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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Almas Afins

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 22

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  POV %Aline% (continuação...)

  Minha perseguição atrás da Sophie já deve ter uns vinte minutos. E a essa altura, %Seb% e os outros já devem ter notado a minha ausência. Sinto muito gente, mas eu não posso ficar parada enquanto minha filha está sumida, nesse frio e ainda nevando. Andei meio sem rumo tentando encontrá-la. De repente, me dei conta de que o cenário a minha volta era terrivelmente parecido com o do sonho que tive e aquilo começou a me assustar. E muito.
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  - Sophie! Soooophie!! – Eu gritava por ela, clamava para que estivesse bem. – Sophie, cadê você!? Sophiiiiie! – Eu chorava e tentava me proteger do vento gélido que jogava neve na minha cara. - Meu Deus, filha, cadê você? - Falei baixinho, caminhando com dificuldade. A camada de neve estava ficando mais grossa.
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  Já estou andando há mais de uma hora e eu não sei mais o que fazer e nem para onde estou indo. A neve parou de cair faz vinte minutos, mas, depois dela, veio uma fina chuva que, aos poucos, foi molhando minha roupa. Minhas botas já estavam molhadas faz tempo, por conta da neve que cobria elas quase que completamente. De repente, agora que parou de nevar, percebi umas pegadas pequenas. Será que são da Sophie? Se tem pegadas agora, é porque são recentes; se fossem antigas, a neve que caiu já as teria coberto. Comecei a andar mais rápido e a gritar por ela. Ouvi um barulho vindo da floresta e fiz silêncio. Pude ouvir um choro de criança bem longe.
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  - Mamãe! Mamãe! - Não dava para saber se era ela, mas meu coração teve certeza de que era minha filha. Eu SEI que é ela. Acelerei os passos, caí algumas vezes, mas continuei firme. Chamei por ela mais uma vez e fiz silêncio. - Mamãe, socorro! Mamãe! - Segui a voz dela, vinha de dentro da floresta. Adentrei a mesma, desviando dos galhos das árvores e tentando não escorregar. Chamei por ela novamente. – Mamãe, eu ‘tô presa! - Presa? Onde?
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  - Sophie! Onde você está, filha?! - Gritei desesperada.
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  - Mamãe! – Ela estava chorando, estava assustada. Mas, onde ela está? De repente, percebi que tinha um vão dentro da floresta. Um local sem árvores no meio da floresta, justamente onde a lua iluminava. Eu gritei por ela novamente. - Mamãe? Mamãe, eu ‘tô aqui, socorro! - Estava escuro, mas a pouca iluminação que havia me revelou um buraco perto de uma das árvores.
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  - Sophie? - Chamei por ela. - Você está no buraco, filha? - Ela continuou chorando, mas não respondeu. Cheguei mais perto do buraco, tomando cuidado para não cair nele. - Filha! Eu vou te tirar daí, meu amor. Fica calma, mamãe está aqui! - Ela levantou a cabeça e sorriu ao me ver, mas continuou chorando. - Fica aí, meu amor. Mamãe vai te tirar daí. - Olhei em volta e procurei algum galho comprido para puxar ela de lá. No chão não tinha, mas uma das árvores tinha um galho fino. Eu o puxei, não sei de onde tirei forças, mas eu o puxei. Conseguiu tirar ele da árvore e voltei para o buraco. - Segura filha, segura firme que mamãe vai te puxar para cima, está bem?
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  - Tá mamãe, eu ‘tô com medo! - Ela disse chorosa.
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  - Mamãe está aqui, vai ficar tudo bem. - Ela segurou no galho e eu a puxei. Pelo menos tentei, né? Pois, logo ela escorregou e caiu novamente. Não vi outro jeito a não ser entrar no buraco também. Pulei nele e pude abraçar minha pequena. - Pronto bebê, já estou aqui. Está tudo bem agora. – Ela se encolheu nos meus braços. Estava tão fria, seu rosto estava vermelho e gelado. - Veste isso, meu amor, ou você vai ficar resfriada. - Eu tinha levado o casaco dela. Ela vestiu e voltou a se encolher em meus braços.
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  Como vamos sair daqui? Eu estava tentando ver uma maneira de tirar nós duas dali. Ainda chovia e o terreno estava úmido, obviamente, escorregadio. Porém, eu não podia ficar ali mais tempo. Sophie deve estar aqui a mais tempo ainda e ela estava molhada e começou a espirrar. Não posso deixá-la assim. Temos que sair daqui agora! Mas, como? Depois de pensar por alguns minutos, eu decidi que íamos ter que escalar. Eu ia ter que escalar, mesmo que esteja escorregando. Pedi para ela se agarrar firme em meu pescoço e apertar minha cintura com as pernas, de macaquinho nas minhas costas. Ela o fez e enterrou a cabeça em minhas costas. Comecei a escalar, estava escorregando muito, mas consegui me manter firme. O buraco não era tão profundo. Devia ter dois metros de altura. Eu só precisava alcançar o topo dele e me arrastar para fora ou conseguir jogar a Sophie para cima. Finalmente alcancei o topo do buraco e fui escalando mais. Minhas mãos estavam sujas de lama e, provavelmente, minhas unhas pretas. Não me importei muito. Eu só queria tirar minha filha daqui. Enfim consegui sair, me arrastando na lama/grama. Respirei fundo, puxando o ar com dificuldades. Estava ficando tonta, também estava espirrando e com dores nas pernas. Sophie continuou montada em mim e assim eu fui caminhando o mais rápido que pude até sair da floresta. Voltei a andar pelo caminho de neve que cortava a floresta. Reconheci o caminho e fui andando na direção do hotel. Pelo menos, eu acho que estou na direção certa. Pois não estava. Voltei para a direção certa, ainda com Sophie nas minhas costas. Ela estava acordada, não deixei que ela dormisse, pois tenho medo que desmaie, sei lá.
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  Não sei a quanto tempo estou andando, perdi a noção do tempo. Meu tornozelo está dolorido, o mesmo que fiz uma cirurgia há alguns anos. Eu caí no meio do caminho. Isso assustou a Sophie, que ficou preocupada comigo. Torci ele novamente, ótimo! Tudo que precisava era usar novamente aquela maldita bota ortopédica. Caminhar mancando, com o tornozelo doendo, na neve alta, não é algo fácil. Sem contar com uma criança de cinco anos nas costas e ela está bem pesadinha. Mas, o importante é que minha pequena está aqui comigo. Salva. Eu que esperasse lá no hotel até que alguém a achasse. Lerdos. Capaz de amanhecer e eles ainda estarem procurando por ela. Pois, eu resolvi em poucas horas!
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  Comecei a ficar tonta novamente, estou tão cansada... está amanhecendo já e eu nem sei direito onde estou mais. Deus, me dá a direção certa para voltar para casa! Sophie estava dormindo, deixei que ela dormisse, pois, a bichinha está cansada depois dessa aventura forçada na floresta. Minha visão ficou cada vez mais turva. A falta de ar era uma constante há algumas horas e a tontura também. O mesmo que sentia quando estava grávida da Sophie. O que eu mais temia que acontecesse com a Sophie, aconteceu comigo. Eu desmaiei e caí com tudo na neve. Sophie foi arremessada para fora das minhas costas, o que fez com que ela acordasse.
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  - Mamãe? Mamãe! - Ela disse ao me ver caída com a cara na neve. - Acorda mamãe, ‘tá de dia já! – Realmente, já havia amanhecido, não nevava mais, mas fazia um frio congelante.
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  - %Li%! Sophie! - Ouvi gritos vindos ao longe. Levantei a cabeça devagar, fui acordando aos poucos.
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  - Olha mamãe, é o dindo! - Sophie apontou para direção que estávamos andando, eu vi algumas silhuetas correndo em nossa direção. Desmaiei novamente. - Mamãe! Não dorme!
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  - Sophie! Amor! - %Seb% gritou ao nos ver e deslizou ao meu lado. - O que houve com a mamãe, filha?
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  - Ela ‘tá dormindo, ela caiu e eu caí das costas dela papai. - Ela respondeu.
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  - Você está bem, filha? - Ele perguntou para Sophie que apenas sorriu para ele confirmando com a cabeça. - Que bom, bebê, fiquei preocupado. Depois vamos conversar, está bem, mocinha! - Ela fez biquinho e ele deu um beijo na testa dela, abraçando-a.
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  - Sophie, vem com o dindo. Vou cuidar de você. - Chuck carregou ela que o abraçou com força.
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  - %Li%? Amor, acorda? - Ele me pegou nos braços. - %Li%? - Ele tirou alguns fios de cabelo do meu rosto.
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  - O que houve? - %Pete% disse se aproximando de nós. - Maninha!
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  - Acho que ela desmaiou. Ela está gelada. Temos que voltar para o hotel, rápido! - %Seb% disse. - Me ajuda a levar ela, %Pete%.
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  - Vamos, a ambulância está esperando mais à frente. - Eles me carregaram até uma ambulância. Já na maca, eu acordei – Maninha! Você está bem?
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  - O que aconteceu? - Eu disse arrastando a voz. - Sophie? Cadê a Sophie? - Perguntei ao ver que ela não estava ali comigo.
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  - Calma, Chuck está com ela no outro carro. Estamos voltando para o hotel.
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  Respirei aliviada por estar tudo bem. Chegando no hotel, fui examinada, estava tudo bem. Sophie também tinha sido examinada, ela estava com um pouco de febre. Foi medicada e agora está dormindo na cama quentinha, com roupas limpas. Chuck está cuidando dela, enquanto eu estou tomando banho. Ainda estava tonta e me sentia fraca. %Seb% trouxe café da manhã para nós.
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