Capítulo 11 • Penúltimo Capítulo
A construção da arca começa. Noé, sua mulher e seus três filhos começam a construção da arca. As pessoas a seu redor começaram a questionar a arca colossal por acharem que Noé era maluco. Noé não se achava maluco. Mas a humanidade parecia não o entender... Eles o chamavam de maluco. Noé achou mulheres para seus três filhos: Sem, Cam e Jafé. A esposa de Sem foi Sedetaqelebab. A esposa de Cam foi Laataumak e a esposa de Jafé foi Adataneses. E através deles toda a humanidade se desenvolveu. O dilúvio durou quarenta dias e quarenta noites. Agora se inicia a minha história... Quem disse que da descendência amaldiçoada de Cam não poderia vir algo bom? Afinal, quem é a grande narradora, será que sou eu? Vamos ver.
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Deus. Deus é a base de tudo. Ele é a base de todo o conhecimento. Tudo o que nós, reles mortais, jamais conseguiremos ser. Quem é como Deus, pode alguém se equiparar a ele? Mas ele também é firme em perseguir quem blasfema contra ele. Ele é ferozmente perigoso. Certo sábio disse certa vez, seja como é, não tente ser o que você não é. Às vezes tentamos. Mas aqui está um mistério.
O vento vinha com uma força avassaladora. O vento derrubava postes. Destruíram pessoas. Queimavam florestas e incendiavam plantações. E assim muitas pessoas morriam. Outros se divertiam, é claro. Mas algumas simplesmente não aproveitavam a vida. Eu era uma das pessoas. Quando ainda era jovem e fazia minhas prostituições no seio de minha família, eu não me orgulhava do que fazia. Mas assim eu era. Uma prostituta. Que via nos vícios passatempos favoritos. Porque quando você se prostitui se dando a relações, você esquece o que te oprime. Porque é mais te odiar do que respeitar. Mas ainda não é minha história. Não ainda. Da descendência de Abraão, nasceu uma mulher tão parecida como eu. E é a história dela que será contada.
ADULAM, ANOS 1900
— Pai — chamou uma jovem de cabelos negros vendo que o vento uivava. — Pai! — chamou.
— Oi, Merebet — disse o pai deitado no próprio quarto. — O que trouxe de novo do povoado.
— Eu achei um pão para assar. E tem notícias de Adulam. Judá se casou com uma moça chamada Batsua. Ela tem um filho, Er.
— Você também deve pensar no seu futuro, Merebet — disse o pai. — Não ficar preocupada com um velho idoso.
— Eu sempre vou me preocupar com você, pai — disse Merebet.
— Mas como vai ter um bom casamento, Merebet? — perguntou o pai. — Achar homem de posses.
— Você sabe que eu não quero me casar!
— Sei que deseja cuidar de mim, mas, pequena, acho que fizeram uma feitiçaria comigo. Seus avós — disse o pai.
— O que eles te fizeram? — Antes que o pai pudesse falar, a porta bateu. Era um menino, roupas azuis.
— Senhora, tem um pouco de leite de cabra? — perguntou o menino que parecia ter roupas simples.
— Não — respondeu Merebet educadamente.
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A verdade é que a prostituição era algo comum naquela época. Conforme as mulheres se prostituíam, mas elas se afastaram dos caminhos do Senhor.
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DÉCADAS DEPOIS...
E Merebet se prostituiu com Er, filho de Judá. Er estava prometido a Tamar, filha de Elam. Mas ela não andava totalmente nos caminhos de Deus. Merebet era uma jovem bonita, tinha atrativos e se deu a relações com Er, filho de Judá. Mas o que aconteceu depois...
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ANO 100, A.C.
Nazaré (em hebraico: נָצְרַת; romaniz.: Náẓərat; em hebraico tiberiano: Nāṣəratṯ; em árabe: الناصرة; an-Nāṣira ou an-Naseriyye) é a capital e maior cidade do distrito Norte de Israel. Também funciona como uma capital Árabe para os cidadãos Árabes de Israel que constituem a vasta maioria da população local. No Novo Testamento, a cidade é descrita como local de nascimento de Maria, mãe de Jesus, e onde a mesma passou sua infância, e por este motivo é um centro de peregrinação cristã, com muitos santuários celebrando as associações bíblicas. Desde o tempo de Eusébio de Cesareia, porém, até o século XX especula-se que a etimologia de Nazaré deriva de netser, um "ramo" ou "broto", enquanto o Evangelho de Felipe (apócrifo) deriva o nome de nazara, que significa "verdade".
Aqui começa a minha real história. Esta palavra do Senhor veio a mim: “Filho do homem, existiam duas mulheres, filhas da mesma mãe. Elas se tornaram prostitutas no Egito, envolvendo-se na prostituição desde a juventude. Naquela terra os seus peitos foram acariciados e os seus seios virgens foram afagados. A mais velha chamava-se Oolá, e sua irmã, Oolibá. Elas eram minhas e deram à luz filhos e filhas. Oolá é Samaria, e Oolibá é Jerusalém. Oolá envolveu-se em prostituição enquanto ainda era minha; ela se encheu de cobiça por seus amantes, os assírios, guerreiros vestidos de vermelho, governadores e comandantes, todos eles cavaleiros jovens e elegantes. Ela se entregou como prostituta a toda a elite dos assírios e se contaminou com todos os ídolos de cada homem por ela cobiçado. Ela não abandonou a prostituição iniciada no Egito, quando em sua juventude homens dormiram com ela, afagaram seus seios virgens e a envolveram em suas práticas dissolutas. E sua irmã foi Jerusalém.
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— O que foi, meu filho? — perguntou um homem a seu filho adolescente. — O que aconteceu. Por que estás tão triste? Por que cai teu semblante?
— Não é nada, pai — diz o jovem ajustando seu rosário na mão.
— Filho, fale a verdade! — pediu o pai.
— Eles... eles... — começou o filho. — Não é nada, pai!
— Por que diz que não é nada? Você está sofrendo! — diz o pai.
— Apalparam meus seios. Não era para isso acontecer. Mas eles zombam de mim pai, não quero mais trabalhar no moinho.
— Não é exagero? — perguntou o pai.
— Não é, eles me menosprezam, pai — respondeu o filho.
— Filho, seu trabalho dentro de casa é importante, mas sua mãe...
— Eu sei, ela não gosta muito de mim.
— Não, ela gosta, é só que ela cuida para ficar tudo bem. E está tudo bem, pai? — perguntou ele.
— Sê firme. Se forte, Deus proverá.