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Escrita porRay Dias
Editada por Natashia Kitamura

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N/A Fixa: Olá leitora, se você gosta das minhas histórias e gostaria de saber mais sobre meu processo criativo e/ou me conhecer, eu tenho um convite para você! Entre no meu grupo de leitoras no whatsapp e me siga no instagram @escritoraraydias! Aguardo você, ansiosa para conhecer as amoras que leem meus pequenos universos! ✨💖

Ouça aqui a playlist da história


34.

Tempo estimado de leitura: 42 minutos

  %Lara% teve uma reunião produtiva com os diretores e com sua equipe e, havia acabado de descer para comprar café e lanches matutinos em uma cafeteria adorável que havia no outro lado da rua da empresa. Ela foi até lá apenas para pedir que entregassem na Big Hit aquele pedido. Não só ficou preocupada se Yoongi havia comido algo, como também queria agradar Taehyung e já que faria pelos dois, comprou um combo para todos os membros do BTS. Estava voltando para o prédio da empresa, quando olhou no relógio: nove e meia.
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  — Ai minha nossa, me atrasei para encontrar o ahjussi Si Woo e sua filha! — %Lara% cochichou.
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  Apressou os passos novamente em direção à entrada principal da Mangaká, quando notou um pequeno tumulto de um dos porteiros da fachada com duas pessoas: um senhor e uma jovem cadeirante. Aquilo chamou sua atenção e só após se aproximar, ela reconheceu o motorista do táxi tentando explicar algo para o funcionário que apenas negava e apontava para o homem o outro lado da empresa.
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  — O que está acontecendo aqui? — %Lara% indagou parando perto dos três.
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  A pré-adolescente que estava cabisbaixa em sua cadeira ergueu o olhar para a mulher e seus olhos brilharam ao notar que era %Lara%. A escritora sorriu pra ela, mas logo voltou-se ao funcionário:
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  — Me explique por favor, qual o problema?
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  — Senhorita %Diias%, é que este senhor disse ter uma reunião com a senhorita e eu indiquei que ele deveria entrar pela porta lateral, mas ele insiste que foi informado que deveria seguir por aqui.
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  — Bom dia, ahjussi. — %Lara% olhou ao motorista e sorriu simpática o cumprimentando, e logo lançou um olhar cortante para o funcionário da empresa enquanto pedia ao pai da garota: — Me desculpe por isso! Certamente este funcionário foi mal instruído já que eu não posso acreditar que a empresa incrível onde trabalho há anos, tenha ordenado uma ação tão discriminadora dessas!
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  — Co-como? — O funcionário perguntou aturdido.
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  — Chang foi quem orientou o senhor Si Woo e sua filha Bong Cha a virem e entrarem como todas as pessoas, pela porta da frente. O fato de você dizer que ele deveria entrar com sua filha pela porta lateral, local em que eu sei que é a passagem para carros e descarregamentos da empresa, pode ser considerado discriminação por Bong Cha ser uma pessoa cadeirante. Por favor, me diga que eu estou enganada ou do contrário, terei que ir pessoalmente ao andar da presidência fazer justiça quanto a isso!
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  %Lara% comentava tudo de maneira elegante e polida, mas ao chegar no final da frase seus olhos e entonação de voz deixavam claro o descontentamento e a revolta da escritora com o que presenciava.
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  — Perdoe-me senhorita %Diias%, acho que cometi um erro com as informações recebidas. — O porteiro comentou.
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  — Peça desculpas aos nossos ilustres visitantes de hoje.
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  — Ah... Claro! — O funcionário direcionou-se ao pai e à menina e abaixava-se em reverência pedindo: — Me desculpe senhor, me desculpe senhorita! Por favor, perdoem minha inabilidade, queiram entrar!
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  %Lara% deu uma última encarada brava para o funcionário e desceu seu olhar agressivo para o crachá do homem lendo seu nome e deixando-o assustado. Em seguida ela sorriu para os visitantes e se colocou atrás da cadeira de Bong Cha empurrando para dentro e conversando com eles.
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  — Ah, por favor, eu faço isso, senhorita %Diias%! — Si Woo comentou tentando impedi-la de empurrar sua filha.
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  — Não, não. O senhor está aqui a meu convite então apenas deixe que Bong Cha seja guiada por mim. Não se preocupe ahjussi, divirta-se também! — %Lara% comentou deixando o homem sem graça e a filha dele não parava de virar o pescoço para trás, deslumbrada de estar com a sua ídolo ali. %Lara% notou o brilho de admiração nos olhos da garota e sorriu animada ao dizer: — Eu vou apenas avisar ao meu agente que vocês já estão aqui embaixo e que eu vou guiá-los agora, ok?
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  Os dois assentiram e %Lara% caminhou, na opinião de Bong Cha como uma modelo linda em seu vestido fofo. E enquanto %Lara% trocava palavras com o recepcionista da Mangaká, Si Woo observava encantado com o rosto de sua filha.
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  — Está feliz não é, minha pequena Cha? — Ele abaixou-se com um largo sorriso passando a mão nos cabelos da menina, um tanto emocionado por vê-la sorrir de novo.
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  — Esse é um dos melhores dias da minha vida, appa! Ela é tão... Tão linda! E o senhor viu como ela nos defendeu? Minha nossa, ela é mesmo tudo o que eu vi na TV e na internet appa! — Bong Cha comentou animada e segurando o choro: — Eu quero ser como ela quando eu crescer appa! Como ela, e como a mamãe! A mamãe ia adorar estar aqui...
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  — Ela iria, Cha... — O pai suspirou logo mudando o assunto se aproveitando do retorno da escritora: — Olha, ela está voltando.
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  — Bem, antes de iniciarmos deixem-me saber se já tomaram café da manhã. Gostariam de comer algo?
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  — Eu estou até sem fome de tanta ansiedade, unnie! — Bong Cha comentou animada apertando ainda mais nos seus braços, um caderno que segurava.
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  %Lara% riu junto ao senhor Si Woo.
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  — Não precisa se preocupar senhorita %Diias%, pode nos mostrar o que preferir primeiro...
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  — Sendo assim eu deixarei o melhor para o final, tudo bem?
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  — E qual é o melhor, unnie?!
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  — O meu setor é claro, a minha equipe! — %Lara% comentou piscando.
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  — Appa! — Bong Cha exclamou animada puxando a mão do pai e balançando eufórica: — Eu vou conhecer todos eles, appa!!!
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  — Hahahahaha — %Lara% riu empolgada — Você conhece mesmo tudo sobre nós?
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  — Claro! Eu até sigo a sua equipe no instagram!
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  — Minha nossa, então vamos logo senhor Si Woo! Ela com certeza vai querer passar mais tempo com o team 77!
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  — Unnie! — Bong Cha perguntou enquanto %Lara% empurrava a cadeira dela: — O Song Hiro está aqui também?
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  — Claro! O Hiro vive grudado no Chang e eu, Bong Cha! Você gosta dele?
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  A garota ruborizou e fez sinal afirmativo com a cabeça.
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  — Eu acho o Hiro muito fofo e divertido, unnie! É muito bonito, também!
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  — Ele é mesmo, Bong Cha! Espere até conhecê-lo!
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  Si Woo riu ao notar a filha pré-adolescente pela primeira vez desde a morte da mãe tão animada, e falando de garotos bonitos na frente dele ainda por cima!
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  Os três foram guiados por %Lara% por todo o prédio da empresa. A escritora apresentou os setores criativos de cada gênero de mangá da empresa, algumas equipes estavam trabalhando no sábado, outras não, por causa do esquema de escalas, mas mesmo assim eles puderam visitar as salas. Uma das preferidas de Bong Cha foi a sala dos desenhistas, que era igual em todos os setores.
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  — Uwa, unnie! Esta é a sala de criação dos desenhos? — Ela comentou assim que visitou a primeira.
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  — Sim! Vamos entrar mais! Você já viu uma mesa de desenhista?
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  — Só na internet... Unnie, mas sendo inclinada assim é confortável?
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  — É sim! Foi desenvolvida para manter a postura do profissional mangaká mais saudável. Bom, lá em cima, o Hiro pode te falar e mostrar tudo da nossa sala de desenhos. Toda a estrutura das salas dos times aqui da Mangaká são iguais, Bong Cha. Só muda a decoração que cada equipe vai acrescentando com o tempo. O legal de visitar cada setor é justamente isso: você vai ter acesso às decorações de cada ambiente. Aqui, acreditamos que para os criadores entrarem cada vez mais dentro do gênero que escreve, eles precisam estar imersos no sentimento, na atmosfera...
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  — Ah! Por isso que essa sala tem tantos desenhos infantis na parede? Parece até uma escolinha!
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  — Isso mesmo! Aqui é o setor da equipe 11. A Mangaká começou no mercado como uma empresa que escrevia mangás do gênero kodomo* e produzia animes infantis para a primeira infância. Isso, claro, lá no Japão! A sede de lá é incrível, Bong Cha! Já tive a oportunidade de visitar há alguns anos. E bom, sendo a menina dos olhos da empresa, o nicho do infantil recebe este primeiro lugar e portanto, o primeiro andar da empresa.
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  — Então cada time é numerado conforme o andar e a ordem que a empresa começou o gênero?
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  — Exatamente!
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  — Senhorita %Diias%... — O senhor Si Woo, interessado e curioso pelo universo, perguntou algo que não sabia, mas talvez, se fosse mais “curioso” com o hobbie de sua esposa e filha, já soubesse por elas antes: — Pode nos dizer quantos gêneros de manhwas existem e qual a diferença entre os mangás japoneses e os manhwas coreanos?
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  — Appa! Finalmente está se interessando por isso, não é? Mamãe e eu falamos que era divertido! — A jovem Bong Cha comentou orgulhosa e animada e em seguida direcionou o reforço da pergunta para %Lara%: — Apesar de ter uma ideia, eu gostaria muito de ouvir de uma profissional, unnie!
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  %Lara% sentou-se em uma cadeira perto da garota e ofereceu ao pai dela que se sentasse também.
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  — Com certeza, o Song Hiro, Eun Hee e Yoona são as melhores pessoas para te contar tudo o que quiser saber entre os diferentes tipos de história em quadrinhos, a história dos manhwas coreanos e tudo o mais. Eu aprendi muito do que sei aqui na empresa, na verdade. Sempre fui mais escritora e roteirista do que mangaká. Mas... Eu posso responder essa pergunta.
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  — Mal vejo a hora de conhecê-los! Acho que uma manhã vai ser curta para todas as minhas perguntas!
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  %Lara% e o senhor Si Woo sorriram pela empolgação contagiante da garota.
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  — Primeiro... A diferença entre o mangá e o manhwa basicamente está na sua origem cultural. Recebem nomes diferentes devido sua localidade: no Japão as histórias em quadrinho são os mangás, na China, os manhuas, na Coreia, chamamos manhwas e no Brasil... Você sabe?
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  Bong Cha negou com um aceno de cabeça, silenciosa, e seus olhos se arregalaram em expectativa.
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  — No Brasil, nossa língua é variada então tanto chamamos de “HQ”, sigla que define no português “História em Quadrinhos”, como também chamamos na nossa raiz cultural mais original, e popular no século passado: revistinha ou gibi.
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  — Djebe? — A menina tentou pronunciar a palavra em português no sotaque coreano.
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  — Quase isso... — %Lara% sorriu porque a pronúncia era parecida, mas puxou um bloco de notas e uma caneta da mesa próxima e escreveu em português mostrando para eles a palavra, no entanto pronunciando “Gibi”.
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  — Se eu lesse isso diria que está escrito “Djalbaí”. — Bong Cha leu como se pronuncia na Coreia e comentou — Puxa o mundo é mesmo imenso!
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  — E o português é uma língua difícil, minha filha! — Si Woo comentou para a mais nova, e voltou a atenção para as explicações de %Lara%. — Mas essa é a única diferença? O local onde é escrito?
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  — Não ahjussi! Tem também o traço de cada estilo cultural, a diagramação, o número de capítulos por livro... Cada país tem digamos... Seu manual de estilo para histórias em quadrinhos. No Japão, a leitura é da direita para a esquerda nos mangás, mas aqui na Coreia e no Brasil por exemplo, não. O mangá é em preto e branco, o nosso manhwa é colorido assim como no Brasil e na China... Também na China, o manhua geralmente é edição única. Já os demais podem ter vários volumes de uma mesma história... Hm... Deixa-me pensar o que mais...
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  %Lara% mordeu o lábio pensativa e recordou-se:
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  — Ah! Uma boa curiosidade é que a Coreia tem uma grande publicação de manhwas por webtoons, ou seja, em formato online. E a venda dos quadrinhos aqui equivale a aproximadamente 25% da venda de livros no país! E entre tudo isso, a principal diferença dos três, está nas narrativas, é claro! O mangá incorpora mais às histórias do gênero fantasia e sobrenatural. Os manhuas tem como preferência relatar a historicidade e características do povo chinês, e portanto, são populares as narrativas de artes marciais e sempre enaltecendo nas tramas o cavalheirismo. E quanto aos nossos manhwas...
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  — Iiiih, appa! Nós já temos quase tudo, não é unnie?
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  — É sim, Bong Cha! A cada ano os gêneros e os enredos são mais enriquecidos com a influência da sociedade coreana. É como ocorre nos doramas, senhor Woo. Antigamente, os dramas históricos eram mais populares, atualmente eles apresentam mais a cultura da nação, trazendo debates da própria sociedade como diferença de classe, os preconceitos, o excesso de trabalho, as castas... Não é? — O senhor Si Woo concordou silenciosamente e %Lara% continuou: — No universo dos quadrinhos temos percebido que a variedade de temas também tem aumentado, apesar do sucesso dos clichês e da concentração de manter as narrativas invocando a beleza da cultura coreana. Mas vocês também querem saber quantos são os gêneros de classificação de manhwas, não é?
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  — Eu gosto mais dos Tchungnyun, apesar de serem destinados ao público jovem adulto... — Bong Cha comentou sem qualquer vergonha.
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  — Isso é história adulta?! — O pai perguntou preocupado.
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  — Calma, appa! A mamãe me ensinou a identificar que tipo de Tchungnyun eu posso ler pela tarja classificativa na capa! Ela falou que eu posso ler os de tarja amarela, onde apesar da idade indicada ser maior que a minha é como se fossem as histórias de transição da adolescência para o mundo adulto. Não tem nada erótico neles.
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  %Lara% riu com a interação entre pai e filha e ela reforçou para o pai:
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  — Os gêneros nos quadrinhos coreanos seguem a faixa etária e para qual público destinam-se. É diferente da literatura tradicional ocidental por exemplo, onde temos uma variedade de gêneros. É como a Cha disse, o gênero é mais pela classificação de quem lê do que pela própria história. O gênero Tchungnyun, é destinado aos jovens adultos, como ela bem disse. O Sonyung é destinado aos garotos e o Sungjeon às garotas, esses dois além desse recorte do público também vão se diferenciar pelo estilo de história. Tem o gênero Ttakji que é voltado para as histórias de aventuras e particularmente publicadas na década de 50 com ambientação Ocidental. E por fim, o Myeongnang que são as histórias destinadas às crianças. Este, é o gênero foco do setor 11, como eu comecei a apresentar a vocês.
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  — Ah, então são... — O ahjussi Si Woo contou nos dedos repetindo na tentativa de aprender as pronúncias e fazendo %Lara% e Bong Cha acharem muito fofo o seu interesse — Cinco gêneros: Myeongnang das crianças, Sonyung dos meninos e Sungjeon das meninas diferenciados por tipo de história e classificado em idade, o Tchungnyun que é para jovens e adultos e esse Ttakji que é como se fossem historinhas clássicas e estrangeiras. Não é?
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  — Muito bem ahjussi Woo! O senhor entendeu direitinho! — %Lara% comentou piscando para a menina que fez um “joinha” para o pai e sorria animada.
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  — Mas unnie... Sobre o primeiro andar... Por que o setor do gênero começa no “Eleven” (11) e não no “One” (01)?
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  %Lara% riu ao confessar aquela curiosidade da Mangaká:
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  — O presidente da empresa tem uma superstição de que os números não podem começar com “zeros” por causa da energia do número, por isso, o numeral de cada equipe é dobrado para duplicar a energia de prosperidade dele. Por isso, “One-one” (11), “Two-two” (22), “Seven-seven” (77) e assim por diante... — %Lara% riu e Bong Cha olhou para seu pai como se o perguntasse o que achava daquilo.
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  — Até que faz sentido... O “zero” é o vazio, já 1+1, 1x1... Resultam no próprio 1. E se pensarmos em termos de divisão, se um número é dividido por ele mesmo, não dará resultado zero. É uma superstição que faz até algum sentido matemático. — O Sr. Si Woo respondeu sábio à filha.
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  — Nunca achei que falaria de matemática dentro de uma empresa de quadrinhos! — A garota comentou revirando os olhos porque odiava a matéria.
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  Os mais velhos riram do comentário e %Lara% continuou:
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  — Outra coisa legal é que cada sala de criação tem não só a atmosfera decorativa imersiva, mas as músicas que tocam ajudam os mangakás a entrarem no clima criativo certo para cada gênero, desde os aromatizadores e até os lanches são pensados para isso!
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  — Minha nossa, Unnie! Que coisa fantástica!
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  — É, é sim! E o melhor é que para cada setor o líder de equipe junto com sua equipe, claro, é que vão construindo isso. O que permite que as ideias e a atmosfera dos ambientes sejam constantemente renovadas. O Hiro, por exemplo, adora quando estamos na temporada de planejamento do escritório porque ele pode colocar muitas ideias malucas no setor. Teve uma época que o bloqueio criativo do nosso primeiro manhwa pegou forte!
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  %Lara% começou a contar:
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  — Chang tinha acabado de ser promovido a líder de equipe e éramos todos um time recém formado. Eu, recém contratada, os outros, já participavam da empresa, mas em outros setores e foram remanejados para equipe 77. O nosso primeiro manhwa de romance se chamou “Jung Ho e a Rosa de Sharon”. Você já leu?
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  Bong Cha assentiu que sim e, animada começou a dizer a sinopse como se fosse uma narradora e uma atriz, com a mão em postura de microfone, e cheia de caras e bocas a garota contava:
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  — Jung Ho é um general sul-coreano que enquanto esteve lutando pela nossa forte nação perde esposa e filha sequestradas por generais inimigos. A Rosa de Sharon que é o símbolo da nação coreana era também o símbolo do amor daquela família. O que Jung Ho não sabia, era que sua esposa era também uma guardiã da paz no país, e por isso, ela nascera com um sinal mágico em sua pele. Apenas descendentes dos guardiões da paz nasciam com a Rosa de Sharon no corpo. Jung Ho descobriu anos depois de sua busca por esposa e filha, que ambas haviam morrido, mas não apenas esta desgraça recai sobre o nosso herói! Sua filha, Yunah não era sua legítima filha! Trocadas na maternidade, a verdadeira descendente guardiã estava viva! Oh céus, onde estaria a verdadeira filha de Jung Ho!
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  Bong Cha dizia com a mão na testa em postura dramática. Seu pai a encarava com olhos arregalados e expressão curiosa de quem estava absolutamente interessado no drama contado pela filha e %Lara% observava a garota talentosa para artes cênicas com um grande sorriso orgulhoso e se divertindo com a menina que continuou:
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  — E assim, nosso general Jung Ho fortalece-se em coragem e com esperança continua a perseguir o paradeiro de sua verdadeira criança tendo como pista o símbolo mais importante de todos: a marca da Rosa de Sharon!
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  Si Woo viu a pose final da filha com a mão e olhar erguidos ao alto e saiu do seu transe de interesse pela história, soltou uma lufada de ar com um sorriso comentando:
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  — Minha Bong Cha é uma atriz e como eu não percebi mais este talento, huh?
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  — Muito bom, Cha! — %Lara% comentou rindo e batendo na palma da garota — Você é uma ótima narradora!
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  — Eu treino bastante! Quero ser mangaká e escritora como você quando crescer, então, saber guiar a atmosfera de uma história é importante! Eu vi isso na sua entrevista do ano passado.
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  — Mas ano passado eu só dei entrevistas em português para canais e mídias brasileiras e algumas poucas do Youtube na Coreia... — %Lara% comentou espantada.
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  — Eu sou mesmo sua fã, unnie! — Bong Cha comentou orgulhosa.
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  — Eu me sinto lisonjeada! — Ela sorriu acariciando o rosto da menina e batendo palmas em seguida continuou: — Mas como eu dizia... Nós estávamos produzindo este manhwa, e a equipe conhecia-se pouco, ainda não estávamos tão entrosados, e particularmente, eu era a mais deslocada entre todos porque era funcionária há menor tempo. Então, na primeira reunião de planejamento do setor, o Hiro, como eu falava das ideias malucas dele, sugeriu que contratássemos um violinista clássico para tocar na sala de criação uma vez por semana assim entraríamos na vibe de tristeza e no clima de um drama mais adulto que a história pedia...
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  — E vocês contrataram?
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  — O Chang foi um tanto relutante no início, mas optou por tentar. Deu certo! Claro que, às vezes a gente sofria tanto que até chorava contando a história do Jung Ho, mas aos poucos... As coisas foram se ajeitando. O manhwa acabou se destacando entre o público feminino adulto, e por muito tempo nosso setor ficou focado nesse público até vir o...
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  — Garota Ocidental! — Bong Cha comentou animada, o título de autoria da %Lara%.
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  — Isso mesmo! — A escritora sorriu e curiosa perguntou: — Como você começou a ler nossas histórias? Acho que não foi por minha causa, não é? “Jung Ho e a Rosa de Sharon” é mais antigo e geralmente não é lido por pré-adolescentes...
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  Bong Cha e o pai se olharam cúmplices e o senhor Si Woo comentou no lugar da filha, que havia abaixado a cabeça.
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  — A mãe de Bong Cha... Ela... Ela lia muitos manhwas. Era o hobbie dela e foi assim que a minha Cha começou a ler.
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  — “Jung Ho e a Rosa de Sharon” era o favorito dela. Foi a mamãe que me ensinou a ler e gostar dessas coisas. Era o sonho dela ser uma mangaká também, mas... Ela nunca pôde então, isso era uma coisa meio nossa, sabe? Ela dizia que eu poderia ser uma grande escritora se eu quisesse. Nós gostávamos de ler juntas. O “Garota Ocidental” surgiu quando... — A menina sentiu a voz embargar.
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  — Tudo bem Cha, não precisa me dizer, querida! — %Lara% falou tocando a mão da garota e sentindo-se mal por fazê-la reviver aquelas memórias.
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  — Não, tudo bem. Eu quero contar! Eu preciso! A mamãe... Ela ficou muito doente. Enquanto estava no hospital eu levava os manhwas para ela ler. O papai sempre comprava o que ela pedia. Quando “Garota Ocidental” surgiu, ela já estava bem desanimada e fraquinha por causa do tratamento, mas ela me disse que era uma linha editorial para mocinhas sonhadoras como eu, uma nova aposta da Mangaká e que a escritora era estrangeira. Ela disse que nada era impossível, porque se uma brasileira estava conquistando o mercado de manhwas coreanos apesar do preconceito da nossa sociedade, então uma linda coreaninha cadeirante também poderia! Mamãe me fez olhar para você e sua história com esperança... Acho que ela já sentia que eu não teria mais ela por perto para me espelhar, então, ela pediu que eu começasse a ler aquele manhwa. O papai comprou a primeira edição e todos os dias eu ia ao hospital ler com ela. Foi a nossa última leitura juntas...
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  %Lara% não conseguia mais conter as lágrimas. Não conseguia evitar abraçar Bong Cha que também chorava. Jamais imaginou que haveria tanto significado em seu trabalho para aquela família.
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  — Uau, Cha! — %Lara% comentou depois de respirar fundo e limpar as próprias lágrimas — Você me fez ser a sua fã agora. Sua mãe estava certa quando disse que você será uma grande escritora e que não há nada que você não possa fazer, ok? E saiba que pode contar comigo para continuar sendo a sua esperança. Vou levar a sua história em meu coração por toda a minha vida!
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  — Obrigada unnie! — Bong Cha comentou enxugando as lágrimas.
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  %Lara% tocou o ombro do ahjussi Si Woo apertando-o em sinal de condolências e se levantou em seguida, mudando o clima do ambiente.
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  — Mas vamos, vamos! Ainda há muito para ver! Que tal conhecer o setor 22 agora? O nosso setor das histórias Sonyung para os meninos da sua idade e é o primeiro andar onde estão os manhwas de suspenses e terror!
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  — Ai nossa, podemos começar pelo terror! Appa! Nada de ficar de fora! — Bong Cha advertiu ao pai e comentou para %Lara%: — O Appa morre de medo de histórias e filmes de terror!
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  Bong Cha e Si Woo sentiram-se muito acalorados pela receptividade e simpatia da escritora durante todos os percursos dentro da empresa. Ficaram maravilhados com cada setor visitado e principalmente com as salas criativas! Realmente, a sala do thriller deixou o senhor Si Woo um tanto ansioso para saírem rápido dali.
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  Dos setores criativos visitados ou como a empresa se referia: “os times/teams”, Bong Cha e Si Woo descobriram que não só dividiam-os pelas classificações tradicionais dos manhwas coreanos como %Lara% explicou no começo da visita, como também por área temática.
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  Sendo: O time 11 do gênero/setor Myeongnang, histórias infantis de fantasia e aventuras. O time 22 do setor Sonyung, onde as divisões criativas começavam de fato, ali as histórias para o público masculino transitavam entre a divisão do suspense, thriller, ação, aventura. O time 22 era o segundo mais lucrativo da empresa, até o time 77 alcançá-lo e superá-lo. O time 33 era do setor Sunjeong, e a divisão dos temas eram aventura, fantasia, ação feminina, comédias românticas e histórias colegiais.
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  No time 44 estava o começo do setor de gênero Tchungnyun que aborda tanto as narrativas para mulheres ou homens dentro do universo jovem adulto, e nele as divisões eram individuais. Portanto, seguindo:
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  Time 44 - Tchungnyun das histórias eróticas; o qual %Lara% obviamente não convidou a pré-adolescente para visitar, afinal, aquela era uma seção bastante privada na Mangaká. E dentro da empresa, os outros setores até tinham certo estigma com os criadores, embora, %Lara% dissesse a qualquer colega que menosprezasse o time 44 que, na verdade, o universo das histórias eróticas era um dos mais rentáveis e poderia ser melhor aproveitado se não houvesse um olhar tão pejorativo. As pessoas costumavam confundir o setor “erótico” com “pornografia”, e por isso aquela era uma equipe menor e mais isolada. %Lara% até perguntou ao senhor Si Woo se ele gostaria de visitar a sala do time 44 já que só era permitida a maiores de idade, mas o pai da garota, envergonhado claramente negou.
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  Time 55 - Tchungnyun das histórias de suspense e ação;
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  Time 66 - Tchungnyun das histórias de terror e sobrenaturalidades;
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  Time 77 - Tchungnyun das histórias de romance, lendas & História Coreana, e assuntos contemporâneos;
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  E o time 88 - Tchyngnyun das histórias de aventura, magia e fantasia.
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  Dentre o time preferido e mais aguardado por Bong Cha para conhecer, logicamente, era a equipe 77 que ela mais ansiava encontrar. Portanto, assim que terminou de mostrar os outros setores, %Lara% levou-os até o sétimo andar e assim que a porta do elevador principal do andar se abriu e a garota viu a secretaria de recepção com os personagens de “Garota Ocidental” estampados em todas as paredes, os olhos de Bong Cha encheram de lágrimas.
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  — Aigoo! Eu não estou acreditando ainda!
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  — Minha filha, mas a sua ficha ainda não caiu? — O pai dela comentou alegre e brincalhão com a jovem que levou a mão à roda da cadeira ansiosa.
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  — Pelo visto eu não preciso empurrar, não é? — %Lara% falou ao pai assim que viram a menina se aproximar girando as rodas até a mesa da secretária da recepção que se ergueu para recebê-los.
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  — Seja bem vinda senhorita Bong Cha! Meu nome é Sue, e eu sou a recepcionista do time 77. Todos estão aguardando-a, ansiosos!
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  — Olá unnie, Sue! É um prazer conhecê-la, muito obrigada! — A garota respondeu acenando com a cabeça.
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  O senhor Si Woo também se apresentou à recepcionista e a escritora a cumprimentou logo se posicionando diante da porta grande e amarela onde daria acesso ao salão do escritório. Assim que %Lara% empurrou a grande porta para o lado, as conversas que aconteciam lá dentro cessaram e a equipe deu atenção para quem chegava.
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  Chang se levantou da cadeira em que estava sentado com um sorriso alegre e carismático, caminhando com as mãos nos bolsos até próximo da entrada, e os demais o seguiram para receber a jovem visitante e seu pai enfileirando-se em ordem: Yoona, Ailee, Do Ho, Hiro e Eun Hee.
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  — Bong Cha? — %Lara% a chamou ao ver a menina com a boca aberta e o olhar admirado encarando cada rosto dos integrantes da equipe.
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  — Uwa! Esse é o time 77!
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  — Sim, são eles. — %Lara% comentou rindo fraco por achar graça — São as pessoas que dão vida às histórias lindas que você lê!
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  — Eu sou muito fã de todos vocês! — A menina exclamou se mexendo na cadeira e apertando seu caderno ainda mais nos braços.
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  — Você é linda, Bong Cha! — Eun Hee comentou para a menina, realmente encantada com o rostinho tão perfeito dela.
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  — Bong Cha, essa é a unnie Eun Hee, ela é ilustradora da equipe, assim como o oppa Hiro que está ao lado dela... — %Lara% comentou e ao olhar para Hiro a pré-adolescente ruborizou. — Bem... Mas, você já conhece todos, não é? Então, ao lado do Hiro está o Do Ho, Ailee e Yoona que são nossos co-autores. E este oppa de óculos sorridente aqui ao meu lado, você já sabe quem é, não é?
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  — Oppa Chang! O nosso herói porque foi ele quem te ajudou a começar a sua carreira! — A jovenzinha comentou animada.
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  Chang abaixou-se para ficar na altura da garota e estendeu a mão para ela pegar, e logo que a mocinha tocou a mão do agente de %Lara% ele beijou a mão dela dizendo:
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  — Estamos muito felizes de te conhecer Bong Cha! Seja bem vinda ao time 77!
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  A garota ficou sem reação e apenas sorriu. %Lara% então apresentou o pai dela aos membros da equipe e algum tempo depois, Bong Cha estava falante e animada, totalmente entrosada com a equipe. E claro, a menina se mostrou muito interessada em saber tudo o que Hiro falava. O “oppa” que ela com muita admiração perguntava muitas coisas, levou-a junto com Ailee e Yoona para conhecer a sala de criação do escritório, e a garota nem acreditou quando eles contaram a ela que havia uma mesa preparada para ela desenhar. No entanto, a surpresa foi saber que Bong Cha não precisaria de uma micro aula de desenho, pois ela já desenhava muito bem!
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  — O que é este caderninho, Cha? — Yoona perguntou ao caderno que a menina tinha em seu colo.
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  — Ah... Aqui está o esboço da minha primeira história... Eu queria muito mostrar para a unnie %Lara%... — comentou sem graça.
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  — Uwaa! Então estamos diante de uma colega mangaká! — Ailee falou animada — E você mostrou para a sunbae?
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  — Não... Eu estou com um pouco de vergonha na verdade, não são tão bons... — Cha respondeu apertando o caderninho no colo.
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  Os três mangakás presentes trocaram olhares e sorrisos entre si.
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  — Nós podemos ver, Cha? — Hiro perguntou e a menina assentiu corada.
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  — Oppa, mas não vai rir hein!
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  — Claro que não princesa! — Hiro comentou rindo.
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  Assim que eles folhearam o caderninho vendo a história e os desenhos da garota ficaram surpresos. Disseram que eram muito bons e incentivaram-a a continuar se dedicando à atividade. Chang, Si Woo e %Lara% conversavam enquanto Bong Cha era elogiada por seu trabalho por Hiro, Yoona e Ailee. Do Ho e Eun Hee foram até a sala de criação juntar-se a eles e pediram para a menina fazer um desenho de seus personagens para a equipe ter de recordação em um quadro do escritório. Estavam em volta da menina vendo-a desenhar, orgulhosos.
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  — Senhorita %Diias%, não estamos atrapalhando? Digo, a manhã está quase no fim e ficamos ocupando vocês... — O ahjussi Si Woo perguntou tímido.
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  — De forma alguma ahjussi! Nos preparamos para recebê-los hoje!
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  — Além disso, já adiantamos nosso trabalho enquanto %Lara% os mostrava tudo. E pedimos uma reserva em um restaurante para almoçarmos juntos, senhor Si Woo! Nada de recusar, por favor! — Chang explicou.
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  O ahjussi arregalou os olhos surpreso, olhou para sua filha risonha e animada desenhando na sala de criações junto com toda a equipe empolgada à sua volta e os olhos dele encharcaram-se de emoção. O senhor Si Woo abaixou a cabeça agradecido, segurando o choro. %Lara% percebendo a situação fez sinal com a cabeça para Chang, e os dois convidaram o ahjussi à sala de café do escritório 77. Lá, puderam conversar e oferecer a ele um copo de água e uma xícara de café.
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  — Ahjussi, não precisa ter vergonha de sua emoção, sim? É claro que ver sua menina tão feliz é mesmo algo que emociona! — Chang comentou dando a ele o copo de água enquanto %Lara% preparava-o uma xícara de café.
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  — Eu não tenho nem como agradecer a vocês por tudo isso... Desde a nossa chegada aqui, fomos tão bem tratados e a Cha está tão feliz...
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  — Ahjussi, me desculpe por perguntar, mas... Há quanto tempo sua esposa faleceu?
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  A pergunta de %Lara% fez Chang ficar surpreso, mas discreto, ele apenas observou o diálogo.
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  — Minha amada Yang Mi faleceu no fim do ano passado... Desde então eu tenho contado com a ajuda da minha irmã para cuidar da Cha. Bong Cha é uma ótima filha, se comporta bem, não me exige nada e é muito estudiosa e dedicada... Mas ela não tem amiguinhos. Eu também tive que mudá-la de escola desde a morte da mãe, porque ela sofria muito bullying.
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  — Por causa da condição dela? — Chang perguntou.
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  — É... As crianças também são cruéis... Quando Yang Mi estava viva, era ela quem lidava com essas coisas pequenas enquanto eu trabalhava. Mas depois que ela faleceu, Bong Cha me contou o que acontecia na escola. Achei melhor mudar ela de ambiente, recomeçar em uma nova escola com novas pessoas. Ela não sofre mais bullying, mas também não fez amizades ainda. Bong Cha se fechou desde que a mãe se foi, e eu me sinto tão culpado por não poder dar mais atenção a ela...
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  — Ahjussi... Não se culpe. É mesmo difícil estar presente o tempo todo, já que o senhor tem que trabalhar. Mas... Bong Cha realmente precisa de ajuda para superar essa despedida e se abrir para novas pessoas...
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  — O senhor já tentou levá-la a um psicólogo? — Chang perguntou cuidadoso — Nossa sociedade é um pouco receosa com os cuidados à saúde mental, e eu entendo o medo de estigmatizar Bong Cha com mais um tabu, mas... Não deveríamos nos importar com o que os outros pensam quando se trata de buscar o nosso melhor, não é?
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  — Chang tem razão senhor Si Woo. Olha, geralmente as escolas têm este apoio, sabe? Converse com a professora da Bong Cha, ou tente uma forma da escola auxiliar nisso... Se é uma escola em que ela não sofre bullying, eu tenho certeza que é porque a direção se importa com o bem estar dos alunos. Particularmente, como estrangeira eu percebo que o sistema educacional de algumas escolas aqui é tão rigoroso quanto tóxico. Talvez, esta escola seja mesmo diferente de um jeito positivo. — %Lara% comentou.
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  O ahjussi sentiu-se grato pelos conselhos cuidadosos e eles ficaram conversando mais um pouco sobre a garota, até Hiro aparecer empurrando a cadeira dela em risos animados.
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  — Sunbaes! — Hiro chamou a %Lara% e Chang — Já mostramos tudo para nossa pequena visitante, até suas salas pessoais!
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  — É tudo tão perfeito aqui, unnie! Oppa Chang, eu quero trabalhar com vocês um dia! Vou me esforçar muito para isso!
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  — Será muito bem vinda em nossa equipe Bong Cha! — Chang respondeu-a.
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  — Inclusive, ela tem algo a mostrar para vocês dois! — Hiro encorajou com a mão no ombro da menina.
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  Ela mostrou o caderninho para %Lara% e Chang que ficaram surpreendidos em como a garota de 14 anos era mesmo talentosa! Os desenhos e texto da história dela eram muito divertidos! Depois de encorajarem-na mais, Yoona mostrou aos sunbaes o desenho que ela fez presenteando a equipe e %Lara% carinhosamente disse que colocaria em uma moldura muito bonita.
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  — Então vamos tirar as suas fotos com nossa equipe completa antes de irmos almoçar! — %Lara% comentou.
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  Bong Cha tirou fotos com o pai e %Lara% em cada um dos lugares que visitou no prédio, mas sem dúvida aquela foto com todo o time 77 ela faria questão de emoldurar também. %Lara% também tirou uma fotografia sozinha com a menina e seu pai.
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  — Bong Cha! Você tem instagram?
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  — Tenho sim unnie! Mamãe... Digo, papai e titia que supervisionam agora. Mas, eu não me mostro muito porque... Bem... Eu não gosto muito que as pessoas me vejam... — Bong Cha comentou envergonhada.
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  Todos entenderam que a verdade era porque a garota se escondia dos ataques preconceituosos que poderia sofrer expondo-se na internet, já que, além de cadeirante, ela era muito bonita. Os traços e a pele de Bong Cha eram exatamente o padrão de perfeição coreana, mas suas pernas não. %Lara% ficava revoltada em pensar o quanto aquela sociedade era cruel e absurda em alguns aspectos, o que não era algo generalizado, mas ainda havia traços muito presentes do preconceito dos mais antigos!
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  — Eu gostaria de postar nossas fotos no meu perfil e te marcar. Poderia? — %Lara% perguntou e a garota assentiu risonha e alegre.
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  A escritora seguiu a jovenzinha no instagram, e também pediu a ela seu número de kakaotalk, com a promessa de que Bong Cha mantivesse segredo do número pessoal dela. E pelo kakaotalk, %Lara% enviou todas as fotos tiradas daquele dia para a menina. Foram para o restaurante todos juntos, almoçaram animados e ainda no estabelecimento, %Lara% tirou mais fotos com a menina e postou algumas em seu story. Em poucos minutos já tinham muitas curtidas e comentários positivos dos fãs da escritora na postagem com Bong Cha. E a pré-adolescente também se espantou quando viu a crescente de seguidores no seu instagram. Animada com aquilo, Bong Cha viu que alguns colegas da escola estavam deixando comentários positivos e até mensagens no seu kakaotalk sobre a sua postagem.
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  — Appa! Olha! — Bong Cha mostrou animada as mensagens das colegas — Minhas amigas da escola viram a nossa foto!
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  — Uwa! Você tem amigas na escola nova, Cha? — O pai perguntou surpreso.
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  — São só duas colegas appa... Eu não queria muito, no começo ficar perto delas, mas a Hyo e a Pam são mesmo muito engraçadas...
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  — Aigoo, Bong Cha! Não sabe como seu appa fica feliz de saber disso! — O ahjussi sorriu abraçando a filha.
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  — Achei que um empurrãozinho para a popularidade dela poderia ser uma coisa boa... — %Lara% sussurrou para Chang que sorriu de volta à amiga. — E sabe, Chany... Conhecer a Cha me deu uma ideia para algo na Jinju.
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  — Acho que tivemos a mesma ideia então!
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  Chang respondeu de volta e os dois continuaram observando a animação da garota em conversar com sua equipe. Eun Hee era a unnie mais parecida com ela, e Bong Cha não parava de conversar animada com a ilustradora, e claro, com seu oppa Hiro.
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  O almoço foi uma das memórias mais inesquecíveis que a jovem garota passaria a ter, e o ahjussi Si Woo notou que a boa ação de %Lara%, poderia ter recuperado algo dentro do coração de sua filha, que desde a partida da mãe ele não conseguia reacender: a alegria.
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Nota da autora: Olá amoras, a história tem uma pastinha no Pinterest repleta de spoilers visuais, o cast do elenco de cada personagem e a “vibe” dos personagens. Corre lá para conferir no meu pinterest: @escritoraraydias na pasta: Be - Aesthetic

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