Ondas de Confete


Escrita porBetiza
Editada por Lelen


Capítulo Oito

Tempo estimado de leitura: 40 minutos

  %Julieta% girou mais uma vez diante do espelho, ajustando o short jeans e amarrando o cropped com um nó firme na lateral. O calor do fim da manhã já dominava o Rio, e os sons de mais um bloco se aproximando pela rua enchiam o ar com promessas de cor, suor e festa.
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  Mas, diferente dos outros dias, o frio na barriga que ela sentia agora não vinha só da expectativa pelo carnaval.
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  Vinha dele.
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  De Mingi.
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  Ela passou um pouco de iluminador nas maçãs do rosto, ajeitou os cabelos com os dedos e checou o celular. A mensagem dele, enviada minutos antes, ainda estava lá no topo da tela:
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Mingi: Chego em 5. Tá pronta pra mais confusão? 😏

  %Julieta% mordeu o lábio, sorrindo. A leveza daquela pergunta só reforçava o quanto as coisas tinham mudado desde a primeira vez que se esbarraram. Agora havia algo a mais nos olhares, nos toques. Uma intenção velada, mas cada vez menos disfarçada.
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  Quando desceu e o viu do outro lado da rua, encostado em um poste, usando uma camiseta branca que realçava o bronzeado recente e os cabelos ainda úmidos e levemente bagunçados, seu coração disparou.
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  Ele a viu e abriu um sorriso largo, como se o mundo tivesse parado só para ela atravessar até ele.
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  — Oi. — ele disse, segurando a mão dela no instante em que ela se aproximou. — Você tá linda.
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  — Você diz isso todos os dias. — ela respondeu, tentando parecer blasé, mas já sorrindo demais.
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  — E todo dia você tá. Coincidência? — ele ergueu a sobrancelha, provocando, e ela riu.
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  Começaram a caminhar pelas ruas, de mãos dadas. A cidade estava viva de novo — e, no meio do caos delicioso que era o carnaval carioca, os dois se permitiam viver uma bolha feita de trocas de olhares, beijos rápidos escondidos entre a multidão, e brincadeiras cheias de segundas intenções.
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  Em determinado momento, ao pararem perto de um trio que tocava um pagode animado, %Julieta% se virou para ele, a boca próxima ao ouvido dele por conta do volume da música.
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  — Tá se divertindo, gringo?
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  Mingi virou o rosto de leve, colando os lábios no canto do sorriso dela.
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  — Mais do que eu deveria. — respondeu, rouco.
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  Ela sentiu o corpo reagir. O toque leve da mão dele em sua cintura, o calor que se formava entre os dois mesmo no meio da multidão. Já não era só sobre o carnaval. Era sobre o jeito como ele olhava pra ela. Sobre como ela se perdia nisso.
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  Os dois sabiam que aquele jogo estava evoluindo. E, ao contrário dos dias anteriores, agora não havia mais dúvida entre o “quase” e o “quando”.
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  Era só questão de tempo.
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🎉🎉🎉

  %Julieta% e Mingi dançavam no meio da rua, cercados pela alegria vibrante do bloco. A música era contagiante, e Mingi, mesmo com movimentos ainda um pouco desajeitados para o ritmo brasileiro, tentava acompanhar %Julieta% da melhor forma que podia.
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  Ela gargalhava toda vez que ele errava algum passo e tentava consertar com uma dancinha improvisada, completamente despreocupado em parecer perfeito. Essa leveza dele, o jeito como ele se jogava na experiência sem medo de errar, fazia %Julieta% se sentir ainda mais atraída.
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  Mingi a puxava pela mão, girando-a no meio da multidão, e ela ria alto, sentindo-se viva, leve, quase adolescente de novo. Havia uma liberdade naquela troca de olhares e sorrisos que nenhuma festa, nenhum outro verão, nenhuma outra paixão de carnaval havia proporcionado.
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  Enquanto pulavam, riam e se perdiam na música, %Julieta% teve certeza: ela não queria que aquele momento acabasse.
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  Foi nesse clima que viram as amigas se aproximando no meio da multidão. %Clara%, Luisa, %Duda% e Rafa surgiram, todas sorrindo, com os rostos iluminados pelo calor da tarde e pela energia do bloco.
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  — Até que enfim encontramos vocês! — %Clara% gritou, rindo, enquanto abraçava %Julieta% rapidamente. — Tava difícil de achar no meio dessa bagunça!
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  — Achei que vocês tinham nos abandonado. — %Julieta% brincou, piscando para %Duda%.
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  Mingi cumprimentou as meninas com um sorriso caloroso e algumas gírias em português, o que fez todas rirem e elogiarem o esforço dele.
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  — Vou buscar bebida pra gente! — ele disse para %Julieta%, antes de se afastar. — Quer alguma coisa?
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  — Pode ser água dessa vez. — ela respondeu, rindo, já sentindo a garganta seca de tanto cantar e dançar.
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  Assim que Mingi sumiu no meio da multidão, %Clara%, Luisa e %Duda% rodearam %Julieta% como predadoras que haviam sentido cheiro de segredo no ar.
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  — Ok. Agora você vai contar tudo. — Luisa disse, cruzando os braços, de forma teatral. — O que tá rolando entre você e o gringo mais gato desse carnaval?
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  %Julieta% soltou uma risada nervosa, olhando para onde Mingi tinha desaparecido em busca das bebidas.
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  — Nada demais. A gente tá só... curtindo.
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  — Ah, claro. Curtindo. — %Duda% rolou os olhos. — Se “curtir” for trocar beijos de cinema a cada três passos, então sim, amiga, vocês estão “só curtindo”.
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  %Julieta% mordeu o lábio inferior, sentindo o rosto corar.
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  — É sério. Eu nem sei o que vai ser depois. Ele não é daqui, sabe? Não faz sentido ficar criando expectativa...
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  — Mas e o que você sente agora? — %Clara% perguntou, com a voz mais suave, pegando %Julieta% de surpresa.
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  %Julieta% desviou o olhar, passando a mão nervosamente pelos cabelos.
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  — Eu... — ela começou, hesitando. — Eu gosto dele. Mais do que deveria.
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  As amigas sorriram, e Luisa passou o braço pelos ombros dela.
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  — Então vive isso, Ju. Para de pensar tanto.
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  — Carnaval ou não, a gente nunca sabe o que vai durar. — completou %Duda%, piscando para ela. — Só sente.
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  %Julieta% soltou um suspiro misturado de medo e felicidade, olhando para o horizonte, onde Mingi começava a voltar equilibrando uma garrafa de água e duas de cerveja nas mãos.
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  E naquele momento, olhando para ele, soube: talvez o que sentia já fosse maior do que a dúvida.
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  Talvez, com ele, ela estivesse pronta para arriscar.
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  Mingi retornou com as bebidas em mãos, o rosto levemente suado, mas com aquele mesmo sorriso fácil que %Julieta% começava a reconhecer como seu novo ponto fraco.
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  — Missão cumprida. — disse, estendendo a garrafinha de água para ela, uma cerveja para %Duda% e a outra para si.
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  %Julieta% pegou a água, agradecendo com um sorriso, e as amigas observaram de longe, trocando sorrisos cúmplices. Ele não fazia esforço algum para parecer fofo, mas conseguia — e, pior, conseguia ser ainda mais encantador quando nem percebia.
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  — Vamos dançar mais um pouco? — sugeriu %Clara%, já puxando %Duda% e Luisa pelo braço, sumindo no meio da multidão como se tivessem combinado de dar espaço.
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  %Julieta% e Mingi seguiram o grupo, mas logo perceberam que, cercados por tanta gente, acabavam naturalmente mais próximos um do outro do que dos demais. Seus braços se esbarravam o tempo todo, os olhares se cruzavam em meio aos saltos e giros dos foliões.
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  Em um dado momento, %Julieta% virou-se para ele e sorriu.
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  — Quer dar uma voltinha? Fugir um pouco da bagunça?
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  Mingi ergueu as sobrancelhas, os olhos brilhando.
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  — Com você? Sempre.
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  Sem dizer mais nada, ela pegou a mão dele, entrelaçando seus dedos com os dele, e os dois começaram a caminhar para fora da multidão, rindo ao tentarem atravessar foliões fantasiados, vendedores ambulantes e confetes que colavam no suor da pele.
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  Ao se afastarem do centro do bloco, a música foi ficando mais abafada, e o barulho virou uma trilha distante que tornava o silêncio entre eles ainda mais significativo. A brisa vinda do mar tocava suavemente o rosto de %Julieta%, e ela soltou um suspiro, sentindo-se aliviada por ter saído daquele turbilhão por alguns minutos.
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  — Obrigada. — ela disse, sem olhar diretamente para ele.
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  — Pelo quê? — Mingi perguntou, a voz baixa enquanto seus dedos ainda se mantinham entrelaçados.
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  — Por sair comigo. Por entender quando eu só quero... respirar.
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  Mingi parou de andar por um instante e a puxou gentilmente pela mão, fazendo com que ela virasse de frente para ele.
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  — %Julieta%... estar com você tem sido a parte mais leve da viagem. — disse com sinceridade. — Quando a gente tá no meio da bagunça, você é a calma. Quando a gente tá no silêncio... você é o motivo dele ser tão bom.
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  Ela sorriu, o coração completamente entregue àquele momento.
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  Ali, naquele canto de rua onde o carnaval parecia não alcançá-los mais, os dois se entreolharam como se soubessem exatamente o que viria a seguir.
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  Mas dessa vez, não havia mais dúvida, nem medo, nem interrupção.
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  Apenas o desejo mútuo de se viver, sem pressa — mas com verdade.
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  %Julieta% e Mingi seguiram de mãos dadas pelas calçadas molhadas, desviando de pequenos grupos de foliões e ambulantes que ainda circulavam, até que a areia finalmente se estendia à frente deles, larga e vazia, banhada por uma brisa salgada e constante.
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  Aquela parte da praia estava mais calma, afastada da agitação principal do bloco, como um refúgio guardado só para eles. O som das ondas preenchia o silêncio entre as palavras, e o céu, tingido por tons de laranja e dourado, deixava tudo com um ar quase mágico — como se o próprio carnaval tivesse feito uma pausa para deixar que aquele instante acontecesse.
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  Sem precisar dizer nada, os dois tiraram os sapatos e caminharam descalços pela areia fofa até se sentarem perto da água, onde a maré subia lentamente, lambendo a beirada com suavidade.
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  %Julieta% abraçou os joelhos, observando o mar com um brilho sereno no olhar.
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  — É meio louco, né? — ela disse, a voz embalada pelo vento. — A gente não se conhece há muito tempo, mas… parece que sim.
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  Mingi olhava para ela, não para o mar.
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  — Não parece. — ele respondeu, com aquela calma que ela começava a reconhecer como dele. — A gente se reconhece. É diferente.
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  As palavras dele fizeram o coração dela apertar. Era isso. Ela sentia exatamente isso. Um reconhecimento que não vinha da cabeça, mas do corpo, do instinto, de algo silencioso e inevitável.
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  %Julieta% virou o rosto devagar e encontrou os olhos de Mingi. Eles estavam tão próximos, com os joelhos se tocando levemente e o sol se pondo atrás dele, desenhando silhuetas suaves na pele bronzeada.
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  Ela sorriu, e naquele segundo, ele soube.
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  Sem pressa, Mingi se inclinou, os olhos ainda fixos nos dela. Uma das mãos deslizou até pousar suavemente sobre o rosto de %Julieta%, o polegar traçando o contorno de sua bochecha como quem reverencia algo precioso.
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  E então ele a beijou.
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  O beijo foi diferente dos anteriores. Havia uma doçura nova ali, como se o tempo tivesse desacelerado só para eles sentirem tudo com mais clareza.
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  Os lábios se encontraram em um toque terno, que foi ganhando profundidade aos poucos, como se cada segundo fosse uma descoberta. O gosto dela se misturava ao sal do mar, ao vento quente do fim de tarde, e a tudo que eles ainda não tinham coragem de dizer em voz alta.
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  %Julieta% deslizou a mão até o pescoço dele, puxando-o para mais perto, sentindo o corpo inteiro responder ao toque, ao encaixe perfeito, à segurança que ele transmitia só por estar ali, só por não desviar.
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  Quando se afastaram, apenas o suficiente para respirar, %Julieta% manteve os olhos fechados por alguns segundos, como se quisesse guardar aquele beijo nos cílios, na pele, na memória.
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  Mingi encostou a testa na dela e sorriu.
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  — Definitivamente meu lugar favorito no Rio agora.
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  %Julieta% riu baixinho, com o coração batendo descompassado.
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  — Aqui?
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  — Não. — ele disse, com os olhos presos nos dela. — Você.
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  E naquele instante, com os pés tocando a areia úmida e o céu se despedindo do dia, %Julieta% teve a certeza de que estava se apaixonando.
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  Sem freio. Sem plano.
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  Apenas sentindo.
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  O sol já tocava o mar, pintando o céu com tons alaranjados e violetas que se espalhavam como aquarela. %Julieta% e Mingi ainda estavam sentados lado a lado, os pés cobertos por areia fria e salgada, os corpos envoltos pela calma que só o som das ondas podia trazer.
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  Ela descansava a cabeça no ombro dele, enquanto ele brincava distraidamente com os dedos dela, traçando linhas invisíveis na pele de sua mão.
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  O silêncio entre eles era confortável, mas Mingi o quebrou com a voz baixa, rouca, como se não quisesse assustar o momento.
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  — Se eu tivesse mais tempo aqui... — começou, sem terminar.
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  %Julieta% não respondeu de imediato. O coração apertou. Ela sabia onde aquela frase queria chegar, mesmo que ele não dissesse.
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  — Você iria querer ficar mais tempo? — ela perguntou, num tom suave, quase como se tivesse medo da resposta.
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  Mingi suspirou, encostando a cabeça na dela.
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  — Se fosse para ficar com você... sim.
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  %Julieta% fechou os olhos por um instante, absorvendo aquelas palavras como se quisesse gravá-las na pele.
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  — E se fosse você aqui? — ele continuou, virando um pouco o rosto para olhá-la. — Se estivesse no meu lugar... deixaria tudo pra trás por um alguém que apareceu no meio do carnaval?
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  Ela virou o rosto, os olhos encontrando os dele. A brisa soprava os cabelos dela para trás, e a luz do pôr do sol refletia no olhar castanho, agora profundo e exposto.
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  — Eu não sei, Mingi. — respondeu com sinceridade. — Mas... talvez. Se esse alguém fizesse tudo dentro de mim bagunçar do jeito que você faz.
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  Um silêncio novo se instalou. Não desconfortável. Apenas carregado. De emoção, de saudade antecipada, de desejo de agarrar o presente com força antes que ele escorresse por entre os dedos.
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  Mingi beijou a testa dela, um gesto calmo, quase reverente.
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  — Não quero pensar em ir embora agora.
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  — Então não pensa. — %Julieta% respondeu, voltando a deitar a cabeça em seu ombro.
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  Eles ficaram ali, sentados na areia, observando o sol desaparecer no mar, como se tentassem guardar cada nuance daquela cor para os dias em que estariam longe um do outro.
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  E mesmo sem promessas, sem certezas, havia algo naquele momento que os dois sabiam: eles pertenciam a essa história, mesmo que por um breve verão.
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  A caminhada de volta foi silenciosa. Não por falta de assunto, mas porque ambos pareciam querer guardar o silêncio bonito que haviam compartilhado na praia. A mão dele ainda segurava a dela, firme, com os dedos entrelaçados como se tivessem sido feitos para isso.
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  A cidade estava mais calma, o céu já escuro, iluminado pelos postes e pelas janelas acesas dos prédios. Quando chegaram em frente ao edifício de %Julieta%, ela parou na calçada, virando-se para ele.
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  — Quer subir de novo? — perguntou, com um sorriso leve, mas o olhar mais denso, carregado de significado.
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  Mingi não hesitou.
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  — Quero.
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  Ela sorriu, abriu o portão e os dois subiram lado a lado, o coração de %Julieta% batendo rápido — mas não de nervosismo, e sim de certeza.
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  O apartamento estava mergulhado em penumbra quando entraram. %Julieta% não acendeu as luzes, e Mingi também não pediu. A iluminação suave que vinha da rua pela janela aberta já era suficiente.
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  Ela deixou a bolsa no aparador, e quando se virou, ele ainda estava ali, parado na sala, observando-a com aquele mesmo olhar de antes — aquele que a fazia esquecer como se respira direito.
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  %Julieta% caminhou até ele devagar. E, quando parou à sua frente, os olhos nos olhos dele, não disse nada. Apenas ergueu uma das mãos e a pousou no peito de Mingi, sentindo as batidas fortes por baixo da camiseta fina.
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  Ele se aproximou mais, as mãos deslizando devagar pela cintura dela, até que os lábios se encontraram novamente.
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  O beijo dessa vez não era apressado nem brincalhão. Era cheio de silêncio, de peso, de intenção. Ele a beijava com a fome de alguém que queria descobrir cada pedacinho dela, mas com o cuidado de quem sabia que havia algo precioso nas mãos.
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  As mãos de %Julieta% subiram pelos braços dele, sentindo a firmeza dos músculos e o calor da pele. Ela tirou os dedos dos ombros e os levou até a nuca, puxando-o mais para perto, até não existir mais espaço entre os corpos.
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  Mingi deslizou os lábios até o pescoço dela, deixando um caminho lento de beijos pela pele quente, e %Julieta% fechou os olhos, deixando escapar um suspiro baixo.
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  Quando ele a olhou de novo, havia uma pergunta silenciosa nos olhos. E ela respondeu com um gesto: pegou a mão dele e o guiou até o quarto.
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  A escuridão ali era ainda mais aconchegante, e o ar parecia mais denso. A cidade continuava lá fora, viva, em festa — mas ali dentro, só existiam eles dois.
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  Mingi parou perto da cama e puxou %Julieta% para mais perto, as mãos descendo com calma pelas laterais do corpo dela, como se memorizasse cada curva. Os beijos ficaram mais intensos, mas ainda havia ternura em tudo que ele fazia.
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  Ela tirou o cropped com um movimento fluido, e ele a olhou por um instante, apenas olhando. Não com pressa. Com desejo, sim — mas também com admiração.
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  — Você é linda. — ele murmurou, e %Julieta% sentiu o corpo inteiro reagir àquela frase, dita de forma tão simples e real.
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  Os olhos de Mingi estavam fixos nela como se quisessem decorar cada curva, cada nuance da pele que agora se revelava sob a luz suave que atravessava a cortina. Ele se aproximou, devagar, com as mãos abertas, hesitando por um instante antes de tocá-la — como se quisesse pedir permissão só com o olhar.
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  %Julieta% assentiu levemente, e então sentiu os dedos dele tocarem sua cintura com uma leveza que fez sua respiração tremer.
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  As mãos de Mingi subiram lentamente, percorrendo o caminho das costelas até a linha do sutiã. Ele não a despiu de imediato — primeiro, explorou. Os polegares roçaram de leve a pele, sentindo, aprendendo. E, quando seus olhos encontraram os dela novamente, havia algo a mais ali. Um carinho profundo, uma reverência silenciosa, como se estivessem dançando uma coreografia construída só por eles.
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  %Julieta% levou as mãos até a barra da camiseta dele e a puxou devagar, tirando-a por sobre a cabeça com um gesto íntimo e calmo. O corpo dele era firme, mas o que a fez prender a respiração foi a forma como ele a olhava, como se ela fosse tudo o que ele queria ver no mundo.
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  Quando ele finalmente desabotoou o sutiã dela, fez isso com um cuidado quase cerimonial, deixando-o escorregar pelos braços dela antes de jogá-lo de lado. Os lábios de Mingi tocaram a clavícula de %Julieta% com um beijo lento, e ela sentiu um arrepio subir do estômago até a nuca. Ele beijava com intenção, mas também com delicadeza, como quem agradece por estar ali.
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  As mãos dele desceram novamente, pousando na parte de trás das coxas dela, e com um único gesto, ele a ergueu no colo, guiando-a até a cama com uma leveza surpreendente. %Julieta% riu baixinho, surpresa, mas encantada com a forma como ele a tratava — como se ela fosse preciosa.
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  Deitou-se de costas sobre os lençois enquanto Mingi se posicionava entre suas pernas mas sem urgência. Ele se debruçou sobre ela, apoiando-se com os braços, e seus lábios se encontraram novamente, mais famintos agora. O beijo tinha sabor de entrega, de promessa, de desejo contido por dias.
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  As mãos de %Julieta% exploravam os ombros dele, as costas, os músculos tensos que se movimentavam com os movimentos lentos do corpo dele contra o dela. Ela sentia o calor, o toque, o peso e, acima de tudo, sentia o quanto estavam conectados — como se cada gesto dissesse: eu tô aqui. Eu tô sentindo isso com você.
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  As roupas restantes foram retiradas com a mesma calma: sem pressa, sem atropelo. Apenas o tempo certo de quem quer aproveitar cada parte. Mingi beijou a barriga dela, os quadris, e depois subiu novamente, com os olhos sempre nos dela.
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  Ele depositou um beijo rápido sobre seus lábios e depois desceu novamente os mesmos pelo pescoço e clavícula de %Julieta%, que fechou os olhos com força enquanto arranhava com as unhas a lateral do corpo dele. Os lábios de Mingi encontraram o seio direito dela, a língua passando em movimentos circulares pelo mamilo começando a intumescer… %Julieta% arqueou os quadris de forma instintiva quando o arrepio do prazer percorreu seu corpo e unhas dela subiram para as costas de Mingi, intensificando a intensidade dos arranhões por lá.
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  A língua dele também apressou os movimentos, fazendo-a soltar um gemido oco, do fundo da garganta.
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  O som do gemido dela fez o corpo de Mingi estremecer. Não era só desejo — era o tipo de reação que mexia com algo mais profundo, quase primitivo. Ele fechou os olhos por um instante, pressionando ainda mais os lábios contra a pele sensível do seio dela, como se quisesse memorizar aquele instante com o tato, com o paladar, com todo o corpo.
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  Sentiu as unhas de %Julieta% subirem para suas costas, deixando um rastro quente e certeiro, e mordeu o lábio inferior, controlando o próprio impulso. Um arrepio percorreu a coluna dele, e seus quadris se tencionaram contra os dela por reflexo, como se o corpo quisesse se entregar por completo ali mesmo.
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  Mingi soltou um suspiro grave, rouco, contra a pele dela — uma espécie de agradecimento instintivo, misturado com pura rendição.
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  — Caramba, %Julieta%… — ele sussurrou contra seu colo, sem fôlego, como se o nome dela sozinho já fosse suficiente para explicar o que sentia.
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  Os olhos dele subiram, procurando os dela, e o que encontrou fez seu peito apertar: os lábios entreabertos, o rosto entregue, o olhar denso de quem também estava sentindo tudo em cada célula do corpo.
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  Ele voltou a beijá-la no outro seio com mais intensidade, agora guiado pela resposta que o corpo dela dava, pela certeza de que estava tocando algo além da pele.
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  Mingi estava perdido nela — e não queria se encontrar.
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  Quando seus lábios voltaram a se encontrar, foi a vez de %Julieta% devolver a sensação de prazer que ele havia lhe dado, e ela queria isso… as mãos saíram das costas largas dele, uma delas se posicionou no rosto dele, separando os lábios, e %Julieta% o encarou enquanto a outra mão lhe tocava sem aviso prévio o membro endurecido em riste, já pronto para ela.
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  Quando Mingi sentiu a mão dela deslizar por lá, num sobe e desce lento e calculado, o corpo dele reagiu de imediato, como se cada centímetro de pele tivesse sido aceso. Um suspiro entrecortado escapou por seus lábios, rouco, instintivo, carregado de desejo contido até então com muito esforço.
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  Ele fechou os olhos com força, sentindo o controle que tentava manter começar a desmoronar a cada movimento que ela fazia. O toque dela era firme o bastante para provocar, mas suave o suficiente para deixá-lo em suspensão — entre o prazer e o desespero de querer mais.
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  Mingi arqueou ligeiramente os quadris, como se o próprio corpo pedisse por mais contato, mais profundidade, mais dela. A testa repousou brevemente na curva entre o pescoço e o ombro de %Julieta%, enquanto ele lutava para não se perder por completo naquelas sensações.
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  — Você não faz ideia do que tá fazendo comigo… — ele murmurou contra a pele dela, a voz arrastada, tensa, carregada de um prazer crescente que ele já mal conseguia disfarçar.
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  Cada vez que a mão dela descia, ele sentia o próprio coração acelerar, o sangue pulsando forte nas têmporas, a respiração pesada, desalinhada. Era mais do que físico. Era a entrega. O jeito como ela o tocava não era casual — era íntimo, intenso, como se o conhecesse há anos.
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  E aquilo, mais do que tudo, o deixava à beira do colapso — do corpo, do controle, do sentimento.
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  Mingi apertou levemente a cintura dela, a boca colada à pele quente, tentando se manter ali, presente, mas completamente rendido a ela.
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  %Julieta% deixou uma mordida lenta no lóbulo da orelha dele, sentindo o corpo de Mingi reagir com um arrepio involuntário. A respiração dele ficou mais pesada, mais irregular, e o aperto em sua cintura aumentou como um reflexo direto do que ela estava fazendo com a mão — agora com movimentos mais firmes, mais decididos, explorando cada resposta dele com um tipo de curiosidade ousada e controlada.
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  Ela roçou os lábios pela linha do maxilar dele, a voz baixa, quente, deslizando direto para dentro do ouvido:
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  — Você geme tão bonito, Mingi... será que eu consigo te fazer implorar?
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  O corpo dele tensionou sob ela, e um som grave escapou da garganta de Mingi — algo entre um gemido contido e uma risada abafada pelo desejo.
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  Ele encostou a testa no ombro dela e mordeu de leve a pele ali, como se fosse a única forma de conter a reação. Os quadris se moveram num impulso involuntário, buscando mais contato, mais dela, mais tudo.
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  — Se continuar assim… vai conseguir o que quiser. — ele murmurou, a voz arrastada, tomada por um prazer que ele não fazia mais questão de esconder.
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  %Julieta% sorriu contra a pele dele, satisfeita com o que provocava, mas ainda mais encantada com a forma como Mingi se entregava. Não havia máscaras, nem controle excessivo. Havia apenas a verdade dos corpos e o sentimento crescendo entre os espaços da pele.
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  Ela intensificou os movimentos mais uma vez, os olhos fixos nos dele agora, e sussurrou, sem nenhuma pressa:
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  — Então me mostra até onde você vai por mim.
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  E o que veio depois foi puro arrebatamento — não só físico, mas de tudo o que eles já não conseguiam mais esconder.
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  Os lábios voltaram a se colar com intensidade, como se ambos precisassem se ancorar ali para não se perder no que estavam sentindo. O beijo veio carregado — de desejo, de urgência e de uma emoção mais funda que crescia entre suspiros e provocações.
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  As mãos de %Julieta%, que antes mantinham um ritmo firme, agora voltaram a se mover com mais lentidão, como se quisessem saborear o efeito que causavam nele. Ela sentia Mingi inteiro vibrar sob seu toque — o corpo dele tensionado, a respiração falha, o desejo se transformando em algo mais denso, mais inevitável.
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  Foi então que ele inverteu as posições com um movimento fluido, surpreendendo-a ao segurá-la pela cintura e girá-los com facilidade. Agora ela estava por cima dele, os cabelos caindo ao redor do rosto e os olhos ainda marejados de desejo.
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  Mingi a olhou como se estivesse diante de algo sagrado. As mãos firmes seguravam as laterais de suas coxas, e a forma como ele a mantinha ali, encaixada sobre ele, dizia tudo sem palavras: ele não queria que ela fosse embora.
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  — Você tem ideia do que tá fazendo comigo? — ele perguntou, a voz rouca, mais grave, o olhar preso nela como se o mundo ao redor não existisse.
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  %Julieta% mordeu o lábio inferior, a pele arrepiada pela tensão entre eles.
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  Ele deslizou as mãos lentamente pela cintura dela, subindo até a curva dos seios, e depois voltou com calma para os quadris, os dedos apertando com mais firmeza.
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  — Você me toca como se soubesse exatamente onde e como... e agora tá aqui em cima de mim, me olhando assim, e quer que eu não perca o controle?
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  Ela sorriu de canto, provocando sem precisar dizer uma palavra.
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  Mingi levou uma das mãos à nuca dela, puxando-a para mais perto, o rosto a poucos milímetros do dela. O olhar intenso, quente, que a fazia se contorcer só de estar sob aquele foco.
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  — Você quer que eu implore? Que eu diga o quanto eu preciso sentir você inteira, se entregando de verdade? — sussurrou contra seus lábios, as palavras vibrando como um toque. — Porque eu faço. Eu digo. Eu te mostro. Cada parte. Cada vez.
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  A mão dele desceu outra vez até a base da coluna dela, colando seus quadris aos dele de forma lenta, ritmada, fazendo com que ela sentisse exatamente o quanto ele a desejava.
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  — Mas antes, eu quero ver você perder o juízo por mim. — completou, beijando sua mandíbula, depois descendo os lábios até o pescoço, enquanto a outra mão guiava seus movimentos com precisão e controle.
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  %Julieta% deixou a cabeça cair para trás com um suspiro que virou gemido abafado, o corpo correspondendo sem resistência. Mingi se movia sob ela como se lesse o ritmo do prazer dela com os próprios dedos, como se estivesse escrevendo naquela dança silenciosa um capítulo novo — intenso, provocante e impossível de esquecer.
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  E ele estava só começando a mostrar o quanto realmente queria tudo aquilo com ela.
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  O corpo de %Julieta% se movia sobre o dele de forma instintiva, guiada pelos toques que Mingi desenhava em sua pele — lentos, precisos, profundamente sensuais. As mãos dele percorriam as coxas dela com um misto de firmeza e adoração, como se quisesse marcar cada parte que tocava, como se não estivesse apenas provocando, mas também memorizando.
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  Ela apoiou as mãos no peito dele, sentindo o calor que irradiava dali, o músculo contraído a cada movimento mais intenso que fazia sobre ele. Os olhares se encontraram — os olhos escuros de Mingi estavam pesados de desejo, mas também carregados de algo mais íntimo, mais intenso.
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  — Você tem noção de como tá linda assim? — ele sussurrou, a voz rouca, embargada de puro controle. — Do quanto tá me deixando maluco?
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  %Julieta% soltou uma risada baixa, mas não respondeu. Em vez disso, inclinou-se para a frente, roçando os lábios nos dele sem chegar a beijá-lo, como quem testa os limites.
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  — Você fala demais, Mingi... — provocou, com um sorriso nos lábios. — E faz de menos.
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  Os olhos dele brilharam com a provocação. Foi o suficiente.
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  Em um movimento repentino, mas ainda suave, ele a virou novamente, fazendo com que ela ficasse deitada sob seu corpo. Os cabelos espalhados pelo travesseiro, a respiração acelerada, os lábios ainda curvados em um desafio perigoso.
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  — Ah, é? — ele murmurou, os lábios encostando de leve na curva do queixo dela. — Então deixa eu te mostrar o que acontece quando eu deixo de só falar.
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  As mãos dele desceram por entre os corpos, encaixando-se com exatidão. Os quadris se colaram de novo, e Mingi passou a beijá-la com mais fome, mais intenção — a língua explorando, os lábios puxando os dela como se os dois pertencessem a um lugar que ele já não queria sair.
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  Os toques ficaram mais intensos. Os corpos se encaixavam em um ritmo que não precisava de direção, porque estavam perfeitamente em sintonia. Ele a provocava com movimentos pélvicos lentos, criando uma fricção que fazia %Julieta% se contorcer sob ele.
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  Ela o puxava com força pela nuca, pelas costas, pelos ombros, como se quisesse colá-lo a ela de uma vez por todas.
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  E então veio o momento em que um deles não aguentou mais — e foi ela.
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  — Mingi... por favor... — a voz dela saiu baixa, quebrada, entre um gemido e um sussurro desesperado. — Agora.
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  Foi tudo o que ele precisava ouvir.
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  Com um beijo demorado e profundo, ele se encaixou por completo nela, os dois corpos se tornando um em um movimento carregado de tudo o que haviam segurado até ali: o desejo, a tensão, a entrega, o sentimento.
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  %Julieta% arqueou o corpo contra o dele com um suspiro trêmulo, os olhos se fechando à medida que sentia a presença dele inteira dentro de si.
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  Mingi apoiou a testa na dela e sussurrou contra seus lábios:
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  — Você é tudo que eu quero, %Julieta%.
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  E então começaram a se mover juntos — sem pressa, mas com intensidade, com o tipo de entrega que só acontece quando o desejo já se transformou em algo mais.
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  Ali, naquele quarto onde antes só havia silêncio e tensão, agora existia uma dança entre dois corações rendidos, finalmente livres para sentir tudo.
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  E eles sentiram. Cada segundo. Cada toque. Cada gemido abafado.
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  Como se o tempo tivesse parado só para eles viverem aquilo com a profundidade de quem sabia: não era só mais uma noite. Era o começo de algo que marcaria os dois para sempre.
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  A respiração ainda estava descompassada, os corpos quentes, úmidos, colados um ao outro como se quisessem evitar qualquer milímetro de distância. A penumbra do quarto envolvia tudo em silêncio, e o mundo lá fora parecia longe demais para importar.
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  %Julieta% mantinha os olhos fechados, tentando desacelerar o coração enquanto sentia o peso confortável do corpo de Mingi ainda sobre ela, o rosto dele enterrado na curva do pescoço dela, a pele dele grudada à dela em uma comunhão que transcendia o físico.
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  Ele não se moveu de imediato. Só respirava ali, no mesmo compasso que ela, como se os dois estivessem tentando absorver o que acabara de acontecer — não apenas no corpo, mas na alma.
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  Pouco a pouco, Mingi se afastou apenas o suficiente para se deitar ao lado dela, puxando %Julieta% suavemente para seus braços. Ela foi sem resistência, girando de lado e se aninhando contra o peito dele, com as pernas entrelaçadas, como se aquele fosse o único lugar seguro do mundo agora.
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  Por alguns minutos, eles não disseram nada. Só escutavam a respiração um do outro, o coração ainda acelerado desacelerando aos poucos, como se buscassem um novo ritmo — um ritmo que pertencia só aos dois.
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  Mingi passou os dedos devagar pelos cabelos dela, fazendo círculos preguiçosos em sua nuca. O toque era terno, quase inconsciente, mas profundo.
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  %Julieta% fechou os olhos, deixando a testa encostar na clavícula dele, e suspirou.
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  — Você tá bem? — ele perguntou baixinho, com a voz mais suave do que ela jamais tinha ouvido.
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  — Tô... mais do que bem. — respondeu, com um sorriso pequeno nos lábios.
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  Mingi soltou um suspiro de alívio e beijou o topo da cabeça dela.
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  — Não sei o que tá acontecendo aqui, com a gente... — ele murmurou, os lábios ainda encostados em seus cabelos. — Mas é real. Eu sinto.
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  %Julieta% não respondeu de imediato. Apenas apertou os dedos contra a cintura dele, buscando segurança naquele calor compartilhado. Depois de alguns segundos, ela ergueu o rosto devagar e o encarou no escuro, onde só os contornos dos rostos eram visíveis.
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  — Eu também sinto. E é por isso que assusta tanto.
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  Ele acariciou o rosto dela com o dorso da mão, os olhos suaves e intensos ao mesmo tempo.
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  — Então vamos só… ficar aqui. Agora. Só nós.
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  %Julieta% assentiu lentamente e voltou a se deitar sobre o peito dele, ouvindo o coração dele bater, forte, constante.
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  Ali, envoltos por lençois bagunçados e um silêncio carregado de sentimento, os dois não prometeram nada. Mas viveram aquele instante como se fosse tudo o que tinham.
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  E naquele instante... foi.
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Capítulo Oito
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Lelen

Não sou muito fã de cenas restritas, mas gosto das suas, Betiza HAHAHA
Acho que consigo imaginar o Mingi sendo assim como na história 🤔
E eu tô com medo do que vem pela frente, carnaval tá acabando, né? Com ele vai acabar a folia e o tempo? Ou teremos mais? O que vai ser desse casal depois de tudo isso?

Betiza

Nossa Lelen, muito obrigada!!!!! Fiquei muito tocada de você gostar dos meus pois sou bem insegura com eles haha, e fiquei tocada justamente por saber que você não gosta muito, mas gosta dos meus! Que lindo haha! Bom, Carnaval tá acabando, ele tem que ir pro México… e aí?

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