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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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In The Shadows

Escrita porLi Santos
Revisada por Natashia Kitamura

Parte II • Consequências

Tempo estimado de leitura: 17 minutos

  Assim que amanheceu, o líder dos %Asakawa% notou a ausência de sua irmã em seu aposento. Faz horas que ele mandou seus cavaleiros procurarem por ela. A grande preocupação do jovem líder é que informaram ter visto a moça ser perseguida por caçadores de recompensas na tarde de ontem, apesar de rígido com ela, ele presa por seu bem-estar.
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  — Notícias de vossa irmã, meu marido? — indaga Aimi, esposa de %Kohshi%, ao adentrar o salão principal do castelo dos %Asakawa% e se aproximar do marido.
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  — Não — ele responde de maneira seca, sentado em seu trono olhando para um ponto fixo e aleatório do salão
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  Aimi não diz mais nada e aguarda sentada em sua cadeira ao lado dele, um pouco mais para trás. De repente, o líder dos cavaleiros de %Kohshi% invade o salão, seguido por alguns de seus homens. Após fazer uma breve e respeitosa reverência ao seu líder, o homem se pronuncia.
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  — Milorde, vossa irmã foi avistada hoje mais cedo, senhor — o olhar de %Kohshi% ergue-se e encara o cavaleiro aguardando pela continuação de sua fala.
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  — Aonde?
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  — Em terras próximas daqui, milorde, e… — o homem hesita a falar, sabe bem qual será a reação de seu líder e teme pela vida de todos, principalmente pela de %Li%.
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  — Fale de uma vez!!! — berra %Kohshi%, super irritado, fazendo o cavaleiro saltar no próprio corpo.
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  — Ela foi vista acompanhada de um rapaz, milorde %Asakawa% — ele diz, finalmente, e vê %Kohshi% erguer o corpo e levantar-se devagar, ainda fuzilando o jovem com seus penetrantes e temidos olhos que misturam um tom castanho e vermelho.
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  — Quem? — sibila o homem já de pé e andando na direção do cavaleiro.
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  — E-Eu não sei, milorde %Asakawa%, não foi informado — a voz dele sai tremida, revelando seu medo.
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  — Como não sabe? — saltando rapidamente, o %Asakawa% chega até o rapaz, erguendo-o pelo uniforme de cavaleiro — A minha irmã passeia por aí com um desconhecido e você, como líder dos meus cavaleiros, não procura ao mínimo saber quem ele é?! Não seja tão incompetente, rapaz! — brada o homem, as presas à mostra, o que deixa o rapaz extremamente amedrontado.
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  — Meu marido, acalma-se — Aimi diz, aproximando-se de %Kohshi% com cautela.
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  — Terei que lhe ensinar uma lição… — com os olhos cintilando raiva, %Kohshi% ergue-o ainda mais e, quando está prestes a arremessá-lo para longe, ouve uma voz conhecida.
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  — Para que esse escândalo, meu irmão?
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  O olhar frio de %Kohshi% recai sobre a figura de sua irmã na entrada do salão. %Li% caminha calmamente pelo longo caminho até onde seu irmão está; %Kohshi% larga o temeroso cavaleiro no chão, o olhar ainda fixo em %Li%.
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  — Onde estava, %Li% %Asakawa%? — sibila o %Asakawa% mais velho e caminha na direção dela.
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  — Como passou a noite, meu irmão? Me parece angustiado — provoca %Li% mantendo o olhar nos olhos dele.
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  — Não me provoque, %Li%… — a moça dá de ombros e solta uma risada.
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  — Nossa, como você está azedo, meu irmão…
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  — Onde você estava?! — berra ele, explodindo sua raiva — e com quem? — essa pergunta faz %Li% parar e tremer. Será que ele sabe sobre %Keigo%?
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  — Com o Linus, ora essa… — ela diz, disfarçando.
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  — Mentira! Eu sei que estava na companhia de um homem, quem era, %Li%?! — %Kohshi% finalmente alcança a irmã e a segura com força pelo braço.
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  Ela nada diz, apenas encara o irmão sabendo que ele já percebera sua mentira. Enquanto pensa em uma desculpa, a voz de seu outro irmão invade o salão.
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  — Ela estava com um %Hayashi%! — revela %Take% adentrando o salão a passos firmes e com raiva.
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  — O QUÊ!? — espanta-se %Kohshi% e aperta ainda mais o braço de %Li% — Com um %Hayashi%? Você quer me destruir, sua insolente! — com muita raiva, ele a empurra com força no chão.
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  — Não há necessidade disso, %Kohshi% — diz %Take%, se aproximando e pondo-se à frente de %Li%, que ainda está no chão ofegante de medo e raiva do irmão.
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  — Saia da frente, %Take% — o peito de %Kohshi% arfava do ódio que lhe consumia. Sua irmã com um %Hayashi% é o fim dos tempos!
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  — Não seja inconsequente, meu irmão.
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  — Você me falando isso? Ponha-se em seu lugar. Eu sou o líder dessa família! — grita %Kohshi% e empurra o irmão que não se abala, mantendo-se na mesma posição.
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  — Ela estava sim com um %Hayashi%, isso é sim inadmissível, mas você não vê que ela está ferida? — %Take% tenta argumentar e %Kohshi% vê %Li% levantar-se e, só então, nota os curativos por todo o corpo da irmã — %Li%, vá para seu aposento, por favor, preciso falar com nosso líder — pede %Take% à irmã.
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  — Não vai a lugar algum! — voltando ao seu estado incontrolável, %Kohshi% passa por %Take% e volta a agarrar com força o braço de %Li%.
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  — Está me machucando, %Kohshi% — diz ela, o chamando pelo nome, o medo da fúria do mais velho crescendo dentro de si.
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  — Solte-a, %Kohshi%! — ordena %Take% e puxa o irmão pelo ombro, recebendo um tapão muito forte que o faz ser alçado ao ar e arremessado para longe.
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  — %Take%! — grita %Li%, assustada.
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  — Você está proibida de sair, está me ouvindo?! — sibila %Kohshi% e arrasta a moça para fora do salão.
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  — %Kohshi%, solte-a! — grita %Take%, mas é ignorado.
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  O mais velho sai arrastando a relutante e amedrontada irmã pelos corredores do castelo, sobe as escadas com ela atrás de si, como se tivesse levando um saco cheio de legumes. Ao longe, os gritos de %Take% são ouvidos e ainda ignorados. De perto, os gritos de %Li% suplicando por piedade e por um minuto de explicação também são ignorados. Ela só quer explicar que o encontro com %Keigo% não foi proposital, que ela não o conhecia e que ela não fez isso para prejudicar o irmão e muito menos o seu bando. Ela não tem culpa nessa história. Mas a fúria de %Kohshi% é tanta que ele não quis ouvir e leva %Li% para a torre mais alta de única saída e entrada do castelo, trancando-a lá até a segunda ordem. Ele manda dois guardas vigiarem a porta e mandará empregados levarem água e comido para ela, eventualmente, mas de lá ela não sairá até que ele queira.
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[...]

  Gritos e acusações são feitas para %Keigo% assim que ele volta para o castelo de sua família, onde é recebido rudemente por seu pai.
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  — Você finalmente quer que eu te mate, seu moleque?! — brada Ken para o filho, ambos se encarando ainda de longe no salão principal do castelo.
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  — Eu não sei o porquê desse ódio todo, meu pai. Não faz sentido para mim.
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  — Você não tem que entender, garoto! Não me desobedeça!!!
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  — Não dá para conversar com o senhor…
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  — Como ousa trazer aquela mulher para o meu castelo?!
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  — Não fale dela nesse tom — irrita-se %Keigo%.
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  — Não a defenda! Ela é uma %Asakawa%!
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  — Cale-se! Já estou farto dessa briga infantil e sem sentido! — diz %Keigo%.
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  — E eu estou farto de você, %Keigo%! Inadmissível qualquer tipo de relação com qualquer um daquela família. Passaste de todos os limites!!! — Ken vira o corpo e vai saindo do salão.
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  — Aonde vai?
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  — Mandar avisarem que irá sim se casar dentro de um mês.
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  — Um mês? — espanta-se %Keigo%.
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  — Sim! Não há necessidade de um noivado longo. Você se casará e ponto final.
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  Dito isso, Ken sai do salão ignorando os berros revoltados do filho que não se conforma com seu destino. A mente dele não consegue compreender o motivo de tanta raiva, tanto ódio nutrido pelos %Asakawa%, quando se há alguém tão doce e especial como a %Li%.
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  Ele jamais entenderá essa rivalidade.
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  Jamais.
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[...]

  %Li% está há horas trancada no único aposento que forma aquela torre. Sozinha, cansada e, principalmente, irritada e preocupada. O fato de conhecer perfeitamente o irmão a leva a crer que %Keigo% corre perigo e isso só a irrita ainda mais. Toda essa situação a faz lembrar-se do terror pessoal que viveu há dois anos, em uma situação parecida com essa. %Li% tinha um grande amor, um lindo vampiro de família também nobre, mas que não era aprovado por %Kohshi% para relacionar-se com sua irmã. Certamente que houve resistência por parte do casal. Durante meses, %Li% e Hayato se encontraram sem que ninguém soubesse, até o fatídico dia em que %Kohshi% a seguiu e flagrou os dois aos beijos. Furioso com tamanha petulância, o mais velho atacou Hayato, eles lutaram, %Li% se intrometeu na luta e, para salvar sua amada de um fatal golpe de %Kohshi%, Hayato sacrificou-se recebendo o golpe em sua jugular. Desesperada, %Li% lutou contra o próprio irmão e quase o matou, se não fosse por %Take% ter intervido, ambos estariam mortos.
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  Ontem, fez dois anos desse acontecimento.
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  A jovem vampira solta um longo suspiro de saudade de seu querido Hayato e espanta tais pensamentos que sempre a deixam triste e com ainda mais raiva do irmão mais velho.
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  O barulho de vozes vindas do lado de fora do aposento chama a atenção de %Li%, que observa atentamente o vozerio.
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  — Abra, cavaleiro, exijo ver a minha irmã — a voz de %Take% é reconhecida de imediato por ela.
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  — Perdoe-nos, milorde %Asakawa%, são ordens de vosso irmão que não deixemos ninguém entrar — diz um dos guardas.
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  — Está me chamando de ninguém? — sibila %Take%, os olhos ficam mais avermelhados que de costume.
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  — Jamais, milorde! — apressa-se o guarda — Mas, é que…
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  — Eu também sou dono deste castelo e também herdeiro da liderança da família. Quer mesmo me desafiar? — ameaça ele.
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  Os guardas trocam olhares temerosos um com o outro; a fúria de %Take%, pela demora, cresce dentro dele, mas, antes que o homem avançasse em ódio para cima dos guardas, um deles abre a porta do aposento, revelando parte de seu interior.
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  Antes de entrar, %Take% lança um olhar aterrorizante para os guardas que sentem o corpo gelar de medo. Ao ouvir a porta se fechar, o homem desmancha sua feição de raiva, voltando a corriqueira zombaria misturada ao seu charme natural.
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  — Como vai, minha irmã? — indaga %Take% enquanto caminha pelo aposento mediano se comparado ao que é de fato dela.
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  — Viva — ela diz, simplesmente, e volta seu olhar para a janela, sentada no parapeito.
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  — Vejo que está mais corada. Como estão suas feridas? — ele chega mais perto dela e para à frente da janela, observando a paisagem.
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  — Cicatrizando — diz %Li% e %Take% se irrita.
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  — Está monossílaba, %Li%… Você sabe que odeio quando…
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  — Sei.
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  — Pare com isso!!! — brada %Take% e %Li% solta uma risada divertida. — Está fazendo de propósito, não está? —%Take% finalmente entende a brincadeira dela.
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  — Você quase não cai em minhas brincadeiras, meu irmão. Eu não resisti! — confessa ela aos risos.
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  — Tola — %Take% ri de leve e senta-se de frente para a irmã, também encostado na lateral da janela. — Você está realmente bem? — ele usa um tom preocupado que faz %Li% encará-lo.
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  — Achei que também estivesse com raiva de mim.
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  — E estou — diz ele — Porém, quero seu bem-estar, minha irmã — completa ele.
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  — Eu estou bem — responde %Li% e volta a olhar o horizonte, sentindo o vento bagunçar seus cabelos.
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  — Soube que foi atacada ontem e…
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  — %Take%… — o homem para de falar e espera a fala dela, que não vem.
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  — Aquele %Hayashi% te ajudou?
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  — Devo minha vida a ele! — diz %Li%, de repente, encarando %Take% com a voz trêmula e o olhar emocionado — E eu já sei o que vai falar sobre essa rivalidade descabida.
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  — Não fale assim, minha irmã…
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  — O motivo é muito irrelevante e tolo para ser verdade.
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  A lenda contada pelas estalagens e tabernas do reino dizia que a rivalidade entre os %Hayashi% e os %Asakawa% havia começado antes mesmo de haver um grande reino. Quando as famílias vampiras viviam em harmonia em pequenas vilas nessa mesma região ao norte da Escócia, dois ancestrais dos %Hayashi% e %Asakawa% eram amigos, dois rapazes que faziam tudo juntos. Um dia, o herdeiro dos %Asakawa% estava pretendido a casar-se com uma linda jovem de uma família também amiga, mas, o que ele não sabia, era que seu melhor amigo havia se apaixonado por essa jovem e pretendia fugir com ela. Quando descobriu tudo, no dia da fuga dos dois, o herdeiro %Asakawa% entrou em conflito com seu melhor amigo, o herdeiro %Hayashi%, que naquele momento estava morto para ele só por cogitar fugir com sua noiva, essa traição ele não perdoaria. Eles lutaram assistidos pela jovem moça que, desesperada, tentou apartar a briga, mas acabou sendo atingida mortalmente por um golpe de um deles. Até hoje não se sabe qual dos dois cometeu tal ato, mas, o que se sabe, é que eles ficaram desesperados pela morte da moça e, enlouquecidos, lutaram até um matar o outro.
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  %Take% solta um longo suspiro, cansado. Nem ele mesmo tem argumentos que refutem os de sua irmã, no seu íntimo interior, ele concorda com ela.
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  — O %Keigo% não é…
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  — %Keigo%? — ele diz com surpresa — Vejo que já está íntima dele com apenas uma noite — o olhar de %Take% fica fixo na irmã que lhe devolve o mesmo olhar.
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  — Que mal há em ser grata a um homem que salvou a minha vida? Não sei o que aconteceria caso ele não me encontrasse.
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  — Sei disso, %Li% e o agradeço, mas…
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  — Se vier com o discurso de “ele é um %Hayashi%”, é melhor sair, %Take% — diz ela franzindo a testa com raiva.
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  — Eu não ia dizer isso — rebate ele com tranquilidade.
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  — O que ia dizer, então? — %Li% desarma sua defesa momentaneamente para ouvi-lo.
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  — Você mal o conhece, %Li%.
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  — Nós dois trocamos profundas confissões durante a madrugada…
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  — Conversaram a noite toda? — espanta-se o mais velho.
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  — Sim. Ele me lembrou o… — ela para de falar, deixando morrer a alegria em seu rosto.
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  — O Hayato?
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  Aquele nome. O nome do seu grande amor que lhe foi tirado tão arbitrariamente, tão brutalmente. %Li% sente o coração doer assim como dói desde que Hayato se foi; os olhos dele que a encararam com amor antes de dar seu último suspiro ainda estão presentes, vívidos em sua memória.
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  — Perdoe-me por falar dele, minha irmã — diz %Take% vendo que o assunto não a deixa confortável.
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  — Está tudo bem, meu irmão…
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  %Take% percebe que a irmã tem o mesmo olhar brilhante e feliz que tinha quando Hayato era vivo. Quando o viu, o rapaz teve a certeza de que %Li% havia se apaixonado por %Keigo% da mesma maneira que ela havia se apaixonado por Hayato. E, possivelmente, o jovem %Hayashi% havia se apaixonado por ela. Certamente, o fato dele ter cuidado dos ferimentos dela e não ter a matado já são indícios de que ele não é um vampiro desprezível, assim como boa parte de sua família.
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  Partindo desse fato é que %Take% toma uma importante decisão.
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