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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Império Escarlate

Escrita porAven Lore
Editada por Lelen

🛈

CAPÍTULO 4

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  Quando abriu os olhos, %Yoonhee% sentiu a claridade invadindo o cômodo onde estava pela fresta que vinha da cortina cor vinho do quarto da pousada. Seus olhos se recusaram a abrir completamente pela sensibilidade causada pela luz do sol.
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  Quando finalmente se sentou na cama, observou %Johnny% já acordado e sentado no sofá-cama. Os dois se olharam por alguns segundos, até que %Yoonhee% achou melhor olhar para outra direção. Os olhos dele eram intensos e bonitos demais.
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  Ele era um homem bonito.
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  Mas criminoso. E %Yoonhee% fez questão de lembrar seu cérebro disso.
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  — Bom dia princesa! Dormiu bem?
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  A voz ainda rouca de quem havia acabado de acordar invadiu os ouvidos de %Yoonhee% que apenas assentiu para ele.
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  — Não me lembro de ter te autorizado cortar as formalidades comigo. Não sou sua princesa %Johnny%.
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  %Johnny% se levantou e ao esticar os braços para se espreguiçar, acabou soltando um gemido alto, que fez com que %Yoonhee% se levantasse da cama num sobressalto e fosse até ele, inspecionar o ferimento.
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  Havia sangue cobrindo toda a gaze, bastante sangue e %Yoonhee% soltou um “droga” baixinho já se dirigindo a sua caixinha de primeiros socorros, remexendo a mesma para encontrar tudo que precisava para refazer o curativo e limpar o ferimento.
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  — Uma princesa que xinga? Uma princesa fajuta.
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  %Yoonhee% revirou os olhos com gosto e então se voltou para ele de novo.
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  — Se você começar, vou deixar você aqui sangrando para morrer.
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  %Johnny% soltou uma gargalhada gostosa, tombando a cabeça para trás. %Yoonhee% quase sorriu com o som.
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  Quase.
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  — Você não teria coragem, sua índole nunca te deixaria deixar alguém morrer. Mesmo que fosse alguém como eu.
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  — Tem razão senhor “criminoso que não sei nada a respeito.”
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  %Johnny% ficou em silêncio. %Yoonhee% percebeu a mudança no semblante dele. Como os olhos agora estivessem vazios, ocos.
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  Ela retirou então com cuidado a gaze suja de sangue e a colocou sobre o sofá-cama e então com uma gaze limpa embebida em antisséptico, ela começou a limpar o ferimento.
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  Ele fechou os olhos.
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  A mão que estava apoiada no sofá se fechou com força, os dedos pressionando o estofado gasto até os nós ficarem esbranquiçados. Respirava fundo, controlado, como alguém acostumado a suportar dor em silêncio — não apenas aquela.
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  — Tá doendo — murmurou, baixo demais para soar como reclamação. Era mais constatação do que pedido.
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  Mas não foi a limpeza do ferimento que o deixou assim.
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  Foi a frase dela.
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  “Criminoso que não sei nada a respeito.”
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  Algo ali tinha acertado fundo. Não por julgamento — ele estava acostumado a isso — mas porque vinha dela. Porque, por um breve momento naquela noite, ele tinha esquecido quem era… ou fingido que podia ser outra coisa.
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  %Johnny% abriu os olhos de novo, mas não a encarou. O olhar permaneceu distante, vazio como ela havia notado antes.
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  — É melhor você continuar sem saber — disse enfim, a voz baixa, sem ironia alguma. — Algumas coisas só complicam quando ganham nome.
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  O corpo relaxou minimamente quando ela terminou de limpar a área, mas a expressão dele continuou fechada, inacessível.
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  Como se, junto com o sangue seco, ela tivesse tocado em algo que ele mantinha cuidadosamente coberto há muito tempo.
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  O ar gelado de Incheon cortou o rosto dos dois quando eles pisaram para fora da pousada.
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  — Vou acompanhar você até o hospital.
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  %Johnny% olhou para ela com os olhos castanhos brilhando de intensidade e %Yoonhee% soube que ela não tinha escolha, que ele a acompanharia ela querendo ou não.
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  — Tudo bem.
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  Enquanto eles caminhavam pelas ruas de Incheon, ele percebeu que o casaco que %Yoonhee% usava não conseguia tapar do frio intenso que fazia na cidade. %Johnny% não era muito de sentir frio, estava acostumado com as mudanças intensas de temperatura da cidade que o viu nascer.
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  Retirou sua jaqueta de couro sem pensar duas vezes e passou a mesma pelos ombros dela.
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  — Não precisa %Johnny%. Você vai sentir frio.
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  O cheiro de cigarro misturado com o perfume amadeirado que saia do casaco fez a voz dela sair trêmula.
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  — Você está com mais frio do que eu. Pode ficar tranquila e usar a jaqueta, pelo menos até chegarmos ao hospital. Não quero estragar seu look de “médica fashion”.
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  %Yoonhee% se permitiu sorrir para ele pela primeira vez desde o contato no ônibus.
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  — Sabe que olhando assim nem parece que você colocou uma faca na minha cintura?
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  %Johnny% congelou por dentro. O coração diminui o ritmo dos batimentos.
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  — Eu não ia machucar você, mas acho que você não acredita em mim. Eu estava desesperado, só isso! — %Johnny% balançou a cabeça em negativa. — Você era a única passageira sozinha naquele ônibus e eu precisava de alguém para me livrar daqueles caras.
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  Silêncio. Apenas o barulho dos sapatos deles batendo contra o piso e dos carros passando rapidamente na avenida.
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  — Você salvou a minha vida duas vezes, %Yoonhee%. Eu devo muito á você.
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  Silêncio outra vez. %Yoonhee% passou os braços para dentro da jaqueta de couro de %Johnny%, e a apertou contra seu corpo, sentindo o frio diminuir drasticamente.
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  Resolveu mudar de assunto.
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  — Se eu passar nessa entrevista vou ter que renovar meu guarda roupas para roupas de frio mais reforçadas. Eu não sabia que Incheon era tão fria.
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  — Muda muito a temperatura no decorrer do dia. E claro que você vai passar nessa entrevista, eu garanto.
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  — Você garante? — %Yoonhee% se permitiu gargalhar. — Você tem alguma coparticipação na direção do hospital por acaso, %Johnny%?
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  — Não é exatamente isso, posso mexer meus pauzinhos se você preferir.
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  %Johnny% deu de ombros, despreocupado.
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  — Claro que não. Quero passar nessa entrevista por mérito meu, porque sou competente o suficiente para estar no hospital. Não porque é um mafioso ou sei lá o que mexeu os pauzinhos.
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  %Johnny% se deixou sorrir ao ouvir a palavra “mafioso”.
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  — Você vai passar. E não vai ser por minha causa, só estou dizendo que se mudar de ideia… posso dar um jeito. Só isso, se acalma.
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  %Yoonhee% diminuiu o passo e virou o rosto para encará-lo de verdade. O sorriso ainda estava ali, mas agora tinha algo mais sólido por trás.
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  — Eu não estou nervosa — disse, ajeitando a jaqueta nos ombros. — Só não quero começar uma vida nova já devendo favores a alguém que eu ainda não sei exatamente quem é.
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  Ela suspirou, o ar frio escapando em forma de névoa.
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  — Passei tempo demais dependendo das escolhas erradas de outras pessoas, %Johnny%. Do meu pai. Do homem que eu achava que ia casar comigo. — Fez uma pausa curta. — Eu preciso que essa conquista seja só minha.
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  Ele assentiu devagar, sem interrompê-la.
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  — Mas — continuou — agradeço a intenção. De verdade. Só… guarda seus pauzinhos pra quando eu realmente precisar.
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  %Yoonhee% voltou a caminhar, lado a lado com ele.
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  — E se eu passar nessa entrevista — completou, com um meio sorriso — vai ser porque eu mereci. Não porque um suposto mafioso decidiu bancar o anjo da guarda.
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  %Johnny% soltou uma risada baixa.
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  — Certo, doutora. — Olhou para ela de lado. — Mérito seu. Apoio moral meu.
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  Ela revirou os olhos, e não tirou a jaqueta.
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  E, por ora, aquilo era o suficiente.
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Lelen

Ok, curiosa pra saber como que vai desenrolar esse romance. Ela entra pra vida dele? Ou ele sai da vida dele pra entrar no “mundo comum”? E se ele sair, vai ter que retaliar um mundo inteiro pra conseguir? kkkkkk SOCORROOOO

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