Ondas de Confete


Escrita porBetiza
Editada por Lelen


Capítulo Doze

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

  Os músculos de %Julieta% doíam, e não era só pelo esforço da viagem de moto. Eles doíam de tensão, de tristeza, de saudade antecipada. Dali há alguns dias Mingi ia embora e os dois ficariam sem rótulo, ela não sabia o que propor para acabar com aquela confusão.
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  Mingi não estava nada diferente de %Julieta%, os pés e os braços dele doíam de dirigir a moto e ele simplesmente se jogou no sofá de %Julieta%, com ela ao lado. Os dois ainda com areia no corpo, o som do Carnaval podia ser ouvido mesmo que a quilômetros dali, e isso só fez com que Mingi aumentasse o bico nos lábios. O Carnaval era a história deles, e sempre lembraria Mingi de %Julieta%, e %Julieta% de Mingi.
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  E para ela que amava tanto a época festiva, aquele período continuaria alegre, mas diferente. Não teria Mingi, não teria as mãos fortes dele deslizando por suas costas durante o beijo, não teria o gosto de caipirinha, caipirinha essa que havia sido o ele inicial entre os dois. Mais uma coisa para ver, tomar, sentir e lembrar de Mingi…
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  — Eu mandei uma mensagem para a empresa, pedindo mais uma semana…
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  %Julieta% arregalou os olhos, preocupada. Segurou a mão dele entre as suas, apertando.
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  — Porque você fez isso? Pode se prejudicar.
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  — Eu não tô preparado para ir embora, %Julieta%. Como eu deixo você e tudo que a gente viveu aqui? Como se não tivesse importância, como se você fosse só mais uma, quando claramente eu sei que não é. — Mingi umedeceu os lábios, os olhos começaram a marejar — Você é a coisa mais bonita que já me aconteceu, eu não tô pronto pra te perder.
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  — Você não vai me perder! — %Julieta% segurou o rosto dele com firmeza entre as mãos. — A sua partida não significa que você vai me perder. Só vamos estar…
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  Ela pausou a frase no meio, buscando as palavras certas olhando nos olhos marejados de Mingi, mas acabou se perdendo no caminho, deixando os próprios olhos marejarem e a voz vacilar ao ver o quão abalado ele parecia estar.
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  — Claro que vou, %Julieta%! Vou perder isso — ele segurou os braços dela com firmeza, depois levou as mãos até o rosto dela, passando os dedos por sua mandíbula, pescoço, bochechas — Não vou mais sentir seu corpo, ou o gosto de morango dos seus lábios, e isso é perder você. Eu não quero perder você.
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  — Então fica! — Ela exclamou de supetão, os lábios formando um O, surpresa com o que ela mesma havia deixado escapar do fundo da garganta com tanta sinceridade.
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  Mingi piscou os olhos, também surpreso e aproveitou para enroscar os dedos nos fios de cabelo de %Julieta% e colar os lábios nos dela.
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  O beijo começou urgente, quase desesperado, como se cada um deles tentasse provar que podia, de alguma forma, prender o outro ali. As mãos de Mingi subiram pela nuca de %Julieta%, puxando-a com delicadeza e desespero ao mesmo tempo, e ela se entregou inteira, sem resistência. Os lábios se encontraram com força, com saudade, com medo — como se quisessem guardar o gosto um do outro antes que fosse tarde demais.
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  %Julieta% gemeu baixinho contra a boca dele, e o som pareceu incendiar algo dentro de Mingi. Ele aprofundou o beijo, as línguas se encontrando num ritmo que os fazia esquecer de tudo — do tempo, da distância, do amanhã. O mundo fora do apartamento parecia distante demais, pequeno demais. Só existiam os dois.
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  As mãos dela deslizaram pelas costas dele, sentindo os músculos tensos sob a camiseta ainda úmida de sal e areia. Mingi suspirou entre um beijo e outro, o peito subindo e descendo, as respirações se misturando. O beijo ficou mais lento por um instante, mais terno — como se ambos tentassem memorizar aquele toque, aquele gosto, aquela sensação.
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  — Eu não quero ir embora… — ele murmurou contra os lábios dela, num sussurro quase inaudível.
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  %Julieta% manteve os olhos fechados, a testa encostada na dele.
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  — Então não vai… — ela respondeu, num fio de voz trêmulo, quase uma súplica.
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  Mingi abriu os olhos e a olhou como se quisesse fotografar aquele instante com a alma — o rosto dela corado, os cílios úmidos, o peito arfando, e aquele olhar de quem amava, mesmo sem ter planejado amar.
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  Ele roçou o polegar nos lábios dela, ainda avermelhados pelo beijo.
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  — Você não sabe o que faz comigo, %Julieta%.
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  Ela sorriu de leve, com o coração em pedaços.
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  — Acho que sei. Porque você faz o mesmo comigo.
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  E antes que as palavras pesassem demais, ela voltou a beijá-lo — dessa vez mais devagar, com ternura e dor misturadas, o tipo de beijo que tenta dizer o que o coração não dá conta de traduzir. Um beijo que era promessa, despedida e refúgio ao mesmo tempo.
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  As mãos de Mingi se entrelaçaram nas dela, e por alguns segundos, o tempo pareceu realmente parar. Só havia o gosto salgado do mar que ainda vivia na pele deles, o som distante da cidade que começava a dormir, e o batimento acelerado de dois corações que, mesmo sabendo que o fim se aproximava, ainda insistiam em bater juntos.
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🎊🎊🎊

  Os últimos três dias haviam passado como um borrão. O Carnaval continuava, Mingi e %Julieta% foram para a rua para aproveitarem mais do que o clima festivo ainda poderia oferecer, mesmo que estivessem destroçados por dentro já que a partida de Mingi se aproximava mais e mais.
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  Os dois viviam intensamente, como se a partida de Mingi, mesmo que iminente não os afetasse naqueles momentos ao som do samba, ao som so gritos, palmas, com o gosto de cerveja misturado com caipirinha quando se beijavam sem pressa alguma… era como se o tempo parasse sempre que estavam juntos nos bloquinhos da cidade.
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  Cidade essa que Mingi fazia questão de registrar a quase todo momento na câmera do celular, assim como %Julieta%. A galeria dele estava repleta de fotos da cidade, do mar, dos bloquinhos, das bebidas, e de %Julieta%. Ele a fotografava sempre que podia, sempre que ela via, sempre que ela não via. Sempre. Queria ter muitos registros do rosto dela, do sorriso dela, da expressão que ela fazia quando se sentia observada, de como ela ria das piadas das amigas ou de Mingi, do rosto que ela fazia quando terminava de beijá-lo… de tudo. Ele queria registrar tudo, como se as fotos pudessem levar %Julieta% pro México junto dele.
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  E o tempo parecia não colaborar com eles, passando rápido, escapando como areia entre os dedos.
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  Um dia antes de Mingi partir, os dois resolveram explorar a cidade de Arraial do Cabo. Deitados na areia, com %Julieta% sobre seu peito, Mingi passava as mãos pelos cabelos castanhos de %Julieta%, que lhe acariciava a pele do peito em círculos lentos e preguiçosos.
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  — Amanhã o seu vôo é que horas? Quero ir ao aeroporto.
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  — Não vai ser muito mais doloroso, %Julieta%? A gente juntos, se despedindo no aeroporto, horas antes de eu nunca mais ver você?
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  — Nunca mais? — %Julieta% se levantou do peito de Mingi, se apoiando de joelhos na areia. — O que aconteceu com “você é a coisa mais bonita que já me aconteceu, eu não tô pronto pra te perder.” ? Já passou? Foi com Deus o que você disse sentir por mim?
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  Os olhos grandes de %Julieta% se encheram d’água e ela sentiu o coração murchar bruscamente dentro do peito, como se fosse uma folha de papel amassada entre as mãos de Mingi.
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  — Não, %Julieta%! Claro que não. Você é a coisa mais bonita que já me aconteceu, eu não tô pronto pra te perder. Eu só não sei o que vai ser a gente depois que eu colocar os pés naquele avião. Você sabe?
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  %Julieta% engoliu o choro e fez que não com a cabeça. Ela sentia o peito arder dolorosamente, como se estivesse em chamas. Tudo dentro dela queimava, mas não de um jeito bom.
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  — Nós dois nunca conversamos direito sobre o que vai ser da gente, como eu saberia? Você quer mesmo saber o que eu quero?
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  Mingi assentiu para ela, se ajoelhando também sobre o pano quadriculado que cobria a parte da areia em que eles estavam.
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  — Queria que você ficasse Mingi, que abrisse mão de tudo por minha causa. Sò que isso é uma coisa horrível e egoísta. E eu não posso pedir isso para você! — Ela sentiu a voz começar a falhar. — Não posso te pedir para abandonar uma carreira que você levou anos para construir, e muito menos te privar de uma oportunidade como essa!
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  Mingi suspirou pesadamente, e quando %Julieta% começou a chorar, ele a puxou para si. Ela afundou o rosto na curva do pescoço cheiroso dele, e então deixou que o choro a vencesse. O corpo dela tremia sem parar em espasmos sofridos, e Mingi a acolhia entre seu grande corpo, tentando acalmá-la.
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  — Shh! Eu tô aqui, %Julieta%. Ainda tô aqui com você, e hoje não vou a lugar algum. Calma, meu bem!
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  Ele sussurrou pausadamente contra o ouvido dela, mas as frases surtiram o efeito contrário e ao invés de se acalmar, %Julieta% só chorou mais. O peito esmagado pelo sofrimento de ter que vê-lo partir, quando o que ela mais queria era que ele ficasse com ela.
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🎊🎊🎊

  O quarto estava em meia-luz. As cortinas deixavam passar um tom alaranjado vindo dos postes lá fora, e o som distante do mar atravessava as frestas da janela, como se o mundo tentasse sussurrar uma canção de despedida.
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  %Julieta% estava diante dele, com os olhos ainda marejados, mas serenos. O choro havia cessado, mas o peito ainda doía. Mingi se aproximou devagar, uma das mãos indo até o rosto dela, limpando as últimas lágrimas.
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  — Não quero que essa noite acabe — ele murmurou, a voz rouca e baixa, como se dissesse um segredo.
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  Ela respirou fundo, segurando o olhar dele.
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  — Então não deixa. — A resposta saiu num sussurro, um pedido e uma promessa ao mesmo tempo.
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  Mingi a beijou com calma, diferente de todas as outras vezes. Era um beijo cheio de tudo o que não cabia em palavras — despedida, saudade, amor, desespero. O toque era suave, mas havia urgência nas mãos que deslizavam pelas costas dela, como se ele quisesse decorar cada curva, cada marca, cada centímetro de pele.
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  %Julieta% o acompanhava no mesmo ritmo, os dedos percorrendo o rosto dele, o pescoço, o peito — tocando como quem memoriza um mapa. O ar entre eles se tornava quente, pesado, carregado da certeza de que aquela seria a última vez.
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  As roupas foram se perdendo pelo caminho, mas nada era apressado. Era lento, cheio de pausas e respirações ofegantes. Cada toque parecia uma forma silenciosa de dizer “eu te amo”, “não me esquece”, “leva isso contigo”.
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  Quando ele a deitou na cama, Mingi parou por um instante para observá-la. Os olhos marejados, os lábios vermelhos, o cabelo espalhado no travesseiro.
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  — Eu queria poder parar o tempo — ele sussurrou.
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  %Julieta% sorriu fraco, com lágrimas nos olhos.
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  — Então faz o tempo parar aqui, agora.
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  Ele a beijou novamente, e o mundo obedeceu. As mãos dele subiram pela barriga dela, até lhe acalçarem os seios, desnudos e já intumescidos pelo calor do momento. Uma das mãos lhe agarrou o seio esquerdo, cobrindo-o totalmente, enquanto a outra lhe apertava com força a cintura fina. O corpo pequeno dela debaixo do dele, estremeceu quando sentiu a mão lhe apertar o seio, e %Julieta% gemeu entre o beijo, deixando escapar o quanto aquilo era bom.
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  Depois foi a vez do outro seio ser reverenciado por Mingi, que soltou os lábios da boca dela, apenas para descer pelo pescoço, deixando beijos molhados pelo caminho, a pele dela arrepiando a cada momento.
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  Quando a língua alcançou o seio esquerdo agora livre, %Julieta% arqueou o corpo na direção dele, dando-lhe mais espaço para que a língua dele trabalhasse em volta de seu mamilo. Ela mordeu o lábio contendo um gemido.
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  — Geme, %Julieta%! Eu quero gravar cada um dos seus gemidos no meu ouvido, para eu lembrar depois quando tiver me tocando para você.
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  Os lábios de Mingi voltaram a encontrar os dela, e o beijo veio quente, lento, profundo. Um beijo que não pedia nada além de presença — e ela deu tudo.
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  As mãos dele exploravam o corpo de %Julieta% com um cuidado reverente, como se cada curva fosse uma lembrança que ele queria decorar antes que o tempo o afastasse dela. Os dedos dele passeavam nas coxas, pernas, lateral do corpo… e %Julieta% sentia. Sentia como se fosse a última vez, porque de fato era.
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  Sem pedir permissão, ele lhe enterrou um dedo quando percebeu que ela já estava úmida o suficiente para recebê-lo, e %Julieta% gemeu alto, enterrando as unhas nas costas largas dele, arranhando cada cantinho como se tivesse reivindicado algo.
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  Primeiro ele deixou que ela se acostumar com o dedo, movendo o mesmo bem devagar dentro dela, depois ele enterrou mais um, fazendo %Julieta% soltar um palavrão se agarrando ainda mais ao corpo quente e suado dele.
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  Os movimentos de vai e vem começaram suaves, %Julieta% tinha os olhos fechados, mas fazia o que ele havia pedido: gemia. O corpo trêmulo embaixo dele só demonstrava o que já era óbvio: Mingi era bom demais no que fazia com ela.
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  Com a outra mão, Mingi começou a estimular o clitóris de %Julieta% bem devagar, combinando os movimentos de dentro com os de fora. %Julieta% sentiu que enlouqueceria se ele continuasse a torturando daquele jeito. Quando ela abriu os olhos, sussurrou o nome dele entre um suspiro e outro, e Mingi respondeu apenas com um olhar — aquele olhar profundo, quase reverente, que dizia mais do que qualquer palavra.
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  Os movimentos eram lentos, intensos, como se o tempo realmente tivesse parado dentro daquele quarto.
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  Quando ela estava prestes á chegar lá, implorou que ele parasse:
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  — Chega Mingi, não me torture mais! Eu preciso de você me preenchendo… inteiro… dentro de mim. Agora.
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  Mingi sorriu ladino, desacelerando ainda mais os movimentos dentro dela. Quando parou por completo, ele levou o membro rigido até os lábios de %Julieta%, como uma ordem.
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  %Julieta% obedeceu abocanhando o membro de Mingi para dentro da boca, com fome, sedenta. As mãos dela se fecharam sobre ele, e Mingi fodeu a boca dela do jeitinho que gostava, como um presente dado á ele.
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  Os gemidos roucos que saiam dos lábios dele eram um incentivo para %Julieta%, que o abocanhava cada vez mais fundo, os olhos lacrimejando a cada estocada de Mingi dentro da boca. %Julieta% aproveitava para lhe acariciar as bolas e hora ou outra chupava apenas a glande do pênis de Mingi, que parecia enlouquecer a cada lambida. Ele apertava os seios dela entre as mãos, estimulando a continuar com gemidos cada vez mais roucos, e com palavras sem sentido.
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  Quando finalmente ele a penetrou, era mais que desejo — era despedida. Cada estocada dizia fica, cada suspiro dizia não vai, cada beijo parecia uma tentativa de memorizar o outro por dentro, de guardar na pele, no coração, no corpo.
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  Quando os dois finalmente se deixaram levar, a respiração deles se misturou, os corpos tremendo em uníssono.
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  E, por um breve instante, %Julieta% teve certeza: se o amor tivesse som, seria aquele — o som da respiração entrecortada, do lençol se movendo, do coração batendo rápido demais.
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  Depois, ficaram em silêncio. Só o som do vento lá fora e do coração deles tentando voltar ao compasso.
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  Mingi passou os dedos pelos cabelos dela, afastando uma mecha úmida da testa e beijou a pele suada, com ternura.
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  — Se eu pudesse parar o tempo, eu pararia aqui. — Ele sussurrou, com a voz rouca.
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  %Julieta% encostou a testa na dele e respondeu baixinho:
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  — Então deixa que eu lembro da gente. E você... vive o sonho.
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  — O que foi que você acabou de dizer? — %Julieta% mirou Mingi com os grandes olhos completamente marejados.
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  O coração dela batia no peito feito escola de samba, e as mãos dela tremia como varas verdes. Nada no mundo havia a preparado para aquilo. Nada.
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  — O que você acabou de ouvir, %Julieta%. Não estou mentindo, nem brincando, eu jamais faria isso com você. Ainda mais com uma coisa tão séria como essa.
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  %Julieta% permaneceu em silêncio, ouvindo apenas o próprio coração martelar dentro do peito. O som era oco, quase como se fosse um eco que reverberava somente dentro do ouvido dela. Silêncio.
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  Mingi torceu o rosto e passou as mãos atônitamente pelos cabelos negros, bagunçando-os.
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  — Não entendo, %Julieta%. Não era exatamente isso que você queria que eu fizesse?
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  %Julieta% umedeceu os lábios, secos pelo nervosismo.
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  — Mas é errado Mingi.
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  — Errado? — Ele riu nervosamente, cruzando os braços abaixo do peito, começando a sentir-se frustrado. — O que eu sinto por você é tão forte que me fez desistir de tudo e você fala que é errado? Porra, %Julieta%!
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  %Julieta% se aproximou dele, puxando-o para perto, para um abraço desajeitado, ele estava arisco, e esse era um lado que ela ainda não conhecia.
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  — Calma Mingi, não é bem assim! Eu tô feliz, é claro que eu tô feliz. Mas você precisa concordar comigo que isso é uma loucura, que foi um ato impensado.
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  — Não foi nada impensado, eu pensei muito, até meus miolos quase fritarem %Julieta%. Nada dessa decisão foi feita por impulso, eu nem dormi. Você viu.
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  %Julieta% segurou o rosto dele entre as mãos e encostou a testa na dele, numa tentativa de relaxar os dois.
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  — Você tem certeza do que tá fazendo?
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  — Minha única certeza é você, %Julieta%. Eu não vou embora e deixar você aqui. Eu não suportaria nenhum dia longe de você.
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  — E se não der certo Mingi? Eu vou me sentir culpada o resto da vida.
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  — Não vai precisar carregar esse sentimento com você nunca. Eu fiz porque eu quis %Julieta%, porque não consigo ficar sem você mais. E sinceramente? Eu não vejo motivos para você temer, a gente consegue fazer isso dar certo.
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  — Mingi, você é maluco! — Ela apertou o rosto dele com as duas mãos. — Maluquinho!
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  Mingi abriu um sorriso, pequeno, discreto e selou os lábios dela demoradamente.
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  — Maluquinho por você!
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  — Eu prometo te fazer muito feliz Song Mingi.
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  — Você já me faz %Julieta% %Abdalla%. Eu prometo que vamos conseguir, e eu sei que essa foi a melhor decisão da minha vida garota. Eu te amo.
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  %Julieta% sentiu os olhos marejarem, dessa vez de emoção pelo primeiro “Eu te amo” deles. O beijou.
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  %Julieta% o puxou com força, como se o beijo fosse a única forma possível de traduzir tudo o que sentia naquele instante. Os lábios se encontraram com urgência, com emoção crua. Um beijo que começou trêmulo, entre soluços e respirações descompassadas, mas logo se transformou em algo mais firme, mais inteiro — o tipo de beijo que sela uma promessa.
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  As mãos de Mingi deslizaram pelas costas dela, apertando-a contra o próprio corpo, como se quisesse se fundir nela e nunca mais se soltar. %Julieta%, por sua vez, enroscou os dedos nos cabelos negros dele, puxando-os de leve, sentindo o arrepio percorrer o corpo inteiro quando ele aprofundou o beijo, devagar, explorando o gosto salgado das lágrimas que ainda teimavam em escapar pelos cantos da boca dela.
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  Havia ternura e desespero misturados.
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  Havia o peso da decisão dele, o medo dela, o amor dos dois transbordando.
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  Quando se afastaram por um breve instante para respirar, as testas ainda coladas, os olhos marejados se encontraram — e foi como se o tempo parasse mais uma vez. Os lábios voltaram a se tocar, agora num beijo mais calmo, mais doce, repleto de carinho e de tudo o que ainda estava por vir. Era o tipo de beijo que dizia “obrigada”, “eu te escolho”, “vai dar certo”.
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  %Julieta% sorriu entre o beijo, sentindo o coração acelerar e, pela primeira vez em muito tempo, a esperança florescer dentro dela. Mingi sussurrou contra os lábios dela, num fio de voz:
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  — Eu te amo, meu amor.
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  Ela respondeu entre um sorriso e um suspiro:
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  — Eu também te amo, Mingi.
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  E o beijo voltou, suave, profundo, selando o início de um novo capítulo — o deles.
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FIM.

  Nota: Olá queridas, chegamos ao fim dessa jornada que começou no Carnaval haha. Espero que tenham gostado do último capítulo do nosso casal, confesso que demorei bastante com o final porque não sabia o que fazer com eles, por medo da despedida, já que eles são muito especiais para mim. Essa fanfic é especial para mim! Mas acho que consegui honrar nosso casal. Deixa ai nos comentários o que você achou! Obrigada por mais uma leitura.

Capítulo Doze
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Lelen

Ah. Por mais doido que seja, acho que é bem mais “fácil” ele ficar aqui no Brasil do que ela ir pra Coréia, né? OIASNDPOASNDPASOD
O Brasil acolhe todo mundo, e dependendo de onde o Mingi trabalha, às vezes ele até consegue um home office, né kkkkkk
Eu já querendo planejar o futuro todinho deles PORQUE ELE TEM QUE DAR CERTO ATÉ DEPOIS DO FIM ASOINDPASONDPAD
MAS GRAZADEUS TERMINOU TUDO BEM, O AMOR VENCEU E O QUE NASCEU NO CARNAVAL VAI DURAR PRA SEMPRE SIM.
Mas eu super aceito umas oneshots com uns vislumbres do futuro com o Mingi se adaptando por aqui, a vida dos dois pós-carnaval, às vezes até uma viagem pra Coréia HOIAEHOPAHEPAOEHAOPEHOP

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