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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Almas Afins

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 20

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  POV %Aline%

  Finalmente, chegou o grande dia da gravação do DVD dos meninos. Estou tão ansiosa que estou quase parindo. Espero que não literalmente, né filha ~alisa a barriga~? Vim para casa junto com a Chelle tomar um banho para nos arrumar para a gravação. Hoje é dia 2 de dezembro. Uma linda manhã aqui em LA, faz um friozinho gostoso, mas amanheceu com o céu aberto e azul. Prontas, Chelle e eu voltamos para o local de gravação. Eu estou usando um vestido até o joelho, lilás, e uma sandália rasteira. É extremamente inviável usar calça ou qualquer outra peça que me aperte. Minha barriga está enorme e eu desconfio que tenha mais de um bebê dentro dela, apesar de a ultrassom dizer que só tem um. Mas, enfim…
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  Chegamos no camarim para desejar boa sorte para os meninos. Eles estavam bem nervosos, afinal não é todo dia que se grava um DVD, né? O público já havia lotado todo o local destinado para ele. Ainda havia tempo antes do show começar, os meninos estavam atendendo alguns fãs que venceram uma promoção da gravadora. Ao entrar no camarim, fui diretamente para a mesa de comida. Não tenho culpa de comer por duas, ou três (ninguém sabe, rsrs). Enquanto enfiava um mini hambúrguer na boca (sendo que já tinha outro lá dentro), senti dois braços envolvendo minha cintura gigante por causa da barriga. %Seb% me deu um beijo no pescoço e riu da cena que presenciou.
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  - Prometo que guardo todos os mini hambúrgueres para você, amor. - Ele disse rindo. - Continua linda, mesmo destruindo com a mesa.
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  - Ah %Seb%, me deixa! Estamos com fome! - Eu disse me referindo a mim e a Sophie, que me dava fortes chutes no estômago. - Ai, calma garota! - Brinquei com este fato e ele deu mais risada ainda.
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  - Filha, - ele alisou minha barriga, enquanto falava – você vai fazer a mamãe explodir, vai com calma na fome. Minha princesa! - %Seb% é o melhor pai, mesmo sem a Sophie aqui fora para cuidar. Ele tem cuidado tanto de mim e eu nem sei se mereço tanto. Está tudo indo muito bem em nossa vida. <3
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  - Vai começar, hein! - %Pete% gritou e todos o acompanharam. - E você, mocinha, ficará aonde? – Questionou, olhando para mim.
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  - Literalmente, ao lado de vocês, no palco. - Respondi calmamente. - Não se preocupe, já designei tarefas para todos e deixei o Joe como responsável pelos outros. Pedi para que só me chamasse se algo estivesse pegando fogo. - Falei brincando. – E, mesmo assim, não antes de falar com os bombeiros. - Completei. Realmente, Joe era meu funcionário mais competente e tem uma liderança incrível. Ele vai se sair bem e espero que não precise me chamar para nada. Estou pensando em deixá-lo como responsável pela minha agenda, enquanto estiver de licença por causa da Sophie.
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  - Acho bom! - %Pete% disse se aproximando de mim e beijando minha bochecha, logo após minha barriga. - E você, princesinha do titio, não me inventa de nascer hoje, hein! - Brincou. O padrinho da Sophie só não é o meu irmão, pois ele já tem o posto de tio. E eu tenho um amor tão grande pelo Chuck, que eu realmente não poderia deixar mais ninguém ser padrinho da minha filha.
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  - Vira essa boca para lá, %Pierre%! - %Seb% disse, ainda abraçado a mim, e fez uma careta que fez todos rirem.
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  - Chega de enrolar. Vamos para o palco! - Chuck falou, se metendo na conversa, e arrastou, literalmente, todos para fora do camarim.
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  Chelle, Camille, Lia e eu ficamos atrás das caixas de som que delimitavam o espaço onde os meninos ficariam. Arrastei Lia comigo, ela acabou se rendendo e ouvindo a banda dos meninos. Virou fã! Tenho um outro propósito em trazer a Lia comigo hoje. Quero juntar ela com o Chuck. Meu amigo merece conhecer alguém legal, e %Li% é perfeita para o cargo de senhora Comeau! O show começou e a gravação também, obviamente. Estava tudo tão… ANIMAL! Nossa, que energia boa! O público foi à loucura com os meninos tocando e todo o clima que preparamos para deixar tudo ainda mais bonito e especial. Minha equipe arrasou! Estou orgulhosa. Não tivemos problemas técnicos durante a gravação. Tudo tranquilo. No meio do show, fizeram uma pausa de cinco minutos, trocaram de roupa e voltaram para o palco. Tudo dentro da programação inicial. Recomeçado o show, aquela energia toda voltou.
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  Certo momento do show, eu estava ao lado da Lia e da Camille, Chelle havia ido ao banheiro, quando eu comecei a sentir alguns chutes e dores na barriga. Achei que fosse fome, então pedi para um dos assistentes pegar algo para eu comer. Ele voltou, me entregou um sanduíche de queijo e um copo de suco. Agradeci e comecei a comer. Mesmo após encher a barriga de comida, a dor continuava e os chutes também. Senti algo escorrendo pela minha perna e meu coração acelerou. Quando passei a mão pela minha perna vi que era o líquido amniótico. Minha bolsa havia estourado. Mas, assim tão cedo?! Ahhh, Sophie, você quer nascer bem na gravação do DVD do seu pai, filha?! Comecei a tremer de medo e avisei para as meninas, que prontamente chamaram um segurança para me ajudar. Olhei na direção do %Seb%, que estava perto de mim (relativamente), ele só não me ouvia. Dei um grito de dor e, mesmo com a música alta, ele ouviu e virou-se na minha direção. Viu que eu estava agoniada e mudou sua expressão de feliz para preocupado. Antes de ser levada pelos paramédicos, eu vi que %Seb% chamou um dos assistentes de palco e perguntou algo. Depois não sei o que houve…
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  Já estamos no hospital e eu estou bem nervosa. As meninas vieram comigo, claro, para me apoiar. O show já deve estar quase no fim. Espero que dê tudo certo e que o %Seb% possa vir logo para cá. Eu preciso dele, eu não vou conseguir se ele não estiver aqui para me apoiar. O médico não deixou nenhuma das meninas me acompanhar durante o parto. Só o pai pode entrar. Ahhh… Vem logo, amor.
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[…]

  A dor era tanta que eu estava tendo alguns espasmos de memória. Não sei explicar, parece que eu apaguei e quando me dava conta eu já estava em outra situação alheia à anterior. Foi algo realmente assustador. Eu sabia que sentiria dor, mas nunca imaginei que fosse tanta assim. Ah %Seb%, vem logo!
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  Conseguia ouvir o médico e os enfermeiros me pedirem força. Mais força %Aline%, vai, está quase lá! Eu me esforcei ao máximo, me esforcei além das forças que tinha. Percebi uma movimentação atrás de mim e, de repente, senti o toque de seus lábios em minha testa. Finalmente o meu amor estava ali. %Seb% estava atrás de mim, levantei o olhar e pude ver seu semblante de cabeça para baixo.
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  - Eu estou aqui, amor, você consegue. Vamos, mais força! - Ele me disse, enquanto segurava minhas mãos.
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  Ele deve ter sofrido um bocado, pois, por causa da dor, eu apertei muito as mãos do %Seb%. Tadinho. Depois de muitos esforços e gritos meus (e do %Seb%), em apoio a mim, ouvimos um chorinho. Aquele chorinho que nos acompanharia por anos. O chorinho da minha filha, da nossa filha. Sophie nasceu e eu respirei aliviada por não precisar mais fazer tanta força. Já não tinha mais pernas nem músculos para isso. %Seb% depositou mais um beijo em minha testa e sorriu para mim. Em meio ao suor dele, eu identifiquei lágrimas de alegria pelo nascimento da nossa pequena. Uma das enfermeiras me deu Sophie nos braços, antes mesmo de limpá-la, para que eu pudesse ver a minha pequena. %Seb% aproximou a cabeça de nós duas e sorriu chorando. Eu também chorava e sorria. Dei um beijo misturado com sangue na pequena cabeça de Sophie e disse “Seja bem-vinda, pequenina!”. Logo, a enfermeira a levou para dar banho. E eu fui preparada para ir para o quarto. Nessa hora, %Seb% disse que sairia, mas voltaria logo.
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  Já no quarto, limpa e mais calma, eu estava deitada na cama esperando a enfermeira trazer a Sophie. A minha espera acabou quando eu a vi nos braços da enfermeira, que sorria para ela e depois para mim; ela me entregou a pequena e saiu. Disse que logo voltaria para me ajudar a dar mama para Sophie. Quando estávamos sozinhas, eu pude curtir cada detalhe dela. Seu pequeno rostinho, seus olhos percorrendo as coisas ao redor. Ela me analisava a cada olhar e sorria para mim. Aquela boca sem nenhum dente estava sorrindo para mim e aquilo encheu meu coração de uma felicidade sem tamanho. Sorri de volta o meu melhor sorriso. O sorriso que era só dela. Só da minha Sophie.
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