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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Casulo de Seda

Escrita porHatakesaturn & HyugaUchiha31
Revisada por Lelen

Capítulo 23

Reino do Fogo

  — O senhor mandou me chamar? — O loiro parou perto da porta assim que a mesma foi fechada por guardas do rei. Suas mãos estavam unidas em suas costas, pois por mais que não reverenciasse Madara, mantinha o mínimo de respeito perto do homem cruel.
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  — Sim. — Continuou de costas para a porta, admirando a paisagem de sua janela. O dia estava nublado e cinza do jeito que o Uchiha gostava de ver o céu. — Temos que começar a investida contra a Lua. Alguns guardas disseram que um homem os viu passando alguns explosivos para o grupo que atacava o reino da Hyuga, e é só uma questão de tempo até nossa identidade não ser mais um segredo, o homem em questão era um Namikaze, e o reino do Sol é aliado de Hinata.
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  — Mas a rainha anda com aquele cão de guarda, é impossível chegar perto dela. — Deidara travou quando o olhar sanguinário de Uchiha o mirou.
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  — Estava todo este tempo estudando a propriedade da jovem rainha, não descobriu nada, seu inútil? — A voz não oscilou, disse aquilo como se fosse uma constatação, não uma ameaça como o loiro sabia bem. — Ponha o melhor plano em prática, leve quantos homens forem necessários, mas traga-o aqui para que meu nome seja vingado.
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  Deidara deixou o local sem proferir qualquer palavra. O que dissesse não seria mesmo suficiente para mudar a decisão de Uchiha. Passou pelos corredores apressado, entrou na sala que os homens do rei descansavam entre os turnos e chamou apenas dois. Quanto menor o número, menor as chances de serem pegos.
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Reino da Lua

  Não se sentia tão segura assim há muito tempo. Sorria boba pelas palavras do moreno encantador que lhe arrancava suspiros durante o dia e gemidos à noite. Hinata era afortunada e tinha plena certeza disso olhando no fundo dos olhos tão claros quanto os seus. Puxou a mão do moreno, que estava enlaçada à sua desde o início do passeio pelo jardim florido, o chamando para o coreto há muito esquecido pelos guardas.
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  O dia estava fechado e com o sol escondido, a Hyuga nunca faria aquele passeio que combinava perfeitamente com um dia ensolarado, mas seu noivo havia insistido em fazê-lo para animar a amada, que em meio a tantas adversidades quase não conseguia tempo para aproveitar o jardim que tanto admirava, ao lado de seu guarda.
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  O local afastado da parte mais arborizada não estava abandonado, entretanto, não recebia uma única visita há muito tempo. Hinata apertou Neji contra os balaústres que cercavam o pequeno círculo com o piso de pedras. Ficou rente ao corpo do moreno e ameaçou deixar um beijo em seus lábios, mas fugiu assim que o guarda fechou seus olhos, correu para o lado contrário do coreto e Otsutsuki fez o que Hinata havia feito minutos antes, pressionando-a contra a estrutura do lugar.
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  Diferente de Hinata, Neji selou seus lábios aos da noiva com urgência, erguendo-a e colocando-a sentada no guarda corpo, encaixando a cintura no meio de suas pernas grossas, fazendo um carinho mais quente e proibido ao ar livre. O ar começava a faltar em ambos, os apaixonados perderam-se no tempo, entre uma carícia e outra, entregavam-se ao amor que sentiam esquecendo-se do mundo fora da bolha que construíram.
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  Contudo, nada poderia impedir o suspeito com um objetivo, Hinata foi tirada dos braços de Neji em um rompante, fazendo-o se assustar e olhar mais atento vendo a figura masculina mascarada em sua frente segurando sua noiva, levou a mão até a cintura rapidamente, mas estava sem sua espada, como? Quando foi que a tirou de sua bainha? Lembrou-se quando a deixou em cima da cama, pois como em tantas vezes, não precisaria, estavam dentro do castelo, cheio de guardas. No entanto, naquela tarde, a única em que ele negou seus instintos apenas para aproveitar o tempo com sua amada, foi o dia em que foi pego de surpresa.
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  — Neji! — Hinata gritou e Otsutsuki se desesperou indo atrás dela, puxou o homem encapuzado fazendo com que a rainha caísse no chão e logo foi segurado por dois outros homens por detrás dele, um empunhando uma adaga em seu pescoço e o outro apenas o segurava pelos braços.
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  — Me levem, deixem a rainha. Me levem, por favor! — o general implorava afoito, não deixaria que levassem Hinata.
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  — Neji, não! — Ela tentou se levantar, no entanto, Neji a interrompeu.
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  — Hinata, fique calma… — Os olhos da Hyuga já estavam cheios de lágrimas e ela não teve escolha, a não ser ver, de forma embaçada pela água em seus olhos, Neji ficando cada vez mais longe de si.
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  Hinata gritou o mais alto que pôde, a dor lhe rasgava o peito, Neji tinha sido tirado de si e sua mente começou a trabalhar imaginando cenas onde mandavam a cabeça de seu noivo como prêmio de consolação. Um guarda a achou gritando no jardim e a levou para dentro, onde Temari e Tsunade correram ao escutarem o choro agudo da amiga. Tentaram acalmá-la para ela conseguir dizer o que estava acontecendo, um copo de água, chá, ela não queria nada, queria apenas uma coisa: Neji Otsutsuki.
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  — Neji! — ela gritou. — Ele foi levado… — ela disse entre um soluço e outro.
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  — Por Deus, achem o general, agora! — Temari gritou para os guardas presentes e eles trataram de se movimentar.
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  Um pelotão saiu a cavalo em busca de Neji, outro a pé para buscar pelas redondezas do castelo. O conselho foi chamado por Tsunade e ela repassou o que tinha acontecido, Shikaku traçou uma estratégia de busca em tempo record e passou as instruções para seu filho, Shikamaru, já que o pelotão do Nara mais novo era especialista em busca e resgate. Guardas foram colocados em toda a propriedade do castelo para proteção da rainha, que estava em frangalhos. As amigas conseguiram levá-la para o quarto e com o passar do tempo, a Hyuga conseguiu respirar normalmente e cessar seu choro, sentia sua garganta doendo de tanto que gritou, seus olhos ardiam e seu corpo doía de forma inexplicável. Tsunade e Temari ficaram com ela até ela dormir, acabando por dormir também, abraçadas, talvez fosse o que ela precisava, calor humano para não se sentir tão sozinha, mas as duas loiras tinham esperança, os soldados iriam achar Neji.
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  — Neji? — Sentou-se na cama observando ao seu redor.
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  Tsunade à sua esquerda movimentava a mão pelos olhos, esfregando o local tentando acordar. Do outro lado, Temari ainda vestindo espartilho e toda a roupa que usou no dia anterior, como Hinata e a Senju. Ainda vestia seus sapatos e entendia perfeitamente o porquê disso. Nada mais era suficientemente importante em sua vida, já que grande parte dela foi arrancada de si ontem.
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  — Está tudo bem? — A Sabaku despertou ao notar o olhar vidrado da morena em direção a penteadeira. Havia sido difícil fazê-la dormir. Mesmo não sabendo como Hinata ia acordar, estavam dando um passo de cada vez para não deixar a amiga desmoronar até que alguma notícia do paradeiro do Otsutsuki chegasse.
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  — Claro que ela não está bem, Tema! — Tsunade passou a mão pelas costas da Hyuga tentando tirá-la de seus pensamentos.
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  — Não foi um pesadelo — constatou chorosa. Apertou seus olhos e as unhas na própria coxa sentindo mais uma vez seu mundo desmoronar. Sua cabeça latejou e o sangue em sua boca se fez presente, mal notou que mordia seu lábio com tanta força e mesmo assim não chegava perto da dor que habitava seu coração.
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  Abriu os olhos claros fitando o teto e percebeu a luz que invadia seu quarto. Olhou para a janela e pensou que os deuses também não estavam felizes por um casal que se amava tanto não estar junto. O cinza das nuvens contrastava com o verde do topo das árvores ao longe, as gotas de chuva grossas caíam em abundância, mostrando ao reino que, assim como sua rainha, o céu também chorava.
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[...]

  Do café da manhã ela não se recordava, depois de ouvir Shikaku Nara relatar que seu filho ainda procurava por Neji, Hinata se viu atenta a toda movimentação de guardas pelo corredor. Mesmo sentada ao lado de suas amigas, não conseguia parar de pensar que alguma notícia poderia chegar a qualquer minuto, boa ou ruim, seu desjejum se tornou a última coisa que ela deveria prestar a devida atenção.
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  No almoço, foi obrigada a comer uma torrada com chá, já que não havia tocado em seu prato, suas amigas barganharam até fazê-la comer alguma coisa. Elas não entendiam? O amor de sua vida estava correndo perigo, sabe-se lá em que buraco, em algum lugar desconhecido do mundo, perto, longe, ferido, bem, com sede, fome? Eram tantas possibilidades que Hinata mantinha a angústia em seu peito e um bolo em sua garganta. Mantinha-se da melhor forma possível e quando finalmente as amigas a deixaram sozinha, manteve Haru fora da biblioteca.
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  Pegou um livro tentando não imaginar mais coisas, pois sabia que era bobagem sofrer por antecedência. Mesmo podendo ser engano, sentia em seu íntimo que veria os olhos claros mais uma vez. Fechou seus olhos deixando cair mais algumas lágrimas, levou a mão que pousava no livro e levou aos lábios, lembrando do último beijo, do primeiro, de todas as vezes que fora dele, e o imaginou ali fazendo uma empregada tremer com sua voz autoritária, ou apenas conversando com sua rainha, sentia tanta falta do seu guarda, que estava longe de si há um dia, e mesmo assim tentava afastar o pensamento da possibilidade de viver uma vida inteira sem ele.
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[...]

  — E como a rainha tem passado seus dias? — Jiraya perguntou ao entrar na biblioteca, onde Tsunade revia alguns pergaminhos.
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  — Boa tarde, senhor Namikaze.
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  — Já falei para me chamar apenas de Jiraya, princesa.
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  — Só se me chamar de Tsunade. — Ela curvou os lábios e o grisalho assentiu. — Hinata está se isolando, a falta de notícias a deixa apreensiva, o medo está tomando conta dela.
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  — Ela não pode se deixar levar, é isso que eles querem.
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  — Eu sei, eu e Temari estamos preocupadas, mas ela nos pediu para tomar conta do reino por enquanto. — Ela o olhou nos olhos e em seguida voltou a olhar os documentos.
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  — Entendo, acredito que em breve teremos notícias melhores. — O homem sentou-se na poltrona do outro lado da mesa de madeira e admirou a loira em frente a si. — Já disseram que seus olhos parecem com o pôr do sol? — A Senju levantou a cabeça com as bochechas vermelhas, tais quais pimentões. Era a primeira vez que alguém mexia com ela dessa forma depois de perder o grande amor, Dan. Sentia as borboletas no estômago agitadas, ela não conseguiu desviar o olhar dos olhos negros do homem, parecia estar hipnotizada. Algo nele era misterioso e ao mesmo tempo curioso.
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  — É a primeira vez. — Olhou para baixo, tentando continuar lendo o pergaminho, mas a verdade era que nem conseguia mais se concentrar no contexto daquelas palavras. Ele a deixava nervosa, como nunca havia ficado.
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  — Quando vou poder levá-la para o passeio de agradecimento? — Levantou-se indo em direção a porta.
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  — Assim que Hinata voltar a assumir seus compromissos.
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  — Não poderei ir embora até lá, então… — A frase do homem fez ela sorrir, assim como ele que curvava os lábios já de costas. — Nos vemos no jantar. — Cruzou a porta, deixando a Senju sozinha novamente.
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  Poucos minutos se passaram até que mais uma vez sua paz foi interrompida. Não precisou olhar para saber que uma Temari risonha entrou no local. Sentia o olhar da princesa da Areia em cima de si, e pelo canto dos olhos castanhos claros sabia que a No Sabaku estava de braços cruzados e impaciente por respostas, mas primeiro, Tsunade esperaria as perguntas.
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  — Fale de uma vez. — Não parou um único segundo de analisar a carta de seu tio, que contava as novidades sobre suas terras e o envio de mais cem homens para as buscas do guarda real de sua amiga.
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  — Não há nada a falar… — Sentou na cadeira a frente da loira da Folha. — Só observei mesmo…
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  Uniu suas mãos sobre o documento e fitou a Sabaku.
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  — E vai falar o que viu?
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  — Para você? Não… — Observou as próprias unhas antes de continuar. — Para Hinata, quando tudo isso passar? Talvez…
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  — Ouse… — A veia conhecida em sua testa saltou, Tsunade estava pronta para voar em Temari. Não seria chantageada.
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  — Ou o quê? Me expôs na primeira oportunidade.
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  — E posso fazer mais, se essa linda boquinha não ficar fechada. — Sorriu arrogante da cara que a princesa fez. — Ou acha que não sei dos corredores que o Nara faz a ronda, acompanhado por uma certa princesa?
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  — Não ouse… — Temari sentiu seu sangue gelar nas veias. Não precisava de ninguém falando de si pelos corredores.
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  — Então, temos um acordo? — Esticou a mão direita por cima da mesa, esperando a Sabaku.
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  — Sim, temos um acordo. — Tentou devolver na mesma moeda a vergonha que a Senju a fez passar e acabou com mais um segredo seu na mão da loira. — Mas não pense que vai esconder isso da Hina.
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  — Se der certo e quando tudo passar, eu mesma falo com minha amiga.
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📌 Olá, leitores! É um prazer estar por aqui colaborando com uma história que amo! Intensidade, um amor que sufoca e algumas piadinhas são sempre o que procuramos trazer para vocês em nossas histórias e espero que gostem muito. É maravilhoso ter uma gêmea da escrita, nós literalmente compartilhamos um neurônio, acreditamos que as vezes até mais hahaha
Aproveitem a leitura ☺️
HatakeSaturn e HyugaUchiha31 🪢


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