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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Almas Afins

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 4

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  POV %Aline%

  Acordei cedo hoje, arrumei o apartamento, tomei um banho, me arrumei e fui ao parque praticar. Depois que meu irmão engajou na carreira como músico, eu tive que arrumar algo para me distrair do fato de não ter ele por perto por muito tempo, como era antigamente. Então, resolvi fazer aulas de fotografia junto com o colégio. Estou pensando em, quando concluir o colégio, fazer uma faculdade relacionada. Ainda não sei qual, mas a fotografia virou uma grande paixão minha. Além de desenhar e escrever, claro.
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  Cheguei ao parque, agora são 13h49, está frio, mas faz um sol lindo aqui na Califórnia. Já se passaram dois anos e eu estou no último ano do ensino médio. É, o tempo voa. Mas, para mim, foram dois longos anos. Meu aniversário de quinze anos passou e meu irmão não pôde estar aqui comigo, somente meus pais. O que foi um alívio já que o %Pete% não veio. Eu não contei para ele, não contei para meus pais, na verdade, ninguém sabe o quanto eu sofro por morar praticamente sozinha em uma cidade que ainda é estranha para mim, apesar desses quase três anos que estou aqui em LA. Qualquer lugar é estranho sem o meu irmão. Qualquer lugar longe do %Seb% é estranho também. Pois é, eu ainda o amo muito.
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  A veia artística do %Pete% passou para mim da melhor forma. De uma forma que eu não sei se ele ficaria orgulhoso de mim, nunca conversamos sobre isso. Até por quê, ele não tem mais tanto tempo assim e esse meu talento surgiu recentemente. Passar horas e horas sozinha dá nisso, surgem coisas de você extremamente surpreendentes para os outros e para você mesmo, às vezes. Eu comecei a escrever letras de músicas aleatórias. Poucas eu coloquei melodia no violão. %Pete% havia me ensinado o básico, quando eu era mais nova, acho que com oito ou nove anos. Hoje em dia, eu toco bem mais e acabei aperfeiçoando.
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Alguém consegue me ouvir?
Ou estou falando comigo mesmo?
Minha mente está se tornando vazia
Na busca por alguém
Que nem olha direito para mim
Está tudo estático na minha cabeça
Alguém pode me dizer
Por que estou sozinho como um satélite?

Porque esta noite eu me sinto como um astronauta
Mandando SOS por esta pequena caixa
Eu perdi o sinal quando me levantei
Agora estou preso aqui e o mundo me esqueceu
Posso descer por favor?
Porque eu estou cansado de girar e girar
Posso descer por favor?

Ensurdecido pelo silêncio
Foi alguma coisa que eu fiz?
Eu sei que existem milhões
Eu não posso ser o único desconectado
É tão diferente na minha cabeça
Alguém pode me dizer
Por que estou sozinho como um satélite?

Porque esta noite eu me sinto como um astronauta
Mandando SOS por esta pequena caixa
Eu perdi o sinal quando me levantei
Agora estou preso aqui e o mundo me esqueceu
Posso descer por favor?
Porque eu estou cansado de girar e girar
Posso descer por favor?

Agora eu perco o sono e grito na gravidade zero
E está começando a ficar pesado para mim
Vamos abortar esta missão agora
Posso descer por favor?

  Essa foi uma das poucas músicas que tem uma melodia. É realmente uma música completa. Voz e violão. Compus em um dos dias mais tenebrosos da minha vida. Um dia em que eu não me aguentei de saudades do %Pete% e do %Seb%, dos meus amigos… e transformei em canção. Tenho andado muito triste ultimamente e nem sei dizer ao certo o motivo. Saudades, apenas? Ou seria algo mais profundo? Eu realmente não sei explicar. Também, eu já estou acostumada a ficar sozinha, apesar de odiar. Porém, vem a contradição de que, apesar de eu estar acostumada a ficar sozinha, eu suplico por ajuda e quero voltar a ser rodeada de pessoas que me amam, e que eu também ame. Eu quero poder acordar e ter meu irmão por perto ou, pelo menos, mais acessível do que eu o tenho hoje. Eu quero poder ir até o estúdio onde eles estão ensaiando e poder olhar o %Seb% tocar. Ver o rosto dele se expressar em diversas caretas enquanto toca. Ouvir ele perguntar “Então, %Li%, tá legal essa parte?”, e eu sempre responder que está bom, porque realmente está. Minha vida está resumidamente restrita à saudade.
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  Eu não costumo sair com amigos, gosto mais de ficar em casa e chamá-los aqui para uma reunião. Cada um traz alguma coisa e fazemos nossa festinha em casa mesmo. Prefiro. Porém, a Lia, uma das minhas melhores amigas e pessoas que pude conhecer aqui na Califórnia, me chamou para uma festa na casa de um amigo. De início, obviamente, eu não quis ir. Mas, %Li% sabe ser bem insistente quando quer.
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  - %Li%! Não seja chata, vamos, vai ser divertido.
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  - Lia, eu não quero ir para ficar com cara de cu a festa toda. - Eu disse desanimada.
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  - Então não fique. - Ela estava em pé, na minha frente, com as mãos pousadas na cintura e batendo o pé.
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  - Lia… - hoje eu não estava a fim de sair, mesmo. Nenhum dia eu estou, mas, especificamente hoje, não era o meu dia de sair. Mas, ela insistiu.
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  - Lia is my dick! - Gritou e eu arregalei os olhos. - Você vai e acabou. Não me interessa, %Li%, você precisa esquecer desse tal de %Sebastien%. - Ela sabia que eu não queria sair para ficar em casa pensando no %Seb%. Sou uma idiota, I know this, ok?
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  - Não estou pensando no %Seb%…
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  - Está sim, não adianta mentir para mim, baby! Sou expert quando se trata de %Aline% Adeline %Bouvier%.
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  - Sou tão previsível assim? - Eu disse, rindo sem graça.
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  - Yep! - Ela disse de supetão, enquanto eu revirava os olhos – Amiga, é sério. O %Seb% pode ser um cara legal, bacana, famoso, um dos seus grandes amigos da infância, mas poxa, ele é um babaca quando se trata de amor. Você me disse que já falou para ele, antes de vir para Califórnia, que o amava e o cara nem deu bola. Ele ainda te vê como irmãzinha do melhor amigo dele. Isso não vai mudar. - No fundo, tudo aquilo que a Lia disse eu já sabia, só não queria aceitar. Mas desta vez, só desta vez, eu quis me permitir fazer diferente. Foi então que aceitei o convite/ultimato da Lia.
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  - Ok, você me convenceu, Lia. Eu vou na festa hoje. - Ela deu um grito de felicidade e eu caí na gargalhada.
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  Lia me ajudou a me arrumar. Ela já está de mala e cuia aqui em casa faz alguns dias. Nos arrumamos e fomos até a tal festa. Chegando lá, me deparei com uma enorme casa no lago. Era um lugar realmente lindo, perto da divisa de LA com a cidade vizinha. Haviam muitas pessoas lá, muita bebida e alguns caras bem interessantes. Porém, eu não quis ninguém. Aliás, nenhum relacionamento meu deu certo até hoje, pelo simples, e óbvio fato, de eu não querer mais ninguém além do %Seb%. Eu sei que isso faz mal para mim, de certo ponto, mas, o que eu posso fazer se meu coração não se esquece do %Seb%?
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  Algumas horas se passaram e já era noite. A essa altura da festa eu já havia me perdido da Lia, provavelmente ela estava com algum cara no meio dos matos que há atrás da casa. Lia é dessas: não se importa muito com o amanhã. Ela simplesmente vive, sem preocupações com sentimentos. Às vezes, eu queria ser assim: não me importar muito com sentimentos e simplesmente viver os momentos da vida, mas não sou assim. Uma pena, eu acho. Eu estava vagando, sozinha, pelos corredores da casa. Tinha gente deitada no chão, bêbada. Tinha gente se beijando no sofá. Enfim, eu estava bêbada já, mas ainda em plena consciência de meus atos. De repente, senti algo me segurando pelo braço. Virei-me para trás e tinha um cara me segurando, ele estava acompanhado de mais dois caras. Um deles me intimou a ir com eles para algum lugar. Eu não sabia onde era, então, disse que não queria ir. Mas, eles insistiram.
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  - Vem, gatinha, vai ser divertido! - Um deles falou, enquanto me arrastavam contra minha vontade para algum lugar. Eu até tentei chamar por ajuda, mas ninguém se importou.
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  - Me soltem, eu não quero ir! - Eu dizia e tentava me livrar deles. Em vão.
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  - Para, garota! Deixa de ser chata, eu sei que você quer. Vem cá… - de repente, eu estava num quarto e eles me empurraram uma bebida goela abaixo. Do nada, tudo estava girando. Foi então que desmaiei. Quando achei que estava tudo perdido, ele chegou para me salvar. Meu herói! 
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Lelen

Veja bem, quem foram os adultos que não estavam perto dos celulares pra receber a ligação da moça mais nova, hein? 😑😑
Sorte de vocês que teve a cena do finzinho pra vocês se desculparem, ou então cês realmente iam ter que paparicar muito ela 🧐
Gzus amado, essa pp precisa se benzer pra ver se afasta esse povo estranho e pervertido dela, porque olha 😦😦
Agora esperando ver o Seb surgir para salvar a pp.

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