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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Mafia’s Paradise

Escrita porPams
Revisada por Lelen

20 • Início do Fim

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

Siena, primavera de 2021

  Apesar da noite ter terminado parcialmente bem, %Luigi% a passou em claro, preocupado com o fato de sua doutora ter se envolvido mais do que deveria em seu mundo de perigos. De certa forma, ele entendia o medo de %Giovanni%, temendo algo ruim acontecer com %Alice%, pois ele também não queria que %Aurora% se machucasse.
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  — Irmão, ainda em Siena?! — A serenidade no rosto de %Giovanni% assustou o caçula.
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  %Luigi% que estava relaxando na área VIP do hotel, sentado em uma poltrona e contemplando a paisagem do jardim à sua frente, sendo agraciado com um fundo sonoro musical com clássicos de Andrea Bocelli, virou o olhar para o irmão.
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  — A que se deve esse sorriso no canto do rosto? — indagou o caçula, curioso pela resposta.
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  — Um homem casado não pode demonstrar felicidade após uma noite de amor com a esposa? — com outra pergunta, %Giovanni% externou a resposta.
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  — Uau! Finalmente tivemos a noite de núpcias. — %Luigi% controlou o olhar impressionado e brincando. — Um Magnus cujo amor é correspondido, não quer guerra com ninguém.
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  — Nunca me senti tão vivo na minha vida — comentou %Giovanni%, ao se sentar na poltrona ao lado.
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  — Percebe-se esses olhos brilhando, o sorriso largo… — O caçula, intrigado, estava curioso pelos detalhes. — Foram preciso quantas vezes para acordar assim?
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  O primogênito o olhou com repreensão, pois estava invadindo sua privacidade. Mas deixou transparecer em seu rosto a satisfação pela noite em claro.
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  — Ok, me desculpe a curiosidade, mas o que importa é que finalmente ela se rendeu a você — disse %Luigi%, finalizando suas especulações.
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  — Não estou apenas feliz por isso, mas por saber que sou o primeiro e único da vida dela — externou %Giovanni%, o ponto central de sua felicidade.
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  Foi necessário segundos para que o caçula entendesse o significado daquelas palavras.
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  — Não… — %Luigi% o olhou boquiaberto, não querendo acreditar. — Ela era…
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  — Virgem? — %Giovanni% voltou seu olhar para o jardim e sorriu. — Sim.
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  Um respiro profundo.
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  — E não imagina como estou me sentindo — completou o primogênito.
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  — Ah, eu imagino sim — disse %Luigi%, ainda embasbacado.
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  O caçula já havia tido as honras com algumas garotas em sua adolescência, a que mais se lembrava era Giorgia, por sua muita devoção a ele. Voltando seu olhar para o jardim também, o caçula se pegou reflexivo sobre o assunto. O motivo pelo qual %Alice% havia se guardado por todos aqueles anos, já que estava noiva de outro antes de ser tomada por seu irmão.
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  — Quando voltará para casa? — indagou %Luigi%.
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  — O país ainda está com algumas restrições, mas acredito que devo uma lua de mel decente para minha esposa — respondeu ele, planejando seus próximos passos improvisados. — Quero que fique em meu lugar por algumas semanas.
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  — Don Magnus vai desaparecer socialmente? — %Luigi% riu com a ideia e pedido do irmão.
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  — Preciso aproveitar o momento e viver com ela tudo o que não consegui no último ano — explicou ele, seu pensamento.
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  — Boa ideia — assentiu o caçula. — Espero que aproveite bem.
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  %Giovanni% sorriu de canto. 
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  O retorno de %Luigi% foi rápido e discreto. Sua primeira parada? O hospital em que %Aurora% residia. Quebrando todos os protocolos, %Luigi% seguiu pelos corredores do lugar à procura de sua doutora, quando a avistou no refeitório, degustando um sanduíche.
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  — O que acha que está fazendo? — perguntou ele ao chegar de surpresa, com o tom de repreensão, parando em frente a ela.
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  — %Luigi%?! — Mesmo meio ao susto, ela engoliu o pedaço que mastigava e guardou o restante no saco de papel pardo. — O que faz aqui? Do que está falando?
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  — Nunca mais ajude a %Alice%. — Seu tom de ordem, revelou o motivo de sua presença. — A não ser que queira me ver morrendo ao te defender do meu irmão.
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  Seu olhar demonstrava chateação com nitidez.
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  — Ah… Quanta hipocrisia. — Ela se levantou chateada pela ordenança. — Você pode ajudar ela, mas eu não.
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  — Ele é meu irmão. — %Luigi% lutou contra seu temperamento para não levantar a voz, porém, sem sucesso por estar irritado com a atitude dela. — Não importa o que eu fizer, ele não fará nada contra mim, mas você… Não imagina do que somos capazes.
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  — %Luigi% — ela tentou argumentar.
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  — Acabou — disse ele, a interrompendo.
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  — O quê? — Ela não conseguiu entender.
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  — A partir de hoje, não vai mais me ver — informou ele.
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  Ao se afastar, %Luigi% ouviu-a lhe chamar mais algumas vezes, contudo, no caminho para Florença, ele havia refletido muito sobre o assunto e sua decisão. Estar longe de %Aurora% era o certo a se fazer para sua proteção. No hospital, a médica ainda paralisada, notou os olhares curiosos para ela, num rompante de inconformidade, ela impulsionou seu corpo para ir atrás do Magnus.
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  — Bom dia, você viu meu paciente passando por aqui? — perguntou a médica, a enfermeira que ficava na recepção.
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  — O senhor Magnus acabou de sair — respondeu ela.
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  %Aurora% saiu a sua procura, porém tarde demais, pois o avistou pilotando sua moto em direção ao norte. A psicóloga não o culpava por sua preocupação com ela, mas não se conformava por isso ter causado seu afastamento. Retornando ao trabalho passou o restante do dia controlando seus pensamentos para focar em suas tarefas no hospital. Ao final do plantão, quando chegou em casa, teve o prazer da companhia da amiga, que ironicamente também havia brigado com o professor Santoro.
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  — Eu ainda não sei o porquê que continuo insistindo nessa relação — reclamou Caterina, ao se sentar na banqueta da cozinha e observar a amiga preparando o jantar.
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  — Me impressiona ter durado tanto tempo — comentou %Aura%, rindo de leve da careta da amiga. — Sempre que brigam você enfrenta horas de viagem até Florença apenas para ficar pouco tempo e voltar correndo para os braços dele.
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  — Hum… — ela resmungou um pouco. — Pelo menos eu aproveito a vista quando venho de trem, quem mandou você morar longe, se tivesse ficado em Roma, ajudaria mais.
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  — Vim por causa do mestrado e do paciente problema, agora tenho que ficar por causa da minha residência — explicou ela, suas razões.
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  — E você, amiga, como se sente com o rompimento? — perguntou ela, aproveitando o assunto.
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  — Caterina… — Ela parou de misturar o molho à bolonhesa que preparava. — Sério mesmo que você vai mencionar isso como se fosse um relacionamento? %Luigi% era apenas um…
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  — Paciente problema? — Caterina soltou uma gargalhada alta. — Desculpa, amiga, mas ele te demitiu logo no início, e depois de cinco anos de convivência, vocês pareciam mais um casal quase tradicional e nada convencional… A única coisa que faltava para oficializar isso era sexo.
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  — Ai, Caterina, pare de pensar besteiras. — Com o olhar de repreensão, ela voltou sua atenção à panela. — Eu e %Luigi% desenvolvemos uma… Como posso classificar… Uma amizade fora dos padrões normais.
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  — Sei… — A amiga voltou seu olhar para a travessa cheia de macarrão cozido. — Se rolasse alguns beijos, amassos e carícias a mais, até poderia dizer que é uma amizade colorida.
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  — Ainda me sinto a médica dele, e jurei a mim mesma não me envolver emocionalmente com o %Luigi%, ou qualquer pessoa da máfia — explicou %Aurora% seus motivos.
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  — Mas não te impediu de ajudar a tal garota, por compaixão — retrucou Caterina.
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  — Não fale sobre isso, só te contei porque precisava desabafar. — Seu olhar ficou sério para a amiga. — Esse assunto morre aqui.
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  — Eu sei, não vai sair desse apartamento — garantiu Cate. — Mas e agora?
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  — Agora o quê? — %Aurora% manteve sua atenção no molho que despejava em cima do macarrão.
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  — Como fica meu shipp favorito da máfia? — esclareceu ela sua pergunta.
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  %Aurora% respirou fundo, diante do comentário e permaneceu em silêncio. Nem mesmo ela sabia como reagir ao ocorrido.
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  Ainda em Siena, %Giovanni% retornou à suíte, encontrando sua esposa ainda adormecida. Encostando-se à parede para contemplá-la, ele conseguia sentir uma sutil sensação de paz, olhando-a dormir. Paz esta que ansiava por muito tempo em seu interior.
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  — Hum… — O som do resmungo veio da cama, ela estava despertando.
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  — Buongiorno, senhora Magnus — disse ele, com ternura.
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  — Buongiorno, senhor Magnus… — Ela ergueu de leve o corpo e notando o olhar sério dele, por não dizer seu nome. — %Giovanni%.
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  Com um sorriso de canto, ele deu alguns passos lentos até a cama enquanto desabotoava a camisa em seu corpo, dando-a a entender suas intenções. %Alice% assentiu com um sorriso meigo, permitindo o retorno das investidas do marido, sentindo sutilmente em seu interior, arrepios diante de suas carícias regadas a malícia fervorosa. Algo que nunca imaginou viver em seus anos de fuga e agora estava desfrutando do calor do corpo de %Giovanni%, e da profundidade do amor que ele sentia por ela.
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  — Está pensativo… — comentou ela, ao erguer seu corpo sentando-se pouco atrás dele e olhando as cicatrizes em suas costas.
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  — Hum — ele assentiu, continuou sentado de costas para ela, com o olhar na passagem de vidro para a varanda.
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  — Algo lhe preocupa? — perguntou ela, ainda deslizando seus dedos pelas costas dele.
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  — Algo sempre me preocupa — respondeu ele.
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  — Ainda vou poder ver minha mãe? — Ela estava preocupada pela falta de notícias.
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  — Claro que vai, dei minha palavra — assegurou ele.
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  Sabendo que possivelmente não poderia cumprir.
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  — Como aconteceu? — indagou ela, curiosa ao passar seus dedos com leveza em cima de uma das marcas nas costas dele.
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  Mais um longo silêncio se formou, com %Giovanni% recordando internamente o passado.
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  — Eu tinha sete anos e o %Luigi% quatro… Meu irmão era novo demais para se lembrar das vezes que eu apanhei em seu lugar — começou o primogênito, a contar sua história, que a surpreendeu de imediato. — A primeira vez, foi quando meu pai descobriu que ele não era seu filho biológico, mas fruto de uma noite proibida entre minha mãe e seu amigo, o professor Giordano.
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  — O padrinho do %Luigi% — disse ela, puxando quem era em sua memória.
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  — Sim — confirmou %Giovanni%, mantendo sua atenção onde estava, mesmo sendo as movimentações de sua esposa na cama. — Precisei suportar as dores do meu irmão por alguns anos, até ele crescer e enfrentar sozinho esse fardo.
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  — Mas eu o vi muitas vezes defendendo ele — questionou %Alice%, revelando as muitas vezes que espionava os irmãos.
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  Ele assentiu com um sorriso de canto. Logo os lábios de %Alice% tocaram uma cicatriz próxima ao seu ombro, então ele sentiu uma gota de lágrima escorrer em suas costas, sendo seguidas por outras.
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  — Ei! Por que está chorando? — perguntou ele ao se virar para ela com o olhar sereno e impressionado com a esposa.
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  — É que você… — Ela não conseguia externar seus sentimentos em relação a história descoberta.
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  — Não chore — pediu ele, limpando suas lágrimas. — A única pessoa capaz de me machucar agora… É você.
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  As palavras de %Giovanni% não soaram por maldade, mas sim com a intenção de mostrar a %Alice% que ela era seu ponto fraco e forte, ao mesmo tempo.
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  Após mais dois dias confinados na suíte do hotel, %Giovanni% conduziu sua esposa a uma viagem descontraída e divertida em seu iate luxuoso, pela costa do país. Uma experiência suave para %Alice% se sentir mais leve e menos reclusa do mundo. Don Magnus sabia que não poderia mantê-la trancada entre quatro paredes, então deveria praticar seu autocontrole a fim de dominar seu lado obsessivo.
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  — Ficamos seis meses longe de casa, e ao retornar… — %Alice% bufou chateada com a recusa inicial dele. — Você prometeu que não me prenderia novamente, que eu teria minha liberdade de ir e vir.
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  Ele manteve seu olhar afastado dela, relutante por seu pedido. O casal havia prolongado o máximo possível seu retorno à Florença. Com %Luigi% em seu lugar, o primogênito pode desfrutar de tanto tempo longe de casa, tendo a lua de mel dos sonhos com sua esposa. Foram seis meses fazendo do iate seu cruzeiro particular, dando voltas pelos mares europeus, sem destino certo. 
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  — %Giovanni%, olha para mim. — Ela manteve-se parada diante dele, com o olhar sério e frustrado.
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  — %Alice%... — disse num tom baixo.
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  — Eu entendo que não possa ver a minha mãe agora porque seu pai está doente, mas… — Ela respirou fundo. — Rosalia está grávida e quer compartilhar esse momento comigo que sou sua amiga, você me privou da companhia dos meus amigos uma vez, vai fazer novamente?
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  Ele permaneceu em silêncio.
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  — Eu não vou fugir… Não confia em mim? — insistiu ela, mais uma vez. — Apenas quero visitar minha amiga.
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  — Eu confio em você — respondeu ele, suavizando o olhar. — Só pensei que pudesse descansar mais um pouco, não fazem nem dois dias do nosso retorno.
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  — Não se preocupou com meu cansaço noite passada — retrucou ela, deixando-o sem resposta.
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  Ele respirou fundo.
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  — Tudo bem — assentiu com um sorriso. — Mas terá seguranças lhe acompanhando.
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  — %Giovanni%. — Ela cruzou os braços, séria. — Estamos em casa, não há lugar mais seguro e vigiado por você que Florença.
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  — Ok, será acompanhada apenas por %Nicolai% — disse ele, baixando a guarda.
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  Messina havia conquistado o que queria e muito além, não somente a confiança de %Giovanni%, como também do irmão que o observou atentamente nos meses que ficou em seu lugar. Precisamente sendo escoltada pelo motorista entregador, %Alice% se dirigiu à loja de roupas de bebê, localizada no quarteirão da moda, tido como a rua mais luxuosa e cara da cidade, no qual sua amiga lhe aguardava.
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  — %Ally%! — Rosa abriu um largo sorriso ao abraçá-la. — Fiquei surpresa quando me disse que estava vindo.
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  — Bem, parece que consegui domar a fera — brincou ela, fazendo a amiga rir.
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  — Vamos às compras, então? — disse Rosa animada.
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  %Alice% assentiu com um sorriso e a acompanhou até o interior da loja. %Nicolai% permaneceu no perímetro observando as amigas e tirando algumas fotos para enviar ao Magnus, relatando cada passo delas. Por mais que %Giovanni% confiasse na sinceridade de sua esposa, sua rivalidade com Rivera estava ainda mais forte, após sua entrada em Siena na noite do resgate.
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  — Olha que fofo, amiga — disse Rosalia ao segurar um macacão de recém-nascido.
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  Seus olhos brilhavam.
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  — Já imagino o papai babão que Matteo vai ser — comentou %Alice%, rindo de suas palavras lembrando do amigo. — Ele adora crianças.
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  — Nem me fale, agora mesmo que ele não vai poder escapar do casamento — disse ela, certa da aliança em seu dedo.
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  — Vocês dois são uma figura e ficam fofos juntos. — %Alice% riu mais um pouco dela e voltou o olhar para alguns sapatinhos que estavam na vitrine em sua frente. — Deve ser uma experiência incrível ser mãe.
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  — Se lorde Magnus continuar na intensidade que me contou, em breve se juntará ao clube das mamães de primeira viagem — brincou ela, com um toque malicioso em seu comentário.
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  — Depois de seis meses, ainda consigo me surpreender — confessou %Alice%, notando seu corpo aquecer um pouco. — O olhar profundo dele já me deixa desnorteada, quando me toca é… Como se eu saísse fora de órbita.
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  — Está apaixonada — constatou Rosalia, boquiaberta por ver o brilho no olhar da amiga. — Quem diria que %Giovanni% Magnus conseguiria alcançar seu coração.
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  %Alice% suspirou, tentando afastar seu momento de devaneio ao lembrar dos beijos quentes do marido. Voltando o olhar para a miga, ficou um pouco vergonhosa.
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  — Não precisa ficar assim, é surpreendente, mas legal que esteja sentindo isso — alegou Rosa, rindo com discrição. — Você apenas abriu a porta para a felicidade.
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  — Não há garantias de felicidade duradoura quando se está inserido no mundo da máfia — %Alice% expôs sua opinião sobre a realidade em que vivia atualmente.
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  Mesmo estando às boas com %Giovanni%, e lhe permitindo amá-la da forma mais intensa que conseguia, %Alice% sabia que a vida poderia ser curta demais e sentimentos como a felicidade, poderiam ser passageiros. Após uma tarde de descontração com a amiga, com muitas risadas e planos para o futuro, %Alice% despediu-se de Rosalia e retornou ao carro com %Nicolai%.
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  — Para onde vamos agora, senhora Magnus? — perguntou ele, ao ligar o motor do carro.
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  Ela ficou em silêncio por um momento.
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  Sua mente refletia nas palavras de Rosalia: Quem diria que %Giovanni% Magnus conseguiria alcançar seu coração. %Alice% havia chegado a um nível perigoso para ela, o caminho pelo qual estava percorrendo não tinha volta, o que fazia doer ainda mais seu coração. Ao fechar os olhos, segurou suas emoções, e lutou contra as muitas memórias dos dias de lua de mel. Do sorriso gentil de %Giovanni%, a forma como ele a olhava, seus gestos de carinho e a sensação de proteção que lhe transmitia. 
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  Foram longos minutos de autotortura…
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  — Para casa — %Alice% finalmente abriu os olhos e com seriedade os direcionou para o retrovisor da frente, encontrando o olhar atento dele para ela —, %Nicolai%.
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Dia seguinte…

  Uma pausa na rotina de designer de sucesso, para um café de reconciliação com o irmão. %Clarice% estava sentada em uma mesa ao lado da vidraça da fachada, acompanhada de Marco. Atenta às palavras do irmão em seu discurso de desculpas.
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  — Tudo bem, Marco, sem ressentimento, é meu último dia na cidade e não ir para Londres sem um motivo para voltar para casa no Natal — disse a jovem, ao sorrir para ele, lembrando-se dos momentos descontraídos de sua infância que passou com ele. — Agora vamos atacar esta torta, que está com uma cara convidativa. 
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  Ele concordou sorrindo de volta e deu a primeira garfada. Era uma tradição dos Tommaso celebrar suas reconciliações na primeira padaria construída por seus antepassados, bem ao centro de Milão. Tudo parecia tranquilo naquela tarde refrescante de abril, quando de repente um estouro soou do lado de fora, sendo seguido por uma chuva de tiros em sua direção. Marco em sua reação inicial, jogou seu corpo em cima da irmã, para que se abaixou-se, assim protegendo-a com precisão. %Vincenzo% que estava próximo também se abaixou já sacando sua arma para atirar.
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  O som dos vidros da fachada caindo assustaram ainda mais %Clarice%, que se mantinha encolhida embaixo do irmão. Ao final do tiroteio, %Vincenzo% se aproximou dos irmãos em desespero, ao retirar Marco de cima dela, percebeu o mesmo baleado na barriga e ombro, o sangue escorrendo por sua boca, deixou a irmã mais aflita ainda.
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  — Marco — disse ela, em desespero, ao tocar o local baleado. — Marco, fala comigo... 
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  Seu olhar para o segurança foi de medo.
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  — %Vincenzo%, por favor, ajuda ele — pediu ela, já em lágrimas pelo irmão.
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  O segurança retirou seu paletó e pressionou o tecido na ferida, a fim de paralisar o sangue. Então, retirando o celular do bolso, fez a pior ligação de sua vida. 
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  A que iria revelar seus segredos à sua amada. 
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  — Central, aqui é o agente %Vincenzo% Salvatore, setor sete, código 1924, mande ambulâncias com urgência para a via Losanna, número 14. — Seu olhar se manteve fixo em %Clarice%, enquanto falava ao celular. — Houve um tiroteio e temos feridos no local.
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Eu preciso de você, garota
  Por que eu amo sozinho e
  Termino sozinho?
  Eu preciso de você, garota
  Por que, sabendo que vou me machucar, 
  Toda hora preciso de você?
  - I Need U / BTS

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Lelen

O Giovanni todo iludidinho, tadinho.
E EU NÃO TAVA ESPERANDO ESSE TÉRMINO NÃO. VOLTA, LUIGI, VAI TER BOLO!
Foi um monte de coisa acontecendo em um capítulo só, meu santo senhor. Mas eu tô esperando o final feliz de todo mundo (apesar da ideia inicial que eu mandei, NÃO ERA PRA ESSE PERSONAGEM SER CHARMOSO E APAIXONANTE KKKKKKK)

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