Ondas de Confete


Escrita porBetiza
Editada por Lelen


Capítulo Sete

  Ele encostou-se casualmente à bancada da cozinha, os braços cruzados diante do peito, mas seus olhos seguiam cada movimento dela com atenção silenciosa. %Julieta%, ainda segurando o copo de água, sentia o calor subir pelas bochechas — e dessa vez, o álcool não podia ser o único culpado.
0
Comente!x

  — Então… — ela começou, com um sorriso leve, tentando dissipar um pouco da tensão deliciosa que parecia crescer a cada segundo — Sobreviveu ao seu primeiro carnaval carioca?
0
Comente!x

  Mingi riu, um som grave que fez um arrepio percorrer a espinha dela.
0
Comente!x

  — Mal comecei e já quero repetir todos os dias. — Ele brincou, o sorriso alargando-se. — Principalmente se for com você.
0
Comente!x

  O coração de %Julieta% deu um salto involuntário no peito, e por um instante, ela desviou o olhar, fingindo estar concentrada demais em largar o copo na pia. Mas era inútil disfarçar. Ela sentia o peso daquele olhar sobre si, intenso, quente, convidativo.
0
Comente!x

  Mingi se afastou da bancada devagar, atravessando a pequena cozinha em poucos passos, até estar perto o bastante para que ela sentisse sua respiração misturando-se à dela.
0
Comente!x

  %Julieta% ergueu os olhos para ele, e ali estavam eles novamente: presos na mesma dança silenciosa que começara lá na praia, no toque dos olhares, nos espaços entre palavras não ditas.
0
Comente!x

  — Obrigado por hoje. — Mingi disse, sua voz baixa, quase um sussurro que parecia vibrar diretamente dentro dela. — Obrigado por... tudo.
0
Comente!x

  %Julieta% abriu um sorriso pequeno, sentindo-se subitamente vulnerável diante da simplicidade e da sinceridade dele.
0
Comente!x

  — Eu que agradeço. Você fez esse carnaval ainda mais especial.
0
Comente!x

  Eles ficaram se olhando por mais alguns segundos que pareceram longos demais. O mundo lá fora podia estar vibrando em confetes e marchinhas, mas ali dentro, só existia um universo silencioso onde um gesto — um único gesto — poderia mudar tudo.
0
Comente!x

  E, dessa vez, nenhum dos dois parecia disposto a deixar o momento escapar.
0
Comente!x

  Mingi deslizou a ponta dos dedos pela lateral do braço de %Julieta%, em um gesto quase involuntário, apenas para confirmar que ela era real, que aquele momento era real. O toque era suave, quase tímido, mas provocou um arrepio imediato na pele dela.
0
Comente!x

  %Julieta% não se moveu, não recuou. Pelo contrário — o coração batia forte em seu peito, acelerado, mas ela permaneceu ali, encarando-o com um misto de nervosismo e expectativa.
0
Comente!x

  Mingi levantou uma das mãos, roçando com o dorso dos dedos a linha do maxilar dela, subindo até a curva suave da bochecha. O olhar dele era intenso, mas sem pressa. Como se estivesse pedindo permissão silenciosa para se aproximar mais.
0
Comente!x

  E %Julieta%, com um pequeno movimento de cabeça, deu essa permissão.
0
Comente!x

  Foi só então que ele se inclinou um pouco mais, diminuindo a distância entre eles, até seus narizes quase se tocarem. O mundo parecia ter ficado suspenso — o som do relógio da cozinha, o barulho abafado da cidade lá fora, tudo ficou distante. Só existia o calor entre eles, a respiração que se misturava.
0
Comente!x

  Mingi roçou os lábios nos dela de leve, num toque tão suave que mais pareceu um sussurro de pele contra pele. Ele esperou, atento à reação dela, e quando sentiu %Julieta% se aproximar por vontade própria, permitiu-se aprofundar um pouco mais o contato.
0
Comente!x

  O beijo começou como uma carícia. Lento, descobrindo, explorando. Não havia pressa, não havia urgência. Apenas o desejo tranquilo de sentir, de memorizar cada detalhe.
0
Comente!x

  %Julieta% deslizou as mãos pelos ombros dele, subindo até entrelaçar os dedos na nuca de Mingi, puxando-o levemente para mais perto. Ela sentiu o suspiro que ele soltou contra sua boca, um som baixo, quase reverente, que fez seu coração saltar ainda mais.
0
Comente!x

  Mingi segurou a cintura dela com ambas as mãos, os polegares desenhando círculos lentos e distraídos na pele descoberta entre a blusa e o cós do short. Ele queria decorá-la. Queria guardar na memória o gosto dela, o calor que emana dela, a maneira como ela parecia caber perfeitamente em seus braços.
0
Comente!x

  Quando se afastaram, apenas o suficiente para respirar, Mingi manteve a testa colada à dela, os olhos ainda fechados, como se estivesse tentando prolongar a sensação daquele primeiro beijo dentro do apartamento.
0
Comente!x

  %Julieta%, de olhos semiabertos, sorriu contra os lábios dele, sentindo o próprio peito se expandir com algo quente e novo — algo que não era apenas desejo, mas também uma conexão inesperada, quase perigosa, pela força com que surgia.
0
Comente!x

  — Você... — Mingi murmurou, ainda com a voz rouca, sem conseguir completar a frase de imediato. — Você é diferente de tudo que eu imaginei encontrar aqui.
0
Comente!x

  %Julieta% não respondeu com palavras. Apenas sorriu, deslizou a ponta do nariz pelo dele num gesto carinhoso e depois encostou novamente seus lábios aos dele, iniciando outro beijo — tão lento e significativo quanto o primeiro.
0
Comente!x

  Ali, na pequena cozinha iluminada apenas pelas luzes suaves do apartamento, %Julieta% e Mingi pareciam ter encontrado um pedaço de mundo só deles. Um lugar onde o carnaval, a distância e o futuro incerto não importavam.
0
Comente!x

  Pelo menos por enquanto.
0
Comente!x

🎉🎉🎉

  Depois de alguns minutos mergulhados em beijos lentos e toques suaves na cozinha, %Julieta% puxou Mingi pela mão com um sorriso tímido, guiando-o até a sala. Nenhum dos dois disse uma palavra — não precisavam.
0
Comente!x

  Ela se jogou no sofá com leveza, ainda rindo baixinho, e ele logo se acomodou ao lado dela, sem desgrudar a mão da dela.
0
Comente!x

  O apartamento estava silencioso, exceto pelo som abafado da cidade que ainda respirava carnaval lá fora. Mas ali dentro, parecia que o tempo tinha diminuído, desacelerado para que eles pudessem saborear cada segundo juntos.
0
Comente!x

  %Julieta% puxou uma manta leve que estava no braço do sofá e jogou sobre os dois, mais pelo conforto do gesto do que pelo frio. Mingi se ajeitou, virando o corpo na direção dela, apoiando o cotovelo no encosto do sofá para poder observá-la melhor.
0
Comente!x

  — Tá cansada? — ele perguntou, a voz baixa e carregada de ternura.
0
Comente!x

  Ela pensou por um segundo e depois negou com a cabeça, sorrindo de lado.
0
Comente!x

  — Só… leve.
0
Comente!x

  Mingi sorriu também, como se entendesse exatamente o que ela queria dizer.
0
Comente!x

  Por alguns instantes, eles apenas ficaram ali, se olhando. A luz suave do abajur deixava o ambiente ainda mais íntimo, e a forma como os olhos dele brilhavam na penumbra fazia %Julieta% esquecer completamente da bagunça do mundo lá fora.
0
Comente!x

  — Sabe… — ela começou, brincando com os dedos dele entre os seus. — Eu nunca pensei que conheceria alguém assim, tão... fora de roteiro, no meio do carnaval.
0
Comente!x

  — Nem eu. — Mingi respondeu, apertando levemente a mão dela. — Eu achava que essa viagem seria só diversão, sabe? Mas aí… aconteceu você.
0
Comente!x

  %Julieta% sentiu o coração dar uma cambalhota no peito. Ela mordeu o lábio, tentando conter o sorriso bobo que ameaçava escapar.
0
Comente!x

  — Eu também achava que seria só diversão. — murmurou, encostando a cabeça no ombro dele, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.
0
Comente!x

  Mingi não resistiu. Levou uma das mãos ao rosto dela, acariciando seus cabelos com movimentos lentos e reconfortantes. E, depois de alguns segundos apenas sentindo a proximidade dela, inclinou-se para beijá-la outra vez.
0
Comente!x

  Esse beijo, diferente dos anteriores, veio ainda mais carregado de ternura. Não era só desejo ou impulsividade — havia carinho, havia entrega. Seus lábios se moviam devagar, como se quisessem prolongar aquela sensação pelo máximo de tempo possível.
0
Comente!x

  %Julieta% deslizou a mão pelo peito dele, sentindo o ritmo acelerado do coração sob a camiseta fina, e suspirou contra a boca dele.
0
Comente!x

  Quando se separaram novamente, Mingi encostou a testa na dela, fechando os olhos por um instante.
0
Comente!x

  — Eu queria que essa noite não acabasse. — ele confessou em um sussurro.
0
Comente!x

  %Julieta% apertou a mão dele entre as suas e sorriu, a voz igualmente baixa e sincera:
0
Comente!x

  — Então não deixa acabar.
0
Comente!x

  E ali, no pequeno sofá de um apartamento escondido do barulho da cidade, os dois se permitiram viver algo que, até poucas horas antes, nem sequer sabiam que precisavam.
0
Comente!x

  Algo que nascia sem pressa, mas com uma intensidade impossível de ignorar.
0
Comente!x

  O tempo foi passando devagar, em um ritmo que parecia só deles. %Julieta% e Mingi continuaram ali, dividindo beijos suaves, sorrisos tímidos e conversas sussurradas sobre coisas simples: lugares que queriam conhecer, comidas favoritas, lembranças de infância.
0
Comente!x

  A cada palavra trocada, a cada toque leve, a conexão entre eles se aprofundava de um jeito silencioso e irreversível. Não era algo forçado ou planejado — simplesmente acontecia, como se o universo estivesse alinhando tudo para que se encontrassem ali, daquela forma.
0
Comente!x

  Em algum momento, %Julieta% puxou a manta para cobrir melhor os dois, e Mingi a abraçou com mais firmeza, encaixando-a contra seu peito. Ela deixou a cabeça repousar no ombro dele, ouvindo o som constante do coração dele batendo em seu peito. Era reconfortante, quase hipnótico.
0
Comente!x

  A mão de Mingi deslizava devagar pelas costas dela, em movimentos circulares e preguiçosos, como quem queria embalar o momento para que durasse para sempre. Ele sentia o perfume dela misturado ao cheiro de maresia e da noite quente do Rio — e não queria se afastar. Não queria que aquela sensação escapasse.
0
Comente!x

  %Julieta% fechou os olhos, sentindo o corpo relaxar ainda mais contra o dele. Um sorriso sonolento se formou em seus lábios ao sentir Mingi depositar um beijo leve no topo de sua cabeça, tão carinhoso que fez seu peito se apertar de ternura.
0
Comente!x

  — Se você dormir, eu não vou reclamar. — ele sussurrou com a voz rouca, quase um sorriso na fala.
0
Comente!x

  — A culpa vai ser sua. — ela respondeu, a voz arrastada pelo cansaço bom que sentia, — Você é confortável demais.
0
Comente!x

  Mingi riu baixinho, e o som vibrava no peito dele, onde a cabeça dela repousava.
0
Comente!x

  Sem se dar conta, %Julieta% acabou se rendendo primeiro, o peso do dia e da noite intensa vencendo suas tentativas de manter os olhos abertos.
0
Comente!x

  Mingi ficou ali por um tempo, apenas sentindo a respiração leve dela contra seu pescoço, o calor do corpo dela encaixado no seu. Até que ele também se permitiu fechar os olhos, embriagado pela paz daquele instante.
0
Comente!x

  E assim, em meio ao som distante da cidade que ainda pulsava em festa, eles adormeceram juntos no sofá, como se o mundo inteiro tivesse diminuído o ritmo só para deixá-los viver aquele começo tão delicado e único.
0
Comente!x

  Sem planos, sem promessas — apenas dois corações se encontrando, silenciosamente.
0
Comente!x

🎉🎉🎉

  O primeiro feixe de luz da manhã atravessou as frestas da cortina da sala, pintando o ambiente com tons dourados e suaves.
0
Comente!x

  Mingi foi o primeiro a acordar, piscando lentamente enquanto seu corpo registrava a posição desconfortável — e quente — em que estava. Levou alguns segundos para perceber que %Julieta% ainda dormia encostada nele, o rosto sereno, a respiração calma fazendo cócegas leves contra a pele de seu pescoço.
0
Comente!x

  Ele sorriu, meio sonolento, meio encantado.
0
Comente!x

  Não queria se mover. Não queria quebrar aquele instante perfeito.
0
Comente!x

  Deixou o olhar vagar pelo rosto dela, reparando em detalhes que, na noite anterior, não tinha parado para apreciar: a curva delicada dos cílios, o pequeno vinco entre as sobrancelhas, a forma suave dos lábios entreabertos. Ela parecia tão à vontade, tão bonita, que Mingi sentiu o peito se apertar com um sentimento que nem sabia nomear direito ainda.
0
Comente!x

  O braço dele ainda estava em torno da cintura dela, e a mão repousava de forma quase protetora sobre a manta que os cobria.
0
Comente!x

  %Julieta% se remexeu levemente, talvez sentindo o movimento sutil dele, e em seguida abriu os olhos devagar, piscando algumas vezes para se acostumar à claridade.
0
Comente!x

  Quando seu olhar encontrou o dele, ainda tão próximo, ela sorriu de um jeito pequeno e tímido, como se estivesse redescobrindo a realidade.
0
Comente!x

  — Bom dia. — murmurou, a voz rouca pelo sono.
0
Comente!x

  Mingi respondeu com um sorriso preguiçoso.
0
Comente!x

  — Bom dia.
0
Comente!x

  Eles ficaram alguns segundos apenas se olhando, como se ainda estivessem presos naquela bolha silenciosa que haviam criado na noite anterior.
0
Comente!x

  Foi %Julieta% quem desviou o olhar primeiro, notando o quão próximo ainda estavam, e o rubor subiu rapidamente pelas suas bochechas. Ela afastou-se um pouco, sentando-se devagar no sofá e puxando a manta para cobrir melhor as pernas.
0
Comente!x

  — Acho que a gente... dormiu. — disse, rindo baixinho, meio sem graça.
0
Comente!x

  Mingi sentou-se também, passando a mão pelos cabelos bagunçados.
0
Comente!x

  — Acho que sim. — respondeu, a voz ainda rouca de sono. — Foi uma boa maneira de terminar a noite, não foi?
0
Comente!x

  %Julieta% virou o rosto para ele, o sorriso crescendo sem que pudesse evitar.
0
Comente!x

  — Foi. — disse, com sinceridade.
0
Comente!x

  Por alguns segundos, eles apenas ficaram ali, aproveitando o silêncio confortável, os sorrisos tímidos e o calor bom que ainda pairava entre eles. Nenhum dos dois parecia com pressa de levantar ou quebrar o que estavam sentindo.
0
Comente!x

  Naquele momento, ainda meio perdidos entre a noite mágica que viveram e o novo dia que começava, uma certeza silenciosa nascia entre eles: algo especial estava começando, mesmo que nenhum dos dois soubesse exatamente para onde aquilo os levaria.
0
Comente!x

  E, pela primeira vez em muito tempo, isso parecia mais do que suficiente.
0
Comente!x

🎉🎉🎉

  %Julieta% foi a primeira a se levantar de verdade, espreguiçando-se com um bocejo preguiçoso enquanto arrumava a manta no sofá. Ela olhou para Mingi, que ainda estava sentado, os olhos acompanhando cada movimento dela com uma expressão quase sonhadora.
0
Comente!x

  — Vou fazer um café. Você quer? — ela perguntou, sorrindo, enquanto caminhava para a cozinha.
0
Comente!x

  Mingi se levantou também, passando uma das mãos pelos cabelos bagunçados.
0
Comente!x

  — Quero. — respondeu, num tom suave. — Quer que eu ajude?
0
Comente!x

  — Pode ficar aí descansando. — %Julieta% riu, pegando a cafeteira. — Você já fez muita companhia essa noite.
0
Comente!x

  Ele sorriu de canto, mas, teimoso, se aproximou e se encostou à bancada da cozinha, cruzando os braços. Não queria ficar longe dela nem por um segundo a mais.
0
Comente!x

  Enquanto o cheiro do café fresco começava a se espalhar pelo apartamento, %Julieta% abriu alguns armários e encontrou pão, geleia e queijo. Nada elaborado, mas perfeito para aquele começo de manhã tranquilo.
0
Comente!x

  — Espero que você não esteja esperando um café cinco estrelas. — ela brincou, colocando tudo na mesa.
0
Comente!x

  — %Julieta%, depois de ontem, qualquer coisa feita por você vai parecer cinco estrelas. — Mingi respondeu, o olhar cheio de carinho.
0
Comente!x

  Ela balançou a cabeça, tentando esconder o sorriso bobo que se formava em seus lábios.
0
Comente!x

  Sentaram-se à pequena mesa da cozinha, um de frente para o outro. A luz suave da manhã iluminava a cena de um jeito quase cinematográfico: os cabelos desalinhados dela, o sorriso preguiçoso dele, a fumaça saindo lentamente das xícaras de café.
0
Comente!x

  Entre uma mordida no pão e goles de café quente, a conversa fluiu de forma natural. Falaram sobre comidas favoritas, lugares do Rio que haviam passado durante os blocos, as pequenas esquisitices que cada um tinha. %Julieta% descobriu que Mingi não sabia cozinhar absolutamente nada além de ramen instantâneo, e ele riu ao descobrir que ela tinha pavor irracional de pombos.
0
Comente!x

  Entre risos, toques de mãos que se encontravam sem querer no meio da mesa, e olhares que se prolongavam mais do que deveriam, a intimidade entre eles só crescia.
0
Comente!x

  Em determinado momento, %Julieta% percebeu Mingi a observando com mais intensidade enquanto ela falava sobre um festival de música que acontecia na cidade no meio do ano.
0
Comente!x

  — O que foi? — ela perguntou, semicerrando os olhos, desconfiada.
0
Comente!x

  Ele apoiou o queixo na mão e sorriu.
0
Comente!x

  — Tô só pensando em como foi fácil gostar de você.
0
Comente!x

  O coração de %Julieta% tropeçou dentro do peito. Ela mordeu o lábio, sem saber muito bem o que dizer, então apenas esticou a mão por cima da mesa, entrelaçando os dedos nos dele.
0
Comente!x

  Mingi apertou a mão dela de volta, o sorriso não saindo dos lábios.
0
Comente!x

  Ali, no pequeno apartamento ainda impregnado pelo cheiro de café e da festa da noite anterior, os dois construíam algo silenciosamente. Algo que não precisava ser apressado ou rotulado — apenas sentido, momento após momento.
0
Comente!x

  E naquele instante, nada mais importava.
0
Comente!x

  Depois de terminarem o café da manhã entre sorrisos e carinhos discretos, %Julieta% e Mingi continuaram sentados à mesa, sem muita pressa de levantar. A luz da manhã iluminava tudo de maneira suave, quase como se o próprio universo quisesse que eles se demorassem ali.
0
Comente!x

  Em algum momento, %Julieta% deslizou a xícara vazia para o lado e se espreguiçou, olhando pela janela. Lá fora, o som de um bloco distante já começava a ecoar, misturando-se ao movimento da cidade que acordava para mais um dia de festa.
0
Comente!x

  — Parece que a folia não para nunca, né? — ela comentou, sorrindo.
0
Comente!x

  Mingi riu baixo, inclinando-se para frente sobre a mesa.
0
Comente!x

  — Você vai hoje de novo?
0
Comente!x

  %Julieta% fingiu pensar, fazendo um charme.
0
Comente!x

  — Acho que sim. Faz parte da tradição. — Ela ergueu uma sobrancelha, divertida. — Você vai aguentar?
0
Comente!x

  Mingi sorriu largo, os olhos brilhando com a mesma leveza que ela sentia no peito.
0
Comente!x

  — Se for com você... acho que aguento qualquer coisa.
0
Comente!x

  %Julieta% sentiu as bochechas esquentarem novamente, mas dessa vez não desviou o olhar. Apenas apertou a mão dele sobre a mesa, selando um tipo de promessa silenciosa entre eles.
0
Comente!x

  — Então a gente se encontra depois? — ela perguntou, a voz mais suave.
0
Comente!x

  — A gente se encontra. — Mingi confirmou, como se fosse a coisa mais certa do mundo.
0
Comente!x

  Ele se levantou primeiro, e %Julieta% o acompanhou até a porta, o coração já sentindo a falta dele antes mesmo de se despedirem.
0
Comente!x

  Mingi parou na soleira, hesitando por um segundo antes de se inclinar e beijá-la mais uma vez — um beijo breve, doce e cheio da mesma expectativa que pairava no ar entre eles.
0
Comente!x

  — Até logo, %Julieta%. — ele disse contra os lábios dela, o sorriso misturando-se à respiração.
0
Comente!x

  — Até logo, Mingi. — ela respondeu, sentindo o nome dele soar diferente agora, mais íntimo, mais dela.
0
Comente!x

  E enquanto ele descia pelo corredor, sumindo de sua vista, %Julieta% fechou a porta devagar, encostando a testa nela, sorrindo sozinha.
0
Comente!x

  O dia ainda estava só começando — e, com ele, talvez, algo muito maior do que ela havia imaginado ao se perder entre os blocos de carnaval.
0
Comente!x

  Algo que, no fundo, ela já sabia que não terminaria quando a festa acabasse.
0
Comente!x

Capítulo Sete
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

2 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Lelen

Eu já imaginei virando festa isso de voltar pros bloquinhos AHSOIASHOASHOI
Será se teremos dramas aqui? (por favor, não ;-; kkkk)

Betiza

animados viu? eu daria conta uns dois dias só e olhe lá OAKAOSKAOSKOS
Amiga, teremos, mas beeem leve tá? prometo

Todos os comentários (15)
×

Comentários

×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Você não pode copiar o conteúdo desta página

2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x