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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Mafia’s Paradise

Escrita porPams
Revisada por Lelen

3 • Feira de Ciências

Tempo estimado de leitura: 30 minutos

Toscana, primavera de 2011

  Dizem que a melhor fase da vida é o colegial. 
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  Para %Alice% Miller, a escola finalmente estava se tornando mais leve, lhe dando a possibilidade de guardar boas recordações, principalmente de seus dois amigos que viviam brigando como cão e gato. Um ponto positivo em seu segundo ano no Constance Elite Elementare School? Nada de herdeiro Magnus para lhe encarar pelos corredores, ou segui-la na volta para casa. Com ambos os irmãos frequentando a filial da escola em Londres, a garota, pela primeira vez, sentiu a ambicionada sensação de liberdade.
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  — %Alice%! — O som de surpresa partiu de Rosalia, ao ver a amiga já sentada na cadeira, fazendo algumas anotações no caderno. — Chegou cedo, caiu da cama?
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  — Não. — A menina riu da careta estranha da amiga. — Por que a surpresa, eu nunca me atraso.
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  — Mas nunca chegou antes dela — comentou Matteo, chegando logo atrás, dando um largo bocejo.
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  — É que passei a noite em claro desenhando e não consegui dormir — explicou %Ally%, voltando a atenção para os amigos. — Você é que chegou cedo, Matteo, sempre se atrasa.
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  — Ah, é que agora que a princesinha não está mais em casa, meu pai pode me dar uma carona — explicou o garoto, se sentando na cadeira e apoiando a mochila na lateral da mesa.
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  — Verdade, os herdeiros agora estão em Londres. — Rosalia tentou não demonstrar inveja, mas a frustração dos seus olhos a condenavam.
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  — Sim. — Concordou %Alice%, sentindo o doce alívio interno.
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  Até mesmo suas escapadas noturnas para contemplar a beleza do jardim sob as estrelas puderam enfim ser em plena paz e sossego, afinal, quanto mais ela se esforçava para ser invisível na mansão Magnus, mais seu caminho cruzava com os herdeiros, principalmente o caçula inconformado. Após saber que a tímida garota havia salvado o irmão do afogamento, sua atenção começou a se voltar para ela, fazendo-a se sentir desconfortável em alguns momentos, devido aos olhares constantes e fixos de %Luigi%.
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  — Foi uma comoção na casa dos Tommaso, com a partida da %Clarice%, tanto para os empregados quanto para a senhora Diana. — Rosalia se sentou na cadeira da frente, que ficava ao lado do amigo. — Pelo que notei ao longo dos anos, elas são bem unidas.
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  — E como tem sido o casamento dela com o senhor Mancini? A última notícia relevante foi a inesperada gravidez dela. Você prometeu nos atualizar — perguntou Matteo, ao pegar seu celular, já abrindo o aplicativo de jogos.
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  — Não imaginava que você fosse tão fofoqueiro, Matteo — comentou Rosalia boquiaberta, com a indagação dele.
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  — Não sou fofoqueiro, apenas curioso o suficiente para me interessar pela vida da elite — explicou ele em sua defesa, mantendo a atenção voltada ao aparelho em sua mão. — É como uma mistura moderna de Gossip Girl e Poderoso Chefão, só que em tempo real, e nem preciso pagar TV a cabo para assistir.
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  %Alice% riu do comentário do amigo, enquanto Rosalia revirou os olhos.
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  — Curiosidade mata, sabia? — Reforçou ela, voltando seu corpo para trás, olhando o desenho que a amiga fazia no canto da folha do caderno. — Foi assim que perdemos a última governanta, a senhora Le Chant fazia muitas perguntas e ouvia atrás das portas.
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  — Pare de me recriminar, você também vive perguntando o que se passa na casa dos Magnus — retrucou Matteo, com propriedade.
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  — A família Magnus é sempre uma exceção à regra. — Rosalia argumentou a seu favor, voltando o olhar para ele com superioridade. — Estão no topo da cadeia alimentar, então todo mundo tem curiosidades para saber o que acontece com a família perfeita.
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  — Eles não são perfeitos — sussurrou %Alice%, com sua atenção voltada ao desenho que fazia.
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  Pelo contrário. Pensou a garota lembrando-se das variadas discussões que presenciou entre os irmãos, desde o dia em que ela salvou o primogênito.
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  — Nenhuma família é perfeita — murmurou Matteo, encarando a amiga convicto de sua teoria —, eles só conseguem fingir melhor que os outros.
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  — Fazem isso muito bem. — Concordou Rosalia, voltando o olhar para %Alice%. — Você não tem mais nada para compartilhar com seus amigos? Tudo parece tão parado com os herdeiros em Londres.
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  — Vocês sabem que eu não posso me aproximar de ninguém da família e nem faço questão — explicou %Alice%, sua falta de informações, sentindo um leve calafrio. — Sempre que chego em casa, permaneço na ala dos empregados, reclusa no meu quarto. Mamãe também não me conta nada.
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  — Nossa... até eu tenho mais liberdade, mesmo com os olhares atravessados da senhora Marcella — comentou Rosalia, soltando um suspiro fraco. — Me livrei da miss perfeita, mas ainda tenho que aguentar a tia e o projeto de naja.
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  — Projeto de naja? De quem você está falando? — perguntou Matteo, confuso pela colocação dela.
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  — Da princesinha Elena. — Rosalia pegou sua mochila e abriu para retirar o caderno. — Nunca vi alguém mais dissimulada que ela, só tem nove anos e já é pior que a mãe em termos de falsidade… Já ouvi pelas portas várias discussões da %Clarice% com o pai, pela caçula sempre se fazer de vítima.
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  — Acho que me lembro dela em um jantar que o senhor Tommaso foi convidado pelo casal Cassano — comentou Matteo, puxando o fato em sua memória. — Ela é prima e meia-irmã da %Clarice%. Isso me chocou quando você contou pra gente.
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  — Conviver com o filhote de cobra tem sido pior que os olhares repreensivos da %Clarice%. — Rosalia riu de nervoso. — A miss perfeita pode até ser educada e carismática com os outros empregados, mas comigo sempre foi áspera e autoritária, principalmente quando recebe convidados vip.
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  — Bem, os outros empregados não possuem a idade que nós temos, são bem mais velhos — explicou %Alice%, ao se lembrar das palavras de %Clarice%, ordenando-a permanecer longe dos irmãos Magnus. — Levando em consideração o que aconteceu com a irmã dela. 
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  — Verdade, coitado do Pietro... agora vai passar a vida preso em uma cadeira de rodas. — Concordou Rosalia, lembrando do destino de todos que cruzam o caminho dos donos da máfia. — Ainda sonho com o dia que poderei sumir desse lugar e realizar meu sonho de Harvard.
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  — Achei que você fosse se candidatar ao MIT, da última vez disse que tinha mudado de ideia — comentou %Alice%, surpresa pela mudança de planos da amiga.
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  — Olha, eu não me importaria se conseguisse uma bolsa de estudos de qualquer uma das duas — respondeu Rosalia, passando as folhas do caderno, enquanto vislumbrava seus sonhos. — Mas descobri que as entrevistas para estrangeiros no MIT são escassas e difíceis de passar, o que significa que tenho que concentrar minhas energias em Harvard.
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  — Desejamos boa sorte! — disse %Alice%, admirada com a determinação da amiga. — Se eu conseguir uma vaga na Universidade de Milão, já me dou por satisfeita.
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  — Vocês duas não acham que é cedo demais para escolher uma universidade? Ainda temos tempo para saber o que fazer — questionou Matteo, estranhando a ansiedade das duas, afinal, ele detestava estudar.
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  — Fale por você, que é um preguiçoso — retrucou Rosalia, decidida de seus planejamentos. — Quanto mais cedo eu me preocupar com o meu futuro acadêmico, mais eu estarei preparada para conquistá-lo.
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  — Eu não sou preguiçoso, só acho cansativo estudar agora e ainda ter que me preocupar com o que vou estudar no futuro — reclamou o garoto, emburrando a cara. — Além do mais, já sei o que quero ser... Jogador de futebol.
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  — E se você não conseguir? — indagou Rosalia, lançando um olhar duvidoso para ele.
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  — Se eu não conseguir, então serei um empreendedor, vou abrir minha própria loja de artigos de futebol! — exclamou ele, com um tom orgulhoso do seu plano B. — Ser um escravo da máfia é que não serei, sei muito bem o que meu pai passa.
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  — Genial. — Rosalia com desdém deixou soar de forma sarcástica. — E vai falir no primeiro ano, já que você é péssimo em matemática.
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  — É para isso que tenho amigas inteligentes. — Ele voltou o olhar para %Alice%, com um sorriso carismático.
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  — Não olhe para mim — disse %Ally%, segurando o riso. — Não me envolva em seus trambiques.
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  — %Alice% — ele fez cara de cachorro sem dono —, eu sou muito criativo e hiperativo para ficar preso em uma sala de aula metade da minha vida, e muito medroso para virar capanga de Don Corleone.
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  Rosalia revirou os olhos, respirando fundo, enquanto %Alice% riu baixo.
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  — Não entendo como somos amigos — disse ela, perplexa.
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  — É que eu sou puro encanto — brincou Matteo, dando uma risada boba.
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  — O que pretende cursar em Harvard? — perguntou %Alice%, voltando o olhar curioso para a amiga. — Cada ano você muda de curso.
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  — Já me decidi, definitivamente — assegurou Rosalia, convicta de sua decisão. — Vou cursar engenharia da computação.
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  — Passar a vida sendo programadora. — Matteo fez uma careta.
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  — Não é só ser programadora, e eu gosto de tecnologia, é uma profissão muito bem remunerada — explicou a garota, de forma coerente. — Além do mais, a grade curricular de Harvard é maravilhosa e vai me trazer boas oportunidades profissionais posteriores.
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  — Você me dá medo — sussurrou Matteo ao se ajeitar na cadeira, ao finalmente notar que os outros alunos já estavam em sala de aula, e o professor de Ciências adentrava.
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  Rosalia deu de ombros, se ajeitando na cadeira também. Foram uma hora e vinte minutos de aula, com o professor Marcel em seu entusiasmo, apresentando a proposta anual da feira de ciências para a classe. Contendo o tema de livre escolha dos alunos e um incentivo de prêmio para os três primeiros lugares, os trabalhos seriam individuais naquele ano. Isto, devido a um pedido da diretora da unidade de Londres, para avaliar e reconhecer os alunos em potencial.
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  E claro que a notícia renderia assunto para o restante do dia.
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  — Se antes eu achava que não tinha futuro acadêmico, agora eu tenho certeza — comentou Matteo ao juntar seus materiais e jogar na mochila. — O que eu vou fazer para essa feira?
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  — Coca-Cola e Mentos — respondeu Rosalia, se levantando logo atrás, com tranquilidade na voz, não entendendo o desespero do amigo.
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  — O que?! — Ele a olhou confuso.
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  — Ela já te deu a resposta, Matteo. — %Alice% riu da cara do amigo, enquanto guardava seu estojo na mochila.
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  — Coca-Cola e Mentos, você pode fazer um vulcão de papelão, já que é tão criativo, então coloca a Coca-Cola em um recipiente dentro e joga bala Mentos, assim vai provocar uma erupção artificial, que é resultante da desestabilização do gás que acontece sob um efeito dominó, será mais eficaz se for diet porque são menos encorpados e por isso facilitam o escape do gás — explicou Rosalia, como se o assunto fosse algo natural para ela. — Depois não diga que sou a amiga cruel e perversa. — Ela ajeitou a mochila nas costas e saiu andando.
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  — Rosa… — sussurrou Matteo, levando alguns minutos para assimilar o que ela havia dito, então finalmente alertou e correu atrás da garota. — Ei! Espera, Rosa, tem como repetir isso, eu preciso anotar. 
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  %Alice% permaneceu alguns minutos apenas observando-os enquanto ria deles. Logo voltou o olhar para o celular que a mãe havia lhe dado, era um aparelho velho que apenas fazia e recebia ligações, no máximo mensagens de texto. Uma estratégia que Lídia havia encontrado para se comunicar com a filha e lhe dar um pouco mais de segurança. Em instante, o celular vibrou em sua mão, mostrando uma nova mensagem de um número anônimo.
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  Já se contavam duas semanas que a garota vinha recebendo inúmeras mensagens daquele número, sempre com frases curtas que mencionavam sobre o que havia acontecido com sua família no dia do massacre. No início, a garota havia pensado ser %Luigi% com mais um de seus terrorismos, até que percebeu que o assunto era mesmo mais sério do que imaginava.
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  — O que quer agora?! — sussurrou para si ao abrir a mensagem.
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  Um respiro profundo, e o olhar atento na tela.
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  “Está na hora de lhe contar a verdade sobre a morte do seu pai… 
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  Se quiser saber o segredo de sua mãe, 
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  me encontre esta tarde, no mesmo endereço.”
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  %Alice% sentiu um aperto no coração. Ela sabia muito bem qual endereço era. A casa onde morou parte de sua infância, que foi destruída pelas chamas duas semanas após sua família ser enterrada, em uma rua pouco movimentada, bem ao sul da cidade de Siena. Mas como uma adolescente de 11 anos conseguiria fazer uma viagem partindo de Florença, onde morava atualmente, até seu antigo lar? Mais ainda. Sem que a mãe soubesse?!
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  — Eu preciso saber… — Novamente em sussurro, ela correu até os amigos, já tentando pensar em um plano de escape.
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  Pouco mais à frente, Rosalia se fazia de difícil, enquanto Matteo quase lhe implorava para lhe ajudar com o trabalho de ciências.
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  — Por favor, Rosa, você é a maga da tecnologia, é a melhor aluna em ciências… — Ele fez seu olhar infalível de gato tristonho. — Me ajuda.
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  — Essa é a última vez que faço isso por você — assegurou a garota, num tom firme.
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  — Você sempre diz isso e sempre o ajuda no final — disse %Alice% ao alcançá-los.
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  — Mas desta vez é real — garantiu Rosalia.
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  — Bem, agora sou eu que preciso de ajuda — disse %Alice%, ainda traçando seu plano mentalmente.
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  — O que houve? — Rosa a olhou preocupada.
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  — Preciso que me convide para dormir na sua casa — pediu a outra, com um olhar angustiado para a amiga.
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  — Hum?! — Rosa se sentiu pega de surpresa, sem saber o que responder.
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  — Sabe que não consigo mentir para minha mãe e preciso ir a um lugar que ela não pode saber, então… — %Alice% começou a explicar de uma forma simples e sucinta.
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  — Nem precisa terminar de dizer — afirmou Rosalia, já entendendo-a —, somos amigas, e amigos são para isso.
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  Ela olhou para Matteo, então voltou sua atenção para Miller.
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  — Tive uma ideia, que tal a gente ir para a biblioteca pública para pesquisar sobre nossos temas da feira de ciências… Ou melhor, eu e o Matteo vamos, enquanto você faz o que precisa fazer, assim, quando voltar, nos encontra na cafeteria da senhora Carmel — disse ela, já bolando um plano mais convincente. — Então, vamos juntas para minha casa. Você só precisa dizer para ela que vamos passar a noite fazendo trabalho e Matteo é o nosso cúmplice.
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  — Uau… — Matteo a olhou boquiaberta. — Tem certeza que essa garota não é uma nascida da máfia?
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  Rosalia o olhou atravessado.
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  — Você é um anjo, Rosa! — %Alice% a abraçou forte, com gratidão. — Obrigada.
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  — Amigas são para isso. — Rosa piscou de leve para ela. — Mas depois terá que contar pra gente o motivo.
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  — Prometo… — Assentiu %Alice%, com um brilho parcial nos olhos.
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  Ambos os amigos acompanharam a garota até a estação de trem. %Alice% não tinha muitas moedas em seu cofre e o pouco dinheiro que conseguia, era fazendo trabalhos escolares para os mais afortunados da escola, algo que Rosalia desaprovava na amiga, já que para a aspirante a engenheira, sua inteligência não deveria ajudar a elite a se dar bem nos estudos. Porém, era uma forma de %Alice% ter o mínimo de independência financeira.
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  — Tome cuidado, há rumores que Siena tem ficado cada vez mais perigosa por causa da família Rivera — pediu Matteo ao avisar a amiga, antes que a mesma subisse no trem. — Meus pais nem quiseram visitar a vovó Abigail este ano.
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  — Verdade, tem surgido muitos comentários na casa dos Tommaso também. — Concordou Rosalia, voltando um olhar preocupado para a menina. — %Ally%, seja o que for, ligue para a gente.
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  — Sim, eu posso pedir minha avó para te acompanhar, ela sabe guardar segredo, então não tem erro — garantiu Matteo, disponibilizando a ajuda de terceiros.
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  — Não se preocupem, eu vou ficar bem, prometo! — Assegurou, já se afastando dos amigos para entrar no trem. — Mando mensagem quando chegar lá e quando estiver voltando.
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  — Vamos ficar na biblioteca, mande uma mensagem à sua mãe dizendo sobre dormir na minha casa — aconselhou Rosa.
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  %Ally% assentiu com um sorriso e, ao respirar fundo, reuniu a coragem necessária para entrar no trem e seguir em direção às respostas a muito prometidas.
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  Para aqueles que acham que os Magnus são os únicos com a coroa na cabeça, saibam que a disputada região de Toscana já foi palco de grandes confrontos entre as cinco maiores famílias da máfia italiana, fora preciso muitos acordos e barganhas para enfim a paz reinar nos negócios.
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  E se %Giovanni% Magnus seria o futuro Don de Florença, a cidade de Siena já estava sob o comando do seu maior rival, ou, com uma melhor colocação, o inimigo mais repulsivo que existia. Massimo, no auge dos seus 19 anos, já completava três assentados no trono de sua família como o novo Don Rivera, agora, à frente dos negócios de forma oficial, isto devido à morte repentina do pai que sofreu um infarto fulminante causado por seus inúmeros problemas de saúde. Uma leve preocupação para o orgulhoso Eli Magnus, que nunca viu com bons olhos a criação do jovem inimigo, que sempre se mostrava contra as regras de boa vizinhança da máfia.
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  — Não acha que é novo demais para se viciar em jogos? — A voz grossa e áspera de %Giovanni% despertou o irmão de sua reflexão momentânea.
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  — Não é porque estou jogando que vou me viciar — respondeu %Luigi% de forma descontraída, mantendo os olhos focados em suas cartas.
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  Recentemente o caçula havia aprendido alguns truques com um dos soldados do pai, e queria experimentar suas habilidades de blefe no poker.
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  — Não viemos aqui para isso — retrucou %Giovanni%, inexpressivo, permanecendo de pé atrás da cadeira do irmão.
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  — Cavalheiros... — %Luigi% colocou as cartas na mesa e sorriu de leve. — Agradeço o bom jogo, mas eu paro por aqui… Meu irmão está com medo que eu fique melhor que ele.
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  Assim que ele se levantou e encarou o irmão, seu olhar o atravessou, desviando para o dono da casa.
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  — Os irmãos Magnus. — O soar da voz de Rivera fez com que %Giovanni% fechasse seus punhos automaticamente. — É uma honra terem aceitado meu convite.
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  — Estamos aqui, qual o assunto? — indagou %Giovanni% ao se virar para o recém-chegado, mantendo seu tom mais rude e áspero, afinal, não confiava naquele falso sorriso de bom anfitrião.
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  — Por que está tão tenso, %Giovanni%? — retrucou ele, rindo de canto. — Por que não aproveita primeiro as maravilhas que Siena pode te oferecer?
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  — Tempo é dinheiro e não viemos de Londres para brincar, não somos mais crianças. — Simples e objetivo, o primogênito manteve sua atenção em tudo o que acontecia ao seu redor.
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  A área privativa do saguão do hotel Scapole, onde estavam, era ampla e muito bem decorada, apesar da arquitetura medieval ser predominante quanto a estrutura do lugar, sua decoração moderna transmitia um certo charme proporcionando beleza e elegância à construção. %Luigi% de repente começou a rir com leveza e espontâneo, deixando o ar pesado e tenso um pouco mais descontraído.
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  — Desculpe meu irmão, ele nem sempre foi assim tão sério, mas não seria uma má ideia algumas voltas pela cidade, já faz tanto tempo que viemos aqui da última vez. — %Luigi% manteve o bom humor, afinal, não se importava com os assuntos sérios e negócios, se estava ali por obrigação, não lhe custava nada aproveitar a oportunidade para se divertir.
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  Em seus planos, ao mesmo tempo que iria apaziguar a situação, isso também irritaria seu irmão.
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  — Esplêndido! — Rivera sorriu de canto, como se estivesse satisfeito com a aceitação de %Luigi%, contudo, mantendo seu olhar venenoso para o primogênito, que havia virado novamente para ele. — Deixarei ambos em boas mãos com as melhores guias que este hotel pode oferecer e nos vemos mais tarde, em nosso jantar de associados.
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  Assim que %Giovanni% observou, duas mulheres com aparência de universitárias se aproximarem deles, soltou um suspiro cansado e impaciente, principalmente por saber que por trás de cada passo do inimigo, sempre haveria uma surpresa desagradável. Já o caçula, abriu um singelo sorriso ao cumprimentar as mulheres, não se importando com sua pouca idade, se sendo adolescente era obrigado pelo pai a se comportar como um homem, então, agiria como tal a seu modo e conforme conveniente.
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  — O que está fazendo, %Luigi%?! — perguntou %Giovanni%, mantendo o tom baixo ao falar próximo do ouvido do irmão, se virando de costas para o inimigo direcionando seu olhar para os homens que permaneciam jogando cartas na mesa ao lado.
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  — Se estamos na chuva, que mal tem nos molhar. — De forma discreta ele manteve seu rosto suave, ao responder o irmão. — Você pode até ser o perfeito e inteligente em tudo, mas precisa saber jogar, irmãozinho, e em alguns momentos, temos que jogar conforme as regras do inimigo.
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  A expressão logo mudou na face de %Giovanni%, demonstrando estar surpreso com o lapso de maturidade do irmão. Então, assentindo a sugestão de seu anfitrião, apenas seguiu pelo percurso que as duas mulheres lhes apresentavam até a saída do hotel. Um carro já os aguardava, com destino a praça principal da cidade. Se para %Luigi% aquele passeio repentino seria pura diversão, para o primogênito seria a oportunidade de reconhecimento de terreno. Uma singela pesquisa de campo.
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  Em um dado momento, %Giovanni%, percebendo que uma das mulheres lhe observava bastante, certamente o vigiando para seu patrão, acabou por lhe escapar de seu campo de visão, afastando-se deles e seguindo pela direção contrária. Seu interesse estava em descobrir todos os pontos de negociações que a família Rivera havia levantado naquela cidade. Após um tempo andando pelas ruas e totalmente longe de seu caminho de volta, o primogênito Magnus começou a ouvir barulhos estranhos vindos de um beco próximo, o que lhe atraiu a atenção.
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  A metros dele, estava um trio de homens cercando uma jovem garota, tentando forçá-la a ceder aos seus desejos perversos.
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  — Que isso, prometo que não vai doer muito — disse o homem mais robusto, ao segurá-la com força pelo braço.
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  — Por favor, me solte, me deixe ir — pediu ela, já em lágrimas, temendo o que eles poderiam fazer com ela.
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  — Será que ela é virgem? Quero ser o primeiro — disse o homem magrelo, já retirando o canivete do bolso para amedrontá-la mais.
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  — Do que está falando… — O robusto apertou mais o braço dela, que seguia se debatendo para se soltar, mesmo estando acuada no canto. — Todos sabemos que isso está extinto em Siena.
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  — Eu serei o primeiro — disse o terceiro ruivo, com olhar de predador.
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  — Não, por favor… — A garota tomou coragem, em meio ao seu desespero e enchendo seus pulmões de ar, soltou um grito alto e forte. — SOCORROOOOOOO!!!
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  — Cale a boca. — O robusto tampou a boca dela com a outra mão, a pressionando ainda mais contra a parede. — Vou te ensinar a obedecer quando um homem manda.
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  O olhar da menina demonstrou seu medo, assim como as lágrimas que escorriam pelo seu rosto. Internamente a mistura de agonia e desespero crescia mais e mais dentro dela.
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  — Um homem de verdade jamais faria isso com uma mulher. — A voz de %Giovanni% soou atrás deles em seu habitual tom sério, firme, autoritário e áspero, que fazia qualquer um temer.
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  — Quem é você? E quem acha que é para se intrometer nos negócios alheios? — indagou o ruivo ao olhar para o recém-chegado, mostrando o canivete em sua mão.
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  — Eu pedirei educadamente apenas uma vez, se cooperarem, posso deixá-los inteiros. — Continuou %Giovanni%, se aproximando mais. — Deixem ela e saiam daqui.
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  O magricelo soltou uma gargalhada, zombando do rapaz. Até o momento, %Giovanni%, mesmo tentando, não conseguia ver o rosto da menina, que era escondida pelo homem robusto.
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  — Se livrem dele logo — mandou o robusto, enquanto continuava segurando a garota.
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  Os dois tomaram impulso para investir seus pequenos objetos cortantes contra Magnus, entretanto, como um disciplinado e bem preparado herdeiro da máfia, o primogênito não sentiu nenhum esforço em desarmar ambos os homens e socá-los um pouco, ao mesmo tempo que lhe quebrava alguns membros no percurso dos golpes.
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  — Você é o próximo — disse %Giovanni% ao limpar o lábio inferior, sentindo o gosto de sangue em sua boca por um corte provocado pelo magricelo.
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  — Eu vou matar você com minhas próprias mãos — afirmou o robusto ao lançar a garota no chão, fazendo-a bater a cabeça na lixeira próxima, o que a levou ao desmaio de imediato.
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  — Estou esperando. — Assentiu %Giovanni%, com um sorriso de canto debochado. — Se conseguir chegar até aqui.
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  Foi um piscar de olhos, o robusto tomou impulso para correr até ele já com os punhos fechados, que Magnus apenas pegou o canivete do chão e lançou contra o homem, o acertando na região da jugular. Foi questão de minutos para que o inimigo parasse no meio do caminho sentindo o impacto, desabando ao chão logo depois. Ainda irritado com a cena que presenciou, %Giovanni% se aproximou da garota caída e, ao virá-la para identificar seu rosto, seu corpo gelou de imediato.
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  Ele precisou respirar fundo para dominar suas emoções e manter-se racional diante da situação, porém, era nítido seu olhar de raiva. Pegando-a em seu colo, saiu daquele beco escuro e úmido, não se importando com o lixo que havia deixado para trás. Carregando-a durante todo o caminho, %Giovanni% apenas se preocupava em levá-la a um lugar seguro o mais rápido possível.
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  Assim que chegou ao hotel, não se incomodou de ser avistado de longe pelo irmão e, exigindo as chaves de uma suíte Premium para a recepcionista, levou a garota ainda desacordada. Com o auxílio de uma das camareiras, sua protegida foi colocada na cama com roupas limpas e as feridas com curativos. 
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  — Hum… — Algumas movimentações na cama, e sentindo seu corpo dolorido pela queda brutal, aos poucos a garota foi recobrando a consciência.
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  Ao abrir seus olhos, espantou-se por se deparar em um lugar estranho com Magnus encostado na janela a observando, com as mãos nos bolsos e um sorriso escondido no rosto.
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  — Não é um sonho — disse ele, imaginando o que ela estava pensando. — Você está bem, %Alice%?
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  O coração dela pulsou um pouco mais forte, quando finalmente assimilou o que tinha acontecido com ela e onde estava.
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  — Senhor Magnus… — Ela manteve sua voz mais baixa.
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  Mesmo sendo uma garota comunicativa e alegre, algo dentro de %Alice% a fazia travar na presença de qualquer membro daquela família. Se era por causa de sua mãe ou pela severidade de como eram tratadas na mansão, a garota apenas não conseguia ser ela mesma por completo perto deles.
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  — Não me respondeu. — Insistiu ele, mantendo-se imóvel, apenas a observando.
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  — Eu estou bem, sim. — Assentiu, balançando a cabeça.
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  — Tem certeza? — Insistiu %Giovanni%, com preocupação. — Está com fome?
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  — Não, senhor — disse ela, com mais segurança. — Eu estou bem… Obrigada por…
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  Ela manteve seu olhar abaixado. Por dentro não sabia se ficava aliviada por ter sido salva ou apreensiva por ter sido ele.
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  — Que bom… — Magnus suavizou um pouco mais o olhar. — Então, agora pode me dizer o que está fazendo em Siena?!
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  %Alice% continuou em silêncio, apenas respirando fundo, sem a mínima ideia do que responder.
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Agora, todos estão olhando para nós com pipoca na boca
  Esperando para ver o que vai acontecer com nós dois.
  - Lotto / EXO

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Lelen

NOSSA, MAS QUE BANDICU ESSES HOMENS DE SIENA, ESSA SURRA FOI POUCO E O OUTRO MORREU MUITO ANTES DO QUE DEVERIA 😠 (eu, vingativa? naaadaaa)
Vai rolar triângulo/quadrado amoroso aqui? CURTO.
Eu amo o Matteo, ele é o alívio cômico da história por enquanto JAJAHAHAHHAAH
Vou dizer que internamente eu sou muito o Luigi (vou é aproveitar!), mas eu ajo mais como o Giovanni (sendo mais responsável) kkkkkk
QUERO VER ONDE ESSA HISTÓRIA VAI PAARAAAAAR!

Pâms

Matteo é um amorzinho!!!

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