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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Mafia’s Paradise

Escrita porPams
Revisada por Lelen

12 • Dra. Segre

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

Roma, primavera de 2016

  Cada pessoa no mundo tem uma habilidade ou dom que o define, o de %Aurora% Segre era ouvir. Desde criança ela se encantava por ouvir as inúmeras histórias de seus avós e tios, principalmente da parte italiana da família, sempre formulando em sua mente comentários pontuais diante dos conflitos passados e indagando dos mais velhos o que os levaram a tomar suas respectivas decisões. Agora, diante de uma pré-banca avaliadora, ela estava em um delicado momento de sua carreira acadêmica, defendendo o tema escolhido da dissertação de mestrado sobre anomalias comportamentais. Após quase dois anos formada, com sua inexperiência de uma recém-graduada, ela ainda não havia progredido muito em suas pesquisas, porém, precisava mostrar os poucos resultados obtidos, a fim de manter bolsa de estudos na Universidade de Florença.
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  — Então, senhores, de acordo com minhas pesquisas e os testes de observação com os indivíduos selecionados, pode-se compreender um pouco mais as motivações e influências causadas pelo ambiente inserido e sua realidade carregada da infância — concluiu ela, sua apresentação.
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  Seu olhar voltou-se discretamente para o professor Giordano, que mantinha uma ponta de preocupação. Após anos de estudo acompanhando o desenvolvimento de Segre como sua melhor aluna, ali estava a jovem dando seu passo principal para a carreira profissional. E mesmo sabendo do comprometimento dela, ainda havia lacunas a serem preenchidas diante de seus estudos.
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  — Senhorita Segre, confesso que li suas anotações três vezes, além de me dar a liberdade de ler sua monografia da graduação, confesso que me impressionei com a profundidade dos seus estudos, apesar de ainda estarem em andamento — pronunciou-se o mestre em psicologia criminal, professor Jean Françoise. — O que me deixa ainda mais curioso para o que virá na conclusão de sua dissertação de mestrado. 
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  — Seu trabalho vem impressionando todo o corpo docente deste curso — concordou o professor Grimaldi, doutor em psicopedagogia clínica —, mas sinto uma certa preocupação, pois a senhorita possui apenas mais seis meses de pesquisa e sua dissertação parece não ter chegado à metade.
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  — Agradeço as palavras dos senhores — disse ela, sentindo-se realizada como estudante. — E tenho muito a agradecer as orientações do professor Giordano, sei que ainda tenho muito a estudar e complementar em minha dissertação…
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  — O tema estudado por minha orientanda é vasto e repleto de possíveis experimentos, por isso a sensação de um trabalho incompleto — o professor Giordano entrou em sua defesa. — E mesmo após o final do mestrado, ela continuará seus estudos.
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  — É uma pena que seu primeiro objeto de estudo não tenha dado certo e improvisos não são o melhor caminho na ciência — comentou a professora londrina, Allison Voith, doutora e especialista em neuropsicologia. — Acha que será possível ter uma conclusão satisfatória em seis meses?
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  — Eu pretendo… — Antes mesmo que pudesse finalizar sua resposta, %Aurora% foi interrompida por seu orientador.
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  — Não se preocupe, dra. Allison, todos sabemos da capacidade de minha orientanda — disse Giordano, mantendo o mistério no ar.
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  Mais algumas perguntas da pré-banca sobre as comparações e análises entre a pesquisa e os testes de observação mostraram a %Aurora% os pontos que poderiam melhorar em sua dissertação e alternativas possíveis para a solução final. Após passar toda a sua manhã de quinta-feira na apresentação, a jovem aceitou o convite do professor Giordano para o almoço. O interesse do homem era nítido sobre as consultas de seu afilhado.
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  — Agradeço por me convidar para o almoço — disse ela, ao voltar seu olhar para o cardápio e avaliar as opções. — Por mais que eu saiba o real motivo de estarmos aqui. 
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  — Não imagina o quanto estou grato por ter aceitado esta missão — disse ele, acenando para o garçom. — Por mais que não esteja servindo ao propósito de seus estudos.
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  — Para ser honesta, eu não sei se será possível continuar com as consultas, não progredimos nem um pouco, preciso focar na minha dissertação, além dos reais pacientes que são meu objeto de estudo — explicou ela, ainda com receio de sua aceitação. — E ainda sou uma residente.
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  Contava pouco mais de um ano de consultas semanais, em que %Aurora% se encontrava com seu paciente problema. Sendo uma médica graduada, ela dividia seu tempo entre seu estágio de residente no University Hospital Meyer, um hospital infantil, com os momentos de observação em seu estudo de caso da dissertação de mestrado no orfanato da cidade, e as consultas com o Magnus caçula. Inicialmente, todas as quintas, no escritório do professor Giordano, ambos se encontravam para as sessões de uma hora. Na maioria das vezes, os comentários sarcásticos e maliciosos de %Luigi% se misturavam a longos minutos de silêncio. A necessidade de acrescentar mais um dia para tentar algo mais assertivo, fora do ambiente de aspecto familiar, deu-se após um breve devaneio do garoto em um comentário sobre as noites mal dormidas do irmão e sua obsessão pela filha da empregada desaparecida.
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  — Bem, sei que a falta de interesse de meu afilhado atrapalhou nossos planos de usá-lo em seus estudos. — Assentiu ele, com serenidade no olhar voltando a atenção para o garçom ao lado. — Eu vou querer um fettuccine ao molho branco 4 queijos e champignon, acompanhado de vinho tinto Mont Blanc Fogaça 14 anos — disse o professor, sua escolha habitual de refeição.
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  — E a senhorita? — perguntou o homem.
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  — O mesmo, mas troque o vinho por néctar de maçã com hortelã — respondeu ela, prontamente. 
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  Assim que o garçom se afastou, a atenção de Giordano voltou para ela. Seus sentimentos eram um misto de preocupação e ansiedade, no fundo, ele apenas desejava trazer leveza para a dolorosa vida de seu afilhado. Muitas vezes sentindo-se de mãos atadas, o que o angustiava mais ainda.
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  — Sei que na teoria não posso saber sobre o que conversam nas consultas, por questões éticas, mas… — Ele deu uma pausa, respirando fundo, tentando formular sua justificativa.
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  — Ele é meu paciente e o senhor é meu professor e orientador — argumentou ela, finalizando sua frase. — Adoraria muito relatar nossas conversas se elas existissem da forma que esperamos.
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  — Como assim? — O olhar confuso dele era visível.
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  — Por mais que %Luigi% tenha aceitado participar das consultas, ele não se abre comigo — explicou ela, quase em desabafo. — Isso me deixa frustrada… Passamos uma hora com seus devaneios estranhos e momentos de silêncio total, na verdade duas, já que agora temos nossa sessão às terças.
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  — Era isso que eu temia, achei que talvez com alguém diferente de mim, ele pudesse se abrir. — Giordano soltou um suspiro fraco e cansado. 
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  — O senhor conhece muitos doutores na área, bem mais experientes que eu, talvez… — ela iniciou sua sugestão.
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  — Não confio neles, tanto quanto confio na minha melhor aluna — ele a interrompeu. — Sei que tem sido complicado para você, mas… Se tem alguém que eu acredito que consiga, é a dra. %Aurora% Segre. 
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  Ela assentiu, dando um suspiro fraco, voltando o olhar para o garçom que se aproximava da mesa com uma garrafa de vinho na mão. A própria %Aurora% não acreditava que poderia conquistar a confiança de %Luigi%, menos ainda elaborar uma estratégia para isso. Após o almoço, a jovem retornou para o albergue que morava atualmente. Com sua formatura, e deixando o dormitório da universidade, ela não teve muita escolha a não ser partir para a opção mais barata.
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  — Cate?! O que faz aqui? — indagou %Aurora% ao adentrar seu quarto e ver a amiga sentada na cama, rodeada de livros.
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  — Estudando para uma prova — respondeu a outra, concentrada em sua leitura. — A biblioteca estava cheia e não estou de bom humor.
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  — Final de semestre letivo — disse a jovem, fechando a porta e adentrando mais. — Vai me dizer que brigou com o Santoro novamente?!
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  Ao se graduar, a amiga também precisou encontrar um novo lugar para ficar, acarretando no convite do professor. 
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  — Não quero falar do assunto. Como foi sua pré-banca? — perguntou ela, fechando o livro e a olhando.
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  — Pesada, cheia de críticas e perguntas… Mas foi interessante — respondeu Segre, com uma feição singela. — Agora só falta escrever o resto para entregar em seis meses.
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  — E torcer para não surtar com seus pacientes improvisados — brincou a amiga, caindo na gargalhada.
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  — Que maldade, não será assim — retrucou %Aurora%, rindo junto. — E foi um alívio a ajuda da professora Margareth.
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  — Posso dormir aqui hoje? — Caterina fez um olhar de piedade. — Não quero voltar pra casa.
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  — Eu disse pra você não confiar nele. — Segre estava boquiaberta com a coragem da amiga. — Você mesmo não disse que tinham terminado?
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  — A necessidade faz a ocasião, amiga, então… Uma moradia de graça, não pude recusar. — Ela soltou um suspiro. — A casa dele tem uma vista linda e é espaçosa, deveria aceitar também. 
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  — Não, agradeço. — A jovem fez uma careta estranha. — Vou esperar minha dissertação terminar e me mudar do albergue. Consegui até algumas indicações com o Italo.
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  — Este é outro que é louco por você, poderia morar com ele, de graça — sugeriu Cate.
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  — Jamais, ele é apenas um amigo e não estou aqui para viver a fic de dividir a cama com um desconhecido — alegou ela.
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  — Você acabou de dizer que ele é um amigo, então corta esse desconhecido —retrucou Caterina com a mão na cintura.
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  — Você entendeu o que eu quis dizer — argumentou %Aurora%. — Vou tomar um banho, tenho compromisso daqui a pouco.
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  — Seu paciente problema?! — Ela soltou outra gargalhada, lembrando das muitas reclamações da amiga sobre o Magnus e seus comentários impróprios.
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  %Aurora% a ignorou e continuou seguindo para o banheiro. Um banho quente, minutos de reflexão e muitos pensamentos que precisava organizar. %Aurora% precisava melhorar sua estratégia de abordagem, seu interesse por mais comentários sobre o primogênito Magnus poderia ser a porta de entrada para a mente de %Luigi%. Pontualmente ela estava em frente ao lago que compunha o Jardim de Boboli.
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  — Sempre pontual — comentou %Luigi%, mantendo seu olhar na jovem. — Tem certeza que é uma mulher? — brincou ele, soltando uma gargalhada.
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  — Esta pergunta é apenas por minha pontualidade? — indagou ela. — Jovem Magnus.
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  — Não é uma característica comum feminina — retrucou ele.
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  — Não se deve generalizar tudo — disse ela, num tom suave, porém, soando a repreensão.
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  Ele apenas assentiu com um sorriso de canto e, mantendo as mãos nos bolsos da calça, voltou seu corpo em direção ao lago.
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  — Pronta para mais uma sessão? — indagou ele, num tom presunçoso.
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  — Pronto para me contar mais sobre a filha da empregada? — instigou ela.
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  — Não tenho nada para falar. — Ele abaixou seu tom, mantendo-o firme e pouco rude. — Não deveria seguir por uma trilha que não te levará a lugar algum.
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  — Você disse que iria se esforçar — reforçou %Aurora% —, mas não vejo isso, estamos há quase dois anos e não progredimos em nada…
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  — Talvez o problema seja você. — Ele a olhou.
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  Um olhar frio que a fez paralisar por instantes.
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  — Como assim? — indagou ela, com perplexidade no olhar.
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  — Não me inspira confiança — explicou objetivamente.
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  — Porque sou aluna do seu padrinho? — perguntou, não se deixando intimidar. — Ou porque sou uma mulher?
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  — Nenhum dos dois. — Ele respirou fundo, mantendo o olhar nela. — Apenas por não ter convivência com o mundo ao qual eu pertenço. 
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  — Então, pessoas de fora da máfia não são confiáveis? — constatou ela.
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  — Entenda como quiser. — Ele deu um passo para se afastar. — Está certa quando disse que não estamos progredindo… Por isso, está demitida.
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  — O quê? — A expressão no rosto de %Aurora% demonstrava confusão e surpresa.
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  — Isso mesmo que ouviu, está demitida. — Antes mesmo que ela pudesse reagir contra, ele se afastou e seguiu para longe.
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  Pega totalmente de surpresa, Segre soltou um suspiro cansado e, pegando o celular no bolso, mandou uma mensagem ao professor Giordano. Com um breve relato do ocorrido e dizendo que agradecia pela oportunidade, mas que não faria nada para reverter a decisão do rapaz. E lá no fundo, %Aurora% estava sentindo-se aliviada por não ser mais a médica dele. 
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  — Eu não sei você, mas achei incrível esse livro… — A voz de Italo soou bem distante, enquanto relatava sua experiência de leitura. — Te recomendo ler, dessa vez até o final, assim vai entender melhor o que estou falando. — Ele olhou-a intrigado, após perceber seu silêncio. — %Aura%?! — chamou-a num tom mais elevado. — %Aurora%, está me ouvindo?
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  — Ah?! — Ela finalmente voltou a realidade e o olhou. — O que disse?
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  — Estava me ouvindo? — perguntou ele, sabendo a resposta.
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  — Me desculpe, é que estou com um assunto em minha mente que não consigo esquecer — explicou ela, soltando um suspiro fraco, ao voltar seu olhar para a vidraça da cafeteria.
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  Por mais que fossem apenas amigos, ambos construíram uma singela tradição de degustar os cafés especiais da cafeteria Coffee Prince toda sexta-feira, enquanto comentavam dos livros que leram ao longo da semana. Desta vez, Ungaretti estava lhe encorajando a finalizar a leitura do livro A arte da Guerra.
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  — Seu paciente problema? — perguntou ele, com um olhar curioso.
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  — É. — Ela soltou um suspiro cansado. — Fui demitida e até agora não consegui lidar com a informação.
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  — Bem, deveria estar aliviada, menos uma responsabilidade em sua apertada agenda — brincou ele, rindo baixo. — Não fique assim, a culpa certamente não é sua.
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  — Tem razão, e muito obrigada pela indicação do apartamento, eu pensei que pudesse esperar o final do mestrado, mas acho que me mudar agora seria bem melhor e eu teria mais privacidade para estudar — explicou ela, analisando sua situação habitacional.
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  — Fico feliz em ajudar, apesar de ainda disponibilizar o quarto sobrando da minha casa — disse ele, num tom sugestivo.
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  Por muitas vezes Italo demonstrou abertamente seu interesse por ela, mesmo sabendo seu posicionamento de não se envolver emocionalmente com ninguém até o final de seus estudos. Porém, para ele, os preciosos momentos que passavam juntos eram como um investimento que fazia a longo prazo.
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  — Não quero tirar sua privacidade e estou em busca da minha — retrucou %Aurora%, num tom bem-humorado. — Vou fazer a mudança amanhã pela manhã, se quiser me ajudar, vou agradecer muito.
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  — Mas é claro que vou te ajudar — concordou ele, relutante pela recusa dela. — Então, me conta mais sobre sua pré-banca, o que acharam?
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  — Além das críticas e falhas em alguns tópicos de estudos, eles estão gostando do que estou escrevendo — respondeu ela, ao bebericar seu cappuccino. — Trabalhar com estudo de caso é um pouco mais complexo do que apenas uma referência bibliográfica.
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  — Por isso eu não quis ir para universidade — brincou ele, rindo baixo. — Sou um empreendedor hiperativo.
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  — Isso eu concordo, é mesmo. — Ela riu junto. — Eu sempre gostei de estudar, então… É divertido para mim.
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  — O que me preocupa são seus pacientes malucos — comentou Italo, atento a ela.
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  — Por ter que improvisar, eu mudei um pouco minha linha de pesquisa, mas continuo focada na mudança comportamental, agora trabalhando em âmbito infantil hospitalar — explicou ela, demonstrando a delicadeza de sua dissertação. — Não imaginava que trabalhar com criança fosse mais complexo do que com adultos.
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  — E por quê? Parece ser mais fácil porque crianças são mais sinceras e honestas — retrucou Italo, curioso pelo comentário da amiga.
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  — Crianças estão em sua formação de carácter, uma palavra ou frase dita errada pode ser algo negativo em sua formação, por isso, preciso ter mais cuidado com minhas palavras e formas de abordagem — respondeu ela, detalhando seu argumento.
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  — Interessante — disse o rapaz, ao levar sua xícara de café a boca.
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  Mais longas horas de conversa e risadas, %Aurora% finalmente conseguiu esquecer seus problemas e responsabilidades na companhia de seu amigo. Um amigo com segundas intenções, mas um amigo.
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  Na manhã seguinte, como planejado, Italo e Caterina, na companhia do professor Lucca Santoro, ajudaram a esperada mudança de Segre. A jovem havia encontrado um loft em formato de estúdio, modesto e barato, no bairro Lungarno, com vista para o rio Arno, uma localização privilegiada que a deixou em choque quando o visitou pela primeira vez.
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  — Amiga, realmente, você fez um bom negócio, a vista aqui também é linda — comentou Caterina, ao deixar a caixa que carregava ao chão e se aproximar de %Aura%, na varanda.
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  — Sim, nem eu acreditei no valor do aluguel quando o locatário me falou — concordou %Aurora%, ao se debruçar no guarda-corpo de vidro. — Graças a Deus, consegui uma boa localização por um valor acessível.
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  — Bom saber que meu refúgio tem uma vista assim — brincou Cate, soltando uma gargalhada boba do olhar sério da amiga. — %Aura%, sabe que tenho meus momentos.
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  — Você deveria encontrar um lugar para chamar de seu também — aconselhou a jovem.
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  — Eu já tenho o quarto do Santoro. — Ela lançou um olhar malicioso para a amiga, fazendo-a balançar a cabeça negativamente.
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  — As duas donzelas vão continuar conversando aí? Tem muitas caixas lá embaixo — disse Italo, chamando-as à realidade.
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  — Você disse que era um cavalheiro, deveria trazê-las todas sozinho — retrucou Caterina, em provocação.
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  — Já estamos indo. — %Aurora% riu de leve da careta do amigo. — Só paramos para respirar.
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  — Sei. — Ele deu um suspiro e deixou as caixas em sua mão no canto próximo as outras. — Acho que agora falta pouco.
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  — Pelo menos os móveis essenciais você já tem — comentou Caterina, a sorte da amiga.
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  — É, o antigo locatário deixou como parte do pagamento dos meses que devia o dono — explicou ela. — Felizmente não vou precisar comprar fogão, geladeira, cama e o sofá.
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  — Já é um começo — disse Caterina, seguindo para a porta. — Vamos terminar isso aqui, pois já estou ficando com fome.
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  — Olha só, que milagre. — Italo olhou para ela, impressionado. — Você não vive de dieta, como pode estar com fome?
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  — Me deixa. — Ela deu de ombros e saiu pela porta.
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  %Aurora% riu discretamente, seguindo-os até a portaria. Não faltava muito para que finalizasse, e após terminarem, ambos seguiram para a lanchonete mais próxima da região. Logo mais à noite, após se despedir dos amigos, Segre retornou ao seu loft para um belo e merecido descanso, afinal, depois de um dia cansativo de mudança, sua primeira noite seria regada a praticidade do lamen, acompanhado de uma boa série da Netflix em seu aplicativo de celular.
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  — Hum… Que cheirinho gostoso — disse ela, ao sentir o aroma exalando da panela, enquanto desligava o fogo. — Que bom que ainda tinha três pacotes de miojo guardados na mochila… Zero condições para fazer compra nas próximas vinte e quatro horas.
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  Prática, ela apenas queria passar seu domingo em sono profundo e descanso.
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  — Agora só falta escolher qual série vou ver… — cantarolou ela um pouco ao despejar o lámen da panela na tigela.
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  Em um piscar de olhos, %Aurora% levou a primeira colherada à boca para experimentar seu jantar, o som de batidas em sua porta a assustou ao ponto de acelerar seu coração. Quem seria uma hora daquelas? Um vizinho? Pois se fosse alguma visita, teria tocado o interfone da portaria.
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  — Estou indo… — disse ela, ao deixar a tigela em cima da bancada da pia e seguir até a porta. — Não precisa de desespero.
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  As batidas pareciam fortes e impacientes.
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  Assim que abriu a porta, seu corpo gelou de imediato ao se deparar com a única pessoa que jamais imaginou ver ali. 
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  %Luigi% estava com sua expressão confusa e apática, provavelmente, tentando entender o motivo pelo qual seu corpo o levou de forma inconsciente para aquele lugar. Mas de alguma forma, mesmo assustado, o olhar de %Aurora% lhe trazia certo conforto que nunca havia sentido antes. Não queria admitir, mas mesmo a jovem não sendo de seu círculo social mafioso, ela conseguia despertar a curiosidade do caçula a ponto de guiá-lo até ali.
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  — Magnus… — sussurrou ela, descendo seu olhar discretamente até o corte em sua boca.
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  Mais uma vez o rapaz havia sobrevivido à fúria de seu pai. 
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  Francesco, mesmo não sendo mais o chefe da família, ainda mantinha sua falta de empatia para com o caçula. E desta vez, pela oposição de %Luigi% em relação a ideia de um casamento arranjado para ele, levou-o a ganhar mais alguns hematomas em seu corpo.
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  — Posso entrar? — pediu ele, com a voz falha, quase em sussurro.
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  Antes mesmo que %Aurora% pudesse assentir, ele deu um passo para adentrar o lugar, sentindo seu corpo desabar logo em seguida. A jovem o amparou nos braços, num misto de susto e preocupação, não podendo se permitir ficar estática com a situação, pois %Luigi% já se encontrava desacordado em seus braços.
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“Existe uma difícil estrada em nossa frente,
Com obstáculos e um futuro que não pode ser sabido,
Mesmo assim eu não vou mudar, eu não posso desistir."
- Into The New World / Girls' Generation

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Lelen

AI, EU TÔ COM PENA DO LUIGI, ALGUÉM SALVA ESSE MENINOOOOO ;-;
E a menina fugiu mesmo, bora ver no que isso vai dar e como ela vai voltar HEHEHEHE
E quem era a pessoa mandando as mensagens pra ela, hm?
Será que logo veremos o Giovanni agindo como o cabeça da família? O menino que eu estimei por alguns instantes vai permanecer ou ele vai virar o pai 2.0? (nem sei o que eu espero que ele se torne, porque se ele for um bom rapaz não vou querer desapegar ;-;)
Espero que att chegue logo <3

Pâms

Vamos esperar para ver.

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