Chame por Cigana


Escrita porZsadist Xcor
Revisada por Natashia Kitamura


Capítulo 14

Tempo estimado de leitura: 58 minutos

  Bruno se fechou emocionalmente como forma de se proteger desde quando fora vítima de tráfico humano.
0
Comente!x

  O contato que tinha além dos clientes era com as outras meninas e os meninos que moravam na boate. Rapidamente aprendeu a suprimir suas emoções para se guiar pela lógica objetivando sobreviver. E por ser guiado pelo modo sobrevivência, aceitava se prostituir para permanecer vivo.
0
Comente!x

  Portanto, não relaxava em momento nenhum e as noites costumavam ser movimentadas. Exceto, é claro, quando ia de encontro com Sérgio nos hotéis. O policial usava de identidades falsas para não levantar suspeitas e usava de diferentes números de celular. Afinal, por qual motivo o cliente de Bruno solicitaria tantas vezes a presença do ator?
0
Comente!x

  A princípio os temas centrais eram as informações dadas sobre quem estaria por detrás da quadrilha. Descobriu agirem por meio da Internet, geralmente por sites de idiomas ou aplicativos de relacionamento. Quando percebiam conquistar as vítimas, as levavam para viagens no país onde seriam traficadas – os países do Oriente Médio eram o destino mais comuns. Dava nomes ao profissional, assim como revelou o desaparecimento de algumas – para, dessa vez, seus órgãos serem vendidos.
0
Comente!x

  Entretanto, algo de diferente acontecia. Crescia entre eles algo além da relação entre a vítima e seu salvador. Eles não imaginavam que aguardariam ansiosos para se verem. Isso aconteceu aos poucos, à medida que conversavam temas aleatórios pelas horas permanecidas no quarto até começarem a falar de suas vidas.
0
Comente!x

  Sérgio, quem se mantinha sempre sentado no sofá, gostava de ouvi-lo contar sobre as suas histórias da profissão artística. Os olhos azuis brilhavam lindamente enquanto transformava em palavras as suas recordações. Ali, naquele espaço, conseguia ser ele mesmo: falava em seu idioma com outro brasileiro, ria sem fingir, não precisava usar de trejeitos sedutores para ganhar um bônus. Era apenas Bruno, quem, sentado na cama ou deitado, conseguia relaxar naquelas horas.
0
Comente!x

  Descobriu apreciar o som do riso do mais velho e até a se perguntar o quão calorosos eram aqueles braços. Provavelmente se sentiria bem seguro neles.
0
Comente!x

  Por sua vez, se encantava com o rapaz.
0
Comente!x

  A simpatia, o humor e a alegria eram contagiantes. Mais de uma vez se pegou gargalhando com as encenações do mais novo, quem lhe contava suas histórias do teatro: histórias de coisas que deram errado, improvisos e de como eram as peças infantis – um verdadeiro caos.
0
Comente!x

  Se admiravam em segredo – o amigo de Rafael o achando belo e o amigo de Kalisto se fascinando.
0
Comente!x

  Sérgio, inicialmente, se mantinha no sofá enquanto o outro intercalava entre o chão e a cama. Respeitava esse espaço porque imaginava como era difícil a realidade. Queria lhe deixar confortável, não fazê-lo pensar que o via apenas como um pedaço de carne para ser usado assim como vinha acontecendo.
0
Comente!x

  - Gato, me explica uma coisa? – deitado de bruços, apoiou o queixo sobre as mãos cruzadas no colchão.
0
Comente!x

  - Claro.
0
Comente!x

  - Por que sempre senta aí nesse sofá?
0
Comente!x

  - Eu não quero te deixar desconfortável. – deu de ombros com o tronco inclinado – Você já está passando por uma situação bem complicada... Não quero piorar.
0
Comente!x

  Um pequeno sorriso se formou lentamente nos lábios.
0
Comente!x

  - É doce da sua parte, sabia? – comentou num murmúrio acabrunhado desviando o olhar.
0
Comente!x

  - Você ficou tímido? – se surpreendeu.
0
Comente!x

  - Fiquei, nada. – ralhou jogando um travesseiro nele, que caiu no colo.
0
Comente!x

  - Ficou, sim. Está todo vermelho.
0
Comente!x

  Se apressou a correr para o espelho constatando o óbvio. A pele alva denunciava a timidez.
0
Comente!x

  - A culpa não é minha! – virou para ele se divertindo.
0
Comente!x

  - É de quem, então?
0
Comente!x

  - Sua! Você foi todo meigo falando daquele jeito comigo. Sou um rapaz sensível, inocente e de bom coração. Fico mexido com essas coisas.
0
Comente!x

  - Ah, é? E quanto aquelas histórias sobre o tesão te levar para lugares onde não entraria nem armado quando estava no Brasil?
0
Comente!x

  - Todo mundo tem um passado obscuro. – replicou ainda sem acreditar que contou alguns dos seus feitos mais picantes.
0
Comente!x

  Ainda não sabiam, entretanto, futuramente Sérgio seria o único protagonista deles por longos anos quando retornassem para ao país natal.
0
Comente!x

  A conversa prosseguiu de maneira leve, alheios dos sentimentos que afloravam.
0
Comente!x

  Antes de irem embora, Bruno quebrou o protocolo estabelecido por Sérgio. O abraçou para se despedir.
0
Comente!x

  Ficaram assim por alguns segundos, apreciando o toque um do outro. Ao se afastarem, o policial compreendeu como o encaixe fora perfeito e o outro confirmou o quanto se sentiu seguro nos braços do mais velho.
0
Comente!x

  Minutos mais tarde saíra também do quarto, ainda com a sensação do abraço de Bruno em si.
0
Comente!x

  - Isso não é nada de demais.
0
Comente!x

  Tentava se convencer.
0
Comente!x

  A aparência de André piorara ainda mais. As olheiras estavam mais profundas, a pele acinzentada e não conseguia dormir. Os pesadelos com as vítimas eram constantes, um pior que o outro. Acordava de madrugada molhado de suor com palpitações devido ao medo das afirmativas dos homens gays e das mulheres traficados por ele. As frases lhe causavam calafrios, então, naquele contexto, temia cair no sono e reencontrá-los nos sonhos – que não eram simples sonhos.
0
Comente!x

  Logo após a tentativa de sequestro de Rafael Siqueira, recebera a ligação da única pessoa quem podia chamar de amigo daquela quadrilha e era de sua extrema confiança.
0
Comente!x

  - Não posso demorar. Passando pra avisar que quase levaram o seu ex.
0
Comente!x

  - O quê?
0
Comente!x

  - A troca com o amigo deu certo por um tempo. Agora querem levar o outro. E isso quase aconteceu por esses dias.
0
Comente!x

  - Valeu por avisar. Acredite, vai receber uma boa recompensa pela informação.
0
Comente!x

  Desligou o celular para tomar as devidas providências sobre os próximos passos para protege-lo. Em questão de minutos o plano tomou forma. Precisaria apenas de um carro, quatro homens, uma substância para desmaia-lo e a ajuda de Jonathan.
0
Comente!x

  Rafael voltava da casa de Nichole. Escolheu caminhar para encontrar com o primo, Jonathan. Lancharam em meio a um diálogo onde contavam as novidades das respectivas vidas, já que não eram tão próximos assim. Foi um momento ótimo na companhia do parente. Antes de sair, comprou algumas coisas para a família comer mais tarde.
0
Comente!x

  Portanto, no meio da tarde, chamava o Uber com as sacolas com pães, bolos e outros quitutes típicos do estabelecimento. Por sorte encontrou sonho de doce de leite, o preferido da mãe. Por ganhar um valor extra naquele mês devido à rentabilidade do lançamento da nova música, se deu ao luxo de gastar um pouco para terem uma alimentação atípica.
0
Comente!x

  Entretanto, Micaela e Mia, naquela noite em específico, não teriam contato com ele – mas os alimentos chegariam mais tarde por um táxi para ser entregue a pedido do rapaz, quem estaria quase em estado de choque ao implorar para Kalisto solicitar o táxi apenas para realizar a entrega.
0
Comente!x

  Aconteceu tudo muito rápido. A rua era meio deserta naquele horário, então ninguém percebeu quando um carro preto de vidros esfumados parou por segundos na frente deles enquanto dois homens encapuzados saltavam. O seguraram sem lhe dar sequer a oportunidade de lutar ao entrarem novamente com o ruivo. O primo nem conseguiu impedir. Fora empurrado na calçada perdendo valiosos segundos.
0
Comente!x

  No fundo da mente se lembrava de que não tinha muito dinheiro, então cada centavo contava. Aquele luxo era apenas a exceção à regra. Portanto, não poderia desperdiçar o conteúdo das sacolas. Se agarrou a elas se debatendo numa tentativa de chegar à porta para sair, mesmo sentado entre os dois desconhecidos. O branco cujo braço era tatuado pôs um pano cinza úmido com uma substancia para fazê-lo dormir ao inalar – entretanto, não foi isso o que aconteceu.
0
Comente!x

  Rafael sentiu cheiro de perfume feminino ao invés do líquido original. Rapidamente percebeu a intenção deles, então fingiu adormecer – tomando as devidas providências de manter as sacolas nos pulsos.
0
Comente!x

  Apesar de apavorado, obrigou-se a continuar quieto por tempo indeterminado enquanto o carro ia veloz pela estrada. Não sabia para onde iria, não sabia o que acontecia, nem o motivo do sequestro. A impotência era desesperadora lhe trazendo um sabor amargo na boca.
0
Comente!x

  O único consolo veio por meio das vozes como num sinal de que não estava desemparado naquela enrascada.
0
Comente!x

  - Vocês estão sentindo esse cheiro?
0
Comente!x

  - Qual?
0
Comente!x

  - Perfume feminino e cigarro.
0
Comente!x

  - É claro que não. Ninguém fuma. Só tem homem aqui.
0
Comente!x

  As mãos de quem iniciou o assunto começaram a tremer em virtude da preocupação.
0
Comente!x

  Além de ser o mais novo dentre os sequestradores, era o único ali quem não tinha um coração ruim. Fora recrutado para fazer o serviço, não imaginando que seria aquilo. A culpa lhe corroía a cada segundo passado. A imagem do rapaz adormecido lhe causava náuseas e sabia que suas impressões sensoriais não eram sua imaginação. Pressentia muito bem o significado – além disso, trouxe certo alívio por sinalizar a possibilidade de voltar a ter a sua antiga vida.
0
Comente!x

  Quase uma hora depois o motorista encarou o retrovisor. O que viu lhe sobressaltou.
0
Comente!x

  Havia uma outra pessoa com eles no veículo cuja identidade não conhecia, as vestes distinguindo das dos demais. Ao lado da vítima, levantou a cabeça escondida pelo chapéu branco, lhe desferindo um olhar gélido e carregado de ira quando o rosto magro foi revelado.
0
Comente!x

  Pálido, virou a cabeça para trás para verificar se o estranho realmente estava ali. Gotículas de suor na testa confirmaram que não por não ver mais ninguém além do trio.
0
Comente!x

  Com o coração acelerado, notou a boca seca. Provavelmente não se sentia bem por não ter almoçado, lhe causando uma alucinação – é claro, se fosse uma alucinação.
0
Comente!x

  - Escutem, eu vou parar pra comprar um lanche. – o motorista cujo cabelo era de corte militar avisou.
0
Comente!x

  - A gente vai chegar atrasado. – reclamou o tatuado interessado no dinheiro que cairia na sua conta bancária.
0
Comente!x

  - São só alguns minutos.
0
Comente!x

  Estacionou num Mac Donald’s. Era claro o quanto estavam longe. Nas extremidades da estrada era só mato, existindo apenas um ou outro estabelecimento para lanches rápidos ou ambulantes vendendo suas mercadorias a metros de distância um do outro.
0
Comente!x

  Três saíram para acompanha-lo, deixando Rafael com o tatuado.
0
Comente!x

  Quando ficaram sozinhos, o maior o encarava com curiosidade.
0
Comente!x

  - Não sei porque faz tanta questão de te proteger, viu? – com o corpo virado na direção dele, mexeu a cabeça torpe de um lado pro outro – O dinheiro que conseguiria contigo seria bem valioso.
0
Comente!x

  - Agora, não. Ainda não. – a voz feminina ecoava na mente de Rafael.
0
Comente!x

  De maneira furtiva, aproveitando que a sacola escondia sua mão direita, movia lentamente os dedos para o interior do bolso direito até tocar a lâmina afiada.
0
Comente!x

  O avaliou melhor notando a maciez da pele, as ondas macias, os lábios rosados e bem desenhos.
0
Comente!x

  - Até que você não é de se jogar fora. – o tocou na face – É uma pena que não posso fazer nada contigo. Preciso te entregar intacto.
0
Comente!x

  Os dois movimentos aconteceram simultaneamente o pegando desprevenido. O segurou pelo pulso enquanto, com a outra mão, rasgava o ombro do sequestrador até um pouco abaixo do cotovelo com a navalha. O sangue escorreu de imediato enquanto o grito de dor saiu das cordas vocais. Sem desperdiçar um segundo sequer, conseguiu fugir se embrenhando no meio do mato. Alguns galhos menores arranharam o rosto, mas, devido à adrenalina, sequer se atinou.
0
Comente!x

  Os outros ouviram o comparsa ao longe e, ao se virarem, viram o ruivo entrando na mata.
0
Comente!x

  Escondido entre as folhagens, os observou se juntarem ao outro, quem continuava sangrando no carro. Três saíram para lhe buscarem entrando aos poucos na mata silenciosamente, entretanto, não poderia se mover. Seria facilmente detectado. Encurralado, não tinha pra onde ir.
0
Comente!x

  Só não imaginava que um moreno vestindo um terno branco e uma mulher de vestido vermelho rendado se aproximavam passo a passo. O malandro começou a cantar uma cantiga que seria ouvida apenas pelos criminosos à medida que quatro cães vira-latas iam na direção deles.
0
Comente!x

  “Não mexa com meu filho, pois tú a de me pagar   O mundo aqui dá volta   E na minha mão tú vai sambar   Toma cuidado, moço   Olha o que vou lhe falar   Na rua tem malandro   Mas tem quem sabe enganar   Não se preocupe, não   Pois tú es meu protegido   Eu sou seu Zé Pilintra e te livro dos inimigos”

  - O que é isso? – indagou o mais novo deles reconhecendo a letra, parando subitamente ao ouvir a voz.
0
Comente!x

  Os outros sentiram o mesmo frio na coluna, se arrepiando mesmo estando calor e não tendo nenhum vento.
0
Comente!x

  - Quem está aí? – gritou o loiro.
0
Comente!x

  - Vamos embora. Eu não...
0
Comente!x

  A gargalhada feminina os assustou. Era estridente, alta, aumentando a sensação de urgência e perigo.
0
Comente!x

  “O meu punhal eu afio   Na língua de falador   Quem muito fala, pouco faz   Só que otário eu não sou”

  Um vira-lata de cor negra passou entre as duas figuras, indo na direção dos sequestradores arreganhando os dentes num rosnado animalesco. Se colocou a um metro de distância, se tornando um obstáculo para alcançarem Rafael.
0
Comente!x

  O animal agressivo era um potente obstáculo capaz de lhes tirar sangue, mas não viram grandes problemas em tentar agredi-lo para alcançar o objetivo – e o de corte militar ganhou mordidas na perna que o impediram de prosseguir sem o animal se afastar.
0
Comente!x

  - Cara, esquece isso. – o mais novo suplicou ouvindo o latido de advertência quando o motorista deu um passo para frente.
0
Comente!x

  “Não mexa com meu filho, pois tú a de me pagar   O mundo aqui dá volta   E na minha mão tú vai sambar   Toma cuidado, moço   Olha o que vou lhe falar”

  - Quem está aí, porra!? – o loiro gritou demonstrando o quão desesperado estava com o cenário incomum.
0
Comente!x

  Trêmulo, pegou a arma na cintura e usou todas as balas ao disparar ao redor sem um alvo fixo.
0
Comente!x

  - Se mostra! Sai daí!
0
Comente!x

  - Isso não vai adiantar! – replicou o mais novo – Cara, vamos sair daqui.
0
Comente!x

   - Eu não saio daqui sem o...
0
Comente!x

   O som de galhos junto com outra gargalhada feminina lhe chamou a atenção, empalidecendo os rostos amedrontados. Outros cachorros se juntaram àquele, tão agressivos quanto.
0
Comente!x

  “Na rua tem malandro   Mas tem quem sabe enganar   Não se preocupe, não   Pois tú es meu protegido   Eu sou seu Zé Pilintra e te livro dos inimigos”

  - Esquece. Eu não vou me arriscar assim. – o que efetuou os tiros guardou a arma.
0
Comente!x

  - Vocês são muito medrosos. Eu é que não vou perder a oportunidade de receber o dinheiro.
0
Comente!x

  Mesmo mancando, o de corte militar ousou dar dois passos. Espumando, os animais avançaram nele em conjunto. Todos receberam mordidas nos calcanhares e nas pernas, lhes causando feridas abertas. Correram para o carro, onde adentraram fugidos, saindo em disparada com o veículo.
0
Comente!x

  O outro foi abandonado para trás, se obrigando a se virar para retornar para casa.
0
Comente!x

  Na semana seguinte iria a um lugar, onde seria recebido por um homem de terno preto, chápeu preto e gravata roxa chamado Zé Miguel. O olharia com extrema ira indo até o rapaz de imediato.
0
Comente!x

  - Cansou de tentar destruir a sua vida, moço? – o indagaria com ódio antes do outro receber o maior esporro que receberia na vida por exatos trinta minutos.
0
Comente!x

  Trêmulo, Rafael saiu do estado catatônico lentamente, recebendo lambidas carinhosas do cão de cor caramelo. Segundos depois olhou para baixo meio aéreo, se deparando com o bicho, outrora raivoso, agora manso e até bondoso. Abocanhou com leveza a barra da blusa larga, o encaminhando junto com os outros para a lanchonete.
0
Comente!x

  O ruivo adentrou no lugar agarrado às sacolas, indo até a atendente pedindo ajuda com os olhos vidrados.
0
Comente!x

  - Moço, me explica o que aconteceu? – a mulher o colocou sentado na mesa com um copo de água.
0
Comente!x

  Não tomou nem uma gota. De tão trêmulo, era incapaz de segurar algo sem derrubar.
0
Comente!x

  - Eu fui sequestrado. – conseguiu dizer sentindo as primeiras palpitações – Liga pro meu namorado. – puxava o ar com dificuldade de respirar – O nome dele é Kalisto. O tele... O tel...
0
Comente!x

  - Moço? Moço? Qual o problema?!
0
Comente!x

  - O... Kalisto... – balbuciou em meio à crise de ansiedade.
0
Comente!x

  A mulher conseguiu encontrar o telefone no bolso da calça, achando rapidamente o número necessário enquanto Rafael passava por uma forte crise de ansiedade sem as pessoas saberem exatamente como socorrê-lo.
0
Comente!x

  O encaminhou para uma sala menor a qual era de uso exclusivo para os funcionários, onde o ajudou a se recuperar. A irmão sofria com ansiedade também, então conhecia alguns métodos para socorre-lo.
0
Comente!x

  O rapaz fez questão de deixar as sacolas em frente ao sofá onde se acomodou.
0
Comente!x

  Do lado de fora os cães permaneceram.
0
Comente!x

  O preto de pelo liso balançou o rabo perante o homem com terno acompanhado pela morena, de imediato recebendo um carinho na cabeça.
0
Comente!x

  - Bom menino.
0
Comente!x

  Ao longo do dia, cada um seria levado por uma família diferente.
0
Comente!x

  O advogado chegou esbaforido ao endereço após quase uma hora.
0
Comente!x

  - Cadê ele? Cadê ele? – gritava passando os olhos pelas pessoas à procura de quem amava.
0
Comente!x

  Uma atendente de cabelos cacheados imediatamente o levou para uma pequena sala, onde Rafael se recuperava deitado num sofá. Estava levemente trêmulo, com a pele úmida pelo suor, os olhos avermelhados e sentindo-se cansado.
0
Comente!x

  Foi até o rapaz se agachando.
0
Comente!x

  - Amor! – se jogou nos braços do moreno de forma desengonçada.
0
Comente!x

  - Você está bem? – indagou urgente – Está tudo bem contigo? – separou-se para averiguar se, pelo menos fisicamente, estava bem – Eles te machucaram?
0
Comente!x

  - Não, não. Eu estou bem, sim. – sentou no sofá.
0
Comente!x

  Saíram de lá após uma breve conversa com a atendente onde agradeceram pela atenção – é claro, o ruivo carregava as sacolas consigo quase abraçado a elas sob o toque de Kalisto, quem o ajudava a caminhar pelas pernas ainda estarem bambas em virtude da tentativa de sequestro.
0
Comente!x

  Apesar de estar a salvo, continuava bem abalado. A expressão ainda era meio assustada e, para quem gesticulava bastante ao falar, estava estranhamente parado e quieto na viagem de retorno.
0
Comente!x

  Entraram no apartamento.
0
Comente!x

  O alívio lhe tomou por estar num lugar que lhe transmitia segurança. Soltou o ar pela boca, agradecendo intimamente por aquilo.
0
Comente!x

  - Amor, você... Você pode mandar isso lá pra casa?
0
Comente!x

  Colocou as sacolas na mesa da sala com cuidado.
0
Comente!x

  - Claro, mas... Que, diabos, é isso? – averiguou o conteúdo.
0
Comente!x

  A pequena figura virada para o advogado pareceu menor quando cruzou os braços, assemelhando-se a uma indefesa criança assustada.
0
Comente!x

  - É pra minha mãe e pra minha irmã lancharem. – contou em voz baixa – Comprei pra fazer uma surpresa pra elas, mas acho que não terei condições de ficar na companhia das duas agora sem lhes apavorar pelo que aconteceu.
0
Comente!x

  - Calma aí. Deixa eu ver se entendi. – pela primeira vez na vida, duvidara do seu raciocínio – Está me dizendo que passou esse tempo todo preocupado em deixar isso daqui intacto ao invés de pensar somente em si?
0
Comente!x

  Com o lábio inferior trêmulo denunciando o choro, acenou que sim com a cabeça.
0
Comente!x

   - Meu Deus. – quebrou a distância o puxando para um abraço afetuoso – Só você pra pensar nisso numa hora dessas. – murmurou.
0
Comente!x

  A informação apertou seu coração porque, apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos anos, era tocante o fato de querer, sim, agradar e querer trazer facilidade para a vida de sua família – mesmo estando em total desvantagem, num cenário onde sua vida corria risco.
0
Comente!x

  - A gente não tem muito dinheiro. Não posso desperdiçar. Por favor, entrega lá pra mim. Eu te transfiro o Pix...
0
Comente!x

  Parou de falar porque foi pego no colo sem aviso, circulando a cintura alheia com as pernas automaticamente. Kalisto sentou no sofá com o rapaz no colo, quem pôs os joelhos no móvel.
0
Comente!x

  - Não é necessário. Chamo aqui um motorista pra levar pra elas. Não se preocupe com isso.
0
Comente!x

  - Obrigado. – fungou secando os olhos.
0
Comente!x

  O fitou com amorosidade, o tocando com leveza para não assustá-lo após o episódio traumatizante.
0
Comente!x

  - Como você está, bebê?
0
Comente!x

  - Um trapo. – os cantos dos lábios caíram discretamente – Nunca me passou pela cabeça que seria sequestrado. Foi um pesadelo. – finalizou se deitando nele.
0
Comente!x

  - Eu sei. – acariciava as costas lhe trazendo conforto – Do que está precisando agora?
0
Comente!x

  - Ficar deitado. Estou cansado, estranho... Não sei se vou me recuperar assim tão cedo.
0
Comente!x

  Quase meia-noite foi para o quarto.
0
Comente!x

  Deixou Rafael lá há poucas horas para se descansar. Apenas pediu para o rapaz, de banho tomado e vestido numa boxer preta, beber um chá de camomila. Esperava daquilo tranquilizar os nervos, mesmo que minimamente.
0
Comente!x

  Ao fechar a porta, se surpreendeu ao vê-lo no escuro sentado na cama sob a luz do luar.
0
Comente!x

  - Pensei que estivesse dormindo.
0
Comente!x

  Ao se deitar de barriga pra cima, o outro se aninhou sobre si.
0
Comente!x

  - Não consegui. – recebia afagos nos cabelos – Pra ser sincero, nem sei se pegarei no sono assim tão cedo.
0
Comente!x

  - Quer conversar sobre o que aconteceu?
0
Comente!x

  Contou sobre o acontecimento. Desabafou acerca do medo de não ver quem amava nunca mais, da impotência pela incapacidade de impedir o episódio, da sua fraqueza imaginária....
0
Comente!x

  - Não, não, não. – foi o único ponto contestado pelo advogado – Você não foi fraco.
0
Comente!x

  - Como não? Não tive como me defender ou fugir quando o carro parou na minha frente.
0
Comente!x

  - Eles te pegaram desprevenido. Como iria imaginar que algo assim aconteceria?
0
Comente!x

  - Eu poderia ter corrido, gritado por ajuda... Sei lá!
0
Comente!x

  - Bebê, como não enxerga o quanto foi forte?! – mesmo sussurrando, o assombro era visível.
0
Comente!x

  - Forte como?! – apoiou o queixo no peitoral para fita-lo.
0
Comente!x

  - Meu bem, você é inacreditável. – apertou a cintura com uma das mãos – Sozinho e numa vulnerabilidade absurda, não se deixou mover pelo desespero. Aguardou a oportunidade certa para fugir porque manteve a navalha que lhe foi entregue guardada. Acha isso pouco?
0
Comente!x

  - Não, mas...
0
Comente!x

  Pôs um dedo nos lábios o calando.
0
Comente!x

  - Não, mas é o caralho. Por que é tão difícil perceber o quanto foi forte hoje? Isso sem falar da última vez com André, quando o enfrentou. Você, meu amor, só está dando orgulho. Não imagina o quanto.
0
Comente!x

  As palavras ressoaram em seu íntimo quase como um carinho. Talvez estivesse, sim, sendo forte.
0
Comente!x

  Forte por suportar tantos baques.
0
Comente!x

  Forte por não sucumbir perante o relacionamento com André.
0
Comente!x

  Forte por lutar contra a ansiedade.
0
Comente!x

  Forte por buscar sempre cuidar de sua família.
0
Comente!x

  Forte por aceitar Kalisto em sua vida.
0
Comente!x

  Forte por ter tantas responsabilidades em prol de seu crescimento e dar conta de tudo.
0
Comente!x

  Talvez, apenas talvez, fosse necessário ser um pouco mais amoroso consigo porque dava o seu melhor pelo bem de sua família dia após dia – mesmo quando estava completamente quebrado ou sendo vítima de um sequestro.
0
Comente!x

  - Valeu! – deu um sorrisinho com os olhos brilhantes antes de retornar para a posição.
0
Comente!x

  - Por que é tão difícil se reconhecer forte? – roçou o nariz nas mechas macias – Hum?
0
Comente!x

  - Não sei. Sinceramente não sei.
0
Comente!x

  - Talvez tenha chegado a hora de começar a reconhecer seus feitos. Até porque merece isso. Deixar essa inferioridade pra trás e permitir essa força que carrega crescer. – completou num pedido sorridente – Você é meu baixinho favorito, mas com uma força enorme. A deixe vir à tona.
0
Comente!x

  O agradeceu lhe enchendo de selinhos estalados.
0
Comente!x

  - O que foi? – indagou contra os lábios do homem, o vendo abrir um largo sorriso.
0
Comente!x

  - Eu acho fofo quando faz isso. – deslizava as costas dos dedos na bochecha o olhando com amabilidade – Você é um homem doce. É de se esperar esquecer às vezes o quão forte é, mas relaxa. Eu sempre vou estar aqui pra te lembrar.
0
Comente!x

  Acariciou o maxilar sentindo a barba rala.
0
Comente!x

  - Está se sentindo melhor agora depois de falar?
0
Comente!x

  - Um pouco. Eu só... Sei lá. – deu de ombros – Queria esquecer.
0
Comente!x

  - Eu posso te ajudar nisso.
0
Comente!x

  - Como?
0
Comente!x

  - Vem cá.
0
Comente!x

  Como os rostos estavam bem próximos, foi fácil para Kalisto beijá-lo de maneira meiga. Sem quebrar a união dos lábios, inverteu as posições devagar até colocá-lo deitado no colchão macio. Apesar da lentidão do beijo carregado de carinho, não havia timidez ali. O cuidado abria espaço para várias outras sensações serem transmitidas – paciência, zelo, amor, entrega, ternura, segurança, pertencimento.
0
Comente!x

  Seu objetivo era deixar todas essas impressões chegarem ao outro, quem tanto precisava desse acalento.
0
Comente!x

  Desceu os lábios úmidos até chegar ao pescoço lhe gerando arrepios pela língua macia em seus pontos sensíveis.
0
Comente!x

  - O que está fazendo, meu amor? – de olhos fechados e o cenho franzido, o tocava nas costas com as mãos espalmadas.
0
Comente!x

  - Te fazendo esquecer. – o hálito quente aumentou a temperatura da pele ao entrar em contato com a epiderme num murmúrio rouco. Passou a ponta da língua pelo lóbulo da orelha, lhe arrancando um arfar – Você deixa?
0
Comente!x

  Prosseguiu depois do aceno de cabeça.
0
Comente!x

  Palavras não foram necessárias quando explorou o pequeno corpo. O ver se agarrar em si, o tronco se contorcendo ao ser tocado com tamanha devoção, os gemidos de prazer e o seu sabor eram o suficiente para saber do quão desejoso Rafael estava. Se concentrava exclusivamente no prazer do ruivo para a memória daquela tarde ser apagada de sua mente, nem que fosse pelos próximos momentos.
0
Comente!x

  Ao abaixar a boxer preta não o abocanhou de imediato. Primeiro o instigou ao explorar a área interna das coxas. Em aprovação, separava ainda mais as pernas, um sinal claro do quanto apreciava o gesto. De vez em quando gemia frustrado quando, ao invés do moreno finalmente tocá-lo onde mais queria, faltando um mísero centímetro para chegar ao destino mais almejado, mudava a rota numa expressão travessa, gostando de deixa-lo ao ponto de implorar para...
0
Comente!x

  - Ah.
0
Comente!x

  A lamúria veio em resposta por, finalmente, Kalisto se concentrar na cabeça do pau.
0
Comente!x

  Não o tomou de uma vez. Começou aos poucos em diferentes regiões. Se atentou primeiro na glande rosada por longos minutos o levando à beira da loucura e só continuou quando lhe foi pedido pela terceira vez num fio de voz para avançar nas carícias.
0
Comente!x

  Ao envolve-lo completamente na boca em movimentos primorosos apesar de vagarosos, os gemidos se intensificaram enquanto se agarrava às cobertas e ao travesseiro. Arqueava o abdômen o observando. Com a ajuda da própria saliva abundante, aproveitou para penetrá-lo com o dedo, o estimulando duplamente numa deliciosa tortura lenta. Rafael já havia perdido o controle de suas articulações. Apenas reagia às investidas com cada célula carregada de luxúria e seus poros exalando um apetite erótico, se deleitando do quão dedicado o seu advogado poderia ser ao manuseá-lo tão bem, o estimulando nos seus pontos erógenos de maneiras que sabia, sim, que seriam aprovadas pelo ruivo.
0
Comente!x

  Gozou já sem ter a menor percepção de onde começava o seu corpo e onde terminava. Em seguida, Kalisto não parou. Desceu a língua cada vez mais, se demorando no períneo até encontrar a entrada, onde se aproveitou em movimentos circulares.
0
Comente!x

  Adorava vê-lo daquela maneira, ao ponto de sequer conseguir elaborar uma única palavra coerente. Os olhos de Rafael escureceram pelo deleite, principalmente após os jatos quentes atingirem a garganta do outro, quem era um amante devotado – e completamente enfeitiçado pelo seu menino.
0
Comente!x

  Após longos minutos Rafael o puxou para um beijo sôfrego, desejoso daquele contato pele com pele.
0
Comente!x

  Passeou as mãos pelo homem musculoso até onde alcançava. Segurou a bunda para pressioná-lo contra si uma vez – e precisou se afastar em busca de ar tamanha a intensidade da onda que os tomou com a pressão deliciosa sobre os membros.
0
Comente!x

  Kalisto o virou pelo ombro com delicadeza até colocá-lo de costas. Apanhou o lubrificante guardado na mesa de cabeceira ao lado, o penetrando logo depois de preenche-lo com o conteúdo pela extensão do membro.
0
Comente!x

  Com uma perna dobrada e a outra esticada, gemia a cada investida de Kalisto, quem se dedicava a lhe encher cada vez mais das sensações maravilhosas. Aproveitava para explorar a nuca, o pescoço e o lóbulo da orelha atento ao rapaz, cuja expressão era carregada de deleite. Suspirava quando o moreno deitava por completo sobre ele mexendo apenas os quadris ou ao receber carinhos por meio de pequenos gestos, como apenas roçar a testa ou mordiscar a área perto dos ombros.
0
Comente!x

  Ao posicionar os braços ao lado dos dele, manteve-se deslizando pela entrada num ritmo moderado, nem lento demais, nem rápido demais, nem forte demais. O prazer do ruivo sobrepujava ao seu, então a vontade era prolongar ao máximo a excitação do homem da sua vida.
0
Comente!x

  Já com as gotículas de suor colando alguns fios na testa, o mais novo tomou uma das destras morenas na sua, lhe beijando as costas antes de a conservar contigo perto do rosto.
0
Comente!x

  Já sentindo o clímax perto de acontecer por reconhecer os sinais dados por Rafael, aproveitou para sussurrar com os lábios encostando na pequena orelha:
0
Comente!x

  - Você está seguro comigo, amor. Não deixarei nada acontecer contigo. Nunca. Eu te amo. Te amo demais.
0
Comente!x

  Continuou até gozarem, o sentindo estremecer abaixo de si. Só então permitiu-se também ser tomado pelo orgasmo, gozando abraçado ao ruivo.
0
Comente!x

  Saiu de seu interior deslizando pela cama ainda ofegante. Um Rafael relaxado graças a intensidade do prazer e das emoções, se aninhou no peito largo.
0
Comente!x

  - Eu te amo. Obrigado – beijou a pele antes de adormecer.
0
Comente!x

  Às cinco horas da manhã Kalisto continuava acordado.
0
Comente!x

  Diferente de Rafael, quem logo adormecera após transarem, conjecturava sobre os últimos acontecimentos envolvendo as falas de André, o episódio de poucas noites atrás onde um estranho quase o levou, o sequestro, o desaparecimento de Bruno e o celular entregue com informações sobre um caso de Miguel. Eram situações demais entorno do rapaz para serem meras coincidências.
0
Comente!x

  Adormecera tranquilo ao seu lado num sono profundo. A imagem de tamanha serenidade aliada à sua preocupação o motivou a sair da cama, se vestir e ir atrás de respostas.
0
Comente!x

  Ao passar pelo porteiro, lhe pediu rapidamente:
0
Comente!x

  - Me faz um favor? Ou melhor, dois. Se chegar alguém que não more aqui antes de eu voltar, por favor, não o deixe subir. Caso o Rafael desça à minha procura, o avise que não demoro.
0
Comente!x

  Miguel o atendeu cambaleando às cinco e quarenta e cinco da manhã descalço e enrolado numa coberta. Após tantas buzinas, ligações e gritos foi impossível não despertar contra a sua vontade.
0
Comente!x

  - Isso lá é hora de visitar os amigos?
0
Comente!x

  Reclamou bocejando enquanto ia com o visitante para a cozinha. Tropeçou no caminho de tão sonolento.
0
Comente!x

  - Mike, foi mal por te acordar, mas eu não vou sair daqui sem sanar as minhas dúvidas. – não se importou em sentar numa cadeira. Afinal, planejava não se demorar.
0
Comente!x

  - O que quer saber?
0
Comente!x

  Na cozinha, arrastou os pés até o fogão.
0
Comente!x

  - Qual a ligação de Il Dio com André e quem, caralhos, é esse?
0
Comente!x

  Apesar do sono, a menção ao nome foi capaz de lhe causar uma dor de cabeça devido ao estresse enquanto acendia o fogo para esquentar a chaleira pro café.
0
Comente!x

  Il Dio era a razão porque não dormia bem nas últimas semanas e o foco do seu trabalho.
0
Comente!x

  - Eu não posso...
0
Comente!x

  - O cacete que não pode! – quase gritou – Estou farto dessa história, Miguel! Tem alguma merda acontecendo e você não quer me contar. Quanto menos eu sei, menos posso proteger o Rafael. E não vou aceitar ficar nas sombras sem informações relevantes.
0
Comente!x

  - Aconteceu alguma coisa com ele? – estranhamente tranquilo, se virou para o homem.
0
Comente!x

  - É claro! Ontem sofreu um sequestro. Ou melhor, uma tentativa. Por sorte conseguiu fugir. Sem contar da outra vez que quase foi levado por um desconhecido. Não pode ser simplesmente azar.
0
Comente!x

  - Cara, relaxa. O caso já está sendo solucionado e...
0
Comente!x

  Sem um pingo de paciência, com uma mão na cintura e a outra gesticulando, disparou aos berros:
0
Comente!x

  - Eu não vou esperar enterrar o Rafael para tomar a devida atitude!
0
Comente!x

  O silêncio prevaleceu graças ao peso das palavras. O delegado conhecia o amigo, então apenas retirou duas latinhas de cerveja da geladeira após desligar o fogo.
0
Comente!x

  - Café é para assuntos tranquilos. Não seria a bebida adequada para tratar especificamente desse tema.
0
Comente!x

  Ambos acomodados nas cadeiras com o delegado de olhos quase totalmente fechados, começou:
0
Comente!x

  - Il Dio é uma quadrilha responsável por tráfico humano. Aliciam as vítimas pela Internet, então pode imaginar o quão difícil foi contatá-los.
0
Comente!x

  A cerveja não foi o suficiente para acalma-lo.
0
Comente!x

  - E qual é a ligação com o Rafael?
0
Comente!x

  - Se eu fosse você não fazia perguntas cujas respostas lhe deixariam com insônia.
0
Comente!x

  - Se eu fosse você parava de enrolação porque não sairei daqui sem as respostas para cada uma das minhas perguntas. – rebateu sério.
0
Comente!x

  - Filho da puta teimoso. – havia uma certa aprovação no tom de voz apesar de lhe dar informações confidenciais – Bem, graças ao celular, descobrimos que André trabalha pra eles. Algumas vítimas são mandadas para países ocidentais, mas, em sua grande maioria, são enviadas para o Egito, Tailândia e países orientais. E daí têm de um tudo. Tráfico de drogas, de órgãos... Vi algumas fotos que só de lembrar me causam mal-estar. É por causa dessa merda que não durmo direito há dias. Aí, justo hoje, quando consigo ter o meu justo sono, você me acorda. Obrigado pela consideração.
0
Comente!x

  Não se deu conta da profundidade do cansaço do amigo por causa das falas, mas sim o gesto. Errou por centímetros a direção da latinha, deixando o líquido despejar no chão ao escorrer pela bochecha. Em circunstâncias normais se sentiria até culpado por tirar a chance do outro de descansar, porém a preocupação era maior, principalmente em virtude dos dois atentados onde facilmente poderia jamais voltar a vê-lo – e isso não permitiria de acontecer.
0
Comente!x

  - Ainda não entendi onde Rafael se encaixa nessa história.
0
Comente!x

  - Bom, meu caro Watson, o seu Rafael está na mira deles. – limpava a pele úmida pela cerveja com a toalha de mesa.
0
Comente!x

  Quase cuspiu a cerveja.
0
Comente!x

  - Como é?
0
Comente!x

  - Exatamente. Pelo o que entendemos nas mensagens, André tem uma certa influência no esquema. Conseguia desviar a atenção de Rafael, um dos alvos principais. Um rapaz gay, branquinho, pele lisa, boa arcada dentária, ruivo, bom porte físico e bilíngue como ele vale uma nota. Enquanto namoravam, André conseguia protege-lo. Agora? Não mais.
0
Comente!x

  - E por que, caralhos, não me contou nada antes? Era pra eu ter conhecimento de uma situação tão grave ao ponto da vida de Rafael estar em jogo!
0
Comente!x

  - Porque é meu trabalho e eu não sabia que tentariam e nem que tentaram sequestra-lo.
0
Comente!x

  Carregado de angústia, quis saber:
0
Comente!x

  - Demora pra pegar os caras?
0
Comente!x

  - Não tanto. Acho que em questão de trinta dias, no máximo. Tenho uma equipe lá sob o comando do Sérgio e outra aqui. Essa galera não demora para pagar pelos crimes.
0
Comente!x

  - Mais uma coisa. – pegou o celular no bolso a procura de uma foto – Descubra com o Sérgio se essa pessoa está por lá.
0
Comente!x

  - Quem?
0
Comente!x

  - Estou te mandando pelo Whatsapp. Se chama Bruno. Preciso saber se o Bruno está entre os traficados.
0
Comente!x

  - O conhece? – franziu o cenho com a curiosidade inesperada do amigo sobre o rapaz quem ainda não conhecia.
0
Comente!x

  - É amigo do Rafael. Descobri esses dias por meio de um primo dele quem impediu de Rafael ser levado que está desaparecido.
0
Comente!x

  - Tudo bem.
0
Comente!x

  - Mais uma coisa.
0
Comente!x

  - Já sei. Vou colocar dois homens para guardarem a casa do seu namorado e outros dois para vigiá-lo. Não vai acontecer nada com o garoto.
0
Comente!x

  - A gente não...
0
Comente!x

  - Nem adianta mentir porque é claro que estão juntos. Apenas ainda não oficializaram. Só me promete nunca mais me acordar nesse horário. Isso é quase um crime comigo. – choramingou.
0
Comente!x

  - Só se me jurar me levar junto quando efetuar a prisão do André. Quero assistir a cena de camarote.
0
Comente!x

  - Feito. – respondeu num meio sorriso – Agora mete o pé daqui pra eu dormir. Tranca a porta pra mim e a jogue pelo portão.
0
Comente!x

  Ao retornar pro apartamento com alguns alimentos para tomarem café da manhã, depositou as sacolas na mesa da cozinha antes de se banhar e voltar para o quarto.
0
Comente!x

  Rafael acordou às nove horas sentindo ainda o cheiro de sabonete na pele de Kalisto, quem, apesar das palavras meigas, tinha uma áurea de aflição sobre si.
0
Comente!x

  Tentou disfarçar com sorrisos e piadas, porém o outro era perspicaz. Notou que os sorrisos não chegavam aos olhos e o quanto o semblante era diferente comparado de quando acordaram juntos das outras vezes, quando não havia nada de errado, podendo apenas usufruir da companhia um do outro em harmonia.
0
Comente!x

  O observando de costas lavar a louça, foi surpreendido por uma frase a qual serviu para comprovar as suas impressões:
0
Comente!x

  - Por que não vem morar comigo por uns trinta dias?
0
Comente!x

  O questionamento apenas reforçou a sua suspeita de que havia algo de errado. Kalisto não o pressionava sobre retornarem, então por qual motivo lhe pediria aquilo?
0
Comente!x

  - Vai me fazer perguntar o que te incomoda ou você vai me contar por livre e espontânea vontade? – ajeitou o tecido do moletom erguendo as mangas.
0
Comente!x

  - Não tem nada me incomodando, amor.
0
Comente!x

  Nem um pouco convencido por não acreditar na mentira, baixou a cabeça com certa indignação. Descalço, caminhou para abraça-lo pela cintura. Encostou a bochecha nas costas para dizer carregado de sinceridade:
0
Comente!x

  - Da última vez que escondemos algo, você achou que eu havia te traído, teve um mau entendido do caralho e passamos quatro anos separados carregando mágoas. Era pra termos aprendido com essa experiência, não acha?
0
Comente!x

  Usou o tempo de finalizar o serviço doméstico para refletir.
0
Comente!x

  - Eu só quero te proteger. – secou as mãos no pano de prato.
0
Comente!x

  - Eu também segui esse raciocínio lá atrás. – distribuía beijinhos pelas costas nuas – Não serviu de nada. Apenas atrapalhou.
0
Comente!x

  - Droga.
0
Comente!x

  Segurando a pequena mão, o encaminhou para a sala, onde se acomodou no sofá com o ruivo no seu colo.
0
Comente!x

  - A notícia não é das melhores.
0
Comente!x

  - Então me deixa saber.
0
Comente!x

  Contou toda a situação com André demonstrando a sua fragilidade por Rafael não estar completamente seguro enquanto a quadrilha não fosse presa. O medo era genuíno – e poucas eram as coisas capazes de assustá-lo.
0
Comente!x

  Encostou a testa na do advogado, ambos de olhos fechados. A informação não lhe agradou, porém era necessário saber para tomar os devidos cuidados, evitando se colocar em risco. As ações poderiam ser pequenas por não ter um conhecimento mais profundo sobre o assunto. Entretanto, se preservaria da forma como podia.
0
Comente!x

  - Não vai acontecer nada comigo, meu amor. – murmurou antes de beijar a ponta do nariz.
0
Comente!x

  - Era o que eu achava até sofrer duas tentativas de sequestro.
0
Comente!x

  - Agora com essas informações posso me proteger melhor. Está tudo bem.
0
Comente!x

  - Meu menino... – ao abrir os olhos eles carregavam melancolia devido ao medo – Eu não posso te perder. Se fizerem alguma coisa contigo, por menor que seja, serei incapaz de responder por mim. Não quero correr o risco de você desaparecer ou ser ferido.
0
Comente!x

  - Eu não vou.
0
Comente!x

  - E se algo acontecer contigo?
0
Comente!x

  - E se não acontecer? Não dá pra estar sempre no controle. Também estou com medo e assustado porque não imaginava um cenário como esse, mas não adianta sofrer por antecipação. Podemos lidar com a realidade, não com as armadilhas da nossa mente.
0
Comente!x

  Desviou o olhar por não estar tão convicto.
0
Comente!x

  - Amor, me escuta. – o segurou pelas laterais do rosto para se encararem – Nada de ruim vai acontecer comigo. Durante e depois desse período de um mês, estarei assim contigo. Sentado no seu colo e nos seus braços. – o abraçou para lhe acalmar – Seu coração está batendo muito rápido. Tenta se concentrar nesse contato que temos aqui.
0
Comente!x

  - Vou tentar. Só peço uma coisa.
0
Comente!x

  - O quê?
0
Comente!x

  - Passa os finais de semana aqui. – pediu retribuindo o carinho – Me deixa te dar carona pra voltar pra casa da faculdade ao invés de chamar Uber tarde da noite. Não sou capaz de te deixar em vulnerabilidade nesse período enquanto esse assunto não for solucionado pela equipe do Miguel.
0
Comente!x

  - Tudo bem.
0
Comente!x

  Na parte da tarde almoçaram uma lasanha de frango preparada pela dupla com arroz e salada. Apesar da angústia, conseguiu se controlar mais com a presença de Rafael – e pelo rapaz aceitar o seu pedido. Enquanto degustavam de uma torta de banana com chocolate feita pelo ruivo de sobremesa, o advogado recebeu uma mensagem de áudio do amigo, a escutando de imediato com o outro.
0
Comente!x

  - Depois de recuperar o meu justo sono de beleza interrompido por você essa manhã, diga-se de passagem, tenho algumas atualizações. Mandei a foto pro Sérgio e a resposta é sim. O Bruno está por lá. Inclusive, ironicamente é o informante. Caso veja o seu namorado sendo seguido por um dos homens das fotos abaixo, não se preocupe. São policiais os quais selecionei para a proteção do Rafael e da família dele.
0
Comente!x

  - Por que o Bruno foi citado nessa conversa? – sentiu um frio na barriga por temer a resposta.
0
Comente!x

  - Porque ele também foi traficado. Está no Egito há um tempo.
0
Comente!x

  - Como é?! – gritou tamanho o choque.
0
Comente!x

  - Infelizmente. Eu já te explico essa história, mas me conta primeiro o seguinte. O seu amigo já comentou sobre um parente chamado Cauã?
0
Comente!x

  - Sim. Apesar de não serem tão próximos tem uma boa relação com ele. São primos, se a memória não me falha. Por que?
0
Comente!x

  - Foi esse Cauã quem te impediu de ser levado. Provavelmente o filho da puta te drogou para coagi-lo mais facilmente. O cara está procurando pelo Bruno.
0
Comente!x

  - É melhor entrarmos em contato com ele. Pelo menos pra não deixa-lo sem informações.
0
Comente!x

  - É o que farei agora.
0
Comente!x

  Por sorte guardara o guardanapo com o número de contato do, agora, conhecido.
0
Comente!x

  Horas mais tarde, no Oriente Médio, Sérgio constataria o óbvio.
0
Comente!x

  Estava fodido.
0
Comente!x

  O infortúnio estava no estresse do trabalho nos últimos tempos? Na viagem para um lugar onde não desejava estar? No fuso-horário responsável por mexer com o seu organismo e demorar para se acostumar? Na culinária a qual não conseguia se adequar por ser o total oposto ao que passou se alimentando a vida inteira? Foi por precisar se monitorar constantemente, já que estava inserido numa sociedade cultural onde os significados dos gestos não se assemelhavam em nada aos que conhecia? O idioma o qual sequer sabia pronunciar as sílabas adequadamente?
0
Comente!x

  Nada disso.
0
Comente!x

  O seu problema tinha lindos olhos azuis, documentos roubados para impedir a sua fuga do cativeiro e se chamava Bruno, o seu informante – e também vítima de tráfico humano.
0
Comente!x

  Só se deu conta da amplitude da enrascada quando o rapaz passou pela porta do quarto de hotel com uma série de escoriações pelo corpo.
0
Comente!x

  O seu estado não era bom. Não estava ruim ao ponto de perder a consciência ou não suportar o próprio peso. Por outro lado, se locomovia com certa lentidão, movimentando-se o menos possível para evitar qualquer tipo de dor extra. Havia alguns hematomas pelo dorso e vergões pelas costas, além de arranhões e mordidas.
0
Comente!x

  Apenas descobriu as lesões pela insistência em lhe contar, já que o mais novo resistia para não entrar no assunto. Sem energia para discutir, apenas retirou a camisa, revelando a derme castigada pelas agressões.
0
Comente!x

  - Quem fez isso contigo?
0
Comente!x

  Deitado na cama de bruços, era cuidado pelo policial, quem, ajoelhado no chão, passava um creme – solicitado pela farmácia mais próxima após pedir na recepção do hotel – nas feridas.
0
Comente!x

  - Um empresário. – contou cabisbaixo com o queixo deitado sobre as mãos – O cara é um sádico. Não chegou a transar comigo porque o tesão do desgraçado é em infligir dor em outras pessoas.
0
Comente!x

  - O filho da puta nunca ouviu falar sobre lugares adequados para as práticas do BDSM?
0
Comente!x

  - Gato, no BDSM precisa de consentimento, palavra chave para não ultrapassar os limites físicos do submisso e respeito mútuos. Qualquer coisa que fuja disso é um ato criminoso digno de ser resolvido na justiça. O escroto com quem passei cinco horas é um doente quem deveria ser preso.
0
Comente!x

  Não lutou contra a vontade de acariciar os cabelos lisos numa tentativa de lhe trazer conforto. Bruno fechou os olhos aproveitando o carinho oriundo daquele toque.
0
Comente!x

  - Não era pra você estar aqui. – Sérgio murmurou mais para si.
0
Comente!x

  - Como assim?
0
Comente!x

  - Eu queria tê-lo conhecido em outras condições. Você parece ser uma pessoa boa. Não merecia estar nessa situação.
0
Comente!x

  Deitou-se de lado para observá-lo melhor. Pelo policial ter deixado a destra no colchão devido a mudança de posição, o rapaz arriscou em encostar a ponta dos dedos nos dele, ambos apreciando a sensação e a imagem formada.
0
Comente!x

  - Nenhum de nós merecia, seu lindo. Eu vi umas coisas, ouvi algumas histórias... Tenebrosas. Vai ser difícil esquecer. – desabafou usando a face para enfatizar o quão desagradável era o conteúdo do relato.
0
Comente!x

  - Com o tempo você esquece e consegue se recuperar.
0
Comente!x

  - A parte ruim quero esquecer, sim. Não de ter te conhecido. Essa foi a única coisa boa dessa merda onde me enfiei. – a expressão suavizou.
0
Comente!x

  Não esperava ouvir a escolha de palavras. Por alguns segundos se perdeu no azul daqueles olhos perspicazes, atento a qualquer sinal de desconforto ou tentativa do outro de se afastar. Não notou nada disso. Parecia tão confortável pelo excesso de proximidade quanto o mesmo igualmente o estava.
0
Comente!x

  Temendo as ações seguintes devido ao silêncio que os tomou enquanto apenas se encaravam ansiando por algo que não saberiam muito bem distinguir o que seria, fez a menção de se afastar. Por não desejar novamente a distância, o segurou pela destra por ínfimos instantes.
0
Comente!x

  - Por que se afasta de mim? – tinha um sorriso cheio de curiosidade nos lábios.
0
Comente!x

  - Bruno... – já de pé, pressionou a região do topo do nariz com o indicador e o polegar – Há certos protocolos os quais não posso quebrar.
0
Comente!x

  - Quais?
0
Comente!x

  - Essa... – gesticulava – Essa proximidade entre a gente. Teoricamente não deveria acontecer.
0
Comente!x

  - Bem, não estou reclamando de nada. Têm câmeras escondidas, por acaso? – brincou rindo.
0
Comente!x

  - Não. – o acompanhou na risada mordendo o lábio inferior – Eu seria repreendido ou até mesmo punido pelo meu comportamento indevido contigo perante o caso.
0
Comente!x

  - Tem mais alguém por aqui? Estamos sendo gravados por imagens ou áudios?
0
Comente!x

  - Não e não.
0
Comente!x

  - Então não tem problema nenhum em ficar perto de mim. – estendeu a mão para o policial.
0
Comente!x

  A destra ficou estendida enquanto o outro refletia. Não deveria, porém queria e podia – de certa maneira.
0
Comente!x

  - Qual foi, gato? Eu não mordo. E o braço da fadinha aqui está começando a pesar.
0
Comente!x

  Rendido, pendeu a cabeça para o chão.
0
Comente!x

  - Tecnicamente eu não deveria, mas... – a segurou, logo se acomodando a centímetros do ator – Foda-se.
0
Comente!x

  Passaram as horas seguintes deitados lado a lado. Conversaram sobre inúmeros temas até serem tomados pelo cansaço. Adormeceram frente a frente num abraço reconfortante com as luzes apagadas. O responsável por agendar os encontros já havia sido avisado para busca-lo às dez da manhã no dia seguinte. Pontual, o aguardava na entrada do hotel para leva-lo de volta.
0
Comente!x

  Sérgio acordou quase no horário do outro de ir embora. Confuso e sem reconhecer bem o ambiente, mexeu minimamente a cabeça com a visão turva e acabou encostando os lábios nos de Bruno. Não era exatamente um beijo. Acontecera ao acaso, sem nenhum planejamento. Entretanto, descobriu que a textura dos lábios eram macias e se encaixavam perfeitamente nos seus.
0
Comente!x

  O ator despertou poucos minutos depois – ou, pelo menos, o evidenciou, já que acordara pouco antes de Sérgio, preferindo manter-se quieto por apreciar a sensação corporal.
0
Comente!x

  - Acredita que tive um sonho fofinho essa noite? – guardava os pertences na bolsa.
0
Comente!x

  - Qual? – em frente ao espelho, ajeitava a roupa meio amassada.
0
Comente!x

  - Sonhei que era beijado por alguém.
0
Comente!x

  Apesar do chão ser liso e sem nenhum obstáculo, a frase foi capaz de fazê-lo tropeçar enquanto ia desligar o ar-condicionado.
0
Comente!x

  - Jura? – fingiu não saber como mexer no aparelho de costas para Bruno – E... Por acaso lembra quem era? – pigarreou.
0
Comente!x

  - Juro, gato. Foi bom porque, desde que cheguei aqui, pude beijar a pessoa quem realmente queria. Por isso gostei do sonho. – sorria travesso caminhando até a porta – Espero que possamos repetir isso um dia.
0
Comente!x

  - Dormirmos juntos ou virarmos a noite conversando? – arriscou se virando para ele.
0
Comente!x

  Com a mão na maçaneta, respondeu abrindo a porta.
0
Comente!x

  - Se acha que estou me referindo a isso...
0
Comente!x

  A atravessou sem olhar para trás deixando o outro perplexo, sem saber se fora descoberto ou não.
0
Comente!x

Capítulo 14
0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Todos os comentários (0)
×

Comentários

×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Você não pode copiar o conteúdo desta página

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x