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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Loco Contigo

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Continuação de “Weekend


Capítulo 3 • Ganas

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

“Ela tem olhos castanhos
Depende do dia e do ano
É simples e se você se maquiar
Você não passa duas horas no banheiro
Ele tem talento e não só físico, ele tem química
Ela passa pelo bairro e todos olham para ela
Mas ele não gosta do típico
É por isso que é diferente para mim.”
Ganas, Maikel Delacalle

  Quarta-feira de tédio no trabalho.
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  Eu costumo não ser aquele tipo de pessoa chata que reclama de tudo, odeia tudo, que é ranzinza 24h por dia e destila esse ranço, principalmente nas segundas, — alô, coleguinha de trabalho!! —, mas hoje realmente estava superando até a mim. Ontem, assim que chegou em São Paulo e foi para seu apartamento, Nahuel fez videochamada comigo, ficamos menos de 2h conversando até o momento que ele adormeceu deitado no sofá. Fiquei com pena de acordá-lo, então apenas desliguei a chamada após admirá-lo uma última vez antes de deslizar o dedo pelo botão. Ainda ontem no aeroporto, meu grandão me deu um dos anéis que ele usava nos dedos largos que ele tem. Disse que serviria de desculpa para ele ter que voltar ou para que eu fosse até ele. Como se precisasse disso para termos motivos para esse novo encontro. Espero que seja logo.
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  Estava girando o anel, que coloquei em meu polegar, já que era o único que coube, enquanto pensava no Nahuel. Ao mesmo tempo que estou na vibe de “vou me poupar e aguardar pra ver se esse lance irá durar”, também tem o “eu iria agora mesmo pra São Paulo ficar apenas com ele, pedir em namoro e que se foda minha insegurança”.
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  Torturante.
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  — Oh, %Ali%, estou falando com você! — disse um dos meus colegas, rindo da minha possível cara de tonta. Me ajeitei na cadeira, ainda girando o anel em meu dedão.
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  — Desculpa — falei, limpando a garganta em seguida. — O que dizia?
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  Fingi estar prestando atenção na fala que ele repetiu e concordei ao final torcendo pra ter sido algo que eu devesse de fato concordar.
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  O que Nahuel havia feito comigo?
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  A hora do lanchinho da tarde chegou e eu finalmente pude sair um pouco da frente do computador pra distrair minha mente. Sentia falta de ligar para Nahuel via videochamada mesmo que ficássemos em silêncio, apenas sorrindo um para o outro. Uma espécie de terapia ver o sorriso do meu grandão. Me fazia trabalhar melhor, mais concentrada. Falar em concentração… a minha foi com Deus hoje. Em diversos momentos me peguei distraída pensando no Nahuel em cima de mim, me beijando, tocando em mim com suas mãos grandes… Jesus, eu não posso pensar nisso agora. Saia dos meus pensamentos, grandão! Por Deus…
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  Assim como a hora do lanche demorou pra chegar, a hora de ir embora demorou mais ainda. Porém, chegou. Fiz o caminho de volta para casa meio que no automático. Peguei o primeiro trem do metrô até a estação de ligação entre as duas linhas do enorme metrô de Salvador. Óbvio que estou sendo irônica. 42km e 20 estações ajudam na mobilidade da cidade, mas não se comparam a grandes capitais. Ainda assim, eu amava o metrô de Salvador, ajudava bastante.
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  Peguei o segundo trem, descendo em uma das estações e aguardando o meu ônibus chegar. Quase quarenta minutos depois, passou um que eu consegui subir, em vinte minutos eu estava em casa. Deixei minha mochila em cima do sofá e os tênis por ali mesmo. As lembranças das minhas noites com Nahuel me surgiram novamente como um filme que foi dado play. Até mesmo as sensações que tive em cada instante voltaram como se eu as tivesse sentindo agora mesmo. Um aperto no peito comprimiu meu coração. Fui tomar banho. Enquanto a água escorria pelo meu corpo, molhando meus cabelos caídos em meu rosto, eu pensava em Nahuel.
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  Sabem a sensação de cansaço quando você tenta, tenta e tenta achar alguém para dividir a vida e não encontra? Estava sentindo isso há alguns meses. Parte por culpa de frustrações passadas a muito tempo, parte pelo passado recente. Não queria que o mesmo ocorresse com o Nahuel. Por mais que eu visse e sentisse a sinceridade dele quando dizia que me queria, não conseguia não pensar no “e se…”. Difícil esconder para mim tal insegurança, não deixar que ele percebesse, talvez fazendo isso Nahuel não se espantasse e fugisse. Mas, se fugir era porque não me merecia, certo? Eu precisava me acalmar.
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  Complicado quando se gosta demais de alguém, mostrando tal sentimento, e é tachado como “emocionado”. Pior também quando resolve não revelar o que sente e ser tachado de “frio”.
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  Como entender as pessoas?
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  Deixei o banheiro, enxugando os cabelos com a toalha, outra enrolada no corpo. Já no quarto, troquei de roupa, antes de vestir a blusa, meu celular tocou.
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  Na tela: Nahuel.
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  — Grandão! — atendi imediatamente com um largo sorriso no rosto e vi Nahuel sorrir ainda mais com a cena que viu.
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  — Que excelente forma de me atender, chiquita. Gostei… — disse, mordiscando o lábio inferior. Só então caí em mim de que estava sem blusa, cobrindo os seios com a mão livre. — Não precisa cobrir eles, mi amor.
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  — Atendi tão rápido que esqueci de vestir a blusa — respondi sem jeito.
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  — Saiu agora do banho? Nem me levou com você — ele fez um beicinho fofo com os lábios, jogando-se na cama e pondo o braço livre atrás da cabeça.
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  — Sim, acabei de chegar do trabalho e fui direto pro banho — confirmei. — O senhor disse que não me ligaria hoje…
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  — Mudei de ideia, bebesita — sorriu travesso. — Consegui me livrar dos putos e voltar mais cedo para casa — completou, referindo-se ao jantar com alguns jogadores.
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  — Fico feliz — coloquei a blusa, ouvindo a reclamação de Nahuel, e sentei-me na cama, encostando na parede. — Estava precisando te ver.
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  — Há algo errado? Está com uma carinha triste, bebesita — logo ele notou minha feição.
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  — Estou com saudades — confessei com manha excessiva. Detesto estar nesse estado de paixão. Inegável que eu estava apaixonada pelo Nahuel.
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  — Oh, mi bebé, também estou com saudades — Nahuel sorriu, também manhoso, e completou: — Se eu pudesse estaria deitado aí do seu lado ou em cima de você.
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  — Provavelmente em cima — rimos juntos. — Estou com saudades até de suas mordidas — ok, eu gostei das mordidas do meu tubarãozinho.
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  — Bom saber, irei dar ainda mais mordidas quando nos vermos de novo — falou com outro sorriso travesso nos lábios que eu tanto queria beijar agora.
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  — E quando será isso? — ansiei em saber.
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  — Tentarei ir depois do próximo jogo, mas acho que não consigo — a incerteza fez morrer meu sorriso antes mesmo dele nascer em meu rosto. — Mas não fique assim, prometo que tentarei ir nem que seja pra voltar no mesmo dia.
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  — Tudo bem, grandão — engoli em seco, forçando um sorriso. — Como foi seu dia?
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  — O mesmo de sempre: treino, malhação e pressão pro próximo jogo, o campeonato está acabando… E o seu?
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  — Você viu que me estressei hoje no trabalho, né? — lembrei do momento em que tive um lapso de concentração na discussão com um cliente folgado.
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  — Aquele cabrón te destratou, não foi? — xingou Nahuel. — Como pode gritar com mi bebé!
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  — Sou sempre tão simpática, talvez seja esse o problema.
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  — Você não está errada, chiquita. Na verdade, os errados são eles que se aproveitam da sua bondade. Você é incrível, bebesita — suas palavras me fizeram sorrir.
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  — Obrigada, meu grandão — Nahuel fechou os olhos rapidamente antes de voltar a encarar a tela do celular.
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  — Estava pensando, chiquita… — iniciou e eu esperei a conclusão, que não veio.
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  — Pensando em quê? Tenho até medo — eu ri com minha afirmação e Nahuel soltou o ar pelo nariz.
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  — O que acha de passarmos o Ano Novo juntos? Está perto — comentou encarando a câmera.
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  — Seria muito bom, grandão, mas onde passaríamos a virada do ano? — indaguei.
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  — Pensei em irmos para New York.
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  — New York??? — repeti, espantada.
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  — Si, já conhece? — claro que não. Soltei uma risada nervosa antes de responder.
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  — Não ganho o suficiente pra isso, grandão.
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  — Pois então iremos pra lá, você precisa conhecer. É lindo, mas não tanto quanto você — sorri sem jeito.
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  — Acho perfeito, meu zagueiro — Nahuel sorriu vaidoso. Ele adorava quando o chamava assim.
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  — Estamos combinados então. Vamos passar o Ano Novo em NY!
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  — Será excelente, grandão.
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  — Sabe o que estava lembrando a caminho de casa, bebesita? — questionou de repente.
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  — O que? — ele fechou os olhos antes de responder.
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  — “Nahuel, grandão, estou quase… ahh, mi bebé, você me deixa doida, seu safado… ahh, Nahuel…” — imitou fazendo caras e bocas enquanto interpretava um momento em que suspeito que tenha sido meu.
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  — Sou eu gemendo? — a resposta dele foi uma risada. — Nahuel Adolfo Ferraresi Hernandez! — gritei, brava enquanto ele seguia gargalhando.
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  — Não resisti, mi bebé, não fique brava — pediu interrompendo seu riso. — Adoro o jeito que você geme chamando por mim. Excitante!
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  — Não precisa me imitar, seu besta.
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  — Perdón, bebesita. Deixo a parte de gemer me chamando pra você quando estivermos na cama — ergueu as sobrancelhas.
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  — Safado… adoro!
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  Era incrível como Nahuel e eu adquirimos uma intimidade quase instantânea e que vinha se aprofundando com o passar dos dias, ainda que não convivamos na mesma cidade. A distância era um mero detalhe. Eu só sei que minha paixão por Nahuel Ferraresi crescia em proporção.
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[⚽]

  Eu estava apreensiva e furiosa.
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  Hoje era o último jogo do Brasileirão.
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  Furiosa porque dos quinze lances ofensivos feitos pelo São Paulo nenhum, isso mesmo nenhum, entrou. Ou foi pra fora ou uma bela defesa do goleiro adversário.
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  E apreensiva pelo fato do jogo estar no famoso “lá e cá”. Qualquer vacilo que o time der pode tomar um gol e ferrar tudo.
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  A minha felicidade era o Nahuel de titular. Ah, ele estava jogando tão bem. Quase marcou um gol de cabeça em uma das jogadas de ataque. Já estávamos nos falando há mais de um mês, a partir de amanhã Nahuel estaria livre para nos vermos com mais frequência, pelo menos era o plano dele. Espero que dê certo.
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  Finalmente o intervalo do jogo chegou e eu pude ter um respiro do estresse que estava sendo acompanhar esta partida. Eu já ia me afastando do meu grupo de amigos, queria respirar um pouco. Meu coração acelerava apenas com a possibilidade do São Paulo não conseguir a vaga na pré-Libertadores, era o que nos restava nessa reta final de campeonato. Poucos minutos depois meu celular toca.
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  Na tela: Nahuel.
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  — Por Deus, Nahuel, o que está fazendo? — perguntei assim que atendi a ligação.
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  — Ligando para mi bebé. Não pode mais? — ele fez um bico com os lábios e enxugou o rosto com uma toalha, os cabelos molhados colados em sua testa. Ele estava todo suado. Bom, pelo menos eu acho que estava. — Como estás, chiquita?
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  — Nervosa com o jogo e o senhor deveria estar concentrado na partida, Adolfo! — reclamei, arrancando um franzir de cenho e uma careta.
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  — Precisava falar com você antes do segundo tempo.
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  — O que há de tão importante? — Nahuel ficou sério, percorrendo o olhar por cima do celular como quem quisesse saber se havia alguém por perto. O barulho indicava que estava no vestiário.
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  — Quero te perguntar algo, não poderia esperar — prosseguiu voltando a encarar a câmera do celular.
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  — Está me deixando preocupada — engoli em seco aguardando por qualquer frase que me fizesse chorar. Segurei minha emoção antecipada.
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  — Quer ser mi mujer?
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  — Quê??? — falei um pouco alto demais e atraí olhares curiosos. Me encolhi no próprio corpo, me afastando ainda mais das pessoas. — Nahuel, como assim?
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  — O que há pra explicar, bebé? — me olhou óbvio. — É um pedido de namoro.
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  — Mas, grandão, nós não íamos “com calma”? — lembrei a ele nosso trato inicial. Meu coração estava cada vez mais acelerado.
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  — Quero que seja minha mulher, apesar de tu já ser mi bebesita — explicou, risonho.
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  — Grandão, não acha que-
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  — É apenas uma confirmação do que já temos juntos e uma prova de que eu quero sim estar com você por mais tempo além do sexo — sorriu de canto e prosseguiu. — Pode soar um pouco antiquado, mas eu quero que seja assim oficial, entende?
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  — Por Deus, Nahuel… eu… — se antes meu coração palpitava, agora veio a falta de ar para completar o combo do nervosismo. Eu não sabia o que dizer. — É um pouco antiquado realmente, mas… eu gosto desse tipo de coisa — o lindo sorriso de Nahuel se enlargueceu, tomando conta da imagem em meu celular.
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  — Que maravilha, mi amor, me deixa muito feliz saber disso. Ah, agora quero te abraçar… — Nahuel desviou o olhar da câmera, passando o dorso da mão livre sobre os olhos.
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  — Não quero estragar o momento, mas está na hora de começar o segundo tempo, grandão — ainda tinha esse detalhe.
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  — Verdad… — alguém o chamou, pude ouvir o berro vazando na ligação. Isso me fez rir, quebrando um pouco o clima do momento. — Te ligo depois do jogo para conversarmos melhor, tudo bem?
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  — Claro que sim, grandão. Agora volta pro campo e faz o que de melhor você sabe fazer — ele voltou a sorrir largamente.
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  — Você é mesmo incrível, bebesita.
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  Soltando um beijo estalado, Nahuel encerrou a chamada.
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  Eu voltei para onde estavam meus amigos, tentando disfarçar minha felicidade e satisfação pela ligação de agora a pouco. Mas ficou muito claro que havia algo diferente de minutos atrás onde eu estava a ponto de assassinar alguém para agora que estou com um sorriso idiota na cara. Após algumas indagações acabei contando para minha amiga sobre o pedido de namoro de Nahuel, ela sabia de tudo desde o início, me dava maior apoio. Pena que não podia dizer o mesmo dos demais. Meus dois amigos homens, que não vou me dar ao trabalho de mencionar nomes uma vez que não merecem tal menção, fizeram questão de esculachar a notícia dizendo coisas como:
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  — Ele quer apenas “te comer”, sua tonta! Você acha mesmo que um jogador famoso vai querer namorar você? Acorda, %Ali%!
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  Palavras duras, mas que poderiam ser verdade. Não vou mentir dizendo que nunca pensei nelas. Pensei sim. Mas Nahuel me fazia esquecê-las. Toda vez que conversávamos ou nas vezes que nos encontramos pessoalmente dentro desse curto espaço de tempo, ele me fez sentir que tais palavras não cabiam à situação. Queria deixar o ceticismo de lado e tentar, pelo menos tentar, fluir a situação de um jeito não paranóico e cheio de questionamentos desnecessários.
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  A partida já estava nos seus 20 minutos quando consegui retomar minha concentração total nela. Meus “amigos” conseguiram, ainda que momentaneamente, acabar com minha alegria no pedido de Nahuel. Por falar nele, meu grandão continuava jogando bem, cortando ataques adversários e dando alguns passes ofensivos. Me orgulhava e elogiava ele toda vez que tinha oportunidade, nem que fosse por mensagem de texto. O tempo foi passando e o empate em 0 a 0 parecia ser uma realidade, sendo aceita por todos, até o momento em que Galoppo carregou uma bola até a linha de fundo adversária e cruzou, Calleri chutou, mas a bola foi cortada em cima da linha pelo zagueiro. Houve rebote para trás e o jogador que aproveitou foi o mais improvável. Nahuel cortou para esquerda, tirando a bola do outro zagueiro, e chutou a bola cruzada acertando diretamente no ângulo.
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  Um golaço!
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  Sai correndo pelo bar, gritando enlouquecida. Nahuel fez um gol, ele fez mesmo um gol. E que gol! Nossa, eu não poderia estar mais feliz, tanto que transbordou-se em lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Fui abraçada por minha amiga e ouvi, ainda que de longe, gritou dos outros sobre o meu namorado ter feito um gol e o quão milagroso aquilo era. Óbvio que notei a ironia em suas falas, ignorando prontamente todas elas. Porém nem todas escaparam dos meus ouvidos.
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  Ao fim do jogo, Nahuel foi entrevistado por ter feito um golaço, garantindo assim a vaga que o São Paulo precisava.
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  — Estou muito feliz, é meu primeiro gol com essa camisa, e o mais importante foram os 3 pontos, a vaga na pré-Libertadores, acho que isso que importa. Foi um bom final para nós e espero que possa ajudar ainda mais São Paulo nessa caminhada no ano que vem também — dizia ele com um largo sorriso e os cabelos colados na testa, molhados de suor. Ao fim, ele disse olhando pra câmera: — Hey, esse gol foi pra você! Te quiero, bebesita!
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  A última frase foi para mim, eu sei que foi. Não escondi a satisfação e isso atraiu aquilo que eu não merecia e nem queria ter ouvido.
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  — Já tá toda iludida, olha só — riu um deles, me zombando.
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  — Ele só quer te comer, %Ali%, cai na real — completou o outro. Ambos bêbados e extremamente inconvenientes.
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  — Que maldade! — defendeu minha amiga. — Não falem assim com ela!
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  — Ela sabe que é verdade, porra! — gritou o segundo. — Porra, o cara é jogador famosão, gringo, rico. Acha que vai querer namorar uma torcedora zé ninguém? — gargalhou ao fim da frase intensificando o nó em minha garganta.
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  — Você bebeu demais, tá falando merda!
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  Mais uma vez minha amiga falou, defendendo-me. Eu, dessa vez, não conseguia pronunciar o que minha mente me mandava dizer. Simplesmente eu travei. Paralisei meus pensamentos, movi minhas pernas e deixei o bar sem me despedir de ninguém.
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  Já em casa, fui direto tomar banho, precisava tirar esse peso de cima de mim. Talvez um banho quente ajudasse. Ao fim, me deitei na cama e chorei. Não quis dar o gostinho de derramar lágrimas na frente dos meus dito amigos filhos da puta. Solucei até parar de chorar, finalmente tirando de mim a carga da dor pelas palavras que ouvi. Passaram-se duas horas e recebi a ligação mais esperada do dia. Sempre a melhor.
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  — Hola, mi bebé! — falou Nahuel muito eufórico ao atender.
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  — Oi, grandão — respondi tentando me animar com a animação dele.
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  — Que pása? — desconfiou, sentando-se no sofá.
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  — Um pouco cansada, o dia hoje foi agitado — menti parcialmente, afinal ele não precisava saber sobre o que ouvi. — Como está se sentindo após o golaço de hoje? — mudei de assunto.
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  — Ah, foi bonito, não foi? — sorriu, vaidoso. — Queria poder te beijar após o gol, era tudo que queria naquela hora — confessou e passou a mão livre pelos cabelos, bagunçando-os um pouco.
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  — Eu também queria, grandão — fechei os olhos rapidamente e os abri em seguida para continuar falando. — Foi um jogo difícil para todos nós, merecíamos estar perto um do outro agora — a maldita manha estava de volta em mim. Acho que deve ser resquício do aborrecimento anterior.
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  — Ah, bebé, queria beijar teu corpo inteiro agora…
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  — E se… — interrompi minha fala, pensando melhor se deveria compartilhar os pensamentos que tive ao longo da semana. Ideias, apenas ideias.
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  — Diga, e se o que? — quis saber, curioso.
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  Propôr o que iria propor era algo antes jamais imaginado por mim. Mas, como disse, essa última semana estive pensando muito nisso e quem sabe fosse uma oportunidade de estreitar mais minha relação com Nahuel. Até mesmo mantê-la viva mesmo com a distância entre nossas casas. Vergonha me definia neste momento. Porém, a coragem se sobressaiu, deixando a vergonha de escanteio.
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  — Que tal… — limpei a garganta. — Que tal tentarmos algo a mais por telefone?
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  — Tentarmos o que? Sexo virtual? — quis confirmar a ideia que certamente passou pela mente dele.
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  — Sim — afirmei ainda tímida.
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  — Seria incrível, mi chiquita.
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Lelen

Own, Nahuel todo romantiquinho oficializando tudo 🥺🥺
E a pp precisa trocar de amigos, bandipaunocu 😠😠😠
Eu só vou perdoar se eles falaram as merdas todas “pensando no bem” da pp E se eles se mostrarem bons amigos no decorrer da fic, porque se não 😇🔪
Caraio, o capítulo terminou num momento… 👀👀

Li Santos

Nahuel sabe ser romantiquinho 🦈
E os “amigos” nem vão aaprecer mais. Bandipaunucu rs

O final hein 🫣

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