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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Darling

Escrita porLi Santos
Revisada por Natashia Kitamura

Este é um spin-off de Hidamari que conta a história do casal que se forma do final em diante.


Capítulo 7 • O resgate do girassol

Tempo estimado de leitura: 41 minutos

"Tento encontrar uma peça desaparecida
Para preencher um buraco em mim
Um mistério solitário
Pensei que eu tinha resolvido
Mas então você chegou
E com apenas um olhar
Eu soube que estava errado
Eu estava errado"

– Incomplete, Hoobastank –

  Ao saber do desmaio de seu irmão no banheiro do salão de festas da gravadora, %Take% corre desesperado, esbarrando nas pessoas pelo caminho, e finalmente chegando até o banheiro e vendo o irmão caído no chão sendo amparado pelos paramédicos.
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  — O que houve com ele?! — indaga o homem, agachando-se ao lado de um dos médicos que atendem %Kohshi%.
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  — Ainda não sabemos, mas, ao que tudo indica, foi uma queda de pressão — responde um deles enquanto afere a pressão de %Kohshi%. De repente, ele desperta.
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  — %Li%!!! — %Kohshi% grita, erguendo o corpo e sendo segurado por três pessoas, uma delas seu irmão.
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  — Acalme-se, por favor — pede um dos médicos.
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  — %Kohshi%, o que aconteceu? — questiona %Take% e só então %Kohshi% o vê ali. — Hey, hey, calma! — ele tem a camisa puxada pelo mais velho que volta a erguer seu tronco, ficando cara a cara com o irmão.
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  — Aconteceu alguma coisa, %Take% — diz ele em desespero.
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  — Aconteceu o que, %Kohshi%? — rebate o mais novo, segurando os braços do irmão.
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  — Eu não sei, mas…
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  — Por favor, o senhor precisa se acalmar — pede o médico novamente, puxando o corpo de %Kohshi% para o chão.
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  — Deite-se, meu irmão, e acalme-se. Depois conversamos.
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  Se dando por vencido, o vocalista volta a se deitar, sua cabeça ainda dói, porém menos que antes. A sensação de que algo de ruim está acontecendo neste instante o apavora e a vontade de ligar imediatamente para sua namorada o angustia.
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  Minutos depois, %Kohshi% é liberado pelos paramédicos para poder se levantar. %Take% o acompanha e os dois se despedem de todos, pois vão embora. O mais novo entra em seu carro, acompanhado pelo irmão, e dirige até o apartamento de %Kohshi%. Durante o caminho até lá, o mais velho tenta ligar para %Li%, mas ela não atende.
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  — Para quem está ligando? — indaga %Take% intercalando seu olhar entre a estrada e o irmão.
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  — %Li% — %Kohshi% o responde sem tirar seus olhos da tela do celular onde aciona novamente o contato da namorada.
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  — Você precisa me contar primeiro o que está havendo, desligue esse celular — %Take% diz com a voz firme.
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  — Eu preciso saber se ela está bem — rebate o mais velho com a voz embargada, mas também firme.
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  — Desesperado desse jeito você vai acabar assustando ela, %Kohshi%, desligue esse celular! — repete ele, irritado.
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  — Eu tive outra sensação ruim, ok? Pior que a anterior e minha cabeça quase explodiu enquanto tive isso — %Kohshi% grita também irritado. — Eu não vou descansar enquanto não falar com ela! — brada, por fim.
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  — Me dá esse celular — %Take% estica um dos braços, mantendo o outro no volante, e tenta puxar o celular das mãos de %Kohshi% que se defende.
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  — Para, %Take%, você vai bater o carro! — ele grita erguendo o braço para cima, longe do alcance do irmão.
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  — Então me dá a merda do celular! — brada o guitarrista ainda esticando a mão.
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  — Ok, ok, eu não ligo para ela, está bem?! — %Kohshi% diz, ainda gritando, e mostra a tela do celular onde ele desliga a ligação que estava fazendo para %Li%. — Mas que inferno, agora olha para frente de uma vez antes que você nos mate! — ele briga, soltando o ar com irritação.
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  — Idiota…
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  %Take% passa a mão livre pelos cabelos e volta a segurar o volante com as duas mãos, também soltando o ar com tanta irritação quanto o irmão. Ele entende que os pressentimentos dele são fortes e, em sua esmagadora maioria, verdadeiros, mas nada justifica ele ligar desta maneira arbitrária para %Li%. Imagina se nada estiver acontecendo e ele a preocupa à toa? Certamente ela ficaria desesperada e com vontade de voltar ao %Japão% para vê-lo. Alguns minutos se passam e eles chegam ao prédio do mais velho, onde %Take% estaciona seu carro na vaga de visitante. Eles deixam o veículo e tomam o elevador até o apartamento de %Kohshi%. Ao abrir a porta ele sente a sensação voltar e sua dor de cabeça se intensificar.
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  — Quer uma água? — pergunta %Take% ao fechar a porta do apartamento e retirar os sapatos.
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  — Não — %Kohshi% responde, seco e o outro rola seu olhar, suspirando. O guitarrista caminha até à cozinha.
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  — Ranzinza — o mais novo sussurra para si mesmo e pega um copo no armário. — Vai me contar exatamente o que houve para você desmaiar? — ele pega uma garrafa de água na geladeira, enchendo seu copo e caminha até a sala.
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  — Você não me ouviu explicar no carro? — devolve %Kohshi% percorrendo seu olhar pelo irmão. — Precisa prestar mais atenção nas coisas, %Take%.
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  — %Kohshi%, eu sei que está irritado e preocupado, mas não justifica agir assim — diz ele e senta-se na poltrona. — Imagina se você liga para %Li% totalmente desesperado e ela está bem, nada de ruim está acontecendo. Aí você vai preocupar ela sem necessidade.
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  — Pare de me dar sermão, %Take%! — ele se exalta, apertando os pulsos. — Eu não, eu não quero preocupar ela, eu só quero saber se está tudo bem — ele sente sua cabeça dar uma pontada forte e põe a mão na têmpora.
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  — Sua cabeça ainda dói, não é? — pergunta %Take% de maneira óbvia.
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  — Muito — o mais velho fecha seus olhos sem muita força e seus pensamentos se voltam para %Li%. — Eu só quero saber se está tudo bem… — a emoção é inevitável agora e as lágrimas de %Kohshi% começam a se formar em seus olhos.
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  — Calma, irmão…
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  Solidário, %Take% deixa o copo d’água em cima da mesinha de centro, levantando-se e sentando ao lado do irmão. Ele põe sua mão sobre o ombro de %Kohshi%, apertando o local para lhe transmitir conforto enquanto o outro chora abertamente.
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[🌻]

  Enquanto isso, no apartamento de %Li%…

  O impacto de seu corpo sendo pressionado contra parede a faz gemer. %Li% não consegue crer no que vê. Como Léo conseguiu entrar em seu prédio? O mais importante: como ele saiu da cadeia?!
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  A mente dela está fervilhando.
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  — Se você gritar ou fizer alguma gracinha, eu te mato, entendeu? — Léo ameaça ainda apertando o pescoço dela que apenas assente, seus olhos saltados de medo.
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  Ele a solta e vira o corpo, andando para dentro do apartamento. Passa as mãos pelos cabelos, os olhos percorrendo o local. %Li% não tem coragem de se aproximar, então ela o observa de longe, ainda encostada na parede. Mas, o olhar irritado e quase demoníaco do ex namorado se encontra ao dela e a faz dar um passo à frente.
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  — Venha aqui, %Li% — ele ordena, mas ela não consegue dar mais do que um passo. — Anda logo! — brada Léo, irritado e se aproxima, puxando-a pelo braço.
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  — O que você quer aqui? Como saiu da cadeia?! — diz ela com a voz trêmula de medo tamanho é o pavor que sente.
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  — Cadê seu celular? — Léo a ignora, perguntando outra coisa, ao mesmo tempo que a sacode com força. — Hein? Cadê seu celular?!
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  — Para quê quer saber?! — rebate ela ainda com medo.
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  — Não me provoque, %Silveira% — ele a joga no chão e ela quase bate a cabeça na mesinha de centro, escapando por poucos centímetros.
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  — O que quer comigo?
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  — Ahh, achei! — exclama ele ao encontrar o celular dela em cima do sofá, caminhando até ele. — Ainda tem a mesma senha? — pergunta, retoricamente e aperta o botão de desbloqueio do celular dela. Ao aparecer o teclado para digitar o pin de quatro dígitos, ele digita a senha que ela costumava usar quando namoravam. O aparelho desbloqueia. — Você é tão previsível, %Silveira%.
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  — Me dá meu celular! — %Li% se levanta, indo até ele. — Me devolve, Leonardo!
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  — Só depois que eu fizer uma transferência — ele responde, mudando de lugar na sala e %Li% vai atrás dele. — Pare de me seguir ou eu atiro você pela janela — ele volta a ameaçar e %Li% para de segui-lo, mas fica próxima a ele.
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  — Como fugiu da cadeia, Léo? Meu Deus, o que você está fazendo com sua vida…
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  — Isso não é mais problema seu, %Li%, ou, por acaso, ainda gosta de mim? — ele debocha.
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  — Não é essa a questão, Leonardo!
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  — Cala a boca, então — brada voltando a olhar para o celular de %Li% e abre o aplicativo do banco. — Vamos ver se ainda está previsível — ele digita a mesma combinação de letras e números que ela usava anos atrás. Não funciona. — Que merda é essa, %Silveira%?
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  — O que é?
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  — Você mudou a senha do banco? — sibila ele, irritado.
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  — Claro que mudei — %Li% dá de ombros e tenta novamente puxar o celular da mão de Léo que logo o tira de seu alcance.
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  — Qual é a droga da senha, %Silveira%?? — ele brada dando dois passos à frente e apertando o pescoço dela com a mão livre.
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  — Eu não vou te dizer! — ela grita, mas logo o aperto em seu pescoço é o suficiente para lhe calar, faltando o ar para respirar.
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  — Diz ou essa merda vai bloquear — brada Léo.
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  — Que bloqueie! Foda-se! — ele aperta mais forte.
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  — Não me provoque. Eu preciso desse dinheiro — os dedos de Léo apertam a traquéia dela, sufocando-a.
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  — Arrume o seu próprio dinheiro… — diz %Li% com dificuldade. — Seu vagabundo!
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  — %Li%, eu vou te matar se não me contar qual a desgraça da senha!!!
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  — Me mate então!!!
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  Ele continua apertando, mas a solta fazendo seu corpo pender para frente, %Li% puxa o ar com força sentindo sua garganta doer. O desespero de Léo tem um motivo simples: ele precisa de dinheiro ou será morto. Logo quando foi preso, há alguns meses, ele iniciou uma dívida dentro da cadeia. Ele achou que conseguiria pagar, mas obviamente não conseguiu. Com isso, o traficante a quem ele deve resolveu cobrar a dívida. Léo não teve como pagar e desde então vem sendo ameaçado de morte. Ele fugiu da cadeia ontem à noite logo após tentarem colocar fogo na cela onde ele vivia. Léo sabe que %Li% tem economias guardadas na poupança do banco e jurava que a senha ainda era a mesma. Seu intuito é óbvio: roubar %Li% e pagar sua dívida em troca de sua vida.
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  Algum tempo depois em %Tóquio%…

  %Take% havia deixado o apartamento do irmão há alguns minutos. %Kohshi% está sozinho sentado no sofá e refletindo sobre o que fazer. O mais velho sabe que seu irmão não confia cem por cento em sua palavra quando diz que algo de errado está acontecendo com %Li%, disso ele tem certeza e é angustiante se passar por louco. Apesar de estar, de certa forma, acostumado com isso, %Kohshi% se incomoda com tal desconfiança ainda mais vinda do próprio irmão.
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  Ele anda de um lado a outro de sua sala, pensando, vez ou outra olhando para o celular que está em cima da mesinha de centro. Desde que estava no carro com %Take%, onde prometeu não ligar para %Li%, que ele não o faz. Porém, algo dentro do %Asakawa% berra para que ele volte a ligar para a namorada.
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  Algo está errado, %Kohshi%, algo está errado, seu sexto sentido lhe diz.
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  — Foda-se… — ele diz em voz alta, pegando o celular e desbloqueando. — Por favor, sunshine, atende — sussurra, esperançoso aguardando %Li% atender. Mal sabe ele que, do outro lado do mundo, Léo segura o celular de %Li% e, quando vê a ligação de %Kohshi%, desliga imediatamente. — Quê… — o homem insiste, mas agora o número de %Li% cai diretamente na caixa postal.
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  Frustrado, %Kohshi% tenta mais algumas vezes, sem sucesso. Ele manda uma mensagem carregada de preocupação para ela e percebe que há somente uma verificação, o que significa que ela não recebeu a mensagem. Estranho, muito estranho. Alguns minutos depois, %Kohshi% resolve mudar de estratégia e envia uma mensagem para Lipe, quem sabe o melhor amigo dela saiba onde %Li% está, não é mesmo? Mais ou menos cinco minutos depois e Lipe responde através de uma chamada de vídeo.
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  — Fala, %Asakawa%! — diz Lipe, animado do outro lado da tela. %Kohshi% não consegue sorrir.
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  — Fala, Lipe… — responde, desanimado.
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  — Aconteceu algo? — questiona ele, preocupado.
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  — Você sabe onde a %Li% está? Se ela está bem? — %Kohshi% tenta ser o mais direto possível.
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  — Eu não sei, cara. Estou tentando falar com ela desde cedo e nada — diz Lipe, a paisagem ao fundo faz %Kohshi% perceber que ele está na sede da Rede Bahia, caminhando pelo local. — Ela ficou de vir mais cedo para me ajudar na finalização de uma matéria e nada até agora.
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  — Conseguiu falar com ela depois disso?
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  — Não, até liguei para o prédio dela e o porteiro ficou de me dizer se ela estava mesmo em casa, mas ainda não me retornou — explica o repórter. — Está preocupado, né?
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  — Muito, ela não me atende e o celular dela só cai na caixa postal agora — lamenta-se %Kohshi%, passando as mãos pelos cabelos.
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  — É aquele lance do pressentimento que a %Li% falou que você teve? — %Kohshi% encara o amigo.
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  — Ela te contou, né? — indaga em tom óbvio.
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  — Contou.
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  — Eu tive outra sensação daquela, desta vez muito pior — confessa e completa: — Lipe, eu sei que pode parecer uma completa loucura, mas, por favor, você pode ir até o apartamento da %Li% ver se está tudo bem com ela — Lipe engole em seco, vendo que a preocupação do amigo é real e também se preocupa.
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  — Vou sim, cara, mas fica tranquilo, tá?
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  — Só ficarei tranquilo quando ouvir a voz dela ou vê-la.
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  — Eu vou lá agora, vou dar um jeito de escapar daqui e ir lá, está bem?
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  — Me avisa quando chegar lá?
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  — Claro, cara, aviso sim.
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  Lipe desliga a chamada e %Kohshi% fecha os olhos, passando a mão pelo rosto. Ele, mais do que nunca, espera estar errado. Ele tem que estar errado.
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  Algumas horas depois…

  São quase duas horas da manhã no %Japão% e %Kohshi% não consegue aguentar mais. Ele precisa agir e será agora. O homem se levanta, indo até seu quarto e pega uma mochila vazia dentro do armário, jogando algumas roupas dentro, roupas leves, pois sabe que no Brasil é Verão e certamente está calor. Até agora Lipe não havia retornado as mensagens e ligações de %Kohshi% e isso o está angustiando ainda mais. Após concluir a arrumação rápida das roupas dentro da mochila, o vocalista pega os documentos pessoais juntamente com seu passaporte que estava dentro de sua mala de viagens. Ele joga a mochila nas costas e caminha de volta à sala, pega as chaves de seu carro, sua carteira e deixa o apartamento.
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  Quase meia hora depois de sair de casa, %Kohshi% chega ao aeroporto de %Tóquio%, indo diretamente ao guichê comprar uma passagem com destino ao Brasil. Não há voo direto para a Bahia, claro, então ele fará uma escala em São Paulo e de lá pegará outro avião para Salvador.
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  Já dentro do avião, %Kohshi% se acomoda em seu assento e aguarda até chegar ao seu destino. Durante o voo ele não consegue comer nem beber nada, nem água desce por sua garganta. A aflição em não ter notícias de %Li% lhe tirou o apetite de tudo. Lipe ainda está silencioso, não responde nenhuma mensagem em nenhuma rede social e também não atende as ligações.
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  Definitivamente, há algo de errado.
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  16h do dia seguinte, horário do Brasil

  %Kohshi% caminha apressado até o guichê onde comprará sua passagem para Salvador. Durante seu voo da Europa para São Paulo, ele recebeu inúmeras ligações de %Take%, nenhuma delas foi atendida. Certamente o mais novo está furioso com %Kohshi% já que hoje mais cedo, lá no %Japão%, eles tinham compromisso na gravadora: a gravação dos vocais da música nova. Era óbvio que a presença de %Kohshi% era essencial, mas certamente o dia não foi perdido já que há dois vocalistas na banda. %Keigo% deve ter gravado a parte dele e %Kohshi% pode gravar depois, o assunto que ele tem para resolver em Salvador é mais importante.
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  Passagem comprada. Hora de embarcar.
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  Mais algumas horas depois…

  Estar de volta a Salvador é nostálgico para %Kohshi%, faz tempo que ele não pisa em solo baiano e, na visão dele, gostaria de ter sido em outra situação. Já está quase de noite e, sinceramente, o %Asakawa% já não sabe mais que dia é, não importa. Ele sabe que passou pouco mais de doze horas viajando e que em breve encontrará sua namorada. Tudo vai dar certo, tem que dar.
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  Ele deixa o salão de desembarque do aeroporto de Salvador e acena para um táxi que está parado na fila formada na porta. Ao mostrar o endereço de %Li% para o taxista, %Kohshi% pede, através do Google Tradutor, para que ele o leve até lá com urgência. Ele adentra o táxi e eles partem até o endereço dela, não demora muito para chegar lá, apesar do trânsito estar um pouco intenso na saída do aeroporto, o restante do caminho é livre e, em quarenta e cinco minutos, eles chegam à rua de %Li%.
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  O taxista para antes da hora, pois a rua está fechada por algumas viaturas e carros de imprensa. %Kohshi% estranha e pergunta, pelo tradutor, o que está havendo, o homem diz que a rua está bloqueada e os policiais não o deixam avançar mais, porém, antes de %Kohshi% descer, ele mostra a direção do prédio que o rapaz deseja ir. Após pagar o taxista, o vocalista agradece e deixa o carro, caminhando na lateral da rua. Ele não é abordado por nenhum policial, nem saberia o que fazer caso acontecesse. Desconfiado, o homem continua andando na direção apontada pelo taxista e, a cada passo que dá, vê mais e mais policiais e vários repórteres e cinegrafistas. Avançando mais um pouco ele encontra um rosto amigo entre a multidão.
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  — Lipe! — grita ele, aliviado ao ver o repórter que vira o rosto assustando-se com a presença de %Kohshi% ali.
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  — %Kohshi%? — indaga ele, confuso, e caminha para encontrá-lo. — O que faz aqui, cara?
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  — Vim ver a %Li% — responde %Kohshi%, ajeitando a mochila nas costas. — É aqui que ela mora, né? — o olhar de %Kohshi% direciona-se para o prédio em frente. — O que está havendo?
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  — Cara, preciso te contar algo — o repórter nem sabe exatamente como dirá isso a %Kohshi%, mas ele precisa dizer.
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  — Fala de uma vez, Lipe…
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  — O Léo fugiu da cadeia — %Kohshi% para de respirar neste instante. — E está fazendo a %Li% de refém no apartamento dela — conclui o rapaz e vê a expressão do amigo mudar de imediato.
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  — Quê? — o vocalista sente o chão amolecer juntamente com suas pernas, a respiração que deveria ser algo simples de fazer torna-se impossível e seu coração palpita de maneira extremamente inconsequente dentro de seu peito. — %Li%…
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  — %Kohshi%, você está bem? Você está pálido, cara — Lipe segura %Kohshi% pelos ombros, percebendo que o amigo não está bem.
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  — Como isso aconteceu? Meu Deus, eu sabia que algo estava errado… eu sabia! — diz ele sentindo sua cabeça doer.
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  — Desde a hora que conversamos, pouco tempo depois o porteiro me ligou de volta dizendo que os vizinhos dela reclamaram de barulho de discussão, quando eu foi verificar reconheceu a voz do Léo gritando e a voz da %Li% gritando também — explica Lipe ainda segurando %Kohshi%.
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  — Eu vou matar aquele desgraçado! — sibila o vocalista saindo de perto de Lipe, mas logo tem a mochila puxada para trás.
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  — %Kohshi%, não! — alerta Lipe, tentando acalmá-lo. — Você vai acabar atrapalhando se for lá agora, calma!
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  — E se ele estiver machucando ela, Lipe?! — os olhos saltados de %Kohshi% fazem o coração de Lipe se partir, mas ele não pode deixar o amigo se arriscar.
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  — Infelizmente temos que esperar, cara — a voz dele embarga e o repórter sente que o vocalista amoleceu. — Os policiais disseram que estão se preparando para invadir o apartamento.
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  — Não é perigoso? E se aquele maníaco estiver armado? — alerta %Kohshi%, ansioso.
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  — Por isso que eles estão esperando, estão averiguando se o Léo está armado ou não. Agora tem um policial negociando com ele.
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  — Negociando? Meu Deus, que tormento… — lamenta-se o %Asakawa% com os olhos ardendo.
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  Nenhum dos dois diz mais nada e apenas observam a movimentação dos policiais. O coração de %Kohshi% está despedaçando pouco a pouco. Por que ele tinha que estar certo quanto a seu pressentimento ruim? Ele só queria não sentir tais coisas, só queria ter sua %Li% sã e salva em seus braços, só queria que tudo isso acabe bem. O tempo parece não colaborar com a angústia de Lipe e %Kohshi% que estão lado a lado, próximos à uma viatura, onde o vocalista deixou sua mochila. Lipe havia dito para os policiais que %Kohshi% é namorado da refém, vulgo %Li%, e por isso eles podem ficar mais próximos do prédio. Será que ela está machucada? Será que Léo se atreveu a fazer algo contra ela? O que ele queria ao invadir o apartamento de %Li%? E como ele fugiu da cadeia?
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  Questionamentos que só agitam %Kohshi%.
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  De repente, assustando-o, o celular dele vibra em seu bolso. Ao pegá-lo, no visor a imagem de seu irmão em uma chamada de vídeo.
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  — %Take%… — diz %Kohshi% ao atender, a voz totalmente embargada.
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  — Eu espero que hoje você não me invente de faltar a gravação! — berra %Take% do outro lado sem ao menos olhar para o rosto de seu irmão na tela.
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  — %Take%…
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  — Porra, %Kohshi%, você sumiu ontem e ficamos esperando você. Você não atendia a merda do celular, fui na sua casa e você não estava. Aonde você se meteu? — ele continua falando, irritado. — Eu saí agora para caminhar e, quando eu voltar, eu quero que você já esteja pronto para ir à gravadora. A gravação será às 8h, mas quero falar com você antes de todos chegarem — completa ele, ainda sem olhar para %Kohshi%.
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  — %Take%… — %Kohshi% começa a chorar e, só então, ao ouvir os gemidos do irmão é que %Take% finalmente olha para tela.
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  — Você está chorando? — indaga o mais novo em tom óbvio e para de caminhar, vendo %Kohshi% com a mão livre no rosto, apertando os olhos.
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  — %Take%, a %Li%… meu Deus do céu, %Take%… — ele mal consegue falar e se engasga com sua própria saliva, engolindo em seguida.
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  — Calma, %Kohshi%, fala devagar…
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  — A %Li%… eu estou aqui em frente à casa dela… o Léo, ele, ele invadiu o apartamento dela — revela o mais velho e %Take% arregala o olhar.
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  — Como é? — neste instante, %Take% prefere não perguntar como o irmão foi parar no Brasil.
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  — Ele está mantendo ela refém. %Take%… eu estou com medo, %Take%. Eu estou apavorado! — %Kohshi% desaba a chorar e %Take% sente sua garganta fechar-se.
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  — Calma, meu irmão. Aonde você está?
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  — Em frente ao apartamento dela. Tem muita polícia aqui… — ele vê alguns policiais entrarem no prédio.
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  — Calma, cara — %Take% volta a pedir. — Liga para o Lipe e pede para ele ir aí.
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  — Ele já está aqui.
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  — Ótimo. Ok, por favor, não faça nenhuma besteira — alerta o mais novo.
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  — Se aquele doente tiver machucado a %Li%, minimamente que seja, eu não respondo pelos meus atos, irmão — %Take% nunca tinha vista o rosto do irmão transmitir tanta raiva como agora.
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  — %Kohshi%…
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  — Eu não respondo por mim — ele repete com mais firmeza.
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  %Take% volta a alertá-lo para não fazer nada que possa se arrepender ou prejudicar a %Li% na situação complicada em que ela está agora. %Kohshi% encerra a chamada prometendo dar mais notícias e %Take% promete que contará o que está havendo a todos que interessa saber, principalmente aos amigos da banda.
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  Uma movimentação intensa chama a atenção do vocalista assim que ele desliga a chamada com o irmão.
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  — O que houve? — pergunta ele, em alerta.
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  — Acho que vão invadir — responde Lipe também em alerta, tão aflito quanto o amigo.
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  De repente, um disparo é ouvido.
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  — %Li%!
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  Apesar dos alertas recentes do irmão, %Kohshi% ignora todos eles e sai correndo sem se importar se será atingido por um tiro ou não. Ele precisa ver se ela está bem, ela precisa estar bem. Ele entra no prédio e ouve os gritos de Lipe bem atrás dele, não se importando com isso agora. Sobe as escadas, seguindo alguns policiais que pulam os degraus para chegar mais rápido. Um, dois, três, quatro andares alcançados por ele e então ele ouve mais um disparo, fazendo-o subir o último andar com mais rapidez até que se depara com um policial.
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  — Quem é você? Não pode ficar aqui! — brada o homem fardada com certa ignorância, empurrando %Kohshi% para trás.
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  — %Li%! Eu preciso ver a %Li%! — grita o vocalista, em %japonês%, completamente desesperado.
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  — Como é que é? Não tenho tempo, cara, sai daqui! — o policial não o entende e continua empurrando para que se afaste.
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  — %Kohshi%! — diz Lipe finalmente alcançando o amigo.
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  — Você conhece esse aqui? Tira ele daqui antes que sobre tiro pra ele também — diz o policial para Lipe.
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  — Ele é namorado da refém, o que está acontecendo? — explica Lipe e segura %Kohshi% pelo braço, puxando o amigo para longe do policial.
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  — São parentes, é? — ele olha desconfiado. — Os colegas conseguiram pegar o sujeito que invadiu o apartamento — responde o policial e %Kohshi% encara Lipe aguardando uma tradução.
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  — Pegaram o Léo — Lipe traduz para %Kohshi% e volta a perguntar o policial. — E a %Li%? Ela está ferida? Podemos vê-la?
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  — Calma, rapaz! — pede o homem. — Até onde sei a moça está bem sim, parece que está somente abalada com o ocorrido. Mas ela não levou nenhum tiro, se é isso que querem saber. Em breve poderão ver a moça — responde e se afasta um pouco, pois é chamado por um companheiro de profissão.
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  — Ela não se feriu, %Kohshi%, se acalma — pede Lipe, engolindo em seco.
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  — Como ele pode ter certeza? Ele nem entrou lá! Eu vou entrar… — determina o vocalista subindo mais dois degraus e sendo barrado por Lipe.
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  — Espera a polícia liberar, cara, espera — ele puxa o amigo mesmo que sua vontade também seja invadir o apartamento para ver se %Li% está mesmo bem.
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  Cerca de dois minutos depois, seis policiais saem do apartamento, dois deles segurando Léo que está algemado. %Kohshi% o encara com raiva e com uma vontade tamanha de roubar a arma do policial e atirar em Léo, mas ele controla seu impulso. O grupo passa por ele e por Lipe que se espreme na parede, deixando-os passar. Lipe xinga Léo ao vê-lo e o outro encara o repórter, por tabela ele vê %Kohshi% e desvia seu olhar para ele, sentindo o ódio emanando do vocalista. Lipe segura o peito de %Kohshi% para que ele não avance contra Léo e assim o grupo de policiais passa levando Léo novamente preso, mais uma acusação em sua ficha criminal.
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  O choro é ouvido com nitidez.
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  %Kohshi% vira seu rosto e sobe as escadas rapidamente na direção do apartamento de %Li%. Há um policial na porta que o deixa passar após Lipe identificá-lo. Seu olhar enxerga %Li% sentada no sofá, dois médicos cuidando de alguns ferimentos aparentes que ela tem. Enquanto olha aleatoriamente por seu apartamento, %Li% encontra a figura inconfundível de seu namorado parada próxima à porta. Seus olhos se enchem ainda mais de água.
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  — %Kohshi%! — exclama ela, levantando-se, sem se importar com o médico que passava gaze em sua ferida no braço, e corre na direção do amor de sua vida.
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  — Sunshine… — sentir o corpo dela colado ao dele novamente é um grande alívio para %Kohshi% que envolve seus braços pelas costas e cintura de %Li%.
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  — Que bom que está aqui, que bom que está aqui… — ela repete algumas vezes abraçada a ele enquanto chora.
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  O pesadelo acabou, finalmente acabou e %Kohshi% pode sentir sua %Li% perto dele, sã e salva. Lipe se junta ao abraço e afaga a cabeça de %Li% com uma das mãos ao mesmo tempo que a outra aperta os próprios olhos para controlar suas lágrimas que caem sem pudor. %Kohshi% a afasta um pouco e diz que ela precisa de cuidados, ajudando a namorada a voltar para o sofá onde os médicos aguardam para ajudá-la. %Li% senta-se novamente e o médico volta a cuidar de seus ferimentos. A mulher lembra-se de Kurama e pede a %Kohshi% para procurar pelo gatinho. Lipe toma a missão para si só para que o amigo não se separe dela agora e sai a procura de Kurama pelo apartamento. Quando estava lá, Léo irritou-se com os miados altos e constantes do felino e o trancou no banheiro.
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  Enquanto %Li% é cuidada pelos médicos, que lhe dão os primeiros atendimentos, %Kohshi% segura a mão dela, apertando com força, lhe transmitindo amor. Tal sentimento também é expressado através de seu olhar que não desgruda nem por um instante de sua amada. Como ele ansiou por isso, por vê-la bem. Finalmente aconteceu.
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  Aquela sensação ruim finalmente passou e %Kohshi% pode respirar em paz.
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[🌻]

  %Li% odeia hospitais.
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  Sempre lhe trazem lembranças ruins, de tempos em que não sentia nada de bom vindo para ela. Com exceção do dia que sua tia estava bem a sua frente, sorrindo quando acordou após uma noite de febre por conta da pneumonia, aos dez anos mais ou menos, nenhuma vez que acordou em um hospital foi bom. Hoje é diferente. Assim que abre seus olhos, cansados, seu corpo seguindo o mesmo ritmo, a mulher enxerga a imagem de %Kohshi% pela primeira vez desde que deixaram o apartamento dela horas atrás. A melhor visão que poderia ter agora.
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  — Sunshine… — a voz grave dele diz e %Li% sorri, afagando o dorso da mão de %Kohshi% que a segura.
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  — Amor, que bom te ver — %Li% dormiu por algumas horas desde que chegou ao hospital, estava com princípio de desidratação, alguns cortes pelo corpo, hematomas nos pulsos e os olhos fundos. Ela contou que não conseguiu dormir desde que Léo invadiu seu apartamento. — Eu dormi demais, né? — %Kohshi% sorri de canto.
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  — Não, meu amor — ele responde. — Conseguiu descansar?
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  — Um pouco, ainda sinto sono.
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  — Compreensível depois de tudo que… — ele faz uma pausa, sentindo um pequeno nó se formar em sua garganta e então continua — bom, vamos ter tempo para descansarmos. Nós dois.
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  — Como você soube? Lipe te contou? — indaga ela tentando se ajeitar na cama, %Kohshi% a ajuda.
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  — Na verdade, eu vim graças a sensação ruim que tive. Bom, eu tive outra antes de vir — explica e, após se acomodar na cama, %Li% o encara com o olhar confuso. — Eu tive uma sensação terrível de que algo estava errado, meu coração acelerou, tive calafrios e acabei desmaiando.
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  — Meu Deus, %Kohshi%! Você está bem?
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  — Agora estou — diz.
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  — Você está frio. Quer dizer, sua mão está fria — percebe a mulher, alisando a mão dele.
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  — É o ar condicionado.
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  — Amor… — %Li% o vê puxar o ar com força.
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  — Vou pegar água para mim, quer alguma coisa? — oferece o vocalista.
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  — Não, obrigada, amor — ela arqueia a sobrancelha e ele se levanta, mas nem vai muito longe. — %Kohshi%! — ela estica os braços para segurá-lo.
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  — Foi só uma tontura — ele põe a mão na testa, abrindo e fechando os olhos, tentando focar as imagens sem sucesso. — Já vai passar.
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  — Você comeu? Dormiu? — %Li% pergunta, angustiada.
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  — Não consegui, mas eu vou…
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  — %Kohshi% %Asakawa%! — brada ela, irritada. — Por que não comeu? — de repente, uma enfermeira chega.
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  — Olá, senhorita %Silveira%. Que bom que acordou — diz a mulher, aproximando-se.
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  — Por favor, me ajude aqui com ele — pede %Li%, referindo-se a %Kohshi%.
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  — O que houve? Está passando mal?
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  — Ele está tonto porque não comeu nada. Pode, por favor, comprar algo para ele comer? — ela pede com educação.
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  — Claro!
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  — Sunshine, não precisa… — %Kohshi% ia protestar, mas %Li% o interrompe.
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  — Claro que precisa, seu teimoso — reclama ela, em %japonês%, e depois pede para a enfermeira falando novamente em português. — Por favor, pegue esse dinheiro — a mulher puxa a carteira do bolsa da calça de %Kohshi% que apenas a encara de canto sem dizer nada. — Aqui — ela dá uma nota de vinte reais para a enfermeira. — Compre algo para ele, por favor, e fique com o troco para você.
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  — Ah, nem precisa, imagina — apressa-se a enfermeira, pegando o dinheiro. — Já trago algo para ele.
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  A enfermeira sorri e deixa o quarto.
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  — O que disse para ela? — questiona %Kohshi%, desconfiado.
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  — Que meu namorado é um grande teimoso que não come há horas — ela responde, rindo. — Pedi para ela comprar algo para você comer, em breve ela voltará e você vai comer tudo!
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  — Estou sem fome, sunshine…
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  — Você vai comer, %Asakawa%, nem reclame — insiste.
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  — Está bem, não precisa apelar — %Kohshi% faz um beicinho e ri abafado. — Fiquei com tanto medo, um medo que nem sabia ser capaz de sentir — ele diz, de repente, e desta vez é %Li% quem sente a garganta criar um nó.
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  — Eu achei que fosse morrer — confessa ela e %Kohshi% a encara, ajeitando-se na cama ao seu lado.
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  — Jamais permitiria isso.
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  — Eu sei que não — ela força um sorriso. — Eu pensei tanto em você, amor, tanto… — ela sente as primeiras lágrimas escorrerem pelo seu rosto.
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  — Não vamos mais pensar nisso, por favor — ele pede, também chorando e tenta sorrir. — Vamos pensar no futuro, tá?
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  — Tá…
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  — Eu não queria te pedir isso, sunshine, mas, por favor, volte comigo para %Tóquio% — %Kohshi% engole em seco, ainda encarando a namorada e com a sensação de que não será atendido. Como se ele perguntasse retoricamente, mas, para sua surpresa, %Li% sorri.
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  — Volto — ela responde e ele arregala o olhar.
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  — Volta? — indaga ele, ligeiramente confuso.
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  — Voltei! — anuncia a enfermeira que volta com o lanche de %Kohshi%.
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  — Oh, obrigada, querida — agradece %Li% e a enfermeira entrega a %Kohshi% o lanche que comprou: um copo de suco e um salgado de presunto com queijo. Ele agradece com um gesto de cabeça e um “obrigado” carregado de sotaque. — Agora o senhor vai comer.
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  — Me explica porque você aceitou tão rápido meu pedido — ele pede, manhoso assim que a enfermeira deixa o quarto novamente. — Por favor.
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  — Depois que você comer — insiste ela fazendo %Kohshi% franzir o cenho. — Pode ficar emburrado à vontade, coma primeiro.
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  Ele dá uma mordida no salgado e um gole no suco.
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  — Pronto, estou comendo — diz de boca cheia. — Pode dizer.
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  — Amor — ela ri. — Bobo! — %Li% balança a cabeça e explica sua rápida aceitação. — Lembra do meu projeto de fotografia?
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  — Sim! Seu chefe deu uma resposta finalmente? — ele diz, ansioso.
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  — Na verdade, ele me deu a resposta no mesmo dia em que falei com ele — %Kohshi% abre a boca, incrédulo.
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  — Amor! Por que não me contou antes?!
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  — Quis fazer uma surpresa e quis ter certeza de que daria certo com os diretores da emissora — responde a fotógrafa, sorrindo. — E deu certo, amor, eles aprovaram o projeto e estava esperando apenas eles me confirmarem as passagens e moradia lá em %Tóquio% — completa ela, emocionada.
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  — Quer morar comigo? — oferece ele, de supetão.
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  — Hã?
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  — Vem morar comigo — repete o vocalista, aproximando-se do rosto dela. — Vem morar comigo, sunshine.
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  %Kohshi% a beija sem esperar uma resposta. A saudade de tocar os lábios de sua namorada quase o enlouqueceu. Ele é o homem mais feliz agora.
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  %Li% encerra o beijo apenas para dizer “sim” e eles voltam a se beijar. O casal agora retornará juntos para o %Japão% assim que Otto tiver o aval para liberar a passagem e hospedagem dela no país. Ambos estão muito felizes por finalmente terem um horizonte onde possam ficar juntos sem maiores empecilhos. A felicidade só tende a aumentar.
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  Uma nova vida se inicia agora.
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