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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Let Me In

Escrita porLelen
Editada por Lelen

III

Tempo estimado de leitura: 6 minutos

Depois de se informar sobre quem o tal Boris falava, Ayala começou a caçá-los, os irmãos Winchester. Eu não podia entender o que ela queria, mas pouco me importava. Alguns amigos de Ayala haviam comentado que o mais novo, Sam, era especial, tinha algo a mais. Talvez esse algo mais me ajudasse, talvez ele pudesse perceber que eu estava aqui dentro, presa em meu próprio corpo e sem poder nenhum sobre ele, enquanto um ser maluco e poderoso se apoderava dele sem se importar com o que seus atos poderiam me causar, ou causar ao meu corpo.
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  Era um fato estranho o como a dor física parecia não afetar Ayala, mas afetava a mim. Eu sentia cada chute mal dado, cada soco forte demais, cada facada que ela levava. Mas não era assim tão difícil de compreender se pensássemos bastante e tempo para pensar era o que eu mais tinha. Talvez fosse óbvio as coisas que eu sentia. Meu corpo estava sendo invadido por um ser que não tinha ligação nenhuma com ele, ao contrário de mim, a quem o corpo realmente pertencia. Seguindo tal raciocínio, Ayala se via longe de sentir alguma coisa em meu corpo e eu é que pagava isso por ela.
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  Mas voltando aos irmãos Winchester, talvez eles pudessem me ajudar a me livrar de Ayala, talvez eles pudessem me salvar disso tudo. Uma esperança nasceu em mim, como uma chama brilhante na escuridão. Ela logo aumento quando Ayala descobriu o paradeiro dos dois, Sam e Dean Winchester, o que não durou por muito tempo.
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  Os dois souberam de Ayala e armaram um emboscada na qual ela caiu, obviamente não sem antes ser jogada para todos os lados e ter uma estaca acidentalmente perfurando um dos pulmões, meus pulmões. Antes de apagar, só lembro de uma coisa: de um dos dois tacar uma espécie de líquido, que parecia água, em minha direção. Naquele instante Ayala e eu gritamos juntas. Aquele líquido nos queimava aos poucos, como o fogo queimou o pequeno garoto daquela família destroçada. Gritamos até levarmos uma pancada na cabeça.
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  Acordei sentindo o rosto arder, Dean tacara aquele maldito líquido em mim novamente.
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  — Acorda, ô branquela — ele exclamou com uma expressão nada amigável.
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  Olhei ao meu redor e vi Sam segurar um livro surrado enquanto olhava em minha direção seriamente.
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  — Quer dizer então que é um demônio? — Dean perguntou com o rosto bastante próximo do meu. Ayala tentou meter-lhe uma bofetada na cara, mas suas mãos estavam atadas. — Ah, não vai falar? — Ele fez cara de desapontado. — Sam...
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  No mesmo instante o mais jovem dos Winchester começou a recitar um cântico em uma língua que eu não pude identificar, mas que com toda a certeza assustava. Senti uma dorzinha súbita no meio de meu corpo e a cada palavra dita por Sam, a dor aumentava.
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  — O que você quer? — Dean perguntou e Sam fez uma pausa.
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  Ayala soltou um de seus risos assustadores e Dean — percebi que estava num dos seus momentos de menor bom humor — se aproximou com ferocidade segurando seu rosto para mantê-la encarando-o.
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  — Não quero ter que fazer as coisas do modo mais difícil... — murmurou sério e Ayala deu de ombros, da mesma forma que Dean. — Tudo bem, foi você que pediu.
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  Assim que disse isso, senti aquele líquido horrendo se espalhar por minha face e ela novamente queimou fazendo com que eu e Ayala gritássemos de dor.
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  — O que você quer fazendo todas essas coisas horríveis? — perguntou Dean novamente e tudo o que recebeu foi uma cuspida da parte de Ayala. Ele encarou o irmão com um olhar sugestivo e Sam assentiu. — Tá legal, demoniozinho, que tal mais uma dose de água benta com um ritual de exorcismo fresquinho? Sam acabou de aprender. — Sorriu maroto na última parte, mas logo voltando a ficar sério ao ouvir um pigarro vindo do irmão.
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  Sam Winchester recomeçou o cântico estranho e a dor voltou a mim. Dean tacou a tal água benta novamente e senti minha pele queimar novamente. Ayala gritou, dessa vez com mais intensidade.
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  — O que você quer aqui? — Dean perguntou.
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  — EU SÓ QUERIA DIVERSÃO! — Ouvi uma voz esganiçada sair de minha garganta e berrar.
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  — Diversão? Matando gente inocente e aterrorizando uma cidade inteira? — Dean resmungou como quem não acredita tacando uma dose generosa de água benta em mim.
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  Gritei com todo o ar dos meus pulmões, ou o que deveria ser, lágrimas saíram de meus olhos.
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  "PAREM, PAREM!" Tentei implorar para os dois que me torturavam.
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  — Parem com isso, por favor — Ayala ecoou minhas súplicas ofegante. — Está matando a garota aqui dentro. — Ela riu ao dizer isso. CRETINA! Ela sempre soube de mim!
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  — Garota aqui dentro? — Dean ecoou a última parte. — Uhum. — Se endireitou e se voltou para Sam. — Sammy, manda ela direto pro inferno — concluiu e Sam continuou com seu cântico de exorcismo.
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  A medida em que as palavras do cântico iam se esgotando, eu sentia uma dor insuportável. Era como se minha pele estivesse sendo arrancada de meu corpo, com puxões que a faziam se desgrudar de mim aos poucos. Não era minha pele que estava sendo arrancada, mas sim Ayala que estava sendo puxada para fora de meu corpo. Eu só não podia entender como aquilo podia doer tanto em mim.
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  Meu choro sem lágrimas começou e Ayala ecoava meus pensamentos implorando para que Sam parasse com aquilo, que nos deixasse ir embora, mas ele continuou e quando a dor da pele se soltando de mim completamente chegou ao seu auge, Ayala saiu de meu corpo em forma de fumaça e isso foi tudo que vi antes de mergulhar em escuridão.
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