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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Pretend

Escrita porRay Dias
Editada por Lelen

🛈

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Capítulo 4

Tempo estimado de leitura: 36 minutos

  Nota de autora: este capítulo contém cenas que podem ser sensíveis sobre relacionamento abusivo.

“Your head is filled with unproven thoughts”
(Sua cabeça está cheia de pensamentos não comprovados)

  Na manhã seguinte, %Pedro% acordou antes que os outros moradores da casa e decidiu dar uma caminhada no parque. Passou pelo quarto de %Lana% antes de sair e observou a irmã ainda dormindo, totalmente descomposta como sempre, e fechou cautelosamente a porta. Ao passar pela sala, Cha Eun se mexeu no sofá, e a coberta caiu ao chão.
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  %Pedro% pensou em cobri-lo de novo, mas aquilo poderia soar estranho para Eun. Então ele pegou a coberta do chão e deixou-a sob o canto do sofá, aos pés do coreano. O amigo da irmã, dormia sem camisa e %Pedro% notou que Woo tinha um físico muito mais em forma do que o dele. Aquilo o deixou um pouco invejado, e se perguntou se %Lana% já havia visto o cara sem camisa. Sorriu, sacudindo a cabeça, pois, era óbvio que sua irmã já teria ficado com Eun Woo, %Lana% era uma safada!
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  %Pedro% saiu dali cuidadosamente para não acordar o homem, pois, havia notado que Woo tinha sono leve.
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• P R E T E N D •

  O relógio marcava quase dez da manhã e %Pedro% parava sua corrida e tomava fôlego com as mãos aos joelhos. Ele faria um cooper de leve, uma caminhadinha moderada, mas ao chegar no parque observou as pessoas correndo, treinando, se alongando e instantaneamente o físico de Cha Eun Woo veio em sua mente. Ele não poderia ficar atrás! Agora, Eun Woo morava na mesma casa que ele, portanto, secreta e mentalmente %Pedro% iniciara uma competição. Se assim se pode dizer.
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  Levantou o tronco, e caminhou até um ambulante que vendia água. Comprou uma garrafinha e andava devagar, para a saída do parque. Sentiu uma mão tocando seu ombro, e um alguém apressado o alcançar. Qual não foi a surpresa ao dar de cara com Rafael.
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  — %Pedro%!
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  — Rafael… — Ele dissera sem muito ânimo, e o outro rapaz notou.
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  — Er… Tudo bem?
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  — Sim. — %Pedro% limitou-se a uma única palavra carregada de incerteza, mas seu rosto e a maneira como olhava para Rafael, diziam tudo o que o irmão de %Lana% ainda não havia dito.
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  — Olha %Pedro%, — Rafael suspirou pesadamente — sei que vacilei feio com a %Lana%, e que você, de melhor cunhado e amigo, passou a me odiar e julgar como a pior pessoa do mundo.
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  — Dispenso as suas explicações Rafael, e sim, eu não estou nada feliz em saber que você está por aqui. A última coisa que eu queria era você próximo à minha irmã de novo.
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  — Eu sei, eu sei. Mas, eu só queria me desculpar. Depois que a %Lana% foi embora, notei que fui um completo babaca machista e…
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  — Fala logo Rafael. — %Pedro% cortou a fala dele, pois, identificava uma intenção estranha naquele discurso — O que você faz aqui?
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  — Er… Eu encontrei sua irmã.
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  — Eu já sei.
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  — Ah é? Que bom… Quer dizer, eu vim para cá por ela, sabe?
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  — Como é?
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  — Não só por ela! Calma! Surgiram umas oportunidades boas de trabalho, mas o fato é que fiquei muito contente em saber que poderia reencontrar ela. E fiz o que pude para isso e…
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  — Fez o que pôde? — %Pedro% cortou-o novamente, agora com olhos esbugalhados em total postura de atenção.
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  Ele estava tão irritado com tudo o que ouvia, que grosseiramente apertou a garrafa já vazia e a jogou no lixo. Mexendo nos cabelos impacientemente, direcionou-se para mais perto de Rafael, sendo estupidamente direto com ele:
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  — Rafael! O que você quer com a minha irmã? Porque vou deixar uma coisa bem clara aqui: não permitirei que você seja um babaca de novo com a %Lana%. Então se pensa que vir atrás dela foi uma estratégia inteligente, eu te digo que não foi. Você vai ter que me encarar como nunca encarou, e garanto que sou muito mais homem que você para isso!
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  Então, %Pedro% se lembrou da mentira rasa, mas que com certeza Rafael se lembrava, contada por sua irmã e Eun Woo. Ele precisaria entrar naquele teatro também, quase que forçadamente:
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  — Eu cheguei recentemente, mas já decidi ficar, então pense bem no que vai fazer e tome muito cuidado! Victor e eu não ficaremos desatentos em você, pode ter certeza disso!
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  %Pedro% virou as costas e seguiu andando sem dar direito de resposta ao Rafael, no entanto, o ex não se deu por vencido. Correu mais um pouco até %Pedro%, e o chamou. O ex-cunhado fechou os olhos, irritado, e muito mais irritado com a irmã do que com Rafael propriamente. Era culpa de %Lana% se agora ele estava ali, tendo que lidar com aquele cara. Ela quem o deu esperança quando iniciou aquele joguinho infantil. Respirou fundo e encarou Rafael, que tinha uma postura convicta de quem não desistiria de falar.
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  — Como eu disse, sua irmã não foi o único motivo, %Pedro%! Mas, estou disposto a reconquistar ela e reparar todos os erros.
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  — Para que perder tempo?
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  — Porque como eu disse a ela, eu não consegui esquecê-la.
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  — Mas estava muito bem este tempo todo longe dela. Então, se esforce um pouco mais, que essa nostalgia que sente agora vai passar.
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  — Não vai. Eu amo a %Lana%! E não vou deixar de tentar de novo, nem que para isso eu tenha que reconquistar a confiança de vocês dois.
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  %Pedro% paralisou quando ouviu: “eu amo a %Lana%”. Tinha certeza agora, que a irmã havia se metido em uma roubada.
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  — Vamos deixar outra coisa, bem límpida aqui: a minha confiança você não terá de volta. Não sei se a minha irmã será idiota o suficiente para acreditar em você de novo.
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  — Sem querer ofender, %Pedro%. Mas, ela vai. Porque sua irmã me amou muito. Amou por nós dois, e embora eu desconfie que ela ainda me ame, desta vez serei eu a retribuir amando por nós dois se necessário.
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  — Certo. Então deixe eu te contar uma coisinha: ela está em outra.
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  — Eu sei.
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  %Pedro% entendeu o tom de desafio que Rafael o dera. E aproximando-se do ex da irmã, o olhou nos olhos e os dois batalharam ego contra ego.
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  — É bom saber também, que o melhor é focar seu tempo nos outros motivos que o trouxeram até aqui, porque se depender de reatar com a %Lana%, você vai voltar para Floripa no mesmo avião que veio para cá.
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  — Ei %Pedro%, deixe para ela decidir.
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  — Nunca foi decisão minha, até porque se fosse você não estaria na minha frente agora.
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  — Já entendi. Você tem os seus motivos e eu não o julgarei por isso, mas se não se importar, estou indo para a casa de vocês convidá-la para passear e podíamos caminhar juntos.
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  — Rafael, eu não vou contribuir com isso. Se quiser ir, vá. Como eu disse, não é minha decisão. Porém, eu não vou me esforçar para uma convivência amigável com alguém que dei graças quando minha irmã se livrou!
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  — %Pedro%. — Rafael demonstrou cansaço em seus gestos, e suspirou leve e longamente antes de continuar: — Eu só estou dizendo que estamos indo ao mesmo lugar.
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  — Mas não precisamos seguir o mesmo caminho.
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  %Pedro% adiantou o passo e saiu por outra rota. Fingira passar em outro lugar, apenas para ter tempo de telefonar à irmã, contando a grande merda que estava servida na vida dela.
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• P R E T E N D •

  O maldito celular não parava de tocar no ouvido de %Lana%, e a mulher já estava tão impaciente quanto %Pedro%, para que ela o atendesse. Pegou o telefone e atendeu mal-educada à ligação. Ao ouvir cada palavra do irmão, seus olhos foram se arregalando e ela se levantando sem jeito, esbarrando sonolenta nas coisas pelo quarto e abrindo a porta.
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  %Pedro% havia dito que Rafael estava a caminho, e ele andava um pouco afastado do ex-namorado dela porque tentava fazê-la atender a chamada. Contudo, eles estavam próximos do prédio e chegariam juntos.
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  Foi a deixa para que %Lana% pensasse em como receberia Rafael, de modo a fazer com que ele se tocasse que o lance dela com “Victor” era mais sério do que dera a entender antes. Ela saiu correndo em direção à sala, do jeito que estava. Sacudiu o amigo, que sem muito esforço acordou rápido e assustado.
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  — Rafael está subindo com o %Pedro%. Vamos deitar juntos, chega pra lá!
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  — Não! Vai ser esquisito que ele dê de cara comigo no sofá! — Eun falou sonolento esfregando os olhos, mas pensando muito rápido.
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  O amigo era bastante perspicaz e observador, sempre.
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  — É! Tem razão, vem pro meu quarto! Tive uma ideia!
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  Ela e Eun saíram catando os vestígios de alguém adormecido na sala, e correram para o quarto. Se ajeitaram na cama, como um casal, e só então Eun Woo notou, quão sedutora estava %Lana% apenas de lingerie encostada a ele. Ela puxou a mão dele para a sua bunda, e os descobriu. Queria que o irmão armasse um flagrante. E mesmo sem combinar, torcia para que %Pedro% — e sabia que ele seria sagaz para isso — colaborasse.
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  Woo não pode evitar a surpresa e ficou vermelho. %Lana% notou e obviamente riu da cara dele.
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  — Não fica com vergonha, ao invés disso aproveita, porque se não fosse essa ideia estúpida você não teria a oportunidade.
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  — Duvido. — Eun sorriu sacana — Uma hora você cederia ao meu charme.
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  — , , agora escuta: vou falar ao Rafael, que você está de mudança para o meu quarto, caso ele pergunte. Porque meu irmão chegou ontem e veio para ficar. E como estamos juntos, você cedeu seu quarto para ele. Perfeito!
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  — Shiiiiiu! — Cha Eun tampou a boca da amiga com a mão: — Ouvi a porta.
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  Sussurraram e fingiram adormecer. %Lana% se ajeitou ainda mais ao corpo de Woo, e o rapaz sentiu calafrios novos.
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  %Pedro% abriu a porta do quarto da irmã, e ao ver a cena entendeu o que ela pretendia. Chamou Rafael até a porta do quarto dela, e disse: “Ela está dormindo, e como pode ver, acompanhada. Melhor tentar outro dia”. Rafael viu aquela cena e não pode evitar fechar a cara. Estava com ciúme e admitia. %Lana% pertencia a ele, ainda mais após a noite da boate. Vê-la aos braços de outro homem, o deixou enfurecido. A vontade de Rafael era entrar naquele quarto e arrancar %Lana% das mãos daquele Victor. E depois, encher o cara de pancadas. %Pedro%, notando o sentimento de raiva no rosto de Rafael, puxou a porta a fechando e dizendo para ele que fosse embora, e que ele avisaria para a irmã sobre a visita. Rafael assentiu, descontente, e saiu sendo acompanhado por %Pedro%.
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  No quarto, ao fechar da porta, %Lana% e Cha Eun abriram os olhos. Os dois sorriam cúmplices como se segurassem uma gargalhada, e bastou poucos segundos encarando-se, para perceberem haver algo novo ali. %Lana% levantou-se um pouco sobre os cotovelos e apoiou uma das mãos no peitoral do amigo. O cabelo dela estava solto, e caiu todo para um lado, uma visão que deixou Cha Eun Woo hipnotizado com aquela cena tão sexy: os olhos brilhantes dela, o sorriso largo, o cabelo caído bagunçado e, descendo os olhos um pouco mais, aqueles seios desenhados tão perfeitamente no sutiã. Seios, na opinião dele, na medida ideal.
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  %Lana% pigarreou, e Eun sacudiu a cabeça para afastar os pensamentos. Ele a encarou e ela sorria maldosa. Não com a maldade do desejo, mas a maldade do sadismo de quem reconhecia ter surtido efeito nele. Ele retirou o cabelo do rosto dela e reclamou que %Lana% estava o machucando, para ela sair de cima, pois segundo ele: “você tem gestos muito bruscos”. %Lana% apertou um pouco mais o cotovelo na costela dele, com a face emburrada. E Eun Woo reclamou sem fazer muito barulho, arqueando a cabeça para trás no travesseiro quando %Pedro% abriu a porta e encarou ambos naquela cena que se tornava cada vez mais, cômica.
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  — Seu ex, só não entrou aí e acabou com a festinha de vocês porque fechei a porta e o expulsei.
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  %Lana% gargalhou e levantou-se sentando sobre os calcanhares na cama. Cha Eun voltou a observá-la discretamente.
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  — Ele ficou muito puto? — Ela perguntava divertidamente.
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  — Se vistam e levantem, precisamos conversar.
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  Com a postura do irmão, %Lana% encarou Eun Woo, sem entender o tom nada brincalhão. E saltou da cama, passando por cima do amigo, foi para a sala.
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  — Se vistam… Até parece. Essa maluca vai me enlouquecer! — sussurrou Cha Eun assim que %Lana% saiu do quarto, exatamente como estava: com a lingerie que dormiu. Ele levantou-se e foi até o banheiro do quarto dela e escovou os dentes.
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  O apartamento de %Lana%, era do tipo moderno, onde o banheiro social da casa não tem box para banho. É um banheiro de visita. Para não tirar a discrição do cômodo, %Lana% o solicitou que utilizasse as suítes dela ou do irmão. Eun Woo já achava muita invasão morar ali, e perturbar o irmão dela que, embora parecesse tranquilo, mal o conhecia. Então, decidiu que incomodaria %Lana% em seus aposentos “reais”. Ao sair, encontrou a garota sentada na banqueta do balcão que dividia a cozinha e a sala. E não percebeu quão pequena era a calcinha dela até, literalmente, dar de cara com a bunda vantajosa da mulher sobre o estofado.
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  Deu passos para trás, e recostou-se à parede, afagando os próprios cabelos, de um modo perturbado. E ficou ainda mais perturbado ao lembrar que teve as mãos segundos atrás, naquele pedaço de corpo chamativo. Respirou fundo e concentrou-se a ignorar, o máximo que pudesse, o corpo da amiga. Aproximou-se e pegou a conversa entre irmãos pela metade. Olhou para ela, e até o simples fato de tomar um suco, com um canudo infantil todo retorcido, se tornou para ele uma visão tentadora. Arregalou os olhos e pegou o copo à sua frente, colocado por %Pedro%, e serviu-se de suco também.
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  — Aconteceu alguma coisa, Eun?
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  %Pedro% o perguntou parando de falar com a irmã, ao notar que o rapaz estava mais pálido que o normal.
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  — Ahn? Não, não… Tudo bem. É só que, acordei mais uma vez no susto devido às loucuras da sua irmã.
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  — É exatamente sobre as loucuras dela que estamos conversando. Me diz, Eun, o que você está achando disso tudo?
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  — Bom, quanto a isso… — apontou para si e para %Lana% — Ontem conversamos, e eu disse a ela que deve acabar com a farsa logo.
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  — Exatamente! Só que o problema é que o imbecil do Rafael está decidido a voltar com você, %Lana%.
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  — %Pedro%, se acalme. Eu e o Woo estamos decididos a não estender muito a mentira. Queremos ser o máximo convincentes que pudermos.
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  — Tu não está entendendo, mana. Conversei com o Rafael hoje! Por acaso, ou não, o idiota esbarrou em mim no parque, e ele disse que veio para cá, após averiguar onde você estava, como te encontrar, e decidido a reconquistar você!
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  — Nossa, ele parece decidido %Lana%, e… Um pouco psicótico.
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  — Exatamente isso, Eun. Ele descobriu que perdeu a minha irmã e não deu valor quando devia, e se é que dá para piorar, percebeu que a amava só depois disso. Porém, o problema é o histórico do Rafael!
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  — Isso não muda nada, %Pedro%.
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  — Tomara irmãzinha, porque ele disse que ainda te ama, e que não vai desistir nem que tenha que amar por ele, e por você.
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  — Ele disse isso? — %Lana% já modificou totalmente a postura e olhar que lançava ao irmão, aquilo era um pouco mais assustador do que imaginava.
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  — Sim, e não me espanta. Ele sempre foi um maníaco doente. %Lana%… Na boa! Eu quero te esganar por entrar nesta brincadeira! Percebe que o Rafael vai te perseguir de novo?
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  — Calma %Pedro%! Eu vou dar um jeito de parar isso, ?
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  %Pedro% negou silencioso para a irmã e saiu em direção ao quarto. Cha Eun apenas observava. %Lana% levantou-se da banqueta e foi até a pia lavar a louça do dia anterior. Eun, seguiu até ela, ajudando-a secando e guardando as louças. Eles mantiveram o silêncio e ao terminar, ela foi para seu quarto. O amigo a seguiu e entrou fechando a porta. %Lana% caminhou-se para suíte e estava no banheiro retirando o sutiã, quando Woo apareceu na porta a assustando. O quase flagrante o fizera corar na hora, e rapidamente o amigo se desculpou. Envergonhada ela subiu novamente as alças, e pediu para que ele fechasse a peça. Eun Woo se aproximou a encarando pelo espelho. Notou a expressão de arrependimento pela mentira tomar a face da garota. Abotoou novamente o sutiã dela e pegou-a pela mão guiando para o quarto. Sentaram-se na cama, e %Lana% encarou o chão.
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  — Você vai me dar uma bronca também, já estou vendo. — Ela sibilou amassando os próprios cabelos ao sentarem-se.
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  — %Lana%… Eu tive a opção de te impedir com isso tudo, negando aparecer aqui ontem de manhã, mas o fato é que não fiz isso e agora cá estamos.
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  — Não me culpe também, Woo!
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  — Não estou te culpando, fica quietinha e ouça. Estou dizendo, é que agora estou contigo nisso. E acho que precisamos ser muito claros, sinceros e cúmplices um do outro para cair fora disso.
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  — Tem razão…
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  — Então, vamos fazer uma espécie de “análise” desta sua vingança. E para começar a entender o que a fez começar tudo isso, eu preciso que me conte como era o seu namoro.
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  — Eun, eu não acho que…
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  — Não quero que se sinta obrigada a falar nada. Só entenda que sou seu amigo, e estou tão atolado quanto você nesta farsa, e para sair, eu preciso entender no que entrei.
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  Ela suspirou pesadamente e sorriu para ele.
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  — Faça suas perguntas.
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  — O que o %Pedro% quis dizer com “maníaco doente”?
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  — Rafael era o tipo de cara que diz que ama por meio de atitudes possessivas e abusivas.
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  — Ele também disse que o cara é perseguidor… Isso significa que é para eu me preocupar que o Rafael pode nos seguir também?
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  — Não. Ele me perseguia quando namorávamos porque era absurdamente ciumento. Eu achava lindo, porque acreditava que era prova de amor saber que havia alguém com tanto ciúme, a ponto de me perseguir. Levei muito tempo para acordar e perceber que aquela proteção toda era, na verdade, uma forma de violência. E o %Pedro% esteve em muitas fases comigo.
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  — Entendi, e que tipo de atitudes Rafael tinha com você?
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  — Ele era muito carinhoso. De verdade! Eu me sentia a mulher mais amada e desejada do mundo. Mas, ele também era egoísta. Nossa relação tinha espaço para ceder a tudo que fosse interessante para ele, mas não para mim. Ele me dava tudo o que eu queria, e sempre fazia surpresas românticas, mas eu não podia sair com os meus amigos, os amigos do meu irmão, ou com as minhas amigas. Nossos programas passaram a ser todos em casal, mas ele podia sair sem mim quando quisesse.
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  Cha Eun crispou os lábios achando o início daquela história horrível. %Lana% suspirou constrangida, porque enquanto falava, sua ficha caía do quando ela foi imatura, irresponsável e ingênua de flertar com o ex noites antes na boate, aliás, pior! Ela dormiu com ele!
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  O cineasta coreano percebeu que a amiga estava notando a burrada que havia feito também, e decidiu não expressar algum julgamento com a face. Tocou a mão de %Lana% como se a solicitasse para continuar, e manteve sua escuta atenciosa:
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  — Com o tempo, eu não percebia, mas estava na mão dele. Fazendo o que ele queria, quando queria e sem contestar nada. Começou com as roupas. Toda vez que saíamos juntos, ele reprovava ou aprovava o tipo de roupa que eu podia usar. Depois passou a controlar os meus horários, me buscar nos locais que eu ia ou vinha. Um dia, tivemos uma briga séria porque ele atendeu uma ligação do meu celular sem o meu consentimento. Não que eu me importe, nunca me importei com quem atendesse meu telefone, mas o que aconteceu depois daquele telefonema me deixou irritada! Era um colega de curso, tínhamos um trabalho a terminar e Rafael foi extremamente grotesco com o garoto. E então discutimos, ficamos sem nos falar, e eu terminei. Àquela altura, minhas amigas e meu irmão já me alertavam sobre as atitudes dele, e eu começava a pensar se eles teriam razão, até que Rafael surgiu arrependido dizendo que extrapolou e com um presente. Aceitei ele de volta. Não notava que a cada vacilo, vinha um pedido de desculpas com um capricho que acabava sendo a moeda de troca para que eu aceitasse tudo de novo.
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  — Nossa, %Lana%… Como foi que acabou definitivamente?
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  — Ele nunca foi uma pessoa ruim, ou explosiva. Sempre foi calmo, brincalhão e tínhamos uma amizade muito, muito antiga. Então terminar com ele, era difícil para mim. Mas…
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  %Lana% olhou para Eun, de uma maneira que sabia que a seguir viria a piedade ou o julgamento.
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  — %Lana%. Por que o %Pedro% ficou tão irado? — Cha perguntou um pouco mais cauteloso, e na expectativa de ouvir algo pesado, já que ela mantinha uma expressão de quem preferia não falar sobre o assunto — O que ele fez para deixar o seu irmão tão preocupado?
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  — Olha! Eu não ligo de contar, mas por favor! Não me olhe com piedade ou com julgamento, ? Promete!
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  — Ei garota, eu nunca estive aqui para isso. Já estive?
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  — Não.
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  — Então deixa de bobeira e me responde. Dependendo da resposta, eu dou um fim nesta sua mentira agora mesmo.
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  — O Rafael me bateu. Foi a primeira e última vez. Parti pra cima dele na hora, porque aquilo era como ouvir todas as falas dos meus amigos e do %Pedro% sobre como acabaria a nossa relação. Terminei com ele sem nenhuma dificuldade naquele dia, para nunca mais, mas, eu não quis denunciá-lo para evitar o meu constrangimento e também pela amizade de anos. Rafael não era aquela pessoa, ele só estava agindo errado. Com o tempo, eu percebi que, na verdade, ele não tinha justificativas para nada daquilo. Calhou com a faculdade daqui me aceitar, e eu vim embora. Nunca mais tivemos contato, ou uma conversa, ou nada do tipo…
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  — Machista, agressor, abusivo e psicopata. — Eun Woo estava enfurecido.
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  Enquanto a amiga narrava, ele havia se levantado da cama e já tinha as mãos na cintura e andava de um lado para o outro no quarto. Parou de frente para %Lana% e a perguntou incrédulo:
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  — Como você não tem repulsa dele?
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  — Já passei dessa fase. Quando o vi naquela boate, atrás de mim, como se nada tivesse acontecido… Cara, nem desculpas ele me pediu! Achei tão cara-de-pau da parte dele vir falar comigo, que eu tive ódio e desejo de me vingar de alguma forma. Eu precisava aproveitar para fazê-lo sofrer por tudo o que me fez. Na hora me pareceu justo fazê-lo se sentir usado e descartado.
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  — Está tudo errado, %Lana%! Você está agindo errado, eu agi errado de entrar nessa…
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  — Eun Woo, eu sei disso, mas… E-eu não sei o que me deu! E quando a gente transou…
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  — Porra, você transou com ele!?
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  Cha Eun Woo falou mais alto, com evidente raiva da situação e assustava %Lana% vê-lo daquele jeito. Ela percebeu ali, que não pedir para a julgarem, fosse, talvez, impossível.
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  %Lana% abriu a porta para um abusador entrar na própria casa. E percebendo aquilo, buscava justificativas:
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  — É… E quando aconteceu eu me senti muito poderosa, como nunca na nossa relação, porque ele é quem estava na minha mão agora. Parando para pensar e contando tudo isso, eu fui impulsiva. Desculpa te meter nisso, Woo.
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  Eun a encarou assustado e acalmando-se, se sentou novamente ao lado dela na cama. Pegou o rosto de %Lana% e beijou-lhe a testa.
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  — Sabe que não vamos seguir com isso, não é?
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  — Sei. Mas, como vamos desmentir?
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  — Vou falar com esse cara e mandar ele para longe! — Cha Eun declarou e suspirou pesado.
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  — Ah é? E dizer o que? “E aí, Rafael! Antes de quebrar a tua cara, eu quero dizer que é para ficar bem longe da %Lana%, porque sou o namorado de mentirinha dela e não quero mais fingir”?
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  — Primeiro: o problema aqui não é que eu não queira fingir que somos namorados… — Cha Eun justificou apontando um dedo ao ar, de forma elegante.
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  — Crushes, na verdade.
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  — Não me interrompa, por favor. — continuou ele: — O problema é que precisamos fazê-lo entender que não tem volta.
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  — Exatamente! E você conversar com ele, vai mostrar uma competição que não queremos. O Rafael tem que perceber que eu não quero mais.
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  — Difícil depois de você transar com o cara. — Eun Woo abaixou a cabeça apertando a ponte do nariz entre o polegar e indicador, com um braço cruzado ao peito.
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  — Ei! Vacilei, já sei, para de jogar na cara!
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  — Tive uma ideia! — Eun sorriu batendo em uma das mãos com a outra, e foi até o quarto de %Pedro%.
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  Deixou %Lana% sozinha no quarto e quando voltou, estava acompanhado do irmão dela.
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  — A ideia do Eun é radical, mas é mais ou menos o que eu acho, que vocês devem fazer.
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  — Vamos assumir publicamente uma relação, %Lana%! — Cha Eun Woo declarou sorridente.
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  — É mana, essa de você ficar com o Victor, e dormir com o ex deixou uma ideia, para o Rafael de que ele poderia tentar.
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  — E ele tem que encarar como algo sem volta! Então vamos nos assumir. Assim que ele te procurar você vai dizer tudo o que não disse antes, vai deixar claro o quanto ele errou e contar que só dormiu com ele para se vingar. — Eun disse.
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  — E como entendeu que agiu errado, você assume que não deveria ter feito isso, e que não quer nem contato com ele por telepatia. E que você está feliz com o Victor. — %Pedro% complementou.
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  %Lana% olhava de um para o outro, com um braço cruzado no peito e a cabeça apoiada na palma da mão.
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  — Se depois disso, ele insistir, aí vamos ter certeza que você não fez as coisas direito e pensar num plano B. — Eun Woo declarou.
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  — Eun, se depois disso o Rafael continuar atrás da minha irmã, ou ela é retardada, ou ele muito psicopata e aí, você vai ter que casar com ela. — %Pedro% zombou com a mão no ombro do amigo da irmã.
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  — Vocês dois são idiotas. — %Lana% afirmou após ouvir eles tagarelarem.
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  — Idiota é você que transou com seu ex problemático, e ainda colocou uma terceira pessoa na confusão! — %Pedro% apontou um dedo acusador para ela.
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  — %Pedro%! Eu já entendi que errei! Dá para ajudar em vez de ficar jogando na minha cara?
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  — Beleza, beleza. Desculpa. Mas, se você tivesse deixado o Rafael na boate e transado com outro cara qualquer não seria tão complicado.
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  — %Pedro%, na boa, sai do meu quarto e me deixa sozinha com o Woo!
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  %Pedro% saiu. Ele entendia que jogar na cara da irmã os erros dela, não era nada válido a se fazer. Porém, entendia também que a lembrar dos erros, era necessário para fazer %Lana% entender a dimensão de tudo aquilo. Por sorte, havia Cha Eun Woo, disposto a ajudar %Pedro% em acabar com a farsa da irmã.
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  Woo, sentou-se novamente na cama dela. E %Lana% novamente irritada com o irmão, pegou um par de lingeries limpas e entrou no banheiro, avisando que tomaria banho para pensar com a cabeça mais fria.
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  O coreano ficou aguardando-a terminar deitado na cama dela. Pensou em todo um plano para fazer aquela história acabar de vez. E só quando sentiu o corpo de %Lana% sobre o seu, que abriu os olhos, espantado, se dando conta de que ela havia terminado. A amiga o olhava em dúvida pelo que ele estaria a pensar, sorria travessa, e os cabelos molhados pingavam gotículas frias no tórax dele.
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  Eun Woo sentiu novamente, a sensação estranha e os novos calafrios quando estava perto da amiga. O sorriso dela foi se desmanchando, e a face curiosa e divertida de %Lana%, passou a uma expressão de confusão.
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  — Por que está me olhando assim? — Ela perguntou.
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  Então, Cha Eun notou o quão assustador devia estar o seu olhar. Um olhar que denunciava os pensamentos de alguém que se imaginava invadindo a boca de %Lana%. Sorriu tranquilo, e negou com a cabeça voltando a fechar os olhos.
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  — No que está pensando?
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  — Em como podemos transformar a sua mentira, em verdade para o Rafael.
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  %Lana% suspirou, e passou a mão pelo tórax do amigo secando-o das gotas recém-saídas de seu cabelo. Levantou-se, sentindo-se incomodada por não continuar acariciando o peitoral definido de Cha Eun, e deu as costas a ele, confusa com o que pensou. Escutou-o se mexer na cama dela, e então se virou sorrindo para ele.
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  — Bem, eu vou preparar o almoço. Enquanto isso, você vai tomar banho e pensa em como me ajudar. E aí, nos reunimos os três para bolar um plano.
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  — Estou fedendo? — Eun perguntou brincalhão por ela ordená-lo a ir ao chuveiro.
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  — Está com cheiro de gente dormida. — Ela gargalhava.
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  Cha Eun sabia que não estava fedendo, e sorriu se levantando da cama. O olhar ameaçador do amigo, ela já sabia o que viria: um abraço sufocante. Ele correu até %Lana%, que fugia dele pela casa, e ao alcançá-la retirou a garota do chão colocando-a sobre os ombros, correndo novamente com ela pela sala. Eun sabia que ela detestava ser chacoalhada daquele jeito. %Pedro% ao ouvir toda aquela bagunça, os gritos finos de sua irmã e os protestos de: “me coloca no chão”, saiu de seu quarto já arrumado e encarava divertido aos dois. Ele não diria aquilo para Eun Woo e %Lana%, mas os dois combinavam.
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  %Pedro% imaginava a mesma cena no futuro: os dois correndo pela casa como um casal. E sorria alegre com a possibilidade. Quisera ele, que a mentira da irmã fosse verdade. Eun Woo, embora pouco o conhecesse, arrancava da sua irmã um sorriso solar. E trazia a %Pedro% uma sensação de completude entre eles.
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  Cha Eun colocou %Lana% no sofá, e a mulher o xingava por estar zonza, mas também gargalhava com ele. Ela notou o irmão parado no corredor de frente aos dois, com um sorriso de quem só estava presente de corpo.
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  — Ei! Aonde vai vestido assim?
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  — Pelo sorriso, eu me atrevo a dizer que ele tem um encontro! — Eun comentou.
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  %Pedro% abaixou a cabeça, em um sorriso irônico. O que trazia a ele aquela sensação de felicidade não era um encontro, mas sim, o encontro das duas pessoas certas ali em sua frente.
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  Woo pegou sua toalha no varal, jogou sobre os ombros e retornou para a sala dizendo ao %Pedro%:
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  — Já que não quer contar, eu vou tomar meu banho.
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  — Não é isso, é que eu estava pensando em uma coisa…
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  Eun ainda sorria para ele, ao ouvi-lo olhou curioso para %Lana% que repetiu a ação da mesma forma. A mulher saiu do sofá e pulando no pescoço do irmão, perguntou:
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  — Pensando no que, maninho?
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  %Pedro% olhou para ela divertido, e depois para Cha Eun. Os amigos já estavam curiosos, achavam que %Pedro% tivera uma ideia para a farsa acabar.
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  — Nada que seja da conta dos dois, e agora, com licença que eu realmente tenho um almoço marcado.
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  Ele retirou as mãos da irmã de seu pescoço e caminhou até a porta da sala. Antes que abrisse a porta, sua irmã perguntou quando levaria o seu “encontro” para ela conhecer. E %Pedro%, sem entender o que ela dizia, olhou apreensivo em sua direção. Ela sorriu discretamente e disse:
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  — Se for a mesma pessoa com quem tem saído desde aquela festa, talvez esteja na hora de me apresentar.
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  — Por quê? Você levou alguns anos para me apresentar o Eun Woo.
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  — Mas, o Eun e eu não estamos saindo.
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  — Resposta errada, maninha.
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  Ele disse e acenou aos dois saindo do ambiente, sem escutar qualquer resposta.
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  — Ele está certo.
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  Eun com os braços cruzados na frente de seu corpo, ria da cara de poucos amigos que %Lana% ficara quando o irmão não lhe contou quem era a pessoa. E a atriz o encarou com tédio, por ele concordar com %Pedro%.
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  — Ele está certo, %Lana%. Estamos saindo um com o outro, e é o que faremos todos acreditarem.
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  — Que todos, cara pálida?
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  Cha Eun já tinha lhe dado as costas e caminhava ao banho. %Lana% pensou se ele e %Pedro% já teriam um plano por trás do plano. Ela saiu, bicuda, em direção à cozinha e começou a preparar o almoço.
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Lelen

E aqui temos a prova que Rafael é macho escroto. Bora chutar esse aí pra bem longe e agarrar o Eun Woo, obrigada.
Quero esfregar felicidade da Lana na cara do Rafael e deixar ele bem arrependido e nunca superar que ELA NUNCA VAI VOLTAR PRA ELE. u.u
E amo o Pedro demais HAHAHAHAH

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