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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Império Escarlate

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

🛈

CAPÍTULO 5

Tempo estimado de leitura: 16 minutos

  — Ai Haechan! Caramba, toma cuidado. — %Johnny% exclamou e levou a mão até o ferimento.
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  — Porque nós não invadimos um hospital e obrigamos algum médico a tratar disso aí? Ninguém aqui tem experiência com ferimentos %Johnny%. Muito menos eu! — Haechan protestava enquanto tentava limpar o local com um pano úmido. — Toda vez é isso, quando algum de nós se machuca, é sempre um cuidando do outro sem a menor experiência.
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  O ferimento doía, mas não como antes. Yuta já estava correndo atrás dos medicamentos passados por %Yoonhee%, ele precisava começar a tomar o quanto antes.
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  Os pensamentos dele se voltaram para ela… o cheiro bom de baunilha que vinha dela quando ele deitou a cabeça em seu ombro dentro daquele ônibus. A forma delicada e firme ao mesmo tempo dela cuidar dele e do ferimento. Os olhos intensos dela…pareciam querer devorá-lo e ele não queria fugir.
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  Umedeceu os lábios e jogou a cabeça para trás, tentando se livrar dos pensamentos. Mas não conseguia tirá-la da cabeça. Precisava vê-la de novo, tê-la por perto…
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  — Tive uma ideia melhor. Acho que deveríamos ter um médico trabalhando aqui para gente. Ou melhor, uma médica…
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  Haechan olhou para cima, encarando os olhos decididos do chefe.
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  — Uma médica? Tá falando da tal médica que te salvou né? %Johnny%… — %Johnny% interrompeu.
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  — Tô falando dela mesmo. Ela vai ser minha Haechan, escuta o que eu tô te falando.
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  Haechan balançou a cabeça e voltou a se concentrar em limpar o ferimento.
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  — Você vai arrumar problema %Johnny%. Problema dos grandes.
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  %Johnny% deixou um sorrisinho de lado escapar e então olhou para o ferimento.
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  — Eu gosto do problema Haechan. E vou até o fim.
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☠️☠️☠️

  As malas já estavam prontas. Estava decidida a voltar para Jangheung já que o emprego não seria dela. Apesar da vontade enorme de permanecer em Incheon. Lá tudo parecia mais vivo, mais colorido, mais intenso.
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  E era isso que ela precisava: vida.
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  Deixou a chave com o recepcionista, pagou o que devia e então saiu, com a pequena mala nas mãos e a mochila nas costas. O ar gelado cortou seu rosto e ela fechou os olhos com o vento forte.
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  Parecia que uma tempestade estava prestes a cair quando ela olhou para o céu. O tempo fechado, as nuvens cinzentas, pesadas demais para continuarem suspensas por muito tempo. Elas se moviam lentamente, empurradas pelo vento frio que atravessava as ruas e fazia os fios elétricos vibrarem em um zumbido baixo. No horizonte, o cinza se tornava quase negro, como se a cidade estivesse prestes a ser engolida por uma chuva grossa e insistente. O ar tinha aquele cheiro metálico típico de tempestade chegando, úmido e carregado, e o vento levantava pequenas rajadas que faziam as placas e toldos das lojas estalarem. Era o tipo de céu que anunciava que, em poucos minutos, a calmaria acabaria.
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  Logo as primeiras gotas da chuva começaram a cair. %Yoonhee% fechou os olhos sentindo as gotas da chuva caírem em seu rosto.
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  — Ah, ótimo! Uma chuva agora era tudo que eu precisava. Táxi nenhum vai aceitar essa corrida.
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  Ela pegou o celular dentro da mochila enquanto sentia a chuva molhá-la mais e mais conforme ela ia engrossando. Chamaria um táxi mesmo assim.
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  — Talvez eu devesse voltar para dentro da pensão para esperar. — Olhou para cima e sentiu mais e mais gotas caindo sobre seu rosto, uma atrás da outra.
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  Antes que ela pudesse se mexer, o ronco grave de uma moto cortou o som da chuva começando a cair com mais força. O motor veio rápido pela rua molhada, profundo e vibrante, ecoando entre os prédios baixos da avenida. Os faróis atravessaram o véu de chuva como duas lâminas de luz, refletindo no asfalto escuro que já começava a brilhar com a água acumulada.
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  A moto desacelerou perto do meio-fio, os pneus deslizando suavemente sobre a superfície molhada antes de parar com um pequeno rangido metálico. O motor permaneceu ligado por alguns segundos, pulsando baixo, enquanto gotas de chuva batiam contra o tanque preto e escorriam em filetes brilhantes pela lataria.
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  %Yoonhee% apertou a alça da mochila nos dedos sentindo o coração disparar dentro do peito. Um assalto era tudo o que ela menos precisava agora.
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  Quando o motoqueiro desligou a moto e tirou o capacete, seus olhos suavizaram e ela levou a mão ao peito, um pouco mais aliviada.
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  — Se o seu objetivo é me matar, você chegou perto uma segunda vez. Que susto %Johnny%!
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  O sorriso que ele deu, terminou de suavizar o peito dela e o coração foi se acalmando.
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  — Me desculpa, juro que nenhuma das vezes foi minha intenção. — %Johnny% desceu os olhos para a mala no meio-fio. — Posso saber para onde a minha princesa tá indo?
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  A chuva que até então caía insistente, começou a engrossar de repente. As gotas ficaram maiores, mais pesadas, batendo contra o asfalto com pequenos estalos e levantando respingos por toda parte. Em poucos segundos, a água já escorria pelas calçadas, formando pequenos rios que corriam para os bueiros entupidos.
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  O vento mudou de direção, empurrando a cortina de chuva contra eles. As roupas de %Yoonhee% começaram a encharcar rapidamente, o cabelo grudando nas laterais do rosto enquanto a água escorria pela testa e pelo pescoço.
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  O céu parecia ter finalmente cedido ao peso das nuvens, despejando a tempestade de uma só vez sobre a cidade.
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  %Johnny% desceu da moto e segurou a mão dela com força, arrastando-a pela rua, mal dando tempo dela pegar a mala no chão. Ele procurava por uma cafeteria, uma loja, qualquer lugar que eles pudessem se abrigar.
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  Rapidamente eles encontraram uma cafeteria, que já estava repleta de gente se escondendo da chuva. %Johnny% sentiu os olhares caírem sobre os dois, e ele sabia muito bem o porquê.
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  — Vem, vamos mais para o fundo. Melhor para a gente conversar.
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  Seguiu com a mão grudada na dela. %Yoonhee% sabia que deveria ter protestado, que deveria ter soltado a mão dele, mas não conseguiu. %Johnny% tinha um magnetismo incontestável, e ela parecia presa nele.
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  Quando encontraram uma mesa mais afastada, %Johnny% puxou a cadeira para que ela se sentasse. Depois se sentou, em frente à %Yoonhee%. Observou o rosto dela úmido pela chuva, enquanto ela usava os guardanapos para se enxugar.
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  — Onde você tava indo com essa mala? — Quebrou o silêncio. Direto, sem rodeios.
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  %Yoonhee% parou de enxugar o rosto e encarou %Johnny%.
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  — Acho que eu não te devo satisfações %Johnny%. Mas… — Ela pausou. — Eu estava indo para a rodoviária. Vou voltar para a minha cidade.
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  %Johnny% sentiu o coração diminuir dentro do peito. Foi como um soco na boca do estômago. Ele definitivamente não esperava por aquilo. Mordeu o lábio inferior, pronto para ser direto como sempre era.
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  — Você não conseguiu o emprego no hospital. — Ele concluiu. — Mas pode continuar tentando.
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  — Aquele era o emprego dos meus sonhos %Johnny%. Eu tô destruída por dentro. Por não ter conseguido, por ter descoberto que o meu namorado era casado. — %Yoonhee% fingiu analisar o cardápio. — Você tem ideia de como eu tô me sentindo? Essa cidade é cheia de vida, mas ela destruiu todos os meus planos. Eu não sei se devo ficar.
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  %Johnny% tomou a liberdade de segurar a mão dela sobre a mesa.
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  — Trabalha para mim. — Disse direto de novo. A mão apertando a dela. — Eu preciso de uma médica para ajudar meus homens quando eles se ferirem em combate.
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  %Yoonhee% arregalou os olhos, corpo reagindo antes mesmo que qualquer pensamento se organizasse em sua mente.
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  A mão que estava sob a dele ficou rígida de repente, os dedos endurecendo dentro do aperto de %Johnny%. O ar pareceu desaparecer por um segundo de seus pulmões, obrigando-a a puxar uma respiração curta e rápida.
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  Ela piscou algumas vezes, como se tentasse ter certeza de que tinha ouvido direito. O coração voltou a acelerar, batendo forte demais contra o peito, quase dolorido. O calor do café ao redor, o barulho da chuva contra os vidros, as vozes das outras pessoas — tudo pareceu se afastar por um instante.
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  Os ombros dela se tensionaram, e o corpo inclinou levemente para trás na cadeira, como se precisasse de espaço. A outra mão, ainda segurando o guardanapo úmido, se fechou lentamente até amassar o papel entre os dedos.
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  Os olhos permaneceram presos nos dele, intensos, incrédulos. E, por um momento, %Yoonhee% simplesmente ficou ali, imóvel, tentando processar o peso daquelas palavras enquanto o coração insistia em bater cada vez mais rápido.
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  — Você tá maluco? — Foi o que ela conseguiu dizer. — Não, já sei! Tá brincando com a minha cara né?
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  — Eu não sou nenhum moleque %Yoonhee%, porque eu faria uma proposta dessas de brincadeira? Eu tô falando bem sério.
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  %Yoonhee% se permitiur rir, jogando a cabeça para trás.
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  — %Johnny%… — Ela engoliu seco, abaixou o tom de voz e inclinou o rosto pra perto dele — Trabalhar pro crime?
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  — Trabalhar para mim. Você vai exercer sua profissão, vai salvar vidas.
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  — %Johnny%, você parece não entender. Ou tá se fazendo de bobo.
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  — Você não vai embora, %Yoonhee%. Eu não vou deixar você ir. Se você for, eu vou atrás de você, onde for. Te trago de volta e arrumo o emprego que você quiser nessa cidade.
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  %Yoonhee% suspirou, cansada.
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  — Não quero você se metendo na minha vida. — Ela retirou a mão debaixo da dele. — Não posso trabalhar pro crime!
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  — Então me deixa arrumar um emprego para você, deixa de ser teimosa!
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  %Yoonhee% suspirou pesadamente e cruzou os braços, como uma criança emburrada.
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  — Ah, eu sou teimosa? — Ela estreitou os olhos. — Não quero ficar devendo nada para ninguém %Johnny%, já disse.
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  — Você não vai me dever nada, princesa. É só um favor.
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  %Yoonhee% passou as mãos pelo rosto, ainda levemente úmido.
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  — Trabalhar para mim está fora de cogitação mesmo? — %Johnny% insistiu.
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  — Eu não sei, %Johnny%, não sei mais nada. Sei que preciso de um emprego e de dinheiro, de bastante dinheiro.
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  — Quanto? — Na lata, outra vez.
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  Um garçom os interrompeu, perguntando se eles já sabiam o que iam pedir. Enquanto isso, a chuva caía pesada lá fora, como se fosse uma extensão dos sentimentos de %Yoonhee%.
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  — Eu vou querer um expresso por favor. E você, princesa?
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  %Yoonhee% revirou os olhos.
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  — O mesmo e um croissant de chocolate por favor. — Ela precisava de doce. Sempre que ficava nervosa ou ansiosa, a necessidade de doce aparecia.
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  — Não vou te dizer %Johnny%. — Ela respondeu quando o garçom se retirou, deixando-os sozinhos outra vez.
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  — Pode confiar em mim, caramba!
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  — %Johnny%, você é um mafioso, que apontou uma faca na minha cintura….
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  — E eu machuquei você? Te dei algum motivo para achar que eu realmente machucaria você? %Yoonhee%, quem deve algum favor a você, sou eu. Por você ter salvado a minha vida mesmo eu sendo um desconhecido.
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  — E apontado uma faca para mim. — Ela completou.
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  — E apontado uma faca para você. — Ele repetiu revirando os olhos. — Mas eu te devo uma.
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  %Yoonhee% ficou em silêncio, analisando a proposta.
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  — Pode me fazer um empréstimo, então? Eu pago tudo, com juros se você preferir.
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  %Johnny% piscou, devagar. Avaliando a proposta dela. .
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  Por alguns segundos ele não disse nada. Apenas a observou por cima da mesa, os olhos escuros analisando cada detalhe da expressão dela, como se estivesse tentando medir até onde %Yoonhee% iria.
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  O garçom voltou naquele momento com os cafés e o croissant. O cheiro forte de expresso se misturou ao aroma doce do chocolate enquanto ele colocava tudo sobre a mesa.
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  %Johnny% agradeceu com um aceno de cabeça e esperou o rapaz se afastar antes de voltar a falar.
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  — Um empréstimo… — repetiu, pensativo.
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  Ele pegou o copo de café, girando-o devagar entre os dedos.
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  — Você é mesmo orgulhosa.
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  %Yoonhee% não respondeu. Apenas pegou o croissant, mas não deu nenhuma mordida.
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  %Johnny% então se inclinou para frente.
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  — Tudo bem.
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  Ela levantou os olhos imediatamente.
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  — Eu te empresto o dinheiro.
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  O coração de %Yoonhee% bateu mais forte no peito.
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  — Mas tem uma condição.
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  A chuva lá fora pareceu bater ainda mais forte contra os vidros da cafeteria.
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  %Johnny% apoiou os cotovelos na mesa, aproximando o rosto do dela o suficiente para que apenas ela ouvisse.
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  — Você fica em Incheon.
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  Os olhos dela se arregalaram um pouco.
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  — Sem fugir. Sem desaparecer. Sem voltar correndo pra sua cidade.
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  Ele pegou o guardanapo amassado que ainda estava entre os dedos dela e o soltou devagar sobre a mesa.
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  — Eu te dou o dinheiro que você precisa… — disse calmamente.
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  Então completou:
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  — E você me dá a chance de provar que essa cidade ainda pode ser boa pra você.
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  O silêncio caiu entre os dois.
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  Lá fora, a tempestade continuava.
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  E pela primeira vez desde que tinha chegado em Incheon…
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  %Yoonhee% não tinha certeza se ainda queria ir embora.
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