Parte I • 30º aniversário
%Keigo% tem o costume de cavalgar pelas terras do reino, explorando todos os cantos que seu pai não quer que ele vá, principalmente pelos lados do norte. O lindo e obediente cavalo dele, chamado de
Trovão por ter uma pelagem incrivelmente escura e ser bastante explosivo nos arranques quando estimulado, trota pela vasta campagem existente nas terras mais ao leste do castelo dos %Hayashi% onde vive com seu dono. O rapaz está vestido de maneira simples: botas pretas e longas lhe cobrindo até os joelhos, calça branca, camisa de mangas longas que ele dobrou na altura dos cotovelos, colete preto e os cabelos penteados para trás de sua cabeça. Para completar sua vestimenta, pregado em sua camisa, um broche com o brasão de sua família.
Faz horas que ele cavalga e, pelo caminho, %Keigo% encontrou de um tudo: do caos de um saqueamento em uma taberna à beira da estrada de barro até a calmaria que se encontra agora, quando não há nada atrapalhando o rapaz. Mas, é claro que não seria assim para sempre.
O barulho de um cavalo galopando em alta velocidade atiça os sentidos dele, seu olhar aguçado pelos instintos de vampiro faz uma rápida varredura à sua volta, o olhar penetrando as superfícies sólidas e olhando além do que o horizonte mostra, não encontrando nada. Trovão que também percebe algo estranho, galopa ainda mais rápido sem nem mesmo precisar que %Keigo% o mande fazer. O rapaz puxa o ar profundamente e sente o cheiro de sangue bem ao longe. Dando o comando para seu cavalo, ele segue em disparada para uma região onde ele já havia explorado ante, é um pequeno bosque com muitos corredores de árvores altas e algumas pequenas cachoeiras que alimentam o rio que o corta, ele adentra ao local e respira profundamente, mais uma vez o cheiro intenso de sangue misturado com o cheiro do bosque lhe toma as narinas.
— É ali! — ele diz para si mesmo e conduz Trovão na direção certa.
Seu olhar avista um cavalo de pelagem branca correndo desgovernado com algo vermelho em cima dele, parece ser uma pessoa, mas ainda não é possível identificar. Angustiado, o rapaz apressa seu cavalo a se aproximar mais do outro desgovernado; ao chegar mais perto, %Keigo% tenta pegar a correia dele, mas não a alcança, deixando-o escapar mais para frente. Dando mais um comando, o rapaz acelera em Trovão e agarra o outro pelo pescoço, puxando-o pela crina para que parasse. Aos poucos, os puxões que leva acabam fazendo o cavalo desacelerar, até que finalmente ele para. %Keigo% desmonta Trovão e afaga rapidamente o cavalo branco que lhe parece um pouco assustado ainda e bastante sujo. Ele examina a figura desacordada no cavalo e puxa uma espécie de capa vermelha que lhe cobre o rosto.
— É uma mulher... — sussurra ele para si mesmo.
O rosto de traços leves mostra que se trata de uma linda mulher e ela está bastante ferida. Tem alguns cortes no rosto e mãos e, ele logo nota que há marcas de mordidas em algumas feridas, mordidas feitas por dentes de vampiro. %Keigo% a puxa um pouco, ajeitando seu corpo em cima do cavalo branco e puxa a correia dele para frente o puxando com cuidado para que ele não volte a sair galopando. Ele volta a montar Trovão e cavalga o mais cuidadosamente possível de volta ao seu castelo, ele precisa cuidar das feridas da moça.
[...]
Ao entrar nas dependências do castelo, %Keigo% pede para que deem água e comida aos cavalos e que levem, escondidos, uma bacia com água morna, panos limpos e comida para seu aposento, enquanto carrega a jovem moça em seus braços, com o rosto escondido pelo capuz de sua capa vermelha. Ele pede a Ren, seu fiel escudeiro e amigo, para que o ajude a passar pelos guardas sem ser percebido; o rapaz sabe que seu pai odiaria saber que há uma mulher desconhecida em sua propriedade.
A voz estridente de Ken %Hayashi% se faz ouvida por metade do castelo.
— Ele sentiu meu cheiro, inferno — lamenta-se %Keigo% para Ren e completa baixinho: — Leve-a para o meu aposento e não deixe que
ninguém a veja, está bem?
— Sim,
milorde %Hayashi%.
Logo, %Keigo% vê Ren sumir escada acima com a moça nos braços. Respirando fundo, ele caminha até o salão principal onde certamente seu pai está, já que passa a maior do tempo lá confabulando maneiras de exterminar os %Asakawa%. Ao chegar lá, ele o encontra andando de um lado a outro, bastante irritado.
— Chamou, meu pai? — a voz do filho faz Ken o encarar e o vê se levantar de sua reverência ao pai.
— Aonde estava? — ele pergunta, os olhos avermelhados encarando o filho.
— Cavalgando — %Keigo% mantém a postura ereta e serena, os braços para trás e a expressão a mais calma possível.
— Você sabe que odeio quando você some cavalgando como um qualquer por aí. Você é um nobre, %Keigo%. Aja como tal! — repreende o homem,
— Eu não sumi, senhor meu pai, eu estava cavalgando pelos arredores do castelo...
— Não subestime minha inteligência ou a minha percepção... — Ken se irrita e coça o queixo, controlando a vontade eminente de voar no pescoço do filho e lhe cortar a jugular — Espero que esteja preparado para seu jantar de noivado amanhã.
— Já conversamos sobre isso, senhor meu pai, e... — %Keigo% é interrompido por um
intenso grito.
— CHEGA! — berra Ken — Não irei discutir o que está em questão, você não é mais criança, %Keigo%, e a sua mãe não está mais aqui para te passar a mão pela cabeça.
—
Não fale da minha mãe! — sibila ele com raiva, o sangue lhe fervendo nas veias e os olhos avermelhando ainda mais.
A morte da mãe de %Keigo% ainda estava bastante clara em sua memória, o fatídico dia em que ele a perdeu. Ele era apenas um garoto de 12 anos quando presenciou a mãe ser assassinada pelo próprio pai, mesmo que tenha sido sem intenção, aquela cena jamais saiu de sua mente, a mágoa do pai ainda é grande.
— Você tem obrigações, %Keigo%, você
sabe que precisa se casar para firmarmos aliança com os Mori. É importante para o bando, importante para todos...
—
Eu sei, não precisa repetir — ele diz com rispidez. — Estarei nesse jantar. Agora, se me der licença — ele se vira e caminha em direção à saída do salão.
%Keigo% ignora a última provocação de seu pai e sobe até seu aposento. O jantar de amanhã será para confirmar o pedido feito por Ken ao líder dos Mori, pedindo sua única filha, Saori, em casamento em nome de %Keigo%. Os Mori são uma família influente do oeste de East Linton, possuem um bando de vampiros fortes e numerosos, excelentes para combates na guerra que está por vir, caso os ânimos continuem exaltados do jeito que estão.
O rapaz espanta os pensamentos que o irritam, entra em seu aposento e vê alguns empregados cuidando da jovem moça que agora está deitada na cama dele sem sua capa vermelha. Ela usa um longo vestido azul escuro que combina com sua pele clara; a ausência da capa revela também que ela tem outras feridas pelos braços e pescoço, e na altura do vasto busto. Após cuidarem da moça, eles são dispensados com a promessa de não contar nada ao pai de %Keigo% sob a ameaça de decepação de suas cabeças. Mesmo ele sendo um homem gentil, ninguém arriscaria irritá-lo, vide as vezes que o viram lutando contra o próprio pai. Brigas que quase resultaram na morte do mais velho.
Ren também deixa %Keigo% à sós com a jovem, é fim de tarde e a luz do pôr-do-sol ilumina o aposento deixando um tom alaranjado ali. O rapaz se aproxima da cama e observa a moça dormir serenamente, algo brilhante em seu pescoço chama a atenção dele que se aproxima mais para ver; ao pegar a fina corrente e ver o pingente que há gravado a letra inicial da família da moça, ele se assusta, largando o colar.
— Uma %Asakawa%... — sussurra ele, assustado.
Irônico destino. Justamente colocar em seu caminho uma %Asakawa%, a família que os %Hayashi% mais odeiam. Se soubesse, certamente o pai de %Keigo% a mataria sem pestanejar, isso, sim, desencadearia uma guerra. O rapaz já ouviu falar nela, certamente é a filha mais nova do antigo líder e irmã mais nova do atual líder dos %Asakawa%:
%Li% %Asakawa%. Ele ouviu histórias da destreza da moça e de sua tão surpreendente beleza, porém, jamais imaginou que ela fosse
tão linda assim. Agora não tem como ver, mas %Keigo% tem curiosidade em confirmar a história de que os olhos dela são claros, contrariando a maioria dos vampiros que, quando adultos, possuem olhos avermelhados de maneira leve ou intensa. Nela não tem isso, pelo menos é o que dizem por aí. Há também boatos sobre a moça ser virgem, assim como há boatos de que ela já havia transado com boa parte dos homens do reino. As pessoas falam, mas não dá para saber o que é realidade e o que é pura fantasia.
O movimento feito por %Keigo% parece ter despertado a linda vampira, pois, aos poucos, o rapaz pôde ver que as pálpebras dela começam a se mexer, abrindo-se devagar. Ainda sonolenta e cansada, a moça se mexe lentamente na cama macia e, de imediato, estranha o cheiro forte — e gostoso — de algo que não é próprio de seu quarto. Certamente ela não está em casa.
Dando um salto rápido, %Li% sai da cama e pousa com as mãos no chão próxima a %Keigo%, encarando-o.
— Quem é você?! — diz ela com a voz firme, porém, em seu interior, ela está bastante assustada.
— Calma, senhorita, eu não lhe farei mal — %Keigo% apressa-se em dizer, erguendo as mãos ao ar em sinal de rendimento.
— Um %Hayashi%!!! — exclama %Li% ao enxergar, mesmo de longe, o brasão da família dele pendurado em seu pescoço em forma de pingente — O que estou fazendo aqui? Como me pegou? O que pretende? — num movimento rápido, as unhas de %Li% estavam enfiadas no pescoço do rapaz.
— Calma, senhorita %Asakawa%, por favor, me escute — ele diz tentando não se incomodar tanto com as unhas dela impregnadas em seu pescoço, ele sente o sangue escorrer do local. — Eu... por favor, senhorita, deixe-me explicar.
— Po-pode afastar um pouco... suas unhas, senhorita, estão me machucando.
— Oh, perdão... — %Li% inicia num tom falso de arrependimento, afasta um pouco suas unhas e mostra suas presas dianteiras, brilhantes e afiadas — Não seja fraco, %Hayashi%! Quer que eu encoste minhas presas ao invés de minhas unhas? Farei isso com prazer.
Ela ia avançar para morder o pescoço de %Keigo%, porém o rapaz consegue ser mais rápido que ela, agarrando os braços da moça e jogando-os para trás, ele também mostra suas presas que são tão afiadas quanto as dela.
— Eu não sou fraco, senhorita — apesar de irritado, o semblante dele transparece tranquilidade, contrapondo à fúria mostrada no rosto de %Li%, que se sacode nos braços dele.
— Solte-me! — ordena ela. — O que pretende? Me matar e estourar uma guerra? Pois saiba que o meu irmão não liga para mim, bem capaz de nem saber que eu não estou no castelo... — o tom usado por ela parece um pouco amargurado para %Keigo%, que ignora e diz com tranquilidade:
— Não pretendo matá-la, senhorita — anuncia e completa: — Na verdade, eu salvei a vossa vida.
— Salvou? — indaga ela, confusa. — Oh, acho que estou me lembrando... — o semblante dela muda rapidamente para um rosto confuso.
— Eu encontrei a senhorita e seu cavalo...
— Linus! Onde ele está? — questiona ela, ainda presa aos braços de %Keigo% sem perceber que ainda está ali.
— Acalme-se, por favor, ele está no estábulo do castelo, junto com os outros cavalos, ele está sendo bem tratado, não se preocupe. Pedi que o tratassem assim como tratam o Trovão — diz %Keigo%.
— É o nome do meu cavalo.
— Ah, entendo — a confusão no rosto de %Li% ainda é visível, somente agora ela percebe que ainda está muito
próxima ao rapaz e logo ela percebe que o cheiro forte que sentiu antes vem dele. — Poderia me soltar?
— Ah, perdoe-me, senhorita — o rapaz a solta e recolhe as presas, %Li% faz o mesmo.
Recompondo-se, a moça nota que suas feridas pelo corpo estão com curativos, ainda doloridas. Aos poucos, ela recorda-se dos eventos que a levaram a ter tais feridas. Nesse mesmo dia, logo quando os primeiros raios de Sol tomaram conta do horizonte, a moça saiu com Linus, seu fiel cavalo branco que possui desde os 15 anos de idade, para cavalgar como gosta de fazer sempre. Dessa vez, e não muito diferente das outras, %Li% saiu para evitar um encontro com seu irmão mais velho. Nos últimos dias, %Kohshi% vem a pressionando para casar-se e, o mais irritante para ela,
procriar para o bem do bando. Toda essa história de casamento arranjado era um grande disparate na visão dela e inadmissível de se aceitar. Enquanto cavalgava por terras longe do castelo de sua família, %Li% passou por locais onde, teoricamente,
não deveria passar. Logo foi reconhecida e perseguida por caçadores de recompensas que buscavam a captura da irmã mais nova do líder dos %Asakawa%, quem sabe o quanto a família poderia pagar pelo resgate da moça. Eles certamente ficariam ricos. Mas, não contavam com a resistência dela. Obviamente ela
não queria ser capturada por ninguém e lutaria até à morte por sua liberdade.
Depois que iniciou o embate contra os dez homens que tentaram lhe sequestrar, %Li% só se lembra de receber muitos golpes de adagas e mordidas de alguns deles – eram vampiros de baixa classe; depois, houve um golpe certeiro que lhe fez desmaiar, já montada em Linus que, espertamente, fugiu com sua dona desacordada em seu dorso, seu sangue sujando a pelagem do animal.
— Eu sinto muito que isso lhe tenha ocorrido, senhorita %Asakawa% — diz %Keigo%, ao fim do depoimento de %Li%. Ambos estão sentados nas cadeiras que compõe o aposento do rapaz.
— Está tudo bem, %Hayashi% — responde ela, olhando para a visão que a enorme janela lhe oferece: um lindo pôr-do-sol. — Agradeço por ter me ajudado e ao Linus também.
— Não há por que agradecer, senhorita — %Keigo% diz, educado. — Sente-se melhor agora? Me parece um pouco preocupada. Quer que eu peça para levarem a senhorita até o vosso castelo...
— Não! — apressa-se ela a dizer, o que assusta um pouco o rapaz. — Desculpe-me.
— Tudo bem, senhorita — há algo no olhar, que %Keigo% comprovou ser extremamente claro e lindo, de %Li% que faz ele crer que tem mais alguma coisa incomodando a linda moça.
— Não quero ver o rosto do meu irmão hoje. Não hoje...
— Não se preocupe com isso. É assunto meu e irei resolver — diz %Li% num tom irritadiço.
— Está bem, não irei mais perguntar. Perdão pela insistência...
— Só o que precisa saber é que o senhor %Kohshi% %Asakawa%, meu frio e insuportável irmão mais velho, é um idiota, petulante e que só pensa em si mesmo. Egoísta! — desabafa ela e passa as mãos nos cabelos virando o rosto para a janela novamente. De repente, ela ouve o som de uma risada — Você está
rindo de mim, %Hayashi%?
— Oh, perdão, senhorita, não é isso... — ele controla o riso e prossegue: — é que a senhorita me lembra a mim mesmo.
— Quando diz tais coisas de vosso irmão, esse fato me lembra quando eu descrevo o meu próprio pai — ele explica.
— Vosso pai também é assim? — indaga ela, curiosa.
— Certamente ele é pior — ele solta uma risada nervosa e amargurada, lembra-se, por instantes, do dia da morte de sua mãe.
— Perdão, esse assunto deixou-lhe triste...
— Não, não me importo. Eu... apenas me lembrei de alguém muito importante para mim que já não está mais aqui.
— Sinto muito, %Hayashi%...
— Chame-me de %Keigo%, por favor — diz o rapaz, forçando um sorriso amigável.
— Está bem, %Keigo%... — ela observa o semblante dele e tenta associar à figura tenebrosa que ouviu falar que ele era. — Você é diferente do que dizem por aí.
— Sério? Não sei se fico lisonjeado ou ofendido — ele ri naturalmente e %Li% também solta uma risada genuína.
— Depende do ponto de vista — ele faz uma cara confusa. — Por exemplo, ouvi falar que você era um vampiro muito bruto e sanguinário. Pelo que vi até agora, não creio nisso — explica.
— Sanguinário eu não sou, de fato. Porém, bruto... bom, eu também não sou — eles riem novamente. — A senhorita também não é como eu ouvi falar que era...
— Chame-me apenas de %Li%,
%Keigo% — ouvir a moça pronunciar seu nome deixa o rapaz estranhamente arrepiado.
—
%Li% — na outra cadeira, o mesmo efeito é sentido pela moça que se mexe ajeitando o corpo.
— Como, como dizem que eu sou? — questiona %Li% encarando o rapaz com seus olhos acastanhados, muito claros.
— Sinto vergonha de dizer, %Li%...
— É que dizem que você é... bem, dizem que você... — ele enrola para dizer e %Li% perde a paciência.
— Diz, %Keigo%! — brada a moça.
— Dizem que você já se deitou com todos os homens do reino — revela ele e vê a expressão de horror e indignação crescer no rosto dela. — Mas dizem também que você ainda não se deitou com ninguém. Dizem muitas besteiras, não ligue para isso...
— Você acredita nesses disparates?! — a voz dela sai quase num grito.
— Não, %Li%, eu não acredito em nada do que dizem sobre você. Apenas que... — ele para por um instante e se perde no olhar dela — apenas que você é muito bonita — de repente, o rosto de %Li% esquenta e certamente está vermelho.
— Agradeço — ela diz e vira o rosto para o lado novamente, %Keigo% faz o mesmo.
A presença e o cheiro de %Keigo% %Hayashi% deixam %Li% estranhamente incomodada, porém, ela
gosta de estar na presença dele, a deixa tranquila; mesmo apenas o conhecendo há algumas horas. Definitivamente, %Keigo% não é como o pintam por aí. Ele é um homem calmo, meigo e educado; pelo pouco que viu, %Li% confirma que ele é muito bom em combate. Já %Keigo%, acha que %Li% é além daquilo que dizem sobre ela. Além de linda, astuta, inteligente e não aceita as imposições alheias, %Li% é uma excelente lutadora, muito forte. Mesmo que o rapaz a tenha dominado mais cedo com certa facilidade, ela resistiu bravamente e ele teve que usar
muita força para mantê-la em seus braços.
Após algumas horas, %Keigo% e %Li% conversaram e comeram o jantar levado por um dos empregados a pedido do rapaz até seu aposento.
Dali em diante, nasceria uma bela amizade.