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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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In The Shadows

Escrita porLi Santos
Revisada por Natashia Kitamura

Parte III • Caos

Tempo estimado de leitura: 32 minutos

  Mais uma imposição de seu tirano pai, mas uma vez deixa %Keigo% irritado o suficiente para não conseguir se manter sob o mesmo teto que ele, apesar da grandeza do castelo dos %Hayashi%. Trovão, seu fiel cavalo, o conduz por mais uma aventura a destravar as terras ao norte de East Linton, Escócia. Sentindo o vento lhe tocar a pele do rosto, o homem faz seu cavalo aumentar mais a velocidade, cortando o ar com precisão, sentindo a liberdade percorrer cada músculo de seu corpo. Ele nem percebe quando chega ao bosque que há mais ao leste, após adentrar o local, ele resolve parar para pensar um pouco, deixando Trovão à beira do rio para que bebesse um pouco d’água. O rapaz retira parte de sua roupa, incluindo suas botas e adentra no rio, banhando-se para colocar os pensamentos em ordem. É óbvio que ele não quer casar-se com uma mulher que nunca sequer viu na vida, nem ao menos trocou duas palavras. Romântico do jeito que é, %Keigo% quer se casar apenas se houver uma conexão com a pessoa, algo genuíno, natural, algo que ele nunca sentira por ninguém, mas…
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  %Li%…
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  Ah, a astuta e bela vampira que ele conhecera ontem e que lhe despertou sensações confusas para %Keigo%, coisas que ele julga gostosas de sentir e que lhe despertam gana por mais disso, ele quer muito mais.
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  Emergindo o corpo para a superfície do rio, %Keigo% joga os cabelos molhados para trás e percebe que tem outro par de olhos observando-o, além de trovão.
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  — Quem está aí? — indaga ele, desconfiado e sentindo o cheiro de um desconhecido misturado ao cheiro da %Li%.
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  Espera, cheiro da %Li%?
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  — Quem está aí?! — repete ele mais energicamente, pronto para atacar quem quer que fosse.
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  De repente, %Keigo% salta para fora da água, o peito arfando com a adrenalina do inesperado, os olhos e ouvidos atentos a qualquer movimento. E esse movimento veio, o que revela a figura daquele que o observava.
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  O movimento feito pelo homem logo revela a sua natureza de vampiro, ele salta com as presas à mostra, os braços abertos prontos para atacar com voracidade; %Keigo% se arma para se defender, também pondo para fora suas presas e erguendo os braços. O primeiro golpe é recebido por ele que faz uma careta de dor ao ser atingido no braço pelas unhas do outro vampiro que engatou uma sequência de golpes cada um mais forte que o outro. Irritado e com dor, %Keigo% revida, também golpeando com suas mãos e uma rasteira que derruba o homem. Ao se levantar, o vampiro tenta morder %Keigo%, mas este se defende dando-lhe um tapa. De repente, o cheiro dela o distrai.
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  — Por que está com o cheiro dela? Por quê?! — diz %Keigo% referindo-se ao cheiro forte que o outro homem tem de %Li% em seu corpo — Responda!
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  — De quem está falando, %Hayashi%?! — sibila o outro e salta para longe de %Keigo%, puxa o ar para os pulmões, arfando pela adrenalina da luta.
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  — A %Li%! Por que está com o cheiro dela? — diz %Keigo% encarando com raiva o outro.
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  — Ah, então está sentindo o cheiro dela? Interessante tu saberes como é o cheiro da %Li%… — o homem ri, debochado. O sorriso arteiro dele deixa %Keigo% ainda mais irritado.
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  — Responda o que eu te perguntei ou serei obrigado a te arrancar uma resposta — ameaça o %Hayashi%.
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  — Hm, que audacioso você, %Hayashi% — brinca ele.
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  — Você me conhece?
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  O outro ri.
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  — Você é herdeiro, príncipe de uma das maiores, apesar de eu discordar, famílias do reino. Como acha que eu não te conheceria? Não seja tão inocente — responde o rapaz erguendo o corpo e ajeitando a roupa, sem tirar o olhar de seu inimigo.
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  — Ainda não respondeu a minha pergunta…
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  — A %Li% me contou sobre você, mas não me disse que era tão tolo assim — brinca o outro, rindo em seguida. %Keigo% franze a testa.
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  — Então você é íntimo dela? Por quê? De onde a conhece? — dispara ele a perguntar e completa: — Afaste-se dela! — ameaça.
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  — Presunçoso você, %Hayashi% — ele limpa o sangue que lhe escorre do braço ferido, voltando a abaixar a manga de seu casaco. — Realmente você não consegue perceber o que está havendo aqui?
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  — Como assim?
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  — Não está nem vendo o meu rosto direito! Veja, eu te darei alguns minutos para analisar o meu rosto e concluir de onde eu conheço a %Li%.
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  O homem aponta para o próprio rosto e faz uma pose teatral para %Keigo% que revira o olhar, entediado e irritado. Olhando bem para o homem à sua frente, ele não consegue ver o que há no rosto dele que possa lhe levar à resposta de sua pergunta. De onde será que ele conhece a %Li%?
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  Espera!
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  — Vocês se parecem… — conclui %Keigo% e o outro bate palmas, dando saltinhos no mesmo lugar em comemoração. — Vocês são…
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  — Somos irmãos, seu idiota! — o outro ri da lerdeza de %Keigo% — Finalmente percebeu! — ele passa as mãos nos cabelos, jogando-os para trás.
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  — Você é o… — a voz trêmula de %Keigo% faz o outro soltar uma risada abafada.
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  — Não, eu não sou o %Kohshi%, se é isso que quer saber — ele diz e completa: — Sou %Take%, o irmão do meio da família, o mais bonito e o menos sistemático.
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  — %Take%... A %Li% falou de mim para você?
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  — Claro! Somos irmãos confidentes, ela conta para mim coisas que jamais contaria ao autoritário do %Kohshi% por motivos óbvios — explica %Take%. %Keigo% parece mais tranquilo agora e desarma sua defesa, o %Asakawa% faz o mesmo.
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  — Entendo. Acho que veio até aqui saber de minhas intenções com vossa irmã...
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  %Take% ri.
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  — Ah, não, nem comece com tal discurso diplomático e entediante! — diz ele. — Como disse: não sou o meu irmão. E, não sou burro, eu estou vendo que suas intenções com minha irmã são as melhores. Fique tranquilo.
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  — Sério? Oh... — espanta-se %Keigo%, muito surpreso com a tranquilidade de %Take%.
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  — Enfim, eu vim aqui te encontrar justamente para isso. Vim te dar um recado de minha irmã.
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  — Da %Li%...
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  — Eu não tenho outra irmã... — brinca %Take% e ri. — Você precisa rir mais, %Hayashi%. Eis muito sério.
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  — Eu rio sim... — ele diz, inocente e %Take% solta uma gargalhada.
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  — Deixa para lá, %Hayashi%. O importante é o recado de minha irmã.
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  — Ah, diga-me, por favor.
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  — Meu autoritário irmão, que se acha dono de todos que moram dentro daquele castelo, quiçá do reino, descobriu que você e minha irmã se encontraram ontem. Bom, na verdade, eu mesmo contei.
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  — Você nos viu juntos?
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  — Assim que pararam na colina antes de chegar ao nosso castelo — explica %Take%.
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  — Entendo... E certamente vosso irmão ficou furioso quando soube.
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  — Obviamente sim.
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  %Keigo% solta um suspiro cansado.
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  — Ele trancou a %Li% numa das torres do castelo — diz %Take%, de repente, fazendo %Keigo% virar seu olhar para ele.
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  — O quê? Ele não pode fazer isso! Que disparate! — irrita-se ele.
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  — Eu concordo com você, mas, eu infelizmente não tenho voz naquele castelo e muito menos na família.
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  — Como a %Li% está? — o tom preocupado de %Keigo% só confirma a conclusão óbvia que %Take% teve sobre o rapaz.
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  — Entediada, irritada e com medo.
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  — Medo? O que vosso irmão fez a ela?
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  — Contra ela, nada. Mas, ela teme pela sua vida.
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  — Por mim?
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  — Não é óbvio? Meu irmão já mandou vigiarem a minha irmã e a trancou numa torre, além, claro, de mandar cavaleiros atrás de você. Justamente por isso que vim te avisar.
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  — Agradeço vossa preocupação, mas eu não compreendo o que deseja de verdade.
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  — Eu amo a minha irmã — inicia %Take%, soltando um suspiro. — Ela é tudo que me restou após a morte de meus pais. Meu irmão, depois que virou líder da família, entregou-se à ganância e a cegueira do cargo. Só pensa na expansão do bando, em alianças para fortalecer a todos, ele não é mais o mesmo — o tom amargurado de %Take% lembra a %Keigo% ele mesmo. — A %Li% é o meu refúgio e único motivo pelo qual eu ainda estou naquele castelo: para protegê-la das loucuras do %Kohshi%.
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  — Vosso irmão é tão louco assim?
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  — Você deve ter ouvido as coisas inconsequentes que ele fez, certamente. Não são nem uma parte do que ele já tentou fazer contra mim ou minha irmã. Claro que eu nunca o deixei atacar minha irmã, exceto quando... — %Take% para de fala, sente que não devia entrar nesse assunto.
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  — Quando? — indaga %Keigo%, curioso.
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  — Tal assunto não é da minha conta, é íntimo demais para que eu compartilhe. Creio que, se minha irmã gosta de você como eu percebi que gosta, ela mesma lhe contará.
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  %Keigo% concorda e começa a pensar em como %Li% está passando por tudo isso sozinha e trancada naquele castelo sob à tirania do irmão mais velho. %Take% explica a %Keigo% que entende a relação repentina dele com a irmã e que pretende ajuda-los a se verem. Mesmo estando temeroso com a situação, o %Hayashi% aceita a ajuda e marca o primeiro encontro que seria daqui há duas luas no primeiro lugar onde eles se conheceram, %Li% saberia onde é.
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  Cúmplice, %Take% concorda e volta ao castelo para contar a novidade para a irmã, ao chegar lá ele é recepcionado por uma movimentação estranha do exército de cavaleiros do irmão. Ao perguntar a um deles o que está havendo, recebe a bomba.
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  — Os inimigos do sul declararam guerra contra nós, milorde %Asakawa%. Vosso irmão ordenou um ataque expresso e imediato. Com licença, milorde.
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  Quando o rapaz se afasta de %Take%, ele entra correndo ao castelo a procura de %Kohshi%, mas não o encontra. Então, vai até a torre onde sua irmã está trancada. Após contar-lhe tudo o que está acontecendo, inclusive sobre o encontro com %Keigo%, ele se despede da irmã e pede para que ela não tente fugir, pois há uma guerra lá fora e ele não quer que ela se machuque.
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  %Take% acha toda essa briga entre as famílias tola e é a mesma opinião de %Li%, mas, ele não pode fazer nada além de ajudar o seu bando. Sendo assim, ele se arma e vai à frente de batalha.
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[...]

  Duas noites se passam.
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  A primeira batalha da guerra entre os dois maiores bandos de vampiros do reino teve um fim, com uma vitória parcial do grupo do Norte, liderado por %Kohshi%. %Take% voltou para o castelo ferido e foi cuidado pela irmã que conseguiu convencer os guardas a deixa-la sair de noite para ver o irmão em seu aposento. %Kohshi% ficou tão concentrado em traçar uma nova estratégia de batalha que nem se deu ao trabalho de mandar cuidarem de seu irmão, ele nem se importou em saber como %Take% está.
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  O encontro com %Keigo% havia sido adiado por ele por motivos óbvios da batalha que ocorrera, mas é remarcado para dois dias após. Com a recuperação rápida de %Take% e a falta de atenção de %Kohshi% em relação aos irmãos, %Li% convence os guardas a deixa-la sair do castelo sobre a condição deles irem junto para vigia-la. A desculpa dada a eles foi que %Kohshi% sabia da saída da irmã, mas obviamente é uma mentira.
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  O passeio está agradável, a brisa das terras ao leste do reino e ao leste do castelo dos %Hayashi%. Sem questionar, os dois cavaleiros acompanham seus senhores com atenção, até o momento em que %Take% cria uma situação para a fuga da irmã.
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  — Olhem só que linda essa vampira! Nossa! Não acham? — diz %Take%, de repente, %Li% prende o riso já sabendo que não havia nenhuma vampira por perto além dela mesma.
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  — Não estamos vendo, milorde %Asakawa% — responde um dele, tentando enxergar de onde vinha tal visão.
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  — Ah, me esqueço de que não são tão evoluídos assim — lamenta-se %Take% — Lá ao fundo — ele aponta para as terras longínquas de onde só se pode ver, a olho nu, uma montanha —, nas montanhas, há três lindas vampiras banhando-se no rio que há ao lado.
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  — Sério, milorde? — indaga o guarda, curioso e sedento.
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  — Sim — diz ele, simplesmente e completa: — Querem ir lá? Não contarei ao meu irmão.
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  — Não é certo, milorde.
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  — Não sejam covardes! Vão logo, isso é uma ordem!
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  Lançando um olhar repreensivo para os cavaleiros, %Take% ordena que eles vão atrás das tais vampiras. Obedientes e temendo uma reação adversa do lorde para qual servem, ambos os guardas vão a cavalo na direção indicada por %Take%.
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  — És impossível, meu irmão — %Li% ri, assim que os guardas se afastam suficiente.
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  — Tudo isso para que você veja o seu querido %Hayashi%. Espero não me arrepender disso, minha irmã — ele diz com o olhar suspenso e completa: — Ele já deve estar lhe esperando. Ande, vá!
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  — Obrigada, meu irmão. Amo-te — %Li% dá um beijo no rosto de %Take% que logo revira o olhar, mas exibe um sorriso tímido de canto.
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  Sem perder mais tempo, %Li% monta em Linus e vai ao encontro de %Keigo%. Não demora muito para que ela chegue até o bosque, adentrando o mesmo em alta velocidade, só parando quando sente o cheiro de %Keigo% mais à frente, próximo ao rio. Exatamente no mesmo lugar onde eles se conheceram mesmo que, na ocasião, %Li% estivesse desacordada, o cheiro do rapaz foi a primeira coisa que aspirou inconscientemente.
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  — %Keigo%... — diz ela, ao se aproximar do rapaz. Ao virar-se para %Li%, ele corre ao seu encontro.
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  — Eu estava preocupado — abraçando %Li% com força e proteção, %Keigo% a carrega um pouco, aspirando seu perfume, o doce aroma que vem dela. — Como você está?
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  — Estou bem e você? Soube que o vosso castelo foi atacado ontem à noite...
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  — Eu não estava visível aos atacantes. Mas alguns guardas morreram em combate.
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  — Eu sinto muito... Essa guerra é tão...
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  — Injusta — ele completa a fala dela.
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  — E sem sentido — os olhos claros de %Li% cintilavam de medo ao olhar para %Keigo%. Ele só quis retirar todo esse medo dela, imediatamente. — Eu tenho medo de...
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  — Eu estou aqui — ele diz e põe a mão no rosto dela. — Eu não irei morrer.
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  — Meu irmão está louco para te matar, %Keigo%. Ele disse isso na minha frente, não descansará até vê-lo morto!
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  — Hey — ele põe a outra mão no rosto de %Li% com firmeza, transmitindo-lhe calma —, eu não irei morrer. Não deixarei que ele me mate, ele terá que me vencer primeiro — ele diz, corajoso.
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  — Ele é implacável, %Keigo%...
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  — Eu posso ser mais. Por você eu posso ser mais implacável e vencê-lo, %Li%.
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  As palavras de %Keigo% dão a %Li% um tom de esperança de que possa haver uma solução sem que ninguém morra no final. Porém, segundos depois, ela recorda-se de que com o irmão não há conversa. %Kohshi% é realmente implacável e com ele não há negociação.
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  Ainda pensando nisso, %Li% distrai-se e não percebe a aproximação dos lábios de %Keigo% que logo tocam os delas. Surpresa, ela hesita por pouco tempo antes de fechar os olhos e render-se ao beijo quente e saboroso do rapaz. Intensamente, %Keigo% acelera o ritmo do beijo e, pela primeira vez em toda sua vida, ele sente-se vivo de verdade, sente-se amado novamente, sente-se amando alguém novamente. Alguém que teoricamente é o inimigo, mas que ele não consegue enxergar assim. Por anos, %Keigo% foi ensinado de que os %Asakawa% eram uma família a se exterminar, mas nesse momento, quando está ali abraçado ao corpo de %Li%, beijando-a, o desejo dele não é exterminá-la e sim tomá-la em luxúria, beijá-la de maneira profunda até que ambos percam o ar.
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  E é justamente isso que ele faz.
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[...]

  Alguns dias depois...

  A aparente tranquilidade de ambos os lados da guerra entre bandos não convencia %Li% de que tudo está bem. %Kohshi% anda muito calado, mais que o normal, e isso a preocupa. Nem mesmo Aimi, que confidencia coisas sobre o marido a %Li%, quando ele não está por perto, sabe sobre o que se passa na cabeça sombria do homem. Os encontros com %Keigo% estão mais frequentes, %Kohshi% havia liberado ela da prisão na torre, porém ela só pode sair se for acompanhada, de preferência por %Take%, em que ele confia.
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  Hoje, %Li% marcou um novo encontro com %Keigo%, no mesmo lugar de sempre, é o lugar deles: o bosque ao leste. Naquele primeiro encontro houve também a primeira vez em eles se entregaram aos prazeres carnais com alguém, um com o outro, dentro do rio. %Li% não contou para ninguém o que ocorrera, nem mesmo ao seu irmão %Take%. Apenas ela e %Keigo% sabem, mas havia algo importante que ela tinha que contar para %Keigo% e não poderia passar de hoje.
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  — Que bom poder te abraçar agora — a jovem vampira diz abraçada a %Keigo%, aspirando seu forte e delicioso cheiro, aninhada em seu abraço %Li% sente-se segura em meio ao caos vivido por todos.
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  — Eu precisava do seu abraço hoje — ele diz num tom de pesar. %Li% afasta-se dele e o encara.
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  — Aconteceu algo?
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  — O castelo dos Mori foi atacado ontem à noite por um grupo de cavaleiros do norte — diz o rapaz e completa: — Não houve nenhum sobrevivente.
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  — Eu sinto muito, %Keigo%...
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  Saori Mori era a prometida noiva de %Keigo%. Quando soube do noivado do rapaz, %Li% ficou enciumada com o fato, apesar dele lhe garantir que nunca sequer falou com a moça e que %Li% era a única habitante em seu coração. Apesar de não gostar de Saori, a notícia da morte da jovem deixa %Li% sentida, afinal de contas a moça não tinha nada a ver com essa guerra e, muito menos, com o acordo de casamento feito.
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  — Eu também sinto muito, ela era tão inocente quanto nós — %Keigo% volta a dizer usando o mesmo tom entristecido de antes. Mesmo sem conhecer Saori, ele sentia a morte da moça.
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  — Certamente que sim — diz %Li% e segura o rosto de %Keigo%, dando um beijo carinhoso em sua testa. — Eu espero que tudo fique bem, essa guerra precisa ter um fim.
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  — Eu não vejo um horizonte próspero com o meu pai e vosso irmão no comando dos exércitos — ele diz e a expressão de %Li% se enrijece, inevitavelmente. — Perdoe-me por dizer isso.
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  — Está tudo bem, o meu irmão é um tirano implacável.
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  — E o meu pai não fica atrás nessa história.
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  — Eu queria pelo menos ver um futuro melhor, algo melhor para a próxima geração... — %Li% fica pensativa, ainda abraçada a %Keigo% que franze a testa ao ouvi-la falar daquela forma.
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  — Há algo que queira me contar? Me pareceu aflita quando eu cheguei — indaga o rapaz com seriedade.
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  — Sim...
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  — Apenas diga...
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  — Eu... %Keigo%, eu tive um grande amor no passado que foi morto pelo meu irmão, ele se sacrificou para me salvar — revela %Li% com a voz embargada.
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  — O quê? — espanta-se o rapaz, por isso ele não esperava ouvir — O que quer dizer com salvou a sua vida? Seu irmão ia...
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  — Hayato era de família amiga da nossa — inicia %Li% e %Keigo% presta atenção em tudo que ela fala —, porém %Kohshi% não aprovava nosso relacionamento, ele nem queria que eu o visse. Um dia, ele nos flagrou nos beijando nas montanhas próximas ao castelo dos Ito, família dele. %Kohshi% ficou enlouquecido e lutou com Hayato, ele estava em desvantagem e iria morrer, eu precisava fazer alguma coisa e foi então que... — o coração de %Li% parece diminuir de tamanho e apertar-se dentro de seu peito — %Kohshi% ia mata-lo, então eu intervi. Quando meu irmão ia me atingir, Hayato se pôs à frente e... o olhar dele me encarando foi a última imagem que eu vi antes de ser arrastada pelo meu irmão para longe dali — ela finaliza seu depoimento muito emocionada.
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  — Eu sinto muito, meu amor... — %Keigo% aninha %Li% em seu abraço, com carinho e conforto.
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  — Eu tanto medo que isso volte a se repetir, %Keigo% — ela volta a falar e aperta as costas dele. — O meu irmão...
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  — Ele não fará nada, eu não vou me render aos desejos dele. Certamente ele quer sim me matar, mas eu não serei vencido tão facilmente, %Li%. Eu sou forte.
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  — Vamos fugir! — ela diz, de repente.
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  — Para onde?
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  — Eu não sei, mas vamos fugir... precisamos fugir, ainda mais agora que...
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  — Que o quê?
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  %Li% não tem coragem de dizer em voz alta e então chega sua boca próxima ao ouvido de %Keigo% e conta o que a levou até esse encontro tão urgente. Antes mesmo dele ter qualquer tipo de reação, o casal é surpreendido por uma voz fria e ameaçadora.
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  — %LI% %ASAKAWA%!
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  O berro estridente de %Kohshi% atinge %Li% de maneira devastadora. O líder dos %Asakawa% vem montado em seu cavalo, a figura fria e imponente do homem se aproxima e %Keigo% se põe instintivamente à frente de %Li%, protegendo-a com seu corpo. %Kohshi% desce de seu cavalo, ainda encarando o casal com muita raiva emanando dele. Sua áurea sombria e ameaçadora não intimida %Keigo%, é a primeira vez que ele se encontra com o homem e tenta não se deixar amedrontar.
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  — %Kohshi%! — espanta-se %Li%.
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  — O que pensa que está fazendo aqui com ele? — sibila %Kohshi% caminhando de maneira flutuante até próximo ao casal que, eventualmente, dá pequenos passos para trás.
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  — %Kohshi%, por favor, me escute...
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  — Escutar? Por que eu escutaria você, %Li%? Logo você que nunca me obedeceu, a mais teimosa da família, a mais ingrata e a que mais me dá trabalho — diz %Kohshi% com desdém e um leve rancor em sua fala.
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  — Meu irmão...
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  — Por falar em irmão... — ele diz, de repente e completa: — quase me esqueço de dizer: vosso irmão está entre a vida e a morte em algum lugar perto daqui. Não lembro direito — revela.
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  — %Take%?! O que houve com ele? — indaga %Li%, aflita e com o coração apertado.
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  — Tivemos uma conversa após eu descobrir que ele lhe ajudava — a frieza na voz do %Asakawa% mais velho deixa %Li% arrepiada de raiva e pavor pela vida de %Take%. Ela sabe bem que tipo de conversa eles tiveram.
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  — O que você fez com ele, %Kohshi%? — indaga, dessa vez com raiva.
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  — Acharam mesmo que eu não saberia? Por quanto tempo mais iriam manter essa farsa ridícula? — %Kohshi% está cada vez mais próximo do casal que continua caminhando para trás.
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  — O QUE VOCÊ FEZ COM ELE, %KOHSHI%? — berra %Li%. O mais velho ri, sarcástico.
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  — Se você sair daqui viva, saberá.
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  — Isso é uma ameaça? — diz %Keigo%, pronunciando-se pela primeira vez.
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  — Cala a boca, %Hayashi% imundo, não falei com você! — brada %Kohshi%.
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  — Não fale assim com ele! Ele é o... — a voz trêmula de %Li% pronuncia-se e faz o irmão a encarar.
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  — Ele é um %Hayashi%! Jamais aprovarei esse relacionamento infundado e você sabe disso, %Li% %Asakawa%!
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  — Afaste-se, %Li% — pede %Keigo%, empurrando-a levemente para trás.
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  — O que fará, %Keigo%? Por favor, não lute com o meu irmão — suplica a vampira.
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  — Não há saída, se queremos ficar juntos terá que ser assim.
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  No fundo, %Keigo% não queria lutar, mas realmente é a única saída que ele vê no momento.
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  — Então o pequeno e frágil %Hayashi% acha que pode lutar comigo? — o mais velho ri descontroladamente e de maneira sarcástica — Ah, %Hayashi%, você é só uma criança perto de mim — sibila ele, fuzilando %Keigo% com o olhar.
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  — Vamos testar se essa criança consegue te ferir, então — provoca o rapaz.
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  — Pelos Deuses! Parem com isso, por favor! — %Li% puxa %Keigo% para trás, mas ele segura seu braço.
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  — Não há outro jeito, meu amor — os olhos brilhantes de %Keigo%, encarando-a, deixam a vampira amolecida. Ela também não via outra saída urgente para essa situação, mas ela teme pela vida de ambos nesse combate.
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  — Que tocante — desdenha %Kohshi%, o casal o encara. — A intimidade de você me dá nojo.
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  %Keigo% empurra %Li% para trás, dessa vez com mais afinco e afasta-se dela dando um salto para a lateral de onde %Kohshi% está; acompanhando com o olhar gélido, o mais velho se vira para o jovem %Hayashi% e prepara-se para ataca-lo. Aflita, %Li% tenta se aproximar do irmão, na tentativa de impedi-lo, mas é barrada pelo empurrão que ele lhe dá, fazendo-a ser arremessada para onde estava antes, caindo ao chão com a força do golpe. Irritado, %Keigo% toma a iniciativa e corre na direção de %Kohshi%, as presas prontas para dilacerar o pescoço do homem, os braços abertos para socar-lhe a face.
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  O primeiro golpe é dado.
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  %Keigo% é arremessado para longe, quase onde ele estava antes, pelo soco poderoso de %Kohshi%, o sangue logo escorre de sua boca. Após recuperar-se, %Keigo% levanta-se e corre na direção do mais velho novamente, dessa vez ele acerta o que pretendia: o soco encaixa perfeitamente no maxilar de %Kohshi% que cambaleia para trás, sentindo o golpe. Mas, ele o rebate no segundo seguinte, segurando %Keigo% pelo pescoço e o erguendo acima de sua cabeça.
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  — %Kohshi%, por favor, pare! — pede %Li% aos gritos.
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  — Está vendo o que está me obrigando a fazer, %Hayashi% imundo? — diz %Kohshi% num tom que apenas %Keigo% escute — Quer mesmo desgraçar a vida de minha irmã? Se a ama, deixe-a em paz — alerta o mais velho.
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  — Eu não posso abandoná-la, não agora... — %Keigo% diz com dificuldade pelo aperto em seu pescoço, as mãos tentando afrouxar os braços de %Kohshi%.
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  — %Kohshi%!!! — %Li% volta a gritar e tenta se aproximar.
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  — Se chegar perto, eu desconsidero que és minha irmã — brada %Kohshi%, sem ao menos olhar para ela.
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  %Li% para de andar.
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  — Meu irmão, por favor...
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  — %Li%, não se aproxime, por favor, não se aproxime! — pede %Keigo%, ao encará-la de canto ele vê que ela chora.
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  — Não dirija a palavra a ela — brada %Kohshi% apertando mais o pescoço de %Keigo%, as unhas dele fincadas na pele do rapaz que faz uma careta de dor.
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  — Achei que não a considerasse mais sua irmã — provoca %Keigo%.
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  — Ela ainda é minha irmã — devolve %Kohshi% — E não te dei autorização para falar comigo também, não enquanto está prestes a morrer em minhas mãos.
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  — Quem morrerá será você — ameaça %Keigo%.
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  Sacudindo-se, o %Hayashi% ignora a falta de ar e golpeia %Kohshi% com uma joelhada no peito. Afrouxando as mãos, %Kohshi% o solta e, rapidamente, %Keigo% consegue saltar no peito do mais velho, esmurrando-o com muita força, as presas à mostra e, finalmente a mordida é dada.
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  — %Hayashi% desgraçado! — urra %Kohshi% ao receber a mordida no braço que usou para proteger o rosto.
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  — %Keigo%, cuidado! — avisa %Li% ao notar o movimento do %Kohshi%.
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  Mas, já era tarde.
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  %Kohshi% consegue empurrar %Keigo% e arranhar seu pescoço. Felizmente, o golpe não pega da maneira que ele queria e apenas causa um corte superficial no local. %Keigo% leva a mão à ferida que escorre sangue. Arfando pelo cansaço do combate, ele se permite tentar respirar um pouco antes de avançar novamente.
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  — Estou cansado dessa briguinha idiota — diz %Kohshi%. — Está na hora de morrer, %Hayashi%.
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  Dizendo isso, %Kohshi% dispara na direção de %Keigo%, os olhos cintilantes de raiva e sede de vingança pela desonra a sua família. %Li%, vendo que a vida de %Keigo% está ameaçada, também dispara na direção do irmão.
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  Finalmente, o golpe final é dado. Atrelado a ele: um grito de desespero.
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  — %LI%!!!
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  Todos paralisam com a cena: %Li% tinha sido atingida pelo irmão.
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