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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Almas Afins

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 5

Tempo estimado de leitura: 16 minutos

  POV %Seb%

  Dizem por aí que quando você ama uma pessoa, você sente quando ela precisa de você. Não sei se é verdade isso, mas ultimamente eu estou sentindo algo estranho. Nos últimos dias, ando muito angustiado, ansioso, e com uma imensa vontade de me confessar para a garota que amo. Apesar de eu já ter 27 anos, eu amo uma garota de 21. O pior (ou não): ela é irmã do meu melhor amigo. %Li% é o grande amor da minha vida, desde que ela se confessou para mim. Na verdade, eu já a amava, só não queria admitir. Talvez por medo da reação do %Pierre%, irmão dela; medo da reação das pessoas, por ela ser mais nova que eu; não sei. Esse medo todo, esse receio todo me fez perder muitos anos sem poder abraçar a %Li% como eu gostaria, além de amor de amigo, um quase irmão. Eu sei que ela me ama como homem, ela já me disse isso, mas, mesmo assim, eu tenho medo. Preciso parar com isso…
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  A banda está indo tão bem. Graças a Deus, estamos fazendo bastante sucesso pelo mundo todo, muitos shows e turnês longas, hits lançados, clipes… muita fama! Junto com ela, vieram mulheres. Umas interessadas apenas na minha fama e outras que demonstravam gostar de mim. Mas, nenhuma delas foi capaz de me fazer esquecer da %Li%. Creio que o %Pierre% já saiba dos meus sentimentos pela irmã dele. Nunca falei abertamente com ele sobre isso. Nem com ele, nem com nenhum dos meus amigos que conhecem nossa “história”. Entre aspas, pois nunca chegamos a nos beijar, apesar de eu querer muito. E eu sei que ela também quer. A correria das turnês está tão louca que quase não temos tempo para ir à Califórnia para ver a %Li%. Passávamos longas tardes na casa do %Pete%, ou na casa de qualquer um de nós, conversando, bebendo (a %Li% também, ela começou cedo a beber), tocando uns covers ou músicas próprias. Era muito divertido e prazeroso para todos. Sinto muita falta disso. Principalmente de poder vê-la todos os dias.
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  Tivemos uma pausa de dois dias, uma folga micro, que poderíamos fazer o que quiséssemos. %Pete% não pôde ir para Califórnia, pois ele estava doente e preferiu ficar em New York descansando. Eu resolvi ser homem, pelo menos uma vez, como diz o Dave. Foi então que peguei o primeiro avião para a Califórnia. Destino? Casa do %Pete%, onde %Li% estava. Eu não contei para ninguém que iria lá. Disse apenas que iria para Califórnia, mas não disse exatamente para onde. Cheguei ao apartamento da %Li% e ela não estava. Liguei para o celular dela e nada dela atender. Parece que meu coração apaixonado me enganou, acho que ela não precisava de mim. Mas, por que essa angústia no meu peito? Abri o Instagram e vi a última publicação que a %Li% postou. “Noite agitada com a minha Lia!” Ela postou isso junto com uma foto dela com sua amiga Lia e uma localização. Será que eu devo ir lá para vê-la? Resolvi arriscar e fui ao tal endereço onde ela estava. Havia uma casa enorme próximo a um lago. Era tarde da noite já, eu tinha alugado um carro para ir lá. Chegando ao local, eu procurei por ela. Entrei na casa e tinha muita gente bêbada já. Nem ligaram para minha presença. Passei por todo andar de baixo da casa e nada dela. Será que ela já foi? Resolvi subir para o andar de cima da casa, na esperança de encontrar ela lá. Tem quatro quartos e um banheiro aqui. Fui diretamente no banheiro e havia só uma garota vomitando. Não era ela. Passei por três quartos e não tinha ninguém. No último quarto, a porta estava trancada. Bati e ninguém respondeu, mas eu pude ouvir vozes vindas do interior do quarto. Insisti. Até que um cara abriu a porta. Ele estava claramente alterado.
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  — O que quer? — Ele disse rapidamente, só dava para ver uma fresta do interior do quarto.
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  — Estou procurando uma amiga. O nome dela é %Li%. Essa aqui. — Estendi o celular pela greta e mostrei uma foto minha e da %Li%, só nós dois. Uma das poucas que temos juntos e na qual eu guardo com carinho. — Você a viu por aqui?
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  — Não vi. — Ele disse seco e já ia fechando a porta quando eu ouvi um gemido e uma fala “Não! Não!”. Tive certeza de que era a voz da %Li%.
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  — Espera!
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  Empurrei a porta de volta, com força, e a mesma se abriu revelando o interior do quarto por completo. Quase não acreditei na cena que vi. Eu não queria acreditar. A minha querida %Li% estava deitada na cama, quase desacordada, e com dois caras em cima dela.
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  — %Li%!
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  Espantei o cara que estava na porta e entrei no quarto. Foi então que começou uma briga. Os caras foram para cima de mim, tentei me defender como pude, mas três contra um foi covardia. Após me baterem (o máximo que consegui foi desferir dois socos), os três foram embora. Ela ainda estava deitada, agora desfalecida na cama.
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  — %Li%… %Li%… — eu disse meio arrastado e me arrastando até a cama. Eu sentia muita dor, minha boca estava sangrando muito e meu olho esquerdo dolorido. Provavelmente estava inchado. — Vou te tirar daqui, sweetheart. — Eu falei sem nem pensar direito no que dizia. A carreguei no colo, com muita dificuldade, e a levei até o carro. Dei uma olhada no estacionamento e o carro dela não estava lá. Então, ela veio de carona. Fui dirigindo de volta para o apartamento dela, pensando no terror que ela viveu até chegar àquela cena que presenciei.
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  — Ai… minha cabeça… — ela disse, deitada no banco de trás do carro. Olhei para trás e ela sentou-se com dificuldades. — %Seb%? O… o que faz aqui? Onde a gente está? — Ela perguntou com a voz rouca. — Ai meu Deus, os caras? Onde eles estão???? — Disse de supetão, assustada.
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  — Calma, %Li%, a gente está indo para casa já, ok? Está tudo bem agora. — Acalmei ela, que pareceu se aliviar mais. Ela me olhou pelo espelho e viu meus machucados.
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  — Seu rosto, %Seb%… está machucado? — Disse preocupada. — Quem fez isso com você?
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  — Aqueles caras que… que estavam lá no quarto com você. — Falei, ainda olhando para a estrada. Olhei para o espelho rapidamente e pude vê-la começar a chorar.
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  — Ah, %Seb%. Desculpa! — Ela estava chorando com as mãos no rosto. — Isso tudo foi culpa minha. Eu não me lembro de muita coisa. Só sei que eles me levaram para lá, me deram uma bebida e depois eu só lembro vagamente de você me carregando para fora da casa. — Contou em prantos.
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  — Não é culpa sua, não chore, my sweet… — eu falei, sem pensar novamente, e me corrigi: — Não chore, %Li%, já estamos chegando em casa. Vou cuidar de você. — Concluí e quando olhei para o espelho ela me olhava, ainda chorando, confusa com o que acabara de ouvir. Desviei o olhar e continuei dirigindo. Não falamos mais nada.
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  Chegamos finalmente ao apartamento dela. Ajudei-a a subir, coloquei ela na cama e a fitei. Ainda me perguntava porque meu coração estava um misto de medo e alegria. Talvez, porque agora ela esteja em segurança e, ao mesmo tempo, eu tenho medo dela interpretar errado aquele “my sweet” que eu larguei no carro. Se bem, que neste caso, só há uma forma de interpretação. Ela foi tomar banho, ela estava um pouco envergonhada por eu a ter encontrado naquela situação, talvez. Fui até a cozinha procurar um kit de primeiros socorros. A ferida na minha boca estava me incomodando bastante. Achei e fui até a sala, sentei-me no sofá, abri o kit e peguei uma gaze. Comecei passando no canto da boca, com calma, pois estava muito dolorido.
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  %Li% chegou até a sala e sentou-se ao meu lado.
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  — Deixa que eu faço isso, você está piorando tudo. Estabanado! — Ela disse brincando, sorrindo de leve e tomou a gaze da minha mão. Foi aos poucos passando o remédio na minha boca. Eu a olhava atentamente. — O que foi, %Seb%? — Ela perguntou envergonhada.
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  — Saudades, apenas. — Falei aquilo que meu coração me mandava dizer. — Por que você estava naquele lugar, %Li%? Não combina com você… — perguntei com um nó na garganta, pois lembrei da cena que presenciei naquela hora.
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  — Essa é a nova %Li%, não sabia? — Disse dando de ombros.
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  — Você não é assim, definitivamente não é. — Segurei suas mãos e a olhei no fundo dos olhos.
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  — A vida fez isso comigo. Acostume-se. — ela falou decidida. Eu não podia aceitar que minha %Li%, aquela menina doce que sempre conheci, havia virado uma pessoa que frequenta aquele tipo de festa.
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  — Eu não posso me acostumar com isso. Nunca. — Falei, enquanto ela passava novamente o algodão na minha boca. — Au! Doeu! — Ela o apertou com força, gemi de dor e ela abaixou a mão. Parecia estar com raiva, parecia estar confusa. Não sei direito. Eu não estou conseguindo decifrar o que ela sente agora. — Eu te amo, sabia? — Deus, por que permitiu que eu dissesse isso? Ah, que burro. Por que falei aquilo? E agora? Ela ainda está olhando para baixo, com a testa franzida e a boca trêmula. — %Li%? — Ela me fitou, seus olhos estavam marejados.
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  — Você o quê? — Finalmente ela falou alguma coisa. Eu repeti o que havia dito antes, só que desta vez segurando as mãos trêmulas dela. — Vo-Você tem certeza, %Seb%? Olha a minha idade… eu tenho 21 anos… sou irmã do seu amigo… eu não tenho nada para te oferecer. — Ela foi falando em lamentos. Segurei o seu rosto e o levantei para que me olhasse nos olhos.
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  — Você tem aquilo que eu mais quero… — eu falei sorrindo e completei — …amor! É só isso que eu quero: o SEU amor. — Enfatizei que quero somente o amor dela e isso ela tem de sobra para me dar.
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  A respiração dela, ofegante, se confundia com a minha, também ofegante. Fui aproximando meu rosto do dela. Percebi que ela estava gelada, talvez por medo ou talvez porque estava bem frio. Pensei em beijá-la, mas lhe dei apenas um abraço. Eu realmente não quero beijar a %Li% ela sendo mais nova. Eu consigo esperar. Já esperei todo esse tempo. Por que não esperar sua maior idade?
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  Acolhi ela em meus braços e pude sentir que ela relaxou nesse abraço. Toda a tensão que ela sentia se foi e sua respiração ficou controlada novamente. Me afastei aos poucos e lhe dei um longo beijo no rosto. Ela me perguntou novamente se eu a amava, eu disse que sim. Naquela altura, eu não tinha mais dúvidas de que queria ficar com ela para sempre. Foi então, que ela me disse o “Eu te amo, %Seb%” que eu queria ouvir desde que saí de NY. Olhei para ela com meu olhar apaixonado e bobo e eu fiquei acariciando o rosto dela.
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  Resolvemos ver um filme na TV, mas acabamos dormindo e, quando menos esperei, havia amanhecido. Acordei primeiro que ela, me levantei, escovei os dentes e fui para cozinha. Havia pouca comida na geladeira. Deixei um bilhete para ela dizendo que ia ao mercado comprar algo para gente tomar café e almoçar. De noite, pretendo levá-la a algum restaurante para jantarmos. Sonhei a noite toda com ela. Os melhores sonhos que tive, até hoje.
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  Quando eu voltei para casa, chamei por ela, mas não obtive resposta. Deixei as compras na cozinha e fui até o quarto para ver se ela estava lá dormindo. Ao me aproximar, pude ouvir som de um violão e alguém cantando. Era ela. Essa música eu não conheço. Cheguei mais perto para escutar melhor, acho que ela quem compôs. Será? %Pete% ficaria orgulhoso ao saber que sua irmã está compondo. Peguei meu celular e comecei a gravar o som dela cantando. A sua voz é meio grave cantando, lindamente grave. A letra era profunda, falava de uma tristeza intensa. Será que ela se referia a si mesma? Imagino o que ela tenha vivido esses meses que passou sozinha em LA. Eu, com toda minha inteligência, deixei o celular escapar das minhas mãos e o mesmo caiu no chão. O áudio dela cantando tinha sido enviado para o grupo da banda, que temos para trocar mensagens. Ela se assustou e quase caiu da cama, se equilibrou novamente e me olhou envergonhada.
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  — %Seb%! — Ela falou, ajeitando o violão no colo. — Não te vi chegar. — Eu entrei no quarto.
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  — É, acabei de chegar e parei aqui para te ouvir cantando. — Falei com um sorriso no rosto. — Não sabia que %Li% %Bouvier% cantava.
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  — Ah, eu… — ela estava bem envergonhada. Sentei-me ao seu lado na cama. — Eu que… eu que fiz essa música. Escrevi a letra e a melodia. Ficou boa? — Questionou, com um sorrisinho de canto de boca e me olhando com o olhar mais lindo dos universos.
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  — Ficou ótima! %Pete% já ouviu? — Bom, se ele não tinha ouvido, agora já ouviu porque mandei para todo mundo. Haha
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  — Não. — Agora já era. — Acha que eu deveria mostrar para ele?
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  — Com certeza, %Li%. Essa música é muito boa. Quem sabe não fazemos uma regravação dela? Hein? Seria muito legal! — É uma ótima ideia, afinal.
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  — Depois mando para ele. Me ajuda a gravar? — Concordei com a cabeça e lhe dei um abraço.
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  — Vem, vamos para a cozinha fazer nosso café da manhã.
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  Conduzi ela até a cozinha e conversamos mais sobre a música dela. Realmente, ela havia escrito esta música quando estava sozinha aqui no apartamento. Me dói saber que ela sentiu esse tipo de solidão, esse tempo todo, e eu sem poder ajudar. Longe dela. Porém, isso acabaria em breve. Fizemos um vídeo dela cantando a música que compôs e mandamos para os caras. Eles adoraram, %Pete% mal pôde acreditar que aquela era sua irmãzinha cantando, compondo e tocando. Decidimos regravar a música. E foi o maior sucesso. “Astronaut”, esse é o título escolhido pela %Li%. Obviamente, os créditos da música são todos para ela.
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  Infelizmente, hoje estamos separados por alguns quilômetros de distância, mas estamos namorando (apesar de só nós dois sabermos). Ela na Califórnia e eu, e a banda, na Europa. Viemos fazer uma pequena turnê por aqui.
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  — Será que ela toparia vir? — Disse Dave, sentado na cadeira em frente à minha, dentro do avião.
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  Nós falávamos da possibilidade da %Li% fazer parte da nossa produção. Ela estava em seu último mês do último ano do colégio. Logo, ela iria para uma faculdade, mas antes iríamos propor isso para ela. Será que ela toparia vir ficar conosco? Ficar ao meu lado?
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  — Talvez hein… pergunta para ela, %Pete% — Diz Dave, olhando para %Pete% que estava mais na frente.
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  — Não sei, Dave. — O nome dele é outro, mas chamamos ele assim, haha é mais fácil. — Acho que ela adoraria fotografar para gente. Ainda não falei nada com ela a respeito. Mas não sei se ela gostaria de deixar a Califórnia para viajar conosco. — Ele respondeu com um ar de tristeza. Desde o dia em que a vimos, no início do ano, logo após gravarmos a música, que ele não a vê pessoalmente. Quase três anos se passaram. Se eu sentia muita falta dela, imagina o %Pete%…
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  — Por que não fala logo, %Pete%? — Eu gritei do fundo do avião. Ele virou o corpo para me fitar. — Não custa nada sondar, né? — Ele concordou com a cabeça e ligou para irmã.
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  Quero deixar algo claro: eu e a %Li% estamos juntos, porém o %Pete% não sabe. Ela tem medo de contar e, eu a entendo, pois compartilho do mesmo medo. E não, nós nunca dormimos juntos, ta?
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  Enfim, %Pete% ligou para irmã e colocou no viva-voz para que todos ouvissem.
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