Ondas de Confete


Escrita porBetiza
Editada por Lelen


Capítulo Dez

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

  O sol do meio-dia já começava a descer no céu quando Mingi ajustou o capacete e estendeu o outro para %Julieta%, com um sorriso travesso nos lábios.
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  — Preparada pra fugir do mundo?
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  Ela pegou o capacete com um sorriso no canto da boca e respondeu:
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  — Sempre.
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  Tinham decidido alugar uma moto para fazer o trajeto até uma das praias mais isoladas do Rio — uma daquelas que parecem esquecidas pelos mapas turísticos, onde o mar encontra a pedra e o vento é a única música que se ouve.
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  %Julieta% subiu na garupa, os braços se enlaçando ao redor da cintura dele com naturalidade, o que arrancou um sorriso que ela não pôde ver, mas sentiu quando ele acelerou devagar pelas ruas do bairro.
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  A viagem foi uma experiência por si só. O vento batia no rosto, os cabelos dela se soltavam atrás como uma fita ao vento, e ela ria vez ou outra ao gritar “mais devagar!” mesmo sabendo que ele mantinha a velocidade tranquila. O som da cidade ia ficando para trás: o burburinho, os carros, os ecos do carnaval. Tudo diminuía à medida que ganhavam distância.
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  Subiram morros, desceram curvas estreitas ladeadas por vegetação e por casas penduradas nas encostas. À medida que se aproximavam da praia, o cheiro do mar se intensificava, misturado ao calor da terra e ao aroma leve de sal e floresta.
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  Quando estacionaram a moto em um canto improvisado de terra batida, com vista parcial para o mar entre as árvores, Mingi tirou o capacete devagar e olhou para %Julieta%, que fazia o mesmo com os cabelos bagunçados e os olhos brilhando.
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  — Você tá com cara de quem tá prestes a fugir do país. — ele comentou, divertido.
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  — E você com cara de cúmplice. — ela devolveu, sorrindo. — Vamos? Antes que o mundo nos alcance.
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  Desceram a pequena trilha entre pedras e vegetação até que, por fim, a praia se revelou.
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  Era como se tivessem atravessado um portal.
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  O mar dançava calmo, o som das ondas preenchia tudo, e não havia mais ninguém além deles ali.
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  %Julieta% tirou as sandálias, segurando-as nas mãos, e caminhou com os pés descalços pela areia quente. Mingi a seguiu, os olhos vagando entre a paisagem e o corpo dela, como se tentasse descobrir onde a beleza era maior.
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  — A gente realmente conseguiu fugir. — ele murmurou.
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  Ela olhou por cima do ombro, com um meio sorriso.
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  — Por enquanto.
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🎉🎉🎉

  Encontraram um canto entre duas grandes pedras, onde a areia era mais fina e o som do mar batendo nas rochas criava um ritmo quase hipnótico. Mingi estendeu a canga que %Julieta% havia trazido na mochila e os dois se sentaram lado a lado, os joelhos quase se tocando, os corpos ainda carregando a eletricidade silenciosa de tudo o que tinham vivido nas últimas horas.
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  %Julieta% inclinou-se para trás, apoiando os braços na areia e fechando os olhos por um instante. O sol não estava mais tão forte, e a brisa que vinha do mar fazia seus cabelos dançarem.
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  — É estranho. — ela disse, sem abrir os olhos. — Eu moro aqui. Cresci com esse mar. E mesmo assim, hoje parece que estou vendo tudo pela primeira vez.
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  Mingi a observava, os olhos fixos no perfil dela, na forma como a pele dela brilhava à luz do fim da tarde.
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  — Talvez porque você esteja vendo comigo. — ele disse baixo, quase como um pensamento em voz alta.
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  Ela virou o rosto e o encarou, os olhos procurando algo nos dele — e talvez encontrando.
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  Por alguns minutos, ficaram ali em silêncio, apenas se olhando. Depois, como se o momento pedisse, Mingi tirou a camiseta e levantou, estendendo a mão para ela.
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  — Vem. A água tá chamando.
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  Ela riu, aceitando a mão dele e se levantando num impulso leve. Correram até o mar como duas crianças, mergulhando com roupa e tudo, deixando o sal levar qualquer preocupação.
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  O riso ecoou pelo vento. Eles se molharam, brincaram de espirrar água um no outro, depois se aproximaram, colando os corpos molhados, e se beijaram devagar — como se cada segundo naquela praia estivesse sendo eternizado.
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  Quando voltaram para a areia, ofegantes, os cabelos pingando e os corações acelerados, se deitaram lado a lado na canga, de bruços, olhando o mar à frente.
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  — Qual era seu sonho quando era criança? — %Julieta% perguntou, virando o rosto para ele.
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  Mingi demorou um pouco para responder.
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  — Ser livre. Fazer algo que me fizesse sentir vivo. Viajar. Criar. — Ele a olhou. — Acho que hoje tô mais perto disso do que nunca. E você?
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  Ela sorriu pequeno, traçando círculos na areia com a ponta do dedo.
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  — Queria ser cantora. Mas a vida me levou pra outro caminho. Hoje trabalho com marketing. Mas às vezes… ainda canto no chuveiro como se fosse num palco.
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  — Me canta alguma coisa depois. — ele pediu, sincero.
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  — Talvez. Se você prometer não rir.
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  Ele assentiu, ainda com os olhos fixos nos dela.
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  — Prometo. Nunca riria de nada vindo de você.
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  A tarde continuou a correr devagar, como eles tinham desejado.
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🎉🎉🎉

  Já estavam há um tempo ali, apenas deitados e observando o mar, quando Mingi se levantou e estendeu a mão para ela outra vez.
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  — Vem, acho que tem mais do que só areia e mar aqui. — disse com aquele brilho curioso nos olhos.
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  %Julieta% riu, mas aceitou a mão dele, se levantando sem nem perguntar para onde iam. Caminharam descalços pela orla, os pés ainda úmidos afundando levemente na areia a cada passo, até que se aproximaram de uma sequência de pedras que margeavam a lateral da praia.
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  A cada passo mais fundo entre as rochas, o som das ondas ficava mais abafado e o mundo parecia encolher ao redor deles. O calor ainda pairava no ar, mas ali havia sombra, brisa e o cheiro salgado do mar preso entre as fendas das pedras.
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  Subiram com cuidado, as mãos tocando a pedra quente, se equilibrando entre musgos e relevos. Encontraram uma espécie de reentrância — não exatamente uma gruta, mas um espaço protegido entre duas grandes formações rochosas, onde a luz entrava filtrada, como se o tempo também ali se movesse devagar.
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  %Julieta% parou de andar e se encostou em uma das pedras, o olhar fixo no dele.
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  — Acho que esse cantinho foi feito pra gente. — ela sussurrou.
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  Mingi deu mais um passo, parando à frente dela. Os corpos estavam próximos. Quase não se tocavam, mas o ar entre eles parecia vibrar.
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  %Julieta% levantou a mão e a pousou contra o peito dele, ainda úmido do mergulho anterior. Os olhos de Mingi estavam presos aos dela, como se esperasse permissão, ou uma resposta silenciosa.
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  Ela não disse nada. Apenas se impulsionou um pouco mais para frente e o puxou pelo pescoço úmido, colando os lábios aos dele em um beijo suave, lento, quase tímido no início — como se ainda estivessem descobrindo o gosto um do outro.
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  Mas o toque, como antes, carregava mais do que só curiosidade.
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  Era desejo com saudade antecipada. Era urgência disfarçada de carinho…
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  Mingi envolveu a cintura dela com os braços, apertando-a contra si, e o beijo logo deixou de ser calmo. A mão dele subiu pelas costas dela, os dedos pressionando de leve a pele quente e úmida enquanto os corpos se encaixavam como se buscassem abrigo um no outro.
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  Ela soltou um suspiro entre os lábios dele, e o som pareceu acender algo ainda mais intenso. Mingi deixou os beijos descerem para o maxilar dela, depois para o pescoço, as mãos apertando sua cintura como se quisesse prendê-la em si e nunca mais deixá-la escapar.
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  — %Julieta%... — ele sussurrou, entre os beijos. — Você tem ideia do que tá fazendo comigo?
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  Ela sorriu contra a pele dele e respondeu num tom brincalhão, mas carregado de provocação:
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  — Talvez... Mas me mostra.
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  E ele mostrou.
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  Voltou a grudar os lábios nos dela com força, com fome, sem controle. Uma das mãos subiu para o pescoço dela, aprofundando o beijo, a língua quente dele invadindo a dela sem pedir permissão, passeando.
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  Enrolou os dedos nos cabelos compridos e úmidos de %Julieta%, puxando-os com força, fazendo os lábios dela se descolarem dos dele, tamanha intensidade do puxão. %Julieta% apertou os olhos, o pescoço ainda mais livre para os lábios dele que desceram com urgência, explorando a curva do queixo, depois o pescoço já úmido de suor e sal. Mingi deixou uma trilha de beijos e mordidas suaves, fazendo o corpo de %Julieta% se arquear contra a pedra atrás dela, buscando mais contato, mais calor, mais dele.
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  Os dedos dele seguravam firme sua cintura enquanto os lábios se demoravam ali, onde a pele era mais sensível. %Julieta% soltou um gemido curto, abafado, com a cabeça encostada na pedra e as mãos segurando os ombros dele como se fosse seu único ponto de equilíbrio.
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  — Mingi… — ela sussurrou, quase sem voz, e ele parou apenas por um segundo para encará-la.
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  — Fala pra mim se eu devo parar, hum? — ele disse, a respiração descompassada, os olhos carregados de desejo.
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  Ela balançou a cabeça em negativa, os olhos brilhando.
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  — Não. Não para.
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  Foi o suficiente.
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  Mingi a pegou pela cintura e a girou com firmeza, de modo que ela ficasse encostada na pedra de costas para ele. O bumbum dela agora encostado no membro começando a ficar duro dele, fez com que Mingi soltasse um suspiro rouco, abafado contra a nuca de %Julieta%. Instintivamente, ele pressionou o quadril contra ela, o jeans ainda úmido aumentando a fricção entre os corpos, roçando devagar — como se estivesse testando os limites dela, e os seus próprios.
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  %Julieta% mordeu o lábio inferior, sentindo o arrepio que subia por sua espinha com o gesto. Mingi colou o peito às costas dela, os braços a envolvendo com firmeza, e deixou a boca passear novamente por seu pescoço, intercalando beijos e mordidas suaves.
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  A mão direita dele deslizou pela lateral do corpo dela, lenta, até alcançar a barriga e depois subir, parando sobre um dos seios por cima da blusa e do biquíni molhados. Ele apertou de leve, o polegar desenhando círculos preguiçosos enquanto a respiração dele batia quente contra a pele dela.
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  — Você tem noção do quanto me deixa louco? — ele murmurou contra sua orelha, a voz rouca e carregada de desejo.
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  %Julieta% soltou um riso entrecortado, fechando os olhos, e levou uma das mãos para trás, segurando firme na nuca dele. A outra mão apoiada na pedra, buscando equilíbrio.
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  — Acho que tô começando a entender... — ela sussurrou de volta, sentindo os movimentos do quadril dele mais definidos agora, como se cada toque fosse uma promessa não dita.
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  Mingi pressionava o quadril com mais firmeza contra ela agora, sentindo a forma como o corpo de %Julieta% reagia, se encaixava, se oferecia… A mão que estava sobre o seio dela desceu lentamente, até alcançar a barra do short jeans, ainda úmido, os dedos brincando ali por alguns segundos antes de se aventurar mais.
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  %Julieta% arqueou as costas contra ele, oferecendo ainda mais espaço, os lábios entreabertos soltando um gemido abafado pela onda de prazer que a atravessava só com aquele toque mais ousado. Mingi colou a boca à nuca dela e, com os dentes, puxou de leve a pele, ao mesmo tempo em que seus dedos escorregavam por dentro do short, encontrando calor, desejo e rendição.
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  — Você tá pronta pra mim, não tá? — ele sussurrou, a respiração quente, ofegante, no ouvido dela. — Eu quero muito comer a sua boceta aqui e agora, %Julieta%…
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  %Julieta% assentiu com um murmúrio baixo, quase sem conseguir formar palavras. As mãos dela buscavam apoio na pedra, mas também voltavam atrás, agarrando o braço dele, puxando-o para mais perto.
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  Mingi se virou um pouco, o suficiente para puxá-la pela cintura e fazê-la encará-lo. O olhar dela estava dilatado, as bochechas coradas, a boca entreaberta em um convite silencioso.
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  — A gente vai lembrar desse lugar pra sempre. — ele disse, antes de colar os lábios nos dela, com fome, com intensidade, como se aquele beijo fosse o início e o fim de tudo.
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  Com os corpos colados de frente agora, os movimentos ficaram mais sincronizados, mais desesperados. Ele a empurrou suavemente até encostar as costas dela de novo na pedra, dessa vez com mais domínio. %Julieta% passou as pernas ao redor da cintura dele, puxando-o com força, deixando claro o que queria. Ela mesma retirou a blusa fina que usava sobre o biquíni, queria sentir o calor do peito nu dele o máximo que conseguisse.
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  Mingi encaixou as mãos sob as coxas dela, segurando-a com firmeza enquanto os quadris se encontravam, o calor entre os dois pulsando como um tambor surdo entre as pedras. As pernas de %Julieta% o envolviam por completo, o corpo dela buscando o dele com urgência, mas também com uma familiaridade inesperada — como se já soubesse exatamente onde queria estar.
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  O beijo entre eles voltou a crescer em intensidade, os lábios colando e descolando em meio a suspiros e murmúrios baixos. A respiração de %Julieta% já estava descompassada, o peito subindo e descendo com força contra o dele, enquanto a fricção constante fazia ambos perderem a razão.
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  A mão de Mingi escorregou por dentro do short dela mais uma vez, dessa vez com mais precisão, mais certeza — os dedos encontrando o centro do prazer dela com lentidão calculada, pressionando, provocando, fazendo o quadril dela se mover num pedido mudo por mais.
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  Os dedos dele só pararam de trabalhar que que as mãos dele lhe puxasse o short jeans ainda úmido da água do mar para baixo, ela ajudando-o da forma que podia, ficando agora apenas a calcinha azul do biquini que ele nem se deu ao trabalho de retirar por completo. Os dedos ágeis, apesar de trêmulos pelo desejo e pela adrenalina, desfizeram um dos nós laterais que mantinham a calcinha dela presa ao corpo. O tecido escorreu para o lado expondo sua pele quente ao toque da brisa e, mais ainda, ao toque da pele dele. Mingi deslizou os dedos pela curva do quadril dela, agora sem barreiras, e deixou a mão se acomodar ali com firmeza, como se quisesse memorizar cada centímetro daquele instante.
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  Os olhos dele subiram para os dela, buscando a confirmação que, embora já estivesse clara, ele ainda fazia questão de ter. %Julieta% apenas assentiu levemente, os lábios entreabertos e o peito arfando, com a respiração entrecortada pela expectativa, pelo calor, pela entrega iminente. As mãos dela desceram pelo peito e barriga dele, deixando alguns arranhões pelo caminho, e %Julieta% abriu o botão da calça jeans dele. Com pressa, afoita, como se o mundo estivesse prestes a acabar.
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  Mingi soltou um suspiro baixo quando sentiu os dedos dela abrirem o botão da calça jeans, ainda úmida e colada ao corpo. As mãos de %Julieta% trabalharam com certa pressa agora, puxando o zíper e deslizando o tecido para baixo da melhor forma que o espaço e o desejo permitiam. Ele a ajudou, movimentando o quadril e empurrando a calça para baixo até que finalmente se livrou dela, junto com a sunga, deixando os dois completamente entregues, sem mais nada entre eles.
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  O olhar que ela lançou para ele naquele momento era quase reverente — como se estivesse vendo algo que esperou por dias para tocar de verdade. E ele retribuiu da mesma forma, os olhos percorrendo o corpo dela com uma mistura de desejo e encantamento silencioso.
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  %Julieta% estendeu a mão, puxando-o de volta para si, e Mingi se encaixou entre as pernas dela como se ali fosse seu lugar desde sempre. O corpo quente dele agora totalmente colado ao dela, a pele trocando calor com a areia que ainda grudava aqui e ali, com o vento leve que circulava entre as pedras, e principalmente, com o desejo cru e intenso que os dois sentiam.
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  Ela o abraçou pela nuca, puxando-o para mais perto, e ele roçou os lábios nos dela com delicadeza antes de voltar a beijá-la com intensidade, preparando-se para aquele último passo — a entrega completa.
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  — Vem. — disse, num sussurro firme, decidido, que misturava desejo e carinho em igual medida.
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  E ele veio.
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  O encaixe aconteceu com lentidão, mas com uma intensidade que fez os dois soltarem suspiros profundos e abafados. Era como se o mundo inteiro ao redor deles tivesse se dissolvido, restando apenas aquele momento, aquele calor, aquele encontro.
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  %Julieta% apertou os olhos e os lábios se entreabriram em um gemido contido quando sentiu Mingi se acomodar por completo dentro dela. Ele a envolveu com os braços, os corpos colados, as respirações pesadas se misturando no espaço apertado entre as pedras.
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  Os movimentos começaram suaves, quase reverentes. Mas não demorou para que o ritmo ganhasse mais intensidade, mais entrega. Os corpos falavam uma linguagem só deles — de pele, de suor, de gemidos contidos e suspiros soltos no ouvido um do outro.
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  Ela dizia o nome dele como se fosse a única coisa que soubesse. E ele repetia o dela como uma oração.
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  %Julieta% enterrou o rosto na curva do pescoço de Mingi quando ele começou a intensificar o ritmo dos quadris, o membro dele atingiu lugares que ela nem sabia existirem. O barulho da pele dos dois encontrando uma à outra se misturava ao barulho das ondas quebrando no mar ao fundo deles.
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  Mingi sentia a intimidade de %Julieta% o agarrando com força e quando ela gemeu o nome dele baixinho ao pé do ouvido ele sentiu o membro pulsar involuntariamente dentro dela de desejo.
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  — Mingi… — ela sussurrou mais uma vez contra a pele dele, a voz rouca, entrecortada pelo prazer que a dominava. — Você… você me deixa fora de mim… eu nunca senti isso antes!
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  Ele gemeu baixo, sentindo o corpo dela apertar ainda mais ao redor dele. Seu nome, dito daquele jeito, ecoava como um gatilho.
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  — Você é perfeita, %Julieta%… tão quente, tão minha agora… — respondeu entre beijos espalhados por seu ombro e mandíbula. — Você quer que eu pare?
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  Ela soltou um riso abafado, carregado de desejo e provocação.
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  — Se você parar agora, eu te odeio pra sempre.
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  Mingi sorriu contra a pele dela, a respiração descompassada enquanto voltava a investir com mais intensidade.
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  — Então me odeia… porque eu quero te enlouquecer primeiro.
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  Ela arfou alto, as unhas arranhando as costas dele mais uma vez.
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  — Já conseguiu, Mingi. Eu tô louca por você.
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  Os olhos dele encontraram os dela, e mesmo com os corpos se movendo no ritmo do desejo, o olhar de Mingi era cheio de uma ternura quente.
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  — Olha pra mim quando a gente chegar lá… eu quero ver.
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  %Julieta% abriu os olhos devagar, os cílios pesados de prazer, e assentiu. O ritmo aumentou mais uma vez, os quadris se encontrando com precisão, fome, urgência. Ela o encarou como ele havia pedido, e no instante em que o ápice chegou para os dois, o mundo pareceu desaparecer ao redor — só existia o outro, só existia aquele momento.
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  E quando tudo cessou, restaram os olhares e os sorrisos tímidos, os corações ainda acelerados e as respirações se ajeitando no tempo da realidade.
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  Ainda ofegantes, os dois permaneceram colados, os corpos se embalando na respiração lenta que começava a voltar ao normal. %Julieta% encostou a testa na dele, os olhos ainda fechados, e sorriu sem pressa — um sorriso pequeno, íntimo, que só ele podia ver tão de perto.
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  Mingi acariciava lentamente as costas dela com a ponta dos dedos, como se desenhasse um caminho invisível, um jeito de mantê-la ali por mais tempo. Nenhum dos dois disse nada de imediato — não havia necessidade. O silêncio era preenchido pelo som das ondas, pela brisa que soprava entre as pedras e pela calma que veio depois da tempestade de sensações.
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  Ele deixou um beijo demorado no ombro dela.
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  — Tá tudo bem? — murmurou, baixinho, a voz ainda rouca.
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  — Tá mais do que bem… — ela respondeu, deixando os dedos passearem pelos cabelos molhados dele. — Acho que ainda tô tentando entender o que acabou de acontecer.
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  — Foi real. — ele sussurrou, como se a resposta fosse mais para si mesmo do que para ela.
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  %Julieta% se aconchegou no peito dele, o corpo agora mais calmo, mas ainda trêmulo por dentro. Mingi a abraçou forte, deixando a palma da mão repousar na cintura dela com um carinho quase reverente.
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  — Você me faz esquecer que eu tenho data pra ir embora. — ele disse, com um sorrisinho triste.
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  Ela não respondeu de imediato. Só apertou os olhos por um momento, como se estivesse tentando manter aquele instante intacto dentro de si.
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  — Então não pensa nisso agora. — ela disse. — Vamos só… ficar aqui. Por mais um pouquinho.
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  Ele assentiu e a puxou ainda mais para si.
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  Ali, entre as pedras e o som do mar, os dois se deixaram ficar. %Julieta% apoiada no peito nu dele, Mingi com o rosto no topo da cabeça dela, os dedos entrelaçados. Sem pressa, sem mundo, sem tempo.
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  Nota da autora: Mais um capítulo com hot desses dois! Vocês estão preparadas para o fim? Porque eu não estou!

Capítulo Dez
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Lelen

Não tô pronta pro fim não. Ainda mais que eles vão se separar (talvez?). Mas eles aproveitaram os momentos juntos, né, acho que é o mais importante.
Ainda tô tentando pensar em finais mirabolantes que sejam com os dois juntos porque sim. OINASOPDNASOPDNPASONDOPSD
Não tô pronta pro final, mas tô curiosa por ele POASMOPDMASOPD

Betiza

Vai vir aí já já, confesso que ainda tô indecisa KAOAKSOAKOS

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