Paixão e Crueldade


Escrita porZsadist Xcor
Revisada/Editada por Natashia Kitamura


Prólogo

Tempo estimado de leitura: 19 minutos

  Fugiam há quase três semanas.
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  Os pés estavam doloridos, não dormiam devidamente, havia escoriações na pele por esbarrarem em galhos das árvores ao se embrenharem pela mata e as olheiras roxas mostravam o cansaço físico e mental. Por estar no final do inverno, não corriam tanto risco de desidratação debaixo do Sol fraco. O problema era a noite. Evitavam de acender fogueira para se esquentarem, então se abraçavam encolhidos na tentativa de o calor corporal aumentar até adormecerem para, no dia seguinte, despertarem antes do raiar do dia e seguirem se distanciando prezando pela sobrevivência.
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  Sabiam que a vida mudaria completamente quando o responsável pela compra dos dois foi empurrado violentamente pelo escravo. Batera a cabeça na quina pontuda do móvel de madeira abrindo um corte superficial cuja cicatriz simbolizaria a agressão, como lembrete da tentativa infrutífera de saciar seus doentios desejos.
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  Ofegante, a magra garota trêmula no chão ajeitava as vestes as quais foram rasgadas na parte da saia pelo senhor de fazenda.
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  Era desprezível. Aguardou pacientemente até a esposa sair na companhia dos filhos para atacá-la. A observava de longe como uma presa desde a chegada à sua propriedade. A media de cima abaixo quando a avistava.
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  Por notar como era cobiçada, se esforçava a não se encontrarem tomando diversos cuidados visando se proteger do fazendeiro. Antes de adentrar num cômodo para exercer seu serviço, vistoriava o ambiente escondida e com os ouvidos bem atentos para detectar qualquer mero sinal de movimentação. Caso não estivesse vazio, realizava outras tarefas em aposentos distantes até o ambiente em questão estar vazio.
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  Infelizmente, foi pega desprevenida pelo seu dono, quem a viu adentrando na sala.
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  A arma usada para levá-la ao escritório obedientemente caíra junto ao loiro ao ser impedido de violentá-la após ela apresentar resistência a ele, então, em fúria, a criança pegou a faca a cravando na mão de quem tentava lhe abusar. Soltou um guincho animalesco de dor fitando os olhos escuros que tanto desejava avistar quando estivesse em cima dela.
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  Agora, não havia terror como instantes atrás. O fitava no mais genuíno ódio.
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  Não tinham tempo. A gravidade dos atos cometidos resultaria em penas tenebrosas se tivessem o azar de sobreviverem. Logo apareceria alguém ou os empregados seriam chamados aos berros. Como começava a escurecer, aproveitou a oportunidade para agarrá-la pelo pulso objetivando fugirem. Só não saberiam até quando seriam capazes de manter o ritmo frenético.
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  No século XVII os Estados Unidos não era exatamente um país. Existiam alguns nomes para se referir à região, dentre eles “As 13 Colônias Britânicas”. O Norte era abolicionista. No Sul negros eram tratados como mercadoria para exploração, submetidos a inúmeras crueldades e trabalho incessante cuja carga horária diminuía a expectativa de vida em consequência. Portanto, ao empurrar o seu senhor assinara a sua sentença de morte. A outra teria provavelmente outro destino – como se isso fosse motivo para comemorações.
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  Não podiam se dar ao luxo de descansarem o suficiente ou se alimentarem. Comiam o que encontravam nas árvores e tomavam água da chuva ou caso passassem por um rio. Não tiveram a oportunidade de se prepararem para a fuga.
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  Pelo contrário.
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  Não teve escolha. Apenas agarrou o braço da menina de onze anos ao empurrar Patrick no chão com violência para livrá-la das mãos do dono da fazenda ao se deparar com a imagem dele a apalpando entre as pernas enquanto a forçava a beijá-lo.
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  Se fossem pegos teriam o destino pior que a morte. Provavelmente implorariam pelo assassinato a cada segundo. O pedido não seria acatado pelos algozes caso fossem capturados. Lhes causariam dor, os fazendo enxergar a pior face da humanidade por meio de torturas, privações e outros atos hediondos.
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  O destino da garota seria pior que o seu, é claro. Para as mulheres sozinhas e de cor era sempre pior. A vulnerabilidade a transformava numa presa fácil, inclusive por ser apenas uma criança cuja mãe morrera após a esposa descobrir que era o irmão o genitor da menina escrava de pele mais clara.
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  Pelo menos essa era a história contada pela senhora. Colaborou para a morte da figura materna por não querer o seu sangue correndo nas veias da bebê. Em sua concepção perversa, não havia melhor vingança além de deixá-la órfã, já que a bebê era uma bastarda fruto do estupro realizado pelo outro a sua falecida mãe.
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  Quinze dias depois ao final da tarde, às cinco horas, ouviam os cachorros se aproximarem e as vozes dos homens os quais seguiam seus rastros incansavelmente.
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  No meio da mata, Biancca tropeçou nos próprios pés soltando um grito de exaustão. O mais velho voltou apavorado para buscá-la.
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  - Anda, levante-se.
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  A segurou pelo pulso, mas a garota não conseguiria andar porque torcera o tornozelo.
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  - Não dá. – chorava pelo medo, se arrastando nas folhagens na tentativa de fugir – Não vou conseguir correr.
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  A lembrança das mãos de Patrick sobre si lhe gerava ânsia.
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  Temendo pelo destino terrível, a face jovial pareceu envelhecer pelo terror.
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  - O que vamos fazer? – olhou para atrás assustada pelos latidos estarem mais próximos – Por favor, não me deixa aqui. – choramingou.
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  - Um dia ainda serei morto por ser decente. – resmungou agachando de costas para a menina subir.
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  Não fez outra coisa por quinze minutos além de correr clamando aos seus Deuses africanos para não serem alcançados.
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  Damon Smith cavalgava ao lado de seu amigo, quem retornara de viagem quando saiu a notícia de dois escravos fugitivos. Como não tiveram a oportunidade de conversarem, decidiram subir nos cavalos para passear pela região. Pediu para alguns de seus escravos os acompanhassem para qualquer intercorrência. Portanto, ali estavam eles, rindo de uma situação engraçada contada pelo médico onde se escondeu para não ser pego pelo esposo de sua amante – claro, invertera os papéis porque, apesar da amizade de anos, não confidenciava sobre essa parte da sua vida para o ruivo.
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  As feições se tornaram sérias ao avistarem um grupo comandado por Patrick atravessando as plantações. Agarrava uma menina pelos cabelos a arrastando para acompanhá-lo a passos apressados. No outro fora amarrada uma grossa corda ao redor do pescoço a qual era puxada por um dos seus capangas.
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  Por estar cercado por outros trabalhadores armados e pelo seu amigo, Dean Brown, sinalizou para o seguirem correndo. Apesar do contexto desfavorável estavam seguros entre os trabalhadores – e não porque os escravos foram comprados. Tomaram a frente em seus cavalos após a rápida troca de olhares. Os animais alcançaram os invasores em questão de minutos com os demais em seu encalço.
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  - Deu agora de invadir minhas terras, Patrick? – severo, parou na frente do loiro.
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  - Não tive escolha. Precisei buscar esses fugitivos.
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  A face do ruivo endureceu ao vê-lo puxar a menina para si a agarrando pela garganta. Havia algo de errado na maneira como pressionava as digitais nela e a olhava. Era profano, denunciando as segundas intenções quando percorria as írises nela. O choro silencioso denunciava o desespero da pequena, quem agarrava o vestido simples no ombro por estar rasgado.
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  - Ainda assim não é cordial da sua parte. – retrucou Dean ainda sobre o cavalo – Até porque não deveria se orgulhar da sua conduta com crianças negras e nem crianças brancas.
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  - Minha conduta é avaliada perante Deus. Não preciso de julgamentos mundanos. – retrucou em tom grosseiro e cuspiu na grama ao finalizar a última frase.
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  - Foi isso que disse para Deus quando enterrou a sua filha? A pobre coitada não tinha como se curar da doença que o próprio pai passou para ela por ser tão nova. Era pra você estar naquele caixão ao invés da coitada. – rebateu Smith com asco.
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  Patrick puxou uma arma de fogo das vestes a apontando para o oponente, quem não moveu um músculo sequer e manteve o ar de orgulho e superioridade intactos ao longo do confronto.
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  - Nunca foi encontrada nenhuma prova contra mim. Não deveria desenterrar assuntos passados, doutorzinho. – torceu o nariz como se o título fosse uma imprecação – E quanto aos escravos... Foi necessário eu vir sem convite. Tenho muito interesse neles, principalmente nessa daqui. – apontou pra ela com o queixo, petrificada na tentativa de não chamar atenção e afastar os olhares de seu corpo.
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  Os outros homens de Damon chegaram apressados, cercando o grupo desconhecido.
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  Caso não fosse cauteloso, as coisas sairiam do controle. Não queria começar uma luta armada, nem prejudicar os menos favorecidos. Então, engoliu o orgulho para conduzir o assunto para outro caminho.
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  - Por que não entramos para discutir os valores para eu efetuar a compra deles? – perguntou Damon indiferente.
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  Caso o observassem atentamente, veriam como se agarrou com mais firmeza às rédeas ao avaliar o estado petrificado da menina.
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  - Como?
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  - Eu os compro. São mercadorias, certo? Não há motivo para ter tanto apego a produtos de venda, principalmente quando se lida com séria dívida de jogo. Isso, é claro, se os rumores de alguns amigos meus estiverem corretos. E geralmente estão. Pode ser um meio de se beneficiar onde todos sairiam ganhando. Podemos discutir os trâmites agora ou, por sermos cavalheiros, na minha casa. O que escolhe?
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  Na sala da mansão, Damon arregalou as pálpebras ao ouvir o valor por cada um. Era o quádruplo do que valiam.
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  - Ou é isso ou retorno com eles pra minha fazenda agora mesmo. – esclareceu Patrick para não restar dúvidas.
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  Irritado, avisou para Dean e os demais.
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  - Se eles se moverem enquanto eu estiver fora desse cômodo, têm a minha permissão de atirar para matar.
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  As pessoas a quem dirigiu a ordem sabiam que se referia a Patrick e seus capangas exclusivamente.
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  Retornou trinta segundos depois com o maço de dinheiro em mãos.
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  - Tome. – entregou a contragosto sem se importar em demonstrar a irritação – E some da minha frente.
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  Quando os desconhecidos foram embora, escoltados pelos homens do dono da propriedade, se dirigiu ao amigo.
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  - Dean, fique. Daqui a pouco vou precisar das suas habilidades. – apontou para eles – Os dois. Venham comigo. Não sou desumano. Quando conversarmos, podem puxar uma cadeira para se acomodarem melhor.
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  Tomando à frente, os levou até seu escritório enquanto o médico se acomodava no sofá. Para caminhar devidamente, o outro estendeu o braço para auxiliar a criança por ela apresentar ainda os sinais do medo, embora tenham sido atenuados na saída de Patrick. Assim que adentraram, a garota deu um nó mais forte no tecido marrom para esconder o ombro e não correr o risco de ficar desnuda. Não queria chamar mais atenção ao deixar aquela discreta parte do corpo à mostra.
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  Por hábito e norma de conduta estipulada na relação entre negros e brancos, acataram ao pedido calados.
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  Se surpreenderam com o que viram quando Damon fechou a porta do escritório para passarem. Apesar de se manter de costas, notaram a mudança no rapaz de vinte e cinco anos. Aquela energia imponente anterior se dissipou ao ponto de percebê-lo desinflar. Jogou a cabeça para trás de olhos fechados puxando o ar pelas narinas e o soltando devagar antes de iniciar o diálogo.
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  - Sabem. – se virou atravessando o cômodo – Agradeçam por quem quer que acreditem de terem parado nas minhas terras. Se fosse qualquer outra pessoa além de mim, nunca iria tentar ajudá-los. – encostou o quadril na mesa onde costumava analisar os papéis de rendimento das plantações de modo a mirá-los – Agora, preciso de algumas respostas. O que, infernos, aconteceu para fugirem?
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  Encolhida na cadeira, soluçou agarrada ao adulto ao seu lado incapaz de conter o pranto.
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  Pela primeira vez o escravo se deparou com um branco quem sentia compaixão por pessoas de pele negra. Perplexo, decifrou a faísca de empatia e preocupação incomuns. O queixo caiu porque o desvelo não foi passageiro. Enquanto estivessem ali, estaria estampado no belo rosto de traços delicados.
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  Smith estendeu a mão em direção a face feminina para avaliar melhor as feridas, mas a viu se afastar num tremor discreto. Ao observar melhor as vestes – a barra rasgada mostrando as pernas e o nó desajeitado do tecido, agora em farrapos – torceu para ela não ter sofrido o que suspeitava.
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  - Bianca. Bianca! – gritou em repulsa juntando as peças em sua mente.
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  A governanta chegou apressada adentrando no recinto e fechando a porta.
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  - Qual o seu nome, menina? – pediu gentilmente.
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  - Biancca, senhor. – balbuciou baixinho.
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  - Tudo bem chamá-la de Bia para não confundir com a Bianca aqui? – apontou para a mulher mais velha de semblante maternal.
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  Como não estava acostumada a lhe dirigirem um tom de voz tão respeitoso e afável, o encarou de esguelha assentindo.
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  - Bianca, a leve até o Dean para examiná-la. Só há um detalhe crucial. A única quem irá tocá-la será você para os exames acontecerem devidamente. Depois me entregue a receita caso passe alguma medicação. Lhe dê banho, roupas limpas e comida o quanto antes. Deve estar cansada e faminta depois dessa fuga, então também precisa descansar. Separe dois quartos para eles. Se encarregarão da casa para te ajudar. – completou se dirigindo a menina – Vá. Não precisa mais ter medo.
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  A governanta estendeu a mão para ela. Ainda desconfiada, fitou primeiro quem se tornaria sua figura paterna, como se o perguntasse se era seguro. Houve apenas um aceno a incentivando a prosseguir. Como não havia escolha, aceitou ser levada pela mulher de face doce.
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  - Qual o seu nome? – se dirigiu ao homem assim que a porta foi batida.
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  - Sebastian.
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  - Sou Damon Smith. Olá. Por favor, me perdoe por me referir a vocês como mercadoria. Era o único jeito de evitar serem levados. Pode me explicar o que aconteceu para fugirem?
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  Os joelhos falharam e o mais velho não saberia dizer se pelo cansaço de tantos dias correndo ou se pelo assombro da fala de quem o comprara. Jamais pensou ser tratado como gente ao invés de objeto descartável por uma pessoa de classe superior ou de cor de pele distinta.
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  - Éramos escravos do desg... – se interrompeu.
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  Não era prudente insultar Patrick Wilkins na frente de outro branco.
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  - Pode xingá-lo o quanto quiser. – incentivou o ruivo – Nunca me deu motivos para gostar dele. Apenas suporto a presença. Nada mais.
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  - Bem... – arrastou a palavra incerto se prosseguia com o relato ou não – O encontrei há uns dias tentando se aproveitar da Bia. Não conseguiu porque ela não ficou dolorida ou sangrou. A fiz passar as mãos nas pernas e me mostrar para ter certeza. Também não apresentou nenhuma dor para caminhar, então cheguei a tempo de evitar a desgraça. Não há sinais de machucados além dos que obtivemos por meio da fuga. Acabei intervindo o jogando no chão.
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  - Por isso a testa estava machucada?
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  - Sim. A agarrei e fugimos.
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  - Adorei ouvir isso. – deu um pequeno sorriso em aprovação, a fisionomia relaxando brevemente – A cada dia tenho menos motivos para gostar do bastardo. – resmungou mais para si – A sua conduta foi correta. Não há razão para sofrer repreendas. Permita-me deixar uma coisa bem clara. Enquanto estiver aqui, vai perceber que não sou um dono de fazenda comum. É de extrema importância não revelar em hipótese nenhuma como conduzo meus negócios. Pode fazer isso?
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  - Claro.
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  Queria parabenizá-lo pela coragem em proteger Bia. Talvez loucura fosse a palavra mais adequada pelo lugar e a sociedade onde estavam inseridos, mas preferiria definir como bravura.
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  Gostaria bastante de ser tão destemido. Talvez a sua vida tomasse outro rumo caso não afogasse seus reais desejos para se encaixar naquele lugar onde nasceu. Talvez estivesse mais satisfeito na solteirice ao invés de se casar com Kassandra por obrigação. Talvez não fosse necessário... Bem, havia motivos fortes para abafar sua voz e conter a sua essência mais sensível a qual certamente seria julgada perante a sociedade, transformada em razão de piada em boca miúda ou comentários maldosos por onde passasse. Não poderia se dar ao luxo de perder a sua credibilidade.
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   Se calar e lutar arduamente dia pós dia por mais de vinte anos contra quem era para se encaixar no modo como a sociedade se organizava era cansativo. Demais.
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  - É tudo, Sebastian. Elas devem estar com o Dean na sala. Peça para ser examinado também. Pode ir. Avise para a governanta para lhe dar jantar, roupas para se trocar, preparar um banho e mostrar seus aposentos na casa. Você e Bia precisam descansar. Nos vemos amanhã. – apontou para a porta.
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  O semblante exausto lhe despertou curiosidade, mas não tanto quanto o tratamento respeitoso, gentil e empático. Permaneceu cinco segundos estagnado de tão perplexo pelo discurso e em como fora respeitado por aquele homem.
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  Mais tarde, quando estivesse alimentado, banhado, trajando vestes limpas e deitado em sua cama, ficaria cada vez mais curioso ao se recordar da situação, principalmente por não encontrar indícios de falsidade, desprezo ou indiferença nele. Era apenas... Um homem se dirigindo a outro e sendo gentil com uma menina quem quase fora vítima de terrível violência.
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  Firmou os pés no chão ao caminhar cheio de questionamentos internos.
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  Ambos não sabiam, porém as percepções elaboradas um pelo outro os moveriam a se aproximarem ao longo dos anos, iniciando uma série de consequências irreversíveis para eles e quem os cercavam ao ponto de atravessarem os séculos em encarnações diferentes até, finalmente, as almas gêmeas se encontrassem para interpretar famosos personagens do teatro devido à química entre aos atores cujas almas se reencontrariam no século XXI.
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