Capítulo 5 • A História das Sete Irmãs (Como Tudo Começou)
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Vê essas estrelas. Se fosse possível, eu lhe daria todas elas. Só para ver um sorriso seu”
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Essa não é qualquer história, mas sim a minha história. Ou de como ela se sucedeu. Eu precisava contar. E para dar início à minha história, eu preciso voltar ao início.
Havia sete irmãs que viveram na época de Ramsés II, o Grande. Seus nomes eram Zipora, Jaque, Ilarie, Safira, Adira, Ada e Betânia. As sete irmãs eram extremamente unidas, mas como todas irmãs, elas tiveram destinos diferentes. E estas são suas histórias.
Zipora, a mais velha, era um tanto arisca, mas extremamente esperta e até divertida. Jaque era a mais animada e mais serena, sendo até mesmo a mais calma. Safira era a garota mais quieta e até mesmo a mais tímida. Essa timidez, entretanto, não era demonstrada, pois ela sempre aparentava estar perfeitamente bem e segura de si. Adira era a mais animada, sempre rindo, sorrindo, se divertindo e até mesmo brincando ou brigando com as irmãs. Ilarie gostava de tocar harpa. Ada era a garota que gostava de coisas mais profundas e tinha um jeito divertido de ser. Já Betânia era a engraçada do grupo, que estava sempre fazendo piadas e divertindo todas. Assim, as sete eram grandes irmãs.
— ... Como eu queria que a mãe de vocês estivesse aqui — disse Jetro, o pai das meninas, certa vez. — Ela ia gostar de ver vocês crescendo.
— Pai, onde quer que a mãe esteja, ela está bem — disse Zipora, a mais velha.
— Sim, pai, ela deve estar em um bom lugar agora — concordou Jaque.
— Eu também sinto falta dela às vezes — confessou Safira. — Pensar em como ela poderia estar aqui com a gente.
— Vamos tentar nos animar — murmurou Adira. — A mãe não ia gostar de nos ver assim.
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— Meninas, aquilo ali é um javali? — perguntou Adira às irmãs. — Vamos caça-lo.
— Não diga bobagem, Adira — retrucou Zipora. — Não devemos nos meter em encrencas, ainda mais se for um javali, ele pode nos matar.
— Eu vou caça-lo, quem vem comigo? — perguntou Adira, pegando um arco e flecha que ganhou do pai.
— Eu vou — disse Safira. — Vamos!
Então Adira e Safira partiram em busca do javali. Conforme se aproximavam do animal, podiam sentir que ele se aproximava. Safira estava achando a ideia arriscada, não sabia se era o certo a se fazer. Ela tentava dissuadir a irmã que era errado, mas Adira estava decidida. Pegou o arco e flecha para acertar o javali, mas quando viu, era uma jovem. A jovem caiu morta.
— Por que você fez isso? — perguntou Safira enquanto o javali se afastava.
— Eu… — Adira procurava as palavras certas.
— Devemos contar ao nosso pai — disse Safira.
— NÃO! Você está louca? — exclamou Adira. — Ele vai nos descobrir e nos punir!
— Isso é errado, Adira! — disse Safira.
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ÉPOCA DO PRINCIPADO DE RAMSÉS
— ... Ahmira, você deve focar em Ramsés. Deve esquecer Moisés — disse Yunet, a mãe de Ahmira
— Mãe, é mais forte que eu, eu amo Moisés — declarou Ahmira.
— Mas é com Ramsés que deves casar-te. Ele é quem deveis amar.
— Não, eu não acho isso — disse Ahmira.
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Finalmente havia chegado o dia do casamento de Ahmira e Ramsés. Ahmira estava animada para o dia do grande casamento. Era difícil esquecer Moisés, mas ali estava ela, tentando seguir em frente. Quando Paser iniciou o casamento, eles oficializaram o matrimônio com um beijo. Ramsés levou Ahmira para a noite de núpcias. Ramsés começou a beijar Ahmira, seus lábios tocaram nos dela, unindo-os, e logo eles consumaram seu casamento. E assim, Ramsés tomara Ahmira e Neferet como suas mulheres.