×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Mafia’s Paradise

Escrita porPams
Revisada por Lelen

21 • Fake Love

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

Milão, outono de 2021

  Em choque pela descoberta diante do caos que lhe acontecia, a designer se levantou lentamente e deu alguns passos para se afastar dele. %Vincenzo%, percebendo de imediato, tentou se aproximar para lhe dar uma explicação, porém, sendo afastado pelo olhar amedrontado de %Clarice%, manteve sua atenção em manter o irmão Tommaso vivo e acordado. Assim que a ambulância chegou, Marco foi socorrido pelos paramédicos, para ser levado às presas para o hospital. 
0
Comente!x

  — Me solta! — disse %Clarice% ao segurança que a segurou pelo braço para que conversassem, se soltando dele, o olhou com frieza. — Eu vou com o meu irmão.
0
Comente!x

  Seguindo os paramédicos, ela entrou na ambulância. Na chegada ao setor de emergência do hospital universitário de Milão, Marco foi atendido de imediato pelos médicos de plantão. %Clarice% permaneceu na sala de espera, em sua aflição interna, sentindo-se impotente por não poder ajudar o irmão, angustiada por não saber a causa daquele ataque a eles, confusa por seus sentimentos a respeito de %Vincenzo% e com raiva por descobrir a verdade sobre ele.
0
Comente!x

  — %Clarice%! — A voz de Diana soou ao longe, a mais velha seguiu às pressas ao seu encontro.
0
Comente!x

  — Diana. — %Clarice% se levantou da cadeira e a abraçou, no impulso da emoção.
0
Comente!x

  — Como você está? Como está o Marco? — indagou a mais velha, olhando-a aflita pelo ocorrido.
0
Comente!x

  — Eu estou bem, Marco me protegeu… Metralharam a gente de repente e… — Ela começou a lacrimejar, lembrando-se da cena. — Ele ainda está em cirurgia, perdeu muito sangue e o médico disse que houve complicações…
0
Comente!x

  Ela chorou mais, sentia culpa pelo estado do irmão. De imediato foi amparada por Diana, que a entendia bem.
0
Comente!x

  — O que faz em Milão? Como soube? — indagou %Clarice%, olhando-a confusa.
0
Comente!x

  — %Vincenzo% me ligou, por sorte eu estava em Roma com Alfredo — explicou ela, sua rapidez. — Mancini foi chamado para uma reunião com os anciões, Toscana está em guerra.
0
Comente!x

  — Como assim? — O olhar surpreso e desnorteado de %Clarice% se desviou da irmã para seu funcionário que as observava ao longe.
0
Comente!x

  Inicialmente imaginava que a culpa era dele. Afinal, era um agente disfarçado.
0
Comente!x

  — %Alice% desapareceu — respondeu a irmã, precisamente.
0
Comente!x

  — Não é a primeira vez, uma guerra por causa da filha da empregada. — %Clarice% se viu irritada por mais uma vez tudo girar em torno da esposa de Magnus.
0
Comente!x

  — Não agora, estão dizendo que dessa vez ela foi levada por Massimo Rivera — esclareceu Diana, dando as informações devidas. — %Giovanni% declarou guerra definitiva… Mancini é seu aliado e nossas família são amigas…
0
Comente!x

  — O atentado foi por… — A designer soltou um suspiro fraco. — Tudo por causa dela. 
0
Comente!x

  — Assim que a cirurgia acabar vou pedir transferência para o hospital de Paris, Mariano está na recepção me esperando, ele irá comigo até estarmos em segurança — notificou Diana, temendo pelo pior. — Nossa casa aqui não será mais segura pelos próximos dias.
0
Comente!x

  — Não sei o que dizer — sussurrou a mais nova, sentando-se novamente.
0
Comente!x

  %Clarice% se sentia zonza com o turbilhão de informações.
0
Comente!x

  — %Clari%, vem comigo, em Paris ficaremos bem — disse Diana, apreensiva pela irmã.
0
Comente!x

  — Não, não posso sair da Itália com tudo isso acontecendo — disse a outra, em recusa. — É a nossa casa.
0
Comente!x

  — Mas é por esse motivo mesmo que precisa sair — insistiu a mais velha.
0
Comente!x

  — Eu não vou — sustentou ela sua decisão ao se levantar novamente em confronto com a irmã.
0
Comente!x

  — Não, não vou permitir isso — disse %Vincenzo% ao se aproximar de ambas.
0
Comente!x

  — Fique longe de mim! — gritou %Clarice%, voltando sua revolta pelas mentiras dele.
0
Comente!x

  — O que está acontecendo? — indagou Diana, sem entender as ações da irmã.
0
Comente!x

  — Ele é um agente — respondeu %Clarice%, abertamente, a verdade. — Se disfarçou de funcionário do ano para nos enganar.
0
Comente!x

  O olhar de Diana transmitiu surpresa.
0
Comente!x

  — Me deixe explicar, mas não aqui — insistiu ele, pedindo por uma chance.
0
Comente!x

  — Não! Não vou mais acreditar em suas mentiras. — Seu tom firme o deixou frustrado consigo mesmo, pela forma que ela tinha descoberto.
0
Comente!x

  — Seu pai sabia! — disse ele, elevando um pouco mais a voz, controlando a irritação. — Seu pai e o Marco, ambos sabiam quem eu sou, te proteger faz parte de um acordo que eles fizeram com a Interpol.
0
Comente!x

  — Pare de mentir — disse %Clarice%, com lágrimas nos olhos.
0
Comente!x

  — Espera, você é o agente disfarçado que eles chamam de Vanguard? — indagou Diana, recordando uma conversa passada que ouviu do marido e do irmão.
0
Comente!x

  — Eles te contaram sobre mim? — %Vincenzo% voltou o olhar para a mais velha.
0
Comente!x

  — Não, eu apenas ouvi uma conversa sobre isso, há dois anos — explicou ela, também desnorteada com tanta informação. — Marco e Mancini mencionaram esse nome.
0
Comente!x

  — É o meu codinome como agente — afirmou %Vincenzo%, retornando a atenção para %Clarice%. — Seu pai me pediu para garantir sua segurança, em troca, entregaria a casa Magnus e Rivera para minha agência… Eu fiz uma promessa, independentemente da situação, e vou cumpri-la.
0
Comente!x

  — Tudo fazia parte da sua missão, apenas mais uma missão. — Ela se afastou dele, direcionando seus passos para a saída, precisava sair dali e esquecer tudo que estava acontecendo.
0
Comente!x

  — Espera, %Clari%! — Ele foi atrás dela, conseguindo pará-la no caminho. — Nem tudo foi apenas uma missão, o que sinto por você é real.
0
Comente!x

  A jovem nunca havia visto um olhar tão sincero em sua vida, porém, estava magoada demais para lhe dar créditos, apenas se soltou dele e continuou seguindo para longe.
0
Comente!x

  — Não vou deixá-la sozinha. — A voz de %Vincenzo% ficou mais grossa, e pegando-a na impulsividade de sua reação, colocou o corpo de %Clarice% sobre o ombro, levando-a consigo para o carro.
0
Comente!x

  O agente planejava levar a jovem para o mais longe possível de toda aquela confusão. Mesmo contra a vontade, %Clarice% foi posta sob proteção de três agentes da confiança de %Vincenzo%, deixando-a à salvo em um apartamento monitorado, ao leste de Liverpool.
0
Comente!x

  — Aonde estamos? — indagou ela, após percorrer o lugar com seus olhos e se admirar com o aparente conforto encontrado.
0
Comente!x

  — Pode-se chamar este lugar de base estratégica — brincou ele, tentando aliviar a tensão no ar.
0
Comente!x

  Após se render pelo cansaço e esgotamento mental, %Clarice% deixou-se ser levada por ele, passando todo o caminho em silêncio.
0
Comente!x

  — Ficarei aqui até quando? — continuou.
0
Comente!x

  — Quando tudo terminar — respondeu ele.
0
Comente!x

  Ela respirou fundo, se virando de costas e movimentando a atenção para a janela. Podia ouvir o som dos carros passando pela rua.
0
Comente!x

  — Sei que está chateada comigo, mas… — Ele deu uma pausa, não sabia se insistia ou não em tentar se explicar.
0
Comente!x

  — Se isso não tivesse acontecido, teria me contado? — questionou ela, ainda com o sentimento de traição.
0
Comente!x

  — Sim — assentiu %Vincenzo% se aproximando dela e tocando-a pela cintura com leveza. — Eu te amo, %Clari%, jamais quis mentir para você.
0
Comente!x

  — Mas mentiu. — Seu tom soava ressentimento.
0
Comente!x

  — Serei perdoado um dia? — Ele virou o corpo da jovem para ele, olhando-a fixamente com ternura. — Só queria garantir sua segurança.
0
Comente!x

  Ela assentiu com o olhar, permitindo as lágrimas retornarem e rolarem por seu rosto.
0
Comente!x

  — Como vamos ficar agora? — sussurrou ela. — Marco… Meu pai… Traíram a confiança dos Magnus.
0
Comente!x

  — Eles pensaram na família — enfatizou %Vincenzo%, os defendendo. — De todos, os negócios da sua família são os menos preocupantes para a agência, e sempre foram os mais legalizados.
0
Comente!x

  — Que ameaça a padaria representaria ao mundo? — questionou ela.
0
Comente!x

  — Não pense mais nesse assunto — pediu o rapaz, desviando da pergunta. — Tome um banho, tire um cochilo e descanse um pouco.
0
Comente!x

  Ele sorriu mais uma vez, limpando suas lágrimas com suavidade.
0
Comente!x

  — Estará aqui quando eu acordar? — Por ser um agente, ela imaginava seu possível envolvimento na guerra.
0
Comente!x

  — Não. — Ele foi honesto.
0
Comente!x

  Ela respirou fundo e se afastou. Não queria imaginar o pior acontecendo a ele, já estava angustiada o bastante pelo que poderia acontecer com seus dois melhores amigos.
0
Comente!x

  — %Clari%. — %Vincenzo% parou-a, segurando em sua mão.
0
Comente!x

  Assim que a designer virou para olhá-lo, seus lábios se encontraram em um beijo doce a princípio, e molhado pelas lágrimas, selando a despedida do casal.
0
Comente!x

--

Em Toscana…

  Com sangue nos olhos, fervendo de raiva, %Giovanni% se preparava para atacar a cidade de Rivera. Sua declaração de guerra havia tido como resposta do ataque a casa Tommaso, se o fato de sua esposa ter sido sequestrada por Massimo já lhe deixava fora da razão, ver sua melhor amiga em perigo, piorava as coisas.
0
Comente!x

  — Está tudo pronto, %Giovanni%. — %Luigi% se colocou em frente à porta do carro, olhando-o com preocupação. — Tem certeza?!
0
Comente!x

  — Contemple bem esta noite, pois amanhã Siena acordará em chamas — disse o primogênito, ao entrar no carro e dar a partida.
0
Comente!x

  O caçula engoliu seco.
0
Comente!x

  Não queria acreditar que as coisas haviam chegado àquele ponto. Mas se Rivera detinha %Alice% de verdade, aquela seria a maior guerra entre as famílias já vista em Toscana. Seguindo com os carros em direção à cidade, a noite de sexta-feira que começou estrelada e calorosa, certamente terminaria em meio a gritos de pânico e rastros de tragédia. Com a presença da casa Magnus, e o apoio das famílias Moretti, Mancini, Castilho e Riina, Siena se tornou um campo de guerra em poucos minutos. 
0
Comente!x

  Para a surpresa dos irmãos, um rosto conhecido que havia sido expulso da região, surgiu em meio ao tiroteio em frente à casa Rivera. Gavino Cassano, o desertor, juntamente com seus homens, estava entre os aliados de Rivera, acompanhado de Gasparri.
0
Comente!x

  — Distraia eles e me dê cobertura — disse %Giovanni% ao recarregar sua arma.
0
Comente!x

  — O que está planejando? — indagou %Luigi% ao olhá-lo.
0
Comente!x

  — Vou entrar pelos fundos e encontrar ela — anunciou o mais velho, seu objetivo. — Não espere por mim, ainda vou acertar minhas contas com Rivera.
0
Comente!x

  — %Giovanni%. — O caçula o segurou pelo braço, então, no calor da emoção, lhe deu um abraço apertado.
0
Comente!x

  No fundo, %Luigi% sentia que não o veria novamente.
0
Comente!x

  — Cuide-se — disse o mais velho, fazendo-o recordar a infância.
0
Comente!x

  Mesmo sendo novo, %Luigi% se lembrava, sim, das vezes que o mais velho o protegeu de Francesco, apanhando em seu lugar. Tomando impulso, %Giovanni% se afastou do local onde estavam e contornou o perímetro em que estavam concentrados no confronto. Achando uma passagem segura pela lateral, adentrou o prédio vizinho, considerou sorte Rivera morar no centro da cidade e sua casa estar entre duas edificações que possibilita a entrada por uma passagem secreta. Com pessoas leais a casa Magnus infiltradas em Siena, pôde conhecer de perto as fraquezas do inimigo.
0
Comente!x

  — %Alice%?! — gritou Magnus, assim que teve acesso ao interior da casa, para que a esposa soubesse que estava perto — %Alice%?! %Alice%?!
0
Comente!x

  Quanto mais adentrava, mais seu esforço para lutar contra o desespero de não obter retorno. Logo, uma gargalhada soou atrás dele, fazendo-o se virar. Os olhos negros de %Giovanni% encontraram o de Massimo.
0
Comente!x

  — Onde ela está? — perguntou ele, trincando os dentes de fúria.
0
Comente!x

  — Eu poderia até dizer que ela não está comigo, mas sei que não acreditaria. — O olhar de Rivera transbordava calmaria e serenidade de quem não tinha nada a temer. — Mas estou feliz que pense assim, pois sua declaração de guerra era tudo o que eu desejava… Um motivo para acabar com você, sem que haja consequências por parte dos anciões.
0
Comente!x

  — Eu vou encontrá-la — afirmou Magnus, seguro de sua força.
0
Comente!x

  — Devo desejar boa sorte?! — Outra risada de sarcasmo, — Ao final desta noite, apenas um de nós estará de pé. 
0
Comente!x

  Com essas palavras de Massimo jogou sua arma ao chão, lhe dando a indicação de um duelo honrado, apenas por sua força bruta. %Giovanni% assentiu fazendo o mesmo, ao fechar seus punhos, lançou seu corpo de encontro ao inimigo, para socá-lo.
0
Comente!x

--

Horas depois, em Roma…

  Dizem que as palavras possuem poderes, tanto para construir como para destruir. E as de %Giovanni% se concretizaram, na manhã de sábado, Siena realmente estava em chamas. E apesar da guerra de uma noite não ter dizimado completamente a cidade, aquele foi o marco do fim da geração dos Dons de Toscana, Lombardia, Sicília, Vêneto, Sardenha e Lácio. E os que ficaram de pé, tiveram que lidar com suas perdas não somente financeiras, como também familiares.
0
Comente!x

  No noticiário, as atualizações sobre o ocorrido estavam sendo informadas a todo momento, o que angustiava ainda mais o coração de Segre. Mesmo sua nova realidade estando longe de Florença, ela ainda mantinha seus pensamentos voltados ao paciente problema.
0
Comente!x

  — Soube de mais alguma notícia? — perguntou Caterine ao se aproximar da amiga para consolá-la.
0
Comente!x

  — Deixei de acompanhar no momento em que declararam a guerra — respondeu ela. — O Magnus não é mais da minha conta, suas palavras foram bem claras quando se afastou seis meses atrás e ainda forçou minha transferência do hospital de Florença para a filial de Roma.
0
Comente!x

  Caterina voltou seu olhar para Santoro, não sabia o que dizer. Após ser praticamente expulsa de Toscana, %Aurora% recebeu o apoio de sua amiga, que a abrigou na casa do professor Santoro. Um quarto vago com vista para o deslumbrante  Botanical Garden of Rome. Logo, o tocar da campainha lhe chamou a atenção.
0
Comente!x

  — Está esperando visita? — indagou Caterina para o professor.
0
Comente!x

  — Não. — O homem olhou estranho para ela, não se lembrava de nenhum compromisso do tipo.
0
Comente!x

  — Deve ser o Italo, ele disse que passaria aqui para me entregar os livros que pedi emprestado — disse %Aurora% ao se mover para a porta. — Eu abro.
0
Comente!x

  — Já que deixou o mafioso de lado, quando vai dar chance para o friendzone? — brincou Caterina, rindo de seu olhar de repreensão.
0
Comente!x

  Assim que %Aurora% abriu a porta, seu corpo gelou ao deparar com %Luigi% ensanguentado em sua frente, a paralisia deu lugar ao susto quando o rapaz desabou em seus braços, desmaiando em seguida.
0
Comente!x

  — Santoro, me ajude! — gritou ela, desesperando-se sem saber como proceder.
0
Comente!x

  — Espera, fique calma, vamos trazê-lo para dentro — disse o professor a ajudando a carregá-lo para dentro.
0
Comente!x

  %Luigi% estava ferido e desacordado, porém, não se tratava de algo muito grave. Com medo de expor sua localização devido a guerra, ela pediu para o professor não ligar para a emergência. Tendo o contato do professor Giordano, ligou para o doutor relatando o que tinha ocorrido, o que em poucos minutos resultou em sua visita acompanhado de um médico de confiança e uma enfermeira. O caçula Magnus receberia seu tratamento ali mesmo, no quarto ocupado por Segre com a máxima cautela e discrição.
0
Comente!x

  — %Aura%… — sussurrou %Luigi% ao finalmente despertar.
0
Comente!x

  %Aurora% que estava sentada na poltrona ao lado da passagem para a varanda, voltou o olhar para ele. Ambos estavam sozinhos em seu quarto, com o rapaz em sua cama. Sua noite em claro o observando rendeu algumas olheiras e dores nas costas, após minutos de cochilo.
0
Comente!x

  — %Luigi%. — Ela se levantou e deu alguns passos até ele, se sentando na beirada. — Está tudo bem, está em segurança agora.
0
Comente!x

  — Achei que fosse morrer, apenas desejava ver seu rosto uma última vez — contou ele, com sinceridade profunda.
0
Comente!x

  Ele abriu os olhos e os fixou nela.
0
Comente!x

  — Fiquei aliviada quando o vi, e preocupada pelo seu estado… — disse ela, abrindo um largo sorriso.
0
Comente!x

  — E como está agora? — perguntou ele.
0
Comente!x

  — Feliz, por estar aqui — respondeu prontamente. — O que aconteceu?
0
Comente!x

  %Luigi% desviou o olhar para a varanda, focando no céu parcialmente nublado. Ficou em silêncio por um tempo, até que voltou seu olhar para ela, erguendo sua mão suavemente, tocou na correntinha em seu pescoço. Desde de que a viu pela primeira vez, aquele objeto em seu pescoço parecia inseparável. Deslizando seus dedos até chegar no pingente de crucifixo de prata, lembrou-se do primeiro beijo que lhe roubou. Ele percebeu que em quase seis anos, a médica esteve presente em praticamente todos os momentos dolorosos de sua vida.
0
Comente!x

  — Eu perdi… Perdi meu irmão, minha família… — Sua voz falhou um pouco. — Só tenho você, agora.
0
Comente!x

  Em silêncio, %Aurora% inclinou o corpo e se deitou ao lado dele, aninhando-se nos braços do rapaz, conseguia sentir o coração do caçula acelerar.
0
Comente!x

  — Eu lamento que tudo isso tenha acontecido — disse ela, com solenidade. — Pode me pedir o que quiser… Até um beijo estou disposta a consentir.
0
Comente!x

  Ele riu de leve, com certa dificuldade, sentindo as costelas doloridas.
0
Comente!x

  — Tudo o que aconteceu, me fez pensar na vida. — Ele manteve o tom baixo, começando a acariciar os cabelos dela. — Sabe que um beijo é muito pouco e desejo algo bem mais intenso que isso… Mas apenas aceitarei quando você sentir por mim o mesmo que sinto por você.
0
Comente!x

  %Aurora% sorriu de canto, orgulhosa por ter feito parte da evolução de %Luigi%. O rapaz havia mudado muito sua forma de ver a vida, amadurecendo com seus erros e deixando as mágoas no passado.
0
Comente!x

  — Hum… — Ela suspirou de leve.
0
Comente!x

  — Entretanto… Acho que estou pronto para falar sobre tudo agora — completou ele, ciente da decisão de enfrentar seus tormentos. — Se estiver disposta a me ouvir.
0
Comente!x

  — Sempre. — Ela ergueu o corpo e o olhou com carinho, então lhe deu um selinho suave e doce, que se transformou em um beijo profundo e afetuoso. — Estarei atenta a cada palavra.
0
Comente!x

  Com esta afirmação, %Aurora% voltou a se aninhar nos braços dele para ouvir sua história.
0
Comente!x

--

  No quarto isolado da UTI do Hospital Universitário de Siena, o barulho dos aparelhos de respiração estava ecoando pelo ambiente. Se para o caçula Magnus todos que conhecia não existiam mais, havia uma pessoa que ainda estava lutando bravamente por sua vida, enquanto respirava com a ajuda dos inúmeros fios e tubos ligados a ele.
0
Comente!x
 
  O coração de %Giovanni% ainda batia por um motivo.
0
Comente!x

  — Olá, querido. — A voz de %Alice% quebrou a sinfonia articulada pela medicina.
0
Comente!x

  Seus passos em direção a cama foram silenciosos e precisos. Para todos, ela estava ali como a esposa dedicada que, ao ser resgatada, quase perdeu o marido no processo. Entretanto, sua presença no hospital era o último ato de todo aquele drama digno de Shakespeare.
0
Comente!x

  — Não sei o que lhe dizer, já que essas serão minhas últimas palavras a você. — Manteve o tom baixo, se inclinando um pouco para falar em seu ouvido. — Por cinco anos eu estive longe me preparando para esse momento, agora que cheguei… Preciso me confessar, por um curto espaço de tempo me permitir te amar da forma mais intensa e profunda que consegui… Me apaixonar de verdade por você não estava no roteiro, mas aconteceu e quase me fez perder o foco… 
0
Comente!x

  Ainda próxima a ele, ela levou sua mão ao aparelho, deslizando pela tela.
0
Comente!x

  — Poderia ter sido real, mas você é um Magnus. — Assim que terminou sua fala, %Alice% encostou seus lábios aos dele, em um último beijo carregado de diversos sentimentos.
0
Comente!x

  Quando se afastou da cama, o aparelho soou estranho, anunciando uma parada cardiorrespiratória. Um instante de paralisia por seus pensamentos, ela começou a gritar por socorro, apertando o botão de alerta do quarto. Em minutos, o quarto ficou repleto de médicos, uma enfermeira a levou para fora, pedindo que se acalmasse.
0
Comente!x

  %Alice% continuou com sua demonstração impecável de esposa desolada…
0
Comente!x

  Sabendo que aquele era seu adeus a %Giovanni%.
0
Comente!x

Queria que todas minhas fraquezas pudessem ser escondidas
  Eu plantei uma flor que não pode florescer
  Em um sonho que não pode se tornar real.
  - Fake Love / BTS

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

1 Comentário
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Lelen

AI MEU DEUS, CHEGOU O MOMENTOOOOO
Eu não sei o que sentir sobre isso. O Giovanni foi todo errado em querer fazer com que a Alice se apaixonasse forçosamente por ele, mas ele não foi tão ruim assim 🥺 🥺
Tô triste por ele, mas a morte pelo menos foi digna.
O Nicolai tem envolvimento nessa coisa toda, certeza.
Luigi continua sendo meu favorito protegido HAHAHHA O pobre realmente ficou sozinho na vida, mas com fé, agora ele consegue arrumar mais pessoas de confiança para poder contar com além da Aurora.
Será se agora a Clarice vai conseguir ser feliz com o Vincenzo? O que será do pessoal envolvido com a máfia agora que as casas caíram? Eu vejo cenários bons e cenários ruins, mas espero que seja um bom HAHAHAHA

Todos os comentários (40)
×

Comentários

Você não pode copiar o conteúdo desta página

1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x