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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Let Me In

Escrita porLelen
Editada por Lelen

I

Quando voltei a despertar não sabia onde estava, só sabia que havia barulho por toda parte. Tentei levar as mãos a minha cabeça, mas que droga? Eu não conseguia, aliás, eu não podia. Prestei maior atenção; eu estava agachada ao lado de um corpo inerte, minhas mãos — ou as do meu corpo, não mais minhas como eu viria a descobrir — estavam cobertas de sangue assim como o corpo a minha frente. Fiquei horrorizada e entraria em estado de choque se não ouvisse um barulho às minhas costas. Meu corpo se virou instantaneamente na direção do ruído e eu pude ver um homem correndo em minha direção com uma faca. Percebi isso tarde demais, mas não meu corpo. Não, meu corpo estava preparado para aquilo e barrou o ataque do homem com uma só mão. O agressor arregalou os olhos e eu sabia que meus lábios sorriam de forma deliciada e assustadora para ele; um instante mais tarde e o homem gritou de dor. Eu apenas fechei meus olhos ao ouvir o grande barulho que o osso do braço dele fez ao se romper nas mãos de meu corpo.
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  Ele gritou caindo no chão completamente desarmado e sem chances de reação.
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  Ouvi a mim mesma bufar enquanto colocava um dos dedos ensanguentados na boca, experimentando o gosto. Era repugnante. O que estava acontecendo comigo? Por que meu corpo não respondia aos meu comandos?
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  Não tive tempo de formular mais perguntas, minhas pernas se moveram na direção de outra pessoa, uma mulher dessa vez.
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  — Sua vadia...! — ela exclamou me fuzilando com o olhar enquanto me aproximava.
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  Por que ela estava me chamando de vadia? Aliás, quem era ela?
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  — Acostume-se, caçadora, para onde você vai, terão coisas muito piores do que eu, uma simples vadia — ouvi minha voz dizer em um tom que eu mal sabia ter.
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  — Por que não volta para o inferno que é seu lugar? — ouvi a mulher perguntar com certa raiva.
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  Minha respiração saiu numa gargalhada que até para mim era assustadora.
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  — Oh, por que voltar para os cães se eu tenho passe livre aqui, docinho? — me ouvi perguntar. Meu corpo esticou o braço para tocar o rosto sujo da tal "caçadora", mas antes que pudesse fazê-lo ela se afastou o máximo que podia deitada no chão e machucada, logo depois cuspindo em minha direção. Ouvi-me bufar novamente e então me levantei. — Ah, vocês já não têm mais graça para mim. — Caminhei em direção à porta do que parecia ser um bar. — Façam uma boa viagem só de ida, meu amores! — exclamei, andei alguns passos para fora do local e segundos depois tudo estava indo para os ares.
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  Senti a quentura do fogo da explosão às minhas costas, podia ver o ar ondulando ao meu redor, eu estava com medo, mas meu corpo não parecia estar.
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  Éramos coisas diferentes agora? Eu, meu verdadeiro eu, já não era ligado ao meu próprio corpo? Se assim era, então quem ou o quê estava nos controlando?
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