Interlocking Hearts


Escrita porLuana
Revisada por Andressa


Capítulo 16 • A Viagem

  Acordo sentindo uma coisa dura nas minhas costas, viro para o lado e observo Jack dormindo calmamente ao meu lado, com uma das pernas por cima da minha e com seu pau duro matinal. Respiro fundo tentando acalmar minha agitação mental junto com minha ereção que está tão dura quanto diamante.
  Confuso com minha reação, começo a sentir falta de ar, pulo da cama e começo a gritar com Jack.
  - Jack, porra! Acorde! Que diabos foi isso?
  – O que... Porra, Christian, o que foi? – Um Jack sonolento e confuso me encara.
  – Eu que pergunto, quando acordei, você estava de “conchinha” com o pau duro nas minhas malditas costas! – Grito enquanto sinto minha mente nublar com incerteza e pânico, muito pânico.
  Jack fica imóvel e me encara com o olhar de cachorro que caiu da estrada.
  – Desculpa. Cara...
  Rosno. – Nunca mais, Jack. Nunca mais.
  – Nem se a nossa vida dependesse disso?
  Reviro os olhos. Acho que ele percebeu minha agitação, pois para fazer uma piadinha dessas, só pode.
  – Eu vou ir acordar as meninas antes que tenha que ouvir mais alguma das suas piadinhas sem graça.
  Saio pelo corredor e bato na porta delas.
  – Meninas, comecem a se arrumar!
  Volto para o quarto e dou de cara com um Jack já arrumado.
  – Me espere lá na sala, há, aproveite e pegue alguma comida para levarmos.
  Minutos depois e todos estamos na sala.
  – Prontos? – Pergunto.
  – Prontos. Um por todos e todos... – Diz Jack colocando a mão entre a gente.
  – Nem pense nisso. – Respondo balançando a cabeça. – Você e Kelly vão à frente e arrumem as coisas no carro de Jack, que agora é meu carro por um mês.
  Jack rola os olhos e puxa Kelly com ele, me deixando sozinho com Sophia.
  – Vem cá.
  Sophia vem, fica na ponta dos pés e me beija.
  Isso sim, é disso que eu preciso para melhorar, porque sou um cara obviamente normal e hetero.
  Sugo seu lábio inferior, ela suspira e nossas línguas se encontram em um beijo apaixonado.
  Seguro a sua bunda entre as minhas mãos e ela engancha as suas pernas na minha cintura, me montando. Arrasto-a para a parede e nós dois gememos quando meu pau se encontra com a sua calcinha molhada, esfrego mais forte e ficamos ofegantes, ela quebra o beijo e lambe meu pescoço.
  – Christian...
  Mordo seu ombro e empurro mais forte no seu clitóris, ela grita, puxa meu cabelo e começa a mexer o quadril mais rápido, gemo baixinho e a beijo novamente.
  Já ouvi falar em transar a seco, mas nunca testei a teoria, é quente pra caralho.
  Lambo o pescoço de Sophia e empurro no ponto certo que sei que ela gosta.
  – Não pare... Eu vou... Eu vou...
  Então a solto no chão e me afasto com um sorriso.
  – Christian Donato! O que diabos foi isso??!! – Ela rosna furiosa e confusa.
  Começo a rir roucamente.
  – Baby, isso é por você sair dando carona a homens por ai, e pelo boquete no meio da estrada, poderíamos ter morrido.
  Ela me olha com luxuria.
  – Mas... Eu estava tão perto... Por favor, Chris... E você vai ficar de bolas azuis, eu sei que você estava gostando...
  – Sim, sim, eu estava gostando, mas aqui não é sobre mim, é sobre você, então vamos para o carro logo, antes que eles notem a nossa falta.
  Sophia passa por mim pisando forte, sorrio, a puxo e lhe dou um beijo rápido, deixando nós dois sem fôlego.
  – Se ajudar, eu tive que usar todo o autocontrole que não tenho, para nos parar naquela hora.
  Ela sorri de conto de boca.
  – Bem feito!
  Pego ela e a jogo nas minhas costas.
  – Mim, vai levar minha mulé pra cabana.
  – Christian, me põe no chão! – Ela grita.
  Desço as escadas sorrindo feito um idiota apaixonado.
  Chegando lá em baixo, desço-a.
  – Idiota, sorte sua que sua bunda é gostosa e eu não pude bater nela.
  Olho-a com uma expressão engraçada e ela sorri, mas depois fecha a cara e vai para o carro, sento e dou a partida.
  – O que deu em vocês? – Pergunta Kelly.
  – Ele, esse... Maluco, está me deixando...
  Jack a interrompe. – Ok, Ok, eu simplesmente não quero sobre a vida sexual de vocês dois.
  Arqueio uma sobrancelha inquiridora para ele.
  – O que? Eu te conheço, e sei que vocês fizeram alguma coisa para Sophia estar com essa cara de pessoa mal comida. – Ele vira o olhar para janela e da de ombros. – Normal.
  – Normal? Normal... É porque não é você que está molhado e insatisfeito aqui. – Sophia resmunga baixinho.
  – Oh, calma linda, mesmo que você quisesse, eu não poderia ficar molhado e insatisfeito, sou um cara, caso não tenha notado.
  Kelly da uma cotovelada nele.
  – Não liga pra ele não, Soph. Ele precisa aprender como tratar uma mulher.
  – Ei, eu não vi você reclamando dos meus modos quando eu te chupei e ...
  Interrompo-os, porque saber que Jack anda chupando alguém, me da algum tipo de aperto estranho e levanto as mãos em sinal de paz – Ok, Ok, agora sou eu que não quero saber quem Jack chupou ou deixou de chupar, será que dá para se acalmarem ou vamos cair em barranco antes mesmo de chegar lá.
  – Certo, papai. – Jack murmura divertido.
  Reviro os olhos e ligo o som.
  1 hora depois e estamos todos completamente entediados.
  – Jack, me passa as batatinhas, estou de fome aqui. – Sophia pede.
  – Claro, muna mur.
  – E ai? Vai ficar todo mundo silencioso? Ninguém morreu, que eu saiba. – Ironizo.
  – Doutor Robert morreu. – Pondera Jack.
  – Foi uma piada, droga. – Respondo emburrado.
  – Não faça piadas. Faça bebês. – Fala Jack rindo.
  – Eu só não te dou um soco agora, porque estou dirigindo.
  – Kelly? – Pergunta Sophia.
  – Ela dormiu. – Responde Jack.
  – Como é que uma pessoa normal dorme com esse carro balançando na estrada? Espera, Kelly não é normal. – Fala Sophia.
  – Eu ouvi isso. – Resmunga Kelly no sonho.
  – Era sol que me faltava. – Fala Sophia.
  – Como assim era sol que te faltava? O certo não seria dizer "Era só o que me faltava?" – Pergunta Jack confuso.
  – Não, eu falei isso porque preciso de um solzinho mesmo, aqui em São Paulo chove de mais.
  – Certo, certo, parem de me confundir, pelo amor de deus. – Falo confuso também.
  Sophia me olha uns segundos, pega o celular, disca um número e espera.
  – Oi, mãe! Saudade de você, quanto tempo à gente não se fala... É que eu estou muito ocupada com a faculdade e tal... Como está Coisa Azul?... – Sophia ri. – Eu sei, ela adora te enlouquecer, mas ela é legal, e faz o que... Oito, sete anos que vocês estão juntas?... Ra ra ra, não, é que eu quero te contar uma coisa... Sim... Hum... Eu estou tendo um caso com o meu chefe.
  – COMO É QUE É? – Eu e Jack nos entreolhamos chocados quando ouvimos a mãe dela gritar no telefone.
  – Calma... Calma, porra. Não... Não é o Martin, pelo amor de deus... É o filho dele... Eu não sabia... Será... Espera... Fala mais devagar, droga. Eu te amo e tudo mais, mas a vida é minha agora, vinte e um anos, maior idade, lembra?... Bom... Ele é legal... Eu não vou falar sobre isso com você... Ele é lindo, sim, algum problema? Quer... Espera.
  Ela tira o telefone da orelha e me lança um olhar arrependido.
  – Ela quer falar contigo, posso por no viva voz?
  Confuso e chocado de mais pra falar, apenas aceno com a cabeça.
  – Certo, mãe, pode falar.
  – Você é Christian?
  – S-s-sim, senhora.
  Droga, eu estou parecendo uma criança pega comendo doce escondido.
  – Quantos anos você tem, meu rapaz?
  – Vinte e sete, senhora.
  – Mora sozinho?
  – Tenho um apartamento próprio e trabalho como vice-presidente na empresa do meu pai.
  – Não se gabe para mim, mocinho. Tem filhos?
  – Não, senhora.
  – Quais são suas intenções com a nossa filha? – Pergunta uma voz diferente, mas feminina.
  Olho confuso para Sophia.
  – Minha mãe é casada com uma mulher. – Sophia sussurra. – Desculpa não ter contando antes.
  Franzo o cenho e pigarro.
  – Eu gosto muito da filha de vocês.
  – Muito quanto? – Pergunta a mãe dela.
  – Ela é diferente, ela me ajuda, é linda, companheira e não se importa por eu ser rico e ter uma família horrível. – Respondo sinceramente.
  – Hum... Boa resposta, Christian. – Fala a companheira da mãe de Sophia.
  – Qual é o nome da sua mãe? – Sussurro desesperadamente para Sophia.
  – Elaine, e o nome da mulher dela é Jimmik. – Ela sussurra de volta.
  Pego o telefone, tiro do viva voz e sussurro impulsivamente, talvez ser impulsivo com Sophia é o que eu precise para me curar dessa confusão mental.
  – Vocês me dariam a honra de namorar a sua filha?
  Sophia franze o cenho para mim, mas eu a ignoro e espero a resposta da família dela.
  – Bom... Você parece ser um bom rapaz, mas você quer ficar sério com ela ou ela é apenas mais um divertimento para você?
  – Com ela é diferente. – Afirmo.
  – Se você magoar ela ou qualquer outra coisa do tipo, nós iremos acabar com a sua raça, e eu realmente não gostaria de ter que fazer isso, não na minha idade. – Fala Jimmik.
  – Vocês me permitem namorá-la? –Sussurro ansioso.
  – Sim, meu rapaz, eu permito, mas saiba que agora nossa filha está aos seus cuidados, tome conta dela. – Responde Jimmik.
  – Com a minha vida, senhora. – Falo orgulhoso.
  Coloco o celular no viva voz novamente.
  – Certo. Meu amor, você ainda está ai? – Pergunta a mãe dela.
  – Sim, mãe, o que foi?
  – Você esta tomando seus remédios?
  Sophia fecha os olhos bem apertados.
  – Eu me esqueci de tomar essa semana, mãe, mas prometo que vou ao medico semana que vem.
  Escuto o suspiro da sua mãe.
  – Ok, filha, faça como você quiser. E quando vir me visitar, vê se trás esse pedaço de homem junto, para passearmos e nos conhecermos, certo?
  Sophia rola os olhos.
  – Tudo bem, mãe. Olha, eu tenho que ir, mas prometo ligar mais vezes, se der.
  – Tudo bem, tudo bem, mas ligue mesmo. Beijos, até depois.
  O telefone fica mudo e Sophia o guarda.
  – Que onda é essa de você ligar para sua mãe e nem me falar o nome dela?
  – Desculpa. – Sophia sussurra. – E que onda foi essa de você tirar o telefone do viva voz e falar escondido com a minha mãe, o que você falou com elas, aliás?
  – Nada de muito importante, anjo. Agora me fale qual é o seu sobrenome, porque nem isso eu sei.
  Ela suspira.
  – Eu sei, eu sei, nós não sabemos as coisas simples um do outro, mas sabemos as complicas, lá vai. Meu nome é Sophia Angelim Mackenzie.
  Franzo o cenho ao ouvir o tom seco da voz dela.
  – E…?
  – E... Meu pai, o verdadeiro, veio dos Estados Unidos em umas férias para Salvador, mas minha mãe não sabia, então ela apenas ficou com ele e acabou se apaixonando, quando ela descobriu que estava grávida, contou pra ele, ele mandou me tirar, só que ela não quis. Quando eu nasci, ela tentou fazer ele me cadastrar como filha dele, mas ele não queria, meu nome era apenas Sophia, pois minha mãe jurou só colocar o sobrenome dela no meu nome, se ele fizesse, três anos depois, ele resolveu me registrar e meu sobrenome ficou assim, mas eu não quero falar mais sobre isso.
  – Uau... Sinto muito, Soph. – Falo sinceramente.
  – Sinto muito também, Soph. – Diz um Jack comovido.
  – Certo. Chega de drama, pelo amor de deus. Eu amo ler e ouvir músicas, gosto da cor lilás, pudins, salgados, não gosto de doce e salgado juntos, eca. Adoro bichinhos de pelúcia e o escurinho do cinema e você?
  Sorrio para ela.
  – Bom... Meu nome é Christian Steel Donato, sim, a família da minha mãe se originou dos Estados Unidos, o Donato que é de Martin. Gosto de azul, chocolates, pipocas, odeio verduras e adoraria o escurinho do cinema se for com você.
  Sophia sorri completamente agora.
  – Ah, pare de ser tão fofo. – Responde Jack revirando os olhos.
  Mantendo o olho na estrada, digo:
  – Imbecil. Há, estamos chegando! Faça algo útil e acorde Kelly, Jack. Vamos estacionar.
  Estacionamos segundos depois e saímos do carro.
  –Jack, você fica responsável pela lanterna. – Jack mexe no carro e sai com ela. – Certo, agora precisamos passar por aquelas grades, depois andaremos um pouco e chegaremos à árvore. O bom, é que essa área não tem sinal de celular, Jack que horas são?
  Jack olha para seu pulso. – Uma e cinquenta e cinco.
  – Certo. Eu levanto Sophia e você levanta Kelly.
  – Pode crer.
  Chegando à grade, seguro Sophia e ela me olha estranhamente.
  – Pode soltar, Christian.
  – Mas...
  Antes de terminar de falar, Sophia já estava escalando e pulando do outro lado com uma agilidade incrível.
  – Puta merda! Iremos conversar sobre isso depois!! – Grito espantado e admirado.
  – Não há nada para conversar, eu fiz Karatê, parei na faixa roxa. – Ela responde.
  Uau... Imagina as coisas que ela pode fazer com essas pernas deliciosas...
  Quando todos já estamos do outro lado, pego a mão de Sophia e vamos caminhando, espero que Felipe esteja ali.
  Chegando lá, não vejo muita coisa além da casa na árvore.
  Viro-me para pedir a lanterna a Jack, quando o vejo brincando de "espadinha" com a lanterna. Ele sempre contagiando com alegria os momentos mais sombrios. Tento não rir e digo:
  – Jack, hummmm, será que da para parar de brincar com a lanterna um minuto, pois ela não é um sabre de luz e faça algo útil, a coloque no caminho para subirmos ou não iremos enxergar merda nenhuma.
  As meninas o encaram e caem na risada.
  – Ra, não tente destruir minha reputação na frente das meninas, desmancha prazeres. – resmunga Jack mudando a direção da lanterna.
  Olho para cima e subo primeiro, os outros seguem devagar, tento abrir a porta, mas está emperrada, então dou um chute, a porta abre e entro.
  – Que bom que entendeu o recado, Christian.
  Viro-me assustado e de repente estou encarando um sombrio Felipe.

Capítulo 16
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