Os Mistérios de Sarai (Temporada 1)


Escrita porMikaelson
Revisada por Lelen


Capítulo 4 • %Sarai%

  A manhã começa a se estender. Som de mercadores trabalhando, sons de carroças antigas passando. Mais à frente, na casa de Harã, Lot e seus irmãos adolescentes conversavam entre si. Milcah começava a demonstrar os primeiros sinais de sua primeira gravidez com o marido Naor. %Sarai%, por sua vez, não conseguia conceber. Naquela manhã, enquanto os mercadores vendiam suas mercadorias, os servos traziam coisas com cheiro de especiarias e o comércio agitava, vários destinos começaram a se impor. Anjos começavam a guiar o caminho daquela família.
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  — Bom dia! — desejou %Arai% para %Sarai% e Abrão servindo o café da manhã. — Está tudo pronto.
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  — Acordou cedo, %Arai% — reparou Abrão.
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  — Verdade — concordou %Sarai% olhando para sua versão mais jovem.
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  %Arai% se sentou, começando a tomar o café da manhã com eles. A manhã continuava. Terá logo apareceu. Vendo que %Arai% já tinha preparado o café da manhã, olhou tudo admirado. %Arai% devia ter vinte anos, enquanto %Sarai% tinha trinta anos e Abrão 40. Abrão e %Sarai% já estavam juntos há alguns anos, mas ainda não tinham filhos. Enquanto Milcah já esperava um herdeiro de Naor, %Sarai% e Abrão ainda não tinham herdeiros.
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  — Belo café da manhã, %Arai%! — disse Terá.
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  — Obrigada, senhor, eu e Yafa preparamos tudo — respondeu %Arai%.
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  A manhã prosseguiu. %Niçus% e %Irka% já começavam a acordar. Eles desceram para tomar o café da manhã. Terá os olhava de forma calculista. %Irka% era uma jovem de cabelos castanhos e bonita, poderia ser uma boa mulher para seu neto, Ló, quando este crescesse. Já %Niçus% ainda não sabia que utilidade o menino poderia ter. O sol continuava a se alongar. Enquanto isso, o som de mercadores trabalhando continuava. %Niçus% e %Irka%, após o café da manhã, foram conhecer a redondeza. A cidade se estendia para eles. A cidade de Ur era bonita e colorida e tinha coisas belas. Os mercadores vendiam vasos, tecidos e %Irka% parecia impressionada. Adquiriu na casa de Terá roupas mais antigas.
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  — É tudo tão lindo aqui — disse %Irka% para %Niçus%.
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  — Verdade, irmã — concordou %Niçus%.
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  Enquanto isso, na casa de Terá, %Arai% observava a casa com expressão pensativa. Sentia falta de sua casa, de sua vida, mas sabia que estava melhor ali. Ali era o único lugar onde possivelmente poderia ser feliz. Em outro tempo, outra época. Estava fora de seu tempo, mas possivelmente ali poderia encontrar sua própria felicidade. Abrão e %Sarai%, por sua vez, continuavam casados. O casal seguia sua rotina, mas sem filhos.
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  Milcah já estava grávida de Naor, esperando seu primeiro herdeiro com ele. Se fosse um menino chamaria de Buz, que quer dizer "gelado" pois aquela gravidez estava sendo difícil.
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  O dia se tornou alguns dias. %Arai% já estava se adaptando na cidade de Ur dos Caldeus juntamente aos primos %Irka% e %Niçus%. %Niçus% já conseguira um trabalho como assistente de um mercador enquanto %Irka% aprendia a fazer pães com as mulheres da cidade. Tudo estava começando a se moldar.
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  — Sente saudades de casa, não é? — perguntou %Sarai% certo dia a %Arai%.
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  — Um pouco — concordou %Arai%. — Minha mãe.
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  — Eu também perdi a minha cedo — disse %Sarai% docemente. — É uma saudade que não passa. Mas aqui você está segura.
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  — Creio que sim — concorda %Arai%.
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  A noite começa a se estender. Enquanto Abrão e %Sarai% se dirigiam a seu quarto e %Irka% para o seu, %Niçus% para o seu, %Arai% ficou observando as estrelas pensativa. Elas eram tão bonitas à noite. %Arai% passou parte da noite observando as estrelas que pareciam bonitas essa hora da noite. Quando virou madrugada, se dirigiu a seu quarto. No dia seguinte, acordou e viu que Abrão já estava de pé. Era manhã, não devia ser mais do que oito da manhã. Abrão estava pensativo olhando o céu azul.
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  — É bonito, não acha? — perguntou Abrão. — O céu a essa hora da manhã.
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  — Talvez — concordou %Arai%. — A madrugada é mais bonita ainda.
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  — Verdade — concordou Abrão.
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  Na manhã seguinte, entretanto, %Sarai% não acordara. A mesma dormia tranquilamente, até que não lhe foi achado vida. Fazia apenas seis dias que %Arai% estava ali. O comum seria culpar %Arai%, mas algo na história toda estava errada, %Arai% não era culpada, mas %Sarai%, que tinha trinta anos, estava normal e agora estava morta.
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  — Não pode ser! — disse Abrão chocado. — Não pode ser. Minha %Sarai%, não!
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  — Eu sinto muito — disse %Arai%.
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  — É culpa sua! — disse Abrão se recusando a ser consolado por %Arai%.
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  — Eu não quis, eu...
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  — Não é culpa sua, %Arai%! %Sarai% tinha saúde frágil... — começou Terá também triste, mas conformado.
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  — Mas %Sarai% não merecia morrer. Não assim — reclamou Abrão.
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  — Eu sei, meu filho — concordou Terá. — Mas não é justo culpar.
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  — Desculpa, %Arai% — disse Abrão.
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  %Arai% assentiu. %Irka% e %Niçus% que estavam ali fizeram um círculo protetor entre %Arai% e Abrão, como se lamentassem a situação...
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Capítulo 4
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