ENTRE LOBOS E HOMENS

Escrita porRay Dias
Revisada por Lelen

Nota de autora inicial: Essa é uma fanfic escrita em 2012 por mim, postada em outros sites anteriormente, agora, a história está entrando no Espaço Criativo sob nova revisão e edição. Para quem leu antes, há mudança de narrador e algumas cenas.
Playlist da história


Capítulo Vinte e Seis • Novo acordo, novas relações

Tempo estimado de leitura: 71 minutos

  Aquele tipo apaixonado estúpido, que olha o ser amado com brilho nas írises e esboça um sorriso tolo pela face. %Luna% não curtia ser este tipo de “garotinha apaixonada”, em seus relacionamentos ela era, como diziam, “segura demais para pouca coisa”. E ela deixava externalizar essa imagem de uma mulher bem resolvida que não solta suspiros vassalos, mas sim, os arranca. Contudo, quem era a mulher escorada à porta da própria cabana a admirar o ser amado de avental na cozinha? Aquela mulher esboçava um sorriso tolo e encantado, ainda discreto, no cantinho esquerdo dos lábios a ser denunciado.
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  %Luna% descruzou os braços e pernas e se desprendeu do batente da porta, tirou os tênis empoeirados deixando-os na varanda. Entrou em sua cabana colocando a sua bolsa e pasta sobre a mesinha do escritoriozinho abaixo da escada. Black assobiava uma canção desconhecida por ela. %Luna% foi em direção à cozinha como uma gatuna mansa e atacou as costas largas do seu lobo preferido enquanto ele picava legumes.
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  No habitual e corriqueiro gesto entre eles, ela mordeu seu ombro e Jacob, girando-se para ela, cheirou o seu pescoço. Aquele ritual era a identidade da relação desde o princípio. Bastava a proximidade da ponta do nariz dele na pele dela, para que %Luna% se abandonasse em um abraço confortável nos braços do homem.
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  — Agora eu posso parar de chorar, você chegou — Jacob falou manhoso.
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  Manhoso, com aquele trovão de voz. Como manter a sanidade? %Luna% não sabia como ela conseguia mantê-la junto a Jacob, mas mantinha. A fim de desvendar a piada em seu recente comentário, ela espiou a tábua de carnes. Ele estava cortando cebolas e assim estava explicado o motivo de um olhar avermelhado e dos cílios, desnecessariamente longos para alguém que não se importava com este tipo de vaidade, umedecidos.
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  %Luna% beijou o seu lobo num selinho casto e saiu de volta para seu quarto. Deparou-se com sua cama arrumada, onde uma camisola confortável e um robe quentinho estavam separados. Aquela seria uma fria noite e o corpo de %Luna%, exausto pelas obras do laboratório, pedia pelo máximo de conforto que ela lhe pudesse permitir. Embora ela não fizesse nada comparado aos empreiteiros na obra, acompanhar o passo a passo da construção, a execução dos planejamentos e andar de um lado para o outro também se tornava exaustivo para a mulher.
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  Após o banho, %Bedingfield% desceu as escadas no rastro de um cheiro apetitoso e apertava-se em um abraço friorento contra o próprio corpo. De novo em sua cozinha, na bancada central havia posto um jantar quase romântico. E a comida os preenchia de água na boca. Black e ela trocaram sorrisos demonstrando uma ansiedade pelo primeiro jantar dos dois na nova casa de %Luna%.
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  — Ainda me lembro da primeira vez que jantamos juntos.
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  — Você com aquele seu ar sombrio me apavorando e ao mesmo tempo me entorpecendo.
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  — Louco de vontade de sair de perto de você, e ao mesmo tempo de te tomar em meus braços.
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  — Você realmente me passou a impressão de que poderia me devorar, sabia? Não que eu goste de confessar isto, mas às vezes eu sentia medo.
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  — Como se você também não intimidasse, Mani…
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  A conversa entre eles também esboçava uma aura de sedução. Eles sorriram tocando a mão um do outro, e não suportando a falta do contato entre suas bocas, os dois se beijaram. E foi ao chocar lábio contra lábio que a energia da casa faltou. Pela ironia de um momento repetido, recém relembrado, Jacob e %Luna% iniciaram uma gargalhada. Aconteceu como da primeira vez em que ele havia passado a noite na casa dela e os dois tiveram que acender velas por toda a parte.
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  — Bom, podemos dizer que este, dessa vez, será um jantar romântico — ele falou acendendo as velas nos castiçais sobre a bancada.
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  Durante todo o jantar o casal ria e conversava tranquilamente. %Luna% sentiu como se um prenúncio de eternidade se repousasse naquele momento. E mesmo que a energia estivesse demorando a se reestabelecer, como não era apenas em sua cabana, eles não se preocuparam. Jacob e ela acabaram por deixar as louças para o outro dia já que o frio natural da reserva, não espantado pela ausência do aquecedor, os impelia de fazer qualquer coisa que não fosse se recostarem à uma lareira. Por isso, Black saiu pela porta dos fundos da cozinha em busca de lenha, enquanto %Luna% guardava o restante do jantar na geladeira. Não demorou muito para que ele retornasse com um feixe de madeiras lenhadas, nos braços.
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  — Eu preparei tocos de lenha para que você queime em sua lareira quando necessário e os coloquei em um suporte do lado de fora da cozinha.
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  — O que seria de mim sem você? — %Bedingfield% disse em tom meigo, de modo brincalhão.
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  — Você saberia se virar… — Jacob disse rindo abafado caminhando em direção à lareira da sala.
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  — Eu vou até o quarto buscar um edredom para nós ficarmos aninhadinhos, enquanto você acende a lareira.
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  — Traga um bem pesado, Mani, parece que teremos uma cerração bem fria esta noite.
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  — Oras… Não é você quem não sente frio?
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  — Ei! Eu ainda sou um ser humano, ok? Pode não parecer, mas lobos também sentem frio.
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  O tapete da sala da cabana foi coberto de almofadas por ele, Black estava em frente à lareira soprando o fogo e aquecendo suas mãos e %Luna% logo chegou com os cobertores, estendendo-os sobre o tapete e se acomodando. Black girou-se no chão engatinhando até onde a mulher estava e tal como ela, o quileute se acomodou sob o edredom e ambos ficaram abraçados em silêncio.
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  — Obrigada, Black, este foi um jantar especial.
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  — Por ser o primeiro em sua cabana?
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  — Também. Mas principalmente por ser o primeiro feito pelo meu namorado. — %Luna% sorriu em seguida sentindo-se tal como uma adolescente.
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  — O primeiro de muitos — Jacob disse e suspirou feliz, apertando a mulher em seus braços.
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  — Você vai dormir aqui hoje, Black?
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  — Você quer que eu durma?
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  — Sim. E eu gostaria de dormir aqui no tapete, em frente à lareira porque meu quarto está bem frio e este clima é muito romântico e acolhedor.
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  — Se eu estiver com você, estará sempre aquecida. Não importa o lugar... — Jacob respondeu-lhe encarando a fogueira.
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  E enquanto %Luna% o observou, ela pôde notar o fogo refletir em seus olhos distantes. Era mais um momento de nostalgia dele. Algo naquele instante o recordava do passado. Contudo, ela não se preocuparia com as lembranças do passado dele, uma vez que o seu próprio passado também a assombrava recentemente.
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  Encarando a fogueira em um gesto de imitá-lo, %Luna% recordou-se mais uma vez de Theo. Recordou-se de uma memória em que ela estava em uma cabana com ele, onde haviam ficado juntos em uma de suas viagens. Theo e ela tinham viajado ao Canadá para esquiar, e embora %Bedingfield% detestasse as baixas temperaturas, aquela era uma data especial. E como Black e ela naquele momento, o ex-noivo e %Luna% se aqueceram à uma lareira.
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  Despertando de suas lembranças, o quileute e a namorada se encararam ao mesmo tempo e trocaram um beijo calmo. Como se estivessem, os dois, na busca de construir novas recordações em cima das antigas, não querendo as apagar, mas tornar a nova realidade melhor do que os seus passados.
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  Ao romper do ósculo, Black acariciava o rosto dela e mantinha um fulgurante olhar. O fogo em suas írises já não era reflexo da lareira, mas sim, do desejo por ela.
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  — Nunca fui tão feliz por Bella não ter me escolhido desde que você chegou.
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  — Como? — %Luna% indagou confusa.
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  — É isso mesmo. Ela não é um terço do que você é. E nem chegaria jamais a me causar as sensações que você me causa, %Luna%.
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  — Nós sempre fomos muito diferentes, e eu agradeço por isso — %Luna% comentou sincera, com um meio sorriso.
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  Houve um silêncio breve e aconchegante entre eles, ela se aninhou mais nos braços dele, e o silêncio foi interrompido pelo estalo do fogo em uma das madeiras ao mesmo tempo em que a voz grave dele ecoou:
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  — Eu te amo, %Luna%.
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  — Black...? — A mulher não achou ter escutado certo. Ela o encarou surpresa, e enxergou que ele estava sendo sincero com ela, então, sorriu abobalhada ao confessar-lhe: — Eu também estou te amando.
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  — Você sente esta mesma intensidade?
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  — Desde que o vi na praia eu soube que você me traria muita curiosidade, e cada dia ao seu lado fazia eu me sentir na obrigação de chegar aonde ninguém chegou dentro de você.
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  — E já sentiu isso antes por outra pessoa, Mani?
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  Ela se silenciou em um ato reflexivo de avaliar aquela pergunta. Avaliar as experiências anteriores.
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  — Não foi idêntico ao que é contigo, e nem poderia ser. São relações diferentes e momentos diferentes da minha vida.
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  — Qual o nome dele... Digo, do outro que existiu antes de mim?
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  — Theo.
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  — E o que aconteceu? Ele também trocou você?
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  — Não. Nós íamos nos casar.
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  Black arregalou os olhos em uma surpresa.
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  — E o que houve?
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  — Ele faleceu um dia antes do casamento.
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  Diante da revelação rápida dela, Black ficou em silêncio, em choque. Lançou diante dela o seu olhar fulgurante e não penoso. Ele buscava a desvendar de alguma forma, e observava suas reações. Talvez esperasse lágrimas se derramando na face da mulher, mas elas não vieram e então, %Luna% pôde sorrir ao notar aquilo. A ferida estava fechada novamente e graças a Black.
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  — Não quero ser insensível, mas que bom que não se casou. Do contrário, eu estaria no limbo até agora.
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  %Luna% riu diante da reação de Jacob que, embora respeitosa, era um tanto cômica.
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  — Acho que posso cumprir o desejo do Theo agora... — a mulher revelou se aproximando do rosto de Jacob e recordando aquela última mensagem de despedida de seu noivo que lhe pediu para ser feliz.
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  Os olhos de %Luna% estavam quase grudados aos de Jacob, ela segurava-lhe o rosto com as duas mãos de um jeito delicado e permissivo. Beijou o namorado lentamente, e até poderia ficar a noite inteira o beijando daquele modo casto, doce... No entanto, Jacob passou a mão pela cintura a colocando sentada em seu colo, ainda debaixo das cobertas, e sussurrou no meio do beijo para ela:
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  — Eu te quero, %Luna%...
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  Ela levou seu corpo, sutilmente, ainda mais firme para o colo de Black que lhe apertou ainda mais pela cintura. Uma das fortes mãos dele pressionaram a nuca da mulher contra o seu beijo. Os estalos da madeira incendiada na lareira seguiam servindo de trilha sonora, e o abraço do casal era quente.
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  %Luna% poderia imaginar aquele momento de tantas formas, mas nunca o havia feito. Ela não pensava em planejar aquilo ou em como seria. Black puxou o cordão de seu pesado robe devagar, de modo que os ombros dela, sob as finas alças de uma camisola, se fizeram aparecer. Depositando beijos cálidos no caminho do pescoço até as clavículas de %Luna%, de maneira lenta, ele despia a parte de cima de seu corpo. E um arrepio pelo choque de temperaturas, perceptível sob a pele da mulher, o fizera grudar mais os dois corpos enquanto eles se beijavam. A camisa de mangas longas dele, pouco a pouco desaparecia de seu corpo também, assim como as outras peças de roupas que eles vestiam. Jacob puxou o edredom atrás das costas de %Luna%, os protegendo do frio, embora ambos soubessem o que os manteria aquecidos a seguir. Seus sentidos foram se perdendo à medida que aquele momento ia se concretizando.
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  %Luna% estremeceu com a pequena corrente fria que bateu em suas costas desnudas. Abriu os olhos devagar, e sentiu o cheiro das cinzas da lareira. À volta de sua sala, a cena: a leve e discreta claridade da manhã do lado de fora da cabana, roupas espalhadas ao seu redor, as centelhas das últimas lenhas queimando, o edredom batendo de sua cintura para baixo – o qual ela puxou por sentir frio – e Black dormindo pesadamente. Seu rosto sereno e a mandíbula contraída.
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  A mulher recordou-se da noite anterior com um largo sorriso, e apertou-se no abraço em que eles ainda se encontravam. Ela mordeu os próprios lábios passeando com a ponta de seus dedos sobre o corpo dele. Então, o lobo apertou-a ainda mais em seu braço forte e tatuado, enquanto murmurava um suspiro prazeroso. A mulher não queria acordá-lo e também não queria sair dali. Por ela, o dia todo ficaria trancada com Black em sua cabana, apenas os dois deitados naquele mesmo lugar. Dormindo ou conversando.
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  %Luna% estava abobalhada ao observar aquele homem sonolento diante dela, sentia-se uma meninota tolinha. Ela não sentia aquela sensação há tanto tempo, e até ousaria crer que nunca havia sentido algo igual, um sentimento de carinho daquela forma. Era como se fosse a primeira vez que aquilo lhe acontecia... Era um tipo de carinho orgulhoso donde só se sente quando algo muito difícil acaba sendo conquistado. Uma mistura de afeto e ego, uma felicidade extasiante que a fizera decidir diante de seus próprios sentimentos de que aquela era a primeira vez. Apesar de Theo, %Luna% estava certa de que aquele amor por Jacob era único. Então, sim, aquela era a tão falada primeira vez que o amor genuíno acontece. Jacob Black roubara qualquer experiência anterior que ela tivera, e %Luna% sentia seu coração bater junto ao dele.
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  Por volta das onze horas da manhã, Jacob despertou com o cheiro vindo da cozinha. %Bedingfield% decidiu deixá-lo despertar sozinho e também se dar folga naquele dia. Steve ficou confuso com sua repentina ligação, mas não reclamou quando %Luna% lhe pediu educadamente para cobrir seu turno.
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  E embora fosse quase metade da manhã, a mulher também não abriu a sua cabana. Ainda fazia muito frio, e mesmo que não estivesse uns cinco ou dez graus lá fora, ela não abriria a casa. Não queria interagir com a reserva, e mentalmente agradeceu por ninguém bater em sua porta. %Luna% já havia reacendido a lareira para mantê-los aquecidos, embora o aquecedor da cabana estivesse funcionando, uma vez que a energia fora estabelecida. Mas ela não queria perder o clima romântico da lareira e, portanto, manteve a brasa e foi à cozinha enquanto ele dormia.
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  Quando ele acordou, ela estava pensativa no que faria aquele resto de dia e então pôde sentir o abraço nu de seu homem recém desperto surgindo atrás de si.
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  — Você deveria se vestir, ainda está muito frio — ela comentou sorrindo e beijando o braço dele diante de seu pescoço.
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  — Eu queria te sentir primeiro.
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  — Você apagou, huh? — %Luna% respondeu correspondendo ao abraço dele.
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  — Não dormia tão bem assim desde que me lembro de existir.
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  — Nossa! Que exagerado! — provocou ela, risonha.
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  — É sério — Jacob falou a encarando risonho, mas logo ficou sério ao confessar verdadeiro: — essa noite para mim foi como recomeçar.
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  — Eu sinto o mesmo, Jacob.
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  — Obrigado, Mani... — Black sussurrou em seu ouvido, cheirando o pescoço da namorada.
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  — Obrigada também, Black... — %Luna% respondeu, mordendo o ombro dele.
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  Jacob saiu pela cabana dela para tomar banho e se agasalhar e %Luna% permaneceu na cozinha preparando o almoço. Black também se deu folga naquele dia, e o casal passou o dia trancados ali na cabana. Conversaram, assistiram filme, jogaram jogos de tabuleiro e quando julgaram que o restante da reserva estaria preocupado com seus desaparecimentos, os dois saíram. Encontraram todos reunidos na varanda da casa de Sue e os encarando curiosos. Ao vê-los reunidos, Black e %Luna% abaixaram seus rostos e começaram a rir como dois adolescentes flagrados em um namoro escondido por seus melhores amigos. O riso contagiou a todos os amigos quileutes que os encaravam com expressão de malícia, felicidade e animação. Billy, Sue e Charlie, porém, os olhavam como se presenciassem o nascer de uma vida nova entre o casal e de certa forma, era bem como eles se sentiam.
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  — É! Está consumado! — Seth falou alto e brincalhão entre os amigos que voltaram a rir.
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  — Fique quieto, Clearwater! — Jacob sorriu sem graça, e trovejou com sua voz a bronca para o mais novo, sem soltar-se de %Luna% no abraço em que estavam.
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  Sam começou a caminhar em sua direção, enquanto Black e %Luna% se aproximavam dos outros.
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  — Eu sei que vocês estão ótimos, mas esperei o dia todo para falar com você, Jake. Desculpe, %Luna% — Sam proclamou sorrindo amigável.
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  — Tudo bem Sam, já tivemos a nossa fuga da realidade.
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  A mulher saiu os deixando no caminho e foi até Emy e Sue que sorriam entre si.
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  — Aproveitando que o Sam já está falando com Jacob, nós precisamos conversar, %Luna%... — Billy declarou logo que a mulher estava diante dele.
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  — Billy, dê um tempo a ela! Logo hoje? — Sue comentou de forma gentil.
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  Ao notar que Billy tinha urgência em falar, mas ficou visivelmente sem graça com a fala de Sue, %Luna% aceitou ter o diálogo.
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  — Tudo bem, Billy, como eu disse ao Sam, já fugi da realidade por hoje. Podemos falar sim.
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  — Obrigado. Me acompanhe até a cozinha de Sue?
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  — Claro.
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  Assim que adentraram, %Luna%, que já conhecia seu sogro o suficiente para saber que toda conversa com Billy, incluindo as mais tensas, exigiam aqueles seus amargosos chás, pôs-se a preparar a água em uma chaleira. No entanto, ela estava nas nuvens para tomar qualquer coisa amarga, portanto, recorreu a uma bebida que fosse quente e confortante daquela vez. E tamanha felicidade que ela tentava manter discreta, não passou em branco por Billy:
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  — A propósito, estou radiante por vocês dois.
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  %Luna% trocou um olhar cúmplice com o velho Black, e os dois sorriram sem graça um para o outro.
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  — Agora eu acho que devo mesmo chamá-lo de sogro.
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  — Fique à vontade...
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  — E então, Billy? — %Luna% sorriu amarelo e logo voltou a focar no assunto que os levava àquela cozinha: — Suponho que seja sobre o acordo, correto?
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  — Sam está falando com Jacob sobre o cargo de alfa. E eu já avisei ao Quil sobre acompanhar você no encontro com os frios.
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  — Entendido. Vou procurar o Mark o quanto antes.
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  Billy esfregou as mãos observando cauteloso a maneira altiva com a qual a jovem mulher declarava sua próxima ação.
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  — %Luna%, você precisa falar com ele de forma que entenda que não devem surgir outros. Até porque, em comparação aos Cullen, a dieta de Mark pelo que eu soube... é bem tradicional — alertou Billy, um pouco preocupado.
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  — Os ataques frequentes… — %Luna% espantou-se um pouco e perguntou igualmente insegura: — Você tem confirmação de que foram eles?
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  — Eu só não tenho a comprovação.
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  — Amanhã mesmo, Billy! Deixe comigo! Irei colocar o Mark no seu devido lugar!
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  — Eu não poderia ter uma nora melhor…
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  — Não mesmo, disso não tenha dúvidas.
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  Os dois sorriram e seguiram ao encontro dos amigos. %Luna% ainda deveria manter segredo de Black sobre tudo aquilo, embora não lhe agradasse a ideia de mentir para ele após tudo o que o casal passou.
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  Antes do anoitecer e de todos se despedirem para seguir às suas cabanas, %Luna% conversou com Charlie algo referente ao plano do dia seguinte. Aquela noite, Jacob dormiu na cabana dela mais uma vez e %Luna% poderia apostar que se tornaria um hábito cada vez mais frequente que ele estadiasse mais em sua cabana. Enquanto ele estava no banho, ela precisou telefonar para Erick, um pouco oculta de Jacob.
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  — %Luna%? Aconteceu alguma coisa?— O policial atendeu confuso pela chamada dela.
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  — Eu preciso encontrá-lo amanhã na delegacia para esclarecer algumas coisas referentes aos últimos ataques. Conversei com o Charlie, e ele me autorizou. E provavelmente ele entrará em contato com você para que confirme o que eu digo.
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  — Certo, a hora que você preferir. Estarei lá o dia todo. Mas… O que você poderia esclarecer?
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  — Vai ser muito importante também que você não me faça perguntas, Erick. Apenas, confie em mim, ok?
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  — Veremos, %Luna%, eu não posso afirmar nada.
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  — Tudo bem, até amanhã, eu preciso desligar.
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  — Boa noite, até amanhã.
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  Erick estava com uma família de pulgas atrás das orelhas, e mesmo conversando com Charlie para saber a opinião dele e tendo a afirmativa como resposta, %Bedingfield% indagava-se, se era correto envolver Erick naquilo. Como ela faria para explicar ao policial o seu repentino interesse na investigação dos ataques?
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  Logo que amanheceu, %Luna% acordou Jacob e eles se prepararam para seus trabalhos. Se despediram e quem quer que os visse, juraria que eram um casal de longo tempo. Para os dois era maravilhosa a sensação de eternidade e intimidade que crescia cada vez mais entre eles.
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  Erick aguardava a mulher na delegacia bem cedo, e %Luna% aproveitou seu tempo livre pré-expediente para resolver aquele assunto. Ele mostrou para ela os dossiês dos ataques com as fotos das vítimas e relatos. Charlie já havia dito ao policial que era permitido mostrar a ela tudo aquilo e compartilhar informações, já que ele acreditava que %Luna% poderia ajudar com depoimentos de quando estava morando só no Kalil. Os ataques, em sua maioria, ocorreram nas proximidades, e ela mentiu para Erick ao dizer que Charlie coletou informações com ela, e por isso ela gostaria de entender melhor do caso e ver as fotografias a fim de saber se reconheceria algo.
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  Após ver todas aquelas imagens de corpos, o coração de %Luna% acelerava em pensar que estivera tão próxima de Mark. Tudo ali poderia ser apontado como causado por vampiros, isso, é claro, para ela e para os quileutes que sabiam da verdade. Sua cabeça latejava em pensar como seria ter que encontrar Mark de novo depois de ver aquelas cenas, e mesmo com Quil ao seu lado, %Luna% não estava tranquila sobre o encontro.
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  Erick, lógico, tentou arrancar informações mais contundentes sobre o interesse de %Bedingfield% no assunto, já que ele não acreditou nas justificativas do delegado Swan, e sequer compreendeu o protocolo que foi utilizado diante uma testemunha. %Luna% não deveria ter acesso àquelas informações se ela era apenas um depoimento de testemunha possível. Na verdade, Erick já tinha desconfianças sobre o modo como o delegado Swan dava pouca atenção a algumas coisas ocorridas em Forks, em especial, se tratando da reserva indígena. E agora aquela história de %Luna% ter que ver as provas... O policial não acreditava que Charlie era culpado de alguma coisa, mas certamente ele protegia algo ou alguém, mas Erick não imaginava o que poderia fazer para desvendar algum segredo de Charlie. %Luna%, no entanto, quando notou a desconfiança dele, já sabia que Erick continuaria tentando descobrir qual a relação dela com o assunto, mesmo depois que ela saísse da delegacia.
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  Como se ela não tivesse que se preocupar com coisas mais importantes, Daniela Parker a viu sair da delegacia e despedir-se do policial e já a encarava com a sua postura arrogante e acusatória. %Luna%, porém, advertiu a Erick antes de qualquer coisa:
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  — Se a sua cunhadinha for responsável por qualquer importuno da sua namoradinha no meu dia, eu juro que vou acabar com a palhaçada dessas duas. Não ando com paciência para as Parker!
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  — Nossa, calma! Por que tanto ódio?
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  — Não é ódio. Só que sou madura demais para lidar com a birra delas, e paciência tem limite. Tudo está ótimo na minha vida e eu não quero me aborrecer. Entendido?
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  — Entendido, capitã… — Erick riu ao respondê-la.
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  — É sério, Erick! Você sabe que ela vai aprontar, não é? Então evite isso, por favor. Não é possível que não podemos ao menos conviver.
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  — Eu vou ter uma conversa definitiva com elas. Não tem motivos para implicância mesmo. Nós dois... — Erick abaixou a cabeça e concluiu com um sorriso triste: — Não temos qualquer possibilidade...
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  — Funcionamos muito melhor como amigos — %Luna% disse de modo certeiro para ele.
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  — É… — Erick concordou incerto e mudou o assunto. — E como andam as obras do laboratório?
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  — Está correndo dentro das expectativas!
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  — Fico feliz! Soube que vendeu a sua casa…
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  — Sim! Consegui! — %Luna% comemorou com as mãos para o alto. — Estou morando na reserva.
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  — Nossa! Então é oficial… Você se tornou uma quileute.
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  — Sempre fui um deles, não é? — ela revelou lembrando-se de algumas vezes em que Erick implicava com aquilo.
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  — Espero que seja muito feliz por lá, de verdade. Apesar de você sabe... eu realmente desejo que você seja feliz.
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  — Já estou sendo. Obrigada, Erick. — %Luna% sorriu e acenou saindo em direção à farmácia. Antes de se afastar totalmente, ela virou-se em direção a Erick, que ainda a observava se afastar, e perguntou com uma curiosidade e empatia no rosto: — E você? Está feliz?
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  — Não como você.
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  — Torço para que seja feliz, Erick.
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  — Sei disso, %Lu%.
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  — Até mais, policial!
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  Depois de realizar muitas das suas atividades na farmácia, o relógio tiquetaqueava as dez horas da manhã. %Luna% telefonou a Quil para saber quando ele preferia e poderia a acompanhar, e em seguida telefonou a Mark, que a atendeu com sua voz sedutora e até animada:
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  — A que devo a honra?
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  — Preciso como você mesmo disse… Intermediar uma mensagem dos quileutes a você.
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  E assim que ela terminou de falar, Mark encerrou a chamada. A mulher ficou confusa encarando o aparelho celular, até que sentiu uma corrente fria percorrer seu corpo. E aquela sensação sempre surgia quando Mark se aproximava dela. %Luna% olhou para frente e o viu atravessar a rua em direção à farmácia. No momento em que seu olhar cruzou com o dele, %Bedingfield% recordou as fotos que Erick lhe mostrou e o arrepio percorreu toda a sua coluna.
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  O caminhar lento, gingado, e o céu nublado atrás de Mark mesclavam terror e sedução. Por que era sempre assim quando se tratava de Mark? %Luna% sentia-se atraída por ele e aquilo a incomodava de uma forma absurda. Ele adentrou lentamente pelo estabelecimento com um sorriso sacana. Apoiou-se no balcão à frente da mulher e os dois ficaram se encarando por um raso meio minuto.
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  — E então, gracinha? Não vá dizer que me chamou aqui apenas para ficar admirando a minha beleza.
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  — Não te chamei aqui. Disse que tinha um recado e mal pude terminar, já que você desligou a chamada na minha cara!
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  — Sempre é brava assim ou é só comigo?
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  — Tenho, de fato, uma repulsa por você.
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  — Não tem não… Suas reações dizem o contrário. — Ele sorriu jocoso encarando a veia alta do pescoço dela.
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  — Ah, por favor, cale-se.
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  — E então? — Mark perguntou voltando a concentrar-se nos olhos dela e não no sangue pulsante que ele poderia sentir a distâncias, a percorrer o corpo dela. %Luna% estava nervosa e ele sabia das reações que causava nela.
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  — Fui delegada para estabelecer um acordo com você. Os Cullen e os quileutes tinham um acordo e agora que você está aqui, é necessário um novo acordo.
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  Mark sorriu debochado, e quando sorria, seus olhos pequenos se apertavam ainda mais, tornando-o uma figura extremamente sexy. Mais do que já era. Aliás, aquilo também era um talento inato aos frios: a sedução e a beleza.
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  — Ah… As tradições quileutes! Não podemos pular este misticismo todo? — Mark perguntou irônico.
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  — Creio que não.
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  — Se está neste papel é porque você já tem certeza de quem eu sou, correto, gracinha?
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  — Do que você é… — %Luna% revelou engolindo a saliva com nervosismo e confirmou: — É, eu tenho.
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  — E está tão tranquila em estar tão perto, assim?
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  — Nós sabemos que se fosse para tentar algo contra mim, você já teria tentado.
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  — Tão confiante... — Ele sorriu e, ficando sério, se aproximou ainda mais dela, aconselhando-a: — Pois, não fique.
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  %Luna% prendeu a sua respiração por poucos instantes e o encarou impassível, tentando livrar-se dele:
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  — Amanhã eu te telefonarei para dizer onde devemos nos encontrar.
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  — Por que não tratamos logo?
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  — Porque não é assim que funciona! — ela respondeu um pouco revoltada, já que havia sido pega de surpresa pela presença inesperada do homem.
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  — Entendi… — Mark sorriu debochado e ela pôde ver que os dentes dele eram afiados onde seriam as suas presas, apesar do tamanho comum. — Você terá escolta. Quantos deles?
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  — Apenas uma companhia por segurança.
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  — Segurança? — Mark debochou ainda mais. — Então é melhor que ele seja melhor do que o outro que perdeu a patinha.
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  — Seu idiota! — %Luna% ofendeu-o com a raiva latente na sua garganta.
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  — Eu levarei companhia também. — Mark ergueu-se do balcão, batendo de leve no mesmo e a encarou profundamente antes de despedir-se. — Até mais, gracinha.
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  Saiu rapidamente da loja sem dar para ela ao menos chance de falar qualquer outra coisa. %Luna% suspirou pesadamente depois que ele se distanciou do outro lado da rua, caminhando com seu porte elegante e lento. Ela foi até a porta do estabelecimento que trabalhava e acompanhou Mark distanciando-se ainda mais até que a silhueta dele entrou em uma rua paralela e ela não mais poderia vê-lo.
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  Mani sacudiu seus cabelos e encarou o relógio em seu pulso percebendo que estava quase na hora de seu almoço marcado com Seth. Steve chegou na farmácia, e então ela foi até o restaurante local, onde encontraria o amigo. Logo que Seth chegou e sentou-se junto dela, fizeram os pedidos e ela contou a ele sobre o ocorrido da manhã. Não lembrava se devia manter segredo para ele também, mas Seth tornara-se um confidente e %Luna% não poderia ficar calada sobre tudo aquilo.
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  — Esse Mark não me desce... %Luna%, se precisar de qualquer coisa você me avise! Eu sou quem está mais perto do seu trabalho, caso esse idiota apareça de novo! — Seth declarou a ela superprotetor. A mulher assentiu e então ele a observou divertido, mudando o assunto: — Agora… E sobre o dia de ontem, não tem nada a me dizer?
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  — Não.
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  — Qual é, %Lu%! Sabe o quanto eu estou curioso?
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  — Sei! — Ela riu e o encarou de modo rabugento. — E parece uma velha futriqueira.
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  — Você não vai contar nada?
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  — O que você espera que eu diga?
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  — Vocês já… Você sabe... O Jake é mesmo um alfa? — Seth perguntou e gargalhou logo em seguida, causando rubor em %Luna%.
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  — Seth! Quando você vai entender que não é para termos este tipo de conversa?
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  — Só quando te convém não é, espertinha?
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  %Luna% gargalhou também se lembrando que o fizera lhe contar as intimidades dele antes.
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  — Certo… Estabelecemos uma relação de brothers, então.
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  — Para de dizer isso, por favor! — Seth levou a mão ao rosto como um adolescente achando algo vergonhoso.
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  — Qual o problema em compartilharmos as coisas como irmãos?
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  — Você por acaso acha que eu conto para a Leah sobre as garotas com quem eu durmo? Que vergonha!
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  — Que difícil. Ok... Então não somos parceiros e nem irmãos... Garoto temperamental. — %Luna% debochou rindo.
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  — Somos dois amigos íntimos. Melhores amigos, só isso!
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  — Certo, Seth, como quiser.
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  — Desembucha logo, %Luna%! Fica rodeando para não me contar!
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  — Sim! — ela respondeu alto e as pessoas ao redor os encarou, e então, sussurrando, ela beliscou o braço de Seth e disse: — Ele e eu fizemos! Satisfeito?
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  — Quem tem que me dizer se ficou satisfeita é você — Seth disse maroto e aos risos.
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  — Céus, como você é idiota, Clearwater!
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  — E aí, como foi? — Seth perguntou de um jeito mais carinhoso segurando a mão dela, e tocou as bochechas de %Luna% ao vê-la ruborizar de novo e fugir ao olhar dele.
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  — Foi perfeito... eu jamais sonharia que seria tão... não sei, Seth... acho que ele é o meu imprinting.
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  — Eu estou tão feliz por vocês dois! Quem diria que chegaríamos até aqui, não é mesmo?
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  — Verdade. No fim, Embry estava certo... — %Luna% declarou rememorando as conversas e conselhos que o amigo lhe dera tempos atrás, e desconversando ela perguntou para Seth: — E como você está?
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  — Não tenho razões para dizer que não estou bem.
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  Naquele restante de dia, nada de novo ocorreu, e no dia seguinte, Quil e ela combinaram de encontrar com os frios às quatro horas da tarde. %Luna% passou todo o dia, até o horário do encontro, ansiosa e nervosa. Não poderia negar que, se até Sam não foi suficiente para defender-se de Mark e o outro vampiro, então não seria Quil sozinho o suficiente para defendê-la também. E para piorar, Quil dissera a ela um pouco antes de irem até Mark, que ele passou o dia todo sentindo um mal estar estranho. Então %Luna% não poderia estar mais nervosa. Queria contar para Jacob, mas sabia que se lhe dissesse as coisas desandariam de um jeito ainda mais perigoso, por isso, %Luna% tivera que fugir de encontrar Jacob até aquele horário.
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  Às quatro da tarde, lá estavam Quil e ela na mata a poucos metros dos limites da reserva. A neblina da tarde a deixava ainda mais nervosa por não conseguir enxergar claramente. Quil mantinha-se em guarda, porém, calmo. Pouco a pouco aquela sensação de arrepio, frio, e pânico se instalava nos órgãos e ossos de %Luna%. Era a presença dos frios. %Luna% já sabia identificar quando eles se aproximavam, e não demorou para que ela e Quil escutassem os passos cada vez mais perto. Entretanto, as sensações que ela sentia quando Mark se aproximava duplicaram, o que provava que havia mesmo, outro com ele.
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  — Prontos para o piquenique? — Mark zombou quando ficaram os quatro cara a cara.
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  — Dispenso as piadinhas, Mark. Quem é o seu acompanhante? — %Luna% perguntou.
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  Os dois frios se entreolharam. Mark sorria e o outro mantinha-se sério. O vampiro de pele escura e olhos de um vermelho vivo e aterrorizante olhava para %Luna% de um jeito profundo, encarando-a dos pés à cabeça. Havia um ar de segredo entre eles. E para %Luna% ficar ainda mais ansiosa, não bastasse o olhar cortante dele, o homem era um pouco maior do que Mark. Ou seja, se ela já sentia pavor do ruivo, não teria como não sentir pelos dois agora. Quil seria estraçalhado facilmente. Não o desmerecendo, mas o que era um lobo sem a sua matilha? Sam, comprovou para ela que um lobo sozinho não poderia detê-los.
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  — Este é Darak. E o seu acompanhante, quem é?
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  — Quil.
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  Assim que %Luna% disse seu nome, os dois frios olharam Quil com desafio e despreocupação. E ela surtava para que aquilo acabasse logo. Darak não manteve o contato visual com Quil tanto tempo quanto Mark, rapidamente ele voltou a encarar a mulher e %Luna% sabia que ele a analisava com um interesse incomum.
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  — Vamos logo com isso, Mark — %Luna% declarou louca para se afastar da presença deste tal Darak. — Eu vim aqui para dizer que vocês não podem viver em Forks sem regras. Como você sabe, os quileutes têm tradições que devem ser mantidas. Os Cullen nunca foram problema, porque rapidamente eles se adaptaram por aqui, no entanto, se vocês continuarem assassinando cidadãos de Forks, não poderão ficar.
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  — E quem os quileutes são? Os donos da cidade?
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  — Mark, vocês invadiram um territ... — %Luna% começou, mas logo foi interrompida pelo vampiro.
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  — %Luna%! Nós sabemos que dentro de seus territórios não poderemos transitar. E não pretendemos. Mas restringir nossa vinda à cidade é um tanto quanto prepotente, não acha?
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  — Só estou dizendo que os ataques de vocês têm causado muitos problemas e levantado suspeitas. Se ficarem na cidade, com a frequência que parece que ficarão… Terão de parar com os ataques.
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  — Não somos como os Cullen e ficaremos na cidade diante nossas próprias regras — Mark declarou.
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  — Não é prudente que estouremos esta situação numa luta desnecessária — ela também declarou certeira.
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  — Concordo. Por isso, não nos metemos com vocês e vocês não se metem conosco.
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  — Mark, entenda, se você mexe com os cidadãos da cidade envolve as autoridades locais, e os quileutes serão obrigados a intervir também. E há grande chance de expor aos dois lados nesta situação.
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  — O que te faz pensar que nós escondemos o que somos? — Mark perguntou para ela com ar jocoso.
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  — O quê? — %Luna% indagou surpresa. Eles não escondiam a própria identidade?
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  — Só porque os Cullen não podiam se expor, não significa que temos a mesma preocupação. Eles não andavam por aí porque fisicamente eram diferentes de nós também. Não percebeu?
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  — Ela não os conheceu. — Quil, que havia notado a diferença entre eles, logo interveio.
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  — Ah… E mandaram alguém que não sabe o que diz para nos convencer?
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  — Não se trata disso, Mark, temos que manter um equilíbrio! — Quil tomou à frente.
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  — Certo… Quil, não é? Pois bem, façamos assim: nós não nos metemos com vocês e vocês não se metem com a gente.
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  — O que vieram fazer em Forks? — %Luna% perguntou.
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  — Não é da sua conta, humana — Darak respondeu surpreendendo-a, pois, até então, apenas observava calado.
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  — Uma vez que a chegada de vocês interferiu na minha vida, é da minha conta sim! — %Luna% respondeu tão agressiva quanto ele. Mark ria da situação.
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  — Darak, acalme-se. — Ele sorriu para o outro.
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  — E tem mais, Mark… — %Luna% disse. — Não é para Forks se tornar a nova Transilvânia de vocês, então esperamos que não surjam outros de vocês por aqui!
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  — Você nos ofende, sabia? Transilvânia?
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  — Pare de gracinhas e tratemos logo de estabelecer este acordo!
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  — Não pretendemos povoar Forks, fique tranquila.
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  — Então estamos acordados? Nada de ataques, nada de novos moradores.
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  — Não vamos prometer nada… Ou melhor... Eu prometo que não se preocuparão com outros de nós. Não a nosso convite, é claro. Certo, Darak? — Mark comentou ao outro, com um ar de deboche. — E como eu já disse… Nos manteremos longe da sua tribo. É só o que garantimos.
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  %Luna% encarou Quil, e como se soubesse que era o melhor que conseguiriam garantir até ali, eles concordaram.
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  — E como selaremos o acordo? Um pacto de sangue? — Mark falou rindo com zombaria. Quil, Darak e %Luna% se mantiveram sérios, enquanto Mark se divertia com o trocadilho.
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  — O diálogo basta por enquanto — Quil respondeu.
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  — Tem certeza, Quil? Você confia tanto assim em nós?
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  — Nem um pouco. Mas é assim que será.
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  — Oras… Me parece tão corrompível um acordo de palavras… — Mark provocou.
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  — Certo, Mark, um aperto de mãos então! — %Luna% já estava impaciente com as gracinhas dele e então estendeu a sua mão para ele.
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  Mark aproximou-se lentamente e a segurou, puxando o corpo da mulher levemente para perto do seu. %Luna% deu dois passos em sua direção e seus olhares estavam firmes um no outro, enquanto Mark sorria. Sem desfazerem o contato visual, humana e vampiro tocaram suas mãos como se estivessem de acordo.
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  — Vamos, Darak, se estou certo, estamos a um metro e meio dentro da reserva — Mark declarou ciente de que não poderiam fazer nada onde estavam.
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  — Vamos logo, tenho fome e, pelo visto, teremos que buscar comida um pouco mais distante agora... — Darak comentou raivoso, embora contido em seus gestos e entonação de voz dando as costas ao lobo e à humana.
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  Mark assentiu em despedida para %Luna% e Quil, ainda de um modo sarcástico e ambos deram as costas desaparecendo da frente de %Luna% como um vulto. Ela estava surpresa, jamais imaginou que sentiria uma atmosfera tão pesada e magnética na presença dos vampiros e principalmente, não achou que encontraria algo familiar ao encarar os olhos de Mark como fizera. Familiar e inominável. Em sua breve distração, %Luna% escutou o grunhido baixo de Quil e ao olhar para ele ao seu lado, lá estava o rapaz ajoelhado.
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  — Quil, o que foi? — Ela se aproximou dele, o sentindo suar.
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  — Aquele mal-estar que falei. Vamos voltar rápido para a reserva, %Luna%!
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  %Luna% já desconfiava daquela reação. E assim que Quil levantou-se para que eles fossem embora, suas pernas sucumbiram ao chão novamente. Sua pele incendiava de tão quente. Era a febre da transformação. %Luna% entrou em pânico, pois, mais uma vez não sabia como ajudá-lo.
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  — %Luna%, corra para a reserva.
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  — Não posso deixar você aqui, aqueles dois podem voltar!
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  — %Luna%, apenas vá!
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  Os dois escutaram um farfalhar na mata atrás de si, e quando %Luna% olhou na direção do barulho, a velha indígena da tribo que Scott a levou, a sua avó, se aproximava. Mas o que ela faria ali? Ela se aproximou dos dois e encarou %Luna% com um sorriso plácido. Abaixou-se na direção de Quil e tirou um cantil de dentro da bolsa velha de panos gastos que carregava. O fez beber algo, e pouco a pouco Quil parava de se debater. A velha indígena falava algo que %Luna% não conseguia compreender e foi então que Seth surgiu até eles.
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  — Seth?
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  — Billy se preocupou com a demora e pediu para eu vir atrás.
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  — Por que ela está aqui?
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  — Não sei. Quem é ela? E o que houve com o Quil?
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  — Ela é uma indígena. Avó de Scott Carter. Quanto ao Quil… Apresentou os primeiros sinais da transformação.
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  Seth abaixou a cabeça tristonho. Logo que a senhora se levantou, eles se prepararam para voltar à reserva. %Luna% auxiliou Seth a apoiar Quil nos ombros e a velha indígena começou a falar algo para ela, em um dialeto que a mulher não podia entender.
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  — Eu não a entendo… Desculpe. — %Luna% tentou se comunicar, sem saber se a anciã compreendeu. A senhora sorriu e assentiu positivamente para ela, em seguida deu as costas para os três e continuou seu caminho pela mata.
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  %Bedingfield% encarou Seth, tão confuso quanto ela e partiram de volta à reserva com Quil nos ombros. No caminho para a reserva, %Luna% estava pensando sobre toda a conversa do acordo, e alguns pontos iam sendo ligados em sua memória.
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  — Por que está tão quieta? Como foi o acordo? — Seth perguntou curioso e preocupado.
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  — Não foi exatamente tão bom, eles se recusaram a cessar os ataques aos cidadãos de Forks, mas foi muito vago... não dá para acreditar neles.
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  — Droga… Eles estão dificultando as coisas.
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  — Pelo menos disseram que não haverá mais deles, mas… Não sei se podemos confiar.
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  — Nunca podemos confiar em frios — Seth declarou raivoso.
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  — No dia em que Sam foi atacado eu saí do hospital e encontrei Mark lá fora. Ele havia dito que não sabiam que estavam em território quileute e por isso atacaram Sam. Por defesa. No entanto, hoje Mark demonstrou saber sobre as tradições da tribo, sobre a relação dos Cullen com os quileutes, e antes de ir embora mencionou com exatidão reconhecer os limites de onde começa e termina a reserva. Eu acho que eles não estão sozinhos aqui, mas de certo modo, não estão junto de outros deles...
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  — Ou seja… Eles não andavam à toa nos nossos territórios quando Sam os atacou.
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  — O que o Sam falou sobre isso, Seth?
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  — Até agora nada que eu me lembre, ele apenas os sentiu e os abordou.
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  — Posso falar algo só entre nós? — %Luna% olhou para Quil desmaiado em seus ombros apenas para comprovar que ele não escutaria.
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  — Sim.
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  — Acho que o ataque ao Sam foi algo planejado.
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  — Isso faria bem mais sentido.
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  — E o que, afinal, a avó de Scott fazia por aqui? — %Luna% tentava ligar os pontos. — Céus, Seth! Será que não teremos paz?
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  — O que foi que ela disse a você?
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  — Eu sei lá! Mas vou descobrir. Assim que chegarmos à reserva eu vou até o Scott.
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  — Sabe que eu poderia carregar o Quil sozinho, não é? E já estaríamos na reserva.
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  — É verdade… — %Luna% o encarou se dando conta da situação. — Idiota! Por que ficou quieto? Ele pesa, tá!?
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  Seth riu e %Luna% soltou Quil de seus ombros, sem avisá-lo. Seth rapidamente o apoiou em suas costas e saiu em disparada. Sabendo que se ela não se apressasse não o alcançaria, %Luna% se prontificou a correr atrás de Seth. Logo que chegou à reserva, %Luna% reportou a Billy todo o ocorrido, em seguida, pegou as chaves do seu carro e foi à cidade atrás de Scott. Estacionou o carro em frente ao mercado e avistou o rapaz no caixa estalando sua cervical, visivelmente exausto. Então ela desceu e caminhou até ele.
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  — Olá, Scott.
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  — %Luna%! — O rapaz esboçou seu sorriso costumeiro ao vê-la. — Como você está?
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  — Bem, mas preciso da sua ajuda.
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  — O que houve?
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  — Sua avó surgiu na reserva num momento inesperado, e… Ai, é muita coisa para explicar agora. Pode me acompanhar até a reserva de seu povo?
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  Scott franziu o cenho confuso e seu sorriso se desfez em seriedade. Olhou em volta à procura de Peter e não o encontrou. O senhor Carter apareceu descendo as escadas da parte superior do mercado, e Scott acenou ao pai em sinal de quem queria falar-lhe, ele pediu que %Luna% esperasse-o e foi até Junior Carter. Pai e filho trocaram frases, e logo que Scott se aproximava de %Luna%, ela cumprimentou-o com um aceno também.
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  — Vamos, %Luna%.
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  — Obrigada, Scott.
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  — Deixe disso, agora me explique o que houve.
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  Os dois entraram no carro dela e então a mulher começou a explicar a situação.
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  — O quanto você conhece das tradições quileutes mesmo?
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  — Se refere à lenda dos lobos? É, eu a conheço.
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  — Sério?
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  — O que há de mais? É só uma lenda, não é?
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  — Er… Não, Scott, não é — %Luna% comentou arisca, amedrontada de parecer louca ou de estar compartilhando um segredo quileute sem o consentimento deles e iniciou um tagarelar aflito para o rapaz, enquanto dirigia. — Olha, você vai me achar uma maluca, mas eu preciso que confie em mim! Não é uma lenda! De fato há uma certa... Sobrenaturalidade em Forks e nos quileutes e... Ai, minha nossa, como é difícil dizer tudo isso sem parecer uma surtada! Como é que eu pude considerar a verdade de forma tão fácil quando me contaram?!
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  Scott sorriu achando graça, pois entendia a aflição dela, mas não quis deixá-la sofrendo com aquilo por muito tempo e então contou-lhe:
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  — Tudo bem, %Luna%, minha família sabe da verdade sobre os quileutes. Peter, meu pai e eu, na verdade. Nossas tribos guardam os segredos uma da outra.
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  — Isso faz a coisa toda ter um pouco mais de sentido... — %Luna% murmurou nem tão surpresa com a presença da avó de Scott na mata.
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  — Certo, mas o que há em relação aos lobos desta vez?
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  — Quil e eu estávamos na mata e recentemente os quileutes têm sofrido uma evolução negativa de suas transformações. Embry foi o primeiro, ele foi levado para a reserva Whitton. Conhece?
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  — Há histórias, mas não tenho conhecimento tanto quanto sobre os quileutes. Nossas tribos têm uma ligação apenas porque estamos regionalizados.
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  — Entendo… Bem, na reserva Whitton há mais informações sobre este novo processo dos lobos e por isso conseguimos controlar Embry. Hoje, Quil foi o segundo a dar sinais. E a sua avó surgiu na mata bem na hora em que ele se debatia. Ela arrancou um cantil de dentro da bolsa e deu algo para ele beber que o acalmou, e em seguida Quil desmaiou. Ela também me falou umas coisas e por isso vim até você. Eu não entendo a língua deles, e não faço ideia do que ela disse, mas sei que era importante!
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  — E o que mais ela fez?
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  — Nada. Sorriu ao perceber que eu nada compreendia e sumiu mata a dentro. Por que ela estaria nos arredores, você sabe dizer?
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  — É a época das colheitas de cura — esclareceu ele tranquilo. — Colhemos algumas ervas que existem na região para produzir nossos remédios.
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  — Mas só ela?
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  — Não, provavelmente ela estaria com algumas outras mulheres pela mata.
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  — E o que ela deu para Quil beber poderia ser um destes remédios?
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  — Não há dúvidas, já que surtiu algum efeito.
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  — Scott, eu preciso da sua ajuda para descobrir o que é! Isso pode ajudar e muito na reserva!
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  — É claro. Eu vou ajudar no que for possível.
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  %Luna% seguiu as indicações de Scott para chegar até a reserva de seu povo, pois não havia gravado o caminho quando ele a levou. Ao chegarem, já era noite. A senhora indígena, porém, parecia os aguardar. Scott conversou com ela no dialeto deles, e em seguida os três foram até o fundo do bar, onde iniciava-se a cabana da avó dele. Ela sentou-se no chão sobre um tapete, %Luna% e Scott fizeram o mesmo.
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  — Saya mengatakan kepadanya bahwa sekarang adalah waktu kebangkitan. Serigala akan terjaga kutukan kuno.
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  Scott traduzia frase por frase:
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  — Minha avó diz: “Eu disse a ela que é chegada a época do despertar. Os lobos serão acordados da milenar maldição.”
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  — Dewi Rikhan mengungkapkan dalam tubuh Anda, wanita muda. Dengan tangan Anda binatang akan setuju. Dan Anda akan bisa tidur lagi. Atau tidak. Tergantung pada berapa banyak Anda memiliki kontrol atas Anda.
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  — “A deusa Rikhan manifesta no seu corpo, minha jovem. Por suas mãos as feras acordarão. E por sua vontade poderão dormir de novo. Ou não. Dependerá de quanto você tem domínio sobre quem você é.”
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  — O que ela diz... — %Luna% falou diretamente para Scott, mas sem tirar os olhos da velha anciã. — É parecido com o que os anciãos Whitton disseram. Mas… O que eu preciso fazer para parar a maldição?
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  — Dia ingin tahu apakah Anda tahu apa yang dibutuhkan untuk menghentikan kutukan — Scott perguntou.
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  — Jawabannya tidak diberikan. Seperti saya katakan, dia akan harus mencari tahu tentang Anda sendiri.
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  — “A resposta não pode ser dada. Como eu disse, ela terá que descobrir sozinha” — ele traduziu.
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  — Céus... — %Luna% murmurou e sorriu para a senhora indígena conformando-se com o que ouviu e pediu: — Scott, pergunte a ela o que era a bebida que ela deu a Quil e se ela pode me mostrar como é preparada, por favor!
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  — Apa adalah minuman yang Anda berikan kepada anak laki-laki? — o neto perguntou.
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  — Maserasi herbal.
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  — Ela diz que é uma maceração de ervas — Scott respondeu para %Luna% e continuou a perguntar-lhe: — Nenek, dapat menunjukkan kepada Anda bagaimana hal ini dilakukan untuk kita?
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  Ela sorriu e se levantou. Scott se levantou também a acompanhando cômodos a dentro, e indicou a Luan que o seguisse.
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  — Venha. Ela vai mostrar como é feito — Scott explicou.
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  Em um cômodo externo à cabana, algo parecido com uma cozinha, mas cheio de plantas, estava um punhado de ervas sobre uma bancada. Ainda havia terra e pareciam recém-colhidas. A anciã fez sinal para que %Luna% se aproximasse dela para ver as ervas.
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  — As folhas se parecem com a alga que eu encontrei na encosta de La Push...
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  Scott traduziu o que %Luna% havia dito para a sua avó, enquanto a bióloga, concentrada, avaliava as plantas. E logo que a mais velha comentou algo, ele informou a %Luna% chamando de novo sua atenção:
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  — Ela disse que são plantas irmãs. A alga do mar é um pouco mais fraca, e aqui é usada como remédio para feridas e doenças respiratórias. A outra, achada nas encostas da mata, é mais forte e usada para diminuir os batimentos cardíacos, cessar febres, é abortiva. E também é chamada de “falsa morte”, porque pode levar o indivíduo que a consumir a um desmaio tão profundo que pode confundir como se ele estivesse morto, dependendo da dose. Isso devido ao ativo que há nela de baixar a pressão arterial.
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  — Essa é a erva de Romeu e Julieta... — %Luna% afirmou recordando-se já ter lido a respeito na faculdade e em suas recentes pesquisas com biologia da flora local.
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  A velha indígena preparava potes e misturas da planta com algumas outras e iniciava o preparo do insumo. Ela ia mostrando para %Luna% como fazer. Ao terminar, virou uma porção em um potinho de cabaça e lhe entregou. Também deu a ela algumas das folhas utilizadas para ela saber quais usar. %Luna% pediu para Scott que lhe perguntasse o nome das folhas utilizadas para completar o insumo, e a velha informou os nomes científicos que %Luna% conhecia por outros nomes: Symphytum, também chamada “Confrei”, Agastache Foeniculum, chamada “Agastache” e Melissa ou “Cidreira”.
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  %Luna% e Scott saíram da tribo após se despedirem da senhora com sorrisos e promessas de visitá-los novamente.
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  — Obrigada pela ajuda hoje, Scott — a amiga agradeceu assim que deixou ele em casa.
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  — Sempre que precisar, %Luna%.
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  %Luna% não encontrou Black quando voltou para a reserva. Quil estava acordado, porém, em repouso e Bruh não estava com o irmão. Billy também não estava na reserva, e nem Sam, Seth, Embry ou Paul. Ela encontrou apenas Sue, Emy e Charlie.
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  — Onde foram todos? — %Luna% indagou ao se aproximar deles diante da fogueira.
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  — É a noite do ritual de preparação do alfa — disse Emily.
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  — E os que faltam na matilha? Quil e Leah.
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  — Apenas os antecessores do alfa devem estar na presença do sucessor para o ritual acontecer. Os demais da matilha se apresentam em respeito ao seu novo líder, Quil não foi porque está fraco ainda... — explicou-lhe Sue.
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  — Quer dizer que Leah está desrespeitando Jacob ao se isentar dessa cerimônia? Bem a cara dela — %Luna% brincou e os quatro riram baixo com a ironia, até que ela perguntou: — Eu não posso assistir ao ritual do alfa?
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  — Desculpe, querida, como parceira do alfa é claro que poderia… Mas o ritual não poderia esperar vocês... Digo, você ainda não é... — Sue estava sem graça de dizer, mas rapidamente %Luna% compreendeu.
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  — Tudo bem, ainda não sou a fêmea líder — %Luna% comentou com humor.
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  — Sim... E não podíamos esperar. Era necessário que Jacob tomasse o quanto antes o posto — Sue respondeu e %Luna% compreendeu, apesar de esboçar um sorriso decepcionado.
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  — É uma pena que eu tenha perdido isso, seja lá como for o rito — falou e sentiu a mão de Charlie apertar seu ombro, sentado ao seu lado, de forma paternal.
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  — %Luna%… Podemos conversar? — Mudando o assunto, Emy perguntou a ela, envergonhada.
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  — Claro, vamos até minha cabana. Até mais, Sue, Charlie.
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  — Até mais, querida — Charlie respondeu e junto com Sue, eles se aninharam mais embaixo de um chale que os cobria enquanto conversavam próximos, em uma intimidade que não se afetaria pela ausência de %Luna% e Emy.
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  — Oras… Você disse quando entrou pela primeira vez em minha cabana que era aconchegante e queria ter um cantinho parecido para deixar com a sua cara... — Emily comentou sorridente enquanto observava à volta da cabana de %Luna% entrando ali pela primeira vez. — E então, conseguiu?
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  — Ainda faltam alguns toques. A sua cabana é uma boa mistura de Sam e Emy.
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  — Será que a sua se tornará uma mistura de Jake e %Luna%?
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  — Tenho pensado que é possível Black passar mais tempo aqui agora…
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  — Tenho certeza que ele planeja isto. — Emily sorriu maravilhada com a esperança que tilintava nos olhos de %Luna%.
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  — Ele disse alguma coisa?
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  — Não, mas… Jacob sempre quis deixar o pai na cabana e ter a sua própria família.
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  — F-família? — %Luna% gaguejou surpresa, arrancando risos da amiga. — Emy, é... Minha nossa, é um pouco cedo, certo?
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  — Calma, %Luna%. Só estou dizendo que é uma possibilidade futura, ou não?
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  — Não sei, Emy, que papo mais precoce!
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  — Certo, me desculpe. Eu entendo. Não é legal ser pressionada a nada. — Emily sorriu, embora mantivesse uma seriedade em sua face.
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  — Não me senti pressionada, é só que acabamos de começar uma relação. Não é que eu não queira um futuro com ele, apenas não penso nisso agora.
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  — Eu sei exatamente como é, %Luna%... — Emy abaixou a cabeça e suspirou pesado.
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  — O que queria me dizer? Você parece incomodada com algo.
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  As duas se aconchegaram melhor no sofá da sala de %Luna%.
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  — Sue não para de falar sobre a maternidade. Disse que agora que Sam não é mais o alfa, deveríamos ter filhos.
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  — Você não quer ter filhos?
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  — Quero, mas no tempo certo. E não porque Sue acha que está passando da hora!
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  — Você e Sam pensam em ter filhos quando? E por que não puderam ter enquanto ele era o alfa?
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  — Nós não falamos sobre isso. Sam quer uma família, mas nunca ficamos tocando neste assunto. E na verdade, ainda não tivemos filhos porque... Ele tinha medo. Por ser o alfa, sabe? Dividir responsabilidades de pai com a matilha.
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  — Eu compreendo o Sam, ele tinha as obrigações dele. É comum que não planejasse algo que não sabia se teria tempo para viver.
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  — Sim, mas eu sinto que… Se eu não tiver esse bebê agora, não teremos mais. Estamos juntos há muito tempo, %Luna%. Quando Bella surgiu aqui, nós já éramos casados.
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  — Então qual é o problema, Emy?
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  — Eu não sei! Depois deste acidente, tudo é novo entre Sam e eu! São muitas mudanças ao mesmo tempo.
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  — Faça o seguinte: diga para a Sue que este assunto cabe a você e ao Sam, e que você respeita os conselhos dela, mas se incomoda com a pressão que ela está fazendo. Sei que Sue não faz por mal. E viva os seus novos dias com Sam, um após o outro, no tempo de vocês. Não tem por que se incomodar com isso se não quiser.
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  — Eu sei, mas é que… Para os quileutes... Uma vez juntos, tudo deve seguir no tempo deles! Quando eu quis ter filhos fui obrigada a esperar, e agora, eu sou pressionada a ter filhos no tempo deles!
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  — Calma, Emy... — %Luna% notou o nervosismo aflito da amiga, e mal as lágrimas desceram do rosto de Emily, %Luna% a abraçou consolando-a. — Não se irrite com isso… Essa decisão cabe somente a você e ao Sam, não deixe os outros se meterem no assunto. Leah não é uma rebelde? Então, seja um pouco como ela se preciso for! E agora que Jake é o alfa, se precisar uivar mais alto a favor de vocês, tenho certeza que ele o faria!
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  %Luna% conseguiu, com seu humor, deixar a amiga mais calma, e as duas ficaram conversando até que Emily se acalmasse e esquecesse aquele papo de maternidade. Um pouco depois, %Luna% foi ver Quil, saber como ele estava e os dois também conversaram um pouco sobre o acordo. Ela explicou para ele suas dúvidas em relação ao ataque de Sam, e antes que ficasse ainda mais tarde do que já estava, ela seguiu para sua cabana de volta. Esperou acordada o máximo que pôde, mas não encontrou Black naquela noite. Apenas no dia seguinte, após voltar das obras do laboratório, que eles se viram, e ela mal podia aguentar tanta saudade e curiosidade para saber de seu ritual.
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  %Bedingfield% contou-lhe o quão próxima estava a inauguração do laboratório e o quanto ela gostaria de ter participado do ritual do alfa. Eles jantaram juntos, conversaram e Black voltou para a cabana do pai, mas à meia-noite, ele entrou na cabana de %Luna% e bateu à porta do seu quarto:
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  — Black? Achei que não dormiria aqui hoje — ela disse sonolenta.
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  — Eu… Queria perguntar se... — Jacob fitou seu olhar com expressão de dúvida.
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  — Se?
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  — Posso ficar aqui hoje... não consigo mais dormir sozinho, Mani.
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  A mulher, sorrindo, o abraçou e beijou-o. Achou adorável que seu lobo estivesse tão inseguro e entregue ao sentimento por ela. Sem cerimônia, %Luna% puxou Jacob para entrar em seu quarto e de mãos dadas caminharam até a cama dela. Estavam silenciosos e abraçados no colchão enquanto deitados, e %Luna% pensava no que Emily havia dito na noite anterior: “Uma vez juntos, tudo deve seguir no tempo deles”. Em seus próprios pensamentos, %Luna% indagava-se se o seu namoro com Black significava um compromisso além do que ela enxergava. Ela não queria atropelar as fases, embora tenha demorado a chegar onde estavam, entretanto, %Luna% gostaria de seguir um passo de cada vez. E Black sabia disso.
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  Após três semanas àquela, Black ainda não sabia que %Luna% foi a responsável pelo acordo. Billy assumiu a responsabilidade e dissera que Quil foi com ele. Os três sabiam como irritaria a Jacob descobrir que ela havia sido delegada àquilo. Ele conhecia as condições do acordo e %Luna% temia que, se em algum momento Black decidisse tocar no assunto com Mark, o frio comentaria que foi com ela que ele fechara um acordo. Por isso, ela até pediu a Billy para esclarecer as coisas, mas o velho patriarca da matilha acreditava ser melhor deixar tudo como estava.
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  O laboratório de %Luna% fora inaugurado na última semana daquele mês, e tudo caminhava calmo. Quil havia voltado às suas atividades normais, no entanto, não estava totalmente melhor. A transformação dava sinais, e a primeira pesquisa que ela daria procedência em seu novo laboratório seria sobre a bebida que aprendeu a fazer com a avó de Scott. Julian e Hernando Vincent estavam felizes pela sua conquista, e ela já havia entregado de volta a eles a chave do laboratório emprestado pelos irmãos.
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  Na última noite do mês, enquanto dormia, ela sentiu uma fria brisa correndo por seu quarto, e uma sensação estranha a tomou. Enquanto %Luna% sentia aquela brisa fria da madrugada, seu corpo estremecia e escorria em suor. Na sua mente, flashes ritualísticos, fogueiras e danças. Uma grande lua e uma mulher em um trono alto abaixo dela. Ambas pareciam uma só, a lua e a mulher, como se a presença feminina se estendesse até o satélite natural. Ao lado esquerdo da mulher, havia uma multidão nas quais os rostos não se faziam visíveis, sentados em círculo numa penumbra sob fracos feixes de luz lunar. Ao lado direito, povos em danças e rituais, rodeados por fogo e iluminados pela lua igualmente pelas chamas. E os dedos da mulher movimentavam-se em suas mãos inclinadas, uma para cada lado. Então %Luna% acordou assustada, quente, e com as roupas molhadas de um sintoma febril.
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  Black dormia ao seu lado e acordou subitamente.
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  — Mani? O que houve?
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  — Apenas um sonho... — ela respondeu assustada e ofegante.
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  — Certeza? — ele perguntou analisando a feição confusa da moça. — Você parece estar com febre.
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  — Sim, volte a dormir, Jacob. Foi apenas um sonho conturbado. — Ela o beijou e se levantou da cama.
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  — Aonde você vai?
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  %Luna% abriu os braços indicando-lhe seu estado físico, e após Jacob observar seu corpo dos pés à cabeça inteiramente encharcado como se houvesse pegado uma chuva, ela lhe respondeu:
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  — Tomar um banho.
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N/A Fixa: Olá leitora, se você gosta das minhas histórias e gostaria de saber mais sobre meu processo criativo e/ou me conhecer, eu tenho um convite para você! Entre no meu grupo de leitoras no whatsapp e me siga no instagram @escritoraraydias! Aguardo você, ansiosa para conhecer as amoras que leem meus pequenos universos! ✨💖

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Lelen

Quando a gente pensa “ufa, vamos poder respirar” surge coisa e mais coisa pra te lembrar que tem outros pontos a serem resolvidos na história 🥲 🥲 🥲
Tá, o que são esses dois se eles não são iguais aos Cullen? Eu já tava “vamo chamar os Volturi pra dar um jeito nesses aí”, mas se não são os vampiros “conhecidos”, talvez os Volturi não tenham o mesmo poder sobre 🤔
Agora faz sentido isso de deusa e o despertar do lado mais animalesco dos lobisomens, quero ver o que vai rolar e vou amar saber mais sobre essa tal deusa. 🫶

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