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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Mafia’s Paradise

Escrita porPams
Revisada por Lelen

18 • Lockdown

Tempo estimado de leitura: 27 minutos

Toscana, inverno de 2020

  Dizem que o paraíso da máfia é feito de acordos e barganhas, %Alice% estava diante do mais arriscado de sua vida. Não era apenas a vida de sua mãe que poderia estar em risco agora, mas de seus amigos os quais deviam suas carreiras de sucesso ao Magnus, e seu noivo inocente que não tinha ideia do quão perigoso era estar próximo a ela. Sentada diante da mesa do escritório com documentos em sua frente, seu olhar se mantinha fixo nos papeis. Se tratava de uma certidão e um contrato de casamento, ambos com seu nome e de %Giovanni%. Para o primogênito, a única forma de garantir que ninguém tocasse nela seria tornando-a sua esposa. Por isso, a presença do vestido de noiva ainda em seu corpo.
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  — Irmão, quando me disseram quem estava aqui não acreditei… — %Luigi%, que entrava repentinamente, parou seus passos após ver %Alice% presente.
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  Um breve sentimento de perplexidade passou por ele, a garota realmente não tinha sido muito esperta em sua discrição. O olhar do primogênito seguiu atravessado para ele, como se dissesse estar interrompendo um momento importante, porém, não obtendo sucesso em sua ameaça. Com serenidade no olhar, o caçula ignorou o fato de tê-la ajudado no passado e voltou sua preocupação para a situação delicada que os negócios passavam diante dos diversos casos que os noticiários relataram sobre um vírus originado na China.
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  — Estou ocupado agora — disse %Giovanni%, mantendo os braços cruzados, de pé do outro lado da mesa.
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  — Com? — insistiu o caçula, dando alguns passos para perto e passando os olhos no que estava escrito nos papeis. — Teremos casamento? E não me convidou para padrinho? Isso fere meus sentimentos, irmão.
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  — Não estou para brincadeiras, %Luigi% — continuou o mais velho, voltando a olhar %Alice%.
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  — Podemos falar lá fora? — pediu o caçula, indicando que estava para se retirar.
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  %Giovanni% soltou um suspiro fraco.
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  — Não quero forçá-la a nada, por isso te darei este tempo para pensar — disse num tom firme, ele passou por ela e seguiu para a porta.
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  Do lado de fora, %Luigi% com seu olhar preocupado, aguardava-o.
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  — O que quer? — indagou o primogênito.
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  — Tem certeza do que está fazendo? — respondeu ele, com outra pergunta. — Você sequestrou ela no dia do seu casamento e agora está forçando-a se casar com você… Eu poderia até dizer que é um pouco cômico, se não fosse trágico.
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  — O que achou que eu faria? — %Giovanni% permaneceu sério.
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  — Quando me ligou dias atrás dizendo que viajaria para Braga com urgência, concordamos que não faria nada que prejudicasse nossa família. — %Luigi% sabia que a única fraqueza de seu irmão era a filha da empregada. — Mas não me surpreende que tenha sido por ela.
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  A pessoa que certamente poderia levá-lo à ruína.
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  — E não vou — garantiu %Giovanni%, certo de suas responsabilidades. — Sei o que estou fazendo. 
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  — Ah sim, invadindo território alheio. — O caçula riu de nervoso. — Desde quando faz isso? Sabe que temos diferenças com os portugueses.
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  — Eu sou o chefe, eu dou as ordens e sei o que faço. — O som alto, grave e forte da voz de %Giovanni% pôde ser ouvido de longe.
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  — Ok, majestade… — %Luigi% levantou as mãos em rendição. — Não está mais aqui quem criticou. 
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  — Se for apenas isso, volte para sua médica e me deixe em paz. — %Giovanni% virou de costas.
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  — Somos família e você é meu irmão. — O caçula não ligou para o mau humor do mais velho, entendendo que as coisas com a filha da empregada não estavam indo como gostaria. — Sei que temos um leve defeito de querer o que não podemos ter.
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  — Não a estou obrigando — afirmou o primogênito.
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  — Ah, não? — O olhar de %Luigi% tinha traços de sarcasmo.
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  — Eu lhe dei duas opções. — %Giovanni% suavizou o olhar, sabendo que ambas terminariam em %Alice% ficando ao seu lado.
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  — Até imagino quais sejam. — O caçula riu baixo, e se espreguiçando sentiu um dolorido em sua costas. — Não vou dispor de mais tempo, você tem uma lua de mel para aproveitar.
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  Ele tentou suavizar o sarcasmo.
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  — Verei o Don Magnus no lançamento da coleção da %Clarice%? — indagou o caçula, lembrando-se do evento para a elite que a amiga organizava.
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  Com os muitos avisos de cuidado com aglomerações por parte do governo, Tommaso não estava disposta a adiar mais e com o apoio dos donos de Toscana, tinha autorização para seu lançamento.
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  — Claro que me verá, e estarei muito bem acompanhado — assegurou %Giovanni%.
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  — Vejo você amanhã à noite na reunião de Toscana, há coisas acontecendo na China que podem nos preocupar — disse %Luigi% ao lembrar-se dos comentários de %Aurora% a respeito do assunto. — Espero que esteja vendo o noticiário.
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  — Estou avaliando o assunto, sei que pode ser perigoso para os negócios, mas se tivermos que parar o país, será do nosso jeito — disse %Giovanni%, certo da forma em que comandaria tal reunião, contendo os chefes das famílias da máfia de todas as regiões da Itália.
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  Por mais que o primogênito tivesse seus pensamentos concentrados na filha da empregada, ele ainda tinha deveres para com a máfia, os quais não podia ignorar. Ao retornar ao escritório, andou até %Alice% e notou os papeis assinados. Ela havia tomado sua decisão e aceitado o fardo de se casar com ele para proteger quem amava.
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  — Preciso que acredite que eu não quero machucá-la. — Ele girou a cadeira para olhá-la nos olhos. — Só quero uma chance.
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  — Chance para quê? — indagou ela, com seus olhos avermelhados e o rosto molhado pelas lágrimas.
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  Por um momento, o primogênito sentiu seu coração apertado por causar aquele curto período de dor a ela, contudo, em sua mente tinha a convicção de que se conseguisse conquistar seu coração, poderia fazer de %Alice% a mulher mais feliz do mundo. Tocando de leve em seu rosto, ele enxugou suas lágrimas com os dedos.
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  — Amá-la. — Sua voz soou mais suave, porém com uma sutil pitada de desespero. 
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  Era a primeira vez que %Giovanni% admitia seus reais sentimentos por ela. Finalmente após cinco anos não querendo aceitar que a admiração pela criança que o salvou do afogamento, tornou-se algo mais forte e profundo pela mulher que estava diante dele. %Alice% se encolheu um pouco abaixando o rosto, um tanto quanto zonza pelas palavras dele, precisando de forças para lidar com a situação, pois apenas conseguia enxergá-lo como um homem obsessivo, assim como Francesco era para sua mãe.
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  — Senhor Magnus… — ela começou a sussurrar, parecia sentir-se sufocada com a informação. 
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  — Não seja formal, diga meu nome, somos casados agora — pediu ele, mantendo a voz branda.
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  Dando um passo para trás, %Giovanni% afastou-se dela, olhando-a com atenção. %Alice%, controlando sua respiração, se forçou a organizar a mente que fervilhava de pensamentos, então, tomou coragem para levantar seu olhar novamente e falar.
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  — Eu amo outra… — iniciou ela.
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  — Não termine essa frase! — gritou ele, se enfurecendo.
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  Suas mudanças de humor iam de oito a oitenta em um piscar de olhos. A jovem levantou da cadeira, mesmo se sentindo cansada após tantos dias com aquele vestido, que agora se mostrava sujo e rasgado, precisava fazer o homem voltar a razão. Mesmo que demonstrasse não a ter.
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  — Eu sou apenas a filha da empregada e o senhor é um Magnus, como poderia me amar? — indagou ela, se aproximando dele. — O senhor pode ter qualquer mulher que quiser.
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  O desespero tomou conta da voz dela, que apenas queria não viver aquela realidade.
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  — Eu quero você! — gritou ele novamente.
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  Ao segurá-la pelo braço, pressionou-a contra a parede, mantendo seus corpos próximos o suficiente para que pudessem sentir a respiração do outro. O coração de %Alice% acelerou de imediato, o que a fez sentir medo.
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  — Senhor Magnus… — sussurrou com a voz trêmula, e o olhar amedrontado.
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  — Diga meu nome — pediu ele ao encostar seu rosto ao dela, controlando seus impulsos internos. — %Alice%, apenas diga meu nome.
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  — Por favor... %Giovanni%. — Ela fechou os olhos ao senti-lo deslizar seus dedos em seu corpo, e com a voz quase falha. — Você prometeu que não me forçaria a nada.
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  Foram longos minutos de silêncio com ela sentindo a mão de %Giovanni% segurando em sua cintura com um leve aperto involuntário. O corpo do primogênito emanava uma intensidade fora do comum, sentida por ela com facilidade, uma alta temperatura os envolvia de uma forma que a assustava. Há quanto tempo ele esperava por esse momento em que finalmente poderia tocá-la sem nenhuma culpa. %Alice% era uma mulher feita, adulta, e agora, perante a lei, sua esposa.
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  — E não vou. — Ele respirou fundo, e mesmo com uma feroz luta interna, seu lado racional o fez se afastar.
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  — Vai me trancar aqui!? — perguntou ela, receosa pela resposta.
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  — Jamais faria isso com você — disse ele, com segurança. 
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  O novo Don Magnus sempre se considerou um homem de princípios, tais quais que o tornavam diferente do pai e dos outros dons da máfia, em todos os aspectos. Assim, %Giovanni% caminhou até a porta e abriu-a, logo a silhueta da senhorita Vernice apareceu, trazendo ainda mais lembranças à jovem.
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  — Senhorita Vernice, leve minha esposa ao quarto principal — ordenou ele, voltando seu olhar para %Alice%. — Descanse.
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  Ela assentiu com a cabeça e então se retirou, sendo guiada pela governanta. Para %Alice%, adentrar o interior da casa era uma novidade, pois jamais havia passado da cozinha onde se reuniam os empregados, com seu discreto olhar foi passando por cada cômodo observando cada pequeno detalhe. Assim que entrou no quarto principal, com a governanta permanecendo ao lado de fora, seu devaneio de pensamentos foi cortado pelo barulho da porta se fechando.
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  — Não a ouvi trancar a porta — disse a jovem num tom baixo, indo até ela e tocando na maçaneta.
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  Seria um tanto esperançoso dizer que ela poderia tentar fugir naquele momento, entretanto, ao abrir a porta se deparou com dois seguranças parados um de cada lado. Mesmo não sendo o escritório, já poderia imaginar que aquele quarto seria o novo cativeiro da mansão, o lugar mais protegido de Toscana.
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  No escritório, o olhar de %Giovanni% se voltou para o interior do ambiente, ele sabia que aquele lugar fazia mal para a pessoa que tinha seu coração nas mãos. Não levou minutos até que no impulso de sua frustração por passar a noite de núpcias longe da jovem, o Don, colocou abaixo o ambiente de más lembranças para a família. O que o ajudou assim, descarregar todas as suas energias acumuladas.
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  Na manhã seguinte, %Alice% despertou de seu profundo sono, sendo recepcionada com um largo sorriso vindo de Liz. Ver um rosto conhecido acolhedor, trouxe a ela uma ponta de esperança. De todas as empregadas da casa, Liz sempre se mostrou a mais simpática e recíproca de todos.
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  — Bom dia, senhora Magnus! — Ela parecia animada com a notícia da nova senhora da casa.
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   — Bom dia — disse a jovem, sorrindo de volta.
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  %Alice% levantou-se rapidamente e a abraçou no impulso da emoção por vê-la.
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  — É uma surpresa e felicidade vê-la novamente na mansão Magnus — disse a empregada, com certa empolgação. — %Alice%, você está tão crescida. — Liz manteve o olhar gentil. — E bonita — completou. 
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  — A liberdade fez isso. — Ela soltou um suspiro nostálgico e voltou a atenção a empregada que a olhava com atenção. — Minha mãe, não a vi aqui.
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  Liz silenciou-se, então retornou ao seu trabalho quando sentiu movimentações vindas de fora do quarto. No primeiro momento %Alice% não entendeu, até que a porta se abriu e a mãe de %Giovanni% adentrou o quarto.
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  — Liz, espere lá fora — ordenou Marie com seu olhar altivo e superior.
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  — Senhora Magnus. — A jovem ficou estremecida pelo olhar da mulher, que remetia a uma pessoa cruel e rancorosa.
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  — Confesso que fiquei tão feliz quando desapareceu, que até um champanhe estourei, mas a gora… — Marie deu alguns passos até ela. — Estou irritada por ter voltado.
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  A mulher ergueu sua mão e bateu no rosto de %Alice% a ponto de deixar sua marca. A jovem, por sua vez, se sentiu ainda mais indefesa, pois se lembrava com clareza das muitas vezes que foi alvo dos ataques de vingança dela. Porém, mesmo com medo, ela levantou seu rosto novamente, com os olhos lacrimejando.
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  — Prepotente como sua mãe. — Marie ficou ainda mais furiosa, e ergueu sua mão novamente para descontar sua raiva.
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  — O que pensa que está fazendo? — A voz de %Giovanni% soou atrás de sua mãe, enquanto segurava seu pulso com força e frieza. — Como ousa tocar nela?
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  — Me solte, %Giovanni%, sou sua mãe. — Maria se debateu para se soltar, porém sem sucesso.
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  Logo o filho a arrastou para fora do quarto de forma brusca, quanto mais ela tentava se soltar, mais ele apertava seu pulso com raiva dos atos da mãe.
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  — O que vai fazer? — indagou a mulher, não reconhecendo seu filho. — %Giovanni%, vai mesmo machucar sua mãe por causa da filha da empregada? 
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  — Não vou machucá-la, não desta vez. — Ele a soltou, ao jogar seu corpo no sofá. — Sabe meus princípios, mãe, mas vou lhe dar apenas um aviso para não dizer que não fui um cavalheiro.
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  — %Giovanni%. — Havia medo e espanto no olhar de Marie, pois não reconhecia o filho.
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  — Jamais toque nela novamente. — Seu tom forte e ríspido a fez se encolher. — Senhorita Vernice.
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  — Sim, Don Magnus! — respondeu a mulher prontamente.
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  — Minha mãe não tem mais a permissão de entrar nessa casa sem a minha autorização. — Ele olhou para ela. — Estamos entendidos?
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  — Sim, senhor — assentiu a governanta. 
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  %Giovanni% respirou fundo e retornou ao quarto, encontrou a empregada aguardando por novas ordens do lado de fora, uma ação por precaução. Assim que ele entrou e fechou a porta, caminhou em silêncio até %Alice%, com o olhar focado em seu rosto marcado.
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  — Perdoe-me por isso — disse num tom baixo e amargurado, erguendo sua mão e tocando com suavidade o rosto da moça na região avermelhada. — Não permitirei que volte a acontecer. 
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  — Está tudo bem. — %Alice% o olhou, mantendo a distância. — Não foi a primeira vez, como deve saber.
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  Por mais que %Giovanni% tentasse ser acolhedor e gentil, ela não conseguia sentir nada por ele. Ou pelo menos não se imaginava tendo os sentimentos que ele tanto ansiava.
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  — Não está nada bem. — Ele respirou fundo, para controlar-se, não queria deixá-la mais assustada do que já estava, então, notando que a jovem vestia uma camisa sua: — Mandei que lhe comprassem roupas novas, tem total acesso ao closet.
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  — Me desculpe — sussurrou ela, entendendo sobre o que ele falava.
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  — Te espero na mesa do café — disse ele, dando um sorriso bobo, como um homem apaixonado.
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  Ela assentiu. 
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  Assim que ele se retirou, %Alice% soltou um suspiro de alívio, não havia completado nem um mês de seu retorno e o caos já tinha se estabelecido em sua vida. Agora ela estava ligada matrimonialmente a Don Magnus para proteger quem amava, e não imaginava como seriam seus dias a partir dali.
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  As horas se passaram e com o anoitecer, a reunião dos Dons estava a alguns minutos de se iniciar. %Giovanni%, com sua pontualidade impecável, já se encontrava no interior da confeitaria Tradizionale, que compunha a rede de padarias e confeitarias mais apreciadas da região, estabelecimento este que pertencia aos Tommaso. %Luigi% se manteve de pé, próximo a vidraça, observando os carros estacionando na rua, enquanto o primogênito manteve seu olhar sério e analítico aos homens que adentraram e se acomodaram pelas cadeiras. 
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  — Boa noite, senhor Magnus, deseja um espresso duplo acompanhado do especial cannoli supreme? — ofereceu a atendente ao se aproximar da mesa que ele sentou.
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  — Mas é claro que ele vai querer — brincou %Luigi%, ao se voltar para eles, com um tom brincalhão — meu irmão agora é um homem casado, não pode beber à noite... Mas pra mim, gostaria de uma taça de vinho branco, Cuspere Mont Blanc 1975.
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  A atendente voltou o olhar para %Giovanni%, que mesmo irritado com o comentário do irmão acabou assentindo, principalmente pela parte que enfatizou seu novo estado civil. Logo, a mulher retornou com o pedido e os serviu com precisão, indo até os outros senhores e anotando seus pedidos também. Em poucos movimentos, %Giovanni% conferiu as horas no relógio em seu pulso, atraindo a atenção de todos no ambiente.
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  — Cavalheiros, sejam bem-vindos a nossa reunião extraordinária — iniciou o Don Magnus, mantendo a imponência que aprendeu a demonstrar através dos ensinamentos do pai. — Temos um assunto de extrema importância para tratar, todos aqui estão acompanhando as notícias sobre o vírus da China, estive com nossa representante no governo, que me relatou a real situação.
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  — Há rumores que pode se tornar uma pandemia — comentou Alfredo Mancini. — O governo francês tem falado em lockdown. 
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  — Faremos o mesmo na Itália, o quanto antes — disse %Giovanni%, em tom de comunicado, demonstrando não estar aberto a sugestões.
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  — Don Magnus, e como ficarão nossos negócios? — indagou Rivera intrigado com a estratégia do líder.
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  — Este é um vírus que se passa através do contato direto, se faz necessário medidas preventivas mais duras e rápidas — explicou %Giovanni%, não importando com opiniões contrárias. — Se formos os primeiros e decretar isolamento social, seremos os primeiros a sair da crise, nossa senadora, Donatella Bernini, afirmou que já temos um grupo de cientistas trabalhando para entender melhor este vírus e encontrar uma vacina eficaz. E quanto aos nossos negócios, a equipe de Lorenzo está sendo treinada para exercer com precisão suas atividades de logística com as devidas precauções à saúde, nossos negócios não serão afetados se atuarmos com ordem e prudência. 
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  — Meus funcionários foram examinados e já estão seguindo os procedimentos de segurança. — Lorenzo Moretti se levantou, direcionando o olhar para Rivera, com firmeza. — Estarei à frente de todos os processos, supervisionando cada detalhe.
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  — Mais alguma dúvida, Rivera? — perguntou %Giovanni%, satisfeito com as palavras de Moretti.
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  — Me impressiona sua agilidade, desse jeito, poderá correr o risco de negligenciar sua lua de mel. — As palavras de Massimo soaram como provocação.
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  Aquela informação seria apenas divulgada no final da reunião. 
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  — Meça suas palavras e não ouse mencionar minha esposa. — %Giovanni% se levantou com o olhar transbordando fúria. 
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  O primogênito sabia as formas baixas que Massimo jogava. 
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  — Cavalheiros, que tal ponderarmos o assunto e degustar um pouco de vinho?! — %Luigi% acenou para a atendente, que começou a servir as taças vazias de todos. — Exceto para o Don Magnus. — Ele riu de sua própria brincadeira.
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  — Diante de uma notícia tão inesperada, devemos fazer um brinde ao matrimônio de Magnus — disse Marco ao levantar sua taça.
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  O primogênito Tommaso ainda tinha ressentimentos pelo término do noivado de sua irmã, não por %Clarice%, e sim pelas muitas vantagens financeiras que teria com a união.
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  — Sim, o casamento é o compromisso mais importante na vida de um Don — concordou Mancini, erguendo sua taça.
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  — Estamos esperando pelo seu agora, Rivera, és o único Don solteiro agora — comentou Gasparri, ao levantar sua taça. 
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  — Em breve, cavalheiros — ele ergueu a taça com um olhar provocativo a %Giovanni% —, me juntarei aos senhores.
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  — Ao casamento de Don Magnus — disse %Luigi% com seu tom debochado, porém respeitoso.
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  — Ao Don! — disseram todos em coral.
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  Após o brinde, ambos os cavalheiros se assentaram e retornaram aos assuntos de urgência.
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Dias depois em Milão…

  — A que se deve a visita do Don de Florença? — A voz de %Clarice% cortou o silêncio que pairava em seu ateliê. — Depois de cinco anos de busca, achei que estivesse desfrutando da lua de mel.
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  O tom amargo foi nítido em sua voz. 
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  A jovem permaneceu com sua atenção voltada para a cadeira em miniatura na qual trabalhava com destreza e cuidado. O lançamento de sua primeira coleção oficial de mobiliário estava agendado para a primeira semana de fevereiro, e Tommaso precisava aproveitar cada segundo dos seus dias até a data. Após vencer seu bloqueio criativo, a luta contra o relógio mostrou-se mais acentuada.
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  — Bom dia pra você também, %Clari%. — %Giovanni% manteve sua postura firme, com as mãos nos bolsos, próximo a porta, observando-a.
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  — Bom dia. — Ela manteve a atenção no objeto em suas mãos, no qual fazia o trabalho de lixamento da madeira. — Como está sua esposa? — Soou com sarcasmo.
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  — Quer mesmo falar sobre isso? — indagou %Giovanni%, analisando sua forma de ignorá-lo. — Sobre a volta de %Alice%?
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  — Devo confessar que estou chateada por saber do assunto pelo meu irmão? — desabafou a jovem ao parar o que fazia e olhá-lo. — Você prometeu que não me esconderia mais nada.
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  — Ainda somos melhores amigos? — perguntou ele, de forma estratégica.
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  — Sou eu quem deveria perguntar isso. — Ela cruzou os braços, com seriedade. — Não parece feliz para quem está em lua de mel.
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  — O mundo não são flores — comentou ele, de forma enigmática.
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  %Clarice% logo soltou uma gargalhada.
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  — Vai me dizer que o casamento… Nunca te passou pela cabeça que ela poderia não sentir o mesmo por você? — indagou %Clarice%, obtendo sua resposta através do olhar dele. — %Giovanni% sendo %Giovanni%.
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  — Podemos falar sobre outra coisa? — pediu ele. — Sobre o que me trouxe aqui.
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  — E o que seria? — perguntou ela.
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  — Vamos fechar o país começando pela região de Lombardia, e seu lançamento terá que esperar mais alguns meses — respondeu ele, direto e preciso.
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  — Não, não pode fazer isso, sabe o quanto estou me preparando? — questionou ela, em recusa.
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  — É para sua segurança, não sabemos o que está por vir, já registramos dois casos com mortes aqui em Milão, então nada de aglomerações — explicou ele.
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  %Giovanni% sabia o quanto era importante para a amiga, porém, diante das circunstâncias...
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  — Por favor, vários países na América estão se preparando para o carnaval — continuou ela, criando seus argumentos. — Será na próxima semana, não posso cancelar.
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  — Não estamos na América, você pode e vai cancelar. — Mesmo sua voz serena conseguia transmitir o tom de ordem.
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  Não era mais o seu melhor amigo falando, e sim, o Don de Toscana.
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  — Hum. — Ela bufou chateada.
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  — Obrigado por entender. — Ele piscou de leve, e sorriu com gentileza. — Mais uma coisa.
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  — O quê?! — Ela o olhou.
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  — Conversei com Marco e o proibi de continuar usando-a como moeda de troca — contou ele.
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  — %Luigi% te falou algo sobre o assunto? — indagou %Clarice%, surpresa por %Giovanni% ainda se importar com sua vida.
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  — Já disse, é a minha melhor amiga, não preciso do %Luigi% para saber o que acontece com você. — Ele voltou seu olhar para a janela do ateliê, focando em %Vincenzo% que estava do lado de fora esperando. — Tem certeza que ele é uma boa pessoa?
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  — Você ainda se preocupa comigo? — Por isso ela não esperava.
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  — Sempre, %Clarice% Elizabeth Tommaso — respondeu, chamando-a pelo nome completo.
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  — Confio a minha vida a %Vincenzo% — garantiu ela, certa de sua decisão.
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I don't care who you are
  Where you're from
  What you did
  As long as you love me.
  - As Long As You Love Me / Backstreet Boys

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Lelen
  — Amá-la. — Sua voz soou mais suave, porém com uma sutil pitada de desespero. " Leia mais »

Você vai ter a chance de amar ela, mas ser amado de volta……….

Lelen

A OUSADIA DA VIADA DA MARIE? Alguém vira a mão na cara dela também?
Eu não tava esperando o lockdown da vida real acontecendo na história, mas amei a inserção. O Luigi continua sendo o mais sensato da história.
E a Clarice rindo do Giovanni porque ele não pensou que a Alice poderia não gostar dele de volta… HASDOHSODIIO ESSA AMIZADE AHAHAHAHAH
Ainda bem que Clarice seguiu em frente e que Vincenzo não seja problemático demais e de fato goste dela, a pobre.

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