está exagerando, não teve nada disso. E da próxima, vê se me deixa conversar com ela, porque achei ela uma gracinha! — Eun provocou.
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  — Você é meu namorado, Eun! — %Lana% falou batendo no braço dele, enquanto ele girava a chave na ignição.
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  O “namorado” gargalhava, divertindo-se como nunca pela irritação da atriz, mas logo, ela foi consertando:
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  — Não fica bem para mim você aceitar piscadinhas de outras, e se eu ver você de conversinha com ela, vou te bater. falando sério! Fama de corna não combina comigo!
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  — Possessiva.
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  — Para de palhaçada! É para isto, aqui — Ela apontou para si e para ele — convencer as pessoas, e olha… Por julgar por estes beijos pobres que você anda me dando, não me espanta Catarine achar que pode dar em cima de você!
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  — Ah, então você quer que eu te beije pra valer? — Eun Woo perguntou um pouco irritado com a crítica.
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  — Não é isso! Quero que você colabore fazendo a gente parecer um casal de verdade. E se fosse o Rafael ali?
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  — Por que raios o Rafael estaria andando ao seu lado com a senhorita cheia de sorrisinhos para ele?
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  — Não estou falando isso, e você me entendeu!
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  De repente um climão havia se instaurado entre os dois, que seguiram o resto do caminho em silêncio. Ao chegarem em casa, ainda sem se falar, um entrou após o outro com as caras amarradas e sem trocar palavras. %Pedro%, que já estava em casa, bebendo um suco e lendo um livro, observou a cena dos dois, curioso. Seguiu a irmã e o novo amigo para o quarto dela, onde haviam ido.
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  Eun estava arrancando a camisa encarando %Lana%, descontente. E ela, ainda furiosa, entrava ao banheiro quando o irmão surgiu no quarto.
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  — Vocês brigaram? — Ele perguntou.
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  — Não! — Os dois disseram juntos.
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  — Não é o que parece.
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  %Pedro% disse e %Lana% bateu a porta do banheiro.
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  — Pergunte à sua irmã. — Eun Woo respondeu em seguida, assim que %Pedro% ergueu as sobrancelhas a ele como se o solicitasse as explicações.
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  Woo saiu do quarto para a sala. E %Pedro% bateu à porta do banheiro. %Lana% não respondeu, ele soube que ela estava muito irritada. Então, voltou para seu livro na sala. E Eun retornou ao notebook, que havia deixado antes de buscá-la, sentado à mesa.
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  %Lana% apareceu pouco tempo depois, mais calma e envergonhada pelo que fizera com o amigo, mas não falou com ele. Beijou a cabeça do irmão e foi para a cozinha. %Pedro% abaixou o livro e olhou para ela na cozinha, até que ela lhe sorriu. Então ele olhou para Woo. O “cunhado” ainda estava concentrado no trabalho.
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  — Vocês dois, sentem-se aqui. Preciso falar com vocês.
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  %Pedro% ordenou sutilmente e, um pouco relutantes, os dois se aproximaram, calmos, mas envergonhados um com o outro.
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  — O que aconteceu? — %Pedro% falou se levantando do sofá e sentando-se no chão de frente para eles.
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  — %Lana% teve um ataque de ciúme. — Eun Woo falou calmo encarando-a.
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  — Não foi isso! — A voz dela mostrava seu constrangimento.
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  %Pedro% sorria disfarçadamente por saber que aquilo deixava clara a verdade de Eun e a vergonha da irmã:
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  — É que o Eun Woo entendeu errado e foi um grosseiro comigo!
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  — Desculpa ter falado daquele jeito com você, mas %Lana%, você quase me bateu porque a sua amiga só olhou para mim.
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  — Você não notou o jeito que ela olhou? — %Lana% falou mais alto, contrariada.
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  Novo silêncio se fez, ao perceberem a reação raivosa dela reaparecendo.
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  — %Lana%, o que raios aconteceu? — Até %Pedro% a estranhava e perguntou.
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  — O Eun foi me buscar e a Catarine bateu os olhos nele e quis devorá-lo. Até aí tudo bem, mas ele chegou e me beijou, mesmo assim, ela continuou encarando ele com a maior cara de piranha! Fiquei incomodada porque isso mostra que ela não é minha amiga! Como ela dá em cima do cara que me beijou, bem na minha frente?
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  — Então, eu brinquei que ela estava com ciúme, e faltou a sua irmã me matar! Depois reclamou do meu beijo! Uma mal-educada!
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  — %Lana%? — %Pedro% levantou uma sobrancelha segurando um sorrisinho travesso no canto dos lábios.
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  — , eu descontei nele, mas fala sério, o beijo dele não convence ninguém! Todo mundo daqui a pouco vai falar que fingindo! E vai chegar no ouvido do Rafael e… Ah! O Eun teve um ataque porque argumentei que se fosse o Rafael ali, ele não acreditaria nada naquele beijo!
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  — Eu não tive ataque nenhum! Fiquei ofendido por te ajudar, e você ainda reclamar!
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  — Ei, ei, ei! — %Pedro% bronqueou ao perceber que a briga recomeçaria, e quando teve a atenção dos dois sorriu brincando: — A primeira briga do casal! Owwwn!!!
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  Contagiados pelas risadas de %Pedro%, os dois começaram a rir com ele, e se desculparam. Cha Eun puxou %Lana% para um abraço apertado e ela retribuiu, os amigos declararam o quão ridículos haviam sido um com o outro. No fundo, estranhavam a si próprios, mas, não precisavam falar daquilo, não é? Repetir o nome da coisa que se tem medo, é dar poder a ela.
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  Eles se soltaram e %Pedro% ainda os encarava, com um olhar divertido. Então respirou fundo e reforçou:
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  — Mas falei que os beijos não convencem Eun. É como eu disse antes, vocês precisam criar o hábito. Se continuam envergonhados em se aproximar um do outro, e assim, não vai dar certo.
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  — Isso tudo é mesmo necessário?
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  — Claro que é Woo, que tipo de namorado não beija a namorada? — %Lana% falou alarmada.
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  — Vocês deveriam treinar. — %Pedro% disse e os dois o olharam assustados: — Falo sério. Vamos lá, eu ajudo!
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  — O quê? — Eun Woo espalmou o ar, como se tivesse escutado um absurdo.
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  — É Eun, vocês devem treinar! O que acha %Lana%? — %Pedro% jogou para a irmã.
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  — Não acho necessário, eu beijo muito bem.
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  — Ah! E eu que beijo mal agora?
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  — Não foi o que eu disse!
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  — Vocês dois! — %Pedro% bateu uma palma — O que há com vocês hoje, brigando desse jeito?
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  Os amigos olharam para o chão contrariados, e %Pedro% continuou:
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  — O que estou querendo dizer é que vocês precisam decidir como farão isso. Um beijo normal! E não vejo problema nenhum nisso, mas já que estão cheios de mimimi um com o outro, talvez devam fingir que beijam também, e para isso precisarão treinar.
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  — falando de beijo técnico, %Pedro%? — %Lana% viu uma lâmpada acender sobre suas cabeças.
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  — Beijo técnico?
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  — É, como nas novelas Eun! Os atores não beijam de verdade, então há uma técnica para beijar.
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  — Nem sempre, às vezes é só beijar. — O cineasta declarou encarando a atriz, com ciência mútua do que diziam.
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  — Não, isso é o que você deveria fazer com a minha irmã, mas parece que não consegue… — %Pedro% zombou.
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  — Você tem que saber %Pedro%, que respeito muito a sua irmã e é estranho agir assim, como se eu estivesse me aproveitando dela.
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  — Nobre, confesso. — %Pedro% afirmou — Mas, voltando ao princípio: acho melhor vocês treinarem.
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  — O que acha, Eun?
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  — Você é quem diz, %Lana%, eu faço como quiser.
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  — Ótimo! — %Pedro% gritou: — Vamos encenar! Você está indo buscá-la como todo dia Woo, e vai beijar a %Lana% como se não a visse há décadas.
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  %Pedro% falou e embora, Cha Eun revirasse os olhos por achar tudo aquilo um circo armado por %Pedro%, ele se preparou. Se virou de frente para a amiga, e antes que se aproximasse, %Lana% foi ao seu encontro lançando-se sobre ele. Contudo, quando apoiou a mão na beira do sofá para alcançá-lo, ela escorregou meio caindo ao chão. Eun Woo, que não havia se movido em nada, encarou a cena confuso e começou a rir acompanhado por %Pedro%.
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  — Isso que é cair aos meus pés.
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  — Calado, Woo! — Ela bradou rindo.
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  — %Lana%, assim as pessoas vão achar que você está desesperada. — %Pedro% ria da irma atrapalhada.
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  — Você disse para ele fazer como se não nos víssemos há décadas.
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  — Exatamente, ele. Não você, e Eun… Não seja desesperado assim como ela.
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  — Pode deixar. Quero que o Rafael acredite que ela me ama, e não que sou um doido implorando um beijo.
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  — Vá à merda, Cha Eun Woo! — %Lana% gritou empurrando-o pelo ombro.
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  Na segunda tentativa, foi Eun que se aproximou. Ele segurou o rosto de %Lana%, apenas de um lado e colou os lábios aos dela. Estavam de olhos abertos, como se prescrutando a reação um do outro. Depois, ele a beijou de novo, os lábios um pouco mais firmes, ainda a encarando. Desta vez ambos abriram os lábios, mas pararam. Estavam com os olhares fixos um no outro, confusos e com as bocas coladas, abertas, mas imóveis. Como se congelassem. %Pedro% encarava aos dois como se visse a cena mais bizarra do mundo. Revirou os olhos e gritou:
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  — Por Deus! Vocês não sabem beijar?
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  Os amigos se separaram, encarando cansativos ao outro que os olhava, incrédulo.
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  — Fechem os olhos! E que cena mais bizarra! Depois que unem as bocas, movimentem-se como se estivessem se beijando! Vergonhoso! Parecem dois androides!
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  — %PEDRO%! — %Lana% gritou fazendo o irmão se calar e a encarar: — Cai fora! Você fica aí como uma plateia agressiva pronta a jogar tomates em nós dois!
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  — É o que estão merecendo! Caramba! É só um beijo!
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  — %Pedro%! Não é assim tão fácil, com toda essa sua pressão!
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  — Ué, minha filha, você não é atriz? E você não é diretor de cinema ou coisa assim? Que arte porca é essa de vocês?
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  %Pedro% queria rir da própria provocação. Sua intenção era, realmente, levá-los ao limite.
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  — Quer saber? Eun Woo e eu, vamos treinar longe de você!
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  Ela levantou puxando o homem pela mão, direto para o seu quarto.
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  — Isso! Quem sabe trancados aí dentro vocês não deixam de palhaçada e se agarram de verdade!
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  %Pedro% gritou e %Lana% reapareceu na porta de seu quarto jogando uma almofada no irmão. Ao entrar novamente em seu quarto, Eun encarava o chão, pensativo.
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  — Woo?
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  Ela o chamou, de pé à sua frente, e de repente, Cha Eun se ergueu da cama puxando %Lana% para os seus braços. Com um dos braços prendeu-a forte pela cintura e com a outra mão agarrou os seus cabelos pela nuca. Encarou os olhos assustados dela, por um momento, e fechando os olhos, invadiu a boca da mulher de verdade. Ela, sentindo as pernas estremecerem, deixou que Eun Woo fizesse o que quisesse.
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  Ao separarem, ele sorriu sacana como alguém que havia acabado de provar que era muito melhor do que ela pensava, e de fato, para ela, era mesmo. E a mulher sorriu sacana e surpresa.
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  — Ele estava certo de novo. — Ela falou para Eun referindo-se ao irmão: — Aqui dentro a gente se agarrou de verdade.
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  — Desculpa por isso, mas se eu pensar muito não consigo beijar você.
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  — Uau! Que indelicado, Eun! Deve ser apavorante para você! — Ela falou de cara amarrada, chateada pelo que escutou.
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  — Não, não é isso, %Lana%! — Woo pegou a mão dela — É o contrário: só a hipótese de beijar você de verdade já é ótima, então, se eu fizer isso, tenho que agir sem pensar, porque senão vou acabar me viciando em você.
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  %Lana%, observou Cha Eun Woo com olhar surpreso, ela não esperava ouvir aquilo. Ele, contudo, não esperava ser tão sincero. Por isso, sorriu e a abraçou beijando o topo de sua cabeça.
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  — Amanhã, é só repetirmos isso e vai ficar tudo bem.
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  Acariciou o rosto dela e sorrindo saiu do quarto. Voltou aos afazeres em seu notebook e %Pedro% não lhe perguntou nada ao vê-lo voltar à sala. Bastou alguns segundos espionando Eun Woo tentando concentrar-se no trabalho violentamente, que %Pedro% tivera a certeza de que a cabeça dele não estava ali.
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  Algo deveria ter acontecido. E, satisfeito, %Pedro% fechou seu livro e foi dormir despedindo-se de Eun.
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  %Lana%, estava deitada em sua cama, sua fome passara depois do beijo de Eun. Na verdade, seu estômago estava embrulhado de nervoso. Ela fechava os olhos e tentava dormir, mas o sono só foi maior que a vontade de correr até a sala e beijá-lo de novo, poucos segundos antes de Eun Woo surgir no quarto para dormir. Ou também tentar.
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  Ele ficou olhando para %Lana%, deitada encolhida sob os lençóis, tão diferente do habitual e com um sorriso bobo no rosto, se deitou, cuidadosamente, ao lado dela. Deixaria ela ficar do lado da parede aquela vez, sob a condição de poder abraçá-la a noite toda. E foi o que fez. Deitou-se e a colocou em seus braços. Sem medo de acordá-la, afinal, ela tinha um sono pesado.
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• P R E T E N D •

You're done believing
(Você parou de acreditar)

  Ao amanhecer, Eun havia acordado antes de %Lana% mais uma vez e observou-a em seus braços, sorridente, dormindo pesadamente. Ele se desvencilhou do abraço sem muita dificuldade e levantou-se para o trabalho. Não poderia se atrasar aquele dia, então tomou um banho rápido e se arrumou impecável. Estava, como diria %Lana%: “impecavelmente sedutor em seu terninho”, sorriu para si no espelho e encarou a mulher dormindo, ainda pelo espelho, enquanto ajeitava sua gravata.
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  Pegou o celular dela e conferiu o alarme, não que confiasse nele, inclusive ligaria mais tarde para acordá-la, mas no caso de não conseguir telefonar-lhe a tempo o alarme a salvaria. Depositou um beijo na testa dela, escreveu um bilhete e o pregou na porta da geladeira, em seguida, saiu com a casa ainda em silêncio.
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  Cha Eun tinha um trabalho especial naquele dia, apostava em conseguir uma parceria importante para seu novo roteiro. A empresa em que ele trabalhava não havia se interessado no roteiro, mas outra hipótese estava escondida sob suas mangas, e por isso precisava chegar mais cedo para sua reunião.
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  No carro silencioso, Eun decidiu ligar o rádio e o pendrive de %Lana% ainda estava ali. A primeira música a tocar, era a favorita dela “Summertime Sadness” em uma versão remix que a mulher adorava ouvir a qualquer momento de seu dia. Ele sorriu ao recordar-se dela dançando ao som daquela música, sempre tão estabanada. Nunca havia visto %Lana% dançar de verdade, e então se deu conta de que ambos nunca haviam saído para dançar. Seus programas eram sempre caseiros, ou programas intelectuais, muitas vezes, coisas de casal como passeios, piqueniques, praia, shopping… Foi aí, que Cha Eun percebeu novamente que uma sensação estranha surgia dentro de si.
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  Ele sorria ao som da música, pensando em como convidaria sua amiga para uma balada, sem que aquilo parecesse algo que não fosse. Lembrou-se do beijo na noite anterior, suspirou com a cena em sua mente, e sentiu arrepios por seu corpo.
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  Aquilo estava mesmo parecendo algo que não era? Ou, de fato, Eun Woo começara a sentir algo maior por %Lana%?
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  Em sua cabeça a segunda opção parecia a mais certa, entretanto, o clima de brincadeiras e falso namoro em que havia se metido soava como a justificativa perfeita para sua mente e coração sentirem-se tão confusos. O semáforo abriu, e ele chacoalhou a cabeça afastando aqueles pensamentos.
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  O maldito telefone sempre tocava tão alto e estridente, que a mulher não entendia como não o havia jogado pela parede até aquele dia. E não compreendia porque Eun Woo não desligava aquele maldito aparelho. Levantou a cabeça irritada, e ao abrir os olhos, buscando seu amigo em sua cama, estranhou estar sozinha.
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  Havia sido uma noite diferente das outras, sentia-se confortada nos braços dele. Teria sido um sonho? E aquele cheiro dele impregnado em sua cabeça, e em sua cama, e em seu corpo? %Lana% sentou-se na cama, sacudindo a cabeça. Só poderia estar louca.
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  Pegou o celular e desligou o alarme. Woo já deveria estar na cozinha. Encaminhou-se ao banheiro, a fim de se arrumar para sair, e ao voltar do banho pegou o aparelho que notificava algumas ligações do amigo. Ele não estava em casa? Ela abriu a porta do quarto e foi rapidamente até a cozinha, enrolada na toalha, avistando o silêncio e quietude. Seu coração apertou-se, e pela primeira vez notara o quanto era esquisita a sensação de acordar e não se deparar com Eun Woo por ali conversando com seu irmão.
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  Voltou ao seu quarto para terminar de vestir-se, e quando pronta, já à cozinha, %Pedro% também não havia dado sinal. %Lana% preparou sozinha o café da manhã e então avistou o papel na porta da geladeira, que dizia:
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“Desculpem, hoje tive que sair mais cedo porque tenho uma reunião importante. Tenham um bom dia, nos vemos mais tarde.
Torçam por mim! - Eun Woo”

  A água ainda não dava sinal de fervura, mas %Lana% estava tão distante pensando que reunião seria aquela, e quais as razões para Eun não ter contado a ela que algo importante estaria para acontecer, que não se deu conta de que não havia preparado nada para coar o café quando a água fervesse.
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  Ela refletia sobre o beijo da noite passada, e sentia os arrepios tomarem seu corpo, enquanto encarava aquele papel em sua mão. Sorria involuntária com a possibilidade de começar a sentir algo maior por Cha Eun Woo, e apagava o sorriso com a hipótese de estar se precipitando sobre algo tão pequeno, quanto um beijo. Então a água ferveu, e ela saiu daquele transe com seu irmão fazendo barulho. %Pedro% estava ao seu lado, encarando a irmã divertido e curioso, e já começando a coar o café. Ele estava ali há algum tempinho. Em seus olhos ela pôde notar que ele sabia que a garota refletia sobre sentimentos e sensações estranhas, e como cúmplices, sorriram entre si.
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  — Bom dia, princesinha Alice. — Ele disse.
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  — Bom dia. — Ela respondeu sorrindo e abraçando o irmão pelas costas.
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  — Cadê o Eun?
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  — Ele deixou um bilhete dizendo que precisou sair mais cedo.
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  — E foi este bilhete que te fez quase pôr fogo na casa, em plena manhã?
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  — %Pedro%… Deixa de ser babaca logo tão cedo!
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  — Não é babaquice. Pude notar que alguma coisa deixou você pensativa e feliz…
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  — Não, não aconteceu nada. Só estava pensando na vida.
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  — Hum… Sei.
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  Eles tomaram café trocando poucas palavras, e não falaram nada mais sobre a estranha reação de %Lana%. Depois do café, os irmãos saíram juntos e seguiram com suas rotinas.
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  Logo no primeiro horário do dia, %Lana% deveria assistir uma apresentação de seminário no auditório da faculdade. Contaria pontos na disciplina de sua pós, além de ser um assunto do qual ela estava realmente interessada. Na entrada do auditório era necessário entregar um formulário preenchido ao professor, e ao se deparar com a fila para entrega do documento, a mulher desesperou-se por achar tê-lo esquecido. Remexia em sua bolsa, tão atrapalhada como sempre, e alguns papéis caíram na frente dos pés de alguém. A pessoa ria com o nervosismo dela. Abaixou e pegou os papéis caídos.
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  — Será possível que você não consegue ao menos achar um formulário, %Lana%?
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  Ela reconheceu a voz, mas ainda pelo ocorrido no dia anterior, não conseguia se comunicar bem com aquela pessoa.
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  — Oi, Catarine, obrigada. — Ela disse séria para a colega que sorria, pegando os papéis de suas mãos.
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  — Está tudo bem? — A outra perguntou, estranhando a reação fria da amiga.
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  — Sim, já encontrei o formulário.
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  %Lana% disse dando as costas em direção à entrada do auditório. Entregou o formulário e caminhou ao seu assento guardando suas coisas na bolsa. Antes que pudesse encontrar aonde se sentar, Catarine segurou o braço dela.
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  — %Lana%! Fiz alguma coisa contra você?
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  Ela encarou a loira com aparência quase francesa e respirou fundo. Mexeu nos cabelos e fechou os olhos, se dando conta do quanto estava sendo ridícula por sentir ciúme de uma situação que nem era verdadeira.
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  — Não. Desculpa, eu só estou com a cabeça um pouco cheia. — mentiu.
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  — Tudo bem. Podemos sentar juntas, então?
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  — Claro.
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  Sorriram mais amenas uma com a outra. Enquanto procurava onde teria uma melhor visão e audição das palestras, %Lana% avistou Rafael já sentado a encarando. Ele sorriu para ela e deu-lhe um breve aceno. %Lana% fingiu que não o viu e sentou-se. Catarine percebeu aos dois e não pôde, sequer, aguardar o fim do seminário para encher a amiga de perguntas.
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  — Um cara muito bonito acabou de cumprimentar você, e a senhorita fingiu que não viu.
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  — É.
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  — Por quê?
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  — Porque não quero contato com ele.
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  — E quem é ele?
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  — Meu ex-namorado.
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  — Não brinca! Desde quando?
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  — Ele chegou de Florianópolis recentemente, e para meu desprazer também está estudando aqui.
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  — Não me parece uma coincidência, principalmente a julgar pela forma como ele está te olhando. — O comentário de Catarine era pontual e assertivo.
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  — Para de ficar encarando, ou ele vai achar que estamos falando dele!
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  — E estamos!
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  — Catarine!
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  — Ok, não vamos mais falar no gato do seu ex.
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  — Ótimo!
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  — Vamos falar no carinha que veio buscar a senhorita ontem…
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  %Lana% não conseguiu evitar um resmungo com o interesse de Catarine naquele assunto.
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  — Eu só quero saber, quem é aquele maravilhoso que apareceu de repente, beijando você! — A amiga justificou após notar o desgosto de %Lana%.
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  — É o meu… — %Lana% fez uma pausa pensando em como definiria, Eun.
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  — Seu?
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  — Namorado.
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  — Como assim? Então, aquela foto que você postou…
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  — Sim, era ele.
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  — Mas, desde quando você está namorando?
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  — Pouco tempo, na verdade. Nós só estávamos saindo.
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  — E como ninguém conhecia o seu namorado? Ou melhor, como eu não sabia que você estava saindo com alguém?
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  — O Eun e eu… — Ela parou de falar pensando se deveria ter dito Victor ou não — Enfim… Eun e eu somos amigos há tempos e nunca havíamos ficado, até que rolou uma situação e daí pra lá foi rápido, afinal, não é como se estivéssemos nos conhecendo agora.
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  Mentira de novo. Apesar de se conhecerem há algum tempo, para ela — e acreditava que para Eun Woo também — era, sim, como se eles tivessem se conhecendo só agora.
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  — Hum… Ele é muito charmoso, e bonito. E me pareceu simpático, embora você tenha saído correndo com ele ontem!
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  — Estávamos atrasados.
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  — Sei…
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  Catarine encarou a amiga, bem desconfiada. Ela voltou a procurar Rafael com o olhar, e ele ainda lançava mira na direção das duas. A loira encarou a amiga e o ex, e então perguntou:
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  — Ei! Já que você está namorando, se importaria se eu tentasse algo com o seu ex?
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  — Com o Rafael? Por quê?
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  — Se importaria?
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  — Não, claro que não! Me faria um favor, na verdade! Só não sei se é bom para você, vai por mim.
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  — Ótimo. Se der certo podíamos sair os quatro.
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  — , , Catarine.
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  A palestra inicial começaria e %Lana% mal dera-se conta do que havia dito.
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• P R E T E N D •

  %Pedro% apressava-se no prédio em que trabalhava a caminho do escritório, quando ao entrar no elevador deu de cara com Matheus. Os dois se encararam, nada amigos. Ele apertou o botão do seu andar e o companheiro de equipe deu-lhe bom dia, mas %Pedro% não o respondeu. Quando chegou no seu andar, saiu sério sem trocar nenhuma palavra com o outro, que sorriu sarcástico pela atitude dele.
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  Gisele, sua colega de andar, tomava café em sua recepção — que ficava lateral ao elevador — e, sorriu divertida quando observou %Pedro% chegar irritado por sua recém-companhia.
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  Até quando os dois homens continuariam naquela implicância?
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  %Pedro% passou pela porta externa ao lado da recepção e já estava dentro do mesmo cômodo de Gisele. Foi sério até ela, Gisele, ainda segurando seu copo ao lado da máquina de café em pé, continuava o encarando divertida. %Pedro% puxou a cintura da mulher e beijou-lhe a boca de maneira rude, do jeito que ela gostava. Depois de beijar-lhe, %Pedro% pegou um chocolate de menta, no suporte da máquina e colocou no copo dela e disse:
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  — Precisa de mais menta.
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  Ela abaixou o rosto sorrindo por saber o motivo daquele bom dia diferente. Ele saiu da recepção e entrou por outra porta, que dava para seu escritório, enquanto a mulher o observava, acenando em negação com a cabeça. Não demorou a preparar o café de %Pedro%, do jeito que ele gostava todas as manhãs, para levar até a mesa dele.
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• P R E T E N D •

  No centro da cidade, Eun Woo discutia seu projeto com o possível cliente, em uma mesa externa de um café para reuniões. O investidor parecia bastante interessado, mas não foi tão receptivo a dar uma oportunidade ao jovem cineasta. Ele dissera ao Eun, que analisaria suas propostas, o roteiro, discutiria com os produtores e entraria em contato em breve. Despediram-se e Cha Eun encaminhou-se ao estacionamento logo que o outro homem o deixara.
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  Ao volante, refletia desanimado sobre aquela reunião, cinco minutos depois saiu em direção ao seu trabalho. Durante o trajeto pegou o telefone para ver se %Lana% havia mandado alguma mensagem. Mas, nada. Preocupou-se, pois, embora tivera tentando acordá-la, será que a garota havia se levantado? Telefonou novamente, mas ela não atendia. Eun começava a pensar se ela estava em casa, ou na faculdade, ou nos encontros do seu grupo de teatro.
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  E divagou também, em como aquela manhã foi estranhamente diferente. Não fazia muito tempo que estava morando com o casal de irmãos, mas já se sentia parte da rotina dos dois. Não gostou da forma como aquele dia começara, ainda mais por não sair tão confiante da reunião. E pensando em %Lana%, lembrou-se novamente do beijo que ele lhe deu na noite anterior.
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  Como ele arrumou coragem para não só beijá-la, como para, dizer a ela o quanto ele aguardou aquele momento? Foi uma verdade velada, mas ele sabia que %Lana% era esperta o suficiente para entendê-lo.
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  A palestra estava interessante, mas %Lana% não conseguiu se concentrar. Não sabia se o motivo seria pelo palestrante ser descendente asiáticos e aquilo fazê-la pensar em Cha Eun, ou por outra coisa, mas ela só pensava nele. Onde ele teria ido naquela manhã? Provavelmente, havia se vestido impecavelmente, com o terninho de ocasiões especiais que ele sempre utilizava. Ela sorriu ao pensar no penteado clássico que ele deveria ter feito, com a gravata azul-marinho cintilante que usaria. E se bem o conhecia, ao sair do trabalho naquela tarde, afrouxaria a gravata e despentearia o cabelo de maneira sexy, não menos elegante. Ela torcia para que ele fosse buscá-la, assim poderia ver aquela cena.
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  Encarou o palestrante que não parava de falar sobre os movimentos artísticos modernos e a maneira como refletiam nas tradições mais firmes da sociedade, entretanto, ela via o próprio Eun naquele palco. Falando desinibido e gesticulando de maneira sensual e firme. Com aquele ar de homem intelectual e sedutor, que só o próprio Eun Woo tinha.
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  Sacudiu sua cabeça, dando-se conta de quanto, os seus pensamentos estavam confusos naquele dia. Havia reparado em coisas nos trejeitos de Cha Eun, que jamais notara conhecer. Pegou sua bolsa, sentindo-a vibrar e percebeu que novamente Eun telefonava para ela.
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  %Lana% havia se esquecido de retorná-lo pela manhã. Olhou o relógio em seu pulso: faltava muito para o fim do seminário.
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Lelen

OOOH, MAS AS LINHAS COMEÇARAM A SE EMBARALHAR, HEIN?
FOI CIÚMES SIM!
O Eun Woo todo trouxinha já, amo <3
Tomara que ele não sofra muito, tadinho kkkkk
E RAFAEL, VAI PASTAR.

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