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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Almas Afins

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 7

Tempo estimado de leitura: 8 minutos

  POV %Seb%

  Chegou o grande momento do show. Estávamos no palco, já tocando, enquanto %Li% estava passeando pelo palco e tirando fotos nossas. Fiz várias poses para ela, só para ela. Ela ria, enquanto me via fazendo poses diferentes e caras e bocas também. Nos divertimos naquele momento. Agora, ela está bem na minha frente, só que dessa vez na parte debaixo, em frente ao palco, no vão onde separa o palco do público. Enquanto o público fervia com nossas músicas, sempre cantando e vibrando conosco, %Li% foi chamada por um dos caras da produção da casa de show. Ela sumiu e não voltou mais. Até o fim do show, ela não havia voltado. %Pete% não percebeu, acho que fui o único a reparar que ela não estava mais ali. Talvez estivesse no camarim resolvendo algum problema na câmera. Não sei. Até então, eu não fiquei preocupado. Acabou o show e voltamos, exaustos, para o camarim. Ao chegar lá, para minha surpresa, ela não estava. Somente alguns policiais e nossa produção. Eu não entendi nada, mas comecei a ficar apreensivo.
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  - Wow. - Espantou-se Chuck ao entrar no camarim. - Aconteceu alguma coisa, Math? - Questionou ao nosso produtor que estava com uma cara de cansado e com medo ao mesmo tempo.
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  - Fala, Math! - Eu disse, um pouco irritado e apreensivo demais para medir palavras.
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  - Caras, esses aqui são o Agente Williams, da Polícia Federal Australiana... - ele começou falando.
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  - E esse é o Agente Miller, somos da divisão PTG, que é o nosso grupo antiterrorista. – Completou a fala, o tal agente Williams. Eles estavam nos olhando com uma cara não muito boa.
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  - E a que devemos a honra da visita de vocês em nosso camarim, agentes? - Dave falou.
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  - Sentem-se, por favor. – Ordenou o agente Miller, nos sentamos e então ele começou a proferir. – Bem, vou direto ao ponto, ok? - Concordamos com a cabeça, sem falar nada, e ouvimos atentamente as palavras dele. - Há muito tempo estamos investigando um grupo que está agindo em segredo aqui na região de Darwin, e acreditamos que seja um grupo terrorista. A senhorita %Aline% Adeline %Bouvier% é irmã do senhor %Pierre% %Bouvier%, correto? – Ele olhava os nomes num papel e, ao terminar de ler, ele ergueu a cabeça para olhar novamente para nós. %Pete% levantou a mão.
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  - Ela é minha irmã. O que ela tem a ver com isso? - Deu um estalo nele – E cadê ela, por falar nisso? - Olhou em volta e não a viu em lugar nenhum. Começamos a ficar preocupados de verdade.
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  - Bem, acreditamos que um dos produtores desta casa de show faça parte deste grupo terrorista e que ele tenha sequestrado a senhorita %Bouvier%. - Nada que não possa piorar, não é mesmo? Sequestro? Será que eu ouvi bem? Eu queria ser surdo em momentos assim...
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  - O quê?! - Espantou-se %Pete%, enquanto eu olhava atônico, paralisado pelo medo, para um ponto fixo entre os agentes e o chão. O pé da cadeira onde estavam sentados, para ser mais preciso.
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  Eu ouvia a cada palavra, eu sabia muito bem o que estava ouvindo, porém, meu cérebro mandava meu coração continuar funcionando. O mesmo estava acelerado demais, parecia desregulado, louco por notícias da minha %Li%. Meus pulmões também entraram no ritmo do meu coração e começaram a mandar muito ar para as minhas vias aéreas, isso fez com que minha respiração aumentasse. Ofegante, eu tentava me manter acordado. Tentava não chorar, não gritar, não me desesperar. Era uma tarefa difícil.
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  Os agentes explicaram que viram um carro suspeito saindo daqui e indo em direção aos limites da cidade de Darwin com Stuart Park, cidade vizinha. E que este carro foi um dos usados pelos terroristas, nos últimos dias, e que eles já o estavam monitorando e traçando uma possível rota para o cativeiro. Enquanto eu tentava assimilar aquilo tudo, %Pete% chorava, gritava, creio que ele esteja sentindo algo parecido com o que eu estou sentindo agora: uma agonia sem fim.
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  Não sei se já passaram por algo parecido, mas, juro para vocês, que é a pior, definitivamente a PIOR sensação do mundo. %Li% estava nas mãos de um grupo terrorista, sequestrada, num país estranho ao nosso, longe dos seus portos seguros: %Pete% e eu. Os agentes nos pediram calma (como se fosse possível, rs), disseram que já estavam rastreando o tal carro que eles achavam que %Li% estava. Enquanto isso, voltamos para o hotel.
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  - Isso não pode estar acontecer. Justo agora… - lamentou-se %Pete% que andava de um lado para o outro dentro do quarto do Jeff. Estávamos todos lá.
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  - %Pete%, vai dar tudo certo. Vamos encontrar a %Li%. - Dave disse. Os caras podem até não transparecer, mas eles, assim como %Pete% e eu, estão bem preocupados com ela.
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  - Essa espera está me matando, caras. Eu não estou bem. - Eu falei, sentado na cama do Jeff. - Se algo de ruim acontecer com ela, eu… - eu nem tive coragem de terminar a frase, mas, em minha mente, eu a completei: – seria capaz de me jogar na frente dela para salvá-la de qualquer perigo. Se algo de ruim acontecer com ela, eu morro junto. - Parece exagero, mas esse sentimento é forte e intenso demais. Não saberia viver sem ela. E eu realmente não sei como é viver sem ela. A vida sem ela é muita chata.
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  - Deita aí, %Seb%, você está pálido cara. - Jeff disse e eu me deitei. Parece que piorou, pois senti minha cabeça pesar e minha respiração acelerar mais e mais. Sufocando-me. Meu coração estava apertado, dolorido e meus olhos ardendo. Me entreguei ao choro. - Estamos aqui, cara... calma. - Jeff e Dave me consolavam, sentados na cama ao meu lado.
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  - Vamos achar a %Li%, %Seb%. De qualquer jeito! - %Pete% falou, me fazendo erguer um pouco meu corpo. Ele ainda chorava bastante. Concordei com a cabeça e voltei a me deitar. Aos poucos, eu fui me acalmando, pouco, mas sim, eu me acalmei. Adormeci.
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  Na manhã seguinte, eu acordei com o Jeff me batendo com uma toalha molhada. O mesmo disse que tinham novidades sobre a %Li%. Dei um pulo da cama, nem reclamei pela toalhada na cara. Tomei um banho rápido e logo Jeff e eu nos encontramos com os outros na recepção do hotel, nosso produtor, Math, também estava lá acompanhado dos agentes que nos abordaram ontem. Eles explicaram que tinham encontrado o local do possível cativeiro da %Li%. Segundo eles, o tal cativeiro fica numa região montanhosa, com uma densa floresta, na região de Buffalo Creek. Aliás, esse lugar fica literalmente do outro lado da província de Darwin. No extremo norte, para ser mais preciso. A cidade de Darwin fica no Sul, então, é um bom chão que vamos percorrer até lá.
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  Depois de muito insistirmos, os agentes concordaram de irmos junto com eles nessa “missão de resgate”. Entre aspas, porque nem eles sabiam ao certo o que encontrariam lá. Não quiseram mandar helicópteros ao local para não espantar os caras, caso estejam lá. Eu, sinceramente, espero que eles estejam lá e que %Li% esteja bem; espero que tudo isso acabe hoje, ou no caso amanhã, pois só chegaremos lá amanhã pela tarde. Fomos em dois carros. Um menor, onde foi %Pierre%, os dois agentes (um deles dirigia), mais um policial federal e Math, nosso produtor. E no outro carro, que era mais uma van pelo tamanho, fomos eu, Jeff, Dave, Chuck e mais três policiais federais. Fora os caras da polícia local que deram um apoio na estrada.
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  Foi uma longa viagem: literal e figurativamente falando. Literalmente, por motivos óbvios, e figurativamente porque a aflição de não saber se sua mulher está bem, é angustiante. Passei toda a viagem calado, pensando no que fazer ao encontrar a %Li%. Pensando também caso não encontremos ela, o que faremos? Se ela não estiver lá, pode estar em qualquer lugar desse país ou até mesmo de outro, sei lá. Eu estou ficando, a cada segundo, mais louco. ~suspiro~ meus pensamentos estão todos contigo, minha pequena %Li%.
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