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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Almas Afins

Escrita porLi Santos
Editada por Lelen

Capítulo 13

Tempo estimado de leitura: 16 minutos

  POV %Seb%

  Sim, eu estou provocando a %Li%. Eu não resisto. Mas, além disso, eu quero que ela venha falar comigo. Sempre que brigamos, sou eu que vou atrás, pode parecer egoísta (e é), mas é a vez dela! Ok, isso soou muito infantil. A garota que está comigo está falando, falando, falando… confesso que não estou prestando atenção em nada. Voltamos para o cais e desembarcamos da lancha. Math, Jeff e Chuck preparavam um churrasco para todos, enquanto %Pete%, eu, as garotas, a amoeba (o Brian) e minha %Li% estávamos no quintal arrumando o local. Estávamos mais bebendo do que arrumando as coisas, mas beleza. Desistimos de arrumar e colocamos algumas cangas na areia para nos sentarmos. Ali parecia o local ideal para ficarmos e assistir ao pôr do sol, que se aproximava. Os caras saíram e começaram a trazer as carnes, quando viram que estávamos todos na areia, resolveram descer e fazer o churrasco ali mesmo. Eu estava cada vez mais bêbado e um pouco tonto também. Em partes, pela bebida e, por outro lado, porque eu não aguentava mais aquela garota falando ao meu lado. Nem me dei ao trabalho de perguntar seu nome.
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  %Li% e o tal Brian foram dar uma volta pela areia. Já havia anoitecido. %Li% vestiu seu casaco, ventava bastante e estava bem frio até, mas um frio suportável. A garota ao meu lado tentava, de várias maneiras, me convencer a abraçá-la, por conta do frio. Oh querida, desiste. Esses braços só têm lugar para uma mulher. E essa mulher está neste momento dando voltas com outro cara. Apesar de saber que eles não têm nada, eu fico com um pouco de ciúmes. Ok, eu estou morrendo de ciúmes deles dois desde que os vi juntos hoje mais cedo. Chuck já me deu um baita sermão, longe de todos (após o beijo), dizendo que era para eu parar de joguinho idiota e ir conversar com a %Li%. Ah, quer saber? Eu vou atrás dela e foda-se. Levantei-me num só impulso e segui na mesma direção que a %Li% havia ido.
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  - Aonde você vai? Me espera! - A tal garota disse e veio andando atrás de mim.
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  - Fica. Não preciso de você atrás de mim. Vai me atrapalhar. - Ok, fui meio babaca. Confesso. Mas, ela é muito grudenta e eu só quero me grudar na %Li%. Acho que me entendem, né? Enfim…
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  - Vai atrás da minha irmã? - %Pete% disse, virei-me para ele e concordei com a cabeça. - Espero que dê tudo certo de uma vez, cara. - Ele sorriu para mim e os caras concordaram com ele. Todos muito bêbados, por sinal.
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  - Valeu, galera.
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  Dizendo isso, continuei o meu caminho atrás da %Li%. Andei por alguns metros e encontrei o Brian conversando com uma moça que, com certeza, não era a %Li%.
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  - Cadê ela? - Eu disse ao me aproximar dele.
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  - Opa! - Ele se assustou um pouco, mas logo me reconheceu. - A %Li%? Bem, eu não sei onde ela está. Escuta cara, eu queria falar que… - antes que ele concluísse, eu já o interrompi dizendo.
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  - Não precisa falar nada. Eu sei que você e a %Li% não estão namorando. - Falei convicto. Ele pareceu aliviado.
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  - Ela ainda o ama muito, cara. Não desiste dela! - Ele disse e eu sorri ao ouvir que ela ainda me amava.
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  - Não vou. - sorri de volta e completei: - Valeu, cara. Vou atrás dela! - Falei animado, me despedindo dele.
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  Continuei minha jornada atrás dela. Andei bastante, me afastando da casa onde estamos hospedados. Onde será que ela se meteu? De repente, eu avistei uma mulher deitada na areia, parecia dormir. Me aproximei e era ela.
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  - %Li%? %Li%! - Chamei por ela, mas não obtive resposta. - %Li%, sweetheart, acorda! - Sacudi ela com força para que acordasse. Aos poucos ela foi acordando e me viu ao seu lado. Sorriu ao ver meu semblante.
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  - Quantas vezes você vai me salvar, hein? - Ela falou. Só agora notei que ela estava encharcada. Será que estava na água?
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  - Quantas vezes forem necessárias! - Falei calmamente e, por alguns segundos, ignorei o meu cérebro curioso em saber por que ela estava molhada. - Eu jamais deixaria que algo de ruim acontecesse com você, amor. Eu te amo!
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  - Me perdoa? - Ela começou a chorar e eu não resisto ao choro dela. Sério, pode acontecer qualquer coisa, menos ver a %Li% chorar. Meu mundo desaba junto com suas lágrimas.
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  - Claro que perdoo, amor. Esquece isso… - abracei-a forte e afastei seus cabelos molhados. Apertei levemente sua cabeça no meu ombro. - Vamos voltar para casa. Você está gelada! - Ela concordou e fomos caminhando devagar.
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  Ela reclamou que o tornozelo da cirurgia estava doendo. Ah é, esqueci de mencionar que ela já tirou a bota ortopédica. E já fez outra cirurgia. Deu tudo certo! Mas, acho que isso já ficou implícito, né? Anyway...
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  Dado momento do caminho, eu tive que carregar a %Li%. Ela é pesada, osso pesa ~risos~, mas eu não me importo. Faço com prazer. Minutos depois que saímos de onde estávamos, chegamos até a casa. Todos ainda estavam lá, só que no quintal e não mais na areia. As garotas ainda estavam lá, quando a que estava comigo me viu carregando a %Li%, retorceu a boca e deu um soco na mesa. Todos a olharam assustados. Logo, eles ignoraram o piti que ela deu e voltaram a atenção para mim e para a %Li%.
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  - O que houve, cara? - Dave perguntou ao me ver carregando a %Li%. Subi as escadas e a coloquei em uma das cadeiras.
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  - Eu a encontrei na areia toda molhada e a trouxe de volta. - Explique a situação.
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  - Sozinha? Cadê seu namorado, maninha? - %Pete% disse num tom de deboche. Confesso que gostei. É %Li%, cadê seu namorado?
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  - Brian não é meu namorado. É só meu amigo. - Ela disse olhando para o chão, envergonhada com a pergunta e com os olhares que estavam todos voltados para ela.
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  - Ahhh, sabia que havia algo errado nessa história. - %Pete% disse animado e convicto de que %Li% só falou aquilo para me fazer ciúmes. - Só você, né, ADELINE?! - %Li% odeia que a chamem pelo segundo nome.
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  - Cala a boca, %PIERRE%!
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  - Eu não ligo, pode me chamar assim. Nada abalará minha alegria agora ao ver sua cara de tabaréu. - Eu sou um namorado muito mal por rir disso? Ah, eu sei, é maldade com a %Li%, mas foi ela quem provocou isso. Me colocar ciúmes… onde já se viu?! (Até parece que eu não fiz o mesmo há algumas horas).
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  - Vamos lá para cima, %Li%? Você tem que se secar. - Eu falei e estendi a mão para ela.
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  - Idiota! Eu vi você rindo junto com o %Pierre%! Argn! - Ela deu um tapa na minha mão e saiu batendo os pés. Chamou o %Pete% pelo nome…
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  Ih, está brava ela.
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  - Eu mereço! - Exclamei e fui atrás dela. Cheguei ao quarto dela e a vi jogada na cama. - Hey! Sai da cama, vai molhar ela toda. - Puxei ela pelo ombro e a virei para cima. Ela olhava para o lado com um bico gigantesco na boca. - Vai furar a parede com essa furadeira aí na boca. Cuidado! Hahahaha – eu ri alto da minha própria piada. Ela apenas me olhou de canto de olho. Eu lhe dei um beijo na bochecha. - Vamos para o banho agora! Você está ficando quente.
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  - Claro, com esse peso todo em cima de mim… obviamente ficaria quente. - Ela disse, em tom de deboche.
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  - Quando a gente fez amor, e eu estava em cima, você não reclamou. - Ela me olhou com a boca meio aberta. Eu sorri de um jeito safado e gargalhei em seguida.
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  - Idiota! - Ela soltou uma risadinha. A conhecendo bem, ela gostou, porém não quer admitir.
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  Ela foi tomar banho e eu esperei na cama. Arrumei a zona que ela havia deixado. Que bagunceira essa minha namorada. Ajeitei a cama e deitei na mesma. %Li% demorou um pouco no banho, tipo, bastante. Fui até o banheiro e a encontrei chorando dentro da banheira. A água quente corria pelo seu corpo. Por alguns segundos, eu cheguei a ficar excitado, mas logo espantei os pensamentos sacanas da mente para ver como ela estava. Me aproximei da banheira e segurei sua mão. Ela estava agachada com ambas as mãos entrelaçadas na cabeça. Pude ouvir seu choro baixinho. Perguntei o porquê de seu choro. Ela levantou a cabeça, os cabelos molhados caindo em seu rosto. Ajeitei os fios teimosos que escondiam o lindo rosto dela. Ela, ainda soluçando, me contou o motivo de seu choro.
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  - Eu… Eu não mereço você, %Seb%. Olha o que eu fiz? Beijei outro cara, briguei com você, quase me afoguei, quase me perdi e me afoguei novamente… Eu sou uma idiota, infantil, mimada. Eu não mereço estar ao seu lado, não mereço seu amor, não mereço piedade sua. Você é bem mais adulto que eu, por ser mais velho e ter mais experiência… Ahhh, eu não estou aguentando mais isso, %Seb%. Eu não aguento mais! - Após descarregar toda a sua mágoa em palavras (muito duras, por sinal), %Li% desabou a chorar mais intensamente. Eu entrei na banheira, desliguei o chuveiro e abracei ela forte contra o meu corpo. - Eu não mereço você… - ela insistiu em continuar falando essas besteiras. Eu queria falar, queria descarregar tudo que penso agora, mas achei melhor somente abraçá-la. Pelo menos até ela se acalmar um pouco. Alguns minutos se passaram.
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  - Você está melhor? – Questionei, segurando suas mãos frias e ainda molhadas. Aliás, nós ainda não saímos da banheira.
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  - Sim, eu estou mais calma. - Ela disse com a voz embargada. - %Seb%, me desculpa se… - antes que ela falasse, eu a interrompi.
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  - Não! Agora é você quem vai me ouvir. - Erguei o indicador e o repousei em seus lábios para que se calasse. Ela fez um biquinho fofo e ficou quieta. Levantei, peguei uma toalha e comecei a secá-la. Peguei uma roupa limpa para ela e a vesti. Sim, até a calcinha e o sutiã eu coloquei. Já posso ser pai, né? ~risos~ Ok, parei… aproveitei para me secar também, depois eu troco de roupa. A conduzi até a cama, ela sentou-se e então eu comecei a falar. - Bom %Li%, em primeiro lugar: eu te amo e isso nunca mudará. – Proferi, olhando diretamente no fundo de seus olhos castanhos que mais pareciam duas jabuticabas de tão escuros. – Segundo: eu preciso que saiba que eu nunca me importei com sua idade, se foi isso que quis dizer com aquele discurso todo na banheira. Você é uma mulher maravilhosa para mim, me faz feliz, me ama e aguenta minhas palhaçadas. - Finalmente ela sorriu para mim. - Enfim, tudo que EU preciso só encontrei em você. E tudo que EU quero é ficar com você, namorar você, me casar com você, construir uma família junto com você. E se quer saber o que eu acho… Bom, eu acho que você não é infantil. Você é minha garota, minha mulher, minha pequena tampinha e, acima de tudo, a pessoa que mais me faz feliz nessa vida. Então, sim %Li%, você me merece sim e eu mereço ter você. Para sempre.
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  Wow! Posso escrever um livro de romance daqueles bem clichês dramáticos, não é? Fala a verdade!? Hahahaha… Ela não disse nada, absolutamente nada. Porém, enquanto eu falava, seus olhos começaram a encher-se de lágrimas e, quando eu terminei de falar, elas começaram a rolar por seu rosto. Ela estava chorando, mas de alegria, pois havia um lindo sorriso que acompanhava o choro. Abracei-a forte e disse que a amava e que jamais a deixaria novamente. Ela concordou e retribuiu meu amor. Aconchegou-se em meu abraço. Aos poucos, fui me deitando e conduzindo ela para a mesma condição que eu. Deitados, abraçados, respiração lenta, olhos fechados, rostos colados. Adormecemos.
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  A luz forte que invadia a janela e incomodava meus olhos denunciava que já era dia. E o Sol estava majestosamente maravilhoso nessa manhã. Me mexi devagarzinho para poder ver direito o rosto da minha pequena. Ela estava encolhida, na mesma posição que adormeceu, tão serena, parecia sonhar.
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  - Bom dia, minha flor! - Eu falei baixinho, enquanto ela se espreguiçava, ainda de olhos fechados. - Vai dormir de novo? - Questionei dando um beijinho em seu nariz. Ela abriu os olhos e, antes que se incomodasse com a claridade, eu coloquei a mão em seu rosto, protegendo-o da luz do Sol. Ela sorriu de leve.
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  - Bom dia, amor! - Que sorriso lindo que ela tem. Sorri de leve e fiquei olhando para seu rostinho corado e sorridente. Comecei a acariciar as maçãs de seu rosto, com delicadeza. Ela me olhou intrigada. - O que foi, %Seb%? - Perguntou desconfiada.
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  - Só estou apaixonado pela mulher mais linda desse mundo. Você, claro. Caso tenha ficado alguma dúvida. - Falei brincalhão e romântico ao mesmo tempo. Ela riu e falou num suspiro.
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  - Você é maravilhoso, %Seb%! - Ela falou corando mais ainda e completou: – Eu te amo tanto! - Soltou uma risada aliviada, como se tivesse acabado de receber uma excelente notícia após um mar de aflito.
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  %Li% e eu tomamos banho juntos. Ela ficou me provocando o banho todo, não resisti. Acabamos que fizemos amor ali mesmo, na banheira, enquanto a água percorria nossos corpos nus. Uma mistura de suor e água do chuveiro. Foi gostoso. Intenso. Romântico. Tudo isso e muito mais. Passado o momento sexo, nos arrumamos e descemos para tomar café da manhã, era por volta das 10h. Brian ainda estava na casa, creio que os caras não se importaram que ele ficasse conosco até o fim da viagem. Eu não me importo mais, por mim tanto faz. Ao passarmos pela sala de estar, a caminho da cozinha, Dave grita animado ao nos ver de mãos dadas.
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  - FINALMENTE PORRA! - Todos o olharam assustados, pois estavam distraídos. Após olharem para um Dave animado (ele até levantou do sofá para celebrar), todos os olhares da casa caíram sobre %Li% e eu. Nos olhamos e rimos.
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  - O casal do ano FINALMENTE está junto! Temos que comemorar, sério. Porra, cara. Que maravilha! - Atropelando as palavras: esse era o Chuck.
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  - Calma, gente, nós voltamos sim. Não é para tanto, vai. - Eu falei, tentando acalmar o fogo no rabo que Dave e Chuck estavam sentindo. Todos riram. Ele aproximou-se de nós e me abraçou. Depois abraçou a %Li%.
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  - Estou muito feliz por vocês. - Ele disse e completou virando-se diretamente para a %Li%: – Você sabe que eu amo você, né, %Li%? - Ela confirmou que sim com a cabeça – Se precisar da minha ajuda para dar uma surra no %Seb%, caso ele apronte contigo, pode me chamar. - Falou baixinho, como se eu não conseguisse ouvir! Palhaço.
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  - Hey! - Dei-lhe um tapa na nuca. - Eu estou ouvindo, ok. - Rimos das palhaçadas dele e fomos tomar café da manhã.
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  Ficamos num clima de paz e muito amor durante o restante da viagem. Voltamos para Los Angeles, nossa cidade, e fomos diretamente para meu apartamento. Agora eu divido ele com a mulher da minha vida, né? Não poderia estar mais feliz.
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