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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Mafia’s Paradise

Escrita porPams
Revisada por Lelen

7 • Università Europea di Roma

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

Roma, outono de 2014

  O momento mais promissor da vida de um jovem adulto é quando se torna um universitário.
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  Aos seus 21 anos completos, %Aurora% Segre finalmente havia chegado ao seu último ano letivo da faculdade de três anos, com honras e um acúmulo total de 320 créditos em seu curso técnico científico de psicologia, o renomado Laurea Triennale In Scienze E Tecniche Psicologiche, da Universidade de Roma. Não havia sido fácil para a jovem enfrentar a vida adulta acadêmica, longe da família e em um país cuja cultura é totalmente diferente da sua. Filha de um excêntrico casal de brasileiros, %Aura%, como chamada pelos íntimos, havia conquistado sua bolsa de estudos em Roma através do consulado italiano no Brasil. Tudo graças à descendência italiana que herdou por parte de seu avô paterno, Giuseppe Segre, um imigrante que estabeleceu-se na cidade de Curitiba.
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  — Ahhhh… — disse a garota, ao se espreguiçar da cadeira na qual passou a madrugada em claro escrevendo seu artigo sobre anomalias comportamentais e as diferenças e semelhanças entre masoquismo e sadismo. — Acho que preciso de um minuto de sono.
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  Por influência do coordenador e melhor professor de seu curso, o dr. Nicolo Giordano, %Aurora% acabou por seguir sua linha de pesquisa e especificação para a área relacionada com o assunto de seu artigo. Inicialmente, a garota havia se interessado pelo estudo sobre a Síndrome de Estocolmo, apresentado pela professora e especialista Margarete Leone. Entretanto, agora ao final de sua graduação, ela já estava mais do que decidida pela especialização que pretendia se aprofundar no mestrado que enfrentaria no futuro.
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  — Um minuto só?! — Caterina soltou uma gargalhada boba, pois já estava acostumada com os hábitos noturnos de sua amiga.
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  Ambas haviam se tornado amigas no momento em que descobriram ser colegas de quarto, e mesmo seus turnos de estudos sendo desencontrados, uma encontrava apoio no entusiasmo da outra. Ao contrário do curso de psicologia, o curso de jornalismo a qual Caterina cursava, lhe exigia 4 anos de estudos dedicados à escrita e busca pela informação, além de muitas horas de estágio.
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  — Você me entendeu… — %Aurora% soltou uma risada boba e olhou a amiga atentamente, impressionada com a disposição dela logo pela manhã. — E o que faz aqui nessa hora? Não deveria estar na aula de redação?
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  — Ah, aquela aula tediosa. — Ela soltou um suspiro fraco e cansado, ao levar a mão no pescoço, enquanto se aproximava de sua cama para se sentar. — Nem acredito que ainda tenho mais dois anos com aquele professor chato.
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  — Você não achou chato quando se envolveu com ele no primeiro dia, achando que era um veterano — retrucou %Aurora%, rindo um pouco mais dela. — Quando foi que ele ficou chato?
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  — Quando dei um fora nele — respondeu ela, com serenidade retirando o celular do bolso. — Vou aproveitar minha manhã para colocar minhas leituras em dia, comprei a coleção dos Bridgertons e não comecei nenhum até agora.
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  — Você e seus romances do século XIX. — %Aurora% se manteve impressionada com a amiga, por mais que estivesse sonolenta, ainda conseguia se atentar a ela. — Se não se incomoda, eu vou tirar um cochilo, pois tenho um almoço com o professor Giordano, hoje.
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  — Almoço? — Caterina estranhou a primeiro momento, então brincou. — Não achei que gostasse dos mais velhos. — Ambas deram algumas risadas.
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  — Ele tem sido meu mentor há um ano e meio, isso porque minhas notas são as melhores da turma, assim como meus argumentos nos debates clínicos — assegurou %Aurora%, lembrando-se do dia em que o professor lhe ofereceu um estágio em seu consultório. — Não posso recusar, sou uma bolsista estrangeira.
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  — Ah, verdade… Meio estrangeira — corrigiu a amiga — já que você tem sangue italiano também.
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  — Sim — confirmou %Aurora% ao se aproximar de sua cama e se deitar. — Já que vai fazer sua leitura, eu vou ao meu sono merecido.
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  A melhor parte da amizade de ambas, é o máximo respeito e privacidade mútua entre elas, o que lhes permitia as muitas brincadeiras sobre suas situações acadêmicas. Logo ao se aconchegar no cobertor, %Aurora% fechou os olhos e se permitiu finalmente a render-se ao sono e ter suas valiosas horas de descanso. Pouco antes do horário do almoço, a brasileira despertou com o toque do celular da amiga que recebia uma chamada. A jovem olhou em volta e percebeu que Caterina estava no banheiro a se banhar, o que explicava o aparelho tocando sem ser notado.
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  — Caterina, seu celular está tocando! — gritou ela, já se descobrindo para levantar da cama.
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  — Apenas ignore… É o Santoro — respondeu se referindo ao professor tedioso.
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  — Tudo bem. — %Aurora% soltou uma risada boba, e caminhou até o guarda-roupas, abrindo-o.
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  Ela não sabia o que vestir, mas deveria ser algo casual, já que não era o dia de acompanhar o doutor Giordano em nenhuma consulta especial. Após minutos de indecisão, ela pegou uma camiseta básica com um jeans surrado e o all star de sempre, o look inseparável de todo universitário de Roma. Exceto, claro, os estudantes de moda.
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  — Já está saindo? — indagou Caterina, ao sair do banho e olhar para a amiga se maquiando.
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  — Sim. — A garota pegou a bolsa transversal e jogou sua carteira e o celular dentro. — Te vejo mais tarde?
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  — Hum… Talvez, se eu não passar a noite na redação revisando a diagramação dos artigos para a próxima edição do jornal — respondeu ela, ainda enrolada na toalha, seguindo para o seu lado no guarda-roupa.
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  A parte negativa de se dividir o dormitório oferecido pela universidade era exatamente a questão de espaço, ter apenas um lado do guarda-roupas e metade do quarto.
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  %Aurora% seguiu seu caminho para o restaurante Osteria Fortunato, que seu professor lhe mandou, após alguns minutos de caminhada, finalmente acabou chegando ao metrô e por uma confusão nas placas de aviso, pegou a direção errada, o que lhe custou dez minutos de atraso.
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  — Professor Giordano — disse ela ao se apresentar diante dele, em meio ao salão de mesas do restaurante.
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  O garçom a acompanhava, pois havia lhe mostrado o caminho. O olhar do professor se manteve sereno para ela. Conhecendo-a bem, sabia que sua aluna brasileira nunca era pontual em nenhum de seus compromissos. Ele havia visto em %Aurora% um grande potencial para se tornar a melhor em sua área de profissão, melhor até que ele mesmo. Não somente isso, a jovem tinha conquistado sua confiança a ponto de lhe fazer ter uma ideia de experimento para ela.
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  — Sente-se, senhorita Segre — disse ele, ao pegar na alça da xícara de café e levar à boca.
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  Ela assentiu com a cabeça e, puxando a cadeira, se sentou em seguida, não se contendo em observar toda a arquitetura ao seu redor. O restaurante, em seu luxuoso estilo de decoração, trazia consigo um sutil toque de clássico dos grandes coliseus combinado ao tradicionalismo do barroco italiano.
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  — Estou aqui, professor, o senhor disse que seria um assunto sobre meu futuro acadêmico, isso me deixou um pouco ansiosa — admitiu %Aurora%, num tom baixo, suas emoções.
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  — Imagino, senhorita. — Ele deu um sorriso gentil. — Venho prestando atenção em você desde o início, quando era uma simples caloura, sabe disso, senhorita Segre, e confesso que a cada semestre tem me impressionado com sua dedicação e inteligência.
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  — Agradeço o elogio e reconhecimento, senhor. — Assentiu ela, devolvendo o sorriso.
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  Ainda que sua amiga com seus comentários engraçados que soavam como brincadeiras sobre ela ter algum envolvimento com seu professor no futuro, %Aurora% não tinha nenhum sentimento pelo homem que não fosse admiração por seu profissionalismo dentro e fora de sala de aula. Entretanto, ela sabia de muitos casos de envolvimento de alunas com professores da universidade, o que a fazia temer um pouco os interesses do homem por ela.
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  — E sobre meu trabalho de conclusão de curso, lhe enviarei meu artigo até o final da semana para que avalie, assim irei me submeter a publicação como me orientou — explicou ela, o seguimento da primeira etapa de sua monografia de graduação sobre seu complexo tema. — Ainda estou na fase de pesquisas e já me encontrei com os dois voluntários de pesquisa de campo que pediu.
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  — Quais são? — indagou o professor, reflexivo nas palavras dela.
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  — A senhora Petrick do departamento de legislação acadêmica me indicou um orfanato do qual vou ter material para trabalhar, além de ser um trabalho social que também contará como horas complementares, vou poder dar sequência a parte prática da minha monografia — explicou %Aurora%, sendo servida pelo garçom com um cappuccino nutella, seu favorito. — Escolhi uma criança de oito anos e uma adolescente de quatorze.
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  Após tanto tempo de trabalho juntos, o professor já havia reparado em muitos detalhes sobre ela. 
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  — Interessante. — O professor respirou fundo, parecia ainda pensativo em seu verdadeiro motivo de estarem ali. — Me recordo que já expressou seu desejo de avançar academicamente e a Universidade de Florença oferece um excelente programa de estudos de Mestrado em Psicologia.
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  — O senhor já mencionou sobre seu amigo reitor de lá — comentou ela, puxando o nome do homem mencionado em sua memória.
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  — Posso lhe conseguir uma bolsa de estudos, com alojamento independente, assim terá sua privacidade de volta e um apartamento apenas seu. — Continuou ele, induzindo a conversa ao ponto que desejava. — Continuarei sendo seu mentor, é claro, mas conhecerá professores melhores e mais reconhecidos no meio que eu.
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  — Entendi. — Respirando fundo, assim como ele, ela também o conhecia bem para saber que havia um acordo por trás daquela conversa. — Mas há algo que eu preciso fazer em troca.
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  — Sim. — Assentiu o homem, sem rodeios.
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  Aquele era o ponto fraco de Nicolo Giordano, seu alto prazer em barganhas e acordos, que aprendeu com o pai desde pequeno, para conseguir o que quisesse. Afinal, as pessoas sempre tinham algo pelo que trocar, em qualquer situação.
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  — Em sua dissertação de mestrado, pretende continuar a linha da monografia? — indagou ele, esperançoso por uma resposta positiva.
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  — Sim, senhor. — Assentiu %Aura%, respirando mais profundamente. — Porém, não quero trabalhar ambos os casos de anomalia comportamental, pretendo seguir apenas uma linha de pesquisa e entender melhor sobre o assunto.
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  — E qual deles você escolheu? — Seu olhar interessado a deixou inquieta internamente.
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  — O prazer da dor — respondeu ela, descrevendo o termo de sua escolha.
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  — Estou feliz que tenha escolhido este caminho, e… — Nicolo voltou seu olhar para o lado, percorrendo pelas mesas até que parou em uma ao reconhecer um rosto sentado. — Tenho um paciente que quero tornar seu objeto de estudo para o mestrado, se aceitar, terá todas as oportunidades que lhe apresentei.
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  — E quem seria este paciente? — indagou ela, confusa pelo professor lhe repassar um paciente, sendo ela tão inexperiente.
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  — Estou olhando para ele — respondeu seu professor, fazendo-a olhar na mesma direção.
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  %Aurora% ficou em silêncio por um tempo, observando uma família sentada na mesa distante, a única ocupada no lugar além da deles.
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  — Qual dos dois garotos? — indagou ela, tentando adivinhar pela postura deles.
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  — Como sabe que são os filhos e não os pais? — perguntou ele, voltando o olhar para %Aurora%, a fim de analisar suas expressões.
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  — Intuição — respondeu.
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  — O mais novo — continuou o professor, analisando-a. — Está entrando em sua fase adulta, acabou de completar seus dezessete anos.
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  — E por que o senhor está me repassando este paciente? — Ela estava curiosa pela história por trás.
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  — Não posso, por ética profissional — explicou o homem.
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  — Ele é seu… — Ela iniciou sua suposição, até ser interrompida.
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  — Ele é meu afilhado, seu nome é… %Luigi% Magnus. — Finalizou Giordano, sem a deixar pensar o inapropriado.
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  — E por que eu? — Esta era a pergunta chave em sua mente.
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  — Porque confio em você — respondeu ele, soltando um suspiro baixo e mantendo a atenção nela. — Acredito no seu potencial.
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  %Aurora%, voltando o olhar para ele, estava num misto de confusão e insegurança. Mesmo que o professor demonstrasse acreditar em sua capacidade, a própria garota não se sentia apta o bastante para isso.
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  — Seria muita responsabilidade, professor Giordano — esclareceu suas inseguranças, com aquele comentário.
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  — Sei que é capaz de… Ele será seu primeiro paciente, oficialmente o primeiro — reforçou Nicolo, fazendo-a se lembrar que já será uma profissional habilitada ao serviço.
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  Ela assentiu, ainda reflexiva.
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  — Posso lhe dar a resposta na próxima aula? — indagou.
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  — Claro. — Assentiu o homem, não demonstrando sua frustração interna. — Que tal almoçarmos?
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  Após o pequeno banquete que foi servido a eles, %Aurora% se despediu do professor e seguiu até a saída, porém, antes de se retirar por completo, ela observou muito bem Nicolo se aproximar da mesa em que a família estava e lhes cumprimentar.
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  O caminho para a livraria próxima à universidade, foi reflexivo e cheio de perguntas, ela já iria lidar com adolescente em sua monografia, entretanto, com uma situação de vida inteiramente diferente. Ela não sabia ao certo o que viria a seguir, pois ainda precisava passar por todo o processo construtivo do trabalho de conclusão de curso, apresentar de forma impecável sua monografia e, enfim, obter seu diploma acadêmico e realizar o juramento da profissão. Para chegar ao seu primeiro paciente, ainda havia um longo caminho pela frente.
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  — Italo — disse %Aurora%, assim que adentrou a pequena livraria de esquina, já avistando o seu dono.
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  Italo Ungaretti era um jovem boêmio de vinte e cinco anos, que inicialmente se interessou pela brasileira que visitava sua livraria com frequência. Após alguns foras dela, ambos acabaram desenvolvendo uma singela amizade, regada de conversas descontraídas sobre livros medievais e séries de ficção com mundos distópicos.
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  — Brasileira — disse num tom risonho, ao finalizar o atendimento e se aproximar dela. — Deixa eu adivinhar… Outro dark romance para sua leitura do final de semana?
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  — Bem isso. — Concordou ela, segurando o riso. — A realidade é bem diferente, mas este tipo de literatura vem me ajudando a entender a mente de pessoas que escrevem histórias assim.
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  — Analisar mentes de autoras de romance é um bom nicho de pesquisa, pelo menos você se diverte com as leituras — brincou o rapaz, conduzindo-a até a sessão correta. Havia feito uma reforma recentemente, mudado as estantes de lugar.
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  — Já te agradeço por me fazer descontos incríveis nos exemplares — brincou ela, de volta, dando uma olhada superficial nos títulos.
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  — E como anda a monografia? — perguntou ele, curioso.
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  Italo já havia ouvido as muitas histórias dramáticas da garota, sobre suas madrugadas em claro fazendo artigos, relatórios, redações e estudando para as provas semestrais. A faculdade e o estágio a estavam consumindo de uma forma que não conseguia explicar. Mesmo não pretendendo demorar, %Aurora% acabou excedendo seu tempo limite para retornar ao dormitório, perdendo o toque de recolher e ficando trancada fora de casa.
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  — O que eu faço agora?! — Ela soltou um suspiro cansado e chateado, havia planejado chegar no dormitório e finalizar a diagramação das referências do seu artigo.
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  Parada diante do prédio do dormitório, ela ficou mais alguns minutos se sentindo culpada por não ter voltado mais cedo. Devido a insistência de Italo, acabou aceitando seu convite para conhecer uma nova cafeteria que tinha aberto próximo a livraria, que abrigava obras de artistas de rua em sua decoração. Agora, estava impossibilitada de entrar no prédio e sem a menor ideia do que fazer, já que sua amiga não atendia as chamadas dela.
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  — Senhorita Segre?! — A voz do professor Giordano soou atrás dela, assustando-a de leve.
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  — Ah?! — %Aurora% se virou e soltou um suspiro de susto misturado ao alívio. — Professor!?
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  — O que faz aqui fora? — indagou ele, ao olhar para a porta do prédio fechada e a maioria das luzes apagadas.
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  — Eu… Acabei me atrasando e não sei o que fazer. — Seu olhar amedrontado ficou mais nítido a ele.
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  — Venha comigo, não deixarei minha aluna passar a noite na rua — disse Nicolo, estendendo a mão para %Aura%, indicando onde seu carro estava estacionado.
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  Ela assentiu em silêncio, o seguindo até o carro. Esta seria a segunda vez que a universitária entraria no apartamento do professor, a primeira, havia sido para buscar uns documentos de um paciente.
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  A cobertura de causar inveja, se localizava na parte da cidade onde os prédios são mais modernos e volumosos. Ao passar pela porta de entrada, ela observou seu professor fechá-la adequadamente e dar mais alguns passos adentro para depositar o paletó no encosto do sofá juntamente com a maleta, seguindo depois para a cozinha.
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  — Está com fome? — indagou ele, já abrindo a geladeira.
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  O conceito aberto dos ambientes permitia que toda a área social do apartamento fosse visualizada de qualquer ponto. A jovem tentou disfarçar, contudo, era visível seu deslumbramento com a arquitetura do lugar, o conceito menos é mais era demonstrado na decoração minimalista, combinada ao estilo industrial presente nas escadas e nas esquadrias de metalon.
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  — Não — respondeu ela, se encostando nas costas do sofá, o olhando. — Eu estou sem apetite.
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  — Não se preocupe com seu artigo, você pode me entregar até sexta-feira — disse ele, como se soubesse o foco do meu silêncio.
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  — Agradeço… Sei que estou apenas no início do meu TCC, mas já me sinto tão pressionada a não o desapontar — confessou ela, segurando o marejar de seus olhos.
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  %Aurora% tinha um excelente controle emocional, característica essa que aumentava ainda mais as expectativas de seu professor a seu respeito. Capaz de não demonstrar reações ou sentimentos em momentos críticos, além de estar sempre preparada para enfrentar situações conflituosas e complexas. Na visão de sua família, a brasileira era tida como uma jovem inexpressiva, o que levou a ser a escolha perfeita para a missão a qual Nicolo queria incumbi-la.
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  — Tem estado muito tensa ultimamente, consigo perceber isso nas aulas práticas — comentou ele, mantendo a serenidade, enquanto se dirigia até o fogão com sua cafeteira italiana na mão direita. — Vou lhe fazer meu famoso cappuccino caseiro pelo menos, sabe que não gosto de receber visitas sem lhes oferecer algo que me custe fazer.
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  — O senhor tem certeza que não é brasileiro? — brincou %Aura%, se aproximando da área da cozinha. — Somos nós que gostamos de receber as visitas na cozinha, de preferência, fazendo algo para comer.
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  — Talvez, sejamos parentes — brincou Giordano de volta, fazendo-a rir algumas risadas espontâneas.
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  — Professor? — disse ela, o despertando a atenção.
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  — Sim? — Ele manteve o olhar no preparo do café.
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  — O senhor… Possui muito contato com seu afilhado? — perguntou ela, demonstrando sua curiosidade pelo assunto. Por mais que os assuntos com Italo fossem divertidos, não conseguiram abafar tais pensamentos de sua mente.
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  — Fico satisfeito que minha proposta tenha lhe despertado interesse, mas só a deixarei conhecer meu afilhado no momento certo — respondeu o homem, já encerrando o assunto.
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  — E qual seria este momento? — indagou %Aurora%, olhando-o atentamente.
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  — Após a sua formatura, quando for a profissional que está se preparando para ser. — Finalizou Giordano.
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  Ambos ficaram por um longo tempo em silêncio, apenas saboreando as sensações que aquela xícara de café lhe causavam, desde o aroma até o sabor. Foi como o despertar de um devaneio, quando a campainha soou, fazendo o professor estranhar. 
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  Quem lhe visitaria naquela hora da noite?
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  — O senhor estava esperando alguém? — indagou ela, também estranhando.
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  — Que eu me lembre, não — respondeu o homem, se afastando da banqueta que sentou e seguindo até a porta.
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  Nicolo era tido como um homem caseiro, mesmo sendo sociável e comunicativo, não gostava de receber visitas, menos ainda de comparecer aos muitos eventos da elite italiana, por isso o sentimento de inquietação. Assim que abriu a porta…
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  — Posso ficar aqui esta noite, padrinho? — A voz sussurrada de %Luigi% tinha traços de amargura e raiva.
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  %Aurora%, que estava parada atrás do anfitrião, conseguia visualizar como espectadora toda a cena. Seus olhos encararam os do adolescente por um breve momento, até que foram direcionados ao pequeno corte no canto de sua boca, e os notórios hematomas em seu pescoço.
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Mate-me suavemente
  Feche meus olhos com o seu afago
  Eu não posso nem rejeitar, de qualquer forma
  Eu não posso mais nem tentar escapar.
  - Blood Sweat & Tears / BTS

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Lelen

E conhecemos a bonita da Aurora! Não tava esperando ela ser psicóloga e nem que ela ia ficar ali a par dos acontecimentos com o Luigi… Coitado do bichinho, tem paz nessa história não, né? OASMPDOSAMDP
Agora eu quero ver todo mundo se encontrar e a grande explosão que isso vai ser HAHAHA
(Não foi nesse capítulo que eu decidi se quero socar ou não o Giovanni, mas tá ok, a gente vai vendo até o final kkkk)

Pâms

Giovanni ainda vai te irritar muito kkkkkkkkkkkk

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