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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Mafia’s Paradise

Escrita porPams
Revisada por Lelen

15 • Bonequinha de Luxo

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

Milão, inverno de 2020

  Para os comerciantes dedicados, nada como o clima de Natal para aquecer a economia e impulsionar as vendas. Entretanto, com o passar das festividades, a primeira semana do ano sempre carregava um gostinho de nostalgia e ansiedade pela próxima data comemorativa. Em meio a este novo universo sazonal em que pesquisa de público, marketing e planejamento comercial se faz necessário, a recém-formada %Clarice% estava tentando se adaptar ao mundo dos negócios. Se preparando para lançar sua marca de mobiliário regada a um design italiano contemporâneo, atemporal e clean.
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  Após anos de estudo, muitos esboços e ideias de como seguiria sua carreira profissional, ela já havia encantado algumas pessoas da elite com seus projetos acadêmicos. Dois deles haviam lhe rendido prêmio em concursos de jovens talentos, e exposições da categoria iniciantes da última edição da feira de Milão, voltando a atenção de futuros clientes em potencial como também da mídia nacional, para a nova promessa no ramo de móveis. Com isso, para aproveitar o momento, Tommaso iniciou sua estratégia de lançamento, criando um instagram totalmente voltado para sua marca de mobiliário, em que diariamente gravava vídeos de seu dia a dia no ateliê que montou na cobertura de seu apartamento.
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  — E com isso, encerramos mais um dia de trabalho — disse ela para a câmera do celular em sua mão, enquanto encerrava a gravação.
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  Assim que finalizou, fez algumas edições rápidas e logo postou no reels. Mesmo não gostando de tanta exposição, aquele que parecia mais um passatempo que um trabalho, havia sido sua válvula de escape para não pensar nos problemas de família e menos ainda no casamento que não aconteceu. A comoção diante do anúncio de %Giovanni% sobre o rompimento causou muitas perturbações à garota, principalmente por parte de seu irmão Marco. Na teoria, sua palavra era sempre de apoio incondicional, porém, na prática, o novo chefe Tommaso nunca perdia a oportunidade de tentar usá-la como moeda de troca para algumas de suas transações.
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  Uma vez que sua vida profissional estivesse em foco, sua mente teria muito do que se ocupar. Contudo, naquela fria tarde de janeiro, o novo inesperado compromisso de %Clarice% seria no restaurante Chanti. Um jantar casual com Noah Evans, um agente duplo americano, conhecido por ser facilmente comprado, e, neste caso, seu interesse pela bela Tommaso, renderia ao irmão algumas informações preciosas sobre o agente Louis Durand.
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  — Vai mesmo a este jantar? — indagou %Vincenzo% ao se colocar na porta de seu quarto, olhando-a com atenção.
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  — Desde quando os encontros às cegas que meu irmão me promove são da sua conta? — Ela, que estava em frente ao espelho, olhou para seu reflexo.
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  — Todos terminam da mesma forma: — respondeu ele, do seu habitual jeito enigmático — comigo socando a cara de alguém.
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  %Clarice% tentou segurar o riso, sem sucesso. Era uma realidade que seus encontros arranjados por seu irmão jamais seriam considerados encontros saudáveis, e a desculpa de que queria lhe arranjar um marido já não se sustentava mais.
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  — Devo agradecer por não deixar o posto de funcionário do ano? — brincou ela ao se virar para ele.
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  — Não precisa ir se não quiser — continuou ele, mantendo sua opinião a respeito do assunto.
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  — O que foi, Salvatore?! — Ela deu o primeiro passo, seguindo em sua direção. — Está com ciúmes?
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  — Só quero privá-la de mais uma armadilha de seu irmão — respondeu ele, mantendo a frieza no olhar.
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  — Não acho que seja apenas isso. — Ela abriu um sorriso confiante. — Além do mais, sou uma Tommaso, jamais fujo de uma batalha.
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  — Você já fugiu de uma — retrucou o rapaz, referindo-se a Magnus.
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  — Aquela guerra nunca foi minha — explicou ela, sentindo seu coração um pouco mais conformado. — Eu vou ao jantar apenas para ver você socando a cara do agente.
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  Ela se afastou dele e deu alguns passos até a cama para pegar sua bolsa, ajeitando o casaco no corpo, seguiu com o segurança até o estacionamento. Pontualidade nunca foi o forte da jovem, pois a mesma fazia seu próprio horário, chegando exatamente quinze minutos após o combinado. O agente já a aguardava sentado em uma das mesas da área VIP, trajando uma roupa mais casual do que de costume dos cavalheiros que frequentavam o lugar.
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  — Senhorita Tommaso — disse ele ao se levantar para cumprimentá-la.
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  — Senhor Evans. — Ela retribuiu com um sorriso, o observando arredar a cadeira para que sentasse.
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  A atenção do agente voltou-se para %Vincenzo% por um momento lhe causando estranheza pela presença dele. Entretanto, sendo um bom camaleão, manteve a naturalidade de sempre, com um sorriso carismático no canto do rosto.
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  — Me sinto honrado por ter aceitado o convite — comentou ele ao se ajeitar na cadeira que estava de frente para ela.
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  — Meu irmão sabe ser convincente. — Mesmo com a sutileza no olhar do homem, %Clarice% percebeu-o encarando seu funcionário. — Espero que não se sinta intimidado por meu segurança.
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  — Já vivi muitas coisas para me sentir intimidado por um mero segurança — brincou ele, descontraindo o ambiente. — Vamos falar de nós.
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  — Nós? — Ela manteve a serenidade no olhar, imaginando o que o irmão teria prometido ao homem.
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  — Vosso irmão me disse que está à procura de um matrimônio — relatou Noah.
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  — Estou? — Ela riu internamente.
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  — Sei que talvez possa pensar que nenhum homem estará à altura de um Magnus, mas… — ele iniciou seus argumentos.
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  — Acha que pode me cortejar? — indagou ela, o interrompendo. — O que meu irmão lhe prometeu?
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  — Nada — respondeu o homem, se fazendo o ofendido.
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  — E o que prometeu a ele? — reforçou ela suas indagações, chegando ao ponto central do acordo. — Sei que é um agente duplo, ainda não entendo o que faz vivo e como consegue esse feito, mas se acha que serei a moeda de troca do Marco…
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  — %Clarice%, não é isso que está pensando. — Noah segurou em sua mão para que ela ponderasse suas desconfianças.
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  — Não me toque — disse ela num tom de ordem ao se soltar dele. — Eu vim apenas para lhe dizer que, assim como os outros, você não vai ter de mim o que quer que Marco tenha lhe prometido.
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  Ela levantou-se da cadeira para se retirar, porém, antes que pudesse se afastar, Noah segurou em seu braço.
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  — O que acha que seu irmão me prometeu? — perguntou ele, apertando o pulso dela.
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  — Solte-a. — A voz de %Vincenzo% surgiu entre eles, com o segurança também segurando o braço do homem.
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  — A conversa ainda não chegou à plebe — disse Noah, não se importando.
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  %Vincenzo% sabia muito bem que o agente não perdia a oportunidade de se mostrar superior a ele quando a tinha, então, no impulso da raiva, socou a cara do homem, o derrubando ao chão.
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  — Ela disse para não tocá-la — reforçou o segurança com firmeza em sua voz.
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  — Diga ao meu irmão que essa é a última vez que ele faz promessas em meu nome — anunciou %Clarice% com seriedade e uma pitada de deboche. — Eu sou um brinquedo caro e vocês são uma criança pobre.
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  Em risos de sarcasmo ela se retirou, seguindo para a saída. Antes de se retirar, %Vincenzo% olhou de forma inexpressiva para o outro.
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  — Uma palavra sobre mim a qualquer pessoa e vai desejar não existir. — Soou como uma sutil ameaça que gerou calafrios no homem ainda caído ao chão.
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  — Acha que sou ganancioso o suficiente para me colocar em risco? — retrucou Noah, engolindo seco. — Sei muito bem quem você é, Salvatore… Mas ela vai gostar de saber?
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  — Isso é um problema meu. — %Vincenzo% deu as costas para ele e se retirou.
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  Chegando ao carro, deu a partida e direcionou para um caminho aleatório, diferente do habitual. No fundo, %Vincenzo% se sentia aliviado por aparentemente as ondas de encontro finalizarem, sem casamento, sua presença na vida de %Clarice% se faria necessária e este era seu objetivo.
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  — Está silencioso — comentou ela do banco de trás.
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  — Estou concentrado — explicou ele.
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  — Não gostou do que eu disse? — indagou novamente.
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  — Não a vejo como um objeto. — Aquela expressão o havia incomodado.
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  — Foi só uma brincadeira, apesar de saber que tudo na máfia se torna uma moeda de troca — disse a moça com naturalidade, já estava acostumada com o mundo em que nasceu.
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  — Vai mesmo contra as imposições de seu irmão? — perguntou ao estacionar o carro em uma rua pouco movimentada.
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  — Apesar de ser divertido te ver socando eles, meu irmão precisa de limites — respondeu ela, voltando seu olhar para a janela. — Onde estamos?
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  — Vai descobrir. — Ele sorriu de canto e desceu do carro.
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  Tommaso desceu também, curiosa para saber onde estavam. Seguindo em silêncio, foi observando os detalhes da rua que pertencia à parte mais modesta e simples da cidade. Não chegava à periferia, entretanto, estava longe da parte mais luxuosa de Milão, e juntamente com o frio do inverno se encontrava pouco movimentada.
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  — Você me trouxe a uma cafeteria do outro lado da cidade? — perguntou ela ao parar diante da fachada e ler o nome.
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  — Não é qualquer cafeteria. — Ele riu discretamente e pegando na maçaneta da porta de entrada a abriu. — Pare de julgar o livro pela capa.
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  — Não estou julgando. — Ela fez uma careta e o acompanhou ao entrar.
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  De fato o lugar não era apenas uma cafeteria, e sim um pequeno espaço no qual também continha algumas peças de móveis clássicos em exposição.
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  — Não se compara ao Museo del Design Italiano no térreo do Triennale di Milano, mas o dono do lugar é um exímio colecionador — contou %Vincenzo% ao perceber que a deixou sem reação. — Ao invés de apenas guardar essas relíquias, ele montou a cafeteria para as pessoas terem a experiência de sentar em uma cadeira do século passado.
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  — Incrível, posso dizer a primeiro momento que metade dessas cadeiras possuem a assinatura da Bauhaus. — Ela voltou seu olhar para o segurança. — Como encontrou esse lugar?
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  — Meus segredos têm segredos — brincou ele com um sorriso de canto. — Você disse que precisava de um pouco de inspiração para sua primeira coleção oficial.
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  — Eu não vou aumentar seu salário — brincou ela, mantendo o olhar nele.
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  — Quem disse que estou pedindo? — Ele a olhou também.
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  A cada ano na companhia do segurança, %Clarice% conseguia se sentir ainda mais confortável e segura. Além de se surpreender com frequência devido aos lugares misteriosos que ele a levava. As horas se passaram com ambos degustando dos cafés especiais da cafeteria de nome Casella Caffè, infelizmente o dono não estava presente para que a jovem pudesse conhecer sua história.
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  — Ficar encarando a folha não vai funcionar — comentou %Vincenzo% assim que adentrou o ateliê.
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  Se contava duas horas em que ela estava confinada na cobertura, tentando esboçar algum croqui. Enquanto estava na cafeteria, sua mente fervilhava de ideias que foram se perdendo ao longo do caminho de retorno. O que lhe bateu a frustração.
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  — O que você sabe sobre bloqueio criativo?! — indagou ela ao se voltar para ele.
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  — Sei que se forçar demais, só vai piorar as coisas — respondeu %Vincenzo% com serenidade no olhar.
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  — Tenho até março para produzir algo — explicou ela, dando um suspiro fraco. — Se quero lançar minha marca na feira de Milão, preciso desenhar algo que valha a pena para iniciar o protótipo.
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  — Hum… — Ele deu alguns passos até ela, direcionando seu olhar para a folha branca em cima da prancheta. — O que lhe motiva a desenhar?
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  — Minhas memórias com a minha mãe, filmes clássicos de Hollywood, romances da Jane Austen — respondeu %Clarice%, refletindo a pergunta. — Geralmente me concentro mais no cenário e no mobiliário.
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  Um momento de silêncio entre ambos, com ele a encarando, analisando suas expressões.
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  — Quando foi que nos tornamos tão próximos a ponto de você me fazer essa pergunta? — indagou ela ao constatar a realidade de sua indagação.
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  — Reza a lenda que cinco anos são bodas de ferro, ou seria madeira?! — Seu comentário soou descontraído, fazendo-a rir.
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  — Se estivéssemos mesmo casados eu já teria pedido o divórcio — afirmou ela, sem receio de magoá-lo.
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  — Se estivéssemos casados… — ele parou e pensou com mais clareza o que ia dizer. — Apenas queria ajudar, não posso perder meu posto de funcionário do ano. — Ele deu um passo para se afastar.
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  — Por que não termina o que ia dizer? — Ela segurou no braço do rapaz.
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  — Não vale a pena. — Ele se soltou dela com facilidade e saiu do ateliê.
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  %Clarice% soltou um suspiro cansado.
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  Ela já havia notado os muitos olhares profundos do homem para ela.
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  Em cinco anos de convivência ela também já havia se habituado com os olhares e mudanças no humor do segurança, apesar da vida de %Vincenzo% ser uma perfeita incógnita. Não sabia quem eram seus pais, apenas que havia nascido no norte da Espanha e criado em diversos lares adotivos na infância. No entanto, se havia alguém que confiasse mais do que a própria família, era ele, a pessoa que ficou ao seu lado no momento em que se sentiu mais indefesa: o rompimento do noivado. Mesmo com o apoio de %Luigi%, o Magnus caçula também tinha seus dramas familiares.
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  — O que não vale a pena?! — %Clarice% deixou o lápis em sua mão em cima da mesa e saiu atrás dele.
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  Sentindo-se cansada de tantas respostas evasivas, diante da forma em que o homem a tratava, com tanto zelo e cuidado, ela se via irritada por seu emocional carente imaginar coisas que poderiam machucá-la outra vez. No passado, mesmo sendo cautelosa a respeito dos seus sentimentos por %Giovanni% e desconfiada do que poderia estar acontecendo, terminou em lágrimas por várias semanas.
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  — Por que você evita tanto me responder com clareza? — perguntou ela, em um visível tom irritado.
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  — O que quer que eu responda? — Ele, que estava encostado na porta de passagem para varanda, olhou-a tranquilamente.
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  — Não sei… — Ela bufou de leve. — A forma como se preocupa comigo, como cuida de mim, como me olha… Não acha que eu percebo isso? E tem me deixado louca.
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  — Estou apenas fazendo o meu trabalho — disse ele, friamente.
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  — Mentira — disse ela, impulsionando seu corpo para se aproximar dele.
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  Em um piscar de olhos de sua aproximação, %Clarice%, no estímulo do desespero interno, o beijou. Pego de surpresa, inicialmente %Vincenzo% deixou-se levar pelo momento e doçura dos lábios da jovem, envolvendo seus braços na cintura dela de forma despreocupada. Talvez, no fundo, ele também desejasse aquele momento, que levou anos para se realizar.
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  Uma intensidade fora do comum que nem mesmo com Magnus ela havia sentido.
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  — Me diga que não sentiu nada… — sussurrou ela, puxando o ar para retomar o fôlego.
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  — Eu realmente não senti nada. — Deslizando suas mãos pelo corpo dela até as retirar, Salvatore precisou reunir muita força para dizer aquelas palavras.
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  Internamente, seu desejo era prolongar aquele beijo e elevar o nível das coisas, contudo, indiferente da promessa que havia feito ao pai da garota, ele tinha uma segunda missão a cumprir.
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  — Bastardo! — %Clarice% o empurrou com raiva e se afastou, tomando impulso para sair correndo do apartamento.
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  O mesmo sentimento de rejeição que havia sentido há quatro anos com o término do noivado retornou ainda mais doloroso e profundo. Desta vez não havia nenhuma promessa de ambas as partes, nenhum acordo arranjado entre famílias, era apenas seu desejo de ser amada por alguém que se propunha cuidar dela com tanto zelo. E isso a deixava ainda mais furiosa consigo mesma, sendo imprudente a ponto de atropelar seu lado racional para se permitir gostar do funcionário do ano.
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  E sim, definitivamente ela estava apaixonada por ele.
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  — Achei que já tinha superado… — A voz de %Luigi% soou ao lado, despertando-a de seu devaneio momentâneo. — Depois de anos…
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  O caçula tocou na garrafa de Martini recém-aberta, faltava uma dose para chegar na metade.
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  — Por que acha que o mundo gira em torno dos Magnus? — perguntou ela, soltando uma risada fraca.
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  O tom de embriaguez já tinha lhe tomado conta.
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  — Qual o motivo, então? Bloqueio criativo? — indagou ele, puxando uma banqueta para sentar ao seu lado. — Gosto de vinhos, mas Martini sempre foi meu favorito para afogar as mágoas, e não acho que álcool vá ajudar nesse caso.
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  %Luigi% despejou a dose no copo e tomou um gole.
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  — Ei! Isso é meu — reclamou ela ao olhá-lo. — Pegue sua própria garrafa.
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  — Dos amigos é mais prazeroso — brincou ele, observando-a. — Se queria não ser encontrada, deveria ter escolhido outro lugar.
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  Já se contavam horas que %Clarice% havia se abrigado do frio em um bar da máfia chamado Vitrola, que curiosamente pertencia à família Riina, sendo um lugar aconchegante e muito conhecido entre seu grupo de amigos. Na alta madrugada, o estabelecimento já havia fechado ao público, entretanto, quem em sã consciência expulsaria uma Tommaso de seu bar?
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  — O que está fazendo aqui? — perguntou ela, não entendendo a presença do amigo em Milão.
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  — Tive alguns negócios pessoais para tratar na cidade, e desejei ver minha melhor amiga — respondeu ele, despejando outro gole e tomando em seu lugar.
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  — Vai mesmo continuar tomando a bebida dos outros?! — indagou ela, não dando importância para sua resposta.
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  — Você não é qualquer pessoa. — Ele sorriu de canto. — O que a trouxe aqui?
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  — Nada que valha a pena falar — resmungou a moça, tomando a garrafa dele e jogando o líquido no copo.
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  Antes que pudesse tomar, %Luigi% foi mais rápido e tomou o gole.
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  — Ei! — reclamou ela, fazendo-o rir.
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  — Está na hora de ir para casa. — Assim que %Luigi% levantou-se da banqueta, a silhueta de %Vincenzo% apareceu no campo de visão da jovem.
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  — O que ele faz aqui?! — indagou ela, irritando-se.
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  — Pelo que sei, ele esteve aqui desde o momento que entrou no Vitrola, na rua, te esperando sair. Foi ele quem me ligou — explicou %Luigi%, suspeitando o motivo. — Te vejo na minha festa de aniversário?
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  — Claro que sim. — Assentiu ela, fazendo bico.
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  Tommaso nunca foi de se comportar como uma garota mimada, seu senso de responsabilidade e maturidade causava admiração até mesmo da mais velha, Diana, contudo, diante do turbilhão de emoções pelas quais estava passando, conseguia notar que em sua mente lhe faltava um pouco mais de razão.
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  — Leve-a para casa com discrição — disse Magnus, num tom de ordem.
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  — Eu sei fazer o meu trabalho — retrucou %Vincenzo% se irritando com aquele olhar.
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  — É… Eu estou vendo. — %Luigi% riu baixo e continuou seus passos até a saída.
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  Uma onda de silêncio pairou pelo lugar com %Clarice% mantendo sua atenção na garrafa. Seu amigo havia bebido mais do que deveria e a garrafa já estava quase no fim.
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  — Vou te levar para casa — disse %Vincenzo% assim que o caçula Magnus se retirou do lugar.
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  — Eu não quero ir com você — disse ela, demonstrando sua chateação.
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  — O que você quer? — perguntou ele, reunindo sua paciência para lidar com a situação. Precisava ter empatia pelos sentimentos dela.
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  — Você! — respondeu ela, direta e precisa.
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  Sem pensar nas consequências…
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  %Vincenzo% cedeu aos desejos de ambos e a beijou de forma surpreendente e intensa, fazendo-a perceber que não ficaria apenas em um único beijo.
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  O restante da madrugada renderia.
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Minha resposta é você
Eu já abri o meu coração para você há muito tempo
Você é tudo para mim, esse é o meu jeito de confirmar
Eu deveria ser cuidadoso e me amar mais,
desse jeito eu nunca irei me machucar.
- My Answer / EXO

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Lelen

Apesar do capítulo ser do Vincenzo (parabéns, moço) O LUIGI ME ROUBOU, FALEI.
LUIGI TEM MEU CORAÇÃO (pelo menos até o momento). EU AMO ELE. QUERO PROTEGER ELE DESSE MUNDO CRUEL. GUARDAR ELE NUM POTINHO. ELE É PRECIOSO DEMAIS PRA ESSE MUNDOOOOOO.

Pâms

Luigi é um amorzinho!!!

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