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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Loco Contigo

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Continuação de “Weekend


Capítulo 5 • Me falta algo

Tempo estimado de leitura: 13 minutos

“Amor, me falta algo
Nos passeios, nós hotéis, no avião
Amor, me falta algo
Chorando em silêncio, fumando um cigarro
Amor, me falta algo
Quando você não está, eu não sou eu”
Me falta algo, Quevedo

  Eu tinha combinado com Calleri e Luciano de nos encontrarmos em um restaurante para surpreender Nahuel, mas os planos mudaram.
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  Ah, perdão, acabei atropelando as coisas sem explicar. Eu estou em São Paulo. Nahuel já fez a cirurgia no joelho e, segundo as informações que consegui previamente com Calleri, deu tudo certo. Essa semana meu grandão já está em processo de recuperação com o início de exercícios para fortalecer a musculatura. A sessão de fisioterapia dele de hoje, sábado pré-jogo no Morumbi — no qual obviamente ele não participaria —, se estendeu mais do que o esperado. Recebi uma mensagem de Calleri dizendo pra eu ir direto ao CT que era perto do hotel onde me hospedei. Deixei minhas malas lá e desci de Uber até a Barra Funda para finalmente ver meu grandão após a cirurgia.
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  Era minha primeira vez no CT, esperava vir aqui em circunstâncias diferentes, mas o destino às vezes brinca conosco. O que podemos fazer não é? Calleri e Luciano já tinham deixado avisado à segurança sobre minha chegada. Assim que cheguei e fui identificada, me levaram até as instalações internas onde ficava a academia. Era lá que Nahuel estava. Meu coração estava acelerado desde que saí do hotel, porém agora que meu encontro se aproximava, quase saía pela boca. As paredes da academia eram de vidro, então Calleri foi o primeiro a me notar, vindo até meu encontro.
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  — Bom que chegou, %Ali% — disse após me abraçar. — Ferrari nem desconfia — riu brevemente de maneira arteira.
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  — Ele ainda está lá dentro? — senti minha garganta tremer ao falar.
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  — Sim, está concluindo o treino. Venha, vamos entrar. Ele vai adorar te ver.
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  Pisei dentro do local, sentindo o ar condicionado atingir minha pele, e procurei com o olhar onde ele estaria. Pelo caminho, encontrei Luciano que apontou pra direção importante. Nos aparelhos de parte posterior estava ele. Nahuel fazia caretas enquanto executava o exercício. Me aproximei dele, trêmula como nunca fiquei antes — nem mesmo quando o vi no aeroporto ano passado em Salvador — e, antes mesmo de eu falar algo, Nahuel levantou o rosto e me viu.
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  — Chiquita…
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  A perna dele amoleceu, soltando o aparelho de uma vez, causando um forte barulho que chamou a atenção dos outros jogadores. Ele saiu do aparelho, sem tirar o olhar de mim, e eu fui a primeira a zerar nossa distância lhe dando um abraço forte, enterrando meu rosto em seu peito. Nahuel retribuiu o abraço e sussurrou.
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  — Estou suado, mi amor.
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  — Eu não ligo, grandão — esfreguei meu rosto no peito dele, que estava realmente suado, mas tudo que eu queria era senti-lo de pertinho. O cheiro dele ainda era bom apesar do suor. De repente, ele me ergueu no ar. — Nahuel! — ri envergonhada com o gesto dele.
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  — Que bom te ver, mi bebé — ele me beijou e pude ouvir gritos dos jogadores ao redor. Após o beijo, não tive coragem de olhar para os lados, segui encarando o olhar surpreso de Nahuel.
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  — Seu treino já acabou?
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  — Posso terminar antes.
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  — Vai se arrumar pra gente sair.
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  Convidei e ele deu um largo sorriso me deixando no chão antes de seguir até o vestiário pra se trocar. Enquanto ele fazia isso, fiquei na academia tietando os outros jogadores e conversando com Calleri e Luciano. Os dois tornaram-se amigos depois que deduraram pra mim que Nahuel não falava em outra coisa que não foi a “chiquita” dele. Ainda fico envergonhada com a revelação.
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  Vinte minutos depois, Nahuel ressurgiu já arrumado para ir embora comigo. Eu tinha planejado em irmos para meu hotel, mas antes sairmos para almoçar. Porém, Nahuel armou outro plano para nós. Entramos no carro dele, seguindo a rua que fica ao lado do CT no sentido contrário e retornamos ao centro de São Paulo. O destino: apartamento dele.
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  E que apartamento…
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  O lugar era enorme e bem, digamos, clean. Naquele estilo arquitetônico que os decoradores atuais adoram, tudo muito em tons de branco e bege, até mesmo os móveis. Mas claro que Nahuel deu o toque dele no lugar, deixando aqui e acolá objetos que remetem a coisas nerds e futebol, além claro da Venezuela, país de nascença.
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  — Está com fome, mi amor? — perguntou, após deixar as chaves do carro em cima do móvel central na sala.
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  — Bastante — respondi me sentando na poltrona. — Achei que fôssemos almoçar direto do CT.
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  — Eu quero almoçar com você tendo mais privacidade — disse se aproximando de mim. — O restaurante só me traz a comida — Nahuel sentou-se em meu colo. — Estou pesado?
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  — Grandão, você tem 1,90m, não se esqueça disso. Osso pesa e os seus são grandes — brinquei o fazendo rir, então ele se levantou me puxando também.
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  — Você é mais levinha, adoro sentir seu peso em mim — sentou-se em meu lugar e me colocou no colo dele me envolvendo num abraço firme. — Me conta que história é essa de vir pra cá sem me avisar antes? Iria te buscar, faríamos diferente, mi amor.
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  — Era surpresa, grandão, se eu te contasse estragaria — eu ri com o biquinho que ele fez com os lábios. — Além do mais, eu não tinha certeza se iria conseguir as passagens. Não quis criar expectativas.
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  — Estou feliz que tenha vindo — ele me abraçou, aconchegando-se em mim feito um gatinho em seu tutor.
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  — Quis passar meu apoio pessoalmente — respondi deixando um beijo em sua cabeça.
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  — Obrigado.
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  Ficamos algum tempo, me pareceu bastante, abraçados sem dizer uma palavra. Minutos depois, ele pediu algo para comermos, enquanto esperávamos conversamos sobre coisas aleatórias que não sabíamos um sobre o outro.
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  Bom conhecer mais sobre o meu namorado jogador de futebol.
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[⚽]

  Quem diria que Nahuel curtia o Feid assim como eu. Nunca tínhamos conversado sobre gostos musicais específicos e foi algo que realmente me surpreendeu. Feid é um cantor de Reggaeton, um ritmo de origem caribenha e latina. Tem um pouco de hip hop, música eletrônica e salsa. Um ritmo que comecei a ouvir para malhar, mas que acabei amando e ouço sempre. Ficamos alguns bons minutos conversando sobre isso, até que Nahuel levantou-se e colocou uma música para tocar. Na verdade, ele colocou a música que nós dois gostamos: Bubalu – Feid feat. Rema. Essa parceria do Feid com o Rema é uma das músicas mais dançantes que ele tem. Adoro andar na esteira ouvindo ela.
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  Meu grandão começou a mexer o corpo no ritmo da música, cantando junto, e se virou pra mim, chamando com as mãos para que eu fosse até ele. Fiquei envergonhada, mas me levantei também dançando. Ele mexia os ombros, dois movimentos de um, dois do outro, juntamente com seus braços e cintura. Na hora do primeiro refrão, Nahuel me puxou para si, encaixando nossas cintura e bailamos no mesmo ritmo de dois em dois. Dessa vez adicionamos a reboladinha sincronizada para baixo. Uma de suas mãos estava fincada em minha nuca, o polegar acariciando minha bochecha enquanto a outra estava solta brincando de pêndulo. Eu apoiei minha mão no ombro largo dele e meu outro braço também estava pendurado, livre para mexer-se de acordo com a coreografia que criamos enquanto ouvíamos a música. Nossas virilhas niveladas só me animavam mais.
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  As fungadas em meu pescoço também.
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  Nahuel juntou nossos rostos, os lábios quase se tocando, as respirações aceleradas demais para emitirmos palavras. Nunca tinha dançado assim antes, nem sozinha nem com ninguém. É incrível compartilhar esse momento com meu grandão.
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  Tomada por uma emoção inexplicável, me declarei.
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  — Te quiero, Nahuel…
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  No único momento não dançante da música, o final, eu me declarei. Nahuel ditou o ritmo e nossos corpos pararam aos poucos e então nos beijamos, nos abraçando com força. Não havia me declarado a ele antes, apesar de Nahuel já ter dito que me amava, eu nunca o retribui em palavras. Não por falta de vontade, mas sim por precaução. Quando se tem muitos traumas passados a gente aprende a ter um pouco mais de cautela.
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  Porém, como ter cautela quando Nahuel Ferraresi roça o nariz em meu pescoço enquanto sussurra que me ama?
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  Impossível.
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  — Grandão, seu joelho — o alertei, não podemos arriscar piorar a lesão dele. Afinal, ele acabou de fazer uma cirurgia.
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  — Eu não consigo jogar, mas fazer amor contigo eu consigo sim — ganhei mais uma fungada no pescoço seguida por um beijo molhado perto da orelha. Ah, Nahuel, por Deus…
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  — Não podemos exagerar, mi amor… — a língua dele trilhou um caminho até próximo do meu nariz e então nossos olhos se encontraram.
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  — Isso eu não posso prometer, chiquita.
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  Nem pensei, pulei no colo de Nahuel, que logo me agarrou em seus braços, entrelacei minhas pernas em sua cintura e demos um beijo de perder o ar.
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  Era uma loucura transarmos com o joelho dele dessa forma, após a cirurgia, mas nosso desejo falava mais alto. Sempre mais alto. Berrava pelo calor um do outro.
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  Ainda em posse do meu zagueiro, mexi meu quadril na altura da barriga dele no mesmo ritmo da música que tocava a seguir de Bubalu. Lento, sensual e ofegante. Descolamos nossos lábios e ele me colocou no chão, arrancando em uma puxada forte a minha blusa. Retirou a dele e depois desabotoou a calça, livrando-se dela. Neste instante, eu já estava apenas de lingerie. Encantado, Nahuel soltou um palavrão ao me ver daquela forma. Continuei dançando e tocando meu próprio corpo. Meu grandão também queria, mas eu o empurrei.
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  Esse momento era só meu.
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  Joguei meus braços para trás, segurando o feixe do sutiã, sem tirar os olhos de Nahuel eu desfiz o encaixe e retirei o sutiã deixando livre meus seios. Meu zagueiro safadinho soltou outro palavrão junto com o ar em seus pulmões em um longo suspiro de excitação. Enquanto eu descia minha calcinha, ele fazia o mesmo com sua cueca. Nua, caminhei até ele, os olhos fixados no olhar dele só desviando brevemente para ver sua ereção. Ah, como eu amava toda a atmosfera sexual que tinha entre nós. Antes de eu chegar perto, Ferraresi ergueu o corpo e me puxou para seu colo com apenas uma mão. Ele era muito forte. Me encaixei ali, envolvendo meus braços nos ombros dele.
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  — Tu cuerpo es impresionante, mi amor.
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  Elogiou, mordiscando o lábio e voltamos a nos beijar. O beijo foi breve apenas para que eu encaixasse o pau dele dentro de mim, gemi baixinho assim que entrou, mas soltei um longo som de prazer no momento que deslizou dentro de mim. Iniciei as quicadas de maneira leve e com ritmo, mas Nahuel queria mais, então ele fez algo que nunca havia feito antes.
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  — Nahuel! — exclamei surpresa com o forte tapa que ele deu em minha bunda.
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  — Quem eres mi chiquita, hã? — outro tapa. — Quem eres? Me diga… — estava ofegante e com a voz rouca.
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  — Sou eu — respondi em um quase sussurro.
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  — Não ouvi, bebé
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  — Sou eu, mi amor — repeti com mais ênfase.
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  — Es tu, mi bebé perfecta — segurou minha nuca, lambendo meu pescoço. Me arrepiei.
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  — Sim… ah, Nahuel — suspirei.
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  — No soy, Nahuel. Soy tu papi! — me corrigiu, firmando a mão em meus cachos e puxando meu pescoço para trás.
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  — Ai, papi
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  Dali pra frente, eu me entreguei mais uma vez ao meu Nahuel Ferraresi.
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Lelen

Grazadeus, sem amigos chatos e só amigos bacanas desta vez AHAHAH
Fui pesquisar Nahuel (porque sou ruim de feições e sou por fora de futebol kkkk) e ele tem uma carinha fofa (mas jovem demais pra mim HAHAHAH) que condiz com a personalidade dele na história – tirando a parte entre quatro paredes, porque essa parte eu deixo pra autora imaginar HAHAHAHAAH
Eu espero que não tenhamos muito mais dramas apesar dos pesares, pufavô 🥹🥹🥹

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