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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Let Me In

Escrita porLelen
Editada por Lelen

II

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

As semanas passavam, os dias se arrastavam e eu continuava presa dentro de mim mesma. Não havia conseguido muitas informações sobre o que eu era, só tinha certeza de que o que estava em mim não era algo bom.
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  Em três semanas desde que despertei dessa forma, presenciei coisas horríveis das quais meu corpo fora protagonista. Primeiro as coisas acontecidas naquele bar de rodovia; depois também houve o fato do ataque a um padre, que diga-se de passagem, eu mal sabia ser isso. Agora, naquele exato instante, eu havia acabado de presenciar mais uma carnificina que meu corpo foi obrigado a fazer parte.
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  Dentro daquela casa às minhas costas se encontravam os corpos de uma família inteira: uma mulher, um homem e duas crianças.
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  Queria estar desacordada naquele momento quando tudo aconteceu, mas uma das coisas estranhas dessa minha nova vida era que eu nunca dormia. O que havia acontecido foi uma coisa horrível; os pais haviam sido obrigados a assistir as mortes sangrentas dos dois filhos. O primeiro — o mais velho — tivera a morte relativamente menos dolorosa que o irmão teve; foi retalhado a tesouradas e meu corpo devorou o seu interior. Já o menor, ah Deus, o menor... Num passe de mágica seu pequeno corpinho indefeso estava em chamas a nossa frente — minha e de seus pais —, seus gritos ecoavam — e ainda ecoam na minha cabeça — pela casa inteira e seus pais amordaçados tentavam se livrar do que quer que fosse que os prendiam, mas foi em vão. Assistiram seu caçula ser carbonizado pelas chamas malditas, viram o fogo consumi-lo aos poucos, viram as chamas se alimentarem do garotinho centímetro por centímetro como um monstro impiedoso. Depois de alguns minutos os gritos da criança cessaram e as chamas foram aos poucos baixando, até não restar vestígios seus, a não ser o pequeno corpo carbonizado estirado no chão.
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  O cheiro de carne queimada impregnava o lugar e aquilo estava me deixando enjoada. Se eu tivesse um corpo e uma boca pela qual vomitar, eu o faria, mas não era o caso, eu só podia me sentir mal por toda aquela gente e rezar por suas almas.
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  Logo depois dos filhos, foram os pais, mas meu corpo não se importou em torturá-los, fez como no bar da estrada, saiu pela porta da frente e instantes depois houve a explosão.
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  Eu soluçava e chorava sem lágrimas pelo que havia acontecido, quando um homem alto apareceu ao lado de meu corpo.
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  — Devia ser mais cuidadosa, Ayala, querida — ele murmurou com um sorriso discreto.
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  — Hunf, Boris, só estou me divertindo, você sabe, tirando o atraso... — ouvi Ayala murmurar em meu corpo.
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  — Eles vão descobrir... — O tal Boris usou um tom de advertência.
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  — Caçadores? Querido, já dei conta de uns vinte só na última semana. Eu me garanto — sussurrou com desdém.
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  — Eles não são qualquer caçador, já deve ter ouvido falar deles, caçando fantasmas, seguindo nossas trilhas...
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  — Faça-me um favor, Boris. Cuide de si mesmo. — Ayala deu-lhe as costas e no instante seguinte estávamos num lugar completamente diferente. Eu ainda pensava naquela família tocada pelo mal...
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