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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Mafia’s Paradise

Escrita porPams
Revisada por Lelen

9 • Lei do Primogênito

Tempo estimado de leitura: 37 minutos

Harvard University, primavera de 2015

  Os mais sábios dizem que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, e para os herdeiros da máfia, esta palavra representa o dobro do peso. %Giovanni% sabia muito bem o quão árduo era ser o primogênito da casa Magnus, na qual cada passo e decisões que tomava eram expressamente observados por seus aliados e inimigos. Contudo, mesmo com todas as preocupações do primogênito, seus pensamentos apenas se mantinham em uma pessoa em especial: a filha da empregada.
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  — Seu olhar não está tão animado para alguém que vai ser coroado este ano. — O comentário de %Luigi% soou com um tom de sarcasmo.
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  O caçula se remexeu no confortável sofá da cobertura onde moravam, mantendo o olhar no mais velho que estava próximo à varanda, olhando os carros em movimento na rua. Após a surpreendente admissão de %Luigi% no curso de design, ambos passaram a dividir a cobertura, assim o primogênito poderia continuar mantendo-o por perto e evitando suas confusões.
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  — Que reação espera de mim, irmão? — O olhar de %Giovanni% se manteve distante dele.
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  — Esperava algo um pouco mais animador, já que após se formar no verão e completar a maioridade exigida, nosso pai vai finalmente se aposentar e você será o novo Don Magnus — explicou ele, as novidades que o ano lhes reservava. — Estando no poder, não terá problemas em se aproximar da filha da empregada.
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  O mais velho soltou um suspiro cansado. 
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  As palavras do irmão tinham um fundo de verdade que o atormentava internamente. O primogênito ainda não conseguia definir com exatidão o que sentia por %Alice%, porém, não escondia seus interesses relacionados à garota.
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  — Já disse para não a mencionar. — O tom rude e agressivo surgiu dele.
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  — Por quê?! — %Luigi% não escondeu o deboche em sua voz. — Os melhores assuntos que temos são relacionados a ela.
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  Uma gargalhada maldosa veio do caçula, que se calou de imediato ao sentir o olhar atravessado do irmão em sua direção. Ele adorava provocá-lo.
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  — Que sem graça é você — reclamou %Luigi%, voltando o olhar para frente, se atentando ao que passava na televisão. — Sei muito bem que não posso encostar nela, mas… Ainda precisa lidar com a fúria da nossa mãe, e a distância… Não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.
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  — Farei isso após minha coroação — revelou o mais velho, seus planos futuros. — Até lá, serei apenas o filho que eles ambicionam que eu seja.
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  — Não entendo como consegue ser assim — murmurou o caçula. %Luigi% revirou os olhos e bufou de leve. 
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  — Essa é a nossa diferença, querido irmão, sou paciente o bastante para esperar o melhor momento para agir — explicou o primogênito, confiante em sua postura. — Não preciso ser o filho perfeito, mas devo fazê-los acreditar nisso. 
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  Por mais que em certos momentos detestasse o irmão, lá no fundo, não queria admitir que admirava sua sagacidade e inteligência. Com seu jeito frio e calculista, %Giovanni% sempre conseguia o que queria, ao fingir estar fazendo o que os outros querem.
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  — Quanto mais o conheço, mais fico perplexo com sua frieza — comentou o caçula ao pegar o controle e mudar os canais.
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  — Em todos esses anos, já deveria estar acostumado. — %Giovanni% riu baixo, mantendo a atenção à rua. — Pretende ir comigo para casa este final de semana?
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  — Para a Itália, sim, para casa, não — respondeu o caçula, direto e preciso.
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  — Vai a Roma? — Ele o olhou curioso.
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  — Sim, o padrinho pretende me apresentar a uma pessoa — respondeu %Luigi% ao entrar no aplicativo da Netflix. — Não sei ao certo quem é, mas… Não me importo também.
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  — Será que o nosso pai pediu para ele te encontrar uma noiva?! — indagou %Giovanni%, pensativo sobre o assunto.
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  Sempre foi comum para herdeiros da máfia contraírem matrimônio ainda jovens. Na maioria dos casos era por arranjos familiares que continham alianças entre as casas, e se tratando deste mundo, casamentos para selar a paz entre as famílias também eram frequentes.
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  — Apenas aceitaria se tal noiva fosse a %Clarice%. — O mais novo soltou uma risada, em provocação ao irmão.
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  O olhar sério e corrosivo de %Giovanni% permaneceu nele, enquanto se manteve em silêncio. A jovem Tommaso era sua melhor amiga tanto quanto do irmão, e mantinha a gentileza e carinho por ambos, sem acepção. O caçula segurou o riso e se levantou do sofá, não se importando com a reação do irmão e seguindo para a área da cozinha. A cobertura seguia com a arquitetura moderna como o restante do prédio, mantendo o conceito aberto no espaço e a decoração minimalista. O lugar era totalmente o oposto da mansão Magnus em Toscana, com sua arquitetura tradicional italiana.
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  — Você não sabe mesmo se divertir. — %Luigi% riu mais um pouco, indo abrir a geladeira. — Ah… Que fome. Vou cozinhar, você quer comer algo?
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  — Desde quando você sabe cozinhar? — O olhar de %Giovanni% ficou curioso para o irmão.
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  — Meu padrinho me ensinou algumas coisas. — O caçula riu ao se lembrar da primeira vez, quando quase colocou fogo no apartamento do doutor. — De fome acho que não morro após sua partida.
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  — Então vai mesmo ficar aqui na América? — questionou o irmão.
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  — Sim, pretendo me formar em Harvard, assim como meu irmão mais velho. — %Luigi% riu novamente, de forma boba. — Pode não parecer, mas tenho gostado do curso que escolhi, então, decidi me dedicar a pelo menos uma coisa em minha vida. Assim, nosso pai terá menos um argumento contra mim.
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  — Isso me impressiona. — O primogênito se afastou da varanda e adentrou mais o lugar seguindo até a cozinha. — %Luigi% Magnus sendo um aluno dedicado.
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  Outra gargalhada veio do caçula.
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  — Posso te surpreender às vezes, irmão — brincou o mais novo. — E também… Tem sido divertido as aulas de expressão gráfica.
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  — Ah, sim… Eu ouvi os rumores de uma professora e um aluno serem encontrados sem roupas na sala de projetos. — A voz de %Giovanni% tinha traços de desapontamento.
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  — Em minha defesa, era uma simples aula de reforço. — O tom descontraído e risonho de %Luigi% fez o irmão revirar os olhos.
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  — Deveria ser mais discreto — aconselhou ele, em repreensão.
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  — Deixo isso para você… — O mais novo riu novamente ao passar um comentário em sua mente e o externando: — Apesar de sabermos que sua exceção à regra se chama… %Alice%.
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  O som de %Giovanni% bufando fez com que o caçula risse ainda mais alto, o irritando de leve. Contudo, não estava errado, já que o primogênito não se esforçava nem um pouco para esconder a realidade.
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  Os dias se passaram e finalmente o bom filho a casa retornava. 
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  Todos os criados da mansão estavam em pleno movimento preparando a casa para o retorno do herdeiro. %Giovanni%, como sempre, não havia informado com precisão o dia em que desembarcaria no país, o que deixava Marie ainda mais apreensiva e nervosa. Faltavam poucos meses para que finalmente seu primogênito se tornasse o novo Don Magnus, o que fazia pensar que estava na hora de avançar com os planos de matrimônio para o filho.
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  Para um herdeiro da máfia de Toscana, perante as leis que regiam o império dos Dons, o primogênito, ao completar 21 anos, se tornava apto o suficiente para tomar o lugar do pai, mesmo este estando em vida. Francesco Magnus já tinha seus planos de aposentadoria traçados, pois já se achava farto o bastante para ocupar seu dia com os assuntos de Toscana, e graças à Lei do Primogênito, o pai orgulhoso poderia finalmente coroar seu sucessor sem receios de algo dar errado.
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  Distante de todo o alvoroço, %Alice% mantinha-se concentrada em sua aula de literatura moderna. Após o distanciamento de seus melhores amigos, a filha da empregada aceitou a oferta do senhor Magnus e ingressou seus estudos no ensino médio em uma escola particular apenas para garotas, a renomada Madame Pency Preparatory High School. Por mais que se sentisse sufocada por sempre estar sendo vigiada por algum segurança enviado pelo primogênito, ela seguia grata por desfrutar da oportunidade e receber um ensino de alta qualidade.
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  — %Alice%… %Alice%?! — A voz de Nancy a despertou de seus pensamentos.
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  Por um breve momento a garota havia se lembrado da última vez que teve contato com o amigo Matteo, e o viu jogar em uma partida da sub-20. Vendo-o com seus olhos brilhando enquanto corria atrás da bola, aqueceu seu coração, fazendo-a se sentir feliz por tê-lo ajudado realizar um sonho, ainda que de forma indireta.
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  — Hum?! — Ela se voltou para a menina, estranhando sua aparente afobação. — Me desculpe, estava distraída.
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  — Percebi… — Nancy riu baixo, relevando sua falta de atenção. — Eu vou encontrar umas amigas daqui a pouco, fomos convidadas a uma festa de veteranos que vai rolar hoje à noite, quer vir com a gente?
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  — Eu não posso — respondeu a garota, prontamente. — Você sabe que tenho toque de recolher.
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  — Ah… Verdade, os seguranças. — A menina bufou um pouco.
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  Mesmo estando em uma escola apenas para garotas e tendo seus passos contados e regrados, isso não impedia %Alice% de ser vista por outras pessoas, e uma delas era o irmão mais velho de Nancy, chamado August. O rapaz a havia visto nas raras vezes que a garota frequentara sua casa para fazer trabalhos em grupo, e mesmo sendo dois anos mais nova, um sutil interesse havia despertado dentro dele.
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  — Tive uma ideia. — Os olhos da garota brilharam e logo um sorriso maquiavélico surgiu em seu rosto.
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  — Tenho medo desse seu olhar — retrucou %Alice%, preocupada com o que ela poderia fazer.
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  — Pois não tenha, você é tão travada nos estudos, sua vida precisa de mais emoção — brincou a amiga se afastando um pouco da mesa, enquanto traçava seu plano mentalmente.
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  — Minha vida não precisa de mais ação — assegurou %Alice%, sabendo bem sobre sua realidade.
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  — Pois engano seu… — Nancy pegou na mão da menina e a puxou para se levantar. — Que tal uma volta no shopping?
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  — Não posso… — %Alice% voltou seu olhar para a porta, mostrando o motivo.
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  Um homem parado do lado de fora, com traços sérios a observando atentamente. Assim como todos os outros seguranças dos Magnus recebiam o codinome de cidades, o responsável por ela naquele dia era o senhor Rio.
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  — Eu tenho um plano — assegurou Nancy, convicta de sua capacidade.
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  Ainda temerosa do que poderia acontecer, %Alice% assentiu aos impulsos da amiga, curiosa se realmente funcionaria seu plano. Mesmo sendo perigoso, não seria nada ruim ter um momento de liberdade longe do peso da mansão, ainda que por um curto espaço de tempo. Era nítido em seu olhar o desejo de experimentar a sensação de uma vida normal, sem as correntes da máfia de Toscana.
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  Após uma elaborada explicação de Nancy ao segurança carrancudo, da necessidade de ambas irem à livraria para comprar um livro indicado pelo professor para a próxima prova de literatura, obtiveram a permissão para desviarem o caminho para casa. Como era urgente, por mais que fosse final da tarde, as garotas seguiram para o shopping, sendo acompanhadas pelo homem.
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  — Como você vai se livrar dele?! — indagou %Alice%, enquanto alisava as capas dos livros, fingindo estar procurando por um em específico.
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  — Não se preocupe, apenas aprecie a cena... — Mais uma vez o sorriso maléfico surgiu no rosto da garota. — Só se vive uma vez!
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  Aproveitando que o segurança as aguardava na porta da loja, Nancy apenas precisou enviar uma mensagem para seus contatos. Em instantes, uma pequena confusão começou a acontecer dentro do lugar, no qual duas garotas iniciaram uma discussão sobre uma estar saindo com o namorado da outra. O caos se instaurou quando as jovens começaram a brigar com uma puxando o cabelo da outra, e por um pedido de socorro da dona da loja, o senhor Rio foi solicitado para ajudar a apartar a briga.
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  Este pequeno momento de distração resultou na fuga das duas amigas.
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  Quando finalmente o segurança deu falta delas, já era tarde demais e ambas já estavam dentro de um ônibus aos risos pelo choque de adrenalina. Duas horas depois, ambas desceram do veículo e continuaram andando mais dois quarteirões até o local da tal festa. Seria na casa de um amigo de August e, por um combinado entre os irmãos, Nancy e as outras amigas só poderiam participar se levassem %Alice% juntamente.
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  — Chegamos — disse ela assim que tocou a campainha, já ouvindo o som de música tocando do lado de dentro da casa.
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  — Olha só quem chegou… — Marco abriu um largo sorriso para suas convidadas especiais. — Bem-vindas, garotas.
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  — Não perderíamos essa festa por nada — assegurou Nancy, tentando conter sua empolgação por vê-lo.
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  — Onde estão as outras duas? — perguntou Marco, confuso em sua contagem superficial.
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  — Já estão chegando, elas precisaram atrasar um pouco — explicou Nancy ao se lembrar das amigas encenando a briga na livraria, tentando não o encarar.
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  Desde pequena a menina nutria um amor platônico pelo melhor amigo do irmão e não escondia isso dele.
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  — Venham comigo, a festa já está rolando — anunciou ele, deixando-as entrar.
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  %Alice% se encolheu um pouco ao ver que a casa estava relativamente cheia de jovens, alguns conversando, dançando, outros se beijando e a maioria se divertindo como se não houvesse amanhã. Adentrando mais a casa, chegaram à sala de jogos, no qual August estava vencendo mais uma rodada de sinuca.
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  — Olha só quem veio — anunciou Marco, mostrando as meninas ao amigo.
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  — %Alice% — disse o garoto, soltando o taco em sua mão e seguindo até ela —, quem bom que veio.
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  A garota apenas sorriu gentilmente, mantendo-se em silêncio.
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  — Boa noite para você também, irmão. — Nancy arqueou a sobrancelha direita, fingindo indignação. Ela sabia muito bem o interesse dele pela amiga da escola.
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  — Te vejo todos os dias, Nancy — explicou ele, em sua defesa.
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  — Vou pegar alguma coisa para tomarmos — disse a irmã dando de ombros, ao voltar sua atenção para a amiga. — E você, comporte-se, irmão, a %Alice% é tímida.
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  Ele revirou os olhos, ignorando-a, então voltou a atenção para a garota à sua frente. Por um breve momento, August sentiu seu coração acelerar um pouco, pois nunca havia visto alguém com o olhar tão singelo e profundo ao mesmo tempo.
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  — Que tal irmos para um lugar mais tranquilo? — sugeriu ele, tendo uma resposta positiva vindo dela.
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  August segurou na mão da garota e a guiou até o jardim lateral da casa. Era o único espaço que não tinha ninguém, pois para ter acesso precisava passar pela porta da cozinha, da qual apenas Marco tinha a chave, que agora estava de posse dele.
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  — É bonito — elogiou %Alice%, ao ver o quão bem cuidado o espaço era.
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  — A mãe do Marco é paisagista, ela diz que esse jardim é o portfólio dela — explicou o mais velho, mantendo a atenção nela.
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  Mais uma pausa para o silêncio com %Alice% admirando o lugar, até que se deparou com o olhar fixo de August para ela, o que a fez se sentir constrangida.
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  — Por favor, não fique assim — pediu ele, ao perceber.
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  — Não estou acostumada com isso… — revelou %Ally%, tímida pelo momento.
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  — Com isso, o que? — indagou ele, confuso por suas palavras. — Ser admirada?
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  — Estar sozinha com um garoto que... — Ela parou sua explicação ao se lembrar que apenas havia estado sozinha com o primogênito Magnus, então seu corpo ficou trêmulo pela sensação de medo. — Eu não deveria estar aqui… Preciso ir para casa.
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  Sua mente foi rápida ao reviver lembranças das ordens do herdeiro ao dizer que ela estava proibida de sair sem a permissão dele. Assim que %Alice% passou pelo rapaz, August parou-a no caminho, tentando entender sua reação.
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  — Por favor, não vai — pediu ele, ponderando o tom e a puxando para mais perto dele. — Desde que te vi fazendo trabalho com a minha irmã, não consigo tirá-la da minha cabeça…
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  — August, não deveria pensar em mim — aconselhou ela, sem coragem de dizer a realidade. — Minha vida é mais complexa do que parece.
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  — Por que não posso gostar de você? — Ele ergueu a mão e tocou com suavidade no rosto dela, se inclinando mais um pouco, deixou seus lábios bem próximos para que pudesse sentir sua respiração. — Me dê uma explicação lógica para…
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  Antes mesmo que ele pudesse finalizar suas ações intencionais, August foi puxado para longe da garota, sendo socado em seguida. O corpo de %Alice% gelou assim que conseguiu assimilar o que estava acontecendo e reconhecer a terceira pessoa envolvida.
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  — Não deveria estar aqui. — A voz de %Giovanni% soou com aspereza.
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  Logo, ele a pegou pelo pulso, não dosando sua força e a arrastou para fora da casa sendo observados pelos convidados com olhares assustados. Do lado de fora, antes que ele a colocasse no carro, August, sem medir as consequências, tentou impedir, sendo socado novamente e derrubado ao chão.
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  — Fique longe… — Ainda mais rude, %Giovanni% lançou seu olhar de fúria para a garota, permanecendo de costas para a plebe.
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  %Alice% se encolheu, sentindo seu coração ainda mais apertado e angustiado. Em sua mente, só conseguia pensar no que poderia acontecer com sua mãe por causa de sua desobediência.
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  — Deixe ela, está na cara que a %Alice% não quer te acompanhar! — gritou August ao se levantar e já sendo segurado pelo amigo para não causar mais confusão.
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  — August, está louco?! Ele é o herdeiro Magnus — disse Marco, conhecendo bem os donos de Toscana. — Não se deve mexer com eles.
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  — Não me importa quem ele é — retrucou August em alto e bom tom. — %Alice% não quer ir com você.
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  — Tentei ignorar sua existência… — %Giovanni% manteve seus punhos fechados, sentindo a raiva o consumir por dentro, então, voltou-se para Uagust, disposto a enviá-lo ao hospital. — Mas não precisarei de muito para que entenda o meu recado…
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  No impulso de seu corpo, o primogênito logo foi parado pelo olhar inocente da garota, que se colocou na frente, entre ambos.
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  — Senhor Magnus, por favor — pediu ela, conhecendo-o bem o bastante para saber que o irmão da amiga poderia sair gravemente machucado daquela situação. — A culpa foi minha… Eu quero voltar para casa com o senhor.
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  %Alice% precisou se esforçar muito para que sua voz soasse alta o suficiente, permitindo que August e os outros também ouvissem.
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  — Entre no carro — ordenou ele, mantendo o olhar de fúria no irmão de Nancy.
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  — Senhor… — %Alice% ainda se mantinha temerosa.
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  — Não quero ter que repetir. — O olhar de %Giovanni% se voltou para ela por segundos para que entendesse, então retornou ao rival.
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  %Alice% apenas assentiu e, em silêncio, entrou no carro. A angústia a tomava internamente, pois não queria que ninguém estivesse em risco por sua causa.
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  — Direi apenas uma vez… Nunca mais ouse desejar tocar nela, nem mesmo ouse a pensar nela. — Seu tom de ordem estremeceu a todos os curiosos presentes, até mesmo August, que fingia manter-se inabalável diante da ameaça.
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  — Não se preocupe, senhor Magnus, meu amigo não irá mais causar problemas — garantiu Marco, ainda lutando para segurar August.
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  — Assim espero. — %Giovanni% deu as costas. — Considere-se com sorte por eu ter chegado naquele momento… — Rude e imponente, o primogênito entrou no carro e deu a partida. 
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  Passando todo o caminho em silêncio, %Giovanni% estava lutando contra seus pensamentos, não queria imaginar o que teria acontecido se tivesse chegado após a tentativa de beijo. Presenciar o rapaz tocando %Alice% foi ainda mais incômodo e doloroso quanto apenas imaginar, o que o deixava ainda mais irritado.
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  Assim que desceram do carro na garagem da mansão, %Giovanni% a pegou pelo braço conduzindo-a para o corredor da ala dos empregados.
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  — Senhor Magnus, está me machucando… — %Alice% não conseguiu conter as palavras, pois sentiu seu pulso latejar com o aperto dele.
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  — A culpa é sua — disse ele, controlando seu tom de voz, ao virá-la para ele, fazendo-a encostar na parede. — Por que fez isso?! Por que me desobedeceu?!
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  — Me desculpe… — Sua voz saiu em sussurro, enquanto ela sentia as lágrimas se formarem no canto dos olhos.
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  — Você não entende, não é?! — %Giovanni% sussurrou de volta ao apoiar a mão direita na parede, na altura do rosto dela.
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  Internamente, o herdeiro lutava contra si mesmo e os sentimentos que desejava desconhecer. Ele não queria sentir ciúmes da filha da empregada, menos ainda deixá-la tomar seus pensamentos a maior parte do dia, se sentindo atormentado pelo sorriso gentil que lhe causava arrepios involuntários.
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  — O que está fazendo comigo, %Alice%?! — sussurrou ele, mais uma vez, aproximando seus rostos, sentindo sua garganta arder. — Está me fazendo ir contra todos os meus princípios…
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  — Senhor Magnus… — O coração da garota estava acelerado pela aproximação dele, assim como suas pernas trêmulas ao sentir a mão esquerda do rapaz tocar sua cintura. — Eu não sei do que está falando…
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  — Por que me faz querer o que não posso ter… — sussurrou ele, mais uma vez, sentindo a respiração dela ainda mais próxima. — Por quê?!
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  Antes que a garota pudesse assimilar suas palavras, os lábios de %Giovanni% tocaram os seus, com sutileza e suavidade, de uma forma em que %Alice% conseguia sentir uma mistura de doçura e desespero. Em meio a uma guerra interna, o primogênito temia não vencer seus próprios desejos proibidos e acabar fazendo algo do qual poderia se arrepender depois.
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  — Vá para seu quarto… — sussurrou ele, após voltar à sanidade e se dar conta do que tinha feito. — E esqueça o que aconteceu.
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  Sua razão o fazia constatar que beijá-la havia sido errado, contudo, todo o seu corpo desejava prosseguir com a noite, mantendo-a em seus braços. %Alice%, ainda em choque, apenas assentiu e correu o mais rápido que pôde até chegar ao seu quarto, se deparando com o mesmo vazio.
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  A noite ainda não havia terminado dentro e fora daquela mansão…
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Roma, horas antes…

  Apesar de seu retorno à Itália, os planos de %Luigi% estavam longe de Toscana. Desembarcando no aeroporto internacional da cidade, um carro já o aguardava no estacionamento com a missão de conduzi-lo ao prédio residencial em que seu padrinho morava. Chegando na cobertura luxuosa, ele entrou com a chave reserva que possuía, fechando a porta logo atrás. Seu olhar passou pelo lugar, causando em sua mente uma sutil chuva de lembranças, das quais a maioria se tratava de sua infância, das muitas vezes que fugia de casa no meio da noite e seguia escondido de trem para a cidade, a fim de se refugiar na casa do padrinho.
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  Sua aversão ao silêncio o fez ligar o som, deixando em volume alto o suficiente para ouvir a música por toda a cobertura. Arrastando sua única mala até o quarto de hóspedes, ele a deixou aos pés da cama e começou a desabotoar sua camisa seguindo em direção ao banheiro. Segundo a mensagem que recebeu do doutor Giordano, seu jantar com o padrinho seria às oito em ponto, então ainda lhe restavam algumas horas para o descanso. Com isso, nada melhor que uma ducha quente e demorada para o fazer esquecer os pensamentos inoportunos e relaxar o corpo.
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  — O que meu padrinho está tramando… — sussurrou ele, ao sair do banheiro com a toalha enrolada em sua cintura.
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  Não se importando por pensar estar sozinho no lugar, %Luigi% saiu do quarto a passos tranquilos até a área da cozinha. Ao descer os degraus da escada em metalon, o barulho da porta sendo destrancada lhe atraiu o olhar, fazendo-o estranhar. Pela hora do dia, Nicolo certamente estaria dando aulas na universidade, ou pelo menos deveria.
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  — Professor?! Está em casa? — A voz de %Aurora% soou um pouco mais alta, pelo volume da música, fato que a fez estranhar também. — Eu vim buscar os livros…
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  Em segundos que a jovem fechou a porta e se virou, seu olhar cruzou com o de %Luigi%, fazendo-a paralisar. Inicialmente ela se conteve, porém, os olhos desobedientes da jovem se abaixaram para admirar a beleza do rapaz a sua frente. Para dificultar as coisas, o corpo do caçula ainda se encontrava levemente úmido, o que permitia visualizar algumas gotículas escorrendo por seu abdômen devidamente definido. Algo que a fez engolir seco, na medida que forçava sua sanidade a voltar à realidade.
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  — Você é… %Luigi% Magnus — disse ela, com o nome ecoando em sua mente.
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  Aquela era a segunda vez que a universitária o encontrava de forma casual, e diferente da primeira, o olhar do rapaz estava mais sereno e relativamente malicioso.
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  — E você é a aluna do meu padrinho — retrucou ele, descendo os últimos degraus da escada, com a atenção fixa nela.
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  — Eu não esperava sua presença em Roma. — Ela engoliu seco, lutando contra sua vontade de olhar para o corpo dele. — Não deveria estar em Harvard? Ainda não chegamos nas férias de verão.
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  %Aurora% manteve seu olhar tão sereno quanto o dele, a postura perfeita e segura que despertava a curiosidade do rapaz, afinal, todas as mulheres que se aproximavam do caçula Magnus, sempre demonstravam uma ponta de medo, por seu comportamento visivelmente sádico e parcialmente violento.
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  — Para uma simples aluna, sabe muito sobre mim. — Ele deu passos lentos e precisos até parar diante dela, o que a fez respirar fundo, bem discretamente. — Acho que me lembro de você, no ano passado estava aqui à noite… Deixe-me adivinhar, seu bom currículo acadêmico está relacionado com a cama do dr. Giordano?
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  As palavras de insinuação de %Luigi% foram inesperadas juntamente com seu tom malicioso, de tamanho impacto que causou uma forte indignação na jovem, resultando em uma ação impulsiva vindo de %Aurora%. A universitária, em movimentos precisos, ergueu sua mão e bateu no rosto do rapaz, ato que o fez sorrir de canto, discretamente. Acostumado com as surras do pai, para o caçula, a ardência provocada em seu rosto era apenas cócegas para ele.
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  — Interessante… — sussurrou ele, ao voltar seu olhar para ela.
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  — Eu não me importo quem você é, mas nunca mais insinue algo sobre mim quando não conhece a minha vida — disse ela, ponderando a voz, porém soando como uma ordem.
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  Os olhos de %Luigi% brilharam com sutileza, enquanto ele sentia seu corpo estremecer com a entonação da jovem. Tinha algo de diferente nela, que o deixava curioso.
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  — Não veio buscar os livros? — indagou Magnus, mudando de assunto com naturalidade.
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  — Sim. — %Aurora% respirou fundo, enquanto se mantinha o encarando.
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  — Eles estão no escritório. — Ele apontou o caminho, deixando soar uma pitada de sarcasmo. — Se quiser, posso te ajudar a procurar. — Seu tom debochado estava ali quando ela passou por ele para ir ao espaço indicado.
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  Logo %Aurora% se voltou para ele com um olhar atravessado, consequentemente arrancando uma risada dele.
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  — Calma, só estava oferecendo minha ajuda. — Com um sorriso escondido no rosto, ele cruzou os braços se mostrando o mais à vontade possível pela situação: apenas uma toalha o cobrindo da cintura para baixo, e o restante do corpo à mostra com as gotículas que agora escorriam dos seus cabelos molhados.
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  %Aurora% tentou ignorar tudo aquilo e seguiu em silêncio até a área do escritório, após abrir algumas gavetas do armário planejado atrás da mesa de trabalho, finalmente encontrou os dois livros que faltavam para suas referências bibliográficas de sua monografia. 
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  Faltando menos de um mês para a defesa do seu trabalho de conclusão de curso, a mente da jovem estava cansada e apreensiva para finalmente concluir aquele ciclo escolar e ser a profissional que se preparou para ser.
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  — Não deveria devolver a chave?! — perguntou %Luigi%, assim que ela se aproximou da porta para sair. Uma provocação visível.
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  — Não se preocupe, devolverei ao dono — respondeu ela, direta e prontamente.
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  %Aurora% saiu de forma brusca, ignorando totalmente o sorriso de sarcasmo no rosto do rapaz. Por mais que tivesse um invejável autocontrole, ela ainda era humana e tinha seus pontos fracos, odiava quando as pessoas a julgavam sem conhecê-la. Contudo, uma leve ponta de arrependimento veio após chegar ao dormitório e assim sua mente assimilar o que tinha acontecido. Ela não havia esbofeteado qualquer um, mas sim o afilhado que seu professor lhe pediu para acompanhar como médica. Se antes %Aurora% ainda tinha dúvidas se aceitaria ou não a missão, agora ela estava mais que certa de sua resposta.
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  À noite, conforme o pedido do padrinho, %Luigi% vestiu-se apropriadamente para a ocasião, um terno azul marinho com um pequeno brasão da família bordado com linha prateada no bolso direito do paletó. Assim que chegou ao Osteria Fortunato, foi recebido pela recepcionista que o acompanhou até a mesa, onde Nicolo Giordano já o aguardava.
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  — Padrinho. — A voz do rapaz despertou o homem de seus pensamentos. — Achei que já estivesse acompanhado.
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  — Nossa convidada se atrasará um pouco, mas sente-se. — O homem permaneceu com seriedade em sua face. — Devo pedir uma bebida para meu afilhado?
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  — Aceito um Mon’t Blanc 1985 seco — respondeu o jovem, dizendo a referência do vinho escolhido.
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  Prontamente o garçom anotou o pedido e o serviu com rapidez. Ambos continuaram a conversar sobre assuntos aleatórios, até que finalmente a convidada especial chegou, lhes atraindo a atenção. Com um discreto vestido preto, sendo coberto por um longo casaco de sarja cinza, combinado a uma bota branca, %Aurora% se colocou em frente à mesa. Para ela, não era uma novidade a presença do caçula, já %Luigi% se mostrou surpreso com sua chegada.
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  — %Luigi%, quero te apresentar formalmente minha aluna, %Aurora% Segre, minha indicação para sua psicóloga — anunciou Nicolo, deixando-o ainda mais surpresa.
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  — Professor Giordano… — Antes que o rapaz pudesse reagir à informação, ela tomou a palavra: — Agradeço o convite pelo jantar, e me sinto honrada por sua indicação… Mas, minha resposta final é não.
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  — Como?! — Nicolo a olhou confuso, pois desde o momento em que a convidou, a jovem demonstrava interesse pelo paciente.
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  Uma risada vinda de %Luigi% lhes chamou a atenção.
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  — Nem me conhece e já me rejeita? — disse o caçula, sentindo um sabor amargo na boca, porém, não ocultando o soar sarcástico. — Quanta hipocrisia, doutora.
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  — Nem se você fosse o último paciente da Terra, senhor Magnus, eu mudaria de profissão se fosse preciso. — Ela voltou seu olhar para o professor, internamente envergonhada por sua reação inesperada, porém, mantendo-se indecifrável em suas expressões. — Mais uma vez agradeço a oportunidade, contudo, tenho dúvidas sobre o mestrado, por isso, reforço minha recusa sobre sua indicação.
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  Antes de mais alguma reação vinda dos cavalheiros a sua frente, %Aurora% deu meia volta e se retirou o mais depressa que conseguiu, sem perder a compostura. O olhar repreensivo de Nicolo voltou-se para o afilhado, sabendo que %Luigi% tinha culpa no cartório.
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  — A senhorita Segre é a minha melhor aluna e sempre agiu com racionalidade e ponderação, nunca a vi agir dessa forma com algum paciente meu. — Sério, o médico o encarou demonstrando estar desapontado. — O que você fez, %Luigi%?
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  O rapaz soltou uma de suas gargalhadas maldosas, devolvendo o olhar.
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  — Primeiro, não sou seu paciente, sou da família, e segundo… — Ele se levantou bruscamente da cadeira. — O que eu teria feito?
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  — Eu te conheço, você estava em meu apartamento mais cedo, não estava?! — indagou o homem, elevando um pouco seu tom.
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  — Não se preocupe, padrinho, sua preciosa aluna será minha psicóloga — afirmou %Luigi%, seguro de suas palavras — se é isso que te fará feliz.
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  Com o olhar raivoso, o caçula Magnus se afastou da mesa e seguiu em direção à saída, indo atrás da jovem. Ao longe, a avistou parada no ponto, esperando o ônibus que a levaria para o dormitório, pois graças ao término de sua bolsa de iniciação científica e alguns gastos a mais no orçamento, ela estava passando por alguns problemas financeiros naquele semestre.
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  — A garota que é contra pré-julgamentos, sendo a primeira a me tacar uma adaga de prata. — A voz grossa e alta de %Luigi% chamou a atenção dela.
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  — O que você quer agora? Insinuar mais coisas sobre mim? — indagou ela, mantendo seu olhar firme para ele.
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  — Tão nervosa por um mero comentário. — Ele riu baixo, deixando-a mais irritada internamente. — Não me importo em ser rejeitado, o tenho sido a minha vida toda… Mas o meu padrinho é a única pessoa que acredita em mim, mais do que eu mesmo, então…
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  — Você não quer desapontá-lo — completou ela, o interrompendo sem intenções.
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  — Exatamente — concordou ele, voltando seu corpo para rua e olhando os carros.
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  %Aurora% também se manteve em silêncio. Chateada consigo mesma pela forma em que reagiu às palavras iniciais dele, que a fez desviar sua rota inicial. Como poderia alguém que ela nunca havia tido nenhum contato, a deixar em desequilíbrio em um curto espaço de tempo, logo ela, a pessoa mais racional que existia em seu círculo social acadêmico.
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  — Tudo bem. — Assentiu ela, voltando atrás em sua decisão. — Farei isso em respeito e consideração ao professor Giordano. — Ela voltou seu olhar para o rapaz, recebendo sua atenção de volta. — Eu também não quero desapontá-lo — completou ela, deixando claro a causa de sua parcial rendição.
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"Someone call the doctor." 
  - Overdose / EXO

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Lelen

Ainda na dúvida se devo socar Giovanni ou amar ele. Neste momento ele foi meio inconveniente, né. DEIXA A MENINA SE DIVERTIR, PELAMOOOR! Mas ele tem todos os traços e atos de um parceiro tóxico, né? Se ele desse um jeitinho nesse lado dele, acho que eu caía na dele sim HAHAHAHHA
Mas preciso lembrar que provavelmente tem um outro caminho pra Alice nessa história, então vamos esperar esse caminho surgir pra ela, né? HEHEHEHEH
Sobre Luigi, eu amo um problema pra arrumar na ficção, né (na vida real talvez um pouco por causa da profissão que escolhi, né, mas enfim, não vamos entrar nesse mérito kkkk), então eu tô só 🥹 🥹 🥹 querendo pegar ele pra ensinar que o mundo não é tão feio igual ele enxerga.
Tô louca para ver o negócio de casamento, será que vai rolar uma oferta de noivado pra alguém da máfia? 🤔 🤔 🤔 se for Giovanni, já sabemos o barraco que o bichinho vai armar na surdina (quê?) pra ter as coisas da forma que ele quer no final. Luigi… Luigi já tá ferrado demais nessa vida pra ter mais coisas com as quais se preocupar HAHAHHA
Enfim, bora pro próximo capítuloooo

Pâms

É barraco atrás de barraco

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