×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Almas Afins

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 19

Tempo estimado de leitura: 20 minutos

  POV Chuck

  Alguns meses se passaram desde do show que fizemos em Scottsdale. %Li% está com sete meses de gravidez, continua linda como sempre. A %Li% é minha grande amiga e quando ela me convidou para ser padrinho da filha dela eu fiquei super feliz. Obviamente, aceitei. Sim, é uma menina! O nome será Sophie. Pronuncia-se “Sôfí”, segundo a própria %Li%. Minha princesinha nem nasceu e eu já a amo muito ~padrinho babão~. Fui convidado para ser padrinho de casamento do Math. Nosso querido produtor vai se casar hoje. %Li% e eu seremos os padrinhos do noivo, %Pete% e uma amiga da noiva do Math serão os padrinhos dela. Todos estão aqui, membros da produção e banda. O casamento é em um grande hotel aqui de Chicago, terra natal da Camille, noiva do Math. O danado arrumou uma americana para ele. Esse é dos meus! Brincadeiras à parte… estou no quarto reservado para mim, aqui no hotel, me arrumando. Enquanto ajeito a gravata borboleta no meu pescoço, alguém bate na porta.
0
Comente!x

  - Está aberta! Pode entrar! - Gritei e ouvi alguém abrir a porta, caminhei para o “salão” principal do quarto (é, o quarto era daqueles duplos, sabe? Enfim…). – Oi, %Seb%! Fala aí, cara. - Cumprimentei ele, que me fitou de cima a baixo, com as mãos nos bolsos da calça. - Estou gatinho? - Perguntei sorrindo e fazendo biquinho.
0
Comente!x

  - Nossa, Chuck, você está muito tesudo com esse smoking. - Falou com um olhar bem sacana e sedutor. Hahahaha é, temos umas brincadeiras idiotas de vez em quando. Ignorem. Em seguida, ele riu e continuou caminhando até o mesmo espelho que eu me olhava. - Cara, vim te pedir um favor. - Ele disse, ajeitando a gravata borboleta que tinha em seu pescoço.
0
Comente!x

  - Diz aí.
0
Comente!x

  - A %Li% não está muito bem, disse que está um pouco tonta, com falta de ar, mas ela não quer deixar de entrar como madrinha. Sabe como ela é, né? - Confirmei que sim com a cabeça. É, eu conheço bem aquela cabeça dura. - Bom, %Pete% e eu tentamos convencê-la a ficar quieta na cadeira junto conosco, mas foi em vão. Então, se você puder ficar de olho nela, já que vai ficar maior parte do tempo junto com ela. Eu agradeço!
0
Comente!x

  - Pode deixar, cara! Estou sempre de olho na %Li%. - ele parou tudo que estava fazendo, virou a cabeça lentamente e me encarou com o olhar fixo em meus olhos. - Num bom sentido, cara! Calma! - Falei rindo e com um pouco de medo dele ter levado no mal sentido aquela minha frase.
0
Comente!x

  - Eu sei, – ele disse rindo – relaxe! Bom, eu vou voltar para o salão. - Falou e deu um tapinha no meu ombro. - Anda logo, cara! Está demorando mais que a noiva!
0
Comente!x

  %Seb% saiu do meu quarto e eu terminei de me arrumar. Já pronto, eu desci até o salão do hotel onde seria realizado o casamento. Todos estavam lá, Math no altar, %Pete% e a amiga da Camille ao seu lado. Olhei para os lados, procurando pela %Li%, até que a avistei junto ao %Seb% sentados na primeira fileira. %Seb% estava abraçado a ela. Me aproximei dos dois.
0
Comente!x

  - Está tudo bem? - Perguntei, sentando-me ao lado da %Li%.
0
Comente!x

  - Sim, está sim, Chuck. - Ela respondeu, um pouco ofegante. - Vou ficar bem. - Fechou os olhos e recostou a cabeça em meu ombro. Coloquei a mão direita em sua cabeça e afaguei. Olhei para o %Seb% que me retribuiu o olhar angustiado.
0
Comente!x

  - Vem, %Li% – %Seb% disse puxando ela para seu ombro. - Chuck tem que ir para o altar.
0
Comente!x

  - Eu também vou! Me ajuda, Chuck. - Ela disse rapidamente, ainda ofegante. Segurou meu braço e tentou se levantar.
0
Comente!x

  - Tem certeza de que quer ir para o altar, %Li%? Você mal está conseguindo ficar em pé. - Eu disse preocupado com ela e com minha afilhada. Ela vinha tendo esses desmaios e falta de ar constantemente. Parece que piorou depois que ela ficou grávida.
0
Comente!x

  - Sim, estou bem. Me ajuda! - Ela disse, decidida. Olhei para o %Seb% que deu de ombros como se dissesse que não adiantava a gente argumentar com ela. A teimosia da %Li% era maior que qualquer argumento. Ele me ajudou a levá-la até o altar e me posicionei com ela ao lado do Math.
0
Comente!x

  - Está tudo bem, gente? - Perguntou Math ao ver que %Li% estava meio mal.
0
Comente!x

  - %Li% não está tão bem, mas ela insiste em ficar no altar com a gente. Estou cuidando dela. - Expliquei. Ele concordou com a cabeça. %Pete% aproximou-se de nós.
0
Comente!x

  - Se não estiver bem, vai se sentar, maninha. Não faz esforço, por favor. - Ele disse visivelmente preocupado.
0
Comente!x

  - Estou bem maninho, estou bem. Chuck está comigo, certo super Chuck? Meu herói vai me ajudar. - Ela disse segurando meu braço e dando um meio sorriso. Ela referiu-se ao fato de eu colocar um lençol amarrado no pescoço e correr pelo quintal da casa dela, lá em Montreal, fingindo ser um super-herói. Isso quando ela tinha quatro anos de idade. Até hoje ela me chama de “Super Chuck”. %Pete% deu um sorriso derrotado.
0
Comente!x

  - Tudo bem. Não apronte nenhuma, viu, mocinha! Estamos de olho em você. - Ele disse e voltou para seu lugar.
0
Comente!x

  Finalmente a noiva começou a caminhar até o altar. %Li% segurava firme meu braço e, ao ver Camille (que, por sinal, era amiga da %Li%) caminhando ao lado de seu pai até o altar, ela se emocionou. Começou a chorar e sorrir ao mesmo tempo. Foi uma cerimônia muito emocionante, de fato. Até eu fiquei meio abalado, confesso. Acabada a cerimônia, %Li% e eu cumprimentamos os noivos. %Seb% veio até nós e abraçou %Li%. Ficamos um pouco na mesa, na recepção do casamento. O DJ começou a tocar algumas músicas, ficamos apenas bebendo e comendo. %Seb% e os caras saíram da mesa para falar algo com o Math, eu não fui, pois estava no banheiro na hora. Quando voltei, %Li% estava sozinha na mesa. Chelle estava conversando com a Camille em outra mesa.
0
Comente!x

  - Deixaram você sozinha? Que canalhas! - Eu disse, brincando e me sentei ao lado dela. Ela sorriu.
0
Comente!x

  – Falaram que quando chegasse era para você ir até o Math, parece que é algo sobre a gravação do DVD.
0
Comente!x

  - Hm, entendi. - Eu disse. Antes de eu me levantar, ela segurou meu braço.
0
Comente!x

  - Chuck! Antes de ir, me leva para o quarto, por favor? Eu não estou me sentindo bem, não quis preocupar ainda mais o %Seb%. - Ela disse, agora percebi que ela estava fria e não era por causa do ar-condicionado. - Não conta nada para o %Seb% nem para o %Pete%. Eles já estão pegando muito no meu pé ultimamente. - Ela concluiu fazendo biquinho.
0
Comente!x

  - Você é bem teimosa, né, %Li%? Tem que se cuidar mais, mocinha. - Dei-lhe uma bronca.
0
Comente!x

  - Até você, Chuck?
0
Comente!x

  - Calma, Adeline! - Brinquei e ela me deu um tapão no braço. Doeu, mas foi engraçado ver a cara dela de brava. - Vem, vamos. Te levo lá.
0
Comente!x

  - Chato!
0
Comente!x

  Ajudei %Li% a se levantar e caminhamos até o elevador. O quarto dela ficava no andar abaixo do meu: nono andar. Entramos no elevador, apertei o número 9 e a porta se fechou. Quando chegou no quinto andar, o elevador deu uma “engasgada” e parou de repente, apagando as luzes e o ar-condicionado que tem nele (sim, tem ar-condicionado aqui). As luzes de emergência ligaram segundos depois do apagão. Olhei para %Li% e perguntei se ela estava bem, ela confirmou que sim. Comecei a ligar para o telefone de emergência que tem no painel, mas ninguém atendia. Estou sem meu celular e %Li% percebeu que %Seb% havia levado o dela, pois ela deixou com ele antes de subir ao altar e não pegou de volta. A única comunicação que temos é esse bendito telefone que liga diretamente na central de monitoramento do hotel e ninguém atende essa merda. Ótimo! Alguns minutos se passaram e começou a ficar muito quente. %Li% não se dá muito bem com calor em excesso, ela começou a ficar ofegante novamente. Sentou-se no chão e recostou a cabeça para trás tentando puxar o pouco ar que tinha dentro daquele cubículo.
0
Comente!x

  - Calma, respira devagar, pequena. - Eu abaixei e tentei acalmá-la.
0
Comente!x

  Eu sempre tive uma relação muito boa com a %Li%. Às vezes parecia que éramos namorados. Muitas vezes %Li% me pediu para fingir que era namorado dela, para afastar alguns idiotas que insistiam em dizer que ela era uma loser sem ninguém. %Li% não tinha muitos amigos na infância e adolescência. Basicamente, ela andava mais com a gente, nos ensaios na garagem da casa dela, do que com o pessoal de sua escola. Isso fazia com que alguns imbecis provocassem ela, inventando coisas para manchar a reputação dela na escola. Ela não contava para o %Pete%, com medo dele surtar e bater em alguém. Apesar de eu ter feito isso uma vez, ela confiava mais a mim essa confissão do que ocorria com ela na escola. Então, eu meio que mimei bastante e defendia ela com unhas e dentes (e punhos fechados para quebrar a cara de quem quer que fosse). Acho que deve ser por isso que ela me chama de herói. Sempre a vi como uma irmã mais nova, a irmã que eu sempre quis ter.
0
Comente!x

  A nossa situação ali dentro estava a cada minuto mais insuportável. Eu já havia tirado o paletó e o colete do terno que vestia. Tirei meus sapatos também. %Li%, como está de vestido longo, não pode fazer muito para se livrar das peças de roupa. Apenas tirou os sapatos. Ela ainda estava bem ofegante e suava muito.
0
Comente!x

  - Que droga! Ninguém atende essa merda!? - Perguntei, em voz alta, para mim mesmo enquanto tentava contato com alguém na central de monitoramento.
0
Comente!x

  - Chuck… Aiiiiiii, Chuck! - %Li% começou a gritar de dor e eu me agachei nervoso.
0
Comente!x

  - O que houve, %Li%? O que está sentindo, me fala!? - Perguntei angustiado, segurando sua mão.
0
Comente!x

  - Minha barriga está doendo, eu não sei o porquê. Me ajuda Chuck, aiii que dor! - Ela apertou minha mão com bastante força e se contorceu de dor. Me senti impotente por não saber o que fazer para ajudar a amenizar ou cessar a dor dela. Ela abaixou a cabeça, com dificuldade, e olhou por debaixo do vestido. - Não estou sangrando, que bom! - Ela disse aliviada, recostando novamente a cabeça na parede do elevador.
0
Comente!x

  - Isso é um bom sinal! O que mais está sentindo?
0
Comente!x

  - Tontura, mas isso eu já estava sentindo antes. Agora está mais forte. Parece que vou desmaiar… deve ser o calor. - Suspirou derrotada pelo calor.
0
Comente!x

  - Calma, vou tirar a gente daqui. - Me levantei e comecei a bater à porta do elevador e gritei. Gritei por ajuda. - ALGUÉM! AJUDA AQUI, POR FAVOR!! A GENTE ESTÁ PRESO AQUI NO ELEVADOR, SOCORRO! - Eu já estava irritado pelo calor e porque a %Li% estava passando mal e eu não tinha como ajudar. Me sinto péssimo com isso. Acho que já estamos há mais de uma hora aqui. Não aguento mais!
0
Comente!x

  - Acho que é aqui, ouvi alguma coisa. - De repente, eu ouvi uma voz ao longe. Fiz silêncio e pude ouvir a conversa. - Acho que é nesse andar que o elevador parou.
0
Comente!x

  - AQUI!! ESTAMOS AQUI!!! - Gritei novamente para que nos ouvissem. E deu certo.
0
Comente!x

  - Olá! Já sabemos onde estão, afastem-se da porta e fiquem calmos. Vamos tirar vocês daí. - A voz do outro lado disse e eu me afastei da porta. Me sentei ao lado da %Li% e abracei ela que começou a chorar.
0
Comente!x

  - Calma, pequena, estou aqui. Já vamos sair daqui, fica calma. - Afaguei os cabelos dela, que já estavam soltos e molhados por conta do calor que fazia. Poucos minutos depois, eu ouvi a porta se abrindo. Ela se abriu por completo e pude ver que o elevador não estava parado certinho no andar, apenas metade dele estava parado no quinto andar, o que dificultou um pouco o nosso resgate.
0
Comente!x

  - Vocês estão bem? - Um dos bombeiros questionou, colocando parte do corpo para dentro do elevador.
0
Comente!x

  - Minha amiga está grávida e está passando mal. - Eu falei para que a levassem primeiro.
0
Comente!x

  - Vamos tirá-la primeiro, então. - Deu certo. - Vou descer aí para ajudar. - Ele entrou no elevador e me ajudou a levantar %Li%. - Ela está febril. - Disse o bombeiro ao encostar na %Li%. Eu nem havia notado, por conta da agitação, mas ela está com febre. Mais um motivo para fazê-la suar frio.  - Segure-se na corda, ok? - Ele disse para ela, que fez que sim com a cabeça. Outro bombeiro segurava a corda do lado de fora. Ele puxou %Li% para cima, enquanto eu e o outro bombeiro empurrávamos ela de dentro do elevador.
0
Comente!x

  - Pronto, peguei. - O bombeiro que estava lá fora disse e puxou %Li% para fora.
0
Comente!x

  - Chuck… - ela disse, estendendo a mão para me puxar.
0
Comente!x

  - Calma pequena, eu já vou sair. Calma! – Falei, tentando tranquilizá-la. Consegui sair de lá junto com o bombeiro que entrou no elevador. Descobri depois, que foi uma pane que teve somente naquele elevador. Que sorte a nossa… - Estou aqui. Você vai ficar bem, está bem? – Falei, segurando a mão dela, que já estava deitada na maca. Descemos até o saguão do hotel e lá encontramos um namorado e um irmão MUITO putos e preocupados.
0
Comente!x

  - CHUCK, CARALHO! - Disse %Pete%, correndo em minha direção. Ao ver que %Li% vinha deitada na maca, sendo levada pelos bombeiros, ele mudou o caminho. - %LI%! - Foi uma cena engraçada, mas eu não esbocei nenhum sorriso na hora.
0
Comente!x

  - Cara, o que aconteceu?! - %Seb% disse ao me encontrar. Expliquei a história resumidamente para ele. - Puta que pariu! E eu longe dela… eu vou ver como ela está. - Lamentou-se e correu na mesma direção que o %Pete%.
0
Comente!x

  Já estávamos todos no hospital. %Seb%, %Pete% e eu. Dave e Jeff ficaram no casamento. Aparentemente só nós ficamos sabendo do que houve, Math e Camille não sabiam. Preferimos assim, para não estragar o casamento deles. Passados alguns minutos após nossa chegada, veio o médico que atendia a %Li% falar conosco.
0
Comente!x

  - Minha irmã está bem, doutor? - Perguntou %Pete%, levantando-se assim que avistou o médico vindo em nossa direção.
0
Comente!x

  - Sim, a senhorita %Bouvier% passa bem e a bebê também. - Todos suspiramos aliviados – Ela está no quarto, estou aguardando só o resultado do exame de sangue para liberá-la. Se quiserem, podem ir vê-la.
0
Comente!x

  - Queremos sim, doutor. - %Seb% disse e fomos seguindo o médico até o quarto onde %Li% estava. Ao entrarmos, ela sorriu para nós. %Seb% foi o primeiro a aproximar-se da cama. - Amor! Como você está? Fiquei preocupado! - Ele disse meio apreensivo.
0
Comente!x

  - Estou bem amor… estamos bem. - Ela disse, alisando a barriga e sorrindo. - Chuck! - Ela disse ao me ver. - Você está bem?
0
Comente!x

  - Estou! Não se preocupe comigo tampinha, se preocupe em se cuidar. Estamos de olho em você! - Falei e todos concordaram. Ela revirou os olhos contrariada.
0
Comente!x

  Minutos depois, o médico voltou ao quarto com o resultado dos exames da %Li%. Graças a Deus está tudo bem com ela e a Sophie. Logo após, o médico a liberou para ir para casa. Voltamos para o hotel onde ocorria a festa de casamento do Math. Chegando lá, estavam todos procurando por nós. Dave e Jeff contaram o que houve, fofoqueiros. ~ risos ~ Bom, %Seb% e %Li% voltaram para o quarto deles para que %Li% pudesse descansar. Foi uma noite agitada, afinal.
0
Comente!x

  POV %Seb%

  É impressionante como a %Li% é teimosa. Deus, por quê? Ela insistiu em voltar para a festa do Math e ficar lá embaixo. Obviamente briguei com ela, porra! Ela acabou de voltar do hospital, correu o risco de perder nossa filha e ainda quer voltar para festa? Ah, Deus! Sim, pois o médico nos disse que ela teve um leve sangramento a caminho do hospital. Caso se agravasse, poderia ocasionar um aborto natural. Fiquei morto de preocupação. Mas, agora está tudo bem, ela está aqui em meus braços, dormindo, tão quieta. Acabei dormindo também.
0
Comente!x

[…]

  Creio ser tarde da noite já. Acordei assustado, com a %Li% se remexendo nos meus braços. O que não era comum, ela dormia tão aconchegada e agora está se debatendo. Parece que está tendo um pesadelo. Tentei acordá-la.
0
Comente!x

  NARRAÇÃO EM TERCEIRA PESSOA

  Ela estava sozinha. Estava frio. Ela vestia uma jaqueta preta acolchoada com capuz, próprio para neve. Usava uma calça skinny preta e uma bota azul-marinho com detalhes em bege e cinza. Ela caminhava, olhando para os lados, assustada. Estava escurecendo e nevava forte. Começou a correr e uma sensação de perda tomou conta de seu coração. O que estava acontecendo afinal? Ela começou a correr mais rapidamente numa estrada cheia de neve, mal conseguia ficar de pé. Mas, ela não desistiu, ela precisava chegar até seu destino. Ela gritava, gritava e gritava. Chamava por alguém, mas não sabia quem seria. Não conseguia ouvir o som que sua boca emitia. Aquilo estava deixando ela angustiada. E continuava a gritar e correr. O caminho por onde corria era envolvido por uma densa floresta. Quanto mais longe corria, mais densa e escura a floresta era. Cercada por árvores e uma enorme montanha de gelo, ela se viu cada vez mais sozinha e com medo. Onde estará? Aonde foi parar o seu bem mais precioso? De repente, ela ouviu uma voz que chamava seu nome. Uma voz conhecida. Era o seu maior bem a chamando. Apertou o passo e encontrou um grande buraco no meio da floresta. Lá estava ele, seu maior bem: ferido, choroso e com medo. Clamava por ajuda, mas ela não sabia o que fazer para acabar com esse sofrimento. Ouviu uma outra voz.
0
Comente!x

  - %Li%! %Li%, acorda!
0
Comente!x

  É o seu amado. O grande amor de sua vida pedindo para ela acordar… acordar?
0
Comente!x

  FIM NARRAÇÃO TERCEIRA PESSOA

  - %Li%! %Li%, acorda! – Continuei chamando por ela, enquanto gemia e se debatia de um lado para o outro. De repente, ela acordou no susto. - Amor, está tudo bem? – Perguntei com os olhos arregalados.
0
Comente!x

  - Sim… Ah, que bom que foi um sonho. - Ela disse e suspirou, encostando-se em mim. - Que bom que foi um sonho… - repetiu sua última fala e fechou os olhos. Senti algumas lágrimas caindo pelo seu rosto e repousando em meu peito.
0
Comente!x

  - Eu estou aqui, está tudo bem agora. - Tentei confortá-la.
0
Comente!x

  %Li% me contou sobre o pesadelo. Ficou assustada e pensativa em saber o que aquele pesadelo quis dizer. Esquecemos um pouco disso, pois após o casamento do Math, voltamos nossas atenções para a gravação do DVD. É, está perto! Alguns dias se passaram, e estávamos a mil com os preparativos para a gravação. %Li%, como chefe de produção, estava muito atarefada. E eu, como parte da banda, estava ensaiando todo dia, praticamente. Se não era ensaio, era entrevista. Gravamos, paralelamente, algumas cenas dos ensaios ou das sessões de fotos para os bastidores do DVD. Está ficando muito bom!
0
Comente!x

  Minha querida gravidinha já havia se esquecido do pesadelo, mas eu ainda lembrava às vezes. Confesso que tive um parecido. Estava aflito, não quis contar nada para ela, não quero preocupá-la. Está perto da semana de previsão do nascimento da nossa Sophie (meados de dezembro, no máximo). Então, melhor não agitar ela mais. Já basta o DVD…
0
Comente!x

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

1 Comentário
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Lelen

Nossa, Emma who? Quem é você na fila do pão, eu hein.
E olha, depois de ficar ouvindo relatos de terror e ouvir que uma dorzinha incomum pode levar à morte na gravidez, eu acho que eu sentindo qualquer coisa eu ia correndo pro hospital, credo HAHAHAH
Chuck é um chuchuzinho, né? <3

Todos os comentários (11)
×

Comentários

Você não pode copiar o conteúdo desta página

1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x